quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Christmas Ham ou Yule Ham: A origem do Pernil de Natal e suas Influências mitológicas

Quando criança, eu adorava passar o dia assistindo desenhos animados. E quando surgia um daqueles desenhos com personagens da Antiguidade, ou da Idade Média, eu ficava me imaginando comendo aqueles 'porcos' assados, apresentados com uma maçã na boca, geralmente, servidos em castelos. Aqueles 'porcos' assados com maçãs vermelhas brilhantes  sempre me pareceram apetitosos. Mais tarde descobri que aquele tipo de porco que via nos desenhos era, na verdade, javali.

Digo isso porque, hoje, eu sem querer, passei pelo desenho do Asterix, no YouTube, e assisti a um episódio onde o viking atrapalhado corria atrás de um javali, seu prato preferido. O javali, parente dos porcos, tem uma carne suculenta como tal.






 Daí, lembrei-me de outra delicia preparada no Natal que foi adotada a partir das antigas tradições pagãs nórdicas: o pernil / o presunto de natal.


Se você estiver familiarizado com a história do cristianismo, ou pelo menos com uma versão confiável dela, você deve saber que para converter as pessoas do paganismo para o cristianismo, as autoridades da Igreja Cristã acharam conveniente assimilar os antigos costumes pagãos com as novas tradições cristãs. Por exemplo, vamos lembrar que o canto de músicas natalinas não era originalmente parte das tradições cristãs, pois eram malvistos por se tratar de um rito oriundo de festas pagãs. Na verdade, hinos à serviço da igreja foram proibidos até que em 1223 São Francisco de Assis apresentou hinos da Natividade durante Missa do Galo, e essa prática pegou.

Em seu livro "Deuses e Mitos do Norte da Europa", a Dra. Hilda Roderick Ellis Davidson, antiquarista e acadêmica inglesa, afirma que até o século XII, o cristianismo foi bem enraizado na Europa, embora lendas e práticas do paganismo também tenham sobrevivido. O Natal comemorado em 25 de dezembro, as festas no meio do inverno e a prática de servir presunto transcendeu a assimilação das religiões antigas.

Sabe-se, que o pernil de javali já era usado pelos povos nórdicos e germânicos como um tributo a Freyr, deus escandinavo associado as colheita e a fertilidade, que tinha o javali como um de seus animais de representação.

Freyr

[Na antiga tradição nórdica ]  era um sacrifício realizado com o intuito de implorar a Freyr para ele lhes  mostrar dádivas  para um novo ano. ....A cabeça de javali com maçã na boca, era levada para o salão de banquetes em um prato de ouro ou de prata ao som de trombetas e as canções dos trovadores (Berger, Pamela (1985). The Goddess Obscured: Transformation of the Grain Protectress from Goddess to Saint. Boston: Beacon Press. pp. 105-112.)

A literatura traz algumas citações onde folcloristas e historiadores[1] constatam que o presunto de Natal teria, na verdade, origens na Inglaterra:

[Essa tradição [que] foi iniciada com toda probabilidade na Ilha da Grã-Bretanha pelos anglo-saxões, embora o nosso conhecimento venha substancialmente de tempos medievais.... (Berger, Pamela (1985). The Goddess Obscured: Transformation of the Grain Protectress from Goddess to Saint. Boston: Beacon Press. pp. 105-112.)

Em " The Goddess Obscured: Transformation of the Grain Protectress from Goddess to Saint  - A Deusa Obscura: Transformação do Grande Protetora de Deusa para Santa", de Pamela Berger, vai mais longe quando afirma que Santo Estevão pode ter herdado o simbolismo dos cavalos e a tradição do presunto de Natal de velhas práticas pagã. 

Santo Estevão foi primeiro mártir da Igreja Cristã. Foi apedrejado até a morte depois de ter sido considerado culpado por blasfêmia pelo Sinédrio (Conselho Judaico) e São Paulo aparece com destaque na sua lapidação. Paulo, um judeu antes de sua conversão ao cristianismo, assistiu ao apedrejamento com a aprovação - como está descrito em Atos 22:20.

Santo Estevão  - relíquia bizantina.
O dia de Santo Estêvão é 26 de dezembro (27 de dezembro no Cristianismo oriental). Na arte cristã ocidental, ele é freqüentemente representado sendo apedrejado por uma multidão, ou como um jovem carregando três pedras e uma palma. Na arte sueca Estêvão, com o nome de Stephen, é mostrado trazendo uma cabeça de javali para um banquete de Yule, comemoração realizada desde os tempos de Freyr e muito parecida com as festas de Natal - este elemento extra-canônico sobreviveu da religião pagã.  

Outra referência aos tempos do paganismo vêm dos antigos romanos que também comiam javalis durante a Saturnália, em honra do Adônis, o deus que foi morto por um javali e cujo aniversário supõe que seja em 25 de dezembro.

Adônis e Vênus
O javali tem significado tão importante para as celebrações natalinas que em 1521 foi criada a musica A cabeça do javali de Natal, cantada na Inglaterra nos jantares de Natal, enquanto a cabeça de um javali era mostrada em um prato.


O costume ainda é observado, em cada Natal do Queen's College, Oxford. – tradição remanescente da ocupação romana da Grã-Bretanha. Apreciem:


Com isso a gente fica imaginando que realmente nada se perde no tempo, e que tudo pode ser reaproveitado se tiver interesse para isso. Quem tiver interesse sobre os personagens mitológicos apresentados no texto, depois da receita de pernil para o natal, seguem algumas linhas sobre eles. 


