É pra se comer bastante esta idéia de combinar gastronomia, cultura e história unidas num lugar acessível. Principalmente numa época onde as pessoas se entopem de gorduras trans e não alimentam a alma.
Sabendo que o homem não nasce da fome, mas do apetite. Te convido a conjugar o verbo comer em todas as suas possibilidades.
Um brinde a você por estar aqui! Bon apetit!!!
Escolhi o dia de hoje
por considerar que 13 é um número da sorte, e gostaria de agradecer a todos
pelas visitas e comentários que têm feito a este blog.
No dia 6 de setembro
de 2010 comecei esta empreitada, despretensiosamente, com um intuito de
“guardar informação” sobre cultura gastronômica. E assim, já se passaram quatro
anos... Nesse período muita coisa aconteceu comigo, algumas mudanças foram
feitas no layout do blog, mas a ideia inicial foi modificada: o que antes era
apenas uma ferramenta de “guarda-memória” passou a ser um veículo de
comunicação que já tem ajudado algumas centenas de pessoas não só a conhecer a
cultura gastronômica, mas a valorizar a gastronomia e a identidade gastronômica
como elemento importante para a sociedade.
Ao longo desses anos
vimos, por exemplo, que a gastronomia está cada vez mais sendo assunto
corriqueiro nas mídias, nos âmbitos acadêmicos e na formação profissional; vimos
elementos gastronômicos como, a gastronomia francesa, a culinária típica
mexicana, a dieta mediterrânea e o pão de mel/especiarias croata serem elevados
como patrimônio imaterial da humanidade; vimos o crescente fascínio das pessoas
pela profissão de chef; e, sobretudo, continuamos a nos surpreender com a
criatividade dos grandes chefs do mundo no seu trabalho de mostrar pratos
sofisticados utilizando produtos regionalizados. Este cenário me orgulha e me
faz querer continuar com meu trabalho de formiguinha, de pesquisar temas
interessantes, fundamentados, para dividir com vocês.
Minhas perspectivas
de futuro para este blog estão cheias de ânimo e com projetos mirabolantes na
cabeça – só preciso encontrar um meio de coloca-los em pratica o mais
rapidamente possível, para acompanhar o ritmo acelerado do mundo.
Hoje, este post está
celebrando minhas Bodas de Flores e Frutos com a blogosfera. Quatro anos de
dedicação que já me trouxeram bons frutos. Um deles, a indicação ao V Prêmio
Top Blog, que escolhe o melhor blog do Brasil. Estamos concorrendo na categoria
gastronomia e esperamos seu apoio nesta votação – que ocorre on line (Para
participar e nos ajudar a estar entre os “grandes” basta você clicar no ícone
de link para a cotação que se encontra no lado superior esquerdo deste blog,
escolher a forma pela qual deseja votar [se por email ou facebook] e realizar
seu voto. Conto com seu apoio. Abaixo segue a imagem do link para facilitar seu
trabalho de busca).
E como não existe
postagem aqui que não tenha uma boa receita e nem uma boa música a receita de
hoje é especialmente diferente, uma torta crua de flores, sementes e frutas
para celebrar estas bodas. Espero que gostem.
Obrigador por sua
atenção,
Continue nos visitando.
Barão de Gourmandise.
Torta
de Bodas de Flores e Frutos do barão de Gourmandise
crosta
1 1/2 xícaras ( 225 g ), amêndoas
1/2 xícara de Sementes de girassol
2 colheres de sopa de sementes de cânhamo
12 tâmaras frescas, sem caroço
2 colheres de sopa de óleo de coco virgem
1 colher de chá de sal marinho
Recheio
1 ½ xícaras de castanha de caju, embebidas no
suco de caju ou em água, por pelo menos 2 horas, ou mais se você tiver tempo
2 limões orgânicos , suco e raspas
1 colher de chá de pó de baunilha aterrada ou
1/2 vagem de baunilha
1/3 xícara de óleo de coco
1/3 xícara de mel ou néctar de agave
1 colher de sopa de rosa mosqueta em pó
(opcional)
cobertura
2 romãs de tamanho médio, sementes
1/3 xícara framboesas congeladas
Suco de 1/2 limão
decoração
Flores comestíveis frescas (flores de capuchinha,
amor-perfeito, borago, viola, calêndula, rosas, rosa mosqueta, dentes de leão,
cravos, lavanda, gerânios, Centáureas, flores de ervilha, lírios de dia,
camomila amarela, pétalas de girassol, etc.)
Preparo:
Fazendo a crosta:
Triture as nozes e sementes em um liquidificador ou processador de alimentos
por cerca de um minuto. Adicione as tâmaras, óleo de coco e sal marinho e
misturar no processador até que tudo esteja bem ligado. Colocar a mistura numa
forma de fundo falso, pressionando bem apenas no fundo da forma. Conservar na
geladeira enquanto faz o recheio. Fazer
o recheio: Aqueça o óleo de coco e o mel em uma panela pequena em fogo
baixo até ficar bem líquido, misture um pouco com a colher para juntar a
mistura. Coloque as castanhas de caju
embebidas, o suco e as raspas de limão, a baunilha, a mistura de óleo de coco
com mel quente e a rosa mosqueta no liquidificador ou processador de alimentos
e bata em alta velocidade até ficar homogêneo e engrossar (tipo maionese - isso
pode demorar alguns minutos). Despeje o recheio sobre a massa e coloque no
freezer por 30 minutos ou até endurecer. Fazer
a cobertura: coloque as sementes de romã, as framboesas e o suco de limão
em um processador ou liquidificador e bata até ficar homogêneo. Despeje a
cobertura por cima do bolo e volta ao freezer por cerca de 30 minutos. Servir a torta: Retire do freezer e
desenforme (fica excelente se retirada 30 minutos antes de servir). Decore com
flores frescas e sirva.
