segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A Grã-Duquesa que virou biscoito e o dilema: bolacha ou biscoito?


Eu gosto de biscoitos. Tenho minhas preferências, sendo os biscoitos champanhe, os biscoitos de polvilho e qualquer outro que seja banhado com chocolate os meus preferidos. Os biscoitos recheados já tiveram mais status na minha lista, hoje os como pouco – não tolero a quantidade exagerada de gordura deles. Gosto também de alguns biscoitos salgados, pra levar ao fogo com manteiga derretida, dando uma dourada neles, para acompanhar com bom copo de leite gelado. Os cream crackers eu gosto também com leite, mas uso bastante pra empanar frango – fica uma delícia. Uso também biscoitos e bolachas pra fazer sobremesas -  faço um creme de goiaba com aquele biscoito club social que fica de babar.


Biscoitos e bolachas são versáteis. Podemos empregá-los nas preparações das mais variadas formas. Alguns são fáceis de fazer em casa, outros exige prática e equipamentos – por isso a indústria alimentícia ganha tanto dinheiro com essas produções.  Mas já repararam que nas embalagens existe nomes diferentes para essas preparações que o censo comum acha ser uma coisa só? Pensando nisso, esse post tentará esclarecer as diferenças entre Biscoito ou Bolacha.


Sim, existe diferença entre bolacha e biscoito. Pois tratam-se de duas preparações diferentes, isso mesmo, apesar de ambos serem feitos a partir de farinha – de qualquer tipo de cereal – com ou sem açúcar ou sal, gordura e levedura. A diferença está no preparo. Bolachas são, geralmente, secas. E biscoitos, podem ser secos ou úmidos; Bolachas se distinguem dos biscoitos por apresentarem formatos planos; já os biscoitos podem ter formas variadas.
Na época em que os homens viviam em cavernas, tinham a base de sua alimentação feita com grãos que trituravam com os dentes. Uma mente brilhante (e higiênica) teve a ideia de moer os grãos com a ajuda de pedras. Daí, foi um pulo para misturar a farinha de cereais moída e cozê-la com água e depois separar a massa cozida e secá-la no fogo, com o objetivo de conservar por mais tempo. Biscoito foi o nome dado a esse pão, seco, crocante e quebradiço.


As inovações biscoitares vieram, inicialmente com os antigos gregos que adocicaram o biscoito, adicionando mel na receita – por aquele tempo o açúcar não era conhecido. Depois, os egípcios adicionaram leite e canela nos seus pães, e fizeram biscoitos aromatizados – no Egito a receita de biscoitos era passada de geração em geração através de um especialista em fabricar biscoitos, estes eram geralmente um escravo, considerado de luxo, que podia ser comprado, alugado ou tomado a força, tudo dependência da habilidade que o escravo tivesse. Mas é creditado aos persas o confeccionamento profissional do alimento, no século 7 A.C
Os romanos também contribuíram na história dos biscoitos e bolachas, como eles incluíam os biscoitos na sua dieta, também distribuíam aos necessitados, precisaram garantir a produção. Assim foram projetando e construindo fornos, que deixaram os biscoitos mais crocantes. Os árabes, adicionaram mais especiarias – quem melhor do que eles, mestres na mistura de essências para fazer isso? – e a história mostra que, no momento em que os árabes invadiram a Península Ibérica, eles trouxeram consigo enormes potes de barro com biscoitos.
As bolachas mataram a fome de marinheiros à época das grandes navegações – as viagens longas e cheias de tormentas não permitia muitos alimentos frescos a bordo, pois eles estragavam facilmente. Assim a consistência seca das bolachas alimentaram tripulações de muitas caravelas, a consistência das bolachas permitis sua conservação, durando messes e sem perder sua propriedade; Os marinheiros comiam bolachas com chá ou umedecidas em sopas.
Compreende-se que o termo original "biscuit" deriva do latim "bis coctus", ou seja, algo que foi "duas vezes assado."  Mas, somente no século XVII que o biscoito passou a ser popular na Europa, com o uso de essências, chás e chocolate, que permitiram sabores e aromas novos que acabaram estimulando as vendas.


A quem diga que o termo bolacha teve origem na Holanda, surgindo em 1703, como forma de diferenciar as versões doces do alimento – nessa linha de pensamento bolacha seria doce e biscoito salgado. Em 1840, existiam somente duas versões de bolachas, e atualmente existem aproximadamente duzentos tipos diferentes espalhados pelo mundo. Mas com as inovações de saberes, houve um súbito crescimento no comércio de biscoitos, o que fez com que novos métodos de fabricação fossem criados. Era o início de sua industrialização.
A Inglaterra se destacou mundialmente na fabricação de biscoitos e tinha a fama de produzir os mais saborosos – o que os tornava mais procurados ao ponto de fazer a Inglaterra exportar biscoitos para outros países na Europa e para as suas colônias, chegando assim nos Estados Unidos – onde os habitantes não tinham equipamentos para fabricá-los e de olhos nas importações resolveram criar sua própria indústria de biscoitos. O crescimento da indústria de biscoito norte-americana se deu tão rápido que eles resolveram substituir o nome 'biscuit' por 'cookies'.


