quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Frivolités (Frivolidades)


Estava eu estudando composição de cardápios, harmonização e enogastronomia quando me dei por conta de dois fatos históricos que envolvem a gastronomia; e que usaram desculpas semelhantes para a realização de um evento social - comentado até os dias de hoje no âmbito educacional e político. Acredito que valha a pena descrever o ocorrido:
Voltemos nossos olhares para a Era Vargas, mais precisamente para o dia primeiro de julho de 1942. Naquele dia um jantar festivo foi oferecido à missão militar chilena pelo então ministro das Relações Exteriores, Oswaldo Aranha, nos salões do Palácio do Itamaraty. O evento contava com noventa convidados, dentre os quais o embaixador brasileiro do Chile (da época), o chanceler Pedro Leão Veloso.

Oswaldo Aranha
Pedro Leão veloso
O menu deste evento sempre me vem à memória por uma razão simples: o jantar teve como motivação principal o congraçamento com militares chilenos, pretexto exatamente igual ao que serviu para realização do Baile da Ilha Fiscal (assunto já comentado aqui, Clique Aqui Para Ler), o evento, com seu  menu  da época, revela  a grande diferença entre a grandiosidade e o luxo do último banquete do Império e um jantar mais modesto, dos tempos da Segunda Guerra Mundial, em que a política da República começava a se mostrar robusta. 
Cabe aqui ressaltar que alguns diplomatas que participaram daquele evento eram conhecidos gourmets da época, tão apreciadores da boa mesa que acabaram sendo homenageados, emprestando seus nomes a dois pratos clássicos da culinária brasileira batizados de Filé Oswaldo Aranha e Sopa Leão Veloso (esses pratos pedem posts específicos – e isso virá noutra oportunidade).

Filé Oswaldo Aranha
Sopa Leão Veloso
Observando detalhadamente a época e o espaço do evento pode-se supor que o serviço da festa foi preparado pela Confeitaria Colombo, que era o grande serviço de bufê da época e fornecedor costumeiro do Palácio do Itamaraty.
Outro fato interessante é que o menu escolhido traz sua estrutura (sequencia de pratos servidos) acompanhando a clássica estrutura francesa, ou seja: o papel do hors d'oeuvres é desempenhado por uma sopa ou consomé; seguido por um prato de peixe, prato de ave ou de carne; seguido por outro de legumes ou de salada. Finalizando com a sobremesa e os queijos. E neste caso, o queijo  ou os queijos  sabe-se que foram substituídos por frutas frescas, finalizando assim a comilança.

Confeitaria Colombo
A alma francesa estava em tudo: no menu clássico, no idioma usado para apresentar e descrever os pratos, nas técnicas culinárias e nos ingredientes. Poucas foram às concessões a ingredientes típicos ou genuinamente brasileiros.
O serviço foi todo feito a russa - modalidade que, mais tarde ficou conhecida pelo público como serviço à francesa -, onde os pratos são servidos aos convidados por garçons, que trazem em suas bandejas as iguarias que serão oferecidas aos comensais. Ainda não se usava o serviço denominado empratado, comum hoje em dia e caracterizado pela apresentação da preparação culinária solicitada pelo comensal já em pratos individuais.

Veja o menu que  foi servido:

·         Caviar molosso et blinis de blé noir
·         Essence de boeuf Céléstine
·         Supréme de linguado aux champignon à la bonne-femme
·         Dindon róti farci de prumeaux,pommes croquettes ideales
·         Asperge de Califórnia sauce verte
·         Bombe Antarctique
·         Frivolités
·         Fruits

Para acompanhar: Champagne Pommery - provavelmente a última bebida e eleita para acompanhar o caviar. E o vinho tinto Pommard.


Fontes: NOVAKOSKI, D. FREIRE, R. Enogastronomia: a arte de harmonizar cardápiose vinhos. Rio de Janeiro: Senac Nacional,2005.

Frivolités

36 ostras bem claras
2 cebolas roxas picadas
15 colheres de vinho branco Muscadet
20 colheres de creme de leite fresco
80 g de manteiga (se quiser gastar use Le beurre Charentes-Poitou)
8 folhas de massa brinck (encontra-se pronta nos supermercados)
Pimenta moída a gosto.


Preparo: Esfregue as ostras em água corrente. Abrir, tendo o cuidado. Colocar em água fervente por um minuto apenas num recipiente não muito cheio de água. Depois disso escorra e coe a água, e reserve as ostras. Na água do cozimento, que deve ter sido passada por uma peneira fina, adicionar a cebolinha, o vinho branco e duas pitadas de pimenta. Deixe no fogo até reduzir pela metade por 1/3. Adicione o creme de leite, deixe engrossar, em seguida, bata a manteiga e adicione, incorpore bem e deixe esfriar. Corte 36 círculos com um cortador de biscoitos  de3 cm de massa brink. Em cada uma coloque 1/2 colher de café de molho e uma ostra. Enrrolar como se fosse fazer cigarros e coloque em uma assadeira forrada com papel manteiga e pincelada com manteiga. Asse em forno a 250 ° C até que doure a massa. Para servir as "frivolidades" corte finas tiras de limão e lima, salpique pimenta e decore com um ramo de ervas.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Um brinde a história imperial do Brasil revisitada



