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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O tradicional Colcannon de Halloween

Hoje em dia o dia das bruxas (31 de outubro) é o dia do Saci brasileiro – uma invenção criada por instrumento legal para os brincantes do Halloween brasileiro tentarem ser mais patriotas – pura ingenuidade de quem criou isso. Até porque a cultura do Halloween é forte, consistente, e agrada muita gente por aí. Confesso que é uma data que eu particularmente gosto: pela diversão, pelas decorações assombrosas e hilárias; pela oportunidade de extravasar na loucura pelo desconhecido; pela oportunidade de contar histórias que normalmente as pessoas não estão dispostas a ouvir em outras datas... enfim, gosto e ponto.
Também acho válida a oportunidade que a data traz para se conhecer a cultura de outros lugares, de ver como as pessoas em outras partes do mundo comemoram o mesmo feriado – esta, inclusive, foi a razão para a criação deste post. Normalmente associamos os doces ao Halloween – mas nem só de doces vive este feriado. Fiquei intrigado quando eu encontrei, recentemente, uma receita de Colcannon, um prato tradicional irlandês para o Halloween, em um livro chamado Irish Pub Cooking.




Colcannon (Irish: Cal ceannann, que significa literalmente "couve de cabeça branca") é um prato tradicional irlandês que consiste principalmente num purê de batata com couve (ou repolho) – e outros ingredientes ( cebolinha, alho-porró, cebola, manteiga, leite ou creme de leite, sal) .  É muitas vezes comido com cozido presunto ou toucinho irlandês. Ao mesmo tempo em que é um prato barato, podendo ser uma alimento básico que se pode comer durante todo o ano, é normalmente consumido no outono / inverno, quando a couve entra em temporada por lá.  Colcannon  é também o nome de uma canção folclórica irlandesa sobre o prato.

A velha tradição irlandesa de Halloween manda você servir o colcannon com um anel e um “encanto” escondido no prato. Esses tais encantos eram objetos pequenos, que pudessem ser misturados a comida, como moedas, dedais, botões. Quem encontrasse o anel logo casaria; se encontrasse uma moeda, teria boa sorte no próximo ano; se encontrasse um botão, iria ficar solteiro o ano todo, mas o pior era o dedal, que indicava que a pessoa iria ficar solteirona por toda vida.

O calcannon é tão tradicional que nesta época do ano se encontram a receita até nos sacos de batata dos supermercados...
Também encontrei uma lenda curiosa, na realidade trata-se de uma simpatia que as mulheres solteiras irlandesas faziam no Halloween par arranjar marido: Diz-se por lá que a mulher solteira deveria colocar uma porção de colcannon dentro de uma meia e pendurar a meia na porta e esperar. Assim, o primeiro homem de fora da família que entrasse na porta seria seu futuro marido.
A questão é que é um prato simples e agradável – e se você estiver solteiro, de repente a simpatia pode lhe ajudar [risos];

Halloween Colcannon

7-8 batatas médias descascadas e cozidas
1 cebola média picada
1/2 xícara de cebolinha verde picada
2 xícaras de couve fresca picada (ou repolho cozido)
200g de manteiga dividida em 4 partes
1 e ½ xícara de leite (ou creme de leite)
Sal e pimenta branca a gosto


Preparo: Adicione uma parte da manteiga numa frigideira adicione a cebola picada e refogue por 2 minutos. Depois junte a couve picada e deixe cozinhar por 3 a 4 minutos até murchar. Adicione a cebolinha e cozinhe por mais 2 minutos. Amasse as batatas ainda quentes num espremedor, ou no garfo mesmo, adicione duas partes de manteiga misture bem, junte o creme de leite, mexa para homogeneizar e em seguida junte o refogado de cebola, couve e cebolinha. Tempere com sal e pimenta. Sirva em seguida numa tigela – faça um buraco no centro da porção de colcannon. Coloque uma colher de manteiga para derreter no centro da mistura.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Um bolo para um príncipe e a tradição de guardar o bolo de casamento


Hoje a mídia inglesa esteve eufórica, o motivo: o batizado do príncipe de Cambridge, George Alexander Louis, de três meses. Por conta disso, também resolvi entrar nessa onda...



A cerimônia foi marcada para 14hs local (12hs no horário de Brasília), sedo celebrada pelo arcebispo de Canterbury, Justin Welby – e como os ingleses são criteriosos com seu protocolo, esteve prevista para durar 45 minutos, o que de fato ocorreu. Assim, na hora marcada, com o príncipe George nos braços, o Príncipe William e Kate Middleton, adentraram à capela do Palácio de St. James, em Londres, mostravam-se animados para a ocasião.



O evento foi intimista, só os mais íntimos das famílias foram convidados. Estiveram presentes a rainha Elizabeth e seu marido, o príncipe Philip, o Príncipe Harry, os pais de Kate Middleton, Carole e Michael, os irmãos da duquesa, Pippa e James Middleton, e Camila Parker-Bowles. Um coro de seis homens e 10 crianças cantavam as músicas religiosas, entre elas, "Blessed Jesu! Here we stand", composta especialmente para o batismo de William, em 1982. Pippa e Harry leram trechos da Bíblia durante a cerimônia.
As redes de televisão britânicas mostravam desde cedo a movimentação para o batizado, inúmeras pessoas se aglomeravam na frete da capela – cinco mil pessoas assinaram um cartão gigante em homenagem ao pequeno príncipe.



