terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Lentilhas: Tradição para a prosperidade no Ano Novo

O Ano  Novo  logo estará chegando e  já percebo os preparativos para as festas logo quando entro no supermercado aqui perto de casa. Passei na gôndola dos grãos e as lentilhas já estavam esgotadas...
Sei que o ano novo traz muitas superstições para atrair fartura e prosperidade, mas é a fortuna que, segundo a lenda, a lentilha atrai. E lentilha pra mim, é que nem nhoque, tem que se comer sempre que quer ganhar dinheiro srsrsrsrsrsr. E já que a entrada de ano pede uma porçãozinha de lentinha  vamos falar um pouquinho dela hoje

A lentilha é um dos mais antigos alimentos do homem. Existem registros da presença de lentilha, entre 8.000 a 7.500 a.C., no norte da Síria. O cultivo da lentilha, assim como o da ervilha, parece estar associado com o início do cultivo do trigo e cevada, no Oriente.
A Bíblia faz referência à lentilha por três vezes, no Antigo Testamento. Ela menciona, em Gênesis 25, a venda da primogenitura de Esaú e Jacob, tendo como pagamento um prato de sopa de lentilha. É RICA EM - Vitamina A, B, B2, B5, C, cobre, enxofre, iodo, magnésio, zinco, potássio, sódio. Do ponto de vista nutricional, a lentilha tem sido utilizada nas dietas para baixar os níveis de glucose no sangue (após as refeições) tanto em pessoas com e sem diabete.
Reza a lenda que comer lentinha no ano novo  e guardar alguns graõs na carteira, traz prosperidade e dinheiro.

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Esaú e Jacó

Ao voltar faminto de uma expedição ao campo, o caçador Esaú encontrou o irmão gêmeo Jacó fazendo uma sopa de lentilhas. O aroma inebriante que recendia do fogo aguçou seu apetite. O esperto Jacó tivera a premonição de que o irmão não ia resistir à tentação deliciosa. Deve ter escolhido os grãos mais bonitos e usado os melhores temperos, antes de submetê-los ao longo cozimento. “Dê-me dessa comida”, implorou Esaú. “Vende-me o teu direito de primogênito e eu te darei um prato dela”, propôs Jacó. Esaú aceitou o negócio: “Estou morrendo de fome e não faço questão desse direito.” Jacó insistiu: “Jure.” Resposta de Esaú: “Juro.” Segundo o Gênesis, primeiro livro da Bíblia, Esaú abriu mão do direito de primogênito por aquele singelo prato de lentilhas. A trama prosseguiu. Quando Jacó, passando- se pelo irmão, enganou o pai velho e quase cego, obtendo a bênção especial que confirmou sua conquista, Esaú se enfureceu. Chegou a pensar em matar Jacó, que fugiu para o Norte distante. Trabalhou anos com um tio e só então voltou. Para seu alívio, Esaú o recebeu fraternalmente. Mas, selada a reconciliação, cada um seguiu o próprio caminho. Abdicando o direito de primogênito, Esaú abriu mão do privilégio de suceder o pai como chefe da família e exercer autoridade patriarcal. Mas acabou tendo sorte, pois mais tarde se tornou um homem rico.

A superstição afirma que isso aconteceu porque comeu o prato de lentilhas. Tem ascendência bíblica, portanto, o alimento mais freqüente nas ceias do réveillon. Em vários países do mundo, incluindo o Brasil, acredita- se que saborear lentilha no final do ano propicia dinheiro por 12 meses. As pessoas que dela se abstêm cometem erro imperdoável.

A LENTILHA E O DINHEIRO
A associação da lentilha com o dinheiro viria de seus grãos miúdos e achatados, que lembram uma pequena moeda. Para milhões de pessoas, consumi-los no réveillon equivale a fazer promissora aplicação financeira.

Mesmo para os indiferentes à superstição, o final do ano é boa ocasião para comer um alimento precioso. Planta anual, da família das leguminosas, da qual consumimos apenas as sementes, que apresentam cor marrom, verde ou vermelha, a lentilha se presta a inúmeras receitas.
Seu sabor talvez evoque o do feijão. Harmoniza-se com ingredientes como a carne de porco, o toucinho, a lingüiça e o “cotechino”, embutido de origem emiliana. Vai bem em sopas e cremes, purês e saladas, antepastos e molhos de massas. Misturada com arroz e cebola frita, transforma-se em clássico da cozinha árabe.

