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domingo, 1 de dezembro de 2013

Candy Cane – As bengalinhas de açúcar do Natal


Eis que chegou dezembro. E eu amo dezembro por vários motivos... o aromas e os sabores das festas e as decorações natalinas são dois deles. Falando em decoração, o post de hoje vem falando de um elemento decorativo para esta época, mas que também é comestível: The candy cane, ou simplesmente, as bengalinhas de natal.


Um dos mais frequentemente usados símbolos de Natal, as bengalinhas de doce, podem ser vistas em muitas decorações pelo mundo. Sua origem remonta há mais de 350 anos, quando os doceiros e baleiros profissionais (e até os amadores) se dedicaram na fabricação desses doces. Mas, inicialmente, eles não eram como os conhecemos hoje (na forma de uma bengala listrada), o doce original era em linha reta e totalmente de cor branca.



O nascimento do Candy Cane

Por volta do século XVII os europeus cristãos começaram a adotar o uso da árvores de natal como parte de suas celebrações de Natal. Eles faziam decorações especiais para suas árvores a partir de alimentos como biscoitos e doces açucarados (tipo pirulitos).




A primeira referência histórica de um candy cane (na forma que conhecemos hoje) remonta a 1670, quando o maestro da Catedral de Colônia, na Alemanha, dobrou os paus de açúcar (lembre-se, inicialmente o doce era uma linha reta branca, que parecia um pedacinho de pau coberto pela neve) para representar um cajado de pastor. Assim os bastões acabaram ganhando a forma de bengala, mas ainda eram brancos, e foram entregues às crianças durante os serviços das festas natalinas daquele lugar.


O costume dos clérigos de distribuir os bastões de doces durante o Natal se espalhou por toda a Europa e mais tarde veio para a América. Mas, ainda assim, os cajados continuaram brancos - às vezes os doceiros acrescentavam açúcar-rosa para decorar mais os doces. .
A primeira referência histórica para este tipo de doce na América remonta a 1847, quando um imigrante alemão chamado August Imgard decorou a árvore de Natal de sua casa em Wooster (Ohio) com estes cajados de açúcar.






O doce, suas cores e listras

Cerca de cinquenta anos mais tarde da chegada de August Imgard, os primeiros candy canes listrados em vermelho e branco apareceram. Ninguém sabe exatamente quem inventou as listras...
Os cartões de Natal antes do ano de 1900 mostravam apenas candy canes branquinhos, mas depois dos anos de 1900 os Cartões de Natal já mostravam estes doces listrados – nesta mesma época, os doceiros (e baleiros) fizeram os doces com sabor de hortelã (uns até os fabricavam com listras verdes) – e surgia assim o sabor tradicional do candy cane natalino.


O aparecimento do doce proporcionou a criação de uma lenda que dizia que um fabricante de doces de Indiana projetou o bastão de doces para contar a verdadeira história do Natal - uma história sobre uma virgem que deu à luz a um pastor que daria a Sua vida por ovelhas. 
Existem muitas lendas e crenças para identificar as bengalinhas de natal como elemento misterioso. Muitas delas retratam o doce como um símbolo secreto para o cristianismo - usado durante os momentos em que o Cristianismo estava vivendo momentos de opressão. Podemos encontrar outros tantos simbolismos no formato e cor das bengalinhas de açúcar. Alguns deles serão listados a seguir:

·         Para alguns, a doçura, nos lembra que somos alimentados com o Evangelho que nos conforta e avisa sobre nossa salvação e paz (Ef 1:13; 6:15);

·         Dizia-se que a o doce tinha a forma de um "J" para identificar Jesus, o “Bom Pastor” (A Bíblia frequentemente compara as ações do Messias às de um pastor em busca de suas ovelhas perdidas, alimentando-as, levando-as suavemente, e carregando-as no seu seio (Sl 23; Jo 10:1-18 , é 40:11, Jer 31:10; Miquéias 5:04, Hb 13:20). E também servia para representar as primeiras pessoas que ouviram falar do nascimento de Cristo: os pastores, que guardavam os seus rebanhos durante a noite da natividade (Lc 2:8-20);

·         Alguns dizem que o branco (dos primeiros bastões açucarados) representava a pureza de Jesus, o seu nascimento virginal (Mt 1:23; Lc 1:34-35). E a faixa vermelha, mais tarde acrescentada, representaria o amor de Deus.

·         As listras vermelhas e brancas representavam o sangue e a pureza de Cristo. As três listras vermelhas simbolizava a Santíssima Trindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Outros dizem que eles representam o sangue derramado no espancamento que Jesus recebeu pelas mãos dos soldados romanos).
 
