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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Pumpkin Pie, Jack O’Lantern e Will-o'-the-wisp : todos, farinha do mesmo saco!


Para não fugir do tema sobre terror nesta preparação para o halloween, hoje trarei a história de alguns personagens bastante conhecido nesta época do ano, mas que poucas pessoas sabem suas reais origens. Falo da Pumpkin Pie (torta de abóbora), Jack O’Lantern (jack, o lanterna) e Will-o'-the-wisp (o fenômeno que serviu de inspiração para Jack o lanterna).

Desde pequeno eu convivo com abóboras nas preparações culinárias de minha casa. Lá, todo mundo gostava desse fruto – tanto nas preparações salgadas quanto para comer cozida, com açúcar. Estes hábitos são bem comuns aqui no nordeste brasileiro onde os nordestinos têm, inclusive, nome próprio para chamar a abóbora (Jerimum). E pelo que se sabe são os sertanejos grandes consumidores dessa iguaria.
Eu, que nasci nas montanhas, numa região serrana, sempre vi abóboras, das mais variadas, porque a região onde eu nasci é dedicada á agricultura – dentre outras coisas. Confesso que o gosto da abóbora só veio me fazer gostar do fruto depois de adulto, quando certa vez resolvi  me arriscar fazer um pão de abóbora com leite condensado – e tudo com leite condensado fica gostoso - , e desde então, comecei a gostar de comer abóboras em outras preparações (e hoje posso dizer que eu adoro um feijãozinho bem temperado com abóbora e coentro hummm). Mas como é que a abóbora deixou de ser ingrediente gastronômico para virar símbolo do halloween? Para responder a esta pergunta vamos fazer uma retrospectiva histórica contando inicialmente a origem da Pumpkin pie para em seguida chegarmos ao conto de terror do senhor lanterna.



Abóbora ou Jerimum são designações comuns do fruto da aboboreira (Cucurbita spp.), planta hortícola da família das cucurbitáceas, tal como a melancia, o melão, o chuchu e o pepino. Originária da América era base alimentar substancial para a civilização Olmeca. Posteriormente foi absorvida pelas civilizações Asteca, Inca e Maia. No Brasil, espécies do gênero Cucurbita faziam parte da alimentação dos povos indígenas antes da sua colonização.
Os gregos chamavam as abóboras de ‘pepon’, ou 'grande melão'. Com os franceses, o pepon virou ‘pompon’. Os ingleses então a transformaram em 'pumpion' ou 'pompion'. E mais tarde surgiu o termo pumpkin.
O ano é 1621. Os primeiros colonos americanos de plantação de Plimoth (1620-1692), o primeiro assentamento permanente Europeu, no sul da Nova Inglaterra, poderiam ter feito tortas de abóbora. Ao desembarcarem em território americano, os exploradores ingleses se estabeleceram na região de Plimouth, trazendo consigo dentre outras coisas, técnicas de cocção e livros de culinária da época. Em recepção aos colonizadores, os nativos trouxeram vários presentes, dentre eles a abóbora; que ao que dizem alguns historiadores, não foi bem aceita pelso imigrantes ingleses até que um longo período de inverno dizimou metade de população de colonos -  que morreram de escorbuto e exposição ao frio. O fato, no entanto, é que a abóbora já era conhecida há séculos pelas tribos nativas americanas, que a cozinhavam em água ou secavam ao sol para estocarem. Essas e outras técnicas os ingleses mesclaram ao conhecimento que haviam trazido do Velho Mundo, como a cocção a vapor, o uso de especiarias e o açúcar.
Por outro lado, a torta como a conhecemos - seja ela de abóbora ou de outro recheio qualquer -, com sua crosta de pâte sucreé (massa doce), não é equivalente a esse período histórico da colonização. Ou seja, se é que há indícios de que essa população preparou abóboras dessa maneira, por certo as receitas de tortas de abóboras eram bem diferentes das tortas como as conhecemos hoje.
Nesse sentido, algumas fontes afirmam que os colonos faziam algo semelhante a uma torta de abóbora quando, retirando sua tampa e as sementes; então, preenchendo-a com leite, mel e especiarias para em seguida assá-la em cinzas. Outras fontes, falam que a abóbora ao invés de ir no recheio, era usada na confecção da própria massa. Em todo caso, foi a partir dessas condições, que, cerca de 50 anos após o primeiro Thanksgiving Day (Dia de ação de graças), se tem notícia das primeiras tentativas em se fazer tortas com abóboras. Em muitos casos, a data chegava a ser postergada pela espera dos navios mercantes, que traziam o melaço, ingrediente de suma importância em muitas das receitas.
Em 1651: Francois Pierre la Varenne, famoso cozinheiro francês e autor de um dos mais importantes livros de culinária do século XVII, escreveu ‘Le Vrai Cuisinier François’, que em 1653, foi traduzido e publicado em inglês, contendo a seguinte receita de Tourte of pumpkin: Ferva a abóbora com leite de qualidade. Passe a mistura por um coador de malha grossa e a ela adicione açúcar, manteiga, uma pitada de sal e, se desejar, amêndoas em lâminas. Cubra a mistura com uma folha de massa e asse-a. Depois de assada, salpique com açúcar e sirva.

1670: Nesta época as receitas para uma espécie de "pumpion pie" foram aparecendo nos livros de receitas inglesas como The Queen-like closet, rico escrito que armazenava todos os tipos de receitas raras e que visava sua preservação. O livro The Queen-like closet, escrito por Hannah Wooley, trazia uma receita bastante diferente da apresentada em 1651: Para fazer Pumpion Pie, corte uma abóbora em fatias finas, mergulhe-a em ovos batidos com ervas bem picadas e frite. Então, coloque as abóboras fritas numa base de massa com manteiga, passas, açúcar e maçãs. Assim que estiver assada, coloque manteiga e sirva.
Em 1796 foi publicado por Amelia Simmons o primeiro livro de culinária em território norte-americano, que trazia receitas para a alimentação nativa ita de pumpkin puddings (pudins de abóbora) assados sobre crostas de massa, muitos semelhantes às tortas de hoje:

Pompkin Pudding No. 1. One quart stewed and strained, 3 pints cream, 9 beaten eggs, sugar, mace, nutmeg and ginger, laid into paste No. 7 or 3, and with a dough spur, cross and chequer it, and baked in dishes three quarters of an hour.
Pompkin Pudding No. 2. One quart of milk, 1 pint pompkin, 4 eggs, molasses, allspice and ginger in a crust, bake 1 hour.