Mesmo sendo intimista o evento teve sua “pompa”. O príncipe George teve sete padrinhos (um a mais do que William teve em seu batismo), entre eles uma amiga de infância de Kate e uma amiga da princesa Diana, morta em 1997. Os nomes dos padrinhos foram escolhidos pelos pais do bebê, que procuraram colocar parentes e amigos mais próximos, de ambos os lados. Entre os padrinhos está Zara Phillips, prima do príncipe William, filha da princesa Anne; Oliver Baker e William van Cutsem; Julia Samuel, Emilia Jardine-Paterson e o conde de Grosvenor, todos amigos dos duques, e Jamie Lowther-Pinkerton, ex-secretário privado do casal. William e Kate Middleton romperam com a tradição real ao escolher principalmente amigos da infância e da universidade escocesa de St. Andrews ao invés de reis ou príncipes, como foi o caso de William, cujo padrinho é Constantino, deposto rei da Grécia.
De acordo com comunicado oficial, George foi batizado na fonte Lírio com água do rio Jordão, em Israel, onde, segundo a Bíblia, Jesus Cristo recebeu o batismo. A rainha Vitória e o príncipe Albert construíram a fonte em 1841 após o nascimento da princesa Vitória. Desde então, a fonte vem sendo utilizada nos batizados reais.


A pia batismal da realeza britânica 
Kate Middleton mais uma vez seguiu a tradição, e usou vestimenta produzida por estilistas ingleses: um vestido de Alexander McQueen e chapéu de Jane Taylor. Já o traje do pequeno George foi uma réplica dell’abitino, uma roupa feita há cerca de 200 anos para os batizados reais. A criadora do traje é Janet Sutherland, filha de um mineiro escocês que ganhou o título de Bordadeira da Rainha em 1841. 
Na época, a roupinha foi feita de algodão para a filha mais velha da rainha Vitória e desde então foi utilizada por 60 bebês reais – a original encontra-se muito desgastada, mesmo sendo zelosamente guardada. Assim a Rainha Elizabeth II ordenou uma réplica feitos à mão e perfeitamente iguais. A réplica usada por George foi feita em seda e cetim por uma costureira da rainha Elizabeth.



A foto mais esperada é a foto oficial onde a rainha Elizabeth II aparecerá com os três possíveis futuros monarcas britânicos: Charles, William e George, algo que não ocorre desde julho de 1894, quando, no batismo o bebê daquela época tornou-se Edward VIII, imortalizado com o seu pai, o futuro George V, o avô, que será" Edward VII, e a bisavó, a rainha Victoria.


Três sucessores da rainha Vitória foram retratados com ela em 1894


Foto oficial feita após o batismo de George mostra pela primeira vez a rainha Elizabeth II acompanhada de sucessores ao trono britânico (Foto: Jason Bell/Camera Press/AP)


Uma moeda de cinco libras (seis euros) foi cunhada, especialmente por ocasião do batismo, a primeira vez para uma tal cerimônia.
Vocês devem estar se perguntando: cadê o bolo nesta história toda?

A Clarence House, residência oficial dos duques de Cambridge, comunicou, que Kate e William receberão os convidados na Clarence House para um brinde onde uma parte do bolo do casamento real, realizado em 2011, que foi congelado na época, será servido aos presentes na recepção.
Não se assustem, os ingleses tem essa hábito de guardar os bolos de casamento para come-los tempos depois – pra sorte dos comensais, os meios de armazenamentos e as técnicas de conservação de hoje estão avançadas – mas, estes bolos são tão tradicionais e tão perfeitos para o armazenamento, que não estragam. Como? Vamos entender isso direito...
Uma famosa superstição matrimonial dá conta que uma fatia do bolo de casamento deve ser guardada com cuidado e carinho para ser consumida na celebração de um ano de união. Essa tradição não é muito popular no Brasil, e aponta suas origens na Inglaterra, onde acredita-se que partilhar a iguaria nas Bodas de Papel daria sorte para os anos que viriam.
Atualmente, embora não exista uma explicação conhecida para o congelamento de um pedaço do bolo do casamento, essa tradição é tão forte entre os ingleses que a própria Família Real segue o costume. O bolo de frutas servido no matrimônio do príncipe Willian e Kate Middleton, por exemplo, foi conservado de acordo com esse ritual. O mesmo já havia sido feito com os bolos das uniões entre o príncipe Charles e a princesa Diana, em 1981, o príncipe André com Sarah Ferguson, em 1986, e a princesa Anne com o capitão Mark Phillips, em 1973. Todos os bolos tiveram fatias leiloadas anos após a realização do matrimônio, chegando a arrecadar, cada pedaço, mais de R$ 6 mil.
Em fevereiro deste ano chegou a vez de ser leiloada uma porção do bolo servido no casamento da Rainha Elizabeth II, celebrado em 20 de novembro de 1947. Com 65 anos, o pedaço fez parte de uma iguaria de quase três metros de altura que ficou conhecida como o “bolo de casamento de 10 mil milhas”, em referência aos ingredientes usados em sua confecção, oriundos dos mais distantes países que fizeram parte do Império Inglês, como Austrália e África do Sul.


A fatia do bolo do casamento da rainha Elizabeth II


A fatia do bolo de casamento da rainha Elizabeth II que foi leiloada em fevereiro de 2013
O leilão do bolo de casamento da Rainha Elizabeth II aconteceu na internet, pelo site PFC Auctions, e foi encerrado na noite de 28 de fevereiro de 2013. A fatia foi arrematada por valor equivalente a R$ 1,600 (560 libras). O comprador não teve o nome divulgado.