ANTIGAMENTE...
Embora sem conhecimento científico, os povos antigos intuíam essas propriedades. Na Renascença, empregava-se a lentilha na recuperação dos doentes. O mesmo remédio era ministrado para controlar as pessoas de temperamento insuportável. Com a parte herbácea, faziam poções usadas como coagulante nas hemorragias rebeldes.
O escritor latino Columella, que viveu no século 1º e deixou textos sobre agricultura, garantiu que os romanos curavam a tosse dos cavalos com uma pasta à base de farinha de lentilha.
Foi uma das primeiras plantas alimentícias cultivadas pelo homem. Sua descoberta ocorreu provavelmente na Ásia, talvez na Mesopotâmia, há 8 mil anos. Portanto, entrou para nosso cardápio em tempos pré-históricos. Os egípcios e persas a apreciavam, mas ela só passou a ter maior importância quando chegou à Grécia e ao Egito.

Atualmente, a Turquia e a Índia são os grandes produtores mundiais de lentilha. No Brasil, é cultivada principalmente nos Estados do Sul, porque sua cultura prefere os solos férteis das regiões frias. Ao mesmo tempo, suporta bem os períodos de seca.
Seu nome botânico é “Lens esculenta”, mas também a chamam de “Lens culinaris”, pela importância gastronômica. Como é vendida seca, necessita ficar de molho durante algum tempo.
Lens Esculenta

O fato de aumentar de volume durante o cozimento é outro sinal de bom augúrio. Esaú talvez nem sonhasse com isso. Mas, segundo a superstição, foi o primeiro beneficiário de sua magia.


Sopa de lentilha pra entrada de ano

Para servir de entrada na ceia de Reveillon, é o suficiente para assegurar um ano inteiro de muita fatura à mesa. A origem desta superstição é italiana e foi trazida para o Brasil pelos imigrantes, além de ficar uma delicia.

1/2 kg de lentilha
1/2 litro de água
1/2 xícara (chá) de azeite
5 dentes de alho picados
2 cebolas picadas
2 tabletes de caldo de carne
100g de bacon picado
Sal- Pimenta
Cheiro verde

Modo de Preparo:
Numa vasilha, coloque a lentilha e cubra com água. O ideal é que a lentilha fique de molho por 24 horas, mas se você tiver pressa deixe por 3 horas (no mínimo).Coloque numa panela para cozinhar, sem os temperos, por aproximadamente 40 minutos. Experimente o ponto e se quiser uma consistência mais macia deixe cozinhar um pouco mais. Quando a lentilha estiver quase pronta, prepare o tempero. Pegue uma panela e coloque o azeite, o bacon e deixe dourar. Coloque a cebola, depois o alho e os cubos de carne amassados. Deixe apurar. Acrescente o tempero na lentilha cozida e misture bem. Se quiser, coloque pimenta do reino a gosto e deixe por mais alguns minutos para que a lentilha pegue o sabor do tempero. Prove o sal e, para terminar, acrescente o cheiro verde.

Salada da Riqueza

Ingredientes
1 xícara (chá) de lentilhas cozidas em água e sal ou a mesma quantidade de trigo inteiro
1 maçã de casca verde
1 pêra vermelha
suco de 1/2 limão
1 romã
2 kiwis em cubos
1 laranja-da-baía cortada em cubos
200 gramas de Chester defumado em cubos
folhas de alface crespa
Molho
3 colheres (sopa) de maionese
2 colheres (sopa) de creme de leite ligth
1 colher (sopa) de suco de limão
sal e pimenta branca a gosto

Preparo
Corte a maçã e a pêra em cubos, sem descascá-las. Regue-as com o suco de limão (para não escurecer).Descasque a romã e acrescente os bagos Junte os kiwis, a laranja e o Chester Tempere a salada com os ingredientes do molho previamente misturados. Arrume numa travessa, nessa ordem, a alface, o trigo e os demais ingredientes misturados. Sirva a seguir

Arroz com lentilhas

Ingredientes
2 xícaras (chá) de arroz
2 xícaras (chá) de vinho branco seco
2 xícaras (chá) de água
½ xícara (chá) de lentilhas
sal, a gosto

