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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A Ávore de Yule: origens da ávore de Natal e os pinheirinhos trufados




Quisera Senhor, neste Natal armar uma árvore dentro do meu coração e nela pendurar, em vez de presentes os nomes de todos os meus amigos. Os antigos e os mais recentes. Aqueles que vejo a cada dia e os que raramente encontro. Os sempre lembrados e os que às vezes ficam esquecidos. Os constantes e os intermitentes. Os das horas difíceis e os das horas alegres. Os que sem querer eu magoei, ou sem querer me magoaram. Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles a quem conheço apenas as aparências. Os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo. Meus amigos humildes e meus amigos importantes. Os nomes de todos que já passaram por minha vida. Uma árvore de raiz muito profunda para que seus nomes nunca mais sejam arrancados do meu coração. De ramos muito extensos, para que novos nomes vindos de todas as partes venham juntar-se aos existentes. De sombras muito agradáveis para que nossa amizade seja um aumento de repouso nas lutas da vida.


É com este texto de autor desconhecido que abro o post de hoje para falar de uma das minhas paixões de Natal: Á arvore. Antes, preciso me desengasgar com uma coisa que está presa na minha garganta, e que pode ser motivo para alguém pensar que eu não entendo o significado verdadeiro do Natal, por estar dedicando  um escrito às árvores de natalinas....
Eu sei perfeitamente que o real sentido do Natal é a Natividade de Cristo e todo o seu contexto expressivo para as religiões cristãs. Sei também que, atualmente, a maioria das pessoas está voltada para o consumismo do que para o sentido real da comemoração (Não que eu seja a favor disso – o que eu não posso é sair por aí julgando ninguém pelo que faz ou acredita, ou pelo que deixa de fazer ou acreditar).
Normalmente quando alguém vai falar do Natal eu sempre vejo uma ponta de ressentimento e julgamento nas falas, escondidas lá no fundo, geralmente encobertas com palavras maquiadas para as pessoas não se ofenderem logo de cara, mas elas estão lá, acusando, julgando, ditando o que se deve fazer na época do Natal. Acho interessantes as falas dos religiosos nos sermões de dezembro... Por um lado eles realmente estão certos quanto ao fato da sociedade não estar tão voltada para o sentido original do Natal. Mas condenar a sociedade também não ajuda. E simplesmente, orientar a população, somente na época próxima ao natal, muito menos.



Ainda posso falar de como os hábitos culturais se envolvem neste contexto natalino capitalista, mas eu iria me desviar do meu foco – que é somente para registrar minha indignação com toda e qualquer pessoa que, na época do Natal se preocupam mais em reparar o que os outros não fazem, quando na realidade deveriam pregar o sentido do Natal e o estender até as outras épocas do ano. Eu penso na natividade, mas não posso fugir do capitalismo, nem a Igreja pode. E, acima disso tudo eu ME NEGO a ir contra a herança cultural.
Justamente por isso eu falo hoje sobre a árvore de Natal. Por vários motivos: por ela representar esperança; por ela ser um dos símbolos natalinos; por ela ser um elemento cultural de uma crença mais antiga que a minha e que foi adotado pela Igreja com símbolo unificador de crenças, etc.
De acordo com Mircea Eliade(2) as imagens das árvores em diversas culturas, além de serem escolhidas para simbolizar o Cosmos, também serviam para expressar a vida, a juventude, a imortalidade, a sapiência. Para o autor, a existência do homo religiosus é aberta para o mundo: o homem religioso nunca está só, pois vive nele uma parte do Mundo. Jacques Brosse recorda-nos (3) que para o selvagem - o habitante da floresta, da selva -, tal como para o sábio, a árvore é verdadeiramente a primeira das criaturas terrestres e o ser vivo que une a terra e o céu, indicando o caminho dos deuses. Na Índia védica, conta a lenda que Varuna, deus do céu noturno e das águas, obtinha soma, ou amrta, o elixir da imortalidade, espremendo o fruto da árvore da vida entre duas pedras (4).
Assim podemos perceber que há inúmeros relatos de árvores sagradas em muitas culturas: Yggdrasill era o freixo gigante da mitologia nórdica, o mensageiro de Ygg, um dos nomes de Odin, o pai dos deuses; enquanto que em Creta o freixo era consagrado a Poseidon, o cipreste a Hades e o carvalho a Zeus; o carvalho de Dodona, interpretado pelas Plêiades, constituía o oráculo mais poderoso da região (5) e sob a sua casca viviam as dríades, uma das categorias de ninfas.


Oráculo de Zeus - O Carvalho de Dodona
A tradição cristã da árvore de Natal tem suas origens nas celebrações pagãs de Yule. Mas os pinheiros usando como decoração já eram encontrados nas culturas grega e romana durante as celebrações de inverno.
Também conhecido como Natal, Ritual de Inverno, Meio do Inverno, Yule e Alban Arthan, o Sabbat do Solstício do Inverno é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão a diminuir. é o festival do renascimento do sol e o tempo de glorificar o Deus. (O aspecto do Deus invocado nesse Sabbat por certas tradições wiccanas é Frey, o deus escandinavo da fertilidade, deidade associada à paz e à prosperidade.) São também celebrados o amor, a união da família e as realizações do ano que passou. Nesse Sabbat os Bruxos dão adeus à Grande Mãe e bendizem o Deus renascido que governa a "metade escura do ano". Nos tempos antigos, o Solstício do Inverno correspondia à Saturnália romana (17 a 24 de dezembro), a ritos de fertilidade pagãos e a vários ritos de adoração ao sol.