Foram os primeiros imigrantes ingleses e holandeses que introduziram o biscoito na América, em 1600. Enquanto o Inglêses se referiam principalmente aos biscuits como pequenos bolos, com sementes, frutas ou chá, ou por nomes específicos, como jumbal ou macaroon, os holandeses chamavam-nos de koekjes, um diminutivo de koek (bolo). Etimologicamente, nota-se que no início dos anos 1700, o termo koekje tinha sido anglicanizado para "cookie" ou "cookey," e a palavra se torna parte do vernáculo americano. Após a Revolução Americana, as pessoas de outras partes do país tornam-se familiarizadas com o cookie quando visitavam Nova York, fato que resultou no amplo uso do termo.  Mas o termo cookie só apareceu pela primeira vez na imprensa em 1703 – Fonte: The Oxford Companion to Food, Alan Davidson [Oxford University Press:Oxford, p. 212.
Durante os séculos XVIII e XIX a maioria dos biscoitos eram produzidos em cozinhas domésticas. Eram assados como preparações especiais, por conta do custo de adoçantes e da quantidade de tempo e trabalho necessário para a preparação. Por isso os biscoitos tinham status de prêmio. Receitas para jumbles, um biscoito de manteiga temperada, e para macaroons, com base na clara de ovo batida e farinha de amêndoas eram comuns nos primeiros livros de receitas americanas. Por ser relativamente barato e fácil de fazer, o gingergbread foi um dos biscoitos mais populares. Com a tecnologia e as técnicas e os utensílios de cozinha melhoram no início de 1900, a capacidade de regular a temperatura do forno foi uma inovação tecnológica que fez a indústria de biscoitos florescer na América (Fonte:  Oxford Encyclopedia of Food and Drink in America, Andrew F. Smith editor [Oxford University Press:New York] 2004, Volume 1, p. 317-8).

Jumbles
No Brasil, os biscoitos vieram com a colonização – aqui no Ceará, temos um que é considerado o primeiro do Brasil, o Fartes de Sobral, uma delícia que tem resistido ao tempo (ele vai virar post dia desses). Mas temos um problema de diferenciação, pois de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária brasileira - ANVISA, tanto biscoitos como bolachas podem se referir ao mesmo alimento. Ambos são produtos derivados da farinha, com a possibilidade de apresentarem coberturas, recheios, formatos e texturas diversas.

Os Fartes de Sobral
Atualmente o Brasil é o segundo maior produtor de biscoitos e bolachas do mundo, tendo como principais países de destino das exportações: Angola, Paraguai, Argentina, Uruguai e Estados Unidos. Juntos, são responsáveis por aproximadamente 37 mil toneladas dos 52 mil totais. Importando, por sua vez, além de Argentina e Uruguai, entre os cinco principais países de origem, o Brasil também importa de Polônia, Colômbia e Dinamarca.
No Brasil os biscoitos são segmentados em Recheados, Crackers e Água e Sal, Wafers, Maria e Maisena, doces, secos, Amanteigados, Salgados, rosquinhas e outros. O segmento conta com aproximadamente 593 empresas no Brasil, que colocam o Brasil ocupando a posição de 2º maior produtor mundial de biscoitos com registro de 1.250 milhões de toneladas produzidas em 2012 que representou crescimento de 2,5% em relação à 2011, de acordo com a ANIB - Associação Nacional das indústrias de Biscoito. Cerca de 60% dessas empresas estão concentradas na região Sudeste que possui a maior renda per capita do país, já que o consumo destes produtos são fortemente influenciados pelo poder aquisitivo das famílias. Em 2012, o setor exportou 52 mil toneladas para mais de 100 países, sendo que os 10 maiores destinos representaram 86,61% das vendas internacionais.
Em consumo per capita, o País figurava, em 2006, como o 16º no ranking mundial (6,0 kg/ano), onde a Holanda era líder com o consumo per capita de 18,7 kg/ ano. Atualmente, o Brasil consome 6,2 kg/ ano.


Em 2012, a produção de biscoitos no Brasil, segundo dados do Sindicato da Indústria de Massas Alimentícias e Biscoitos no Estado de São Paulo - Simabesp totalizou 1,250 milhão de toneladas, elevando-se 2,5% em relação ao ano anterior. O consumo Per Capita no Brasil atingiu 6,2 Kg por habitante.
A ascensão social da população está incentivando o consumo de biscoitos, inclusive com maior valor agregado. Os biscoitos tidos como saudáveis também estão apresentando taxas de crescimento bastante expressivas, evidenciando uma oportunidade de expansão da produção. A tabela abaixo mostra a participação de mercado dos competidores no setor de biscoitos nacional e o das regiões Nordeste e Sudeste do País para o período indicado, em termos de volume e faturamento:



Segundo a AC Nielsen, dados de novembro e dezembro de 2013, a região Sudeste é responsável pelo consumo de 45,4% dos biscoitos no País, a região Nordeste por 30,7%, a Sul por 15,2% , a Centro-Oeste por 7,5% e a região Norte por 1,3%.