·         A dureza do doce lembra-nos que Jesus é a nossa rocha de refúgio (Dt 32:4, 15, 18, 1 Sam 2:2; 2 Sam 22:32, 47; 23:3; Salmos 18:2, 31; 28 : 1; 92:15; 94:22; 95:1; Is 44:8). Em terras rochosas como as de Israel, muitas vezes as pessoas buscaram abrigo dos seus inimigos nas cavernas ou penhascos rochosos. Rochas também nos fazem lembrar da solidez das promessas de Cristo, que é uma pedra preciosa e firme do alicerce para a casa do Senhor, para aqueles que O seguem – e que pode ser uma "pedra de tropeço e rocha de escândalo" para aqueles que rejeitam o Seu dom da paz (1 Pe 2 :6-8). A dureza ainda representaria a fundação da Igreja;

·         E o sabor de menta representaria o uso de hissopo, uma erva referenciada no Antigo Testamento, que é semelhante a hortelã. Nos tempos do Antigo Testamento, o hissopo era associado com purificação e sacrifício. Durante as primeiras celebrações da Páscoa, um feixe de hissopo foi usado para manchar com o sangue de cordeiros pascais as fachadas das casas para que o anjo da morte poderia levar os ocupantes daquele lugar (Ex 12:22). Feixes de hissopo também foram usados para borrifar o sangue em adoradores e objetos de Mosaico em rituais de purificação (Ex 24:6-8; Lev 14:04, 49-52). Depois de seu caso com Bate-Seba, o rei Davi apelou para a misericórdia de Deus clamando: "Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me e ficarei mais alvo do que a neve" (Sl 51:7). Esse sabor de hortelã-pimenta (Peppermint) nos lembra que Jesus é o nosso Cordeiro Pascal (1 Co 5:7). Seu sangue nos purifica do pecado e destrói o poder da morte (Oséias 13:14, 1 Coríntios 15:54-57, Hb 2:14-15; Rev 20:06).
Hissopo (Hyssopus officinalis)
O candy cane tradicional tem 3 pequenas listras vermelhas, sua simbologia diz que serve para nos lembrar os golpes que Cristo levou dos soldados e a faixa maior, representaria o sangue derramado por Cristo a caminho do Calvário (Is 53:5; Mt 27:32-50).
Algumas pessoas dizem que as três listras pequenas honrar a Santíssima Trindade, enquanto a faixa maior nos lembra do único e verdadeiro Deus. Outros afirmam que as pequenas listras representam os nossos mini paixões ou sofrimentos e a grande faixa simboliza a paixão de Cristo. Os doces que se apresentam com faixa verde representem que Jesus é um presente de Deus para nós. (Verde é a cor da dádiva.)
Não há evidências históricas para fundamentar estas alegações, muito pelo contrário, mas estas são lindas interpretações, não acham? E foi justamente um padre católico, chamado Gregory Keller, quem inventou uma máquina para automatizar a produção das bengalinhas de açúcar durante a década de 1950 – o que foi uma maravilha, porque originalmente é um doce trabalhoso para ser feito.



Gregory Keller, inventor da Keller Machine, fez esta máquina que revolucionou a produção de candy cane a pedido de seu irmão. Em 1950, 22% da produção das bengalinhas produzidas na Bobs Candies, a fábrica de doces de seu irmão, se quebrava, e uma vez que isso acontecia os doces quebrados eram jogados fora. Assim, Bob McCormack, dono da Bobs Candies, pediu a seu irmão, o padre Gregory Keller, para tentar inventar uma máquina que não iria quebrar os doces.
Criativo, o padre Keller inventou a máquina Keller seis meses depois. A máquina torcia o doce suavemente em uma espiral e depois, ainda, cortarva o doce. Antes do surgimento da máquina de Keller, todo o procedimento era feito à mão. Com a ajuda do padre, Bob McCormack tornou-se, em 1956, o maior produtor de candy cane de hortelã do mundo, como proclamado pelo Albany Herald. A máquina aparentemente com um serviço simples, tornou o negócio da família em um sucesso de milhões de dólares.



Hoje em dia, quando chega o natal, é fácil encontrar estas bengalinhas nas lojas de doces, e nas lojas de decoração (mas neste caso, pelo menos no Brasil, os candy canes não são comestíveis).
Pensando na trabalheira que dá para fazer o doce (primeiro é feito uma calda de açúcar com glucose, ou xarope de milho [mel karo] depois é dividida, tingida e puxada até ficar cristalina, para depois ser moldada e ser colocada para secar), fui atrás de uma receita que fosse prática e servisse de “genérico” para aquelas pessoas que não encontrassem os candy canes na sua cidade (afinal o Brasil é continental) mas, que gostaria de dar uma up grade na decoração da árvore. Então encontrei uma receita fácil de fazer – não fica tão bonito como o doce original, mas é legal pra interagir com as crianças, que podem fazer o doce e enfeitar os pinheiros. E, de quebra, deixo um drinque interessante, que também faz alusão aos candy canes.