Modo de Preparo
Lave as lentilhas sob água corrente. Coloque-as em uma panela e cubra com bastante água. Acrescente sal a gosto e leve a panela ao fogo alto para ferver. Ao ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar cerca de 30 minutos ou até que as lentilhas fiquem macias. Escorra a água e coloque as lentilhas num recipiente. Reserve. Leve uma panela média ao fogo baixo para aquecer. Acrescente o óleo, a cebola picada e o sal. Refogue cerca de 2 minutos. Acrescente o arroz lavado e refogue por mais 1 minuto. Junte o vinho branco e a água e deixe o arroz cozinhar por cerca de 20 minutos ou até ficar soltinho. 7. Retire o arroz do fogo e misture com a lentilha reservada. Sirva a seguir.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Tradições de ano novo

O ano novo já está aí. Já perceberam? E sempre que isso acontece é que percebemos o quanto somos supersticiosos. Mesmo quando dizemos que  não o somos, acabamos pagando pela língua. E as celebrações de ano novo servem como exemplos perfeitos para observar o quanto supersticiosos nós ainda somos.

A ceia de Ano Novo traz, em sua comida e sua forma de servir, muitos significados.
 A começar pela fartura, pela imensa quantidade de comida que geralmente encontramos à mesa nessa ocasião, que reflete não só um momento de abundância e felicidade,  mas o desejo de que as mesmas se repitam em todo o ano que está por vir.
 Os pratos servidos também têm seus significados e tradições.
 Eles variam de acordo com o país e cultura.
Abaixo, uma lista com os alimentos que são servidos nas ceias ou que carregam alguma significação na passagem do ano.
Arroz

O arroz é uma semente e simboliza a riqueza, a abundância e a fertilidade.
Coréia, Japão, Líbano e Dinamarca acreditam que esse é um alimento que traz muita sorte.  O Líbano tem ainda uma outra curiosidade, é costume desse povo comer apenas alimentos brancos na noite da passagem do ano.
 Aves

Passe longe de frango, peru, faisão ou qualquer tipo de ave se quer ter algum sucesso no ano que vem! As aves ciscam para trás e, para os supersticiosos, isso indica retrocessos e atraso de vida.
 Champanhe

Essa bebida também é feita com uvas, e é uma bebida que não pode faltar na ceia e no brinde de Ano Novo. O champanhe “verdadeiro” é originário de uma região da França, e sua pureza e qualidade são reconhecidas no mundo todo.
O único problema é que essa é uma bebida cara, mas você pode substituí-la por espumantes nacionais ou importados, de quase igual qualidade e mais baratos.
 Lentilhas

A lentilha é sinal de boa sorte, principalmente para os italianos. No Brasil e no Chile, algumas pessoas acreditam que a lentilha deve ser a primeira coisa a ser consumida na ceia, logo após a meia-noite, para que não falte dinheiro durante o ano que está chegando.
Porco e leitão

O porco está sempre andando e fuçando para frente e, por isso, é visto como um animal de prosperidade.  Além disso, seu alto teor de gordura nos remete à fartura e à riqueza.
Romã

A romã é símbolo de fartura e fertilidade.  Ela é uma fruta que tem muitas sementes, que simbolizam o nascimento e a abundância.  No Brasil, a tradição manda que se segure três sementes dessa fruta nos dentes à meia-noite, pedindo dinheiro para o ano seguinte. As sementes devem ser guardadas durante todo o ano, dentro da carteira e envolto em papel branco.
 Uvas

A uva é a fruta mais conhecida por trazer boa sorte no Ano Novo.
Para isso, você deve comer 12 uvas, uma para cada mês do ano.
Aproveite e faça um pedido para cada uma que comer.
 Vinho