Curiosidades biscoitares


Já se perguntou sobre a diferença da bolacha água e sal e do biscoito cream cracker? Eles não são a mesma coisa. Cream cracker seria algo como cremoso e crocante e ele é um pouquinho mais gorduroso que o biscoito água e sal: enquanto o cream cracker tem 16% de gordura e 32 calorias, o água e sal tem apenas 7% de gordura e 27 calorias!
Já se perguntou por que será que o pão velho fica duro e o biscoito velho fica mole?
O pão velho vai perdendo a umidade da sua massa, ao contrário do biscoito, que absorve a umidade do ar!

A história do biscoito Maria


O mais famoso dos biscoitos foi criado em 1874, em comemoração das bodas da Grã-duquesa Maria Alexandrovna da Rússia com o Duque de Edimburgo. O casamento foi realizado em 23 de Janeiro de 1874, no palácio de inverno em São Petersburgo. Para comemorar a ocasião, uma pequena padaria inglesa - the Peek Freans bakery- criou o hoje internacionalmente conhecido biscoito Maria, com o nome da Grã-Duquesa escrito sobre ele. O casamento, no entanto, não foi feliz, e a esposa era vista pela sociedade de Londres como arrogante.

A Grã-Duquesa Maria 
Deve-se ressaltar que o biscoito tem uma borda redonda decorada, que é conhecido como um padrão chave do biscoito. O desenho era muito comum na Rússia e podia ser visto como fronteiras em muitos dos pisos de azulejos, em edifícios oficiais.



Peek, Frean e Co foi fundada em 1857 em Bermondsey, Londres por James Peek e George Hender Frean, em 1866 eles construíram uma fábrica maior e mudaram-se para ela, mas só ganharam maior visibilidade quando começaram a exportar no mesmo ano, e com a guerra franco-prussiana de 1870 a empresa estava no auge, nessa época dez milhões de biscoitos finos foram encomendados pela tropas da marinha; A marca foi descontinuada em 1989. A Peek Frean Co era conhecida como Biscuit Town – cidade do biscoito.


O biscoito Maria é um elemento importante da cultura nacional espanhola. Pois, durante os anos da guerra civil, a Espanha mergulhou em uma pobreza profunda. Quando a guerra terminou em 1939 a prioridade era que cada cidadão tivesse pão suficiente. Assim, dedicaram-se à lavoura do trigo o que gerou colheitas foram abundantes. Com os excedentes de trigo os padeiros despejaram no mercado grandes quantidades de caixas de biscoito Maria, considerado símbolo da prosperidade na economia e sinal da recuperação daquele país.

Mais sobre a Grã-duquesa...

Maria Alexandovna
Maria Alexandrovna da Rússia(17 de outubro de 1853 — 24 de outubro de 1920), mais tarde duquesa de Edimburgo e duquesa de Saxe-Coburgo-Gota. Tornou-se esposa de Alfredo, duque de Edimburgo, o segundo filho da rainha Vitória do Reino Unido e do príncipe Alberto de Saxe-Coburgo-Gota. Maria Alexandrovna era a sexta filha do czar Alexandre II da Rússia e da sua esposa, a princesa Maria de Hesse-Darmstadt. Era irmã mais nova do czar Alexandre III e tia do czar Nicolau II, assassinado em 1918. Vários membros da sua família foram assassinados por revolucionários incluindo o seu pai e dois dos seus irmãos mais novos: o grão-duque Sérgio, em 1905, e o grão-duque Paulo em 1919. Os seus avós paternos eram o czar Nicolau I da Rússia e a princesa Carlota da Prússia. Os seus avós maternos eram o grão-duque Luís II de Hesse-Darmstadt e a princesa Guilhermina de Baden.

Alfred, duque de Edimburgo
A grã-duquesa Maria foi apresentada ao príncipe Alfredo, duque de Edimburgo, segundo filho da rainha Vitória do Reino Unido, pela princesa de Gales e pela sua irmã mais jovem Maria Feodorovna (princesa Dagmar da Dinamarca) durante umas férias que a família estava a passar na Dinamarca em 1871. A princesa e a sua cunhada eram irmãs e princesas dinamarquesas. Maria e Alfredo casaram-se no dia 23 de Janeiro de 1874 no Palácio de Inverno em São Petersburgo e fizeram a sua entrada oficial em Londres a 12 de Março do mesmo ano.
Apesar de tudo, o casamento não foi feliz e a noiva era considerada arrogante na sociedade inglesa.Além do mais, o czar insistia que a sua filha recebesse o título de "Sua Alteza Imperial" ficando assim acima da então princesa de Gales, o que enfureceu a rainha Vitória. A rainha insistia que o título "Sua Alteza Real" que Maria Alexandrovna recebeu com o casamento deveria preceder o título "Sua Alteza Imperial" que era seu por nascimento. Por seu lado, a nova duquesa de Edimburgo não gostava do facto de a princesa de Gales, filha do rei da Dinamarca, tomasse precedência sobre si, filha do imperador da Rússia.A rainha Vitória concedeu-lhe precedência logo a seguir à princesa de Gales. O seu pai deu-lhe um dote de £100,000, mais £28,000 anuais, uma quantia assombrosa para a época.