Não sei vocês, mas eu
amo comer batatas - todos os jeitos. Confesso que eu adoro um purezinho de
batata pra comer com um franguinho frito, mas nem só de purê vive um apreciador
de batatas... A ideia que eu tenho é que elas combinam com tudo. E mesmo as
coisas mais simples, se feitas com batatas, ficam com um sabor excelente.
Hoje eu estava
procurando algo assim, simples e excelente, feito com batata, para apresentar a
vocês, e a inspiração meu veio da cidade luz, mais exatamente de um dos
restaurantes mais famosos do mundo, cujo preparo foi inspirado pela beleza de
uma famosa cortesã dos tempos de Napoleão III. Lhes apresento, Les Pommes Anna.
Em 1867 não havia
mulher mais desejada em toda Paris Anna Deslions. Alta. magra de cabelos
vermelhos, com os olhos deslumbrante, arrebatadora, fascinante e não andava
sozinha – como se isso não fosse suficiente! Ela tinha um grupo de amigas
igualmente belas e interessantes, como ela, como a também famosa Cora Pearl,
Céleste Mogador y Blanche d´Artigny.. Juntas, puseram de volta as meia noites
mais quentes e divertidas da cidade luz.
Anna Deslion
Cora Pearl - essa já era nossa conhecida por suas excentricidades. Veja o post sobre ela Clicando aqui
Céleste Mogador
Blanche d´Artigny - obra La Madeleine pénitente, tableau de Paul Baudry (modèle : Marie Ernestine Blanche d'Antigny, dite Blanche D'Antigny)
Como compreenderam,
muitas esposas parisienses notaram de imediato o estranho rapto de seus fieis
maridinhos que, como de costume chegaram mais rápido do que um piscar de olhos
a origem de tão transbordante fonte de produção de adrenalina. A causa: Anna Deslions
e suas amigas, e em coro as batizavam como "As Leoas" - felinas,
perigosas, muito perigosas (deviam ser mesmo [risos]).
Para uma noite de
champanhe e lantejoulas, explodiram deslumbrantes as leoas no Café Anglais e
solicitaram a presença do chef principal para recomendar-lhes o menu. Adolfo
Dugléré saiu da cozinha às pressas para atender ao pedido de suas ocasionais
clientes. Não sabia quem elas eram, mas quando se colocou diante dos encantos
de Anna ficou envolto em uma nuvem de sedução que lhe deixou completamente a
sua mercê.
Depois de recuperar o
fôlego e cheio de inspiração lhes ofereceu um prato novo, inédito, criado
instantaneamente e dedicado a ela, àquela delicada Afrodite com a cabeleira em
chamas e com lábios de cereja pura. Logo depois que ele voltou a sua cozinha,
irromperam uma tropa de garçons por todos os lados trazendo Les Pommes Anna –
que se formos pensar bem, não passa de uma torta de batatas com ervas finas – e
que trouxe uma carga impressionante de sensualidade.
Em toda a França
provavelmente não há prostituta mais lembrada com carinho e profundamente
respeitada como Anna Deslions, que, em 1865, foi considerada pelo crítico
literário Charles-Augustin Sainte-Beuve "como uma verdadeira rainha que
Paris já conheceu".
Ao contrário da
maioria de suas colegas de profissão, a bela e culta Anna nunca cobrou por seus
serviços, contando apenas com os presentes generosos que os seus clientes lhe
davam. Essa prática fazia sentido, porque além de serem generosos com seu
dinheiro, alguns dos seus clientes lhe dava diamantes caros e joias de
esmeralda, um deu-lhe uma casa na Normandia, outro a presenteou com um
apartamento em Londres.
Quando era chegada a
hora de jantar ou de suas "reuniões profissionais", Anna encontrava o
Café Anglais de Paris muito a seu gosto, pois foi neste restaurante popular e
elegante, onde príncipes, imperadores e os favoritos da sociedade se reuniram
tanto para jantar quanto para organizar encontros amorosos, lhe havia uma outra
conveniência: Para Anna, o proprietário, Maurice Chevreuil, adorava tanto Anna
que ele tinha uma sala de jantar privada construída por ela no segundo andar do
restaurante. Além de uma mesa permanente para dois, o quarto também continha um
grande lounge e uma confortável cama de dossel. Chevreuil, um restaurateur
meticuloso, também mantinha uma lista de amantes de Anna, e isso inclui
informações cruciais, como o que cada um de seus amantes gostava de comer e
beber, e em que momento eles tiveram que ser despertado para voltar para casa
com suas esposas.
O famoso Les Pommes
Anna (batatas Anna) foram nomeados em sua honra por Adolphe Duglere, o mais
famoso chef do Anglais. Existem também vários pratos dedicados a
"Annette"(Aninha), e estes também foram mais uma Anna. Na maioria das
circunstâncias sociais haviam formas adequadas para referir-se a esta senhora
bem conhecida da noite como Anna ou Madame Deslions. Só depois de se tornar
íntimo dela é que se tornava apropriado usar a diminitivo de seu nome -
Annette. Diz-se que três reis, 12 imperadores, l8 príncipes e 34 duques
“conheciam” aquela senhora como Annette. De acordo com as listas mantidas pelos
Chevreuil, ela também era conhecida como Annette por duas princesas e várias
atrizes conhecidas da época.
Les Pommes Anna é uma receita clássica da cozinha francesa à
base de batata. A realização deste prato requer apenas ingredientes simples
como batatas de carne firme e manteiga. As batatas são descascadas e cortadas
em fatias finas. As fatias são dispostas sobre o fundo de uma assadeira com
manteiga, em seguida, o molde é preenchido com várias camadas de batatas
cortadas intercaladas com manteiga.
Versões individuais de Les pommes Anna
Tudo é embrulhado em papel alumínio ou
papel manteiga, e assado em forno quente. Depois de cozinhar, o preparo é removido
da assadeira – sua forma assemelha-se a um bolo, é cortado em fatias e,
geralmente, acompanha carnes grelhadas.