O QUE È O YULE
Yule é uma celebração do Norte da Europa que existe deste dos tempos pré-Cristãos. Os pagãos Germânicos celebravam o Yule desde os finais de Dezembro até aos primeiros dias de Janeiro, abrangendo o Solstício de Inverno. Foi a primeira festa sazonal comemorada pelas tribos neolíticas do norte da Europa, e é até hoje considerado o inicio da roda do ano por muitas tradições Pagãs. Atualmente é um dos oito feriados solares ou Sabbats do Neopaganismo. No Neopaganismo moderno, o Yule é celebrado no Solstício de Inverno, por volta de dia 21 de Dezembro no hemisfério Norte e por volta do dia 21 de Junho no hemisfério Sul. Os costumes modernos que estão associados ao dia cristão do Natal, como a decoração da árvore, o ato de pendurar o visco e o azevinho, queimar a acha de Natal, são belos costumes pagãos que datam da era pré-cristã. (O Natal, que acontece alguns dias após o Solstício de Inverno e que celebra o nascimento espiritual de Jesus Cristo, é realmente a versão cristianizada da antiga festa pagã da época do Natal.) A queima da acha de Natal originou-se do antigo costume da fogueira de Natal que era acesa para dar vida e poder ao sol, que, pensava-se, renascia no Solstício do Inverno. Tempos mais tarde, o costume da fogueira ao ar livre foi substituído pela queima dentro de casa de uma acha e por longas velas vermelhas gravadas com esculturas de motivos solares e outros símbolos mágicos. Como o carvalho era considerado a árvore Cósmica da Vida pelos antigos druidas, a acha de Natal é tradicionalmente de carvalho. Algumas tradições wiccanas usam a acha de pinheiro para simbolizar os deuses agonizantes Attis, Dionísio ou Woden. Antigamente as cinzas da acha de Natal eram misturadas à ração das vacas, para auxiliar numa reprodução simbólica, e eram espargidas sobre os campos para assegurar uma nova vida e uma Primavera fértil. Pendurar visco sobre a porta é uma das tradições favoritas do Natal, repleta de simbolismo pagão, e outro exemplo de como o Cristianismo moderno adaptou vários dos costumes antigos da Religião Antiga dos pagãos. O visco era considerado extremamente mágico pelos druidas, que o chamavam de "árvore Dourada". Eles acreditavam que ela possuía grandes poderes curadores e concedia aos mortais o acesso ao Submundo. Houve um tempo em que se pensava que a planta viva, que é na verdade um arbusto parasita com folhas coriáceas sempre verdes e frutos brancos revestidos de cera, era a genitália do grande deus Zeus, cuja árvore sagrada é o carvalho. O significado fálico do visco originou-se da idéia de que seus frutos brancos eram gotas do sêmen divino do Deus em contraste com os frutos vermelhos do azevinho, iguais ao sangue menstrual sagrado da Deusa. A essência doadora de vida que o visco sugere fornece uma substância divina simbólica e um sentido de imortalidade para aqueles que o seguram na época do Natal. Nos tempos antigos, as orgias de êxtase sexual acompanhavam freqüentemente os ritos do deus-carvalho; hoje, contudo, o costume de beijar sob o visco é tudo o que restou desse rito. A tradição relativamente moderna de decorar árvores de Natal é costume que se desenvolveu dos bosques de pinheiro associados à Grande Deusa Mãe. As luzes e os enfeites pendurados na árvore como decoração são, na verdade, símbolos do sol, da lua e das estrelas, como aparecem na árvore Cósmica da Vida. Representam também as almas que já partiram e que são lembradas no final do ano. Os presentes sagrados (que evoluíram para os atuais presentes de Natal) eram também pendurados na árvore como oferendas a várias deidades, como Attis e Dionísio. Outro exemplo das raízes pagãs das festas de Natal está na moderna personificação do espírito do Natal, conhecido como Santa Claus (o Papai Noel) que foi, em determinada época, o deus pagão do Natal. Para os escandinavos, ele já foi conhecido como o "Cristo na Roda", um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno. Colocar bolos nos galhos das macieiras mais velhas do pomar e derramar sidra como uma libação consistiam num antigo costume pagão da época do Natal praticado na Inglaterra e conhecido como "beber à saúde das árvores do pomar". Diz-se que a cidra era um substituto do sangue humano ou animal oferecido nos tempos primitivos como parte de um rito de fertilidade do Solstício do Inverno. Após oferecer um brinde à mais saudável das macieiras e agradecer a ela por produzir frutos, os fazendeiros ordenavam às árvores que continuassem a produzir abundantemente. Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Solstício do Inverno são o peru assado, nozes, bolos de fruta, bolos redondos de alcaravia, gemada e vinho quente com especiarias. Incensos: louro, cedro, pinho e alecrim. Cores das velas: dourada, verde, vermelha, branca. Pedras preciosas sagradas: olho-de-gato e rubi. Ervas ritualísticas tradicionais: louro, fruto do loureiro, cardo santo, cedro, camomila, sempre-viva, olíbano, azevinho, junípero, visco, musgo, carvalho, pinhas, alecrim e sálvia.

O ato de cortar as árvores para enfeitá-las é bem antigo. Vejamos o que diz o profeta Jeremias (10:3 e 4): "...porque os costumes dos povos são vaidades, pois cortam do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, com machado. Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam para que não se movam...". Quando os pagãos se tornaram cristãos, normalmente sem uma profunda experiência com Cristo, levaram consigo todos os costumes pagãos.
As árvores de Yule eram cortadas e decoradas com imagens do que desejamos receber durante o próximo ano, como amuletos de amor para atrair o amor, nozes para a fertilidade, frutos de uma colheita bem sucedida, ou moedas para garantir riqueza e prosperidade.
Os escandinavos adoravam árvores e sacrifícios eram feitos debaixo das árvores ao deus Thor.

O carvalho, muitas vezes representado pelo roble, ficou sucessivamente associado a Júpiter e na mitologia nórdica a Donar-Thor, o deus dos raios e trovões. É o signo basal da astrologia celta, onde o nome druida, semelhante ao termo grego para carvalho sagrado, drus, significa sabedoria da árvore. Há autores que referem (6) que a palavra filósofo pode ser considerada uma tradução grega do celta dru-uids, literalmente: vidente, muito sábio; em irlandês o termo é drui, do genitivo drúad, sendo que aquele a quem se crê sábio ama a ciência e a confunde com a sabedoria; os druidas atuavam como juízes ou árbitros em todas as disputas (7).

A Enciclopédia Barsa descreve que a árvore de Natal tem origem germânica, datando do tempo de São Bonifácio (século VIII d.C.). Mesma época onde os pagãos germânicos faziam sacrifícios ao carvalho sagrado dedicado a Odin e ao seu filho Thor.


São Bonifácio
A lenda conta que São Bonifácio estava tentando converter um grupo de druidas. Ele tentou tudo o que ele poderia pensar em convencer os druidas que a árvore de carvalho não era sagrada ou invencível. Ele finalmente tentou uma última medida desesperada... Ele cortou o carvalho. Dizem que com a derrubada da árvore toda sãs outras que estavam no seu  caminho caíram salvando-se apenas um pinheiro pequenino. São Bonifácio declarou que havia ocorrido ali um milagre e que o pinheiro passaria a ser  sagrado para o Cristo-criança. E assim os pinheiros passaram a ser levados para as casas cristas e eram decorados.
Fugindo um pouco da lenda e seguindo para a realidade, a história real diz o seguinte:

Um acontecimento-chave da sua vida ocorreu em 723, quando derrubou o carvalho sagrado dedicado ao deus Thor, perto da moderna cidade de Fritzlar, no Norte do Hesse, e construiu uma pequena capela a partir da sua madeira, no local onde hoje se ergue a catedral de Fritzlar, e onde se viria a estabelcer a primeira sede de bispado na Alemanha a norte do antigo limes romano, junto do povoado fortificado franco de Büraburg, numa montanha próxima da cidade, junto do rio Éder. Este acontecimento é considerado como o início formal da cristianização da Germânia.

De toda forma, a partir do ocorrido famílias pagãs e cristãs passaram a levar para casa  os pinheiros naturais para que os espíritos de madeira tivessem um lugar para se aquecer durante os meses frios do inverno. Sinos foram pendurados nos ramos para poder avisar quando um  estivesse presente. Alimentos e guloseimas foram pendurados nos galhos para os espíritos para comer e uma estrela de cinco pontas, o pentagrama, símbolo dos cinco elementos, foi colocado no topo da árvore. As cores da temporada, vermelho e verde, também são de origem pagã, como é o costume de trocar presentes.