Acredito que é de conhecimento público – depois de quase quatro anos com esta confraria – que minha admiração latente pela família Imperial Brasileira é algo que não consegui esconder.
Sempre procurei incluir neste espaço histórias interessantes ligadas aos monarcas brasileiros. E hoje, mais uma fez, isso ocorrerá. Pelo simples fato de que a história imperial do Brasil vai sofrer algumas mudanças a partir de novas informações que só vieram a ser conhecidas recentemente, através da exumação dos corpos do Imperador Pedro I e das Imperatrizes Leopoldina e Amélia. E este é um motivo pra comemorar. Logo ao final deste post seguirá a receita de um drinque para esta celebração à brasileira.
De antemão devo agradecer ao interesse da pesquisadora Valdirene Ambiel em estudar o assunto; bem como agradecer a todos os tipos de mídia que estão divulgando a descoberta. Acredito que o Brasil ainda não conhece bem a história de si mesmo. E atitudes como essa me permitem ter esperança num país que valorize mais sua própria história.
 Pela primeira vez em quase 180 anos, Os corpos de três membros da família imperial brasileira --d. Pedro I, sua primeira mulher, d. Leopoldina, e a segunda, d. Amélia-- foram exumados e submetidos a análises físicas, químicas e a exames de imagem na Faculdade de Medicina da USP. Pela primeira vez, o maior complexo hospitalar do País foi usado para pesquisar personagens históricos - na prática, dom Pedro I, dona Leopoldina e dona Amélia foram transformados em ilustres pacientes, com fichas cadastrais, equipe médica e direito a bateria de exames.


Os exames foram realizados em sigilo entre fevereiro e setembro de liderados pela historiadora Valdirene Ambiel, 41, fez parte de dissertação de mestrado defendida no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. As informações foram publicadas no jornal "O Estado de S.Paulo". Uma das motivações para o estudo foi a preocupação com a conservação dos corpos, sepultados no Monumento à Independência, em São Paulo.
"Há infiltrações, problemas de manutenção e o relevo não ajuda", diz Valdirene. A urna de d. Pedro estava se esfacelando, tanto que foi necessária a confecção de um novo caixão.
Durante os estudos foram revelados fatos até então desconhecidos sobre a família imperial brasileira e compõem um retrato jamais visto dos personagens históricos, cujos corpos estão no Parque da Independência, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, desde 1972. A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo acompanhou os estudos de Valdirene desde 2010, quando a historiadora e arqueóloga conseguiu autorização dos descendentes da família imperial para exumar os restos mortais dos personagens.
Antes da abertura de cada urna, a pedido da família, um padre realizava uma cerimônia em latim, segundo a pesquisadora, bolsista da Capes.
A maior surpresa encontrada logo após a abertura foi no caixão da segunda mulher de dom Pedro I, dona Amélia de Leuchtenberg, a descoberta mais surpreendente veio antes ainda de que fosse levada ao hospital: ao abrir o caixão, a arqueóloga descobriu que a imperatriz está mumificada, fato que até hoje era desconhecido em sua biografia. O corpo da imperatriz, embora tenha escurecido, está preservado, inclusive cabelos, unhas e cílios. Entre as mãos de pele intacta, ela segura um crucifixo de madeira e metal. O médico Edson Amaro Jr., professor associado de radiologia na Faculdade de Medicina da USP, destaca também o cérebro. "O órgão conservou sua morfologia. É possível observar até os giros. Isso vai motivar pesquisas futuras."

Detalhe do rosto de dona Amélia

Detalhe das mãos da múmia de dona Amélia
Múmia de dona Amélia





O estudo também desmente a versão histórica de que a primeira mulher, dona Leopoldina, teria caído ou sido derrubada por d.Pedro de uma escada no palácio da Quinta da Boa Vista, então residência da família real. Segundo a versão, propalada por historiadores, ela teria fraturado o fêmur. Nas análises no Instituto de Radiologia da USP, porém, não foi constatada nenhuma fratura nos ossos dela.
A pesquisadora disse que o trabalho uniu ciências humanas, exatas e biomédicas com o objetivo de enriquecer a História do Brasil. Ela defendeu ontem, na USP, a dissertação de mestrado após três anos de trabalho.
Depois da abertura e de análises preliminares, para verificar a presença de fungos, por exemplo, os corpos passaram por tomografia. E, para isso, foram levados até o Hospital das Clínicas. A remoção foi cercada de cuidados. O interior dos caixões ganhou uma espuma para fixar os esqueletos no percurso entre o Monumento à Independência, na zona sul, e o HC, na região oeste.
O transporte foi realizado em etapas: d. Leopoldina em março, d. Pedro em abril e d. Amélia em agosto. Os corpos saíam da cripta mais ou menos às 21h e eram devolvidos entre 4h e 5h da manhã.
Para chegar ao prédio do HC onde foram feitas as tomografias, os restos mortais entraram no complexo pelo Serviço de Verificação de Óbitos e passaram por um túnel subterrâneo --tudo para garantir o sigilo da operação.
A ossada de d. Pedro foi a única a passar por decapagem --retirada de resíduos dos ossos-- antes dos testes e também a única a ser submetida à ressonância. Agora também se sabe que o imperador tinha quatro costelas fraturadas do lado esquerdo, o que praticamente inutilizou um de seus pulmões - fato que pode ter agravado a tuberculose que o matou, aos 36 anos, em 1834. Os ferimentos constatados foram resultado de dois acidentes a cavalo (queda e quebra de carruagem), em 1823 e 1829, ambos no Rio. No caixão de Dom Pedro I, nova surpresa: não havia nenhuma comenda ou insígnia brasileira entre as cinco medalhas encontradas.