Um fato curioso, e que é diferente aqui no Brasil é tanto na Europa quanto nos EUA, existe o hábito de se comprar a abóbora já cozida e processada. Uma dessas produtoras, a Libby’s, chegou às prateleiras dos armazéns em 1929. Diferente da abóbora que se usa para fazer Jack o'lantern - famosas lanternas de Haloween -, a Libby usa a Dickinson, uma variedade mais dourada, cremosa e pura em sabor. Segundo afirma a fabricante, o produto é isento também de conservantes e outros aditivos químicos. Confesso que prefiro ficar com abóboras fresquinhas que se pode comprar nas feiras daqui. Feiras que por sinal tem movimentado as vendas de abóboras para as festas de halloween no mês de outubro.

Significado da abóbora e do nabo na comemoração do halloween

Qual o significado da abóbora no Dia das Bruxas? Essa pergunta é muito frequente nesta época do ano. E merece ser respondida com bastante informação.
O costume surgiu com os irlandeses através de uma lenda (por lá eles dizem ser uma história real) que conta que um homem chamado Jack, após a morte, foi proibido de entrar no paraíso porque enquanto esteve na terra foi pão-duro. Já as portas do inferno lhe foram fechadas porque ele fez o diabo de bobo, escavando, no interior do tronco de uma árvore, uma cruz. O demônio ficou aprisionado lá dentro até jurar que nunca mais iria provocá-lo com tentações.

Sem ter para onde ir Jack foi condenado a andar na escuridão até o juízo final. Então, ele implorou a Satã que acendesse brasas para iluminar seu caminho. O diabo deu-lhe um pequeno pedaço de carvão incandescente. Para proteger a luz do carvão, o irlandês colocou o carvão dentro do buraco de um nabo. E assim surgiu assim o Jack o'lantern (Jack da Lanterna) como é conhecido. Este talismã (que virou abóbora) simbolizava uma alma condenada. 

A ideia de usar um nabo surgiu com os Celtas, povo que se espalhou pela Europa entre 2 000 e 100 a.C. Um dos símbolos do seu folclore era um grande nabo com uma vela espetada. Quando os irlandeses chegaram aos Estados Unidos, encontraram pouquíssimos nabos nos campos. Mas havia abóboras em abundância. Os imigrantes então fizeram a substituição.
Em toda a Irlanda e Grã-Bretanha, há uma longa tradição de esculpir lanternas de vegetais, particularmente o nabo, mangelwurzel, ou sueco. [3] O nabo tem sido tradicionalmente utilizado na Irlanda e na Escócia no Halloween [1], mas os imigrantes à América do Norte usados a maior abóbora nativas, que são prontamente disponíveis e muito maior -. tornando-os mais fáceis de esculpir que nabos [1] Apesar de nabos sempre foram utilizadas na Irlanda, na Escócia lanternas foram originalmente feitos de tronco grosso de uma planta de couve, e foram chamados de "kail runt-tochas". [4] não foi até 1837 que jack-o'-lanterna apareceu como um termo para uma lanterna esculpida vegetais [5], e a associação lanterna esculpida abóbora com Halloween é gravado em 1866. [6] Nos Estados Unidos, a abóbora esculpida foi associada com a época de colheita, em geral, muito antes de ela se tornou um emblema de Halloween. [7] Em 1900, um artigo em Ação de Graças divertido recomendou um iluminadojack-o'-lanterna, como parte de as festas [7].

O phenomenon Will-o'-the-wisp

Na realidade jack o lanterna já foi uma transformação de uma lenda chamada Will-o'-the-wisp. O will-o'-the-wisp /ˌwɪl ə ðə ˈwɪsp/ or ignis fatuus (ɪɡnɨs ˈfætʃuːəs/; Medieval Latin: "foolish fire" [fogo de tolo]) é uma luz fantasmagórica vista por viajantes durante a noite, especialmente sobre pântanos, brejos ou pântanos. Assemelha-se a uma lâmpada piscando e é dito para recuar se uma delas se aproximar de você – pois ela tem retirado os viajantes  caminhos seguros. Trata-se uma crença popular bastante comum no folclore Inglês e em grande parte do folclore europeu. Este fenômeno é conhecido por uma variedade de nomes, incluindo jack-o'-lanterna, hinkypunk, e hobby lanterna (lanterna passatempo) em Inglês. [1]


O termo "will-o'-the-wisp" vem de "wisp", um feixe de varas ou de papel usado às vezes como uma tocha, e o nome de " Will ": assim ficaria "Will-of-the-torch"," Will-da-tocha". O termo jack-o'-lantern" tem um significado semelhante. Sua aplicação a abóboras esculpidas em Inglês Americano é uma inovação do século 19. Nos Estados Unidos, eles são frequentemente chamados de  "spook-lights" Luzes assustadores, "ghost-lights" fantasmas de luz, ou "orbs" esferas [ 2 ] por folcloristas e paranormais entusiastas. [ 3 ] [ 4 ]
A Crença popular atribui o fenômeno à fadas ou espíritos elementais, explicitamente o termo " "hobby lanterns" [lanternas passatempo]  encontrados no século 19 nos textos do  Tracts Denham .
No seu Dicionário de fadas, Katharine Mary Briggs, fornece uma extensa lista de outros nomes para o mesmo fenômeno, embora o lugar onde eles são observados (cemitério, pântanos, etc) influencia a sua nomeação consideravelmente. Quando observada em cemitérios, eles são conhecidos como "fantasmas luzes", também um termo da Tracts Denham (Os Tracts Denham constituem uma publicação de uma série de folhetos e anotações sobre folclore, 54 ao todo, coletados entre 1846 e 1859 por Michael Aislabie Denham , um comerciante de Yorkshire. A maioria das vias originais foram publicados com 50 cópias (embora alguns deles com 25 ou até 13 cópias). Os setores foram mais tarde re-editado por James Hardy para a Sociedade de Folclore e imprimiu em dois volumes em 1892 [ 1 ] e 1895. É possível que JRRTolkien tomou a palavra hobbit a partir da lista de fadas em Tracts Denham).