Pernil de Natal

1 pernil desossado (cerca de 3 kg)
200 g de manteiga
meia colher (chá) de pimenta-do-reino
meia colher (chá) de louro em pó
5 dentes de alho amassados
1 xícara (chá) de suco de limão
4 tabletes de Caldo de Carne
Molho
4 cebolas fatiadas
3 colheres (sopa) de aceto balsâmico
2 colheres (sopa) de açúcar
fruta fresca para decorar

Preparo
Limpe o pernil, tirando a gordura aparente. Faça furos profundos com um garfo. Em uma tigela, misture a manteiga com a pimenta-do-reino, o louro e o alho. . Besunte o pernil com a manteiga temperada. Coloque em uma assadeira grande e despeje o suco de limão e o Caldo de carne dissolvido em duas xícaras (chá) de água fervente. Deixe-o tomar gosto por cerca de 12 horas, virando-o na metade do tempo. Leve ao forno médio-alto (200ºC), preaquecido, por cerca de 2 horas. Vire-o na metade do tempo. Se necessário, despeje mais água no fundo da assadeira. Molho: Retire a carne da assadeira. Coloque a assadeira sobre a chama do fogão, despeje uma xícara (chá) de água, as cebolas, o aceto balsâmico e o açúcar. Mexa, raspando o fundo da assadeira delicadamente. Ferva por cerca de 5 minutos ou até as cebolas estarem macias e engrossar o molho. Sirva o pernil decorado com as frutas e o molho em uma molheira. Dica: - A carne de porco deve ser sempre bem assada. Para saber se já está no ponto certo, fure-o com um espeto ou uma faca com ponta na parte mais carnuda do assado. Se a carne estiver no ponto, deverá verter um suco claro, sem nenhum tom rosado.

Para os curiosos

Frey, Frei, Freyr ou Freir é filho de Njord e irmão de Freya, e está casado com a gigante Gerda. É um deus representado como belo e forte que comanda o tempo e a prosperidade, a fertilidade, a alegria e a paz. É o deus chefe da agricultura. É o patrono da fertilidade, o soberano dum país chamado Álflheimr, reino dos elfos da luz (ljósálfar), que são os responsáveis pelo crescimento da vegetação. O Skirnismál (“A Balada de Skirnir”) nos informa que Frey é filho de Njörðr (Njord), o deus da fertilidade. É portanto um deus dos Vanir. Seu cavalo salta qualquer obstáculo e a sua espada mágica, forjada por anões, move-se sozinha nos ares desferindo golpes mortais, mesmo se for perdida em combate. É senhor de um javali de ouro chamado Gulinbursti, criação dos anões Brokk e Sindri, que conduz um carro como se fosse puxado por cavalos, e cujo brilho reluz na noite. Tem também um navio, Skidbladnir (Skidbladnir), que é tão grande que nele cabem todos os deuses, mas pode ser dobrado e guardado na algibeira. É uma das mais antigas divindades germânicas junto com Freyja e Njörðr, e seu nome significa “senhor". Apesar de ser um deus pacífico, Frey está destinado a lutar contra Surtur na batalha de Ragnarok. Nesta luta não poderá utilizar a sua espada mágica, porque a deu ao seu escudeiro, Skirnir.

Adônis, nas mitologias fenícia e grega, era um jovem de grande beleza que nasceu das relações incestuosas que o rei Cíniras de Chipre manteve com a sua filha Mirra. Adônis passou a despertar o amor de Perséfone e Afrodite. Mais tarde as duas deusas passaram a disputar a companhia do menino, e tiveram que submeter-se à sentença de Zeus. Este estipulou que ele passaria um terço do ano com cada uma delas, mas Adônis, que preferia Afrodite, permanecia com ela também o terço restante. Nasce desse mito a ideia do ciclo anual da vegetação, com a semente que permanece sob a terra por quatro meses.

Vênus e Adônis
Conta Thomas Bulfinch em O LIVRO DE OURO DA MITOLOGIA a lenda de Vênus e Adônis.
Brincando, certo dia, com seu filho Cupido Vênus feriu o peito em uma de suas setas. (Se alguém fosse ferido pela flecha de Cupido, ou Eros ou Amor, apaixonava-se pela primeira pessoa que visse).
Afastou a criança mas a ferida era mais profunda do que pensara. Antes de curá-la, Vênus viu Adônis, e apaixonou-se por ele. Já não se interessava por seus lugares favoritos: Pafos, Cnidos e Amatos, ricos em metais. Afastava-se até mesmo do céu, pois Adônis lhe era mais caro. Seguiu-o, fez-lhe companhia.
Ela, que gostava de se reclinar à sombra, sem outras preocupações a não ser a de cultivar seu encantos, anda pelos bosques e pelos montes, vestida como a caçadora Diana; chama seus cães e caça lebres e cervos, ou outros animais fáceis de caçar, abstendo-se, porém, de perseguir os lobos e os ursos, rescendendo ao sangue dos rebanhos. Também recomenda a Adônis que tenha cuidado com tão perigosos animais.
-Sê bravo com os tímidos. A coragem contra os corajosos não é segura. Evita expor-te ao perigo e ameaçar minha felicidade. Não ataques os animais que a natureza armou. Não aprecio tua glória ao ponto de consentir que a conquistes expondo-te assim. Tua juventude e a beleza que encanta Vênus não enternecerão os corações dos leões e dos rudes javalis. Pensa em sua terríveis garras e em sua força prodigiosa! Odeio toda a raça deles. Queres saber porque?
E, então, contou a história de Atalanta e Hipómenes, que ela transformara em leões, para castigo da ingratidão que lhe fizeram.
Tendo feito essa advertência, Vênus subiu ao seu carro, puxado por cisnes, e partiu através dos ares. Adônis, porém, era demasiadamente altivo para seguir tais conselhos. Os cães haviam expulsado um javali de seu covil e o jovem lançou seu dardo, ferindo o animal de lado. A fera arrancou o dardo com os dentes e investiu contra Adônis, que virou as costas e correu; o javali, porém, alcançou-o, cravou-lhe os dentes no flanco e deixou-o moribundo na planície.
Vênus , em seu carro puxado por cisnes, ainda não chegara a Chipre, quando ouviu, cortando o ar, os gemidos de seu amado, e fez voltar para a terra os corcéis de brancas asas. Quando se aproximou e viu, do alto, o corpo sem vida de Adônis, coberto de sangue, desceu e curvando-se sobre ele, esmurrou o peito e arrancou os cabelos. Acusando as Parcas, exclamou:
- Sua ação, porém, constituiu um triunfo parcial. A memória de meu sofrimento perdurará e o espetáculo de tua morte e de tuas lamentações, meu Adônis, será anualmente renovado. Teu sangue será mudado numa flor; este consolo ninguém pode negar-me.
Assim falando, espalhou néctar sobre o sangue e, ao se misturarem os dois líquidos, levantaram-se bolhas, como numa lagoa quando cai a chuva, e, no espaço de uma hora, nasceu uma flor cor-de-sangue, como a da romã. Uma flor de vida curta, porém. Dizem que o vento lhe abre os botões e depois arranca e dispersa as pétalas; assim é chamada de anêmona, ou flor-do-vento, pois o vento é a causa tanto de seu nascimento como de sua morte.
Milton faz alusão ao episódio de Vênus e Adônis, em "Comus":
Entre moitas de rosas e jacintos,
Muitas vezes repousa o jovem Adônis
Amortecida a dor, e a seu lado
Jaz a triste rainha dos assírios...