Imagem do caixão do imperador dom Pedro I
O Esqueleto do Imperador


O primeiro imperador do Brasil foi enterrado como general português, vestido com botas de cavalaria, medalha que reproduzia a constituição de Portugal e galões com formato da coroa do país ibérico. A única referência ao período em que governou o Brasil está na tampa de chumbo de um de seus três caixões: a gravação Primeiro Imperador do Brasil, ao lado de Rei de Portugal e Algarves.
Entre os achados dos exames, destaca-se a aparente ausência de fratura no fêmur de d. Leopoldina. Acreditava-se que a imperatriz teria sido empurrada de uma escada por d. Pedro, o que teria levado à sua morte. Os testes também permitiram identificar que a imperatriz foi sepultada com a roupa da coroação.

Vista de cima dos restos mortais de dona Leopoldina
Tomografia de dona Leopoldina


No imperador, não foram encontrados sinais de sífilis na ossada, o que não chega a descartar que ele tivesse a doença como se suspeitava, segundo o médico Paulo Saldiva, professor de patologia na USP.
"Seria possível confirmar por meio de biópsia do coração dele, que está preservado em Portugal." Amaro Jr. lembra que o trabalho é só um primeiro passo para pesquisas futuras. Uma das possibilidades é fazer uma reconstrução 3D, como um "d. Pedro virtual". Até a voz poderia ser reconstituída a partir de medidas ósseas, diz Saldiva.


Sobre o coração de Dom Pedro I  - Este foi sepultado no Panteão dos Braganças, na Igreja de São Vicente de Fora. O seu coração foi doado, por decisão testamentária, à Igreja da Lapa, no Porto, onde se encontra conservado, como relíquia, num mausoléu na capela-mor da igreja, ao lado do Evangelho. Em 1972, no sesquicentenário da Independência, seus despojos foram trasladados do panteão de São Vicente de Fora para a cripta do monumento do Ipiranga, em São Paulo, no Brasil. 
O coração de D. Pedro encontra-se depositado na Igreja da Lapa numa urna cujas chaves estão oficialmente guardadas no Gabinete do Presidente da Câmara Municipal do Porto. A urna onde se encontra o coração do monarca guerreiro, foi feita à imagem e semelhança da urna original, que também se encontra em exposição na Lapa, e que o transportou de barco desde Lisboa até ao Porto em 1835. (veja o  vídeo abaixo)




A partir de agora podemos esperar pesquisadores entusiasmados que possam nos presentear com mais informações reveladoras.

Fonte: Folha de São Paulo.

Coquetel Celeste

Ingredientes:
Champagne ou espumante
25 ml de suco de abacaxi (se for natural, não precisa adoçar)
25 ml de Curaçao Blue
Cereja

Preparo: 

Junte o suco de abacaxi e o curaçao numa coqueteleira e misture bem. 

Sirva a mistura numa taça e complete com champagne ou espumante. 

Enfeite com casca de laranja e hortelã.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A renúncia do Hierofante (Papa) regada a suco de laranja


De repente eu me peguei pensando na velhice... eu, criando numa família católica, sempre achei que a gente sabe quando está ficando velho no momento em que se percebe acompanhando a mudança no papado. E nesta exata ocasião isso está prestes a incidir novamente – nasci na época em que o Vaticano era comandado por João Paulo II, presenciei a eleição de bento XVI e, agora, estou me preparo para um próximo Papa... e o “clima” que eu observo não me agrada.
No dia 10 de fevereiro (um domingo de carnaval, aqui no Brasil) o mundo inteiro foi pego desprevenido com o discurso em que o Papa pessoalmente anunciou sua renúncia. Ele disse:


"Caros irmãos:
Convoquei-os para este consistório, não apenas para as três canonizações, mas também para comunicar a vocês uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Após ter repetidamente examinado minha consciência perante Deus, eu tive certeza de que minhas forças, devido à avançada idade, não são mais apropriadas para o adequado exercício do ministério de Pedro.
Eu estou bem consciente de que esse ministério, devido à sua natureza essencialmente espiritual, deve ser levado não apenas com palavras e fatos, mas não menos com oração e sofrimento.
Contudo, no mundo de hoje, sujeito a mudanças tão rápidas e abalado por questões de profunda relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e proclamar o Evangelho, é necessário tanto força da mente como do corpo, o que, nos últimos meses, se deteriorou em mim numa extensão em que eu tenho de reconhecer minha incapacidade de adequadamente cumprir o ministério a mim confiado.
Por essa razão, e bem consciente da seriedade desse ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério como Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, confiado a mim pelos cardeais em 19 de abril de 2005, pelo qual a partir de 28 de fevereiro de 2013, às 20h, a Sé de Roma, a Sé de São Pedro, vai estar vaga e um conclave para eleger o novo Sumo Pontífice terá de ser convocado por quem tem competência para isso.
Caros irmãos, agradeço sinceramente por todo o amor e trabalho com que vocês me apoiaram em meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. E agora, vamos confiar a Sagrada Igreja aos cuidados de nosso Supremo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo, e implorar a sua santa mãe Maria para que ajude os cardeiais com sua solicitude maternal, para eleger um novo Sumo Pontífice. Em relação a mim, desejo também devotamente servir a Santa Igreja de Deus no futuro, através de uma vida dedicada à oração.
Vaticano, 10 de fevereiro de 2013.
BENEDICTUS PP. XVI"

Imediatamente pude acompanhar, pelas redes sociais, pelas redes sociais que a renúncia humanizou o papa aos olhos de alguns católicos.
Muita coisa voltou a ser dita; profecias voltaram a percorrer o mundo como um rastilho de pólvora; e o mundo volta os olhos para o Vaticano.