Fatia do bolo de casamento dos duques de Cambridge leiloada em fevereiro deste ano por R$6.000,00 
Assim, os duques de Cambridge acabaram respeitando a tradição, guardaram o bolo e somente agora resolveram degusta-lo. Não sabe-se se haverá fatia a ser leiloada. Para quem não lembra, o bolo do casal real pode dar uma conferida nele (Clique aqui para ver).


O bolo oficial do casamento dos duques de Cambridge 
O bolo especial feito a pedido do príncipe - à base de chocolate e biscoitos. 
O fato é o seguinte: O fruitcake é a escolha mais popular entre os ingleses e é embebido em brandy, a tal ponto que é esse mesmo álcool que o preserva bem durante bastante tempo. Esta é a grande diferença para os nossos bolos e os demais bolos de casamento: é o álcool que permite preservar durante tanto tempo os bolos, já os bolos que são normalmente escolhidos pelos portugueses não são embebidos em álcool pelo que não se preservam da mesma maneira. Você poderá ver mais sobres os suntuosos bolos dos casamentos reais clicando aqui.
Essa história de guardar bolo de casamento, surgiu no século XVII, as convidadas solteiras deveriam pôr uma fatia de bolo debaixo da almofada antes de se deitarem. Dizia-se que assim sonhariam com o futuro marido – as formigas deveriam ter feito a festa com o bolo!!! Um século mais tarde, a fatia foi reduzida para algumas migalhas (que deveriam ser passadas pela aliança da noiva), e, novamente, colocadas debaixo da almofada – ok, o incomodo pode ser menor, mas as formigas, com certeza, continuariam a aparecer.  Esta tradição quebrou-se quando as regras da cerimónia impuseram que a noiva não tirasse a aliança, fosse por que motivo fosse, a aliança não poderia sair depois da cerimónia religiosa.
Hoje quem guarda o Bolo do Casamento são as noivas, na intenção de consumi-lo depois, porque no momento da festa, geralmente, os noivos tem muitos afazeres, não dá tempo de comer bolo. Já guardar bolo para comer tempos depois, não é apenas uma tradição no Reino Unido e na América do Norte, aqui no nordeste brasileiro, as famílias mais bastadas também realizam este feito – pelas influencias recebidas com a colonização.
Esta ideia surgiu no século XIX, numa altura em que era comum os filhos aparecerem pouco depois do casamento. Assim, um andar do bolo podia servir para o batizado do bebê!
Quem é do nordeste, e gosta de seguir as tradições, pode desfrutar de uma receita de Bolo de Casamento de herança britânica pouco comum (feitos à base de massa escura, vinho, ameixas e frutas cristalizadas), e o resultado desse bolo congelado um ano depois é um sabor inigualável, com um delicioso gosto de vinho e aparentará ter sido feito recentemente.
Nesse contexto eu resolvi ir pesquisar as receitas dos bolos do casamento do príncipe William. Pra minha sorte, o que na época foi um segredo de Estado, hoje está publicado nos registro oficiais britânicos, e na mídia em geral, as receitas dos bolos originais daquela cerimonia. O bolo de frutas, contudo, é único que pode ser guardado como manda a tradição; o bolo de chocolate, feito com biscoitos, exigência do príncipe, é mais delicado e por isso mesmo deve ser consumido logo. E como eu não poderia deixar de apresentar, também segue a receita do famoso bolo de casamento de Recife. Escolha o seu, teste e guarde.

The Royal Wedding Fruit Cake (receita original de Fiona Cairns)


1 e 1/2 xícaras de cerejas cristalizadas
2 xícaras de passas brancas
2 xícaras de passas escuras, de preferência Thompson
1 1/4 xícaras de cascas de cítricos cristalizado
2/3 de xícara de gengibre cristalizado
1/2 xícara de ameixas secas
3 colheres de sopa de melaço
3 colheres de sopa de geleia de laranja amarga
1 colher de chá de concentrado de tamarindo
raspas da casca de 1 laranja
raspas da casca de 1 limão
1 colher de sopa cheia especiarias (Mistura de canela, cravo, noz moscada)
6 colheres de sopa de conhaque, mais 3 colheres de sopa para alimentar o bolo
1 xícara de nozes
1/3 xícara de amêndoas moidas
1 1/4 xícaras de farinha com fermento
1 colher de chá de sal
1 xícara mais 2 colheres de sopa de manteiga sem sal, amolecida
1 xícara mais 2 colheres de sopa de açúcar mascavo
1 1/2 xícaras de farinha de amêndoa
5 ovos grandes ligeiramente batidos

Preparo: Um dia antes, lave as cerejas, seque-as bem com papel toalha e corte cada uma em metade. Coloque as passas brancas e escuras, casca de citricos, gengibre, ameixas, cerejas, melado, as geleias, o concentrado tamarindo, as especiarias em uma tigela grande. Despeje em 6 colheres de sopa de conhaque, mexa bem, cubra com filme plástico e deixe descansar durante a noite. No dia seguinte, aqueça o forno a 275 graus. Unte com manteiga uma assadeira 9 polegadas assadeira e forre o fundo e as laterais com papel manteiga. Espalhe as nozes em uma outra assadeira. Asse por 10 minutos no forno, agitando uma vez. Deixe esfriar um pouco, pique grosseiramente e reserve.Junte as farinhas e o sal numa tigela e misture bem. Na batedeira em velocidade alta, bata a manteiga e o açúcar por pelo menos 5 minutos até que fique claro e fofo. Adicione as amêndoas moídas, em seguida, muito gradualmente, os ovos, misturando bem entre cada adição. Com uma colher de pau junte as farinhas misturadas com o sal, em seguida, as frutas embebidas e as nozes. Espalhe a massa na assadeira. Asse em por cerca de 2 e 1/2horas. Se um palito de madeira inserido no centro sair limpo, está pronto. Se dourar demais antes de estar totalmente cozido, faça um círculo de papel alumínio um pouco maior do que o bolo, fure um buraco no centro para abri-lo, em seguida, coloque-o sobre a assadeira. Depois de frio espete todo ele com um palito ou com um garfo e umidifique com o conhaque. Retire da assadeira, descarte o papel. Embrulhe em papel um novo papel manteiga em seguida, numa folha de alumínio e deixe descansar por uma semana ou até três meses. Se quiser uma suculência extra, desembrulhe e regue com 1 colher de sopa de conhaque a mais a cada duas semanas.