[1] Spears, James E.  Folklore, Vol. 85, No. 3. (Autumn, 1974), pp. 194-198.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

The Gingerbread man: A lenda dos biscoitos de gengibre no natal.


O Natal é uma época mágica por muitos fatores: desde o nascimento do Cristo, filho do Deus Todo Poderoso até o aparecimento de lendas pagãs que giram em torno da festividade.
Desta vez eu fui  buscar  nos contos de fadas a inspiração para este post e vejamos até onde esta trilha nos levará. Assim, João e Maria chegaram na casa inteira feita de doces!

Quem nunca ouviu falar desta passagem que coma o primeiro pedaço!
Este conto sobre João e Maria  criado  no começo do século XIX pelos irmãos Grimm tem muito a ver com o natal. Por quê?
Primeiro, trata-se de era uma tradição que teve início na Alemanha que fala de construir casas de biscoito de gengibre durante o natal – fato que inspirou os autores.


No começo da idade média o gengibre, ingrediente principal dos biscoitos de gengibre, não era uma especiaria fácil de ser encontrada na Europa. Mas conforme vieram as cruzadas o contato dos europeus com o oriente aumentou e várias especiarias começaram a fazer gosto no paladar, inicialmente, do clero. Aquele não foi um período de grande desenvolvimento para as artes culinárias, a maior parte das mudanças e descobertas se deu entre as paredes dos mosteiros. Logo, foram os religiosos que tiveram inicialmente a ideia de fazer biscoitos com gengibre para celebrar as festas do inverno, e eles se basearam em tradições da Europa Pré-Católica.


A Rainha Elizabeth I, da Inglaterra, resolveu fazer certa vez para uma de suas festas de natal, homenzinhos de biscoito de gengibre com a cara dos convidados. Desde então esta tradição continua a ser realizada na Europa e na America do Norte.
No entanto os biscoitos de gengibre nasceram na Rússia por volta do século IX, quando eram chamados de "pryaniki", uma mistura de farinha, mel e suco de frutas, mas o mel constituía quase metade de todos os outros ingredientes, que quase parecia a textura de um bolo, ou de um pão (Pão de mel te lembra alguma coisa?). Mais tarde, já nos séculos XII e XIII, foram adicionadas especiarias vindas da Índia e Oriente Médio (canela, nozes, gengibre, frutas secas...). Entre os séculos XVII-XIX a receita se espalhou, e cada regiao tinha a sua maneira de assar os "pryanikis". A tradição e os segredos da culinaria eram passados de geração em geração.
Os "pryanikis" eram feitos em formato de animais para enfeitar as arvores de natal, eram feitos para pobres e ricos, como presentes, para casamentos, festas, celebrações, dias especiais e também para pessoas doentes, com o objetivos de cura, neste caso eram assados no formato de anjos.


Existe uma confusão gigantesca que mistura pão de mel e biscoitos de gengibre, sobretudo traduções mal feitas e o colocam literalmente como pães de especiarias, ou biscoitos.  Atualmente o pão de mel ou "pryanik" é um fenômeno em todo o mundo, com ou sem cobertura de chocolate e com diferentes recheios, se aperfeiçoando e se modificando de acordo com os tempos e regiões, e tornando-se cada vez mais saboroso.
Outros dizem que Pão de mel é um doce de origem européia, elaborado à base de mel, farinha de trigo, chocolate, manteiga, especiarias e ovo. Depois de prontos e frios, normalmente, são banhados em chocolate. O pão de mel surgiu quando os europeus descobriram que o pão de especiarias poderia ser coberto com chocolate derretido para prolongar o seu sabor e umidade.
Deixando um pouco  o pão de mel de lado a historia dos biscoitos de Natal remonta a 10.000 anos atrás, quando os agricultores do período Neolítico usavam pedras quentes para assar um alimento composto de cereais e misturado com água, talvez os primeiros descendentes dos biscoitos.