A Fada do Natal
Outra razão que as árvores foram pela primeira vez decorada com frutas e flores artificiais eram trazer o retorno da primavera e a fertilidade, calor e luz, e para restaurar e manter o equilíbrio entre a escuridão e a luz, frio e calor, e da morte e do renascimento.
Outra lenda, ainda conta que, quando Jesus nasceu as árvores floresceram; daí que se dê destaque aos pinheiros, árvores que estão verdejantes todo o ano mas que não possuem flores. As estrelas vendo a tristeza do pinheiro por não ter flores para agraciar o Cristo, resolveram descer e enfeitar seus ramos, tornando-se a arvora mais bela de todas. E simbolizando na perfeição a uma vida nova cheia de esperança.
A quem diga que foi Martinho Lutero, no século XVI, o primeiro a adornar uma árvore com luzes no dia de Natal, como símbolo do nascimento da Luz do mundo (Jesus). Este ato depressa se difundiu, conquistando inúmeros adeptos. A verdade é que neste século já era costume na Alemanha enfeitar-se uma árvore com luzes, doces, frutos e papéis nesta altura do ano para comemorar o Yule.
A adoção do pinheiro como árvore símbolo do Natal por parte da religião cristã foi realizada também a partir de simbolismo: passou a ser um abeto ( árvores coníferas da família Pinaceae), tinha uma forma triangular que aludia à Santíssima Trindade. Assim se desvaneceu a simbologia pagã da árvore. Com a cristianização, as velas passaram a simbolizar o Menino Jesus e faziam-se figuras em papel aludindo às restantes personagens do presépio.



Atualmente é mais  comum encontrarmos uma árvore de Natal enfeitando a sala de uma casa cristã, do que achar uma imagem que represente a Natividade. Podemos culpar as pessoas por isso? Afinal, o arvore de Natal não é um simbolismo ao nascimento do Cristo? Deixo essa pergunta pra vocês responderem no seu consciente, tendo minha consciência tranqüila de que minhas crenças são mais fortes do que o capitalismo e mais fortes do que os próprios comandantes das igrejas. E chega a ser tão forte, que até na mesa ela se fará presente este ano: que tal comer um pinheirinho trufado?

Pinheirinhos trufados

base para os pinheiros:
Casquinha para sorvete
300 g de chocolate branco fracionado
Trufa de Natal:
1 pão-de-ló pequeno esfarelado
150 ml de leite fervido e morno
300 g de chocolate branco derretido
1 colher (sopa) de pasta de amêndoa concentrada
100 g de amêndoas moídas
100 g de damascos cozidos e picadinhos
3 colheres (sopa) de rum
2 colheres (sopa) de glucose
 Decoração:
Chantilly batido ou glacê real industrializado batido
Corante em gel verde folha
Corante em pó dourado
Álcool de cereais
Pó brilhante comestível pérola
Bolinhas de cereais de chocolate
Base de papelão dourada
Bico folha número 75 e 72
Modo de preparo
Base para os pinheirinhos: Derreta o chocolate e banhe as casquinhas retirando o excesso de chocolate. Coloque sobre um papel manteiga para secar e reserve. Trufa de Natal: Misture o leite morno com o chocolate derretido, mexa com a colher, junte a pasta de amêndoa, as amêndoas moídas, os damascos picadinhos, o rum, a glucose e mexa bem até ficar homogêneo, por último junte o pão de ló esfarelado mexendo com a colher. Coloque a mistura em um saco de confeitar descartável e reserve. Montagem: Preencha cada casquinha de sorvete já banhada no chocolate e seca com a trufa até a borda. Fechar a borda com chocolate derretido e coloque sobre um papel manteiga para secar. Decoração: Cole com chocolate derretido o pinheirinho já recheado na plaquinha de chocolate. Tingir o chocolate ou o glacê real com o corante verde folha até a tonalidade desejada. Coloque em um saco de confeitar com bico folha nº 75 e preencha o pinheirinho com glacê ou chantilly. Passe o pó dourado diluído em álcool de cereais nas bolinhas de cereais e coloque alternadamente no pinheirinho (como bolas de natal ). Coloque a estrela em cima e jogue pó brilhante perolado em cima. Rendimento: 10 pinheirinhos em casca de sorvete.

OBS.: você pode fazer pinheiros mais simples, utilizando canudinhos (aqueles cones de massa frita ou assada) recheados com a trufa e banhados em chocolate ao leite para ser decorados com drageados – como na foto abaixo.   Isso é simples, e tão gostosos quanto o outro

Referência Bibliográfica:

(1) Jardinar com Francis Bacon in Jardins do Mundo – Discursos e Práticas (coord: José Eduardo Franco e Ana Cristina da Costa Gomes). Gradiva, Lisboa, 2008, pag 163-168.

(2) Mircea Eliade (1957). O Sagrado e o Profano – a essência das religiões. Martins Fontes, São Paulo, 2001

(3) Jacques Brosse, Mythologie des Arbres. Librairie Plon, Paris, 1989

(4) Lima de Freitas, Prefácio in A Árvore, editores: Rosa Ramos e Nuno Calvet. Intermezzo Audiovisuais, Lda., Lisboa, 1996


(6) Henri de Jubainville (1905), Os Druidas e os Deuses Celtas sob Forma de Animais. Zéfiro, Sintra, 2009

(7) Miranda J. Green, Dictionary of Celtic Myth and Legend. Thames and Hudson Ltd, London, 1993

domingo, 11 de dezembro de 2011

Sidra: do espumante à magia

Desde que eu era criança que a Sidra – vinho de maçã fermentada - já me é velha conhecida. Confesso que eu sempre tive um fascínio por vinhos, sobretudo quanto aos espumantes. Mas a minha ligação com a sidra remete à magia...
E pra que magia maior do que a do Natal?
Justamente era nesse período (juntamente com as celebrações do Ano Novo) que desde pequeno eu via as pessoas estourando garrafas de sidra (quem não se recorda de alguém estourando uma garrafa de sidra Cereser por aí?). Quando eu estava na adolescência, desvendando o mundo, devorando literaturas diversas, descobri ligações religiosas entre o cristianismo e a velha religião celta que, de certa forma, envolveram com o misticismo da sidra.


Você , que está lendo este texto, deve ter ficado com uma pulga atrás da orelha, achando que a palavra sidra foi escrita errada, não? Eu também fiquei com esta impressão, e somente por isso começo o post de hoje esclarecendo esta curiosidade gramatical: cidra ou sidra?
De acordo com o dicionário Houaiss a palavra cidra, com C, refere-se à fruta da árvore cidreira, da família das toranjas. A bebida fermentada alcoólica feita de suco de maçã, como é o caso aqui, grafa-se sidra com S. Porém devo discordar do famoso dicionário, levando em consideração que o termo no  original em inglês, escreve-se cider – com C. Mas para não criar mal-estar com ninguém vamos nossa Sidra com S.
A sidra é uma bebida preparada com sumo fermentado de maçã. Seus maiores produtores são Inglaterra e França, no entanto é também bastante popular na Suíça, Alemanha, Espanha, Portugal, Brasil, Irlanda, Áustria, África do Sul e Austrália.
As origens do “vinho de maçã” ou sidra permanecem duvidosas porém, no século I, os hebreus bebiam “shekar”, os gregos “sikera” e os romanos “sicera”.Todas essas bebidas eram fabricadas à base de suco fermentado de maçãs (Robin de La Torre, 1988).
No Brasil é comercializado um produto de nome sidra, de características diferentes das bebidas européias. Seguramente, as diferenças se devem à matéria-prima e à tecnologia de produção (Wosiacki et al., 1997)
Na Inglaterra a sidra é definida como: “Bebida obtida por parcial ou completa fermentação do suco de maçãs... ou concentrado de maçãs... com ou sem a adição, antes da fermentação, de açúcares e água potável ” (NACM, 1998).
Pela legislação brasileira, a sidra é: “Um produto que pode ser obtido pela fermentação alcoólica do mosto de maçãs, adicionado ou não de, no máximo 30%, de suco de pêra ”(Brasil, 1974).
Mas para a história que vou contar hoje, teremos que nos remeter à Terra da Rainha ... O outono na Inglaterra é a época da colheita de maçãs silvestres ou das maçãs de mosto especiais que são ácidas e não tem grande sabor, mas são excelentes para a produção de mosto. A sidra é geralmente proveniente das vastas áreas da fruticultura no lado ocidental da Inglaterra – as maçãs são trituradas e espremidas, o sumo e a polpa são colocados em barris onde a sidra fermenta até três semanas.