Os duques e dois membros da família
Com a morte do tio do seu marido, o duque Ernesto II de Saxe-Coburgo-Gota, no dia 22 de agosto de 1893, o trono vago do ducado foi herdado pelo duque de Edimburgo, uma vez que o seu irmão mais velho, o príncipe de Gales, tinha renunciado aos seus direitos de sucessão. Alfredo prescindiu do seu rendimento de £15,000 anuais e do seu lugar na Câmara dos Lordes e no Conselho Privado, mas manteve os £10,000 por ano que passou a ganhar a partir do seu casamento para assim conseguir manter Clarence House como a sua residência em Londres. Com a ascensão do seu marido ao trono ducal, a grã-duquesa Maria Alexandrovna tornou-se duquesa de Saxe-Coburgo-Gota, além de duquesa de Edimburgo. Maria adorou mudar-se para Coburgo, já que tinha ansiado durante muitos anos deixar Inglaterra. Como consorte de um soberano alemão, tinha tecnicamente uma posição mais alta do que as suas cunhadas durante as celebrações do Jubilo de Diamante da rainha Vitória.

Os duques com o filho Alfred
O único filho homem do casal, o príncipe-herdeiro Alfredo, envolveu-se num escândalo com a sua amante e suicidou-se em janeiro de 1899, a meio das celebrações do 25.º aniversário de casamento dos pais. Sobreviveu, mas os seus pais, envergonhados, enviaram-no para Merano para que ele recuperasse. Acabaria por morrer lá, duas semanas depois, no dia 6 de Fevereiro.6 Alfredo morreu com um cancro na garganta no dia 30 de Julho de 1900 em Coburgo. O trono ducal passou então para o seu sobrinho, o Príncipe Carlos Eduardo, Duque de Albany. A Duquesa Viúva de Saxe-Coburgo-Gota continuou a viver em Cobrugo.

A grã-duquesa em tenra idade
Maria morreu em outubro de 1920 em Zurique, na Suíça, aparentemente depois de receber um telegrama onde a trataram por "Senhora Coburgo" sem referir qualquer dos seus títulos. O seu corpo encontra-se enterrado no cemitério da família ducal nos arredores de Coburgo. Das suas quatro filhas, a rainha da Roménia foi proibida de estar presente no funeral da mãe devido à Primeira Guerra Mundial que tinha deixado a Roménia e a Alemanha de relações cortadas.

Docinho de biscoito Maria

1 pacote de biscoito Maria de 200g  
3 colheres de sopa de cacau em pó
Essência de baunilha 7-8 gotas
De 7 a 8 colheres de leite – ou iogurte

Preparo: Triture os biscoitos Maria, adicione cacau em pó. Em seguida, essência de baunilha e leite de limpeza. Misture tudo bem e fazer como uma massa. Mão de graxa com um pouco de manteiga e fazer pequenas bolas ou qualquer forma que você quiser. Pronto para Servir.

Pavê de Biscoito Maria com banana e chocolate

2 pacotes de Biscoito Maria (400g)
1 caixinha de creme de leite
1 colher de sopa de açúcar
1 envelope de gelatina sem sabor
1 lata de creme de leite
1 lata de leite condensado
1 xícara de chá de licor de chocolate
150ml de leite
200g de chocolate ao leite
5 bananas nanicas maduras, picadas

Preparo: Comece preparando o creme de banana. Num refratário médio, acomode as bananas, ½ xícara (chá) de água, polvilhe o açúcar, leve ao microondas por 5 minutos ou até que as bananas fiquem macias – pode ser feito no fogão só que leva mais tempo e tem que mexer para não queimar, deixe amornar e reserve. Dissolva o envelope de gelatina sem sabor em 5 colheres (sopa) de água fria, leve ao banho-maria ou microondas e deixe aquecer sem ferver. Leve ao liquidificador, o creme de leite, o leite condensado, o leite, as bananas cozidas e bata até envolver bem todos os ingredientes. Acrescente a gelatina dissolvida e deixe bater por mais 2 minutos e reserve. Prepare a cobertura. Derreta o chocolate ao leite no microondas e deixe esfriar. Acrescente a caixinha de creme de leite, reservando 1 colher (sopa) para decorar, misture bem e reserve. Monte o pavê de banana com chocolate num refratário médio da seguinte forma: biscoito Maria umedecidos no licor de chocolate, creme de banana, repita até acabar e leve à geladeira por 20 minutos. Retire da geladeira, acomode por cima a cobertura de chocolate e com a ajuda de uma colher decore com o creme de leite reservado. Retorne para geladeira por mais 2 horas e sirva a seguir.


Falsa lasanha de cream cracker

200 g de biscoito Cream Cracker (1 pacote)
200 g de presunto picado ou triturado
200 g de mussarela picada ou triturada
2 xícaras (chá) de molho de tomate
2 xícaras (chá) de molho branco
50 g de queijo parmesão ralado grosso

Preparo: Com os ingredientes, faça a montagem num refratário. coloque: molho vermelho, bolachas, presunto, molho branco, bolachas, mussarela, molho vermelho até finalizar os ingredientes e terminar com o molho branco e o queijo parmesão ralado Leve ao forno pré-aquecido por mais ou menos 20 minutos 

sábado, 6 de setembro de 2014

Bodas de Madeira da Confraria Gastronômica do Barão de Gourmandise

Hoje o dia é de festa! Esta Confraria celebra cinco anos de existência. E eu, celebro bodas de madeira com ela.