O vinho é feito de uvas, que por si só já carregam uma significação positiva e otimista. Na passagem do ano, faça um brinde ao ano que nasce e beba o vinho em copos de cristal.
CRENDICES
Acredita-se que comer lentilha traz sorte, pois, como é um alimento que cresce, faz a pessoa crescer também;
Uma das simpatias mais comuns feitas no Ano Novo para atrair dinheiro é a da romã. Chupe sete sementes na noite de Réveillon, embrulhe todas num papel e guarde o pacotinho na carteira para ter dinheiro o ano inteiro;
O consumo de aves, como o peru e o frango, e o de caranguejo não é indicado na ceia de Ano Novo. Como esses animais ciscam ou andam para trás, acredita-se que quem comê-los regride na vida;
Guarde uma folha de louro na carteira durante o ano inteiro para ter sorte;
Coma três uvas à meia-noite, fazendo um pedido para cada uma delas;
Jogue moedas da rua para dentro de casa para atrair riqueza;
Dê três pulinhos com uma taça de champanhe na mão, sem derramar nenhuma gota, e jogue todo o champanhe para trás para deixar tudo o que for ruim no passado;
Passe as 12 badaladas em cima de uma cadeira ou banquinho e depois desça com o pé direito;
Pule num pé só (o direito), à meia-noite, para atrair coisas boas;
Não passe a virada do ano de bolsos vazios para não continuar o ano inteiro com eles vazios;
Coloque uma nota no sapato para chamar dinheiro;
No dia 31, faça uma boa limpeza na casa, varrendo-a de trás para frente. Coloque para fora todo lixo, objetos quebrados e lâmpadas queimadas. Não guarde as roupas do avesso;
Para evitar energias ruins, muitas pessoas lavam os batentes das portas com sal grosso e água e borrifam água benta nos quatro cantos da casa;
Na primeira noite do ano, use lençóis limpos;
À meia-noite, para ter sorte no amor, cumprimente em primeiro lugar uma pessoa do sexo oposto;
Quem pretende viajar bastante no ano que se aproxima, deve pegar uma mala vazia e dar uma volta dentro de casa;
Abra as portas e janelas da casa e deixe as luzes acesas;
O primeiro negócio do ano nunca deve ser fiado nem com pessoa pobre.

Torta de Romã

Massa:
1/2 xícara de chá de açúcar
50g de manteiga
1 ovo
1 pitada de sal
1 1/2 xícara de chá de farinha de trigo
Farinha para polvilhar
Feijão cru

Recheio:
90g de manteiga
3/4 xícara de chá de açúcar de confeiteiro
1/2 xícara de chá de suco de limão
2 ovos ligeiramente batidos
2 colheres de sopa de semente de romã
Massa:
Coloque o açúcar com a manteiga num recipiente e misture até obter uma pasta. Acrescente os ovos e o sal. Quando ficar homogênea, acrescente a farinha de trigo. Trabalhe a massa até ficar lisa e uniforme. Faça uma bola e cubra com filme plástico. Leve à geladeira por no mínimo 1 hora ou até a massa ficar bem dura. Enquanto a massa gela, comece a preparar o recheio. Retire a massa da geladeira e divida em 2 porções. Abra sobre uma superfície enfarinhada, com um rolo. Deixe a massa com cerca 0,3 cm de espessura. Esta massa deve ser trabalhada enquanto está gelada e muito rapidamente, para que não se quebre. Coloque a massa em formas individuais, própria para tortas, e fure com um garfo por toda a sua extensão. Coloque uma folha de papel alumínio sobre cada massa e acrescente feijão cru, para criar peso. Leve as tortas ao forno pré-aquecido e deixe assar por 15 minutos. Retire as massas do forno. Retire as folhas de papel alumínio e os feijões das massas. Volte as massas ao forno e deixe assar por mais 15 minutos ou até que comecem a dourar. Retire as massas do forno.
Recheio:
Separe dois recipientes, um maior e outro menor para o banho-maria. Coloque todos os ingredientes, exceto as sementes de romã, dentro da tigela menor. Coloque água dentro do recipiente maior e leve ao fogo baixo. Coloque a tigela menor sobre o recipiente com água para cozinhar em banho-maria - o segredo é não deixar que a água encoste no fundo da tigela menor, e também que o encaixe dos recipientes seja perfeito, evitando o vazamento de vapor. Deixe o creme cozinhar por cerca de 20 minutos, mexendo de vez em quando, ou até obter um creme espesso. retire o creme do fogo e coloque num recipiente. Cubra com filme plástico e leve à geladeira por no mínimo 30 minutos. Retire o creme de limão da geladeira e recheie as tortinhas. Corte a romã ao meio e retire as sementes. Acrescente algumas sementes de romã sobre cada torta e sirva a seguir.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Agradecimento de Natal - aos Amigos desta Confraria