Oito feministas com os seios à mostra participaram em uma manifestação nesta terça-feira (12) na catedral de Notre Dame de Paris para festejar a renúncia do Papa Bento XVI, anunciada na segunda-feira.



A mãe natureza também resolveu se manifestar: Um raio atingiu a basílica de São Pedro algumas horas após o Papa Bento 16 ter surpreendido o mundo católico com sua renúncia ao papado. O incidente ocorreu por volta das 18h00 horas, horário local (16h00 em Brasília).




Mais um “fim do mundo” – A Profecia de São Malaquias

O anúncio da renúncia do papa Bento 16 fez relembrar a famosa "Profecia de São Malaquias", que anuncia o fim da Igreja e do mundo. A profecia de São Malaquias, ou "Profecia dos Papas", é um elenco de 112 frases curtas em latim que indicariam o número de papas, considerada uma premonição atribuída a São Malaquias, bispo de Armagh, que viveu no século 12. A obra prevê que o próximo papa vai ser o último antes da destruição de Roma e do fim da Igreja Católica.
A profecia foi publicada em 1595 pelo histórico beneditino Arnold de Wyon, dentro da sua obra "'Lignum Vitae, Ornamentum et decus Ecclesiae" [A Árvore da Vida, enfeite e decoração da Igreja, na tradução livre]. Segundo a tradição, em 1139 Malaquias foi chamado a Roma pelo papa Inocêncio 2º para ser nomeado bispo e próprio na Cidade Eterna ele teria tido um sonho sobre os futuros papas.
Malaquias relatou sobre a visão através de uma longa sequência de frases obscuras, em um manuscrito intitulado "Prophetia de Summis Pontificibus" [Profecia sobre Supremos Pontífices, na tradução livre].
As frases descrevem as características mais marcantes de todos os papas a partir de Celestino 2º, eleito em 1143. O manuscrito foi então depositado nos arquivos do Vaticano, onde permaneceu esquecido até sua redescoberta em 1590.
De acordo com algumas interpretações da lista, o papa Bento 16 seria o penúltimo pontífice da historia da igreja, que terminaria com um papa descrito como Petrus Romanus [Pedro de Roma, ou Pedro Romano, na tradução livre] cujo pontificado, de acordo com a profecia, vai terminar com a destruição da cidade de Roma, e com o simultâneo fim da igreja e do mundo.
Muitas pessoas, no entanto, incluindo os redatores da última edição da Enciclopédia Católica, argumentam que a profecia é uma farsa do século 16.  As "profecias" teriam sido elaboradas por um falsário italiano, Alfonso Ceccarelli, para tentar influenciar, sem sucesso, os cardeais no conclave de setembro 1590, que elegeu o papa Urbano 8º. Apesar das evidencias de ser um falso, sempre que se fale sobre a sucessão no Vaticano, o imaginário popular volta à famosa "profecia de São Malaquias."
Não bastasse São Malaquias com suas profecias, 

A renúncia e o surgimento do “Anti-Papa"


Não bastasse a profecia de São Malaquias, sempre aparece aqueles que jogam mais lenha na fogueira... Assim surgem os que estão dizendo por aí que João Paulo II teve um filho, e hoje com 60 e poucos anos, este homem poderá substituir Bento XVI sendo "O Anti-Papa". (Você pode se perguntar: Porque a Igreja Católica esconde que o Papa João Paulo II tem um filho de 60 anos?)
As más línguas que moram no vaticano dizem que o filho do João Paulo II é idêntico ao pai e que ele assumiria o papel após a saída de Bento 16, sendo amplamente preparado para o Papado no Vaticano.

Alguns sites e Tabloides pelo mundo  já chegaram ate a publicar a foto acima  quando trataram do filho do Papa
Em (01/05/2011) o mundo assistiu à beatificação do papa João Paulo II, morto em 2005. Esse foi o primeiro passo para transformá-lo em mais um santo da Igreja Católica. A cerimônia aconteceu na praça de São Pedro, no Vaticano, diante de 1 milhão de pessoas.
Circula na internet, há algum tempo, um vídeo explicando o significado dos 7 reis de Apocalipse 17 (veja abaixo). Em forma de profecia, esse vídeo diz que os reis são na verdade papas, sendo João Paulo II o 6º e o atual papa Bento XVI o 7º. Ainda de acordo com essse vídeo, o 8º rei (que faz parte dos 7, de acordo com a Bíblia) seria o mesmo João Paulo II, que voltaria de alguma forma, da morte, tornando-se assim, a besta descrita no versículo 8 do mesmo capítulo.




  Era uma vez um vaticano?