Este prato requer uma delicadeza na montagem, muita manteiga e algumas
ervas para dar um quê de especial. Existem muitas receitas modernas, que são um
pouco mais fácil de preparar e muito mais leve na manteiga.
Quanto a sua criação,
datada de 1870, é inegavelmente atribuída ao chefe Adolphe Dugléré, pupilo de Carême, e chef principal Café Anglais, o famoso restaurante de Paris no século
XIX. Como já foi explicado anteriormente, o nome do preparado de batatas e
manteiga foi dado em homenagem a uma famosa cortesã do Segundo Império Frances,
Anna Deslions.
Sobre Dugléré
Adolphe Dugléré
(1805-1884) cozinheiro francês foi aluno do famoso Carême e trabalhava na época
como chefe de cozinha do Barão Rothschild e trabalhou lá até 1848. Ele, então,
assumiu a gestão das cozinhas do restaurante "Les Frères Provençaux",
no Palácio Real.
Em 1866, ele
tornou-se então chefe do "Café Anglais", ao qual seu nome é comumente
ligado. Este café não faz literalmente jus ao nome, pois não apresentava
cobertura ou terraço para que os caminhantes sentassem, e também não era tinha um espaço especial
dedicado ao consumo de bebidas ... Pelo lado de fora a fachada não chamava
atenção, era austera como as ilhas
naturais britânicas. No entanto, este estabelecimento tinha uma reputação
europeia, e se encontrava lá grandes banquetes, almoços e jantares delicados, e
festas regadas a champanhe...
No tempo de Napoleão
III, o "Café Anglais" estava na moda e seus salões particulares
acolhiam uma rica clientela que sempre estava acompanhada de suas
"cocottes".
Les
Pomme Anna
Para 6 personas :
1/2 kg de batata descascada
150 gramas de manteiga derretida
Sal e ervas a gosto
Preparo. Pré-aquecer o forno
a 220°C. Untar um molde/forma para tortas. Cortar as batatas em rodelas finas e
secá-las com um pano limpo e seco – ou
com papel absorvente. Preencher a forma fazendo camadas intercaladas de batata
sobrepostas com sal, erva e manteiga – repetir esta operação até que haja se
esgotado os ingredientes. Cobrir com papel alumínio e assar por 20 minutos.
Depois disso, retirar o papel alumínio e apertar firmemente as batatas com uma
espátula. Baixar a temperatura do forno para 180°C e deixar cozinhando por mais
30 minutos, até que as batatas estejam douradas e crocantes na superfície.
Depois disso, cortar e servir.
Amanhã é dia das
mães... Beijo pra minha mãe – e para todas as mães do mundo. Obrigado pela paciência,
pelos ensinamentos, por tudo. Para este dia não passar em branco, sei que tem gente
que sempre resolve fazer uma receitinha pra impressionar e agradar sua mamãe –
na comemoração pelo seu dia. Então abaixo segue uma receita facílima e que traz
ótimos sorrisos como agradecimento.
No entanto, que tal
se informar um pouquinho sobre como esta comemoração começou?
Alma Parens (Alma Mater), por William Adolphe Bouguereau
O Dia das mães começo assim...
Eu não me canso de
falar que as civilizações antigas ainda nos servem de inspiração, e vem delas muita
das coisas que utilizamos atá os dias de hoje. Não pro acaso, as comemorações
do dia das mães começaram na Grécia antiga, na época em que os deuses ainda
reinavam sobre a terra...
As mais antigas
celebrações do Dia da Mãe remontam às comemorações primaveris da Grécia Antiga,
em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas
comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos,
e as cerimônias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do
nascimento de Cristo.
Reia/Cibele
Durante o século
XVII, a Inglaterra celebrava no 4º Domingo de Quaresma (40 dias antes da
Páscoa) um dia chamado “Domingo da Mãe”, que pretendia homenagear todas as mães
inglesas. Neste período, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe
de casa e vivia com os patrões. No Domingo da Mãe, os servos tinham um dia de
folga e eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe.
À medida que o
Cristianismo se espalhou pela Europa passou a homenagear-se a “Igreja Mãe” – a
força espiritual que lhes dava vida e os protegia do mal. Ao longo dos tempos a
festa da Igreja foi-se confundindo com a celebração do Domingo da Mãe. As
pessoas começaram a homenagear tanto as suas mães como a Igreja.
Nos Estados Unidos, a
comemoração de um dia dedicado às mães foi sugerida pela primeira vez em 1872
por Julia Ward Howe e algumas apoiantes, que se uniram contra a crueldade da guerra
e lutavam, principalmente, por um dia dedicado à paz.
Julia Ward Howe
A maioria das fontes
é unânime acerca da ideia da criação de um Dia da Mãe. A ideia partiu de Anna Maria Jarvis, que em 1904, quando a sua mãe morreu, chamou a atenção na igreja de
Grafton para um dia especialmente dedicado a todas as mães. Três anos depois, a
10 de Maio de 1907, foi celebrado o primeiro Dia da Mãe, na igreja de Grafton,
reunindo praticamente família e amigos. Nessa ocasião, a sra. Jarvis enviou
para a igreja 500 cravos brancos, que deviam ser usados por todos, e que
simbolizavam as virtudes da maternidade. Ao longo dos anos enviou mais de
10.000 cravos para a igreja de Grafton – vermelhos para as mães ainda vivas e
brancos para as já desaparecidas – e que são hoje considerados mundialmente com
símbolos de pureza, força e resistência das mães.
Anna Jarvis
Segundo Anna Jarvis
seria objetivo deste dia tomarmos novas medidas para um pensamento mais ativo
sobre as nossas mães. Através de palavras, presentes, atos de afeto e de todas
as maneiras possíveis deveríamos proporcionar-lhe prazer e trazer felicidade ao
seu coração todos os dias, mantendo sempre na lembrança o Dia da Mãe.
Face à aceitação
geral, a sra. Jarvis e os seus apoiantes começaram a escrever a pessoas
influentes, como ministros, homens de negócios e políticos com o intuito de
estabelecer um Dia da Mãe a nível nacional, o que daria às mães o justo
estatuto de suporte da família e da nação.