Quando chega o natal as pessoas estão, na maioria dos casos, mais sensíveis... Não sei ao  certo se esta data comove, realmente, as pessoas, mas de fato se percebe uma ligeira mudança;

Quando chega o natal às pessoas ficam questionando a si  mesmas, tentando entender como o ano passou tão  rapidamente;
Quando chega o natal a economia cresce; as viagens aumentam, as correrias nas ruas ganham maior fluxo;

        
Quando chega o natal muita gente só pensa nas festas,presentes, comidas e bebidas;

Quando  chega o  natal são realmente poucos àqueles que se preocupam o real sentido da festa;
Quando chega o natal, poucos ainda lembram das tradições natalinas;

Por isso, quando chega o natal, pra mim, é uma hora especial para agradecer pelos momentos bons que eu  tive – e pelos ruins também; aproveito e agradeço pelos outros, peço para que no próximo natal eles estejam melhores do que são.
Quando chega o natal o  meu relógio interno  avisa que é chegado um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do  corpo, e esquecer os caminhos, que me levaram sempre aos mesmos lugares.
Quando chega o natal, pra mim, é chegado o tempo da travessia: e, se não ousar fazê-la, terei ficado, para sempre, à margem de mim mesmo...

Quando me chega o natal eu  quero estar com as pessoas que me dão valor, que de mim gostam. E para isso, chega com o natal uma oportunidade de agradecer pela presença de cada um dos amigos que se aconchegaram na minha vida.
Este post é para agradecer a todos vocês, amigos de todas as horas; amigos de todos os cliques virtuais; amigos ainda ocultos que o  futuro me trará. Obrigado por estarem presentes na minha vida e continuem assim, por muitos natais.
E como forma de agradecer pelo carinho, deixo duas receitinhas de um alimento simples, arroz, mas que faz muita diferença na hora da ceia.
Boas festas!!!



Arroz com Amêndoa e Champagne:

2 xícaras (chá) de arroz
3 xícaras (chá) de água
1 ½ xícara (chá) de champagne
½ xícara (chá) de amêndoas laminadas
¼ de cebola picada
1 colher (sopa) de óleo
sal e pimenta do reino a gosto

Comece preparando as amêndoas: leve uma panela com água para ferver. Desligue o fogo e acrescente as amêndoas na água quente. Deixe por 3 minutos e escorra a água. Coloque as amêndoas na água fria e deixe por 2 minutos. Escorra a água e retire a pele das amêndoas, uma a uma. Ligue o forno em temperatura baixa (160 graus) e deixe aquecer por 10 minutos. Desligue o forno após este período. Coloque as amêndoas numa assadeira e leve ao forno quente, desligado, por 10 minutos. Mexa de vez em quando. Coloque as amêndoas sobre uma tábua e corte em lâminas, com uma faca afiada. Reserve. Pique a cebola e lave muito bem o arroz sob água corrente. Leve uma panela média ao fogo baixo. Acrescente o óleo e a cebola. Refogue a cebola por 2 minutos. Acrescente o arroz e refogue por 1 minuto. Acrescente a água, o sal e misture bem. Aumente o fogo e espere até que a água ferva. baixe o fogo, cubra a panela com a tampa e deixe cozinhar. Quando líquido estiver secando, acrescente a champagne e deixe terminar de cozinhar. Retire o arroz da panela e coloque num recipiente. Acrescente as amêndoas e mexa delicadamente.


Arroz de Natal
5 xicaras (chá)de arroz cozido com óleo, sal e cebola
1 colher(sopa) de margarina
200 gramas de ameixa preta sem caroço picada
200 gramas de uva passa sem caroço
50 gramas de damasco picado
2 maçãs verde picadas
2 cenouras picadas

Em outra panela:
2 colheres(sopa) de óleo
½ quilo de tomate sem pele e sem semente
100 gramas de azeitonas verde picadas
200 gramas de presunto em tirinhas
1 vidro de palmito 400 gramas
1 lata de ervilha
cheiro verde a gosto
1 cebola ralada
sal a gosto