Candy Cane Punch

2 potes grandes de geleia de morango (cada um com 300g, ou mais)
2 litros de refrigerante lima-limão (Sprite ou soda limonada)
! pote de sorvete de hortelã
Candy Canes para decorar

Preparo: Em uma panela grande leve ao fogo a geleia com 1 litro de refrigerante e dissolva a geleira, deixe ferver, em seguida leve a mistura para gelar. Pouco antes de servir, coloque a mistura de geleia em uma poncheira, mistures com o litro de refrigerante restante e acrescente bolas do sorvete de hortelã delicadamente em cima do liquido. Decore com candy canes.  Rendimento: 3-1/2 litros.

Obs.: Para fazer o ponche com álcool, use os mesmos ingredientes da receita acima e adicione, antes de colocar o sorvete, 300ml de vodka e 180ml de peppermint schnapps, misture e depois acrescente o sorvete para servir.

Candy cane genérico

225g de açúcar de confeiteiro;
1 clara batida
Essência de menta
Corante verde e vermelho
Maisena para enrolar.


Preparo: Peneire o açúcar numa vasilha e junte a clara batida aos poucos, até formar uma pasta firme. Adicione a essência de menta a gosto e amasse suavemente. Divida a mistura em quatro partes iguais, deixe duas partes brancas e numa das restantes junte o corante verde ena outra, o vermelho. Embrulhe cada uma em papel filme até a hora de usar. Numa superfície polvilhada com maisena, faça rolinhos finos e compridos, de 6mm de largura, com cada massa. Trance um rolinho colorido junto com um rolinho branco. Então, enrole sobre a superfície enfarinhada até formar cordas listradas. Repita a mesma operação com os outros rolinhos. Corte-as no comprimento de 15 cm e coloque em assadeira forrada com papel manteiga. Deixe secar. 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Epifania: A Taça da Felicidade



 Quando chega esta época do ano, normalmente, eu começo a voltar os olhos para o passado - pros dias do ano que se passaram e me permitem, agora, sentir orgulho da minha história.
Nessa época do ano muita gente faz essas retrospectivas, até as redes de televisão. E no fundo isso vale a pena, pra no final entender que o grande lance da vida é viver cada momento como se ele fosse o único; e que a única receita da felicidade é cuidar bem do que existe “aqui e agora”.


Obviamente que você, com certeza, vai se deparar com momentos que não foram doces. Mas todo mundo  é ciente de que a vida prega peças. Assim se compreende (geralmente depois) que seu sapato preferido fura no momento em que você mais precisa dele; que um guarda-chuva faz falta na sua vida – mas que você só lembra-se dele durante um temporal; que você precisa trocar a pilha do despertador, mas só lembra-se disso quando ele te atrasa porque a pilha acabou e você não comprou a nova... e eu poderia divagar sobre essas pequenas grandes coisas o resto desde post. Mas vejamos, teria realmente graça a vida sem esses momentos pra se gargalhar dela no futuro? Tem sentido ficar a pessoa estressada o tempo todo por coisas que ela mesma deveria ter feito e não fez?
Para mim o ano que esta acabando foi cheio de boas coisas, algumas realizações, muitas decisões. Mas também viera recheado com dificuldades, problemas nos mais variados âmbitos – alguns até poderiam ser chamados de desilusões. Mas isso é normal, felicidade não dura pra sempre. Ela tem que ser conquistada a cada momento.
Nessa exata ocasião eu vejo como eu esperei demais das coisas e das pessoas; da boa grana que não veio; daquele Ipad que eu queria e não deu; das amizades que se tornaram estranhas. Das coisas e sentimentos que acabaram. Normal.



Todo fim de ano eu escuto muita gente dizer que o “próximo ano vai ser diferente”. Pena que eu não vejo estas mudanças no povo -  que só repetem as mesmas coisas, as mesmas ações, as mesmas palavras, as mesmas idiotices... Os mesmos, sempre os mesmos. Acho que está na hora de mudarmos nossos olhares para sair da mesmice. O achismo, eu já parei de usar faz tempo. Próximo ano vou começar a acabar com a mesmice – aliás já comecei a fazer isso desde o mês passado...
Mas a gente não pode fugir da natureza humana, somos humanos cheios de imperfeições. Não podemos fugir dos agentes externos da vida – eles existem e estão contra nós (mania de perseguição?). Podemos falhar. Mas podemos acertar também. E já que a natureza do planeta, do destino ou de quem mais possa interferir nos meus planos exista, pra dificultar meu caminho, eu não vou acabar com meu dias por isso! Não vou acabar com meu bom humor! Não vou acabar com minha esperança! Vou buscar mais conhecimento e sabedoria pra enfrentar esse ”bicho papão” de frente.