The Royal Wedding Cake (Chocolate Biscuit Cake)


115g de chocolateescuro
115g de açúcar granulado
115g de manteiga sem sal (amolecida )
Um ovo.
230g de biscoitos para chá McVitie's (aqueles das latinhas também ficam ótimos, ou pode usar o maisena)
½ colher de chá de manteiga para untar
260g de chocolate escuro para cobertura

Preparo: Unte levemente um aro para tortas de 6 polegadas por 2 ½ polegadas e coloque em uma bandeja com uma folha de papel manteiga por baixo. Quebre cada um dos biscoitos em pedaços do tamanho de uma amêndoa com a mão e reserve. Bata a manteiga e o açúcar em uma tigela até que a mistura começar a clarear. Derreta as 115g de chocolate e adicione à mistura de manteiga, mexendo bem. Adicione o ovo nesta mistura e bata bem. Juntar os biscoitos neste creme até que todos estejam revestidos com a mistura do chocolate. Coloque a mistura dentro do aro já preparado - Tente encher todas as aberturas da parte inferior do aro; leve o bolo à geladeira por pelo menos três horas. Retire o bolo da geladeira e deixe repousar enquanto você derrete as 260g de chocolate. Retire o aro do bolo e vire de cabeça para baixo em prato, retire o papel manteiga, despeje o chocolate derretido sobre o bolo e alise a superfície e as laterais com uma espátula. Deixe o chocolate escorrer e tomar formar  e endurecer. Cuidadosamente usar uma faça para retirar o excesso de chocolate nas laterais, e se quiser, voltar a derreter o excesso para decorar

Bolo de Noiva de Recife

Ingredientes:
500 g de farinha de trigo
500 g de açúcar mascavo
500 g de manteiga ou margarina
1/2 xícara de vinho tinto
1 colher (sopa) de conhaque
1 colher (sopa) de raspas de limão
1 colher (sopa) de fermento em pó
300 g de ameixas bem picadas
300 g de frutas cristalizadas picadas
200 g de passas brancas
200 g de passas pretas
1/2 xícara de nozes picadas
8 ovos
1 pitada de cravo triturado e peneirado
Noz-moscada e canela em pó a gosto
Glacê mole
2 xícaras de açúcar de confeiteiro
3 claras
Glacê duro
8c de açúcar de confeiteiro
2 colheres (sopa) de suco de limão
4 claras

Preparo Massa: Deixe as passas de molho no vinho do Porto de um dia para o outro. Bata a manteiga com o açúcar por 5 minutos ou até ficar esbranquiçado. Junte os ovos e bata até ficar homogêneo.  Acrescente as raspas de limão, a noz-moscada, o cravo e a canela. Em seguida, a farinha e o fermento peneirados, batendo sem parar.  Junte as ameixas e as frutas e misture. Adicione o conhaque e o vinho com as passas e misture. Aqueça o forno em temperatura média. Forre 2 fôrmas com papel manteiga e unte com bastante manteiga. Polvilhe farinha e divida a massa entre as duas fôrmas. Asse por 55 minutos ou até que, ao espetar um palito, ele saia limpo. Deixe esfriar. Modo de Fazer: Glacê mole: Bata as claras até espumarem e acrescente o açúcar. Continue batendo até engrossar. Glacê duro: Bata as claras com o suco de limão até espumarem. Junte o açúcar aos poucos, mexendo com uma colher de pau. Misture até obter uma massa (essa massa ainda gruda nas mãos). Transfira para uma superfície lisa e sove, acrescentando o açúcar restante aos poucos, até obter uma massa lisa e que não grude nas mãos. Cubra com filme plástico para não ressecar. Montagem Desenforme o bolo maior sobre um prato e cubra-o com uma camada do glacê mole. Coloque o segundo bolo por cima e cubra-o da mesma maneira. Reserve a sobra do glacê. Polvilhe açúcar de confeiteiro sobre uma superfície lisa. Abra uma porção da massa dura com um rolo na espessura de 0,5 cm. Corte pedaços com uma faca e cubra toda a lateral e a superfície do bolo. Com as mãos molhadas com água, alise a cobertura e emende os pedaços de glacê. Reserve a sobra da cobertura. Coloque as sobras de glacê em uma tigela e acrescente 1 clara. Mexa até obter uma mistura homogênea. Finalize a decoração do bolo com o saco de confeitar ou moldando pequenas flores com a mistura. A receita original foi dividida por seis para facilitar o preparo. Se quiser um bolo para o dia-a-dia, esqueça a cobertura. Para congelar, basta embalar em filme plástico.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Barmbrack de Halloween


O tempo tem passado tão rápido que, quando me dou por conta, o ano já está se indo... Uma coisa que me faz lembrar dessa pressa do tempo são os pães/bolo (como a colomba, o panetone, o pandoro, o bolo de reis) - eles sempre dão um indicativo das chegadas de celebrações importantes; estão avisando sobre o fim ou o começo de um ciclo novo. Vocês já perceberam isso?
Pra minha curiosidade ficar sossegada eu fui investigar sobre este assunto... E descobri que os pães/bolo também estão presentes no halloween. Sabiam disso? Pois é, encontrei o tradicional barmbrack do halloween irlandês, e gostaria de dividir um pouco sobre ele como vocês.