José de Arimatéia
A história da sidra remonta ao século I, conta-se que após a morte de Cristo, José de Arimatéia veio para a Inglaterra. Em Glastonbury, em Somerset, ele fundou um mosteiro cristão, cujas ruínas ainda vale a pena visitar nos dias de hoje. Este exato local tem um nome secreto nas lendas do rei Artur – Avalon – que significa apenas “Ilha das maçãs”. De acordo com a lenda, José de Arimatéia esteve numa das colinas de Glastonbury e comeu ali uma maçã. Cuspiu as sementes e, no local onde elas caíram, nasceram macieiras.

José de Arimateia era assim conhecido por ser de Arimateia, cidade da Judéia. Homem rico, senador da época, era membro do Sinédrio, o Colégio dos mais altos magistrados do povo judeu. Também conhecido como `Sanhedrin´, formava a suprema magistratura judaica. É venerado como santo católico no dia 31 de agosto. A Bíblia relata que ele era discípulo de Cristo, mesmo que secretamente (Joao 19:38)

Na verdade, foram os romanos que trouxeram as primeiras macieiras para das ilhas britânicas e implementaram o seu cultivo. Trouxeram as variedades das quais derivam a maioria das maçãs de mosto atuais: FRENCH LONGTAIL, WHITE SWAN ou SLACK MY GIRDLE. O que há de especial nas maçãs de mosto é o seu interior – com sumo realmente doce, mas de polpa ácida -, o que é muito importante para o aroma acre e a acidez correta da sidra

Um pouco mais de cultura celta

Sabemos através da literatura, que o rei Artur comemorava o Natal – e provavelmente bebia a sidra feita em Avalon.
Avalon se situaria a sudoeste da Inglaterra, no local onde há o monte do Tor e a Abadia de Glastonbury. O Monte do Tor é envolvido por brumas, e o próprio nome Tor significa “passagem”.

O monte do Tor
Nas antigas lendas celtas, existia a Ilha dos bem-aventurados, algo como os campos Elísios dos Gregos ou o Valhalla dos germânicos, local de abundância e alegria. Com o passar do tempo a visão desta terra se fundiu com a lenda de Avalon, visto que era uma ilha cercada por brumas, de difícil acesso, e por ser imaginada como um paraíso, a terra das maçãs, que representam para os celtas o conhecimento e a magia. Avalon também está associada à Terra da Juventude, um reino mítico no qual os habitantes são imortais.
Na versão mais conhecida e consagrada no clássico “As Brumas de Avalon” de Marion Zimmer Bradley, Avalon era uma ilha cercada por brumas que somente uma sacerdotisa poderia afastar para descobrir o caminho até a ilha, lá era o refúgio da antiga religião que foi reduzida pelo catolicismo.

A ilha ficava no mesmo local da Abadia de Glastonbury, mas em outro plano, de modo que quem tentasse chegar a Avalon acabaria no templo cristão.
Avalon, a Ilha das Maçãs, reino perfeito de amor e beleza, a busca constante de todo o ser humano que, apesar de todas as desilusões, ainda tem a esperança de fazer deste mundo uma lenda real, ou seja, um lugar melhor para se viver.

Ruínas de Glastonbury (ver vídeo no fim do post)
A maçã representa a imortalidade, o conhecimento e a magia. E existem vários relatos referentes a sua simbologia e às viagens célticas, conhecidas como Immram (viagem), ao Outro Mundo, supostamente, uma realidade contígua à realidade comum. Os Immram são jornadas místicas, nas quais o herói é atraído por uma fada, que lhe entrega um ramo de maçã e o convida para ir ao Outro Mundo, como em "A Viagem de Bran, filho de Fébal", uma analogia a Avalon e a Morgana. "Além disso, é de crer que a mulher feérica que leva um ramo de macieira de Emain ao herói Bran, filho de Fébal, antes de levá-lo a empreender uma estranha navegação, seja a própria Morrigane." (Jean Markale - A Grande Epopéia dos Celtas).

"A Viagem de Bran Mac Febal (Imram Brain maic Febail)"