Não importa a beleza ou o motivo; o que importa é sorrir :)
É com isso que eu venho hoje desejar pra vocês todos, amigos que me acompanharam neste ano, sabedoria – para que possamos transformar tudo que nos aconteceu, de bom ou ruim, em experiência válida para uma evolução que nos guia à felicidade.
Que tenhamos discernimento e calma para conseguirmos compreender e perdoar o desconhecido; o mal educado; o ignorante; o idiota, enfim todos estes que podem ser um responsável direto por um dia ruim.
Hoje ouvi uma frase que dizia assim: “Confia em Deus, mas amarra teu cabelo”. E eu estou começando a entender o sentido disso. Assim, se você pediu algo para Ele este ano e não aconteceu, com certeza, não era par ser o melhor na sua vida. Mas cuida desse desejo, pois ele poder estar diante de ti no futuro...
Eu bem sei que, às vezes, a falta do que queremos pode trazer dor e lágrimas. Normal, acontece com todo mundo. E quando isso acontecer pratique a generosidade, e você verá com as coisas mudam rapidinho.
E como bem disse William Shakespeare: “Não importa em quantos pedaços nosso coração está partido, o mundo não pára para que nós o consertemos”. Assim, quando você se encontrar numa situação de extrema complicação saiba que sempre existe uma saída – só temos que aprender a dominar o medo.
Que este Natal seja um marco pra nossas vidas; que percebamos a importância de nos compreender nas nossas fragilidades; que estejamos cientes das nossas ações e das reações que elas possam acarretar; que possamos ser melhor do que somos hoje, mas isso só depende de nós.
Que o Espírito do Natal cubra de bênçãos a todos nós. Que a felicidade nos venha do tamanho que nós desejarmos; que nossos olhares vejam além; que o mundo melhore.



E pra que esta prece esteja completa sugiro que você faça pro seu Natal (ou Ano Novo) esta Taça da Felicidade. Ela tem poderes mágicos!!! E você pode se surpreender com ela... Então se arrisque, sinta a mudança e se delicie.
Feliz Natal! Feliz Ano Novo! Feliz Vida Nova!!!


Taça da felicidade - montagem com pudins inteiros.


Taça da felicidade - montagem com pedaços cortados dos pudins.


TAÇA DA FELICIDADE

Pudim de Clara
1 xícara (chá) de açúcar
4 claras
8 colheres (sopa) de açúcar
Pudim de leite
1 lata de leite condensado
2 vezes a mesma medida de leite
4 ovos
1 colher (chá) de amido de milho
Pudim de Maracujá
1 lata de leite condensado
2 vezes a mesma medida de suco de maracujá
4 ovos
1 colher (chá) de amido de milho
Creme de Cupuaçu
500g de polpa de cupuaçu
2 latas de leite condensado
2 latas de creme de leite
4 colheres de açúcar
Creme de Maracujá
1 copo de suco de maracujá concentrado
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
Chantilly
1 litro de creme de leite fresco
12 colheres de açúcar de confeiteiro
1 colher (sopa) de gelatina em pó incolor e sem sabor
3 colheres (sopa) de água
doce de cupuaçu (pequena quantidade para enfeitar)
modo de preparo: Pudim de Clara Leve o açúcar ao fogo, mexendo sem parar até obter ponto de caramelo claro, deixando a calda bem lisa e uniforme. Forre com ela o fundo e os lados de uma fôrma para pudim. Deixe esfriar. Bata as claras em neve firme. Vá juntando o açúcar aos poucos, sem parar de bater, até o ponto de suspiro. Despeje na fôrma e leve ao forno bem baixo. Asse por 50 minutos a 1 hora. Tire do forno, espere esfriar e desenforme. Pudim de Leite Bata todos os ingredientes no liquidificador. Leve ao forno em banho-maria em forma caramelada, assando durante aproximadamente uma hora. Pudim de Maracujá Bata todos os ingredientes no liquidificador. Leve ao forno em banho-maria em forma caramelada, assando durante aproximadamente uma hora. Creme de Cupuaçu Bata todos os ingredientes no liquidificador. Leve à geladeira. Creme de Maracujá Bata todos os ingredientes no liquidificador. Leve à geladeira. Chantilly Leve para congelar a pá da batedeira e a cuba. Leve por algum tempo o creme de leite fresco ao freezer até ficar bem gelado. Hidrate a gelatina colocando o pó aos poucos sobre a água e vá mexendo em círculo. Dissolva em banho-maria. Apenas aqueça, não deixe ferver, para que a gelatina não perca seu efeito. Bata o creme de leite até ficar bicos firmes. Ainda com a batedeira ligada, vá acrescentando a gelatina e o açúcar aos poucos, e com cuidado, para que esse chantilly não se transforme em manteiga. Montagem Em uma taça grande coloque o creme de maracujá, pudim de leite, creme de cupuaçu, pudim de maracujá, pudim de leite, o chantilly e pequenas quantidades de doce do cupuaçu com enfeite. Sirva bem gelada. Decore com frutas e sirva.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Love me TENDER, Love me true...