Abaixo uma carta de Anna Jarvis em comemoração ao Dia das Mães (Fonte: West Virginia Division of Culture and History. Copyright 2013.)
A campanha foi de tal
forma bem sucedida que em 1911 era celebrado em praticamente todos os estados.
Em 1914, o Presidente Woodrow Wilson declarou oficialmente e a nível nacional o
2º Domingo de Maio como o Dia da Mãe.
Hoje em dia, muitos
de nós celebram o Dia da Mãe com pouco conhecimento de como tudo começou. No
entanto, podemos identificar-nos com o respeito, o amor e a honra demonstrados
por Anna Jarvis anos atrás.
Apesar de ter passado
quase um século, o amor que foi oficialmente reconhecido em 1907 é o mesmo amor
que é celebrado hoje e, à nossa maneira, podemos fazer deste um dia muito
especial.
E é o que fazem
praticamente todos os países, apesar de cada um escolher diferentes datas ao
longo do ano para homenagear aquela que nos põe no mundo.
Em Portugal, até há
alguns anos atrás, o dia da mãe era comemorado a 8 de Dezembro, mas atualmente
o Dia da Mãe é no 1º Domingo de Maio, em homenagem a Maria, Mãe de Cristo
No Brasil a introdução desta data se deu no Rio Grande do Sul, em 12 de maio de 1918, por iniciativa de EULA K. LONG, em São Paulo, a
primeira comemoração se deu em 1921. A
oficialização se deu por decreto no Governo Provisório de Getúlio Vargas, que
em 5 de maio de 1932, assinou o decreto nº 21.366.
Em 1947, a data foi
incluída no calendário oficial da Igreja Católica por determinação do Cardeal
Arcebispo do Rio, Dom Jaime de Barros Câmara.
Torta
de nozes
1 xícara de nozes moídas
1 1/2 xícara de açúcar
1/2 xícara da manteiga
1/2 xícara de leite
2 colheres (sopa) de chocolate em pó
1 colher (sopa) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de sal
4 ovos
1 1/4 de xícara de farinha de trigo
Recheio
12 gemas
20 colheres (sopa) de açúcar
150g de ameixas pretas sem caroço
150g
de passas de uva
Preparo: Misture o açúcar com manteiga, adicione
as gemas, o leite, as nozes, o sal e o chocolate em pó e misture. Acrescente,
aos poucos, a farinha de trigo peneirada com o fermento em pó. Bata as claras
em neve até que fiquem firmes. Junte à massa, misturando delicadamente. Ponha a
massa em uma fôrma redonda untada. Leve ao forno pré-aquecido, em temperatura
média. Para o recheio, leve o açúcar ao fogo com água até formar uma calda
em ponto de fio. Retire do fogo, junte as gemas peneiradas, misture e volte ao
fogo, mexendo até engrossar. Adicione as ameixas e as passas. Utilize como
recheio e cobertura.
Sei que alguns
confrades podem estar se perguntando o que tem acontecido comigo para
justificar as poucas publicações no blog recentemente. De fato, muita coisa
aconteceu, mas o que importa é que, entre um obstáculo e outro, estou aqui
novamente trazendo mais uma delícia gastronômica.
Desta vez para dar
uma sugestão encantadora para aqueles que estão procurando algo atraente e
delicioso para homenagear sua mamãe no dia dela, neste feriado de maio que se
aproxima. De antemão, acredito que vai ter gente reclamando da receita, porque
hoje em dia as pessoas querem se deleitar com algo diferente mas, não querem
ter trabalho.
E mesmo com a
praticidade globalizada do mundo que envolve as padarias e confeitarias de
hoje, raramente se encontra algo que realmente impressione o paladar – é tudo a
mesma coisa, com o mesmo gosto... E eu acho inteiramente prazeroso uma aventura
na cozinha, enquanto as pessoas fogem dela, como o diabo foge da cruz, e lotam
as padarias de encomendas – e isso, no fim das contas, faz com que a grande
maioria coma aquele velho “bolo de padaria”. ( Não estou aqui reclamando das
padarias/confeitarias, acho até que isso é uma solução rápida e prática para os
que não se preparam pra certas ocasiões. O problema é que com esta facilitação
as pessoas não estão dispostas a fazer um prato com todo o carinho que a época
merece...)
Por este motivo hoje
eu vim dar uma de minhas contribuições para aqueles aventureiros audaciosos, de
uma forma ou de outra, já estão querendo impressionar com uma surpresinha culinária.
E para tanto fui me inspirar num costume de um império que me deslumbra até
hoje.
A minha ligação com o
Império Austro-Húngaro é quase inexplicável. Admiro muitas coisas daquele
tempo; personagens ilustres que me remetem a histórias incríveis; os clássicos
cafés de Viena; uma cultura cheia de música, banhada pelo Danúbio, elegante e
requintada que espalhou pelo mundo, dentre as realezas, muitos de seus nobres –
inclusive pelo Brasil.
Eu poderia ficar
horas divagando essa minha admiração, sobretudo por Viena, Áustria, mas quero
ser sucinto, tentando achar um vetor que possa simplificar toda esta admiração.
E eu encontrei o que procurava em hábito daquele povo que perdura até os dias
atuais.
Dentre os muitos
costumes austro-húngaros relatados por muitos historiadores, um deles me
encanta muitíssimo, por motivo obvio: eu sou formiga! (Vocês que me acompanham
já sabem bem disso)... Mas como eu ia dizendo, eu repito, dentre os costumes
austro-húngaros existe um (talvez o meu
preferido) que trata da importância de
oferecer doces às visitas, como um gesto carinhoso de boas-vindas e “Volte
sempre”.