Esta é uma longa lista de spirites e bogies, baseado em uma antiga lista, encontrada no livro Discoverie of Witchcraft, datado de 1584, [ 3 ] com muitas adições, algumas repetições e Menção de muitas criaturas que não aparecem em outros lugares, o assunto é mais profundamente do que outros de seu tempo, a falta de outras fontes faz alguns acharem icomo uma fonte confiável de informações.

"What a happiness this must have been seventy or eighty years ago and upwards, to those chosen few who had the good luck to be born on the eve of this festival of all festivals; when the whole earth was so overrun with ghosts, boggles, Bloody Bones, spirits, demons, ignis fatui, brownies, bugbears, black dogs, spectres, shellycoats, scarecrows, witches,wizards, barguests, Robin-Goodfellows, hags, night-bats, scrags, breaknecks, fantasms, hobgoblins, hobhoulards, boggy-boes, dobbies, hob-thrusts, fetches, kelpies, warlocks, mock-beggars, mum-pokers, Jemmy-burties, urchins, satyrs, pans, fauns, sirens, tritons, centaurs, calcars, nymphs, imps, incubuses, spoorns, men-in-the-oak, hell-wains, fire-drakes, kit-a-can-sticks, Tom-tumblers, melch-dicks, larrs, kitty-witches, hobby-lanthorns, Dick-a-Tuesdays, Elf-fires, Gyl-burnt-tales, knockers, elves, rawheads, Meg-with-the-wads, old-shocks, ouphs, pad-foots, pixies, pictrees, giants, dwarfs, Tom-pokers, tutgots, snapdragons, sprets, spunks, conjurers, thurses, spurns, tantarrabobs, swaithes, tints, tod-lowries, Jack-in-the-Wads, mormos, changelings, redcaps, yeth-hounds, colt-pixies, Tom-thumbs, black-bugs, boggarts, scar-bugs, shag-foals, hodge-pochers, hob-thrushes,bugs, bull-beggars, bygorns, bolls, caddies, bomen, brags, wraiths, waffs, flay-boggarts, fiends, gallytrots, imps, gytrashes, patches, hob-and-lanthorns, gringes, boguests, bonelesses, Peg-powlers, pucks, fays, kidnappers, gallybeggars, hudskins, nickers, madcaps, trolls, robinets, friars' lanthorns, silkies, cauld-lads, death-hearses, goblins,hob-headlesses, bugaboos, kows, or cowes, nickies, nacks, waiths, miffies, buckies, ghouls, sylphs, guests, swarths, freiths, freits, gy-carlins[1], pigmies, chittifaces, nixies,Jinny-burnt-tails, dudmen, hell-hounds, dopple-gangers, boggleboes, bogies, redmen, portunes, grants, hobbits, hobgoblins, brown-men, cowies, dunnies, wirrikows, alholdes,mannikins, follets, korreds [2], lubberkins, cluricauns, kobolds, leprechauns, kors, mares, korreds, puckles, korigans, sylvans, succubuses, blackmen, shadows, banshees,lian-hanshees, clabbernappers, Gabriel-hounds, mawkins, doubles, corpse lights or candles, scrats, mahounds, trows, gnomes, sprites, fates, fiends, sibyls, nicknevins,whitewomen, fairies, thrummy-caps[3], cutties, and nisses, and apparitions of every shape, make, form, fashion, kind and description, that there was not a village in England that had not its own peculiar ghost. Nay, every lone tenement, castle, or mansion-house, which could boast of any antiquity had its bogle, its spectre, or its knocker. The churches, churchyards, and crossroads were all haunted. Every green lane had its boulder-stone on which an apparition kept watch at night. Every common had its circle of fairies belonging to it. And there was scarcely a shepherd to be met with who had not seen a spirit!"[4]

Os nomes Will-o-the-wisp e jack-o'-lantern são explicados em contos folclóricos, registrados em muitas formas variantes na Irlanda , Escócia , Inglaterra , País de Gales , Appalachia , e Terra Nova . Nestes contos, protagonistas são nomeados e condenados a assombrar os pântanos com uma luz por algum delito. Uma versão de Shropshire , recontada por Katharine Mary Briggs em seu livro Dicionário de fadas , refere-se à Will the Smith. Will é um ferreiro ímpios a quem é dada uma segunda chance por São Pedro nos portões para o céu, mas leva uma vida tão ruim que acaba sendo condenado a vagar pela Terra. O Diabo lhe proporciona uma queima de carvão única com que aquecer-se, que ele usa para atrair viajantes tolos nos pântanos.
Uma versão irlandesa do conto tem um patife chamado Jack ou bêbado Stingy Jack  que faz um pacto com o Diabo, oferecendo sua alma em troca do pagamento de sua conta num pub. Quando o diabo vem para recolher seu pagamento, Jack o faz subir em uma árvore e depois de esculpir uma cruz na parte de baixo da árvore, impedindo-o de descer. Em troca de retirar a cruz, o diabo perdoa a dívida de Jack. No entanto, como alguém tão mau como Jack nunca iria ser permitido para o Céu, Jack é forçado após a sua morte a viajar para o inferno e pedir um lugar lá. O Diabo lhe nega a entrada em vingança, mas, como uma bênção, ele concede a Jack uma brasa do fogo do inferno para iluminar seu caminho pelo mundo crepuscular em que as almas perdidas estão para sempre condenado. Jack coloca em um nabo esculpido para servir como uma lanterna. [ 5 ]