Barmbrack (do gaélico irlandês: bairin Breac), muitas vezes abreviado para brack, é um pão/bolo frutado - normalmente passas e cascas de frutas cítricas - que, literalmente, significa "pão manchado (ou salpicado)". Alguns livros sobre a tradição do halloween irlandês apontam que o Barmbrack é apresentado como o ícone gastronômico para esta data.
O Barmbrack de Halloween tem uma proximidade como o bolo de reis: tradicionalmente são escondidos nele alguns objetos que são cozidos junto com o pão e que será utilizado como uma espécie de jogo de sorte/adivinhação.


Dentro do pão/bolo alguns objetos eram enrolados em papel manteiga e escondidos entre a massa. Dentre os objetos mais comuns estão: a ervilha, um pedacinho de pau, um pedaço de pano, uma pequena moeda (originalmente um sixpence de prata), um anel e um dedal. Cada item, quando achado na fatia do pão/bolo, carrega um significado diferente: a ervilha, a pessoa não se casaria naquele ano; o pau, teria um casamento infeliz ou estaria continuamente em disputas; o pano, teria má sorte ou seria pobre; a moeda, que gozaria de boa fortuna, e o anel, quem, o acha-se iria se casar dentro de um ano. Mas, se você encontrar o dedal, então você nunca vai se casar! – garanto que este último seria uma farsa, porque acredito que não tenha tantos solteiros convictos por lá [risos].



Outros artigos que poderia ser encontrado ao brack seria uma medalha, geralmente da Virgem Maria para simbolizar o sacerdócio, principalmente para as mulheres. Porém, o uso da medalha não continuou até os dias de hoje. Os Barmbracks que são comercialmente produzidos para o mercado de Halloween atualmente, incluem apenas um anel de brinquedo.
Para se comer um brack como os antigos faziam é fácil: corta-se ele em fatias que são torradas com manteiga e servidas juntamente com uma xícara de chá. 


Que tal preparar um brack para este halloween?

Barmbrack
500 g de farinha de trigo
300 g de leite
60 g de manteiga
85 g de açúcar
30 g de fermento biológico
350 g de passas
60 g de cítricos confitados (opcional)
½ colher de chá rasa de canela
¼ colher de chá rasa de noz moscada
½ colher de chá rasa de sal
1 ovo
500 ml de chá preto forte para demolhar as passas

Preparo: Se começa a ´preparar o chá para colocar as passas de molho. Faz o chá e o coloca ainda quente sobre as passas – deixar ali por, pelo menos, duas horas. Para fazer a massa, misturar a farinha, o fermento o leite e o ovo, amassar bem. Fazer uma bola e colocar numa tigela ou boll untado com azeite para descansar até dobrar de volume. Depois acrescentar o açúcar, o sal, a canela, a noz moscada e misturar. Em seguida colocar a manteiga e misturar bem até obter uma massa lisa e elástica. Só então juntar as passas (que já devem ter sido escorridas) e os cítricos confitados, misturar para distribuir bem as passas; voltar a colocar a massa no boll azeitado e deixar dobrar de volume. Em seguida moldar os pães à gosto e levar para assar em assadeira untada em forno quente a 210º por 50 minutos (os primeiros 15 a 210º e o resto a 200º). 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

As Bodas de flores e frutas desta confraria

Caros amigos, bom dia!
Escolhi o dia de hoje por considerar que 13 é um número da sorte, e gostaria de agradecer a todos pelas visitas e comentários que têm feito a este blog.
No dia 6 de setembro de 2010 comecei esta empreitada, despretensiosamente, com um intuito de “guardar informação” sobre cultura gastronômica. E assim, já se passaram quatro anos... Nesse período muita coisa aconteceu comigo, algumas mudanças foram feitas no layout do blog, mas a ideia inicial foi modificada: o que antes era apenas uma ferramenta de “guarda-memória” passou a ser um veículo de comunicação que já tem ajudado algumas centenas de pessoas não só a conhecer a cultura gastronômica, mas a valorizar a gastronomia e a identidade gastronômica como elemento importante para a sociedade.



Ao longo desses anos vimos, por exemplo, que a gastronomia está cada vez mais sendo assunto corriqueiro nas mídias, nos âmbitos acadêmicos e na formação profissional; vimos elementos gastronômicos como, a gastronomia francesa, a culinária típica mexicana, a dieta mediterrânea e o pão de mel/especiarias croata serem elevados como patrimônio imaterial da humanidade; vimos o crescente fascínio das pessoas pela profissão de chef; e, sobretudo, continuamos a nos surpreender com a criatividade dos grandes chefs do mundo no seu trabalho de mostrar pratos sofisticados utilizando produtos regionalizados. Este cenário me orgulha e me faz querer continuar com meu trabalho de formiguinha, de pesquisar temas interessantes, fundamentados, para dividir com vocês.
Minhas perspectivas de futuro para este blog estão cheias de ânimo e com projetos mirabolantes na cabeça – só preciso encontrar um meio de coloca-los em pratica o mais rapidamente possível, para acompanhar o ritmo acelerado do mundo.
Hoje, este post está celebrando minhas Bodas de Flores e Frutos com a blogosfera. Quatro anos de dedicação que já me trouxeram bons frutos. Um deles, a indicação ao V Prêmio Top Blog, que escolhe o melhor blog do Brasil. Estamos concorrendo na categoria gastronomia e esperamos seu apoio nesta votação – que ocorre on line (Para participar e nos ajudar a estar entre os “grandes” basta você clicar no ícone de link para a cotação que se encontra no lado superior esquerdo deste blog, escolher a forma pela qual deseja votar [se por email ou facebook] e realizar seu voto. Conto com seu apoio. Abaixo segue a imagem do link para facilitar seu trabalho de busca).