Hoje estava navegando pelo Facebook quando recebi um feed vindo da Baronesa do Crato de Açúcar, ilustre consóror de honra efetiva desta confraria, que me encaminhava um link do blog de seu ducado (clique aqui para ler) falando de tender. A baronesa postou uma deliciosa receita e eu fiquei tentado a fazer o mesmo – e porque não o fazer?
Eu fiz (risos) e vocês vão conferir a baixo umas receitinhas deliciosas. Enquanto este post vai dedicado à baronesa, pela inspiração deliciosamente tentadora de preparar um TENDER.


 Curiosamente, existem algumas comidas, que por uma estranha tradição, sem nenhum motivo forte, ficam condenadas a degustações anuais, apenas para se manter fiel a tradições. Um destes casos típicos é o Tender.
Delicioso presunto defumado, que ironicamente tem este nome apenas no Brasil, já que em seu país de origem, Estados Unidos, é conhecido como Glazed Ham ou Presunto Caramelizado. Portanto, já vai aí uma dica. Não perca tempo procurando Tender ou Presunto Tender em livros de receita americanos.
O Tender é conhecido entre nós por conta de seu provável lançador no Brasil, o Frigorífico Wilson, que batizou presunto defumado "para o Natal" de TenderMade. E "por tradição", só se vende Tender na época do Natal. E o resto do ano? O que é bom para o Natal deve ser bom para a quarta-feira ou será que não? A forma de preparo que o consagrou para as festas é aquecido no forno, espetado com cravos e servido com damascos em calda, mas existem muitas outras maneiras de prepará-lo.


Trata-se de um presunto feito com o pernil traseiro do porco (como todos os presuntos devem ser), semi desossado, marinado por duas semanas (no método tradicional) em uma solução de água, sal, nitrato de sódio (salitre) e açúcar mascavo. Retirada desta solução, vai para a defumação lenta. Ou seja, defumação a baixa temperatura, aproximadamente de 70 graus Celsius, por longas horas.
Enquanto defuma, além de adquirir o aroma e as propriedades conservantes naturais da defumação, ainda passa por um processo de "cozimento" que o deixa pronto para consumo imediato.
Já que temos um produto tão nobre, por que não servi-lo durante todo o ano? Fatiado fininho, em sanduíches, com uma boa mostarda, tipo Dijon, por exemplo. Em fatias de 5 a 6 mm, pode ser grelhado e servido acompanhado de lentilhas. Também grelhado, para se servir com omelete ou ovos poché.


O o presunto do tipo tender foi inventado por Harry J. Hoenselaar, de Detroit, Michigan. Encontrei evidências de que a novidade do processo sugerindo pelo Mr. Hoesnselaar foi usada pela primeira vez em 1930. A US Patent & Trademark Office confirma seu pedido para patentear este novos processos  de corte/feitura deste tipo de presunto, inicialmente em 1944, mas o processo foi arquivado. A patente só foi concedida em 1952 com proteção até 1957. Anúncios colocados em jornais históricos dos EUA confirmam que o consumo do produto a nível nacional foi indo devagar na década de 1960 – e já existiam muitas empresas produtoras oferecendo produtos similares. Empreendedores experientes sabem quando uma coisa boa quando a veem.
 Enquanto trabalhava na Indústria de carnes em meados dos anos 1930, o fundador Harry J. Hoenselaar desenvolveu um processo de corte e cura (cozimento e defumação) de alta qualidade. E assim encontrou uma maneira mais conveniente para servir presunto - com uma máquina que o cortava o presunto num formato especial (dando-lhe o formato de bola. Hoenselaar construiu o primeiro protótipo dessa máquina de corte usando pedaços de madeira, um prato para torta de metal, uma faca de cozinha com punho de madeira e o motor de uma máquina de lavar velha. Ele aperfeiçoou o seu conceito ao longo dos anos e foi concedido patentes primeiro para a máquina de cortar e depois para o método.
O Tender pode ser definido como um presunto suíno, com corte especial que sofre o processo de cura. A  "Cura" é um antigo método de conservação de alimentos, envolvendo salga (salga) e defumação lenta. Métodos para este fim evoluíram desde os tempos antigos e atualmente temos meios que tornaram os presunto perfeitos. Diferentes regiões especializada em processos diferentes, dão a seus presuntos sabores únicos. Os presuntos comerciais da atualidade incluem geralmente aditivos químicos para aumentar a cor e prolongar a vida de prateleira.