A simbologia da madeira é muito forte. Inicialmente, quando se pensa em madeira, se projeta a imagem de árvores frondosas com troncos fortes, mas a simbologia vai além.
Florestas são consideradas reservatórios de vida e sabedoria, são locais de meditação, adoração, de purificação e de reencontro coma essência. Geralmente há uma arvore, que se destaca dentre outras, e ela torna-se a anciã, cheia de sabedoria, de poder. Bosques eram “sagrados”, na Antiguidade, sendo dedicados a deuses cujas arvores de diferentes espécies os personificava. E ainda existe a filomancia, estudo capaz de prever o futuro através dos sons que as árvores e folhas fazem com o rajar dos ventos. 


A madeira ainda representa calor, energia sexual e criatividade. Tais características foram adquiridas com as mitológicas ninfas gregas que habitavam árvores e plantas, fecundando a natureza. Madeira também serve pra espantar coisas ruins. Quem nunca “bateu na madeira” para afastar maus pensamentos? Essa superstição oriunda da antiga tradição de se invocar o espírito de uma árvore para se ter boa sorte.
Por essa simbologia, a madeira se faz presente hoje nessas bodas, com todos os seus significados fortalecendo e evoluindo este espaço de guarda-memória, fortalecendo também quem aqui  vem beber
A madeira é um de nossos recursos naturais mais preciosos. Ela representa força, solidez, vida e sabedoria. O quinto aniversário é um marco em qualquer casamento. É o primeiro quinquênio de muitos outros. Com cinco anos a relação entre marido e mulher é, sem dúvida, mais sólida e forte, como resultado de um crescimento conjunto! Símbolo certo para a ocasião certa, como todos os outros!
Outro episódio simbólico envolve árvores, e um dos mais bonitos que eu, particularmente, conheço a história de um iluminado.

O nascimento de Buda
Bodhgaya ou Bodh Gaya, na Índia, é um dos locais mais sagrados do Budismo, por ser o lugar Sidarta Gautama, alcançou a iluminação por volta do século V a.C. São quatro os principais lugares ligados a Buda Gautama: Lumbini, local onde ele nasceu; Bodhgaya, local onde ele alcançou a iluminação; Sarnath, local de seu primeiro sermão; Kushinara, local onde ele morreu. Porém Bodhgaya é considerado o mais sagrado desses quatro locais por ser onde o o Príncipe Sidarta Gautama alcançou sua iluminação espiritual. Depois de 49 dias e 49 noites em meditação; Desde então, ele passou a ser chamado de Buda, termo derivado do sânscrito, que significa “desperto, iluminado, o que sabe”. Ele é conhecido no Budismo como Buda Gautama ou Buda Sakyamuni, o Iluminado da tribo dos Shakya.

Bodgaya
Reza a lenda que em Bodhgaya , Buda se iluminou sob uma figueira, e ali foi construído um santuário, chamado de Animisalocana Cetiya. O local passou a ser chamado de Bodhgaya e, desde então, é visitado, principalmente, por seguidores do Budismo. A figueira sob a qual Sidarta se iluminou é chamada de Árvore Bodhi.

A Figueira Sagrada, a árvore de Bodhi

A atual figueira sagrada em Bodhgaya, uma descendente da figueira original (Internet)
A figueira original sob a qual Gautama se iluminou já não existe. Em seu lugar foi plantada outra originária de uma muda de uma figueira (Sri Maha Bodhi) do Sri Lanka, que se originou da Árvore Bodhi sob a qual Buda se iluminou.


O rei Asoka, que reinou de 273 a 232 a.C., foi o primeiro soberano indiano a se converter ao Budismo e tornou-se um grande propagador da religião pela Ásia. Ele tinha reverência especial pela Árvore Bodhi. Todos os anos, no mês de kattika, ele promovia uma festividade em reverência ao que essa árvore significava. Entretanto, segundo se conta, a rainha de Asoka, sua esposa, num momento de raiva do marido, mandou envenenar a figueira que tanto seu marido estimava. A árvore quase morreu, mas renasceu. Depois disso, por precaução, Asoka mandou respeitosamente plantar mudas da Árvore de Bodhi no Sri Lanka e em outros locais.
Na cidade de Anandabodhi, existe outra figueira derivada da original, cujo plantio foi autorizado pelo próprio Buda a seu discípulo Ananda. São figueiras consideradas sagradas assim como a original. Lamentavelmente, a Árvore Bodhi original foi arrancada pelo Rei Pusyamitra Sunga, no século II a.C. Uma muda de uma das árvores derivadas da original foi plantada no local e cresceu, mas foi arrancada pelo Rei Shashanka por volta do ano 600 d.C. As figueiras que foram plantadas em substituição às arrancadas são de figueiras descentes diretamente da original. 