E como não existe postagem aqui que não tenha uma boa receita e nem uma boa música a receita de hoje é especialmente diferente, uma torta crua de flores, sementes e frutas para celebrar estas bodas. Espero que gostem.
Obrigador por sua atenção,
                                            Continue nos visitando.
                                                                  Barão de Gourmandise.

Torta de Bodas de Flores e Frutos do barão de Gourmandise


crosta
1 1/2 xícaras ( 225 g ), amêndoas
1/2 xícara de Sementes de girassol
2 colheres de sopa de sementes de cânhamo
12 tâmaras frescas, sem caroço
2 colheres de sopa de óleo de coco virgem
1 colher de chá de sal marinho
Recheio
1 ½ xícaras de castanha de caju, embebidas no suco de caju ou em água, por pelo menos 2 horas, ou mais se você tiver tempo
2 limões orgânicos , suco e raspas
1 colher de chá de pó de baunilha aterrada ou 1/2 vagem de baunilha
1/3 xícara de óleo de coco
1/3 xícara de mel ou néctar de agave
1 colher de sopa de rosa mosqueta em pó (opcional)
cobertura
2 romãs de tamanho médio, sementes
1/3 xícara framboesas congeladas
Suco de 1/2 limão
decoração
Flores comestíveis frescas (flores de capuchinha, amor-perfeito, borago, viola, calêndula, rosas, rosa mosqueta, dentes de leão, cravos, lavanda, gerânios, Centáureas, flores de ervilha, lírios de dia, camomila amarela, pétalas de girassol,  etc.)

Preparo: Fazendo a crosta: Triture as nozes e sementes em um liquidificador ou processador de alimentos por cerca de um minuto. Adicione as tâmaras, óleo de coco e sal marinho e misturar no processador até que tudo esteja bem ligado. Colocar a mistura numa forma de fundo falso, pressionando bem apenas no fundo da forma. Conservar na geladeira enquanto faz o recheio. Fazer o recheio: Aqueça o óleo de coco e o mel em uma panela pequena em fogo baixo até ficar bem líquido, misture um pouco com a colher para juntar a mistura.  Coloque as castanhas de caju embebidas, o suco e as raspas de limão, a baunilha, a mistura de óleo de coco com mel quente e a rosa mosqueta no liquidificador ou processador de alimentos e bata em alta velocidade até ficar homogêneo e engrossar (tipo maionese - isso pode demorar alguns minutos). Despeje o recheio sobre a massa e coloque no freezer por 30 minutos ou até endurecer. Fazer a cobertura: coloque as sementes de romã, as framboesas e o suco de limão em um processador ou liquidificador e bata até ficar homogêneo. Despeje a cobertura por cima do bolo e volta ao freezer por cerca de 30 minutos. Servir a torta: Retire do freezer e desenforme (fica excelente se retirada 30 minutos antes de servir). Decore com flores frescas e sirva.
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sábado, 11 de maio de 2013

A origem do Dia das Mães



Amanhã é dia das mães... Beijo pra minha mãe – e para todas as mães do mundo. Obrigado pela paciência, pelos ensinamentos, por tudo. Para este dia não passar em branco, sei que tem gente que sempre resolve fazer uma receitinha pra impressionar e agradar sua mamãe – na comemoração pelo seu dia. Então abaixo segue uma receita facílima e que traz ótimos sorrisos como agradecimento.
No entanto, que tal se informar um pouquinho sobre como esta comemoração começou?

Alma Parens (Alma Mater), por William Adolphe Bouguereau

O Dia das mães começo assim...

Eu não me canso de falar que as civilizações antigas ainda nos servem de inspiração, e vem delas muita das coisas que utilizamos atá os dias de hoje. Não pro acaso, as comemorações do dia das mães começaram na Grécia antiga, na época em que os deuses ainda reinavam sobre a terra...
As mais antigas celebrações do Dia da Mãe remontam às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimônias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.

Reia/Cibele
Durante o século XVII, a Inglaterra celebrava no 4º Domingo de Quaresma (40 dias antes da Páscoa) um dia chamado “Domingo da Mãe”, que pretendia homenagear todas as mães inglesas. Neste período, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe de casa e vivia com os patrões. No Domingo da Mãe, os servos tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe.
À medida que o Cristianismo se espalhou pela Europa passou a homenagear-se a “Igreja Mãe” – a força espiritual que lhes dava vida e os protegia do mal. Ao longo dos tempos a festa da Igreja foi-se confundindo com a celebração do Domingo da Mãe. As pessoas começaram a homenagear tanto as suas mães como a Igreja.
Nos Estados Unidos, a comemoração de um dia dedicado às mães foi sugerida pela primeira vez em 1872 por Julia Ward Howe e algumas apoiantes, que se uniram contra a crueldade da guerra e lutavam, principalmente, por um dia dedicado à paz.