E para justificar o trocadilho no  título do post, devo explicar que Love Me Tender é a trilha sonora do filme de mesmo nome que foi o primeiro filme no qual Elvis Presley estreou sua carreira cinematográfica. O álbum, em vez de ter sido lançado como um LP com a trilha sonora completa, foi lançado com apenas quatro canções, no formato de EP, como um single de sete polegadas em 45 rpm (compacto duplo), em novembro de 1956.


A canção "Love Me Tender" com certeza é uma das mais famosas de sua carreira, sendo lembrada até os dias de hoje. Na gravação da trilha sonora, Elvis não pode contar com sua banda tradicional, os "Blue Moon Boys", como os três (Elvis, Bill Black e Scotty Moore) se chamavam, pois o estúdio não tinha contrato com eles e sim com outros músicos do estúdio cinematográfico da Fox. Mesmo estando um pouco fora do ambiente que ele já tinha se adaptado desde 1954, Elvis, ao lado de Ken Darby, produziu "Love me Tender", dando-lhe um arranjo simples, porém, eficiente, sentimental e que foi considerado um momento de bom gosto.
A canção "Love Me Tender", foi lançada primeiramente em um compacto simples antes da trilha sonora do filme, com "Love me Tender" no lado A e "Any Way You Want Me" no lado B. Este single alcançou a primeira posição nas paradas de sucesso da Billboard, nos EUA.
Que tal escolher uma das receitas abaixo e prepara-la ao somd e Love me tender/


Tender ao Molho de Framboesa

1 unidade de tender bolinha
300 gr de framboesa congelada
150 ml de vinho tinto seco
1 cebola ralada
2 colheres (sopa) de mel
quanto baste de sal
quanto baste de pimenta-do-reino branca
2 colheres (sopa) de azeite

Prepare o molho: Passe no liquidificador a framboesa juntamente com o vinho tinto (separe algumas inteiras para decorar) até que fique homogêneo. Reserve. Em uma panela, aqueça o azeite e acrescente a cebola ralada. Quando ficar translúcida, acrescente as framboesas reservadas, o mel, sal e pimenta. Abaixe o fogo e deixe reduzir lentamente, para engrossar. Sirva o molho sobre as fatias de Tender, salpicado com algumas framboesas inteiras. O Tender é um produto já pronto para consumo, ou seja, necessita apenas de aquecimento. Opcionalmente pode-se fazê-lo regando o Tender com um pouco de vinho branco e pincelando geleia de sua preferência sobre o mesmo. Se ficar demasiadamente no forno, corre o risco de ficar seco.

Tricolori ao molho de romã e tender

1 pacote de Penne Tricolori
1 romã grande, com somente as sementes  (reserve algumas para decorar os pratos)
8 folhas de cebolinha verde  (picadas finamente)
4 ramos de salsinha, somente as folhas, (picadas finamente)
5 colheres (sopa) de Azeite Extra Virgem
1 xícara (chá) de suco de laranja
2 colheres (sopa) de suco de limão
5 colheres (sopa) de xarope de romã (grenadine)  (opcional)
1 colher (café) de sal
Pimenta a gosto

Preparo: Cozinhe o Penne Tricolori , conforme as instruções da embalagem. Escorra e envolva em fios de Azeite Extra Virgem . Reserve. Em uma panela meia , fogo médio, junte o Azeite Extra Virgem os gomos de romã, a cebolinha e salsinha. Refogue, sem parar de mexer, por 3 minutos. Acrescente o suco de laranja, o suco de limão, o xarope de romã, o sal e a pimenta. Deixe cozinhar, mexendo de vez em quando, por 3 minutos. Experimente e se necessário, corrija o sal. Retire do fogo. Sirva porções individuais de Penne Tricolori , regadas com o molho de romã e guarnecidas com duas fatias de tender assado e decoradas com as  semente de romã .

Tender Festivo

2 kg de tender semi-desossado
cravo-da-índia para decorar
3 colheres (sopa) de mostarda
3 copos de suco de abacaxi
5 colheres (sopa) de vinagre branco
3 colheres (sopa) de molho inglês
pedaços de abacaxi para decorar

Preparo: Risque a superfície do tender com a ponta de uma faca, formando losangos. Em cada cruzamento do losango, espete um cravo-da-índia. Acomode numa assadeira. Pegue uma tigela, misture a mostarda, o vinagre, o molho inglês e o suco do abacaxi. Despeje esta mistura sobre o tender e, em seguida, cubra-o com papel alumínio. Leve ao forno médio (200ºC), por cerca de 40 minutos. Retire o papel alumínio e deixe no forno por mais 30 minutos, para dourar, sempre regando com o molho que se formou na assadeira. Sirva o tender decorado com fatias de abacaxi ou a gosto.