A origem dos biscoitos de gengibre reside nas receitas medievais europeias do. Lebkuchen (pão de gengibre) foi provavelmente o primeiro pão/bolo para ser tradicionalmente relacionado com o Natal. Esta tradição de biscoitos de natal se espalharam pela Europa facilmente, e variava  a receita de acordo com o paladar de cada civilização.
Os holandeses trouxeram consigo os primeiros biscoitos de Natal. Assim começou a arte de fazer bolinhos deliciosos. Os Cookies (biscoitos) é uma  palavra que vem da palavra holandesa Koeptje [koekje], o que significa pequeno bolo. Livros da receita do período da Renascença, porem, já traziam uma inúmeras receitas de biscoitos desse tipo. Mas esta tradição, com a revolução Industrial, foi mudando pois os biscoitos  passaram a ser produzidos em fábricas.
Atualmente é comum ver biscoitos decorados no natal, sobretudo nos filmes  norte-americanos. E as receitas de biscoito de gengibre, talvez por serem práticas e rápidas, ganharam espaço. 
A história rendeu tanto que os estudios Disney criaram o personagem Gingerbread Manr no filme Shrek o para incrementar a historia do ogro verde. Para isso os profissinais da animação se inspiraram na fábula abaixo.

Você conhece a História do BISCOITINHO DE GENGIBRE?

A primeira impressão feita da História do GENGIBREAD MAN foi em de maio de 1875.
Certa vez uma mulher estava se queixando para o marido que queria ter um filho, porém sabia que eram ambos já velhos para terem um filho. casal de idosos estava com fome. A velhinha decidiu fazer um filho de biscoito de gengibre (GENGIBREAD), em formato de boneco e colocou no forno, para assar. Quando ela abriu o forno, para tirar o biscoito, ele pulou da forma e saiu correndo pela janela aberta da cozinha.
O casal correu atrás dele na esperança de comê-lo para saciarem sua fome...
“Corram! Corram! Corram o mais rápido que puderem! Vocês não podem me pegar! Eu sou o GENGIBREAD MAN!!!”
Enquanto corria, o GENGIBREAD MAN encontrou um porco, uma vaca faminta, um cavalo que também queriam devorá-lo...
GENGIBREAD MAN falou mais uma vez: “Corram! Corram! Corram o mais rápido que puderem! Vocês não podem me pegar! Eu sou o GENGIBREAD MAN!”
Então o BISCOITO DE GENGIBRE percebeu que estava correndo em direção ao rio.  “Oh, não! O rio! Agora eles vão conseguir me pegar! Como eu vou conseguir atravessar o rio?”
Foi nesta hora que uma esperta raposa saiu de trás da árvore e se dispôs a ajudar o GENGIBREAD MAN a atravessar o rio.
O BISCOITO DE GENGIBRE pulou em seu rabo e lá se foram eles atravessando o rio.
Quando estavam quase chegando a outra margem a raposa pediu para o GENGIBREAD MAN pular no seu focinho para não afundar...
Apesar do medo de ser comido pela raposa ele pulou no focinho dela, então ela o jogou para o alto, com a intenção de agarrá-lo com a boca para matar a sua fome... e isso aconteceu.

Gingerbread man (bonequinhos de biscoito de gengibre)

3 xícaras de farinha de trigo
1 e meia colheres de chá de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 pitada de sal
1 colher de sopa de gengibre em pó
1 e meia colheres de chá de canela em pó
meia colher de chá de cravo em pó
6 colheres de sopa de manteiga sem sal
3 / 4 de xícara de açúcar mascavo
1 ovo grande
1 / 2 xícara de melaço
2 colheres de chá de baunilha
1 colher de chá de raspas de casca de limão (opcional)

Em uma tigela pequena, misture a farinha, o fermento, o bicarbonato, o sal, o gengibre, a canela eo cravo até ficar bem misturado. Em uma tigela grande Bata a manteiga, açúcar mascavo, ovo e em velocidade média até ficar bem misturado. Adicione o melaço, a baunilha e as raspas de limão e continue a misturar até ficar bem misturado. Aos poucos, acrescente os ingredientes secos em até misturar bem e suave. Divida a massa ao meio e enrole cada metade em plástico e deixe descansar em temperatura ambiente por pelo menos 2 horas ou até 8 horas. Coloque uma porção da massa sobre uma superfície polvilhada com farinha. Polvilhe farinha sobre a massa e rolo. Abra a massa com um rolo em uma espessura não muito fina. Corte os biscoitos com cortador de homenzinhos.  Asse por 7-10 minutos. Após assados você pode decorá-los como quiser.

PAO DE MEL

2 ovos
1 lata de leite condensado
1 xícara (chá) de mel
1 colher (sopa) de nescafé
3 colheres (sopa) de leite morno
1 colher (chá) de canela em pó
1 colher (chá) de cravo em pó
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de chocolate em pó
1 colher (sopa) de fermento químico em pó
1 tablete de chocolate meio amargo

Modo de Preparo
Bata ligeiramente os ovos
Ovos
Os ovos de galinha são recursos básicos na preparação de pratos tanto na gastronomia ocidental quanto na oriental. Por ser tão importante na alimentação e também responsável pela reprodução de inúmeras espécies, criaram-se muitas lendas sobre o alimento. e misture o leite condensado, o mel, o NESCAFÉ® dissolvido no leite morno, a canela, o cravo. Acrescente a farinha, o Chocolate e o fermento. Despeje em uma fôrma retangular (26 x 38cm) untada e enfarinhada e asse em forno médio (180°C) por cerca de 25 minutos. Desenforme e cubra-o, ainda quente, com o Chocolate Meio Amargo alisando com uma espátula.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Presente que o Novo Mundo Ofereceu ao Velho Continente: O Peru (pro Natal).

Quando a época natalina começa pra você?
Ando fazendo esta pergunta pra todo mundo porque hoje em dia tudo começa mais cedo. O comercio, quando  já da outubro, já se cobre com enfeites de natal pra chamar a atenção dos consumidores. E deve-se dizer que é no natal onde se encontra as vitrines de loja mais bonitas do ano comercial.
E no meio desta esfuziante e precoce época natalina os supermercados também ficam eufóricos para manter um numero cada vez maior de produtos natalinos – sobretudo o rei da festa: o peru da ceia de natal.
Sabe-se que o prato principal da ceia natalina varia de acordo com as regiões e com os países. Mas Para nós, o peru continua sendo aquele prato que não pode faltar na mesa. E somente por isto este post de hoje existe, pra tentar explicar como surgiu esta tradição de comer peru na ceia de natal
Assim, a historia do peru na ceia de natal começou tempos atrás...