Para cobrir:
250 gramas de mussarela ou 200 gramas de provolone

Cozinhar o arroz de forma convencional só com cebola, sal e óleo (sem utilizar alho),reservar. Refogar na margarina a ameixa, a cenoura, a uva passa, o damasco e a maçã tudo devidamente picado (não utilizar sal). Reservar. Em outra panela refogar no óleo a cebola, os tomates, o palmito, a ervilha, as azeitonas (esses primeiros picados) e o presunto cortado em tiras finas, desligar o fogo e acrescentar o cheiro verde. Numa refratária fazer camadas iniciando pelo arroz, depois o recheio de frutas, o recheio salgado, o arroz, recheio de frutas e continua até terminar as camadas. Colocar o queijo (mussarela ou provolone, ou até os dois misturados) ralado grosso sobre o arroz, levar ao forno para derreter o queijo. Servir a seguir.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A missa do galo anuncia também a hora que a ceia será servida?

Já escutei pessoas reclamando que a missa do galo demora demais! E a raiva embutida nesta frase se deve pelo fato de que, para muitos, a ceia de natal só acontece depois que a missa do galo termina... Ou seja, além do significado religioso a missa do  galo  também virou relogio que marca a hora de ceiar.
E eu fiquei, mas porque resolveram colocar a missa de natal com o nome desta ave? Vejam a resposta.

Tradicionalmente, a Missa celebrada na véspera do Natal é denominada Missa do Galo. Este é o nome dado à celebração da Eucaristia que deve acontecer a meia-noite do dia 24 de dezembro, isto é, na véspera do dia de Natal. A Missa foi instituída pelo Papa São Telésforo, no ano 143.
Papa Telésforo

Desde o século IV, um hino latino cantado na cerimônia do Natal aponta o nascimento do Cristo no meio da noite. Daí o costume de assumir a meia-noite como hora do nascimento de Jesus. 
A partir do ano 330, a Igreja passou a celebrar, em Roma, o nascimento de Jesus a 25 de dezembro. Porque se tratava do dia do solstício do inverno romano. Neste dia também dedicado ao nascimento do sol, que os pagãos festejavam como o natal do Deus-Sol – Natalis Invictus. Por isso, os romanos passaram a celebrar, nesse dia, a festa da posse do Deus-Imperador.
Foi diante deste fato que o Imperador cristão Constantino substituiu as festas pagãs, com um sincretismo do culto ao Sol e ao Imperador. Instituiu a Festa de Natal do Sol da Justiça e da Luz do Mundo, Jesus Cristo. Como preparavam a festa do Sol, com as festas pagãs de 17 a 24 de dezembro, chamadas Saturnais, assim surgiu o Tempo do Advento, para preparar o Natal de Cristo.
Constantino I

Que todos os juízes, e todos os habitantes da Cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atentam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer a miúdo que nenhum outro dia é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo Céu." - Codex Justinianus, lib. 13 it. 12, par. 2 (3).

Esse decreto foi promulgado em 07 de março de 321 pelo imperador Constantino e visava, dentre outros motivos, oficializar o dia à adoração ao deus Sol Invictus, tornando o culto a esse deus, a religião oficial na época do baixo Império Romano. A veneração ao deus Sol tem forte ligação em vários aspectos com o Mitraísmo, que era a religião predominante no alto império. Por exemplo, os mitraístas se reuniam a cada domingo (primeiro dia da semana) para cultuar o deus Mitra, e esse dia era adotado, também, para os cultos ao "deus Sol". Com o transcorrer do tempo houve o enfraquecimento ao culto a Mitra e o fortalecimento ao Sol Invictus, passando este último a ser a base religiosa no paganismo dentro do Império Romano.
Deus Mitra
Sol Invictus

Constantino era mitraísta e seguidor do deus Sol e, segundo os relatos históricos, ele foi o primeiro imperador a se "converter" ao cristianismo, mas, por motivos políticos e religiosos não abandou de forma definitiva a sua antiga religião, pois era grande a influência que ele (como imperador) exercia aos súditos pagãos do império. Sobre o edito de Constantino, comenta-se:

"O Sol era festejado universalmente como o invencível guia e protetor de Constantino... Constantino averbou de Dies Solis (dia do Sol) o 'dia do Senhor' - um nome que não podia ofender os ouvidos de seus súditos pagãos." - The History of the Decline and Fall of the Roman Empire, cap. 20 §§ 2.º, 3.º (vol. 2, 1993, p. 429-430).