No folclore galês, diz-se que a luz é "fairy fire" [fogo de fadas] na mão de um púca, puck ou pwca, um pequeno duende-como fada que maliciosamente leva os viajantes solitários fora do caminho à noite. Como o viajante segue o Púca através do pântano ou brejo, o fogo é extinto, deixando o homem perdido. Púca é dito como um ser Tylwyth Teg, ou seja, da família das fadas. No País de Gales a luz prevê um funeral, que terá lugar logo na localidade. Wirt Sikes, em seu livro Goblins britânicos menciona o conto seguinte Welsh sobre Púca: Um camponês viajando para casa ao anoitecer vê uma luz brilhante viajando a sua frente. Olhando mais de perto, vê que a luz é uma lanterna na posse de uma "figura um pouco sombria", que ele segue por vários quilômetros. De repente ele se encontra à beira de um vasto abismo quem embaixo corre uma torrente que ruge de água. Naquele exato momento o carregador da lanterna dá saltos n o espaço que levanta a alta luz sobre sua cabeça, enquanto solta uma risada maliciosa e some na luz, deixando o pobre camponês a um longo caminho de casa, em pé na escuridão na borda da um precipício.


Puck

Este é um conto bastante comum de advertência a respeito do fenômeno, no entanto, o fatuus ignis nem sempre foi considerado perigoso já que outras histórias falam de viajantes se perdendo na floresta e vindo sobre uma vontade do  will-o'-the-wisp e dependendo de como eles trataram a criatura, o espírito que quer deixá-los ainda mais perdido na mata passa a orientá-los para fora dela.
Na Ásia, o mais parecido com isso seria Aleya (ou fantasma de luz do pântano) nome dado a inexplicáveis fenômenos que ocorrem envolvendo luz nos pântanos, como observado pelo povo bengali, especialmente os pescadores de Bengala. Esta luz do pântano é atribuída a algum tipo de aparições inexplicáveis de gás do pântano que confundem pescadores, que os faz perder o rumo e pode até levar a um afogamento se o pescador decidir segui-lo. As comunidades locais daquela região acreditam que esses estranhas luzes pairando no pântano são, na verdade fantasmas de luz, que representam os fantasmas de pescador que morreram durante a pesca - algumas vezes eles confundem os pescadores e algumas vezes eles ajudem a evitar perigos futuros. [6] [7]



Na América do Sul encontramos dois exemplos dessas lanternas sombrias: no Brasil, o Boi-tatá é o equivalente brasileiro do will-o-the-wisp [8]. O nome vem da língua tupi e significa "serpente", Ele tem grandes olhos de fogo que o deixe quase cego durante o dia, mas à noite, pode ver tudo, para isso se esconde nas cavernas. Segundo a lenda, Boi-tatá era uma serpente grande, que sobreviveu ao grande dilúvio. E pode ainda ser conhecido como "boiguaçu" (uma anaconda da caverna) que deixou sua caverna após o dilúvio e, no escuro, atravessou os campos predando os animais e cadáveres, come exclusivamente o seu pedaço favorito, os olhos. A luz coletada a partir dos olhos comidos deu ao "Boitatá" seu olhar ardente. A expressão "fogo-fátuo" também é usado ("fogo falso", do latim "Ignis Fatuus") em todo o Brasil.
Boitatá

Na Argentina, o fenômeno como Luz Mala (luz mal) ou fátuo Fuego e é um dos mitos mais importantes no folclore argentino e uruguaio. Este fenômeno é bastante temido e é visto principalmente em áreas rurais argentinas. Ele consiste em uma esfera extremamente brilhante de luz, flutuando a poucos centímetros do chão. Tradicionalmente se diz que "Se a luz é branca, isso implica uma alma em dor e é recomendado para fazer uma oração, mas se a luz for vermelha, a testemunha deve fugir imediatamente, assim, o fenômeno representa a tentação de Satanás."
Tirando o lado folclórico, ouve quem  explicasse o fenômeno will-o’-the-wisp pelo meio cientifico. E a  primeira tentativa de explicar cientificamente as causas para este ignes fatui foi dada pelo físico italiano Alessandro Volta, em 1776, quando se descobriu o metano. Ele propõe que isso nada mais são do que fenômenos naturais elétricos (como raios) interagindo com gás do pântano [9]. Teoria apoiada pelo britânico Joseph Priestley em sua obra Experiments and Observations on Different Kinds of Air (1772–1790) (Experiências e Observações em Diferentes Tipos de Ar (1772. - 1790)), e pelo físico francês Pierre Bertholon de Saint-Lazare, em De l’électricité des météores (1787) [10]. Isso foi observado nas contas detalhadas de várias interações estreitas com ignes fatui publicados anteriormente, em 1832, pelo major Louis Blesson depois de uma série de experimentos em várias localidades onde foram conhecidos por ocorrer. [11] Destaca-se seu primeiro encontro com ignes fatui em uma região pantanosa entre um vale profundo na floresta de Gorbitz, Newmark, Alemanha.
Na literatura dois will-o’-the-wisp aparecem num conto de fada escrito por Johann Wolfgang von Goethe chamado The Green Snake and the Beautiful Lily (1795, A sepente verde e a bela Lily). Eles são descritos como luzes que consomem ouro, e são capazes de sacudir peças de ouro a partir de si mesmo. [12]
Um Will O 'the Wisp faz uma aparição no primeiro capítulo de Drácula de Bram Stoker, é o próprio Conde, que aparece como seu motorista particular, para levar Jonathan Harker em seu castelo a noite. Na noite seguinte, quando Harker inquire a Drácula sobre as luzes (pela falta delas), ao responder a pergunta que lhe foi feita pelo hóspede o Conde faz referência a uma crença popular comum sobre o fenômeno, dizendo que eles marcam onde o tesouro está enterrado.