Um dia, quando passeava sozinho junto de sua casa, Bran, rei da Irlanda, ouviu uma música atrás de si. Por mais que olhasse para trás, não conseguia perceber de onde vinha esse som encantatório, que teimava em persegui-lo. A sua doce melodia era tal que Bran acabou por cair num sono profundo. Quando acordou, viu junto de si um galho de prata coberto de flores tão brancas que era impossível distinguir entre ambos. Bran levou o galho para a sua casa real onde lhe surgiu uma mulher vestida com estranhas roupas, que recitou perante toda a corte um longo poema. Neste, afirmou ter sido ela a portadora do ramo de prata de uma macieira na ilha de Emne. Nesta ilha bela e distante, na qual cintilavam os cavalos-marinhos de Manannán Mac Lir, a população entregava-se a jogos na Planície da Prata Branca no meio de muita música e muita alegria. Aí desconhecia-se a dor, o sofrimento, a maldade, a doença e até a morte. Encontrapartida, tudo nela era belo e perene : a sua música era a mais melodiosa, os seus alimentos eram os mais apetitosos, a sua bebida, a mais saborosa, os seus tesouros eram os maus riscos. Por isso , Emne era única e imcomparável.
Ao terminar a sua canção, a mulher pegou no ramo de prata e desapareceu sem que ninguém soubesse para onde tinha ido. Mas o fefeito da sua canção em Bran levou-o a lançar-se ao mar acompanhado pelos seus três irmãos adoptivos e por vinte e sete dos seus mais bravos guerreiros, de modo a procurar a ilha encantada. Após dois dias e duas noites a navegar no oceano, Bran viu um homem a aproximar-se dentro de um carro sobre as ondas. Este cantou-lhe também uma canção sobre as terras encantadas do Outro Mundo e identificou-se como Manannán, filho de Lir. Disse ainda a Bran que era seu destino viajar até à Irlanda onde geraria um filho a quem daria o nome de Mongán. O Senhor dos Mres despediu-se, por fim, com outra canção.
Algum tempo depois de se afastar de Manannán, Bran avistou enfim outra ilha. Aproximou-se dela rodeando-a com o seu barco, e verificou, com espanto, que todos os seus habitantes riam com agrado enquanto o observavam, sem que, contudo, lhe dirigissem a palavra. Bran enviou um dos seus homens à ilha, mas este, uma vez em terra, adquiriu igualmente o mesmo comportamento estranho dos seus habitantes: ficou a olhar fixamente para os seus companheiros, rindo, sem pronunciar palavra. Como tal, Bran deixou-o aí, na ilha conhecida como Ilha da Alegria, e voltou a partir.
Passado um tempo, aproximou-se de outra ilha. Desta vez, era a Ilha das Mulheres. No porto, a sua líder deu-lhe asboas vindas e convidou-os a ir a terra. Mas, temendo aventurar-se na ilha desconhecida, Bran recusou o convite. A mulher recorreu então a um estratagema: atirou uma bola de londe em diracção ao rosto de Bran que a agarrou com a mão onde a bola ficou colada. Puxando pela outra ponta, a mulher fez o barco atravessar o porto, obrigando assim Bran e os seus homens e entrarem na ilha. Foram recebidos com camas quentes e boa comida, que nunca desaparecia dos pratos. Sem se aperceberem do passar do tempo, permaneceram na Ilha das Mulheres durante largas centenas de anos, até que Nechtan mac Collbrain começou a sentir saudades de casa, sentimento que logo se alargou a todos, que tentaram convencer Bran a voltar à Irlanda. A mulher avisou-os, porém, de que se partissem se arrependeriam, mas ainda assim decidiram partit. Ela disse-lhes então que deveriam levar com eles o companheiro que haviam deixado na Ilha da Alegria e, conhecendo o número de anos que haviam permanecido nos seus domínios, advertiu-os para não tocarem em solo irlandês.
Bran e os seus homens abandonaram a Ilha das Mulheres e viajarm por mar até chegarem à costa da Irlanda. Aí encontraram uma multidão reunida em Srub Brain. Quando lhe perguntaram quem era, Bran respondeu : «Sou Bran, filho de Febal».
«Não sabemos quem és, embora a "Viagem de Bran" seja uma das nossas histórias mais antigas», respondeu um dos irlandeses, para grande espanto de Bran e dos seus homens.
Nesse momento, Nechtan deciciu sair do barco, esquecendo-se dos avisos que lhe haviam sido feitos na Ilha das Mulheres, e tocou o solo da Irlanda com os pés. Transformou-se rapidamente num monte de cinzas como se estivesse como se estivesse estado vivo por muitas centenas de anos.
De dentro do seu barco, Bran contou aos irlandeses as suas aventuras desde o início até àquele momento. Gravou-as em galhos com Ogham e deitou-os ao mar. Partiu depois no seu barco com os seus companheiros para nunca mais ser visto, e pelo mar vagueia ainda, sem que ninguém saiba onde se encontra.

Outro Immram que relata "A Viagem de Maelduin" trata da busca do herói pelos assassinos de seu pai. "Na tradição céltica, dois fatores são constantes: o Outro Mundo fica do outro lado da água; e a direção da jornada geralmente é oeste." (Caitlín Matthews - O Livro Celta dos Mortos). Avalon é o templo do mundo interior, terra da eterna magia e saber que oferece iniciação e esclarecimento a todos que iniciam nessa jornada. E, somente, aqueles que compreendem que a vida é infinita em suas possibilidades poderão abrir as portas deste mundo. Avalon está associada a Caer Siddi (Fortaleza das Fadas), o Outro Mundo ou Annwn, o sídhe (colinas) d’Aqueles Que Vivem Para Sempre... Ilha feérica, onde apenas o povo das fadas e os nobres cavalheiros de alma pura podiam adentrar.
"Existia em Caer Siddi uma fonte que jorrava vinho doce e onde o envelhecimento e a doença eram desconhecidos. Entre os seus tesouros havia um caldeirão mágico, tema diretamente ligado à abundância existente na Ilha das Maçãs." (Ellis, 1992 - Geoffroy de Monmouth, Vita Merlini e Jean Markale - A Grande Epopéia dos Celtas).
Na mitologia céltica existem vários mitos sobre as três propriedades inesgotáveis do caldeirão: inspiração, regeneração e fertilidade. O Grande Dagda possuía um caldeirão proveniente da cidade de Múrias. Ao provar dele, ninguém passava fome, (Ellis, 1992). Matholwch recebera o caldeirão do renascimento do Deus Bran e com ele era possível ressuscitar um morto, mas que perderia a capacidade de falar. (Mabinogion, 1988).
"Na tradição galesa a história de Taliesin oferece um exemplo do caldeirão do renascimento, após a luta de transformação e metempsicose - transmigração da alma de um corpo para outro - da Deusa Cerridwen e Gwion." (J. A. Macculloch - A Religião dos Antigos Celtas).
O caldeirão, mais tarde, deu origem ao mito do Graal, inicialmente nas obras de Chrétien de Troyes. Com a sua cristianização em fins do século XII, o conteúdo do cálice passou a ser o sangue de Cristo. Simbolizando o conhecimento e o alimento da alma. A propósito da temporalidade do Outro Mundo, representada pela "Insula Pomorum", a Ilha Paradisíaca, onde a passagem do tempo não é percebida pelos humanos que para lá vão, como pode ser visto nos relatos sobre Bran. (Jacques Le Goff, 1993).
A ilha sagrada de Avalon não existe nas dimensões de tempo e espaço conhecidos por nós. Ao longo dos séculos, as pessoas tentam localizá-la, em locais como: a Irlanda, o País de Gales, a Cornualha, a Bretanha e a Ilha de Man.
A cidade de Glastonbury, em Somerset, na Inglaterra, é particularmente associada a Avalon, através dos seus mitos e lendas locais, relacionando a colina do Tor como sendo a entrada do Annwn (Outro Mundo), a terra dos mortos na tradição galesa, o lar de Gwynn ap Nudd, o rei das fadas e guardião do submundo.

O Tor
 Avalon, através dos seus mitos e lendas locais, relaciona a colina do Tor como sendo a entrada do Annwn, a terra das fadas, a passagem para o Outro Mundo ou Caer Siddi... Descendo a colina em espiral do Tor, em meio aos carvalhos, chega-se a "Chalice Well Gardens", os Jardins do Cálice Sagrado , onde existe uma fonte de água avermelhada com propriedades curativas, reforçando o mito do Santo Graal e o poder mítico de renascimento dos Deuses, descrito no Livro de Taliesin. (Para mais informações sobre Chalice Well Gardens visite http://www.chalicewell.org.uk/index.cfm/glastonbury/About.Tour )

Chalice Well Gardens em Glatonbury
Mapa de Chalice Well Gardens
Invisíveis aos olhos descrentes, as brumas revelam seus mistérios apenas aos que servem o princípio maior, junto aos Deuses. A lenda se torna realidade, mas o medo, como sempre, é o grande desafio daqueles que estão na travessia deste portal, prestes a desvendar os segredos do Outro Mundo.
Avalon é o templo do mundo interior, a terra da eterna magia e o saber ancestral, que oferece iniciação e esclarecimento a todos que ingressam nessa jornada. E, somente, aqueles que compreendem que a vida é infinita em suas possibilidades poderão abrir as portas deste mundo etéreo.
Chalice Well Deva

Avalon se apresenta nos corações daqueles que são sinceros e seguem o que lhes foi traçado pelos Deuses. Nunca duvide daquilo que foi revelado. A luz do conhecimento é a divina inspiração que nos chama, a todo instante, ao sagrado caminho, mas somente nós é que poderemos tecer o fio desse destino.
O universo nos coloca, sincronicamente, em caminhos que irão modificar não apenas a nossa existência, mas toda a realidade que nos cerca.
A espiritualidade é a energia presente em todos nós, é a essência da vida que nos leva ao equilíbrio e a plenitude. Através da sensibilidade e da intuição começamos a discernir aquilo que é melhor e o que realmente faz a nossa alma feliz.
Avalon é a lenda que nos desperta para uma nova realidade!