Entre os astecas, a prática do canibalismo era habitual. O Estado asteca fazia a guerra para se alimentar dos prisioneiros, num ritual prévio onde ao Deus Sol eram oferecidos sacrifícios humanos. Mas a dieta não ficava exclusiva à carne humana. Eles também se alimentavam de animais possíveis de serem encontrados nos seus domínios: os cães e os perus.

Os perus eram criados pelos índios, atividade bastante antiga, com clima propício para a prosperidade desta criação. Geralmente os astecas cozinhavam o peru acompanhado de cebola, alho-poró e molho à base de pimenta vermelha.
Em 1518, quando do início do contato entre os índios e espanhóis no processo colonizador do México, Hernán Cortés tomou conhecimento do peru como ave para alimentação exposta no mercado de Tenochtitlán, capital asteca, trazendo, após, alguns exemplares para a Europa.

Cortés e os Indigenas

Mercado de Tenochtitlán

O peru também vivia em estado selvagem nos bosques do Canadá. Foi ao longo do século XVI que a Europa descobriu essa ave, um pouco estranha, que foi chamada de "galinha da Índia", pois muita gente ainda confundia a América com as Índias Ocidentais.
Os jesuítas a introduziram como prato em seus colégios religiosos. A Inglaterra tomou conhecimento da ave em 1525, sendo que rapidamente constituiu-se no prato principal da ceia de natal entre alguns países europeus, e somente após na América do Norte.
Para Brillat Savarin, o peru foi um dos mais belos presentes que o Novo Mundo ofereceu ao velho Continente. Em meados do século XIX o peru, praticamente, substituiu o cisne como ave de natal na Inglaterra, popularizando-se definitivamente.


A introdução e fixação do peru como prato principal na Europa e nas Américas, incluindo o Brasil, na comemoração do nascimento de Cristo, transformou o ritual do jantar de Natal em ceia. A abundância, e mesmo a extravagância, caracterizam a essência do momento da ceia de Natal, pois este ritual passou a ser entendido como expressão simbólica do sucesso frente aos ditames da vida cotidiana ao longo do ano.
No Brasil, dependendo das disposições financeiras das famílias esta ceia, além do peru assado, pode comportar diversos outros pratos como salpicão, outras saladas, ostras, arroz à grega, pernil de porco, frutas, panetone, castanhas, nozes, bolos. No sentido da ceia como festa, o prato principal deve ser o assado pois, segundo Levi-Strauss, de acordo com as nossas convenções sempre que o menu inclui um prato de carne assada ser-lhe-á conferido um lugar de honra no centro da refeição. Portanto, num momento de demonstração de abundância, e mesmo de desperdício, o assado recebe um status superior em relação ao cozido.

Peru de véspera srsrsrrs
Na obra "O Triangulo Culinário", Strauss revela que do contraste entre os estados assado e cozido emergem características universais: no cozimento se conserva a carne e seus sucos, ao passo que o assado constitui um processo de destruição e perda. Assim um denota economia; o outro prodigalidade; o assado é aristocrático, o cozido é plebeu! Desta forma, os estados dos alimentos são apropriados para usos e abusos como símbolo de diferenciação social.

Em alguns lares, o chefe da família é convocado para trinchar o peru assado e dividi-lo entre os presentes. E neste ritual prevalece a hierarquia entre os convidados bem como as deferências, pois as ofertas das partes do peru, e mesmo de outros assados, eram graduadas segundo a posição social dos convidados:

1. Ao convidado mais ilustre, o dono da casa dizia: "Caro Sr. ...poderia eu ter a ousadia de lhe oferecer uma parte do peru?";
2. Ao segundo convidado em dignidade, dizia "O Sr. teria a gentileza de aceitar um pedaço de peru?";
3. Ao terceiro convidado na hierarquia à mesa, o dono da casa perguntava: "O Sr. quer peru?";
4. Ao quarto na hierarquia oferecia:"um pouco de peru?";
5. enfim ao quinto perguntava, com um pequeno aceno com a faca, "peru?".

Ainda no final do século XIX este ritual incluía a arte de amolar a faca; o trinchamento competente da ave pelo chefe de família, sentado ou levantado; as perguntas usuais sobre as partes que se deseja saborear e a oferta do molho. Esta cerimônia de trinchar a carne do peru é cada vez menos usual, mas ainda se mantém na Inglaterra.

No Brasil, além do prato, o peru tornou-se bastante popular como o número 20 no jogo do bicho, e como tema de música de carnaval. Como comida, principalmente na área rural que é o prodígio da memória gustativa, é considerado rei das festas, de acordo com Rachel de Queiroz, recebendo, antes do abate, um tratamento previamente estabelecido: uma ave nova, no seu tamanho máximo de crescimento, papo amplo, coxa grossa, muita carne de peito e em quantidade suficiente para o número de convivas. 
Após colocado no quintal era-lhe preparado o porre de véspera da ceia de natal. O seu bico era aberto e despejado dois tragos de pinga goela baixo. Estas medidas eram suficientes para amolecer a carne, largar os músculos e desabar no chão. Um outro método era abrir a goela do peru e enfiar forçosamente punhados e punhados de milho, no sentido de inchar a ave para ser mais facilmente digerida. Daí diretamente para o forno, cujo assado torna-se o prato principal da ceia de Natal bem brasileira.
Segundo Nina Horta, em meados dos anos 50, a tradição de comidas bem brasileiras foi rompida. Influenciada pela cozinha americana, a nossa ceia de Natal começou a desprezar a farofa, sendo que o peru e o pernil aparecem guarnecidos com frutas frescas, compotas, doces de figos, pêssegos e abacaxis.