Na obra de JRR Tolkien, O Senhor dos Anéis, will-o’-the-wisps estão presentes nos Pântanos Mortos fora de Mordor. Quando Frodo e Samwise Gamgee fazem o seu caminho através dos pântanos Gollum lhes diz "para não seguir as luzes", significado dado para os will-o’-the-wisp  Ele diz que se o fizerem, eles vão levar a empreitada para a morte. Além disso, Gandalf orienta a Irmandade através da escuridão de Moria (A Journey in the Dark) e sua "luz de bruxo" é comparado a um will-o’-the-wisp, Dado que Moria era uma antiga fonte de mithril, isso pode ser uma associações escandinava para a ligação de will-o’-the-wisp com tesouros.
O hinkypunk, o nome dado a will-o’-the-wisp no Sudoeste da Inglaterra alcançou a fama como um animal mágico na série de JK Rowling, Harry Potter. Nos livros, um hinkypunk é um perneta, criatura de aparência frágil que parece ser feito de fumaça. Diz-se de levar uma lanterna e enganar os viajantes.




O romance de fantasia alemão escrito por Michael Ende “The Neverending Story” [A História Sem Fim, em alemão: Die unendliche Geschichte 1979, e Ralph Manheim's na tradução inglesa, 1983] começa em Fantastica, quando um will-o'-the-wisp vai pedir a Imperatriz-menina ajuda contra o Nada, que está se espalhando sobre a terra. O filme baseado no livro não contém o will-o'-the-wisp.



Saindo do campo literário e entrando na música, especialmente na música clássica, um dos estudos mais desafiadores de Franz Liszt para piano (o Transcendental Etude n º 5), conhecido por ser volúvel e de uma qualidade misteriosa, traz o título "Follets Feux" (o termo francês para will-o’-the-wisps) .
O fenômeno também aparece em "Canción del fuego fátuo" no balé Manuel de Falla, El amor brujo, [36] depois coberta por Miles Davis como" Will O'-o Wisp "na Sketches Of Spain. O nome alemão do fenômeno, Irrlicht, tem sido o nome de uma música do compositor clássico Franz Schubert em seuciclo de canções conhecido como Winterreise.

Bela encenação, ótimo som...

O will-o'-the-wisp  também aparece na canção  "skylark" (cotovia), cantada por Ella Fitzgerald, Aretha Franklin, Sullivan Maxine e outros. Enquanto na terceira parte , Cena 12 de Berlioz The Damnation of Faust" " é intitulada "Menuet des Follets" - "Minueto de will-o’-the-wisp".
Depois de se ter tanta informação e divagar por várias áreas da cultura, nada melhor do que preparar uma torta de abóbora e ficar na esperança de ver um will-o’-the-wisp passando por você, na noite de halloween (isso falo para os corajosos. Para os medrosos, é melhor comer muito da torta e ir dotmir...)

Fonte

1.     ^ Marie Trevelyan (1909). Folk-Lore and Folk-Stories of Wales. London. p. 178. Retrieved 2010-09-18.
2.      "Ghost Lights and Orbs". Moonslipper.com. Retrieved 2011-11-18.
  1. ^ Stephen Wagner. "Spooklights: Where to Find Them"About.com. Retrieved 2007-12-08.
  2. ^ Randall Floyd (1997). "Historical Mysteries: Ghostly lights as common as dew in Dixie"Augusta Chronicle. Retrieved 2007-12-08.
  3. ^ Mark Hoerrner (2006). "History of the Jack-O-Lantern"buzzle.com. Retrieved 2007-05-09.
  4. ^ "Bengali Ghosts; byAmbarish Pandey; Apr 7, 2009; PAKISTANTIMES website". Pak-times.com. 2009-04-07. Retrieved 2011-11-18.
  5. ^ "Blog post by the author Saundra Mitchel of the novel "Shadowed Summer" at Books Obsession". Booksobsession.blogspot.com. 2009-10-09. Retrieved 2011-11-18.
  6. ^ "ref". Terrabrasileira.net. Retrieved 2011-11-18.
  7. ^ Marco Ciardi (2000). "Falling Stars, Instruments and Myths: Volta and the Birth of Modern Meteorology". In Fabio Bevilacqua & Lucio Fregonese. Nuova Voltiana: Studies on Volta and His Times. Editore Ulrico Hoepli. p. 43.
  8. ^ a b c d Charles Tomlinson (1893). A. Cowper Ranyard. ed. "On Certain Low-Lying Meteors". Knowledge: An Illustrated Magazine of Science. Simply Worded—Exactly Described (Witherby & Co.) 16 (New Series, Vol. III): 46–48.
Pumpkin pie

Massa
6 colheres de sobremesa de manteiga sem sal
6 colheres de sobremesa de Gordura vegetal (se preferir usar somente manteiga)
1 xicara e meia de Farinha de trigo
2colheres de sobremesa de Açúcar
meia colher de chá de Sal refinado
entre 4 a 5 colheres de sobremesa de Água gelada
Para o recheio
2 xicaras de abobora cozida
3/4 xícara de Açúcar mascavo
3 colheres de Melaço  - pode ser mel karo
1 colher de chá de Canela em pó
1/4 colher de chá de Noz moscada
1/4 colher de chá de Cravo em pó
½ colher de chá de Sal refinado
3 Ovos
1 litro de Creme de leite fresco batido como para chantily
3 colheres de sobremesa de Brandy ou licor de laranja
Chantilly para guarnecer
1 xicara de Chantilly
2 colheres de sobremesa de Açúcar
1/4 colher chá Canela em pó
Noz moscada a gosto