Referências

BRASIL. Norma de identidade e qualidade da sidra. In: D.O.U. Portaria n°746, de24 de outubro de 1974. Brasília: Diário Oficial da União, 1974. p. 16-35.

MACCULLOCH, J.A. - A Religião dos Antigos Celtas - Edinburgh: T. & T. CLARK, 1911.
MATTHEWS Caitlín - O Livro Celta dos Mortos - Ed. Madras, 2003.

MARKALE, Jean - A Grande Epopéia dos Celtas - Ed. Ésquilo, 1994

NACM - NATIONAL ASSOCIATION OF CIDERMAKERS -. Code of practice for theproduction of cider and perry. London, 1998.

ROBIN, P.; DE LA TORRE, M. Le cidre, la pomme, le calvados. Paris: Editions duPapyrus, 1988. 192 p.

VITA MERLINI - Geoffrey de Monmouth, 1100–1155.

WOSIACKI, G.; CHERUBIN, R. A.; SANTOS, D. S. Cider processing in Brazil. FruitProcessing . Schönborn, v. 7, n. 7, p. 242-249, 1997.

GIDLOW, Christopher - O Reinado de Arthur - da História à Lenda - Ed. Madras, 2004.
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Então que tal tomarmos uma sidra, neste natal em memória da velha religião e, nos deliciarmos com uma torta de maça e sidra?

Torta de Maçã e Cidra
Ingredientes
Recheio
1 dúzia de maçãs sem casca
1 litro de cidra (no restaurante, é usado o rótulo Le Petit Trou)
100g de açúcar mascavo
50g de manteiga
200ml de creme de leite fresco
3 ovos
30g de açúcar
Massa
175g de farinha de trigo
125g de manteiga em pasta
50g de açúcar
3 ovos

Modo de preparo: Recheio Em uma panela quente coloque a manteiga e refogue as maçãs cortadas em quatro partes. Adicione o açúcar e deixe caramelizar um pouco. Adicione a sidra e cozinhe um pouco a maçã, reduzindo a sidra, e até obter um caldo mais grosso. Espere esfriar, separe o caldo do cozimento e misture com o creme de leite e os ovos, e o açúcar. Massa Misture o açúcar e a manteiga até ficar branco. Em seguida, acrescente os outros ingredientes. Não misture nem sove a massa. Enrole-a em um filme plástico e coloque na geladeira por uns 15 minutos. Reserve. Em uma forma, coloque a massa, abrindo com a mão e pré-asse durante 15 minutos. Montagem Tire do forno e coloque as maçãs. Por cima, coloque o creme. Asse a 180°C por 45 minutos. Sirva quente e com chantilly.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Thanksgiving Day – o Dia de Ação de Graças é lei no Brasil !!!

 Outro dia me peguei pensativo, depois que vi um filme norte-americano sobre o Dia de Ação de Graças. E cheguei a conclusão de que lá, nos EUA, eles dão mais importância ao dia de Ação de Graças do que ao Natal. Pode ser que eu esteja sendo precipitado com esta afirmação – mas é isso, exatamente, o que os filmes sobre o tema me passam.



Eu, particularmente, acho que devemos copiar bons hábitos. E acredito que esta celebração deveria ser uma das que o povo brasileiro deveria adotar – sim – tendo em vista que no processo de aculturação (ou mais precisamente, de americanização) nós, sempre escolhemos coisas, na maioria das vezes, sem um sentido mais profundo para copiar.
E tal foi o meu espanto quanto eu encontrei na internet que o Dia de ação de Graças foi estabelecido no Brasil por lei, instituída pelo então presidente Gaspar Dutra, como Dia Nacional de Ação de Graças (lei 78V1SK, de 17 de agosto de 1949) por sugestão do embaixador Joaquim Nabuco, entusiasmado com as comemorações que vira em 1909, na Catedral de São Patrício, quando embaixador em Washington.



Em 1966, a lei 5110 estabeleceu que a comemoração de Ação de Graças se daria na quarta quinta-feira de novembro Esta data é comemorada por muitas famílias de origem americana, igrejas cristãs, universidades confessionais metodistas e cursos de inglês.

Mas como surgiu esta comemoração?

A história do Thanksgiving (Dia de Ação de Graças) começou em 1621 quando os pelegrinos vindos da Inglaterra para a terra nova, hoje os Estados Unidos, celebraram o agradecimento pela colheita do ano na colônia de Plymouth. Na ocasião, cerca de 90 índios nativos, os Wampanoag, participaram da festa dos pilgrims (pelegrinos em inglês). Os novos americanos estavam comemorando a benelovência de Deus para com eles num período em que mais da metade dos pilgrims tinha morrido por causa do inverno causticamente por que passaram. Sem a ajuda dos índios, todos teriam morrido.


William Bradford
Na primeira colheita, o governador William Bradford proclamou um dia de ação de graças e oração a Deus pela provisão dos alimentos. Na festa, um dos principais ingredientes era o peru, que ficou como marco da celebração do Thanksgiving. O cardápio do dia normalmente inclui peru, staffing (um milho de pão em cubinhos usado como recheio), abóbora, purê de batata, batata-doce, e torta de abóbora. Estas comidas simples recordam as virtudes rústicas dos Peregrinos.
Em 1623, um período de seca varreu os Estados Unidos. Os colonos da nova terra proclamaram um dia de jejum e oração e mais uma vez, depois que Deus envia chuva dos céus, é celebrado um dia de ação de graças na terra do Tio Sam. Pouco mais tarde, William Bradford declara que a data de 29 de novembro seria consagrada como dia de oração, onde pastores e líderes agradeceriam a Deus por suas bênçãos sobre a nação.


The First Thanksgiving

Na história dos Estados Unidos muitas foram as celebrações de Thanksgiving e proclamações de datas em que os americanos se lembrariam de agradecer a Deus. Em 1789 o presidente George Washington proclamou que o Dia Nacional de Ação de Graças deveria ser celebrado na última quinta-feira do mês de novembro, em honra à Constituição dos Estados Unidos.
Thomas Jefferson, o terceiro presidente, revogou esta lei, afirmando que a prática estava incorreta por ser uma "decisão de rei".
Em 1863, Sarah Josepha Hale, autora do poema Mary had a little lamb (Maria teve um pequeno cordeiro), muito conhecido dos americanos, convenceu Abraham Lincoln a proclamar o Thanksgiving como feriado nacional. Para a data, ela escolheu a última quinta-feira de novembro por causa da declaração de George Washington. Em 1041, a data foi oficialmente transferida para a 4ª quinta-feira de novembro.