Os monges budistas recebendo ensinamentos na figueira sagrada
A atual Árvore Bodhi de Bodhgaya é de uma muda da do Sri Lanka, e cresce firme e protegida. Essa Árvore Bodhi está bem ao lado do atual Templo Mahabodhi, bem no local onde Buda Gautama se iluminou. Em 2002, o Templo Mahabodhi tornou-se um Patrimônio da Humanidade, pela UNESCO.
As arvores estariam ligada a Buda noutro episódio crucial, o de sua morte. Aos oitenta anos, acometido por uma doença possivelmente ocasionada pela ingestão de comida envenenada. Muito ruim e percebendo a iminência da morte Buda pediu que fosse colocado  sob a copa de duas arvores .As últimas palavras que dirigiu aos discípulos, foram: "O fim e inerente a todos os seres! Procurem a sua salvação com persistência!"
A lenda budista afirma que as duas arvores sala gêmeas transformaram-se em flores, desabrochando fora da estação. Houve uma chuva de flores e pó de sândalo, que cobriram todo o corpo de Buda, e a música celeste soou pelos ares...


A beleza da representatividade desse episódio é muito significativa pra mim. Permite que eu deseje a iluminação e coisas boas para todos nós, amigos leitores. Agradeço a todos que dedicam parte do seu tempo para ler o que eu escrevo aqui; agradeço aqueles que, vez por outra, se incomodam com o que leem e me escrevem xingando; agradeço pela oportunidade de adquirir conhecimento e de transmiti-lo
Abaixo fica um bolo de figos com vinho madeira, representando toda a simbologia desta data. Prepare enquanto ouve a canção inspirado no fim desta postagem. Eque a evolução, a iluminação seja uma constante em nossas vidas, e que possamos estar sempre produzindo boas coisas para chegarmos a iluminação. Obrigado.

Bolo de figo com vinho madeira

5 ovos
500 gr de açúcar
150 gr de manteiga
1/2 xicara de óleo
2 cálices de vinho madeira
1 xícara de leite
250 gr de figo seco triturado grosseiramente
2 colheres de chá de fermento
450 gr de farinha
1 frasco de 250 gr de doce de uva

Preparo: Batem-se as gemas com o açúcar e a manteiga. Adiciona-se o figo triturado e bate-se mais um bocado. Junta-se o doce de uva, o vinho madeira, a farinha e o fermento aos poucos, o óleo e o leite. Assar por aproximadamente uma hora em forno preaquecido a 180 graus.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Cabidela de galinha


Quem nunca comeu a cabidela de galinha? E galinha ao molho pardo? Com certeza teve gente que comeu as duas, e teve quem achasse diferença, mas elas são a mesma coisa (risos). A confusão é culpa dos modismos gastronômicos que aparecem, e desaparecem, tão de repente nas circunstância dos tempos. Lembro-me bem de alguns batizados e casamentos, na época em que eu morava na Serra da Ibiapaba-CE, onde galinhas preparada com seus miúdos no molho à base do sangue da própria ave, que acrescido de vinagre e temperos, era servido como um prato chique - e eu estou falando da década de 1980. Por aqueles tempos o povo ainda gostava de ter “trabalho” com a alimentação.
Me lembro demais do medo que eu sentia quando, eu criança, era chamado por minha avó para mexer o sangue com vinagre, no instante em que ela resolvia preparar a cabidela de galinha. Eu sentia um mix de pena, medo e pavor da ave. Minha avó materna gostava muito de cabidela, sempre tínhamos galinhas no quintal de casa – e quando não as tínhamos, ou ela viriam dos nossos sítios ou meu avô comprava uma galinha gorda na feira. Mas na hora do preparo, era sagrado ouvir minha avó me gritar, me chamando pra ajudar. E eu ia... morrendo de medo da galinha se soltar e voar em cima de mim, até desfalecer – e isso ocorreu algumas vezes.



Enquanto minha avó fazia um corte à faca no pescoço da ave, que logo estremecia toda chegando até a abrir e bater assas, para retirar o sangue, que descia quente enquanto seu o aparava numa tigela de vidro contendo um pouco de vinagre; era tenso o momento, eu segurava meio trêmulo aquela tigela, misturando o sangue com o vinagre, com a ajuda de um garfo, para que o sangue não coagulasse... faz tempo que não faço isso – nem quero. Não sou lá muito fã de cabidelas. Só resolvi fazer essa postagem sobre o tema, porque semanas atrás apresentamos, eu e minha equipe, um trabalho sobre gastronomia cearense para os colegas do mestrado no módulo ministrado pelo Prof. Dr. Agileu Gadelha, e dentre as preparações escolhidas para a apresentação falou-se, dentre outras coisas, da cabidela que é tipicamente encontrada nas mesas cearenses.
Assim essa postagem, nada mais é do que uma agradecimento às companheira de equipe pelo trabalho apresentado, pelo esforço e pela colaboração. Agradeço e dedico este post a vocês, queridas amigas: Eline Alves, Munike Magalhaes, Thereza cartaxo e Priscila Medeiros – essa última tem pavor de cabidela (risos).