Preparo:  Massa Refrigere a manteiga e a gordura por cerca de 30min. Numa tigela combine a farinha, açúcar e o sal. Mistures com a ponta dos dedos a manteiga e a gordura em pedacinhos sobre a mistura de farinha. Não amasse demais! A massa deve ficar com textura de crumbles, empelotada e com um leve tom amarelado. Esse é o momento de adicionar 3 colheres de água e misturar com uma espátula ou colher de madeira para agregar toda a massa. Adicione mais se for preciso, mas não perca a textura de massa que racha aos dedos e quer se desfazer.  Faça uma bola e amasse até virar um disco grosso. Agora passe um filme e leve à geladeira por cerca de 1 hora. Em forma de disco, nossa massa gela mais rápido e também recupera a temperatura ambiente mais rápido para nela passarmos o rolo. Ainda não comece o recheio. Espere essa 1 hora para a massa gelar e, só depois, asse-a em forno pré aquecido entre 190 a 200ºC. A alta temperatura selará a massa tão rápido, que ela não terá tempo de regredir na fôrma. Assim que notar as bordas escurecendo, rapidamente, abaixe a temperatura para algo entre 170 a 180 ºC. Esse processo não leva mais que 10min.Retire a massa e deixe-a esfriar na fôrma.  Para fazer o recheio Amasse a abóbora como para purê e passe-o em peneira ou processador. Nele adicione o açúcar mascavo, o melaço, as especiarias e o sal. O próximo passo é adicionar o creme batido e a bebida alcóolica. Lembre-se de não bater demais este creme, ele fica num ponto anterior ao de picos firmes de chantilly...fica leve. Você também deve incorporar o creme de leite batido suavemente, de baixo para cima e com uma espátula. Nada de fouet aqui!  Coloque o recheio na massa e asse sua torta por mais 10min, numa temperatura de 200graus. Após esse tempo, abaixe a temperatura para 180ºC e deixe a torta no forno por mais 20 a 30min. Lembre-se, o centro da torta se ergue mas ainda tem uma certa mobilidade quando vc chacoalha a fôrma. É o ponto perfeito, a torta está assada, mas ainda tem umidade. Não deixe mais tempo, vai ficar seca e chata! Deixe a torta esfriar em temperatura ambiente e somente depois leve-a à sua geladeira. Para o chantilly, basta juntar os ingredientes no creme de leite ainda líquido e bater com seu fouet até o ponto de picos firmes. Coloque-o sobre uma fatia e sirva!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

La Religieuse - A Freira (The Nun )


Ontem a noite comi uma religiosa (risos). Falando assim a mente fértil das pessoas já começam a divagar pelos lados mais pecaminosos. O que até é compreensível se considerarmos que o ato sexual no Brasil é muito ligado à comida (quem come/ quem é comida (o)). Mas isso é assunto pra Foucault e Freud.
No entanto foi comendo La religieuse, célebre doce da confeitaria francesa, que me peguei observando a hipocrisia das pessoas, no que tange aos valores moralistas que, na maioria das vezes, só servem para fazer tipo – porque a realidade mostra outra coisa (melhor parar por aqui. Pois este texto está virando algo muito complexo... risos).



Em suma: comi a religiosa e imediatamente, junto com foto da mesma postei uma campanha de marketing inglesa que uma famosa fábrica de sorvetes à italiana fez na terra da rainha, em 2010 –   a qual criou muita polêmica, e vendou ainda mais dos sorvetes , que já eram ótimos. Postei as fotos no facebook e os comentários estão me divertindo até agora...
Vejam as fotos abaixo, e tirem suas conclusões.


De fato mexer com a religiosidade é algo perigoso. Já levou muita gente pro ‘buraco”. Mas os tempos são outros – embora não menos perigosos.  
Comer uma religiosa fez todo esse reboliço que me levou do sorvete italiano/inglês à Diderot – sim, ele também escreveu sobre a religiosa. Mas neste caso não falava sobre o doce, e sim em uma freira legitima cheia de complicações impostas pela vida, que além de livro acabou  ganhando adaptação para as telonas do cinema: A Religiosa, dirigido por Jacques Rivette, em 1966, com base no último romance de Diderot, publicado apenas em 1796, doze anos após a morte do filósofo. Compreensível.


O Livro


Preso uma vez, em 1749, por causa de um ensaio cujo tema era o poder dos cinco sentidos sobre a razão (Carta Sobre os Cegos), Diderot foi mais cauteloso ao dar ao mundo sua versão de uma história real, a de uma freira de Longchamp, Suzanne Saulier, que perdeu um processo contra o convento em que foi confinada. Sem vocação, ela teria lutado sem sucesso pela revogação de seus votos religiosos, como a bela Suzanne Simonin de seu livro, que, aos 17 anos, obrigada pelos pais, ingressa na vida religiosa sem convicção. O livro destaca o vigor crítico desse texto "visual" que nasceu de uma brincadeira de salão de Diderot e seus amigos, ao saber da história da freira de Longchamp.
Visivelmente se pode acreditar que o  livro A religiosa, de Diderot, seria um texto amargo sobre a a vida monástica, ou mesmo um grande ataque à religião –se considerado seus textos anteriores sobre o mesmo assunto. 
A prisão de Suzanne Simonin não seria apenas física, mas, acima de tudo, moral. Privada de sua liberdade para pagar uma pena que não era a sua - a de ser filha bastarda de um advogado e uma mãe adúltera culpada -, a "religiosa" antecipa o drama dos personagens sartrianos. Para ela, não há saída. Seja no convento das freiras histéricas de Longchamp, que a identificam com Satã por ter negado seus votos, ou no convento das lésbicas libertinas de Arpajon, para o qual é enviada depois, Suzanne está condenada a pagar por sua lucidez e seu desejo de liberdade. E a pagar com a própria vida. Ajudada por um padre confessor igualmente sem vocação, ela foge do convento para viver livre, mas descobre tarde demais que a liberdade tem alto preço num mundo em que o senso de justiça social é precário. Às portas da prostituição, ela se mata.