O que me deixa mais
excitado é que a confeitaria austro-húngara é considerada como uma das mais
refinadas do mundo. Tanto que muito dos doces franceses são construídos em cima
de técnicas e de receitas austríacas. E existem muitas referencias históricas
ao Império dos Habsburgos que estão associadas à tradição da confeiteira – como
a criação da Dobostorte, que foi primeiramente ofertada ao imperador Francisco José
I e à imperatriz Elisabete (“Sissi”), e que depois viajou por toda a Europa e
hoje é motivo de festa na Hungria – ela faz meus olhos brilharem como diamantes
e minha barriguinha agradece.
Sissi, Imperatriz.
Dobosh ou Dobos Torte
foi introduzido pela primeira vez na Exposição Geral Nacional de Budapeste, em
1885, e o imperador Franz Joseph I e sua Imperatriz Elisabeth foram os
primeiros a se deliciarem com seu gosto. A torta logo se tornou popular em toda
a Europa, porque era diferente de todas as outras. Era simples e elegante e com
multicamadas. Um outro segredo era o seu recheio, feito com base num creme de
manteiga com chocolate que era pouco conhecido naquela época – àquele tempo os
recheios de bolos e as coberturas eram feitos geralmente com creme de
pasteleiro ou chantilly. O creme de manteiga e chocolate e a massa do bolo
foram ambos inventados por Jozsef C. Dobos.
O criador - József C. Dobos (1847–1924)
A criatura - Dobostorte (versão mdoerna)
Dobos viajou pela
Europa e introduziu a torta por onde quer que fosse. Por um longo tempo ele
manteve a receita confidencial, até 1906 quando se aposentou e deu a receita
original para o Budapest Confectioners' and Gingerbread Makers', Chamber of
Industry (Conselho de fabricantes de Gingerbread e Confeiteiros de Budapeste,
na câmara da indústria de Budapeste), com a recomendação de que qualquer membro
daquela associação estaria livre para usá-lo. Dobos Torte é conhecido em todo o
mundo e há mais de uma centena de variações da receita. É uma torta comumente
encontrada em hotéis de luxo, restaurantes e confeitarias luxuosas pelo mundo. (Outra famosa sobremesa húngara criada na mesma época é o Rigo Jancsi, com características
particulares, já publiquei sobre ele Clique aqui para ler.
A receita original para Dobos Torta
Dobos cake at Gerbeaud Confectionery Budapest, Hungary. Photo by Bruce Tuten
Ao confeiteiro e
escritor erudito József C. Dobos (1847-1924) – credita-se a invenção do
primeiro bolo com creme de manteiga (1885) onde durante uma exposição em
Budapeste. Seu objetivo principal na criação d Dobostorte era projetar um bolo
que poderia ter uma vida útil mais longa do que os bolos normais, naqueles
tempos, refrigeração ou quaisquer técnicas de arrefecimento eram em sua maioria
estrangeiras e ainda caras- ou raras; Assim, o caramelo, que é uma parte
integrante do bolo, foi introduzido na receita com o único propósito de impedir
que o alimento secasse.
A receita
original de József C. Dobos está escrita em húngaro e segue abaixo:
„1 db. 22 cm átmérőjű
tortához kell 6 db piskótalap. Receptje: 6 tojássárgáját jól kikeverünk 3 lat
(5 dkg) porcukorral, 6 db tojásfehérjét felverünk habnak, jó keményre, 3 lat (5
dkg) porcukorral, utána összekeverjük a kikevert sárgáját, 6 lat (10 dkg)
liszttel és 2 lat (3 és fél dkg) olvasztott vajjal. Egy tortához szükséges krém
összeállítása: 4 db egész tojás, 12 lat porcukor (20 dkg) 14 lat (23 és fél
dkg) teavaj, 2 lat szilárd kakaómassza (3 és fél dkg), 1 lat vaniliáscukor (1,7
dkg) 2 lat kakaóvaj (3 és fél dkg), 1 tábla csokoládé (20 dkg). A fenti 4
tojást, 12 lat porcukrot gázon felverünk és ha meleg, addig keverjük a gázról
levéve, amíg ki nem hűl. 14 lat vajat jól kikeverünk, 1 lat vaniliáscukrot
teszünk bele, 2 lat olvasztott kakaóval és 2 lat olvasztott kakaóvajjal
összekeverjük, a 12 lat felmelegített puha állapotában levő táblacsokoládét is.
Ezután a hideg tojásos masszával összeöntjük és jó átkeverés után 5 lapot
összetöltünk, a hatodikat áthúzzuk dobos cukorral és 20 részre vágjuk ” – Dobos C. József: A Dobostorta receptje
A dobostorte foi umas
das sobremesas da moda no século XIX. Sabe- se que o Sr. Dobos aprendeu o
oficio de confeiteiro com o pai, dono de uma famosa loja em Budapeste,
especializada em alimentos gourmet (empreendimento que , por sinal, ganhou a
confiança dos clientes luxuosos com seus cuidados no transporte de alimentos. A
loja rotineiramente se caracterizava pela variedade de produtos finos, como ter
por exemplo mais de 60 tipo de queijos importados, assim como vinhos
estrangeiros, pães, etc. O perfil elevado do empreendimento, continuou quando Dobos
herdou o mesmo do pai, muitas vezes o levou à exposições internacionais de
alimentos, de modo que ele se tornou, por sua vez, o que nós consideramos hoje
em dia como um chef celebridade/ empresário de alimentos.
Numa dessas
exposições, com uma criação inovadora, Dobos resolveu dar seu próprio nome para
batizar uma torta elegante, onde um creme de manteiga com chocolate fez toda a
diferença - num momento em que a maioria dos bolos recebia glacês de chantilty
ou cremes cozidos, ou ainda uma mistura de cremes.
Sabe-se ainda que
Dobos trouxe a receita do creme de manteiga com ele a partir de uma de suas
muitas viagens exploratórias - neste caso, uma viagem pela França - e, pouco
depois introduziu o bolo na Exposição Geral Nacional de Budapeste, em 1885, como
dos produtos diletos de sua loja. Devido a toda essa publicidade (por isso se
tornou um favorito do Imperador e Imperatriz da Áustria-Hungria), pessoas em
cidades de toda a Europa começaram a pedir a torta, mas se recusou a Dobos
licenciar a receita.