Mas, em 1939, o presidente Franklin Delano Roosevelt instituiu que esse dia seria celebrado na terceira semana de novembro, com o intuito de ajudar o comércio, aumentando o tempo disponível para propagandas e compras antes do Natal (À época, era considerado inapropriado fazer propagandas de produtos à venda antes do Dia de Ação de Graças). Como a declaração de Roosevelt não era mandatória, 23 estados adotaram a medida instituída por Roosevelt e 22 não o fizeram, com o restante tomando ambas as quintas-feiras (a da terceira e a da quarta semana de novembro) como Dia de Ação de Graças. O Congresso americano, para resolver este impasse, instituiu então que o Dia de Ação de Graças seria comemorado definitivamente na quinta-feira da quarta semana de novembro e que seria um feriado nacional.
É interessante perceber que todas as celebrações de Thanksgiving no início da história dos Estados Unidos foram feitas para agradecer a Deus. Não importavam aos novos americanos os maus tempos. O povo sabia que Deus era o criador e provedor de todas as coisas.
Selos comemorativos do Dia Nacional de Ação de Graças no Brasil
Este ano a celebração do Thanksgiving acontece no dia 24 de novembro. Que possamos aproveitar esta oportunidade para agradecer a Deus por tudo que Ele tem feito por nós. Feliz Dia de Ação de Graças!

Peru estufado com farofa de sálvia
1 peru de aproximadamente 3,5 kg
700 g de farinha de pão de milho
3 cebolas médias
4 dentes de alho (para a marinada e a farofa)
5 cabeças de alho (para o momento de assar)
1 cenoura
1 maço de sálvia
1 folha de louro
1 garrafa de vinho branco seco
2 colheres de sopa de vinagre de vinho branco
200 g de manteiga
2 colheres de sopa de óleo
Sal e Pimenta-do-reino a gosto

Prepare a marinada O primeiro passo para a preparação da receita é a marinada do peru. Marinar significa deixar o alimento em uma mistura líquida de temperos durante algumas horas antes de cozinhar. Para isso, é necessário misturar, num recipiente grande, o vinho, uma cebola cortada em cubos, um dente de alho com a casca esmagada, a cenoura picada, a folha de louro, o vinagre, o óleo e um pouco de pimenta do reino. Deixe o peru mergulhado nessa mistura. O chef sugere que a ave seja movimentada a cada três horas, para que toda a extensão da carne pegue o gosto do tempero. Modo de preparo da farofa: Pique o maço de sálvia. Coloque a farinha de pão de milho, três dentes de alho picados e duas cebolas numa frigideira grande. Refogue com manteiga até dourar. Em seguida, tempere com sal, pimenta e a sálvia picada. Modo de preparo do peru: Após 24 horas de marinada, recheie o peru com a farofa e cubra-o com papel alumínio. Deixe o lado brilhante do papel para dentro, assim o calor fica retido na carne. Coloque o peru, acompanhado de cinco cabeças de alho cortadas ao meio, para assar no forno a uma temperatura média de 90 ºC. Deixe-o ali por pelo menos por duas horas e meia. Após esse período, com a ponta de uma faca, faça uma pequena perfuração e confira a textura e o cozimento da carne. Se já estiver assada, você pode tirar o papel alumínio, para que a pele do peru fique crocante. Esse processo dura aproximadamente 20 minutos.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Bolos de São Benedito

Era para eu ter  postado este escrito alguns dias atrás... No entanto acho justo tê-lo aqui  neste mês... No dia 05 de outubro  comemora-se o dia de São Benedito.
Particularmente tenho alguma devoção por este santo, pelos seguintes motivos: nasci numa cidade chamada São Benedito; o santo é conhecido como o Santo dos alimentos e protetor dos cozinheiros; e, meu pai, até hoje, todos os dias, quando ele faz o café, o primeiro "gole" a ser tirado do coador é o que ele dedica ao santo em questão. A imagem do  santo, que fica no comercio do meu pai, tem sempre do lado o seu copinho americano com café - que é trocado todo santo dia desde sei  lá quando ehehehhehe - tipo muito tempo atrás, antes de eu nascer meu pai ja devia fazer isso, que  deve ter vindo de tradições herdadas pelos meus avós - Pedro e Tereza.

Igreja Matriz de São Benedito - Ce
São Benedito, cultuado inicialmente pelos escravos negros, por causa da cor de sua pele e de sua origem - era africano e negro -, passou a ser amado por toda a população como exemplo da humildade e da pobreza. Esse fato também lhe valeu o apelido que tinha em vida, "o Mouro". Tal adjetivo, em italiano, é usado para todas as pessoas de pele escura e não apenas para os procedentes do Oriente. Já entre nós ele é chamado de são Benedito, o Negro, ou apenas "o santo Negro".
Há tanta identificação com a cristandade brasileira que até sua comemoração tem uma data só nossa. Embora em todo o mundo sua festa seja celebrada em 4 de abril, data de sua morte, no Brasil ela é celebrada, desde 1983, em 5 de outubro, por uma especial deferência canônica concedida à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB.
Benedito Manasseri nasceu em 1526, na pequena aldeia de São Fratelo, em Messina, na ilha da Sicília, Itália. Era filho de africanos escravos vendidos na ilha. O seu pai, Cristóforo, herdou o nome do seu patrão, e tinha se casado com sua mãe, Diana Lancari. O casamento foi um sacramento cristão, pois eram católicos fervorosos. Considerados pela família à qual pertenciam, quando o primogênito Benedito nasceu foram alforriados junto com a criança, que recebeu o sobrenome dos Manasseri, seus padrinhos de batismo.



Cresceu pastoreando rebanhos nas montanhas da ilha e, desde pequeno, demonstrava tanto apego a Deus e à religião que os amigos, brincando, profetizavam: "Nosso santo mouro". Aos vinte e um anos de idade, ingressou entre os eremitas da Irmandade de São Francisco de Assis, fundada por Jerônimo Lanza sob a Regra franciscana, em Palermo, capital da Sicília. E tornou-se um religioso exemplar, primando pelo espírito de oração, pela humildade, pela obediência e pela alegria numa vida de extrema penitência.
Na Irmandade, exercia a função de simples cozinheiro, era apenas um irmão leigo e analfabeto, mas a sabedoria e o discernimento que demonstrava fizeram com que os superiores o nomeassem mestre de noviços e, mais tarde, foi eleito o superior daquele convento. Mas quando o fundador faleceu, em 1562, o papa Paulo IV extinguiu a Irmandade, ordenando que todos os integrantes se juntassem à verdadeira Ordem de São Francisco de Assis, pois não queria os eremitas pulverizados em irmandades sob o mesmo nome.
Todos obedeceram, até Benedito, que sem pestanejar escolheu o Convento de Santa Maria de Jesus, também em Palermo, onde viveu o restante de sua vida. Ali exerceu, igualmente, as funções mais humildes, como faxineiro e depois cozinheiro, ganhando fama de santidade pelos milagres que se sucediam por intercessão de suas orações.
Eram muitos príncipes, nobres, sacerdotes, teólogos e leigos, enfim, ricos e pobres, todos se dirigiam a ele em busca de conselhos e de orientação espiritual segura. Também foi eleito superior e, quando seu período na direção da comunidade terminou, voltou a reassumir, com alegria, a sua simples função de cozinheiro. E foi na cozinha do convento que ele morreu, no dia 4 de abril de 1589, como um simples frade franciscano, em total desapego às coisas terrenas e à sua própria pessoa, apenas um irmão leigo gozando de grande fama de santidade, que o envolve até os nossos dias.
Foi canonizado em 1807, pelo papa Pio VII. Seu culto se espalhou pelos quatro cantos do planeta. Em 1652, já era o santo padroeiro de Palermo, mais tarde foi aclamado santo padroeiro de toda a população afro-americana, mas especialmente dos cozinheiros e profissionais da nutrição. E mais: na igreja do Convento de Santa Maria de Jesus, na capital siciliana, venera-se uma relíquia de valor incalculável: o corpo do "santo Mouro", profetizado na infância e ainda milagrosamente intacto. Assim foi toda a vida terrena de são Benedito, repleta de virtudes e especiais dons celestiais provindos do Espírito Santo.