Se pode sentir vendo o filme todo um embaraçamento de Diderot ao dar aos seus personagens uma identidade fixa e estável. Quando se sabe, por exemplo, que ele se saía melhor quando podia contar a história de forças naturais agindo sobre a estabilidade dessa existência individual, quando se abandonava ao prazer de acabar com a ilusão da autonomia pessoal. Não por outro motivo a freira de Diderot é uma filha ilegítima sem recursos ou poder de barganha com a família. Se, nas tragédias gregas, os filhos sempre acabam pagando pela culpa dos pais, o destino de Susanne Simonin não é diferente. Há, efetivamente, uma progressão trágica que marca A Religiosa desde o princípio.
Diderot assume a personagem colocando-se no lugar da atormentada religiosa, numa espécie de "androginia literária" em que Rivette apenas esbarra. Essa ética hedonista, que derrubaria as fronteiras morais, fazendo com que freira e criador se unissem contra uma disciplina estoica, é inútil porque se limita a um impulso isolado contra o despotismo. Em todo caso, Diderot tem uma esperança, assim como Suzanne: a de que seja ouvido pelo leitor; que ele, ao menos, experimente a liberdade de imaginar a liberdade.



É ao leitor que o autor conta (como se fosse Suzanne) que o relato só existe por causa do marquês de Croismare, seu amigo, a quem escrevia cartas como se fosse a freira perseguida de Longchamp, provocando-o com a necessidade de um benfeitor para interceder em seu caso, mentira que se revelou, afinal, a mais trágica e pura verdade.
O impacto do  filme foi outra polêmica. Ao ser lançado, em 1966, A Religiosa, dirigido por Jacques Rivette e agora disponível em DVD da Cult Classic, provocou um escândalo e tanto. O Ministério da Informação da França recebeu 12 mil cartas solicitando sua interdição e o governo do general De Gaulle simplesmente acolheu os pedidos. Proibiu o longa tanto na França como no exterior. Ele só foi liberado porque o ministro da Cultura, André Malraux, convenceu os produtores do Festival de Cannes a mostrar o filme, proibido por "imoralidade". No Brasil, o longa foi exibido com cortes.


Não pdoeria deixar de citar, Sister Act (Do Cabarét para o Convento ou Mudança de Hábito) filme estadunidense de 1992, com Whoopi 
Com todo este rebuliço eu não poderia deixar de falar, ainda, sobre este doce que trouxe todo este contexto á tona. 
La Religieuse, "freira" em francês, leva o esse nome a partir de uma semelhança, no entanto oblíqua, da aparência de uma freira obesa em seu hábito.


La religieuse é construída de dois bolinhos de pâte à choux  (massa choux) enchidos com creme pâtissière (creme pasteleiro), uma grande na parte inferior e uma menor na parte superior, cobertos com glace e chocolate e unidas com creme de manteiga. Muitas vezes, a cobertura é delicadamente moldada para ser vista como babados. E as pessoas sofrem o risco de sucumbir ao pecado da gula quando estes magníficos doces estão por perto.



A pâte à choux é uma de pelo menos nove ou dez massas de pastelaria diferentes usadas mais costumeiramente pela panificação e confeitaria francesa. O alto teor de água presente na pâte à choux vaporiza durante o cozimento e faz com que a massa se encha de ar. É uma massa relativamente simples feita apenas a partir da água, ovos, farinha e manteiga, e não contém fermento. La religieuse teria tido sua origem em meados do século XIX, como muitas outras sobremesas  feitas de pâte à choux.



O que se sabe...
A pâte à choux em si tem muitas histórias para o seu nascimento. Acredita-se  ainda que  primeira iteração com este tipo de massa se deu 1540, sendo invenção de  Panterelli, o chef florentino da rainha florentina da França, Catarina de Médici. A pâte à Panterelli eventualmente se tornou pâte à Popelin (usado para fazer Popelinis, pães pequenos em forma de seios de uma mulher), que posteriormente tornou-se pâte à choux quando no século XIX  a confeitaria do  Chef Avice chef mudou a receita para criar seus novas sobremesas feitas de pâte à choux, e esse nome ele deu porque eles se pareciam repolhos pequenos ("choux", em francês). Com o tempo os confeiteiros  foram refinando a receita:
Uns dizem que o doce surgiu em 1856, sendo inventado na Frascati de Paris, famosa por sua  confeiteira, que havia lhe dado uma forma diferente: um quadrado de massa folhada com recheio de crème pâtissière e cobertura de crème fouettée. Somente no final do século XIX, tomou a forma como nós o conhecemos: uma bolinha de massa  grande recheada com creme de chocolate (ou creme  Chiboust) e coberto com outra pequena bola de massa. Tudo estava gelado e decorado com redemoinhos buttercream.



O pai da alta cozinha, Marie-Antoine Carême, fez os refinamentos finais para a receita no início do século XIX.  Porem a massa não foi posteriormente renomeada por ele (até compreensível se considerarmos que talvez pâte à Carême pudesse  ser um nome um tanto confuso, dado que Carême é a palavra francesa para a Quaresma). Em qualquer caso, parece que ninguém mais pensou em mexer com a receita usada pelo Carême,  e a pâte à choux usada hoje é a mesma usada por Carême a quase 200 anos atrás.