Bibliografia:

• BRILLAT-SAVARIN. A Fisiologia do Gosto. Rio de janeiro: Salamandra, 1989.
• HORTA, Nina. Não é Sopa: Crônicas e receitas de comida. S. Paulo: Companhia das Letras, 1995.
• LEVI-STRAUSS, C. Le Triangle Culinaire. Aix-en-Provence: l’Arc, n° 26, 1965.
• QUEIROZ, R. O Não Me Deixes. Suas histórias e sua cozinha. S. Paulo: Siciliano, 2000.
• SANTOS, Carlos R. A. Por Uma História da Alimentação. Curitiba: História: Questões & Debates, n° 26/27, dez. 1997.
• VISSER, M. O Ritual do Jantar. Rio de Janeiro: Campus, 1998

Peru de Natal
1 peru temperado congelado
- 3 colheres (sopa) de margarina
- 8 colheres (sopa) azeite
- 1 embalagem de bacon em cubos (140g)
- 3 cebolas grandes
- 300 g de azeitonas verdes picadas
- 1 1/2 xícara (chá) de ameixas pretas picadas
- 1 xícara (chá) de queijo parmesão ralado
- 1 pimenta dedo-de-moça, picada
- 4 xícaras (chá) de farinha de mandioca
- 1 maço grande de cheiro-verde picado
- Sal
- 2 colheres (sopa) de margarina
- 1 xícara (chá) de champanhe ou vinho branco

Modo de Preparo: Comece descongelando o peru: Sem retirar a embalagem, acomode a ave dentro de uma assadeira ou refratário grande e coloque na parte de baixo da geladeira por cerca de 72h. Retire o saquinho com os miúdos e cozinhe a moela e o pescoço em água e sal. Corte o fígado, o coração e também a moela cozida. Desfie a carne do pescoço e junte aos miúdos e reserve. Coloque o peru numa assadeira grande, prenda as asas e as coxas com palitos e fio dental e cubra com papel-alumínio.Leve ao forno médio (200 C) previamente aquecido por 2h. Retire o papel, besunte a ave a cada 30 min com a margarina e complete o cozimento até o termômetro pular (cerca de 2h20min). A assadeira nunca deve ficar totalmente seca (se necessário, junte 1 xícara (chá) de água). Enquanto isso, aqueça o azeite e o bacon até que ele libere toda a sua gordura. Acrescente a cebola, refogue por alguns instantes, junte as azeitonas, as ameixas, o queijo parmesão, a pimenta, a farinha de mandioca, o cheiro-verde picado e o sal. Acrescente os miúdos reservados e misture bem. Acomode o peru na travessa em que for servir e remova cuidadosamente os palitos e o fio dental. Para o molho: Leve a assadeira diretamente ao fogo, acrescente o champanhe e misture bem, raspando o fundo com uma colher de pau. Ferva por aproximadamente 10 min, coe, passe para uma molheira e sirva em seguida, acompanhando o peru.

E para acompanhar o Peru - O rei das Festas, vamos  ouvir outro Rei:

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Bûche de Noël: O Tronco de Natal e a Tradição em volta da lareira

Fato: o Natal é, sem sombra de dúvida, a época que mais gosto dentre todas as comemorações do ano ocidental.  Com isto, mais uma vez exposto hoje vim postar informações sobre um prato que, além de ser delicioso, tem uma carga simbólica enorme e tradição embutida na sua presença depois de pronto.
As proximidades com a época natalina me deixa sempre querendo novidades gastronômicas, inovações gustativas  e novas fórmulas culinárias para iguarias já conhecidas. Mesmo assim, me rendo aos gosto tradicionais, seja pela beleza do prato finalizado, pela facilidade do preparo, pela importância na tradição ou pelo valor emocional que o prato  remete.

A estrela de hoje é uma importante iguaria francesa, desde séculos passados, e não pode faltar  na mesa dos franceses na época de Natal. Porém, a primeira vez que experimentei esta maravilha, acredito eu, foi  num destes meses de abril, no passado, quando  comprei uma revista de mesas decorativas para aniversário com tema natalino, e me encantei com miniaturas desta receita que ficavam ainda mais  bonitas na foto, por estarem acompanhadas de coelhos e esquilos feitos de  marzipan...minha boca encheu-se de água só  pela foto e tão logo saí da papelaria onde comprei a revista, fui para casa e coloquei a mão  na massa para preparar e saborear aquilo.
Senhoras e senhores, apresento: Bûche de Noël.

Vejamos a tradição por traz desta delícia.
Antigamente na França, toda a família se reunia diante da lareira  na véspera de Natal. As crianças cantavam canções de Natal e escutavam histórias contadas pelos avós, enquanto uma enorme cavaca (lasca de madeira) queimava.
Decorada com folhas e laços, o fogo da lareira era sempre aceso pelo mais jovem e pelo mais velho.


Depois de ter sido benzida pelo chefe da família com óleo, aguardente ou às vezes com um ramo banhado em água benta... As cinzas dessa lenha eram então conservadas, pois a ela se atribuía a propriedade de proteger a casa dos raios e do Diabo durante o ano seguinte.