Tender ao molho de vinho

1 tender de 1,2 kg
2 copos (americano) de vinho tinto
1 maço de hortelã
1 xícara (chá) de vinagre
1 colher (chá) de açúcar
1 colher (chá) de amido de milho
Sal e pimenta-do-reino a gosto
1 colher (chá) de grãos de mostarda e de coentro
2 colheres (sopa) de azeite
1 cebola bem picada
2 dentes de alho bem picados
1 pimenta dedo-de-moça
2 colheres (chá) de gengibre cortado em tiras bem finas
2 xícaras (chá) de coco fresco ralado
2 colheres (sopa) de açúcar demerara
1/2 xícara (chá) de água
Raspas e suco de 1 limão

Preparo: Retire a pele e coloque o tender em uma assadeira. Faça furos com um garfo, regue com o vinho e envolva-o em papel-alumínio. Leve ao forno quente por 40 minutos. Retire o papel e regue outra vez com o vinho até ficar macio e dourado. Retire e reserve. Corte uma boa porção de hortelã e coloque numa molheira. Ferva o vinagre com o açúcar e despeje sobre a erva. Desengordure o molho da assadeira e junte um pouco de água, raspando até dissolvê-lo. Coe e engrosse com o amido e tempere com o sal e a pimenta. Ponha na molheira e sirva. Prepare o chutney de coco: aqueça uma panela e junte a mostarda e o coentro. Mexa e deixe que pipoquem. Adicione o azeite, a cebola, o alho, a pimenta e o gengibre. Mexa e cozinhe até a cebola dourar. Ponha o coco, o açúcar e a água e mexa. Acrescente as raspas de limão e sirva.


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

La natilla y los buñuelos: O duo natalino colombiano


Eu estou adorando minhas pesquisas sobre o Natal pelo mundo. Tanto que hoje haverá mais um post dedicado a este assunto. Desta vez o lugar de onde vem nossas delicias natalina está localizado na América do Sul, mais precisamente na Colômbia.
Esta postagem, inclusive será dedicada a Candido Prunes, um amigo a quem eu já devia a dedicação de um post pelas ajudas e informações formidáveis. Ele, estes dias, esteve em Bogotá, de onde trocamos alguns e-mails falando sobre comida bogotana. 
Daí veio a inspiração para o post  de hoje. Acontece que este homem já me deu outros motivos para outros futuros posts, é uma das minhas atuais fontes de inspiração, quase uma biblioteca humana, e que tem me instigado a continuar com uma pesquisa dificílima (por falta de fontes) - estamos tentando descobrir um mistério culinaríssimo: o menu servido no casamento do Imperador Primeiro do Brasil. Contudo o ano está acabando e até agora não conseguimos o que desejávamos e este assunto ficará para 2013. Mas este post será então dedicado a vocêm Cândido, como forma de agradecimento pelos papos sobre cultura gastronômica.
Mas vamos ao que interessa.,,
No Natal a gente quer sempre uma coisinha diferente pra oferecer nas festas e reuniões e a culinária de outros países é sempre uma boa inovação. E quando a gente encontra uma receita fácil e prática parece que o universo conspira para que a preparemos nesta ocasiões.  E justamente por isso que hoje trataremos da Natilla e dos Buñuelos – dois pratos típicos do Natal colombiano.



De acordo com informações documentadas no século XIV, os agarenos andaluzes preparavam hojuelas (espécie de filhós) com farinha de trigo, ovos e queijo, fritos em azeite e que depois eram envolvidas em mel ou melaço. Essa receita "sulamita" se infiltrou nos conventos e tornou-se cristã para ir para as mesas de Castilla (Castela) e depois para o Novo Mundo, com os escudos e os bacamartes dos conquistadores.
Como nos trópicos tudo era transformado, las hojuelas importadas chegaram na América e tornaram-se buñuelos de aire (bolinhos de ar) e trocaram o escasso e caro trigo por farinha de milho. O buñuelo não aparece sozinho, geralmente vem acompanhado de uma bebida, como amante infiel em busca de formar casal pro toda parte. Por vezes acompanha o kumis ou o vemos servido com café com leite. Mas no Natal os buñuelos se casam com a Natilla em um casamento que tem dado certo. 