"O imperador Constantino, antes de sua conversão, reverenciava todos os deuses (pagãos) como tendo poderes misteriosos, especialmente Apolo, o deus do Sol, ao qual, no ano 308, ele [Constantino] conferiu dádivas riquíssimas; e quando se tornou monoteísta, o deus a qual adorava era - segundo nos informa Uhlhorn - antes o "Sol inconquistável" e não o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. E na verdade quando ele impôs a observância do dia do Senhor (domingo) não o fez sob o nome de sabbatum ou dies domini, mas sob o título antigo, astrológico e pagão de Dies Solis, de modo que a lei era aplicável tanto aos adoradores de Apolo e Mitra como aos cristãos." - CHAMBER, T. W. (1886). Old Testament Student.

"A conservação do antigo nome pagão de "Dies Solis" ou "Sunday" (dia do Sol) para a festa semanal cristã é, em grande parte, devida à união dos sentimentos pagão e cristão, pelo qual foi o primeiro dia da semana imposto por Constantino aos seus súditos - tanto pagãos como cristãos - como o "venerável dia do Sol"... Foi com esta maneira habilidosa que conseguiu harmonizar as religiões discordantes do império, unindo-as sob uma constituição comum." - STANLEY, D. Lectures on The History on the Eastern Church, (6.ª conferência), p. 184.

A fim de justificar a celebração do natal muitos tentaram identificar os elementos pagãos com símbolos bíblicos. Jesus, por exemplo, foi identificado com o deus-sol. Tertuliano teve que assegurar que o sol não era o Deus dos cristãos, e Agostinho denunciou a identificação herética de Cristo com o sol. O salmo 84:11 diz que Jesus é sol. Mas este versículo não está dizendo que Jesus é o deus sol ou que o sol é um deus, mas que assim como o sol ilumina toda a humanidade, Jesus é a Luz que alumia todos os homens (Veja Lc.1:78,79 e Jo.1:9).
Na basílica dos apóstolos muitos cristãos, identificando Cristo com o deus-sol, viravam seus rostos para o oriente a fim de adorá-lo. O próprio papa Leão I reprovou o ressurgimento desta prática, como já havia acontecido com o povo de Israel: “...e com os rostos para o oriente, adoravam o sol virados para o oriente” (Ez.8:16). 
No século IV, a comunidade cristã de Jerusalém ia em peregrinação a Belém, para celebrar a Missa do Natal na primeira vigília da noite dos judeus, na hora do primeiro canto do galo, mencionado por Jesus na traição de Pedro (Mt. 26,34 e Mc 14,68.72).

Por isso, a Missa da meia noite no Natal, se chama Missa do Galo, do primeiro canto do galo. Essa missa do galo é celebrada, em Roma, desde o século V, na Basílica de Santa Maria Maior. Pois, o galo, também publica o nascer do sol. Outra explicação para o termo  "Missa do Galo" teve origem no fato de Jesus ser considerado o sol nascente que veio nos visitar. Só a Missa do Galo e a Missa de Páscoa são celebradas à meia-noite, pois nelas há o sentido de procurar a luz no meio da noite.
O galo era considerado uma ave sagrada no antigo Império Romano. O animal passou a simbolizar vigilância, fidelidade e testemunho cristão. O galo é ainda a primeira ave a ver os raios de sol e, portanto, ao reverenciar o sol nascente, o galo estaria louvando, primeiramente, a Jesus Cristo. Por isso, no século IX, o galo foi parar no campanário das igrejas.

Ainda existe uma famosa lenda que trata da importância do galo para o mundo, conto que apresenta uma possível explicação para a existência da coroa vermelha que os galos possuem.

Uma lenda chinesa para mostrar como o galo adquiriu a sua coroa vermelha...