Café Gerbeaud em Budapeste, um dos melhores melhroes confeitarias e casas de café da Europa.
Em vez disso. Dobos
desenvolveu um recipiente especial para que ela pudesse ser seguramente
transportada, e "o bolo com a receita secreta" logo começou a
aparecer em todas as grandes capitais europeias.
Na verdade, na
verdade Dobos excursionou com o bolo, pessoalmente, introduzindo-o em cidade
após cidade, até o momento em que resolveu doar a recita e fazer com que ela se
espalhasse ainda mais pelo mundo.
A torta em si é
simples de fazer. Trata-se de seis camadas de massa individualmente assadas (há
alguma controvérsia sobre isso, mas a receita original, em Budapeste, diz que
se deve usar cinco camadas finas de massa, e que estas nunca devem ser cortadas
de único bolo); o creme de manteiga com chocolate deve ser feito com o melhor
chocolate; e uma camada de caramelo cristalizado que cobre a torta deve estar
impecável.
Com isso, deixo aqui
o desafio de vocês, caros amigos, se aventurarem nesta empreitada para fazer
esta torta. Sei que existem por ai algumas versões comerciais dela, mas não é a
mesma coisa. Então boa sorte e bom trabalho para aqueles que resolverem se
aventurar, e me mandei fotos dos seus experimentos.
Dobostorte
Ingredientes:
Massa:
Manteiga para untar
6 ovos, separar gemas das claras
2/3 xícara de açúcar de baunilha *
1 xícara de farinha de trigo peneirada
Creme
de manteiga e chocolate:
180 gramas de chocolate meio amargo
3 colheres de sopa de café forte
1 xícara de manteiga
1 xícara de confeiteiro abaunilhado
3 ovos
Esmalte
de caramelo
1 xícara de açúcar granulado
Preparo: * BAUNILHA AÇÚCAR -
Açúcar granulado de baunilha ou açúcar de confeiteiro baunilha 'deve ser usado
como indicado. Ele dá um sabor muito mais delicado do que o açúcar, por ter
extrato de baunilha, já a encontra-se pronto em supermercados. Mas se você não
tem açúcar de baunilha à mão, inclua no açúcar algumas gotas de extrato de
baunilha. Bolo: Prepare seis
assadeiras de 22cm de diâmetro e 9 polegadas de altura (aquelas formas
baixinhas, tipo de pizza) para assar a massa: corte 6 círculos de papel manteiga
e unte-os com manteiga na parte inferior de cada um. Reserve. Pré-aqueça o
forno a 400 graus. Bata as claras em neve com uma pitada de sal até espumar;
continue batendo até obter picos firmes. Reserve. Usando uma batedeira, bata as
gemas e o açúcar juntos até virar uma espuma clarinha e espessa. Em seguida
misture a farinha que deve ter sido peneirada e bata até crescer de volume. Com
isso feito desligue a batedeira e com uma colher misture as claras com cuidado
até a massa ficar leve e uniforme. Divida a massa igualmente nas seis formas
anteriormente preparada e leve ao forno para assar durante 10 a 12 minutos ou
até que o bolo comesse a mudar de cor. Depois de assados desenforme
cuidadosamente, retire o papel manteigas e reserve. Creme para o Recheio e cobertura: batas os ovos com o açúcar em
banho-maria até ficar bem quente, cuidado pra não virar omelete. Em seguida
coloque a mistura na batedeira e bata até virar uma espuma leve. Derreta o
chocolate com o café e a manteiga em banho-maria, reserve. Quando a mistura de
ovos e açúcar estiver espessas junte o chocolate derretido e bata mais até
virar um creme leve e macio. Mantenha-o na geladeira até a hora de usar. Montagem: intercale uma camada de massa
com o recheio do crme de manteiga e chocolate até completar as seis
camadas. Cubra a torta com o restante do
recheio. E reserve. Esmalte: Corte
um circulo de papel manteiga do tamanho da forma em que assou as massa, passei
manteiga num dos lados e reserve. Derreta o açúcar até ponto de bala, desligue
o fogo e derrame a calda ainda quente sobre o circulo de papel amanteigado,
espalhe com uma espátula e deixe esfriar (caso queira pode cobri diretamente o
bolo fazendo sua ultima camada só com o esmalte). Ainda morno, Com uma faca
oleada ou manteiga, rapidamente cortar a camada de caramelo em triângulos (dá
uns 12 ou 16) antes de o caramelo endurecer. Com eles secos, retire do papel e
decore a torta.
Eu acordei com uma
chuva que tinha a cara de Londres!Acho
que a chuva queria me dizer algo – que só entendi quando liguei o notebook e li
que a Dama de Ferro havia falecido esta manhã. Sei que tem muita gente por aí que
não ia muito com a cara dela – nem com as atitudes que ela tomou num passado
não tão distante. Mas eu acredito que, de alguma forma, ela melhoroua Inglaterra.
Assim sendo, o post
de hoje vem trazendo a receita do doce preferido da baronesa Thatcher – sim,
ela tinha títulos de nobreza.
Descobri faz pouco
tempo a receita da Banoffee Pie, uma delícia. Fui investigar um pouco e a única
coisa que descobri é que esta torta num restaurante chamado Hungry Monk (O
Monge Faminto), antigo cottage perto do vilarejo de Alfriston no Sussex. A
sobremesa é uma torta à base de banana e toffee (donde o seu nome), que ao que
muitos sabiam era o doce preferido de Margaret Thatcher.
Dizem os historiadores que a Banoffee Pie é
uma sobremesa de origem Inglesa datada de 1972, em que o seu nome foi
construído com a junção das palavras "banana" e "toffee"
(que neste caso é o leite condensado cozido na panela de pressão). Veja a
receita no fim deste post.