Para quem não conhece e ficou querendo saber o que é Kumis, veja: Kumis é um leite de égua acidificado e fermentado, muito apreciado em toda a região da Ásia Central. Também é assim chamada quando preparada a partir do leite de camelo ou de mula. Há registros da existência da bebida desde o século V a.C., tendo sido mencionada pelo historiador Heródoto. O nome é derivado de uma tribo que habitava a região do rio Kuma, no sudoeste da atual Rússia, próximo ao Mar Cáspio. É uma bebida refrescante, que contém de 0,6 a 2,5% de álcool etílico e 0,7 a 1,8% de ácido lático. O preparo pode durar entre 3 e 21 dias. Por possuir uma propriedade efervescente, pode provocar a quebra do recipiente, tornando o kumis pouco adequado ao transporte entre longas distâncias. O Kumis pode ser encontrado hoje em quase todo o mundo.
Especialistas dizem que a natilla foi desenvolvida nos conventos espanhóis e franceses nos tempos medievais. Os frades além de rezar se dedicavam a boa comida, e combinaram leite açúcar e farinha de trigo o que resultou num creme nutritivo e fácil de preparar, que atingiu as mesas dos reis - e mais tarde ainda tornou-se melhor.


A natilla cruzou o Atlântico, tornou-se mais suave com o amido de milho, e sua cor ficou mais intensa quando se usou açúcar mascavo, ganhou  ainda um sabor sensual com os paus de canela e por estas terras tropicais se agregou aguardente para aromatizar.
A natilla e os buñuelos fazem parte da surpreendente cozinha sul americana; a natilla é mais recatada, se resigna a ser parte do dueto servido no natal ou como flan que acompanha a sobremesa da refeições caseiras do cotidiano, mas o buñuelo é exibido e cosmopolita, em Bogotá, por exemplo, fala de uma “Ruta del buñuelo”, onde os buñuelómanos desfrutam com preparações deste bolinho  de todos os tipos e para todos os bolsos.
O duo natilla e buñuelos  é tão famoso quanto a  Bolívar e Manuelita, ou Napoleão e Josefina, e não faz distinção de mesas, podem ser vistos nas carrocinhas de ruas e nos restaurantes finos, nas casa humildes ou nos palácios.
Em tempos não muito  longes toda a família participava na preparação desse delicioso, hoje tudo mudou, se vendem pacotes com misturas industrializadas.


Em alguns casos as receitas das avós que preparavam estas duas delícias, cujos segredos eram transmitidos de geração em geração, estão perdendo espaço para as misturas industrializadas, mas não perdeu-se o costume da troca de bandejas, que passa de casa em casa levando os sabores únicos e o toque especial do carinho de cada família impresso na natilla e no buñuelos que vai desfilando em cada prato.


Natilla Colombiana  (com leite condensado)

3 xícaras de leite integral
1 copo de amido de milho
1 xícara de leite de coco
½ xícara de coco ralado
2 paus de canela
1 lata de leite condensado
½ colher de chá de essência de baunilha
1/3 de xícara de açúcar ou a gosto
1 pitada de sal
1 colher de manteiga
Canela em pó a gosto

Preparo: Coloque uma xícara de leite em uma tigela pequena, adicione o amido de milho e mexa para dissolvê-lo. Coloque o leite de coco e coco ralado no liquidificador e bata até ficar homogêneo. Coloque o restante do leite e paus de canela em uma panela média e le a mistura ao fogo médio. Quando o leite estiver quente, mas não fervente, adicione a mistura de coco. Quando o leite começar a ferver, adicione o leite condensado, açúcar e sal. Mexa bem com uma colher de pau. Adicione a mistura de leite e amido de milho e continue mexendo constantemente. Adicione o extrato de baunilha. Reduza o fogo e continue mexendo até engrossar o Natilla, cerca de 2-4 minutos. Adicione a manteiga, misture e retire do fogo. Descarte os paus de canela. Coloque a mistura em uma travessa ou em taças individuais. Polvilhe canela em pó na parte superior e deixar arrefecer à temperatura ambiente durante pelo menos 1 hora. Leve à geladeira até a hora de servir.
DICA: substitua o leite condensado por açúcar mascavo e a natilla ganhara um toque mais rustico.

Buñuelos de viento.
 Ingredientes
200 gramas de farinha
50 gramas de manteiga
5 ovos, ½ litro de leite
1 copo pequeno de água
casca de um limão
açúcar misturado com canela a gosto
óleo e sal.

Preparo: Numa panela junte o leite e água, adicionar casca de limão e uma pitada de sal. Coloque a panela no fogo e quando levantar fervura adicione a farinha de uma vez e com fogo baixo, mexa bem. Aumente o fogo e continuem mexendo ate desgrudar do fundo da panela. Feito isto retire do fogo, e junte os ovos batidos anteriormente, misture pouco a pouco, mexendo sempre até obter uma massa homogênea, com a ajuda de uma colher faça bolinhos e frite-os em uma panela com bastante óleo quente até que fique dourado. Remova os bolinhos e coloque em um prato com papel toalha para absorver o excesso de óleo. Em seguida passe numa mistura de açúcar e canela. Obs.: A que goste de coemr sem a cobertura de canela e açúcar.