Há muitos, muitos anos atrás, quando o mundo acabara de ser criado, a Terra vivia debaixo de seis sóis e não de apenas um. Uma Primavera, após os camponeses terem preparado os seus campos já semeados, a água das chuvas não veio e os seis sóis queimaram tudo. Então o povo dirigiu-se ao imperador Yao que reinava na China e pediu-lhe ajuda. Como fazer para resolver tal situação? Questionou o imperador. Um seu conselheiro sugeriu-lhe que se tentasse acertar nos sóis e matá-los. O Imperador chamou então os seus melhores arqueiros e determinou-lhes que apontassem para os sóis. Os arqueiros lançaram as suas flechas em direção aos sóis mas as suas flechas bem longe ficaram dos alvos.
Resolveu então solicitar ajuda do príncipe Ho Yi de uma tribo vizinha, dado que era famoso na sua mestria de arqueiro. Ho Yi acedeu, apontou o arco, mas disse ao imperador: ‘Lamentavelmente, eles estão longe demais para os poder alcançar’. De repente, olhando o lago existente no palácio do Imperador e vendo os seis sóis nele refletidos, exclamou: ‘Mas se os temos aqui tão perto porque não alvejá-los aqui? E um a um, certeiramente, foi alvejando os sóis e, um a um, foram desaparecendo.
Porém, o sexto, prevenindo-se, fugiu para detrás da montanha mais próxima. Os camponeses rejubilaram e foram dormir descansados. No dia seguinte, porém, acordaram numa imensa escuridão, pois o sexto sol, de tanto medo de ser morto, mantinha-se escondido.
Tudo foi tentado pelos camponeses: primeiro, um tigre rugindo, rugindo para o fazer sair detrás da montanha para outro local; depois, a táctica inversa, uma vaca mugindo de forma apaziguadora e dócil para o acalmar e mostrar-se. Mas o Sol recusava-se a aparecer.
Estão um camponês trouxe um galo que cantou. E ouve-se a voz do Sol dizendo: Ó que maravilhosa voz! E espreitando sobre a montanha fez-se, de novo, luz.
O Sol, como prêmio ao belo cantor, coroou-o com uma coroa vermelha. E desde aí o galo, orgulhoso da sua coroa, canta pela aurora acordando o Sol.
O Galo é também na tradição chinesa, por excelência, o espantador de demônios. É por esta razão que muitas vezes são colocadas figuras de um galo branco nos caixões para “limpar” de demônios o caminho que o defunto irá percorrer. O seu canto ao nascer do sol tem, também segundo a tradição chinesa, o efeito de afugentar os demônios que vivem mal com a luz do dia.

Depois desta historia toda, e se você não quiser esperar a missa do  galo terminar para poder se esbaldar na ceia, deixo uma receitinha pra você preparar e se deliciar



Bacalhau com lentilhas

4 pedaços de filés ou postas de bacalhau fresco sem pele, cerca de 140 gramas cada
1-2 pimentas-malaguetas vermelhas, sem sementes e bem picadas
2 colheres de (sopa) de azeite de oliva extra-virgem
2 alhos-porós de tamanho médio, picados
170 gramas de lentilhas, lavadas e escorridas
1 pitada de pimenta-cayena em pó
2 talos de aipo, picados
Fatias de limão para servir
750 ml de caldo de legumes
1 ramo de tomilho fresco
Sal e pimenta-do-reino
1 cebola, picada
1 folha de louro
Suco de 1 limão

Pré-aqueça o forno em fogo médio alto. Numa panela, aqueça 1 colher de sopa do azeite, acrescente a cebola, o aipo, o alho-poró e a pimenta-malagueta, e refogue em fogo brando por 2 minutos. Adicione as lentilhas. Junte o caldo de legumes, o tomilho e o louro e deixe ferver. Baixe um pouco mais o fogo e deixe cozinhar por cerca de 20 minutos ou até as lentilhas ficarem macias. Se, no final desse tempo, elas não tiverem absorvido todo o caldo, escorra-as (você pode usar o excesso de caldo para preparar uma sopa). Enquanto as lentilhas cozinham, misture a colher de sopa restante de azeite, o suco de limão e a pimenta-cayena. Coloque o bacalhau numa assadeira, tempere com sal e pimenta-do-reino e pincele com a mistura de azeite. Asse por 6 a 7 minutos ou até o peixe se desfazer com facilidade. Não há necessidade de virar o peixe. Disponha as lentilhas numa travessa aquecida e arrume por cima os pedaços de bacalhau. Sirva bem quente, com fatias de limão.