Esse costume, que remonta ao século XII, era também repetido na maior parte dos países europeus, e até em Quebec. 
Na Itália esse pedaço de lenha era chamado “ceppo”. Na Inglaterra, "Yule Log". Essa tradição teria desaparecido no fim do século XIX com as grandes lareiras de chaminés enormes, que foram sendo substituídas progressivamente. Uma pequena lenha substituiu então a grande. Às vezes cercada de velas e folhas, ela era colocada no centro da mesa de Natal como decoração.
Hoje em dia, a cavaca de Natal é simbolizada por um bolo, o Bûche de Noël (ou tronco de Natal), cujo a forma e a decoração nos faz lembrar da cavaca que queimou um dia nas lareiras do passado. 
O bolo tem a cor da madeira escura, coberto de chocolate ou de creme de café. É uma espécie de rocambole recheado com creme de manteiga e seu corte parece o da madeira. Salpicamos açúcar de confeiteiro para lembrar da neve e a decoramos com pequenos bichos e cogumelos de marzipan ou merengue, para deixá-los mais real.
Essa sobremesa tipicamente francesa nasceu em Paris, no final do século XIX, nos fornos do historiador e confeiteiro Pierre Lacan, a quem devemos aplausos por criar algo tão gostoso e, sobretudo por estar preservando com isso a memória de uma época, de um povo.
Reza-se a lenda mágica que na Europa dos séculos passado, na manhã do dia 24, os rapazes solteiros deveriam arranjar o TRONCO de  Natal e levá-lo para casa.
Porém ainda existe uma explicação mais ligada ao lado mágico e espiritual:


Eles o escolhiam dentre as árvores já secas ou dentre as que tinham sido atingidas pelos fogos de verão. Depois juntavam os troncos no largo principal da cidade, em frente à Igreja, e perto da meia noite ateavam o fogo que ficaria a arder até ao dia seguinte.
Esta queima teria origem no antigo costume da fogueira de Natal que era acesa para dar vida e poder ao sol, que, pensava-se, renascia no Solstício do Inverno. Tempos mais tarde, o costume da fogueira de natal ao ar livre foi substituído pela queima dentro de casa e o fogo alaranjando  lembrava motivos solares e outros símbolos mágicos.


Como o carvalho era considerado a árvore Cósmica da Vida pelos antigos druidas, os troncos de Natal era tradicionalmente de carvalho. Algumas tradições usam madeira de pinheiro para simbolizar os deuses agonizantes Attis, Dionísio ou Woden. Antigamente as cinzas dessa madeira de Natal eram também misturadas à ração das vacas, para auxiliar numa reprodução simbólica, e eram espargidas sobre os campos para assegurar uma nova vida e uma Primavera fértil.

TRONCO DE NATAL
massa
5 ovos   5 colheres(sopa)de açúcar .meia xícara(chá)de leite
.1 xícara (chá) de farinha de trigo
.meia xícara (chá) de amêndoas trituradas
.manteiga para untar

Recheio
Creme de chocolate
1 ovo
90gr de manteiga
50gr de açúcar
50gr de chocolate de culinária
1 colher de chá de café
Cobertura

.1 lata de creme de leite
.1 tablete de chocolate  meio amargo picado
. lasca de amendoas peladas,torradas,cerejas e folhas de
ortelã para decorar
.meia xícara (chá) de amêndoas trituradas
.manteiga para untar

Modo de Preparo
Massa
Em uma batedeira,bata os ovos até dobrarem de volume.Adicione o açúcar e bata mais um pouco.Diminua a velocidade da batedeira e junte o leite.Desligue e adicione a farinha e as amêndoas,misturando delicadamente.Despeje em uma fôrma retangular(30x41 cm).untada e forrada com papal-manteiga untado.Leve ao forno médio-alto(200ºc),preaquecido,por cerca de 30 minutos.

recheio
.faça o creme de chocolate. Bata o ovo com o açúcar e a manteiga. Derreta o chocolate com o café e junte-a ao creme de ovo e manteiga. Misture bem e guarde na geladeira.

Cobertura
Aqueça o cremne de leite em banho-maria. Adcione o chocolate picado,mexendo até que derreta.Espere esfriar e leve á geladeira por cerca de 30 minutos.

Montagem
Corte um pedaço do rocombole na diagonal e coloque-o na lateral,formando um tronco de árvore.Decore espalhando a cobertura de chocolate  sobre o rocombole com uma espátula isando bem.Em seguida,faça alguns sulcos com um garfo,para imitar a textura do tronco.Leve á geladeira para firmar(20 minutos).

sábado, 6 de novembro de 2010

Já sinto o cheiro do natal: minhas rabanadas.

Existe época mais charmosa do que o natal? Para mim, não existe outra com tanta carga positiva, tanta beleza, tanta preparação, tanta esperança, etc. Eu até consigo sentir o  cheiro do natal.
E pra mim, o natal  começa com cheiro de açúcar e canela, devido as rabanadas, estas danadinhas douradas e deliciosas que eu tenho mania de comer geladas, hummmm... E j[a pra entrar no clima natalino  vou colocar uma musica que adoro, numa interpretação que amo:



De fato que as rabanadas são doces típicos natalinos, herança dos portugueses para esta colônia brasileira. Mas o que mais me deixava contente era que  na minha infância e adolescência as rabanadas eram feitas em todos os meses do ano (risos), e eu  não tinha que ficar esperando até o natal pra me empanturrar com elas.  
As rabanadas foram também foi uma das primeiras receitas que aprendi a fazer desde pequeno, talvez Por ter um preparo fácil e rápido.

Eu acredito que quando falamos de comida nossa memória gustativa apita um sinal e todo mundo tem uma historia pra contar sobre um determinado prato. E não seria diferente, no meu caso, pra contar historias sobre  as  inúmeras vezes que fiz e comi rabanadas. Mas há uma, que esclarece uma curiosidade sobre estas delicias que vale a pena ser mencionada:

Mas foi em  2007, na faculdade, que eu descobri uma curiosidade sobre as rabanadas. Naquela época eu cursava aulas de conversação em língua inglesa e o professor nos passou seminários como trabalho para ser apresentados totalmente em inglês e a apresentação deveria ter todos os recursos  áudios-visuais que cada aluno pudesse obter. Porém, cada aluno teria de escolher uma data comemorativa de um pais de língua inglesa.E eu , como sempre, sem querer apresentar o convencional resolvi trabalhar o dia de Boxing Day – o dia depois do natal, 26 de dezembro. Fiz a minha apresentação, tirei nota máxima e por fim, presenteei a todos da sala com rabanadas. Foi uma festa que só  vendo.
E foi fazendo as pesquisas sobre o  Boxing Day que descobri a lenda da rabanada, embora não tenha conseguido encontrar data exata para sua origem.
Conta a história que num passado distante essa sobremesa gostosa é uma receita tradicional de natal  já tinha esse nome em Portugal, ao norte do rio Mondego. Ao sul deste rio era chamada de fatia dourada ou fatia-de-parida, ou ainda, fatia de mulher parida.
Essa curiosa variação deve-se a um fato que realmente pode ter ocorrido em tempos de necessidade, mas que a maioria acredita ser lenda: Uma mulher pobre, sem ter quase nada para comer, precisava alimentar seu filho recém nascido. Seus únicos alimentos eram restos de pão dormido molhados com leite que ela adoçava e passava em ovos para depois fritar. A mulher comia então esta mistura e teve tanto leite que quando a criança nasceu  amamentou seu filho e ainda sobrou pra amamentar outras crianças. Dessa forma, a rabanada acabou virando símbolo de prosperidade e fartura, sendo servida nas festas de fim de ano.
Com esta herança portuguesa, sobretudo no nordeste brasileiro, nos meios rurais e mais pobres, estas fatias ainda são dadas às mulheres que acabam de ser mães, pois se acredita que este alimento rico em ovo, açúcar, leite e pão alimenta bem a mãe e faz criar mais leite para alimentar o bebê.
Assim sendo, eu não poderia deixar de postar receitas variadas, todas deliciosas. Mas gostaria de saber: qual a sua história envolvendo rabanadas? Não tem ainda? Então aproveite  e comece  já  a construir esta historia.

Rabanada Tradicional
1 baguete de pão francês ou 4 pães franceses (não precisa ser amanhecido);
2 xícaras de leite ou o suficiente para molhar as fatias de pães
3 ovos batidos
1 pitada de canela
Canela a gosto
Açúcar a gosto
Óleo der girassol para fritar

Corte a baguete em fatias médias; Em um refratário,  mergulhe as fatias de pão no leite, até que elas estejam bem molhadinhas;. Em outro refratário, bata os ovos e coloque 1 pitada de canela
Passe as fatias molhadas de leite nos ovos batidos. Frite - as em óleo quente; Escorra as rabanadas em papel toalha e em seguida mergulhe - as em um refratário com canela e açúcar a gosto. Sirva quente ou coloque na geladeira servindo gelada 


Rabanada assada
pãezinhos amanhecidos; 1 lata de leite condensado; a mesma medida de leite; 3 ovos; açúcar para polvilhar; canela em pó; margarina para untar
Modo de Preparo
Corte os pãezinhos em rodelas de 1 dedo mais ou menos, passe margarina nelas, mas só na parte que vai ficar pra cima. Unte com margarina uma assadeira retangular ou redonda, na lateral da assadeira não precisa untar, arrume os pãezinhos um ao lado do outro. No liquidificador, bata o leite condensado, o leite e os ovos. Jogue essa mistura por cima dos pãezinhos. Asse até o creme ficar firme. Misture o açúcar com a canela e polvilhe a rabanada ainda quente.


Rabanada de festa
2 gemas 1/2 xícara de chá de açúcar 2 colheres de sopa de maisena 3 xícaras de chá de leite 2 colheres de chá de essência de baunilha 500g de panetone 4 ovos 1 xícara de chá de leite 1/4 de xícara de chá de farinha de trigo 1 colher de sopa de manteiga para untar
Modo de preparo:
Numa panela média, junte as gemas, o açúcar e a maisena. Acrescente o leite e misture bem. Leve ao fogo baixo, mexendo sempre, até engrossar. Adicione a essência de baunilha e misture. Retire do fogo e deixe amornar. Cubra com filme plástico em contato direto com o creme para não formar película. Espere esfriar. Corte o panetone em oito fatias de 2cm de espessura no sentido horizontal. Corte cada fatia em quatro gomos e reserve. Numa tigela média, misture os ovos com o leite e a farinha. Reserve. Pincele uma frigideira antiaderente grande com um pouco de manteiga e aqueça em fogo médio. Banhe as fatias de panetone na mistura de ovos e frite-as na manteiga até dourar dos dois lados. Reserve numa travessa. Pincele a frigideira com mais manteiga à medida que for fritando os outros pedaços ou quando a rabanada começar a grudar no fundo. Sirva a rabanada morna com o creme frio à parte.

Rabanada de Chocolate
1e1/4 xícara de chá de leite 2 colheres de sopa de açúcar 4 colheres de sopa de farinha de trigo 4 ovos ligeiramente batidos 12 fatias de pão de fôrma sem casca Manteiga para untar Calda: 200g de chocolate meio amargo picado 1 xícara de chá de leite
Modo de preparo:
Numa tigela média, misture o leite, o açúcar, a farinha e os ovos. Passe as fatias de pão nessa mistura e, numa frigideira untada com manteiga, frite-as, duas de cada vez, dourando dos dois lados. Unte a frigideira sempre que necessário. Escorra as fatias sobre papel-toalha. Reserve em local aquecido. Calda: Num refratário, misture o chocolate com o leite e leve ao fogo em banho-maria, mexendo de vez em quando, até derreter. Arrume as rabanadas numa travessa e distribua sobre elas um pouco da calda. Sirva a seguir com o restante da calda à parte.

Rabanada Recheadas
1 pão de forma sem casca - 1 lata de doce de leite - 1/2 litro de leite - 1 xícara de chá de açúcar - 4 ovos - óleo para fritar - açúcar e canela para polvilhar
Modo de preparo:
Corte as fatias de pão de forma ao meio, passe doce de leite em um dos lados deixando um centímetro de borda sem passar. Coloque a outra metade por cima apertando bem as beiradas. Passe no leite e nos ovos batidos frite em óleo quente.polvilhe com açúcar e canela