Mais sobre Margaret Thatcher
A
ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher morreu na manhã desta
segunda-feira em Londres, aos 87 anos, após sofrer um derrame. Thatcher foi a
primeira mulher a ocupar o posto de primeiro-ministro no país, e permaneceu no
cargo de 1979 a 1990, pelo Partido Conservador.
"É com grande
tristeza que Mark e Carol Thatcher anunciam que sua mãe, a baronesa Thatcher,
morreu pacificamente após um derrame nesta manhã", disse o porta-voz da
ex-premiê, Lord Bell.
Thatcher foi uma das
mais influentes figuras públicas do século 20. Seu legado teve um efeito
profundo nas políticas de seus sucessores, tanto conservadores como
trabalhistas, enquanto seu estilo considerado radical e agressivo definiu seus
11 anos no comando da Grã-Bretanha.
Durante seu governo
conservador, milhares de britânicos conseguiram comprar casas populares e ações
de empresas recém-privatizadas nas áreas de energia e telecomunicação. Mas sua
rejeição à chamada "política de consenso" fez dela uma figura
desagregadora, e a oposição ao seu governo culminou com rebeliões nas ruas e
dentro de seu próprio partido.
Margaret Hilda
Thatcher nasceu em 13 de outubro de 1925 no condado de Lincolnshire, filha de
um dono de mercearia, que era pregador metodista e político local. Ele teve
enorme influência na vida da filha - bem como nas políticas que ela adotou. "Devo
quase tudo a meu pai, de verdade", ela diria mais tarde. Thatcher estudou
Química em Oxford, com o auxílio de uma bolsa de estudos, e se tornou a
terceira mulher a presidir a Associação Conservadora da universidade.
Jovem candidata
Depois de se formar,
trabalhou para uma empresa de produtos plásticos e se envolveu em um grupo
político conservador, até que, a partir de 1949, começou a concorrer a cargos
no governo local em Kent. Mesmo sem vencer, ela
atraiu atenção da imprensa por ser a mais jovem candidata eleitoral
conservadora da História. Em 1951, ela se casou com o empresário divorciado
Denis Thatcher, com quem teve os gêmeos Mark e Carol, dois anos depois.
Em 1959, finalmente
obteve um assento no Parlamento britânico. Foi nomeada logo em seguida
ministra-júnior e, após a derrota dos conservadores em 1964, entrou para o
"shadow cabinet" (gabinete de oposição que monitora o trabalho do
governo).
Ganhando proeminência
no partido, Thatcher passou a fazer campanha vigorosa contra impostos no
governo trabalhista e a favor da construção de casas populares.
Quando o conservador
Ted Heath foi eleito premiê, em 1970, Thatcher foi promovida a secretária da
Educação e ordenada a reduzir os gastos da pasta. Um dos cortes resultou no fim
de uma campanha de leite gratuito nas escolas, o que gerou fortes críticas dos
trabalhistas e o apelido de "Margaret Thatcher, milk snatcher" (algo
como ladra de leite).
Ela própria havia se
oposto ao corte dos subsídios para a compra do leite. Depois do episódio,
escreveu: "Aprendi uma lição valiosa. Incorri no máximo de ódio político
(em troca) do mínimo de benefício político".
Primeira-ministra
O governo Heath,
afetado pela crise do petróleo de 1973, caiu no ano seguinte. Crítica da
condução da economia promovida pelo premiê, Thatcher disputou com ele a
liderança do partido em 1975 e, para surpresa geral, venceu. Tornou-se a
primeira mulher a liderar um partido de grande porte na Grã-Bretanha.
Margaret Thatcher, Líder da oposição, 18 de setembro de 1975
Logo começou a deixar
sua marca na política. Um discurso de 1976 contra as políticas repressoras
aplicadas na antiga União Soviética lhe rendeu o apelido de "Dama de
Ferro"- título que lhe agradava.
Quando o premiê
trabalhista Jim Callaghan recebeu um voto de desconfiança do Parlamento, o
Partido Conservador venceu as eleições gerais em 1979, e Thatcher foi alçada ao
poder.
Livre mercado
Como
primeira-ministra, ela estava determinada a moralizar as finanças públicas, e
partiu para a redução do papel do Estado e o incentivo ao livre mercado.
O controle da
inflação era uma meta central do governo, que introduziu um corte radical nos
gastos e nos impostos. Privatizou empresas estatais, fomentou a compra de casas
populares e aprovou leis para coibir a militância sindical.
As novas políticas
monetárias fizeram do centro financeiro de Londres um dos mais vibrantes e
bem-sucedidos do mundo.
Em busca de um país
mais competitivo, antigas indústrias foram desativadas. O desemprego cresceu. Apesar
de pressão popular, Thatcher não cedia. Em uma conferência partidária de 1980,
ela declarou: "Aos que esperam por uma guinada, só tenho uma coisa a
dizer: dêem a guinada se quiserem. Essa dama não volta atrás".
No fim de 1981, sua
taxa de aprovação havia caído para 25%, nível mais baixo registrado para
qualquer premiê até então. No ano seguinte, a economia iniciou sua recuperação
e, com isso, cresceu a popularidade de Thatcher.
Guerra e terceiro mandato
A aprovação deu um
salto maior em abril, com sua guerra contra a Argentina pelas ilhas Malvinas,
vencida em 14 de junho. A vitória bélica,
somada a desarranjos no Partido Trabalhista, resultaram em nova vitória
conservadora nas eleições de 1983. Nessa época, Thatcher
enfrentou desafios na Irlanda do Norte, como greves de fome de membros do IRA
(Exército Republicano Irlandês), e manteve uma abordagem linha-dura perante o
grupo.
Em outubro de 1984, o
IRA detonou uma bomba numa conferência do Partido Conservador em Brighton,
deixando quatro mortos e dezenas de feridos.
Em resposta, Thatcher
declarou: "Este ataque falhou. Todas as tentativas de destruir a
democracia com terrorismo falharão".