Da esquerda para a direita: Priscila, Thereza, Eu, Eline e Munike
Mas vamos falar da cabidela de galinha...
Cabral foi o responsável pelo aparecimento de galinhas em terras brasileiras; de criar alvoroço entre os índios que nunca tinham visto uma galinha até a noite de vinte e quatro de abril de mil e quinhentos – como relatou Caminha em sua famosa carta. Os índios não gostaram mesmo das penosas, aparentemente, sentiam medo daqueles bichos estranhos. Os índios também não simpatizaram com ovos de galinha, tanto que continuaram a preferir os de tartaruga e jacaré.
Fato parecido também ocorreu com os negros escravizados, que preparavam poucos pratos com galinha, como muamba de galinha (hoje é um prato típico da culinária angolana, cuja confecção envolve, para além da galinha, óleo de palma, quiabos, gindungo, cebola, abóbora e alho. A galinha é cortada em pedaços e temperada com sal, alho e gindungo, sendo, em seguida, cozinhada com a cebola. Mais tarde, são adicionados o óleo de palma, que pode ser confeccionado com dendês frescos ou adquirido pronto a usar, os quiabos e as abóboras) e o xinxim – preparação com técnica que depois empregaram pra fazer o vatapá. Para o negros, os ovos de galinha era remédio.
E, assim, sem ter medo de afirmar, no Brasil as galinhas foram, por muito tempo, comida dos brancos elitizados – e aos poucos, das mulheres paridas e dos doentes em geral. Garcia da Orta (Castelo de Vide, c.1500 — Goa, c.1568), médico judeu português que viveu na Índia no século XVI, autor pioneiro sobre botânica, farmacologia, medicina tropical e antropologia, em sua obra “Colóquio dos simples e drogas e coisas medicinais da Índia”, editada em Goa em 1563, já prescrevia para seus pacientes “galinha gorda, tirando-lhe primeiro a gordura que tem e deitem-lhe dentre umas talhadas de marmelos”.



 Não há consenso que ateste a origem do nome dessa preparação. Mas a maioria dos dicionários e enciclopédias sugerem que viria dos "cabos" antiga designação portuguesa para as extremidades do animal, ou seja, a perna, a asa e o pescoço. Daí cabedela, ou cabidela como é mais conhecido popularmente. Há quem diga que a apalavra se originou do nome árabe para fígado, Kabed, um dos ingredientes que vai na receita. Mas eu particularmente não acredito nisso, já que os árabes e judeus são proibidos de comer sangues por conta de sua religião. E por ser considerada “comida de festa”, jamais deveria ser consumida nos primeiros dias de quem estivesse de luto.
A Galinha cabedela tem fama de ser tão gostosa que mereceu fartas citações entre os escritores portugueses: Camões, no Auto de Filodemo, refere a preparação com palavras saídas do personagem Vilardo – “Das lágrimas caldo faço,/ do coração escudela:/ esses olhos são panelas/ Que coze bofes e baço/ Com toda a mais cabedela”; Eça de Queiroz, em O Crime do Padre Amaro, assim descreve os dotes culinários do Abade da Cortegaça – “Era um velho jovial, muito caridoso, que vivia há trinta anos naquela freguesia e passava por ser o melhor cozinheiro da diocese. Todo o clero das vizinhanças conhecia a sua famosa cabidela”. 


Geralmente, nas feiras do interior cearense, quando não se quer ter trabalho  matando  galinhas para preparar  cabidela, compra-se sangue (de aves ou porco) nas feiras ou açougues
Informações históricas constatam que desde o século XVI a receita é preparada em Portugal. Em Portugal, além de galinha, a cabidela pode ser preparada também com outras aves – ganso, marreco, pato, peru. Em todos os casos, usando-se no molho o sangue da ave, obtido no momento do abate; misturado com um pouco de vinagre, para não coagular. Cada região tem sua receita própria. Na Beira Alta, por exemplo, se faz “Arroz de Cabidela” – primeiro cozinhando o arroz no caldo em que foi preparada a galinha, e depois acrescentando o sangue. Enquanto na região de Trás os Montes e Douro, a receita da cabidela de galinha (ou de peru) é servida com batatas cozidas e pão; ali se fazendo, ainda, uma “Cabidela de Miúdos” – com baço, bofes, esôfago, goela, traqueia, sangue e carnes do porco.
Certamente que cozinhar com sangue é técnica de vários povos, a desculpa para a utilização do ingrediente vital é o seu significado nutritivo, fortificante. O livro Cozinha tradicional Portuguesa (1982), de Maria de Lourdes Modesto, conta que certas lugares em Portugal substituem o sangue por gemas de ovos, com gotas de limão. E nesse caso, passa a se chamar o preparado de fricassê.
Considerando a leitura de obras de Gilberto Freyre, acredita-se na origem estrangeira – mas não à Corte portuguesa, mas sim à França. Está lá escrito na introdução de Açúcar, obra de Freyre: "outros quitutes com aparência de brasileiros são franceses e refletem o francesismo que desde o século dezoito invadiu a cozinha portuguesa: a cabidela, por exemplo. Provavelmente o mestre tenha em referencias como o poulet en barbouille, o carnad au sang, o coq au fleurie ou mesmo o famoso coq au vin, em cujo molho Paul Bocuse adiciona sangue. Mas certamente o prato precedeu o francesismo ao ser introduzido na culinária portuguesa no reinado de dona Maria I, mãe de Dom João VI, pelo cozinheiro Lucas Rigaud, vindo de paris
Mas é uma constante, na literatura gastronômica, referenciar a origem da galinha cabidela no poulet en barbouille, que perdeu ingredientes em Portugal, onde passa a ser preparada sem o vinho tinto e o champignon da receita original francesa. Mesmo assim continuou comum sabor especial.
E por gostar de viver a diferença, sobretudo na gastronomia, fica abaixo três receitas deliciosas, e de sabor intenso, para ser feitas com galinha: cabidela, moamba e xinxim. .