Corpo Intacto de São Benedito - Igreja de Santa Maria de Jesus - Palermo/Itália
LENDAS DE SÃO BENEDITO
Quando criança, encontrei lá em casa um livreto religioso, que acho ser do meu pai, tratando da história de São Benedito. Nele, além da biografia do santo, encontravam-se os milagres que ele operou pelo mundo e algumas histórias interessantíssimas. Dentre ela separei uma que mais gostei de ter lido:

SÃO BENEDITO E O BANQUETE DOS ANJOS
O convento de Santa Maria de Jesus era um recanto silencioso e apropriado para retiros e acolhimentos. Era o lugar preferido por Dom Diogo D'Abedo,arcebispo de Palermo,para seus retiros espirituais.Como Dom Diogo sabia que os frades viviam em extrema pobreza,ele levava os mantimentos para suas refeições,que Benedito preparava com todo carinho.Uma dessas visitas foi feita durante as festas de Natal.
Durante a Missa do Galo, Benedito recebeu, emocionado, a Santa Comunhão.Voltando para seu lugar,ao lado do altar-mor,pôs-se a rezar,diante de um belíssimo quadro do Menino Jesus.Com Jesus no coração e os olhos fixos no Menino Deus,Benedito sentia-se presépio. Caiu em êxtase e assim permaneceu até quase meio-dia, hora do almoço festivo de Natal.
Pouco antes do meio-dia o superior da casa foi até a cozinha para conferir se tudo estava conforme a importância do hóspede. Ficou assustado com o que viu:
-Santo Deus! Quase meio-dia e o fogo ainda está apagado! Por onde andará Benedito?
Os Irmãos foram chamados às pressas. Notificados, saíram, cada um para seu lado, à procura de Benedito. Na cela onde o frade rezador dormia, nada; na despensa, ninguém.Na horta, nem viva alma. Depois de muita procura, alguém se lembrou da capela. Só podia estar lá. E estava.
-Benedito, rezar tem hora! Esqueceste que temos visita para o almoço?
-Meu Deus! O almoço de Dom Diogo! Ai de  mim se Deus não me ajudar!
-Pensas que Deus é teu criado?
-Não! Deus não é meu criado. Mas é meu Pai e sei que não vai me faltar. Tu preparas a mesa que faremos o resto.
-Faremos? Tu e quem mais?
Benedito não teve tempo para responder. Saiu correndo na direção da cozinha. Os frades, curiosos, foram espiar pela fechadura. E o que viram? Dois anjos e Benedito dando os últimos retoques em apetitosas travessas.
Naquele dia Dom Diogo pôde fartar-se de manjares celestiais.

Já a próxima lenda, eu li  em Estórias e lendas de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro (Afonso Schmidt, baseado em Alcibíades Delamare, em Vila Rica. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1935. p. 31-38 in APOCALIPSE, Mary (org.). Estórias e lendas de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro):

SÃO BENEDITO DAS ROSAS


O humilde frade era despenseiro do convento. Mas, como bom franciscano, confundia a despensa dos seus irmãos com a sacola dos esfomeados que vinham pedinchar diante da porta da casa de Deus. Não sabia dizer não. Ficava aflito sempre que ouvia um pobrezinho de Cristo dizer que ainda não tinha comido um bocado de pão. Por isso, costumava desencaminhar o melhor da despensa para acudir à fome dos deserdados da terra. Mas à hora das refeições, os frades, coitados, só encontravam à mesa o caldinho ralo, as folhas de hortaliça e os bocados de pão de rala. Passaram a reprovar a conduta do ecônomo. E o superior, zeloso da boa ordem conventual, teve de chamar à sua presença o negro, aconselhando-o a moderar um pouco os excessos da sua caridade, sob pena de matar de fraqueza os santos religiosos…
Ele, porém, por mais que se esforçasse, não conseguia mudar de conduta. Sempre que podia, apanhava alguns comestíveis, metia-os nas dobras do burel e lá ia, disfarçadamente, levá-los aos infelizes. Mas aconteceu que numa dessas escapulidas, no comprido e umbroso corredor do convento, encontrou-se com o superior. Sentiu-se surpreendido em pecado e não soube o que fazer.

- Que levas aí, na dobra do teu manto, irmão Benedito?

- Rosas, meu senhor.

– Ah! Mostra-mas… Quero ver de que qualidade são!

Benedito, confuso, trêmulo, desdobrou o burel franciscano. E, em lugar dos alimentos suspeitados, apresentou aos olhos pasmos do superior uma braçada de rosas.

É comum nas tradicionais quermesses que celebram os santos pelo Brasil, a gente encontrar bolos que levam o nome do santo. Abaixo segue duas receitas que eu encontrei durante as Festas de São Benedito.

Bolo São Benedito
(Esta é uma receita tradicional de MG)
5 ovos
4 xícaras de chá de açúcar cristal
2 xícaras de chá de manteiga de leite
2 xícaras de chá de queijo de minas ralado
5 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de leite
2 colheres de fermento em pó rasa

Bata os ovos bem batidos (não é necessário separar clara e gema) Depois de bem batidos acrescente os outros ingredientes na ordem acima. Não mude a ordem dos ingredientes, bata bem até ficar uma massa bem homogênea. Unte 2 formas de buraco no meio e leve ao forno a 150º, pré-aquecido, em torno de 40 minutos
Obs.: Este bolo no dia seguinte fica mais saboroso. Não substitua a manteiga de leite por margarina, pois o bolo não ficará saboroso. Deixe os ingredientes em temperatura ambiente.

Bolo de São Benedito II
Bolo de São Benedito/ São Benedito-Ceará
Fonte; http://lucioalc.blogspot.com/2010_07_25_archive.html 

3 xícaras de farinha.de trigo
2 xícaras de açúcar
1.xícara de ameixa
1. lata de coca cola
4. ovos
3.colheres de manteiga
1.colher de fermento em pó
Cobertura
1/2 xícara de leite
1.colher de manteiga
4colheres de chocolate em pó
1 xícara de açúcar
3. colheres de mel karo

 Preparo: bata as gemas com o açúcar, a margarina, e ameixa depois acrescente o trigo junto com coca cola e o fermento, misture tudo. Para a cobertura coloque tudo para ferver, quando  engrossar retire do fogo e jogue sobre o  bolo.