Uma polêmica sempre é boa pra movimentar a igreja! E, como o ano está apenas começando, posso dizer que, até este momento, a renúncia do Papa é a “bomba do ano”!
Particularmente não acredito no motivo descrito no conteúdo do texto, lido pelo pontífice, pelo simples fato de eu não considerar Ratzinger um ser idiota– ele nunca deu um ponto sem nó; não foi eleito à toa, principalmente se considerarmos que assumiu o papado utilizando aquilo que ele sabe fazer bem feito (articulação política ostensiva - ele foi “escolhido” na segunda votação, pois, não iria pegar bem, caso a escolha daquelas mais de 180 “cobras criadas” fosse definida logo na primeira rodada). Quanto a real motivação para a “inusitada” decisão ( já se sabe que foi tomada em março do ano passo após visitas ao México e cuba) talvez venha a público algum dia. Talvez a igreja classifique o texto com o motivo real como apócrifo... até lá o povo vai se submetendo aos conteúdos da literatura jornalística “superficial” que deixam os motivos reais da renuncia do Hierofante (Papa) ao gosto do leitor.



Sei que posso estar sendo rude com as palavras, que posso parecer grosseiro e insensível até. mas quantos de vocês, católicos como eu, já pararam para se informar do que de fato acontece no Vaticano? Quantos de vocês realmente se importam com isso? Até onde isso interferem na suas vidas? E como suas vidas podem mudar com esta renúncia? Já pensaram nisso?
 Vejo muita gente publicando mensagem de apoio ao Papa, chamando-o de humilde – mas para mim tudo isso só serve para evidenciar que as pessoas estão testando sua caridade, posando de “bons moços” enquanto ainda escondem a “sujeira” debaixo dos próprios tapetes.
Se você não está gostando do rumo dessa conversa, sugiro que pare de ler por aqui. Pule para o fim do post, e prepare o suquinho de laranja que lá estará disponível, e pronto (Outro dia li em algum lugar que o suco de laranja é a bebida favorita do Papa Bento XVI, tanto que ele fez questão da bebida estar presentes em suas refeições. 



A preferência do pontífice pelo suco de laranja provavelmente se deve, além do delicioso sabor da fruta e dela ser excelente fonte de vitama C, aos benefícios que a laranja traz à saúde. Suco de laranja previne cálculo renal, controla a triglicéris, além de ser uma poderosa arma contra os altos níveis de colesterol ruim (LDL). O suco de laranja disponível aqui não é bem o que o Hierofante bebe, porque resolvemos das uma incrementada na recita básica que só pede laranjas espremidas)
Mas se você compreende todo este meu falatório, dê uma pausa na leitura, prepare o suquinho de laranja do final deste post e, em seguida, volte com um copo long drink cheio desse suquinho, para continuar com a leitura.

Desvendando o que tem por trás do Hierofante (Papa)

Antes de eu continuar acredito que cabe aqui uma explicação:
Hierofante é o termo usado para designar os sacerdotes da alta hierarquia dos mistérios da Grécia e do Egito. É o sacerdote supremo, que pode ser chamado também de Sumo Sacerdote. O exemplo mais popular de alguém que pode ser chamado de Grande Hierofante é o líder supremo da Igreja Católica Apostólica Romana, o Papa, também chamado de Sumo Pontífice.
Sumo Pontífice (Sumo Pontifex) é aquele que lança pontes, na significação antiga, aquele que deve unir as diferentes pessoas e coordenar esforços, lançar pontes em todas as direções. Nesse sentido, o líder da ordem F:.M:.K:.R:., que, segundo os próprios integrantes da ordem, tem como tarefa principal conectar pessoas e sinergizar esforços, pode também ser chamado de Sumo Pontífice e consequentemente de Grande Hierofante.
Hierofante também designa grandes sacerdotes de outras religiões. No livro A enxada e a lança, de Alberto da Costa e Silva, na página 440, se lê "Orumila, o hierofante". Orumila é o grande conhecedor do Orum, que significa o desconhecido, o outro lado, o infinito, o longínquo. É nesse lugar inalcançável pelos habitantes da Terra (para os Iorubás, Aiyê) que fica a morada dos Orixás. Afirma Proclus que "ao filósofo cabe ser o Hierofante do mundo inteiro", ou seja, cabe a ele dar os rumos e direções da humanidade.
Hierofante: do grego Hierophantes, que significa literalmente “aquele que explica as coisas sagradas”. O revelador da ciência sagrada e chefe dos iniciados. Título pertencente aos mais elevados adeptos nos templos da antiguidade, que eram os mestres e preletores dos mistérios e os iniciadores nos grandes mistérios finais. O Hierofante representava o Demiurgo e explicava aos candidatos à iniciação os vários fenômenos da criação que se expunham para seu ensinamento. “Era o único expositor das doutrinas e arcanos esotéricos. Era proibido até pronunciar o seu nome diante de uma pessoa não iniciada. Residia no Oriente e levava, como símbolo de sua autoridade, um globo de ouro pendurado ao pescoço. Se o denominava também de Mistagogo”. 
Em hebraico e caldeu, o termo era Peter, o abridor, descobridor ou revelador, e por isso o Papa, como sucessor do Hierofante dos antigos mistérios, ocupa a cadeira pagã de São Pedro. Cada nação teve seus mistérios e hierofantes. Até os judeus tinham o Peter-Tanaïm ou Rabino, como Hillel, Akiba e outros famosos cabalistas, que só podiam comunicar o tremendo conhecimento contido no Merkavah. Nos tempos antigos, havia na Índia um só hierofante, porém na atualidade há vários disseminados pelo país, ligados aos principais pagodes, os quais são conhecidos com o nome de Brahma–âtmas. No Tibete, o hierofante principal é o Dalay, ou Taley–Lama de Lhasa. Entre as nações cristãs, unicamente as católicas conservaram o costume “pagão” na pessoa do Papa. 