Agora, de volta a la Religieuse ...
De acordo com uma versão da história (cuja veracidade não pôde ser confirmada), a massa de Carême foi um melhoramento da massa feita na Parisian pâtissier Frascati que tornaria seu legado mais visível para gourmands de todo o mundo.  Em 1856, depois de dias em sua cozinha ele conseguiu criar la religieuse  pela primeira vez. Embora não se saiba exatamente quando o nome foi aplicado pela primeira vez. É claro, no entanto, em 1929 o nome  se alastrou espalhando a delicia ainda mais , e estas iguarias passariam a evocar a imagem de freiras obesas. 
La religieuse é tradicionalmente  tem tradicionalmente o mesmo formato – ate para não descaracterizá-la. No entanto, vários confeiteiros têm produzido algumas variações de seus glacês e recheios que as tornam ainda mais atraentes.  
A Ladurée, a famosa pastelaria parisiense (particularmente conhecido por seus macarons), introduziu essas variedades exóticas como rosa, violeta, flor de laranjeira, anis framboesa, caramelo e manga
As religiosas da Ladurée

Agora faça suas religiosas para comer. e se delicie sem culpa - mas cuidado com o pecado da gula (risos) 

Religieuses au chocolat au lait

Para a massa choux:
1/4 litro de água
200 g de farinha
100 g de manteiga
4 ovos
1 pitada de sal
Para o creme de chocolate:
3 gemas
90 g de açúcar
20 g de amido de milho
30 g de farinha de trigo
1/2 litro de leite
100 g de chocolate ao leite
1 pitada de sal
Para o creme de manteiga:
2 gemas
60 g de açúcar
60 g de manteiga
Para a cobertura:
100 g de chocolate ao leite
2 colheres de sopa de leite
15 g de açúcar de confeiteiro

Preparo da massa choux: despeje a água, o sal e a manteiga em uma panela. Leve a ferver.  Acrescente a farinha e misture bem. A massa deve sair desgrudar do fundo da panela. Retire do fogo para Incorporar os ovos, um de cada vez, tendo o cuidado de misturar bem  cada vez que acrescentar os ovos. Prepare uma assadeira untada ou com papel manteiga, em seguida, fazer sobre ela 6 grandes bolas de massa para a base das religiosas, e seis menores para as cabeças. Asse 30 minutos a 180 ° C. Uma vez bem douradas e cozidas, deixe esfriar.  Creme de manteiga: misture o açúcar em uma panela com um pouco de água. Leve a ferver. Ele deve formar um xarope. Em uma tigela, bata as gemas, em seguida, adicionar a calda. Bata até que esteja frio. Adicione a manteiga gradualmente (com a ajuda da batedeira fica mais rápido). Você deve obter um creme liso. Coloque no freezer para endurecer um pouco. Creme de chocolate: Ferva o leite e o chocolate em uma panela. Em uma tigela, misture as gemas e o açúcar. Em seguida, adicione a farinha, o amido de milho e sal. Misture com o chocolate ao leite. Depois, volte para panela em fogo baixo. A preparação deve engrossar. Em seguida, retire do fogo e deixe esfriar. Cobertura: Fazer a cobertura, fazendo chocolate derreter com leite e açúcar. Camada superior de cada repolho. Em seguida, montá-los. Montagem: faça um furo em cada bola e em seguida, recheie com o creme de chocolate com a ajuda de um saco de confeitar. Em seguida cubras as com a cobertura de chocolate, monte-as com a ajuda do creme de manteiga e as decore a gosto.  Leve-as ao freezer e tire-as de lá horas antes de servir.

Dica:  Eu recomendo que você faça a cobertura por ultimo pois ela endurece rapidamente.

Religieuse à la Rose

Massa Choux:
250 ml de água
100 g de manteiga sem sal - em cubos
2 g de sal
4 g de açúcar refinado
150 g de farinha de trigo
4 ovos
Creme de rosas:
800ml de leite
8 gemas
160 g de açúcar refinado (dividido em dois)
60 g de amido de milho
extrato de baunilha natural
50 ml de água de rosas
100 ml de xarope de rosa
Creme de manteiga:
120 g de açúcar
40 ml de água
4 gemas
180 g de manteiga - em cubos, à temperatura ambiente
extrato de baunilha natural
Cobertura de Fondant de-rosa:
250 g de fondant branco  pornto ( se encontra nas lojas de produtos para culinária)
20 ml de xarope de rosa

Preparo da massa:  Junte a água, o sal e o açúcar em uma panela. Adicione a manteiga em cubos e deixe ferver. Tire do fogo após ferver e acrescente a farinha rapidamente de uma só vez e mexa com uma colher de pau para incorporar veementemente. Retorne panela ao fogo baixo e continue mexendo para tirar a umidade até que a massa solte do fundo da panela. Coloque a massa em uma tigela limpa, misture os ovos um de cada vez, com uma colher de madeira (ou na batedeira).  Com a massa pronta, faça a mesma quantidade de bolas grandes e pequenas  e leve para assar em uma assadeira forrada com papel manteiga. Asse em forno a 150 graus C até dourar (cerca de 25 minutos), em seguida, deixe esfriar completamente .Creme de rosas:  Em fogo médio, aqueça o leite com metade do açúcar em uma panela; Usando um batedor de ovos, misture as gemas com batidas ligeiramente com a outra metade do açúcar, em seguida, adicione a baunilha e o amido. mistura até a massa soltar na panela. Em uma tigela limpa, bata  a massa com a água de rosas e o xarope de rosas, em seguida cubra com filme plástico, leve para esfriar completamente na geladeira. Quando esfriar, preencha generosamente as bolas de massa já assadas. Creme de manteiga; Misture o açúcar e a água em uma panela ferver.  Coloque as gemas em uma batedeira, em velocidade baixa e bata ate  ficar  uma espuma clarinha. Lentamente vá juntando a calda de açúcar até ganhar uma mistura volumosa, mas ainda morna, Incorpore a manteiga cubo por cubo. Mistures suavemente até ganhar uma consistência cremosa. Usando um saco de confeitar e uma ponta pequena estrela, decorar como quiser. Cobertura de Fondant de-rosa: amoleça o fondant de acordo com o que  pede  a embalagem. Misture o xarope e misture bem, em seguida cubra metade das bolas. E monte-as com o creme de manteiga.