Sua política externa
era focada em reconstruir laços externos da Grã-Bretanha. Teve como parceiro o
presidente americano Ronald Reagan, com quem compartilhava opiniões semelhantes
sobre a economia, e manteve uma aliança improvável com Mikhail Gorbachev,
presidente soviético reformista.
Ronald Reagan, Margaret Thatcher, Nancy Reagan e Denis Thatcher, em recepção na Casa Branca, em 1988.
Ante a
desestruturação do Partido Trabalhista, a premiê foi, de forma inédita, eleita
para um terceiro mandato em 1987.
Uma de suas primeiras
ações foi impor uma taxação sobre serviços públicos, que despertou uma forte
onda de protestos violentos no país e insatisfação dentro do próprio Partido
Conservador. Mas o que acabou levando a sua queda foi a questão da unidade do
continente europeu.
Após um debatido
simpósio sobre o euro ocorrido em Roma, Thatcher ela rechaçou a possibilidade
de aumento de poder da comunidade europeia. Após a saída de importantes membros
de seu gabinete e sob pressão do partido, a premiê disse se sentir traída e
anunciou sua renúncia em novembro de 1990. John Major foi eleito para
sucedê-la.
Títulos de nobreza
·Lady
Thatcher, MO, MP (4 de Fevereiro de 1991 - 16 de Março de 1992).
·Lady
Thatcher, OM (16 de Março de 1992 - 26 de Junho de 1992)
·A
Baronesa Thatcher, MO, PC (26 de Junho de 1992 - 22 de Abril de 1995).
·A
Baronesa Thatcher, LG, MO, PC (22 de Abril de 1995 - 08 de abril de 2013).
·Baronesa
Thatcher de Kesteven, título nobiliárquico de Baronesa, que em 1992, foi-lhe
concedido pela Rainha Elizabeth II dando-lhe um lugar na câmara dos Lordes.
Legado
Após deixar o poder,
ela recebeu o título de baronesa, escreveu dois livros de memórias e se manteve
ativa na política, fazendo campanha contra o Tratado de Maastrich (que
pavimentou terreno para a adoção do euro) e contra a política sérvia de limpeza
étnica na Bósnia.
Foi forçada a reduzir
sua atuação pública em 2001, quando sua saúde começou a se deteriorar. Após
sofrer uma série de pequenos derrames, seus médicos advertiram contra aparições
públicas, nas quais ela se revelava cada vez mais fragilizada. Além disso,
Thatcher sofria de problemas mentais, que afetavam sua memória de curto prazo.
Em 2003, seu marido
Denis morreu aos 88 anos de idade. "Ser primeira-ministra é um trabalho
solitário. (...) Mas com Denis ali eu nunca estava sozinha. Que homem. Que
marido. Que amigo", disse ela, na ocasião, em um discurso emocionado.
Para seus críticos,
Thatcher foi uma política que colocou o livre mercado acima de tudo. Foi
acusada por muitos de deixar que parte da população pagasse o preço por
iniciativas que aumentavam o desemprego e geravam distúrbios sociais.
Para seus
simpatizantes, a ex-premiê reduziu o tamanho de um Estado inflado e a
influência dos sindicatos, além de restaurar a força britânica no mundo. Acima
de tudo, ela foi uma política de opiniões firmes. Sua crença de que não deveria
ceder em suas convicções mais enraizadas foi sua maior força e, ao mesmo tempo,
sua maior fraqueza, diziam muitos.
Sua filosofia pode
ser ilustrada por uma entrevista que deu em 1987. "Acho que passamos por
um momento em que muitas crianças e pessoas foram levadas a crer que 'se tenho
um problema, cabe ao governo lidar com ele'. 'Sou sem-teto, o governo tem de me
dar uma casa. Eles (as pessoas) jogam seus problemas sobre a sociedade, e quem
é a sociedade? Isso não existe! (...) É nosso dever cuidar de nós mesmos e
então ajudar a cuidar de nossos vizinhos. A vida é um negócio recíproco, e as
pessoas mantêm em mente os direitos, (mas) sem as obrigações." Fonte: Folha/Uol
Banoffee
Pie
Para a
massa:
Biscoito maria, 400 g
Manteiga integral sem sal, 200 g
Para o
recheio 1:
Doce de leite, 350 g (pode ser comprado
pronto ou aquele cozido na panela de pressão, o importante é que seja
consistente)
Creme de leite fresco, 150 ml
Para o
recheio 2:
Bananas nanicas maduras, 12 unidades
Manteiga integral, 2 colheres (sopa)
Para o
recheio 3:
Chocolate meio amargo, 200 g
Creme de leite fresco, 150 ml
Para a
cobertura:
Cream cheese, 300 g
Açúcar de confeiteiro, 60 g
Suco de limão, ½ colher (chá)
Creme de leite fresco, 250 g
Preparo: Passe o biscoito
pelo processador ou bata no liquidificador até virar uma farinha fina. Derreta
a manteiga e junte à essa farinha de biscoito. Depois, em uma fôrma de fundo
removível, disponha a mistura e aperte bem, formando uma camada de 1 cm de
espessura. Leve ao forno a 180ºC por 15 minutos. Recheio 1 - Bata o creme de
leite em ponto de chantili e misture delicadamente ao doce de leite. Reserve. Recheio
2 - Doure rapidamente as bananas com a manteiga em uma frigideira. Reserve. Recheio
3 - Primeiro aqueça o creme de leite. Em seguida, junte o chocolate ao creme de
leite aquecido e mexa até formar uma massa lisa e brilhante. Cobertura - Bata o
cream cheese com o açúcar e o suco de limão. Separadamente, bata o creme de
leite em ponto de chantili. Montagem da torta - Coloque uma fina camada de
ganache de chocolate sobre a massa.Adicione o doce de leite e cubra com as
bananas douradas. Finalize com a cobertura e leve à geladeira por 3
horas.Decore com raspas de chocolate