Explicação feita agora eu sugiro a você, que já está com seu suquinho a postos, que leia atentamente uma breve síntese dos livros sugeridos – e que podem esclarecer, provavelmente, mais motivos para a renúncia do Hierofante da Igreja Católica Apostólica Romana.

Primeiro, recomendo esta obra: “Sua Santidade – As cartas secretas de Bento XVI", de Gianluigi Nuzzi,


O livro traz relatos sobre escândalos e crimes envolvendo religiosos de todo o mundo. O escândalo provocado pela publicação levou o Vaticano, pela primeira vez, a prender dentro de seus muros um alto funcionário, Paolo Gabriele, um homem de 43 anos, que desde 2006 era o mordomo de Bento XVI. É ele o acusado de ter vazado os documentos secretos que deram origem à polêmica obra. No entanto, o autor do livro não revela o nome verdadeiro da pessoa que lhe entregou os relatos, esta que foi portadora de todas as cartas, relatórios, papéis, que durante semanas, sempre em locais diferentes, em horas diversas.
O livro aponta que milhões de euros de negócios suspeitos teriam sido branqueados pelo Istituto per le Opere di Religione - IOR (o banco do Vaticano) e revela escândalos de pedofilia envolvendo sacerdotes e bispos por todo o mundo, passando pelo dinheiro ganho pela Igreja com pornografia. Além disso, aponta que existiria ingerência na política interna de outros países, prática de crimes passionais e jogos de poder que teriam o intuito de destruir reputações e colocar interesses pessoais na frente dos interesses da Igreja e de sua missão evangélica. Segundo a obra, Bento XIV vive fechado nos aposentos papais, refém das vontades de uma corte de cardeais, bispos e secretários particulares que só permitem que saiba algumas coisas. Bertone, o cardeal Secretário de Estado, seria a figura central de uma intriga e moveria pessoas e acontecimentos como melhor lhe convém, buscando alcançar um poder cada vez maior.

A segunda indicação ainda não tem tradução para o português, mas como está em espanhol acredito que muitos possam ler, Trata-se de  LOS CUERVOS DEL VATICANO, DE ERIC FRATTINI,


.Los cuervos del Vaticano revela uma historia de mordomos traidores, vazamento de documentos, comissões secretas de investigação, do serviço de espionagem y contraespionagem do Vaticano, de prelados que denunciam a corrupção e que são afastados de imediato de San Pedro, lavagem de dinhero, altos membros da máfia siciliana, um complot para assinar o Papa, uma adolescente desaparecida e supostamente utilizada como escrava sexual, una guerra entre jornalistas e dirigentes da imprensa católica, um presidente do IOR com medo a ser assinado. Mostra ainda que no Estado da Ciudade do Vaticano, a realidade sempre supera a ficção;
O livro traz inclinações nos discursos do Papa, como:
“Sem justiça, que são os reinos senão uma grande corja de ladroes?” - .Bento XVI citando uma frase de San Agustín logo em sua primeira encíclica Deus caritas est (2005).

Agora vou tomar meu suquinho de laranja - e continuar observando a instalação desta “guerra civil” no vaticano.


Suco cremoso de laranja

500 ml de leite
200 g de leite condensado
5 laranjas

Preparo: Corte as laranjas ao meio e as esprema para retirar seu néctar. Em seguida misture todos os ingredientes no liquidificados até ficar consistente. Logo após bata tudo no liquidificador até ficar consistente




terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

PaJeon – Um santo remédio contra a gripe


Tem dias que você acorda e já sabe que vai gripar?
Bem vindo ao clube! Eu também sou assim. E hoje acordei achando que a gripe está a minha espreita. Ficou louco quando isso acontece porque me incomoda a garganta arranhando, o nariz escorrendo – e aquela tosse de cachorro, insuportável, é o fim!
Todo mundo fala que repouso e muito líquido é um santo remédio para a gripe. E que para prevenir, muita vitamina C resolve – sem contar as inúmeras receitinhas de remédios caseiros que surgem aqui e acolá garantindo que, supostamente, vão mandar a gripe para as cucuias – uma infinidade de tipos de mel (de abelha, de cupim, de beterraba, com própolis, hortelã, etc.) e lambedores cheios de coisas fortes (como alho, gengibre, casca de um pau sei lá de onde, uma raiz de sei lá o quê, etc., etc., etc.). Esse tipo de mistura não agrada todo mundo. E é pensando nisso que hoje este post, além de trazer a recita de uma gostosura, mostrará ela como uma fonte “inesperada” de um medicamento - gostoso para combater a gripe (será que eu tô viajando demais?).
Enquanto escrevo estou ouvindo PSI – aquele rapper coreano famoso por sua dancinha do cavalo 'Gangnam Style' (a música dá um clima. Pois vem da Coreia a receita de hoje).
Uma comidinha típica coreana, muito popular por sua simplicidade, e que está virando febre entre aqueles que gostam de comida asiática, o PaJeon, é bem mais do que parece ser. Trata-se de uma espécie de panqueca, que pra mim mais se assemelha com uma fritada, feita em porções pequenas, e que  pode ser feita com as sobras de tudo que você tem na geladeira.