Julia Ward Howe
A maioria das fontes é unânime acerca da ideia da criação de um Dia da Mãe. A ideia partiu de Anna Maria Jarvis, que em 1904, quando a sua mãe morreu, chamou a atenção na igreja de Grafton para um dia especialmente dedicado a todas as mães. Três anos depois, a 10 de Maio de 1907, foi celebrado o primeiro Dia da Mãe, na igreja de Grafton, reunindo praticamente família e amigos. Nessa ocasião, a sra. Jarvis enviou para a igreja 500 cravos brancos, que deviam ser usados por todos, e que simbolizavam as virtudes da maternidade. Ao longo dos anos enviou mais de 10.000 cravos para a igreja de Grafton – vermelhos para as mães ainda vivas e brancos para as já desaparecidas – e que são hoje considerados mundialmente com símbolos de pureza, força e resistência das mães.

Anna Jarvis
Segundo Anna Jarvis seria objetivo deste dia tomarmos novas medidas para um pensamento mais ativo sobre as nossas mães. Através de palavras, presentes, atos de afeto e de todas as maneiras possíveis deveríamos proporcionar-lhe prazer e trazer felicidade ao seu coração todos os dias, mantendo sempre na lembrança o Dia da Mãe.
Face à aceitação geral, a sra. Jarvis e os seus apoiantes começaram a escrever a pessoas influentes, como ministros, homens de negócios e políticos com o intuito de estabelecer um Dia da Mãe a nível nacional, o que daria às mães o justo estatuto de suporte da família e da nação.
Abaixo uma carta de Anna Jarvis em comemoração ao Dia das Mães (Fonte: West Virginia Division of Culture and History. Copyright 2013.)


A campanha foi de tal forma bem sucedida que em 1911 era celebrado em praticamente todos os estados. Em 1914, o Presidente Woodrow Wilson declarou oficialmente e a nível nacional o 2º Domingo de Maio como o Dia da Mãe.
Hoje em dia, muitos de nós celebram o Dia da Mãe com pouco conhecimento de como tudo começou. No entanto, podemos identificar-nos com o respeito, o amor e a honra demonstrados por Anna Jarvis anos atrás.
Apesar de ter passado quase um século, o amor que foi oficialmente reconhecido em 1907 é o mesmo amor que é celebrado hoje e, à nossa maneira, podemos fazer deste um dia muito especial.
E é o que fazem praticamente todos os países, apesar de cada um escolher diferentes datas ao longo do ano para homenagear aquela que nos põe no mundo.
Em Portugal, até há alguns anos atrás, o dia da mãe era comemorado a 8 de Dezembro, mas atualmente o Dia da Mãe é no 1º Domingo de Maio, em homenagem a Maria, Mãe de Cristo
No Brasil a  introdução desta data se deu no Rio Grande do Sul, em 12 de maio de 1918, por iniciativa de EULA K. LONG, em São Paulo, a primeira comemoração se deu em 1921.  A oficialização se deu por decreto no Governo Provisório de Getúlio Vargas, que em 5 de maio de 1932, assinou o decreto nº 21.366.
Em 1947, a data foi incluída no calendário oficial da Igreja Católica por determinação do Cardeal Arcebispo do Rio, Dom Jaime de Barros Câmara.

Torta de nozes
  

1 xícara de nozes moídas
1 1/2 xícara de açúcar
1/2 xícara da manteiga
1/2 xícara de leite
2 colheres (sopa) de chocolate em pó
1 colher (sopa) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de sal
4 ovos
1 1/4 de xícara de farinha de trigo
Recheio
12 gemas
20 colheres (sopa) de açúcar
150g de ameixas pretas sem caroço
150g de passas de uva 

Preparo: Misture o açúcar com manteiga, adicione as gemas, o leite, as nozes, o sal e o chocolate em pó e misture. Acrescente, aos poucos, a farinha de trigo peneirada com o fermento em pó. Bata as claras em neve até que fiquem firmes. Junte à massa, misturando delicadamente. Ponha a massa em uma fôrma redonda untada. Leve ao forno pré-aquecido, em temperatura média.  Para o recheio, leve o açúcar ao fogo com água até formar uma calda em ponto de fio. Retire do fogo, junte as gemas peneiradas, misture e volte ao fogo, mexendo até engrossar. Adicione as ameixas e as passas. Utilize como recheio e cobertura.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A Carnavália de fevereiro – pode ser regada a massa com molho de limão e a tequila sunrise


Todo começo de ano eu escuto que, no Brasil, o ano só começa de fato depois do carnaval. E hoje eu fique me perguntando se antigamente ocorria o mesmo na Grécia – país de origem do carnaval.
Eu, particularmente não sou dado ao carnaval. Mas acho interessantíssima a movimentação para observar o comportamento humano. Vejo muita gente hipócrita recriminando este período, tecendo adjetivos dos mais baixos para desqualificar os brincantes carnavalescos. E isso não é de hoje. Se formos observar a história de como tudo isso começou, a hipocrisia foi a responsável por transformar ritos de veneração aos deuses gregos em “festas profanas”.
Aí eu me coloco: Quando o homem era politeísta e se submetia aos seus ridos de adoração para agradar aos seus deuses, para a sociedade da época, ele estava cumprindo sua obrigação religiosa sem recriminação. Depois, com a intervenção do cristianismo, com seu puritanismo de fachada, tudo ganhou um sentido pecaminoso... não  estou aqui pra discutir religiosidade. Apenas queria deixar claro que, na maioria das vezes, os interesses de alguns, acabam distorcendo tudo. Por tanto não vou qualificar aqui o carnaval como festa profana. Pois o politeísmo veio antes do cristianismo em muitas sociedades.
O carnaval é uma comemoração que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C., destinada a celebração, veneração e adoração de deuses gregos, especialmente Baco, o deus do vinho e da embriaguez. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção.


Passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d.C.. É um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média. O período do carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou do latim "carne vale" dando origem ao termo "carnaval". Durante o período do carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes.
O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas. Já o Rio de Janeiro criou e exportou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba para outras cidades do mundo, como São Paulo, Tóquio e Helsinque.
A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma.
A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" em latim significa carne e "valles" significa prazeres.
Em geral, o carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados "gordos", em especial a terça-feira (Terça-feira gorda, também conhecida pelo nome francês Mardi Gras). O termo mardi gras é sinônimo de Carnaval.


Quando o cristianismo chegou já encontrou esta festa, dita orgiástica, no uso dos povos. Pelos seus caracteres libertinos e pecaminosos, foi a princípio condenada pela Igreja Católica. Porém, em 590 d.C. ela própria oficializou o carnaval dando origem ao “carnaval cristão”, quando o Papa Gregório I, o Grande, marca definitivamente, a data do carnaval no calendário eclesiástico. A partir de então, a Igreja tolerou melhor a festa e até passou a estimulá-la. Com o Papa Paulo II (1461-1471) foi organizada a festa de carnaval, com a promoção de corridas de cavalos, anões e corcundas, lançamentos de ovos, etc. Em 1582, o Papa Gregório XII promoveu a reforma do calendário Juliano, passando a se chamar Juliano Gregoriano, em uso até hoje pelos católicos, e estabeleceu em definitivo as datas do carnaval.
Nos períodos de repressão pela Igreja, a festa do carnaval sempre acontecia, quando os noviços organizavam a “festa dos bobos” em 28 de dezembro. Durante o evento elegia-se um bispo ou “abade dos bobos”. Realizavam danças na Igreja e na rua, procissão e missa simulada. Nesse momento os clérigos usavam máscaras e roupas de mulheres, ou vestiam os hábitos de trás para frente, seguravam o missal invertido (livro que contém as orações da missa), jogavam cartas, cantavam cânticos imorais e falavam mal da congregação.

GRAVURA : A Festa dos Bobos 1560,  de Pieter Van der Heyden (*1530 +1575)  COLEÇÃO ORIGINAL : Museu de Gravelines
Igualmente, a “festa dos inocentes” era uma espécie de carnaval regada a muita bebida e comida, encenavam peças e inversões de todos os tipos. As escrituras sagradas eram totalmente travestidas e parodiadas. Os rituais eram organizados pela Igreja Católica, de modo que a Instituição era ridicularizada e questionada em eventos carnavalescos.

O Combate de carnaval e da quaresma", 1559, de Pieter Bruegel
Embora muitos Papas tenham estimulado esses festejos, outros o combateram vivamente como Inocêncio II. Esta festa pagã acontece todos os anos no mês de fevereiro, em todo o mundo. Constitui-se a época de mais uma celebração de inspiração satânica, apresentando-se como uma manifestação que dilacera a espiritualidade.
Resumo da ópera (baseado no senso comum hipócrita): São quatro dias ao som de ritmos frenéticos e alucinantes (em algumas cidades brasileiras estes dias podem ser mais que quatro), regados a muita bebida alcoólica e à prática do sexo sem limites - pois o culto a sensualidade já traça o compasso de espera e é a marca registrada dos participantes que enchem ilusoriamente seus corações, numa prática que, neste espaço de tempo, cedem, sem nenhum temor a Deus, as suas luxúrias, na ignorância de que na quarta-feira, confessando seus excessos pecaminosos, através da figuração das cinzas, serão de seus pecados perdoados, como se Deus tivesse permitido, dado o seu aval para outros deuses serem venerados e adorados nesta ocasião.


Eu pergunto: Será que os hipócritas acham que Deus não vê as hipocrisias geradas dentro da sua Igreja? Será que só os foliões são a encarnação do profano? Para mim Deus é justo – e só ele pode julgar. Um dia no futuro, talvez, o cristianismo seja considerado como uma religião pagã, como ocorreu com as religiões anteriores a ele. E aí?


Para não desagradar a ninguém e deixar todo mundo no pique do carnaval, esta Confraria vai deixar duas recitas que vão alegrar os dias dos foliões: primeiro, por sua praticidade; segundo, porque fornecem energia suficiente para os brincantes se divertirem, sem culpa.

Talharim ao molho de limão

1 colher de azeite
200g de champignon
3 dentes de alho picados
1/2 xícara de chá de  vinho branco
casca ralada e suco de 2 limões
1 xícara de chá de creme de leite
100g de queijo ralado
300g de talharim
sal a gosto

Preparo: leve ao fogo alto uma panela grande com água salgada e deixe ferver. Enquanto isso prepare o molho: aqueça o azeite, junte o champignon e o alho e refogue por 3 minutos. Adicione o  vinho , a casca e o suco de limão. cozinhe por mais  2 minutos e retire do fogo. .Coloque a massa na água fervente mexa bem e cozinhe al-dente. escorra e devolva a panela levando ao fogo baixo. adicione rapidamente o  cogumelo cozido e o creme de leite, mexendo sem parar . polvilhe o queijo ralado aos poucos  para que ele dissolva por igual. sirva  em seguida.


Tequila Sunrise

1 dose(s) de tequila ouro
3 dose(s) de suco de laranja
quanto baste de xarope de groselha para decorar

Preparo. 

Despeje num copo alto a dose de tequila e o suco de laranja. Misture bem e coloque o xarope de groselha a gosto.