GALINHA DE CABIDELA

1 galinha grande e gorda
2 colheres de sopa de vinagre
4 limões
Sal, pimenta do reino e cheiro verde a gosto
2 dentes de alho socados
1 cebola ralada
2 colheres de sopa de óleo
½ pimentão cortado em tiras finas
4 tomates picados (sem pele e sem sementes)
2 colheres de sobremesa de extrato de tomate
2 folhas de louro

Preparo: Junte o sangue da galinha em recipiente com vinagre. Bata com um garfo, para não talhar. Reserve. Corte a galinha em pedaços. Passe limão. Lave e tempere com sal, pimenta e alho. Reserve. Leve ao fogo uma panela grande, com óleo. Doure a galinha. Junte cebola, cheiro verde, extrato de tomate, louro, pimentão, tomate. Refogue tudo em fogo brando. Acrescente água. Deixe no fogo até que a galinha esteja bem macia. Na hora de servir, junte o sangue (mexa antes) aos poucos, na panela. Leve novamente ao fogo e misture bem. Deixe até que tudo esteja bem cozido. Sirva com batata cozida e arroz branco.

POULET EN BARBOUILLE

1 frango de 1,5kg preparado limpo e o seu sangue reservado numa tigela com 2 colheres de sopa de vinagre
60 g de manteiga
250 g de champignons ou cogumelos Paris
200g de bacon 
60 g de farinha
20 cebolas pequenas
4 cebolas e 4 dentes de alho
1 taça de licor de cognac ou eau-de-vie
1 garrafa de bom vinho tinto
Sal e pimenta moída na hora
1 folha de louro
1 ramo de tomilho
2 colheres de sopa de salsa picada

Preparo: Em uma panela, derreta a manteiga, coloque o bacon em cubos e cebolas inteiras, sem a casca. Quando tudo estiver dourado, escorra e reserve em um prato.Na gordura que sobrou, doure bem os pedaços de frango, e seus miúdos. Após a dourar junte o conhaque para flambar. Reserve essas peças com o bacon e cebolas. Na gordura restante junte a farinha com um pouco de manteiga para fazer um pouco de roux, misture bem, depois adicione o vinho tinto, deixe ferver. Adicionar sal, pimenta, tomilho, louro, alho picado e cebola picada. Junte o frango, cebolas, bacon no molho, um pouco de água fervente, se necessário, para cobrir. Tampe e cozinhe por cerca de 1 hora e 30. Quinze minutos antes do final do cozimento, coloque os cogumelos, bem lavados e picados Depois de cozido, coloque os pedaços de frango em um prato raso e mantenha aquecido. Reduza o m molho restante e antes finalizar junte o sangue em misture bem, deixe ferver por 3 minutos. Acerte o sal se precisar. sirva quente.

XINXIM DE GALINHA

1/2 xícara (chá) de amendoim torrado e moído
1/2 xícara (chá) de azeite-de-dendê
1/2 xícara (chá) de castanha de caju moída
2 colheres (sopa) de suco de limão
1 colher (sopa) de gengibre ralado
1 colher (chá) de pimenta-do-reino
250 g de camarão seco descascado e moído
4 dentes de alho espremidos
4 ramos de coentro picados
2 cebolas grandes picadas
1 frango em pedaços
sal a gosto

Preparo: Tempere o frango com o alho, a pimenta-do-reino, o coentro, a cebola e sal. Numa panela grande, aqueça o azeite-de-dendê e refogue os pedaços de frango por 25 minutos, mexendo de vez em quando. Adicione o camarão, a castanha, o amendoim, o gengibre e o suco de limão. Cozinhe em fogo médio até a carne ficar macia. Se o caldo começar a secar, acrescente água.

MOAMBA DE GALINHA À ANGOLANA

Azeite
1 frango
8 dentes de alho
150 ml de óleo de palma
400g de abóbora
3 cebolas picadas grosseiramente
400g de quiabos sem pedúnculo
400g de farinha de milho
Gindugo (Pimenta malagueta) a gosto
1 lt de água

Preparo: Tempere o frango com alho picado, gindungo e sal e deixe marinar cerca de uma hora. Leve ao fogo em uma panela com um fio de azeite e coloque o frango para dourar. Junte um pouco o óleo de palma e mexa bem. Corte os quiabos ao meio, o tomate em quartos e pique a cebola. Retire a casca da abóbora e corte-a em pedaços. Junte tudo ao frango. Acrescente um pouco de água, acerte o sal. Acrescente agua aos poucos para cozinhar. Deixe cozinhar até ficar macio. Numa panela coloque a agua para ferver com um pouco de sal, quando fervendo junte a farinha de milho e mexa bem. Misture um pouco do caldo do frango no pirão de farinha de milho, mexendo até engrossar, aproximadamente 15 minutos. Sirva o frango com o pirão.