A tradição coreana associa o PaJeon aos dias chuvosos – pelo fato de que você os pode preparar com tudo que tem na geladeira, sem precisar de  ir à rua comprar ingredientes.
Contudo, o mais interessante, desta receita é que os coreanos também associam o PaJeon como um protetor contra gripes, sobretudo pelos dias chuvosos, devido a grande quantidade de vitamina C contida em um ingrediente imprescindível para o preparo: a cebolinha.
 Não é incrível?! Eu adoro cebolinha, mas nunca tinha ouvido falar que cebolinha em quantidade ajuda a combater gripes. A possibilidade de comer PaJeon me deixa contente porque eu adoro – e fico ainda mais feliz, porque agora sei que é um “santo remédio” – e se pode fugir da tradicional canja de galinha contra resfriado hehhehehe.

Entendendo melhor o PaJeon:

PA = cebolinha, o ingrediente que predominante nesta receita, mesmo que você agregue outros ingredientes do seu gosto, como por exemplo, frutos do mar, tofu, ostras, etc.

JEON = panqueca, logo, as receitas Coreanas terminadas em Jeon são sempre algum tipo de bolinho, panquequinha ou fritadinha.

O que podemos fazer:

HaeMul PaJeon = HaeMul (frutos do mar) Pa (cebolinhas) Jeon (panqueca)



DuBu PaJeon = DuBu (tofu)  Pa (cebolinhas) Jeon (panqueca)



Gul PaJeon = Gul (ostra) Pa (cebolinhas) Jeon (panqueca)



OJingEo Pajeon = OJingEo (lula) Pa (cebolinhas) Jeon (panqueca)


E se a panqueca coreana não tiver as cebolinhas, o nome muda:

BuChu Jeon = BuChu (broto de alho) Jeon (panqueca)



KimChi Jeon = KimChi (Kimchi) Jeon (panqueca)



AeHoBak Jeon = AeHoBak (abobrinha) Jeon (panqueca)


Agora você tem uma ótima desculpa pra preparar esta delícia – a de que é um remedinho de prevenção contra a gripe. Corre pra cozinha e vai cuidar da saúde – antes que o desejo te mate de fome.


PAJEON

1 xícara de farinha de trigo (poderá substituir 
1/4 de xíc. por farinha de arroz para uma textura mais "puxa")
1 xícara de água
1 ovo
1/2 colher de chá de sal
1/3 de uma cebola, fatiada
80g de cebolinhas cortadas em pedaços de uns 5 cm
um pedaço de uns 2 cm de uma pimenta vermelha fresca (opcional)
1/3 de um pimentão vermelho cortado em fatias finas
óleo para untar a frigideira

Preparo: Prepare os vegetais. Corte-os em pedaços largos. Em uma tigela, misture bem a farinha, sal, ovo e água, usando um batedor de arame (fouet). Vai ficar uma massa mais mole do que a panqueca americana, porém mais grossa do que massa de crepe. Junte os vegetais e misture. Aqueça umas 2 colheres de sopa de óleo numa frigideira. Coloque porções de massa, usando uma concha, para fazer as panquecas em porções individuais. Outra alternativa seria espalhar massa pelo fundo todo da frigideira e fazer panquecas grandes e depois cortá-las em pedaços. Frite por alguns minutos em fogo médio até corar por baixo. Vire com uma espátula e deixe corar do outro lado. Sirva com molho à parte.


Sugestão de molho para acompanhamento

2 colheres de sopa de molho de soja
2 colheres de sopa de água
Pimenta vermelha em flocos a gosto (opcional)
1 dente de alho amassado
1 colher de chá de açúcar
1 colher de chá de óleo de gergelim
1 colher de chá de semente de gergelim
1/2 colher de sopa de cebolinha verde picadinha

Preparo: Misture tudo em uma tigelinha.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A Carnavália de fevereiro – pode ser regada a massa com molho de limão e a tequila sunrise


Todo começo de ano eu escuto que, no Brasil, o ano só começa de fato depois do carnaval. E hoje eu fique me perguntando se antigamente ocorria o mesmo na Grécia – país de origem do carnaval.
Eu, particularmente não sou dado ao carnaval. Mas acho interessantíssima a movimentação para observar o comportamento humano. Vejo muita gente hipócrita recriminando este período, tecendo adjetivos dos mais baixos para desqualificar os brincantes carnavalescos. E isso não é de hoje. Se formos observar a história de como tudo isso começou, a hipocrisia foi a responsável por transformar ritos de veneração aos deuses gregos em “festas profanas”.
Aí eu me coloco: Quando o homem era politeísta e se submetia aos seus ridos de adoração para agradar aos seus deuses, para a sociedade da época, ele estava cumprindo sua obrigação religiosa sem recriminação. Depois, com a intervenção do cristianismo, com seu puritanismo de fachada, tudo ganhou um sentido pecaminoso... não  estou aqui pra discutir religiosidade. Apenas queria deixar claro que, na maioria das vezes, os interesses de alguns, acabam distorcendo tudo. Por tanto não vou qualificar aqui o carnaval como festa profana. Pois o politeísmo veio antes do cristianismo em muitas sociedades.
O carnaval é uma comemoração que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C., destinada a celebração, veneração e adoração de deuses gregos, especialmente Baco, o deus do vinho e da embriaguez. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção.


Passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d.C.. É um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média. O período do carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou do latim "carne vale" dando origem ao termo "carnaval". Durante o período do carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes.
O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas. Já o Rio de Janeiro criou e exportou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba para outras cidades do mundo, como São Paulo, Tóquio e Helsinque.
A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma.
A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" em latim significa carne e "valles" significa prazeres.
Em geral, o carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados "gordos", em especial a terça-feira (Terça-feira gorda, também conhecida pelo nome francês Mardi Gras). O termo mardi gras é sinônimo de Carnaval.


Quando o cristianismo chegou já encontrou esta festa, dita orgiástica, no uso dos povos. Pelos seus caracteres libertinos e pecaminosos, foi a princípio condenada pela Igreja Católica. Porém, em 590 d.C. ela própria oficializou o carnaval dando origem ao “carnaval cristão”, quando o Papa Gregório I, o Grande, marca definitivamente, a data do carnaval no calendário eclesiástico. A partir de então, a Igreja tolerou melhor a festa e até passou a estimulá-la. Com o Papa Paulo II (1461-1471) foi organizada a festa de carnaval, com a promoção de corridas de cavalos, anões e corcundas, lançamentos de ovos, etc. Em 1582, o Papa Gregório XII promoveu a reforma do calendário Juliano, passando a se chamar Juliano Gregoriano, em uso até hoje pelos católicos, e estabeleceu em definitivo as datas do carnaval.
Nos períodos de repressão pela Igreja, a festa do carnaval sempre acontecia, quando os noviços organizavam a “festa dos bobos” em 28 de dezembro. Durante o evento elegia-se um bispo ou “abade dos bobos”. Realizavam danças na Igreja e na rua, procissão e missa simulada. Nesse momento os clérigos usavam máscaras e roupas de mulheres, ou vestiam os hábitos de trás para frente, seguravam o missal invertido (livro que contém as orações da missa), jogavam cartas, cantavam cânticos imorais e falavam mal da congregação.

GRAVURA : A Festa dos Bobos 1560,  de Pieter Van der Heyden (*1530 +1575)  COLEÇÃO ORIGINAL : Museu de Gravelines
Igualmente, a “festa dos inocentes” era uma espécie de carnaval regada a muita bebida e comida, encenavam peças e inversões de todos os tipos. As escrituras sagradas eram totalmente travestidas e parodiadas. Os rituais eram organizados pela Igreja Católica, de modo que a Instituição era ridicularizada e questionada em eventos carnavalescos.

O Combate de carnaval e da quaresma", 1559, de Pieter Bruegel
Embora muitos Papas tenham estimulado esses festejos, outros o combateram vivamente como Inocêncio II. Esta festa pagã acontece todos os anos no mês de fevereiro, em todo o mundo. Constitui-se a época de mais uma celebração de inspiração satânica, apresentando-se como uma manifestação que dilacera a espiritualidade.
Resumo da ópera (baseado no senso comum hipócrita): São quatro dias ao som de ritmos frenéticos e alucinantes (em algumas cidades brasileiras estes dias podem ser mais que quatro), regados a muita bebida alcoólica e à prática do sexo sem limites - pois o culto a sensualidade já traça o compasso de espera e é a marca registrada dos participantes que enchem ilusoriamente seus corações, numa prática que, neste espaço de tempo, cedem, sem nenhum temor a Deus, as suas luxúrias, na ignorância de que na quarta-feira, confessando seus excessos pecaminosos, através da figuração das cinzas, serão de seus pecados perdoados, como se Deus tivesse permitido, dado o seu aval para outros deuses serem venerados e adorados nesta ocasião.


Eu pergunto: Será que os hipócritas acham que Deus não vê as hipocrisias geradas dentro da sua Igreja? Será que só os foliões são a encarnação do profano? Para mim Deus é justo – e só ele pode julgar. Um dia no futuro, talvez, o cristianismo seja considerado como uma religião pagã, como ocorreu com as religiões anteriores a ele. E aí?


Para não desagradar a ninguém e deixar todo mundo no pique do carnaval, esta Confraria vai deixar duas recitas que vão alegrar os dias dos foliões: primeiro, por sua praticidade; segundo, porque fornecem energia suficiente para os brincantes se divertirem, sem culpa.

Talharim ao molho de limão

1 colher de azeite
200g de champignon
3 dentes de alho picados
1/2 xícara de chá de  vinho branco
casca ralada e suco de 2 limões
1 xícara de chá de creme de leite
100g de queijo ralado
300g de talharim
sal a gosto

Preparo: leve ao fogo alto uma panela grande com água salgada e deixe ferver. Enquanto isso prepare o molho: aqueça o azeite, junte o champignon e o alho e refogue por 3 minutos. Adicione o  vinho , a casca e o suco de limão. cozinhe por mais  2 minutos e retire do fogo. .Coloque a massa na água fervente mexa bem e cozinhe al-dente. escorra e devolva a panela levando ao fogo baixo. adicione rapidamente o  cogumelo cozido e o creme de leite, mexendo sem parar . polvilhe o queijo ralado aos poucos  para que ele dissolva por igual. sirva  em seguida.


Tequila Sunrise

1 dose(s) de tequila ouro
3 dose(s) de suco de laranja
quanto baste de xarope de groselha para decorar

Preparo. 

Despeje num copo alto a dose de tequila e o suco de laranja. Misture bem e coloque o xarope de groselha a gosto.