sábado, 8 de janeiro de 2011

Os Biscoitos da Sorte: A lenda Mongol que deu origem aos Fortune Cookies Norte-Americanos.


Já me peguei pensando em comer comida chinesa, várias vezes, única e exclusivamente pra comer o  biscoito da sorte. Definitivamente eu adoro aquela coisinha doce, e a devoro mesmo quando a mensagem não é boa (risos).

E hoje aconteceu isso... Quando cheguei em casa fui pesquisar a origem do brinde chinês para depois das refeições e acabei me surpreendendo com o que  a história revelou.
Frequentemente os biscoitos da sorte são encontrados em restaurantes chineses ocidentais, onde são ofertados como brindes após as refeições, são confeccionados com massa fina e crespa de farinha de trigo ou amido de milho, ovos e açúcar, e após serem enrolados em torno de tiras de papel impressas e moldados em forma de "V" (meia lua), são assados em fornos. As tiras de mensagens feitas de papel, geralmente, contém frases de sabedoria, profecias ou até mesmo séries de números da sorte para serem usados em loterias.
Agora se você já gosta de comer esta delicinha, veja só o qu e a história nos revela sobre este doce...

A Lenda:
Uma das lendas sobre o biscoito da sorte, conta que sua origem data do período em que a China foi invadida e seu território em grande parte ocupado pelos mongóis liderados por Genghis Khan (em Mongol, Чингис Хаан), o líder mongol cujo império ocupou desde o lado asiático do Oceano Pacífico até a borda leste do Mar Negro.
Genghis Khan
Essa ocupação estendeu-se por mais de um século até que o povo chinês, sentindo o enfraquecimento dos invasores, iniciou a luta pela liberdade.
Ao final de anos de batalhas e sentindo próxima a vitória, os chineses elaboraram os planos detalhados para o ataque final aos mongóis. Mas havia o problema de como transmitir a todos os generais, as ordens e os detalhes completos da disposição de seus numerosos exércitos espalhados em áreas extensas e distantes, sem que houvesse o risco de que os planos caíssem nas mão dos invasores.

A solução, segundo a lenda foi de uma simplicidade genial. Havia na culinária chinesa daquela época, um bolo em forma de meia lua cujo sabor à base de pasta de lótus era detestado pelos mongóis. Valendo-se desse detalhe, os planos foram acondicionados dentro desses bolos que foram então enviados a todos os generais.
Dessa forma um famoso revolucionário chamado Chu Yuan Chang tratou de distribuir grande parte dos bolinhos disfarçado de monge taoista.

Chu Yuan Chang

O levante foi um sucesso e decretou o fim da invasão mongol, o povo chinês reconquistou sua liberdade dando início a dinastia Ming - conhecida no mundo inteiro por sua inigualável porcelana,  e para comemorar anualmente o sucesso de sua luta, os chineses passaram a trocar mensagens de felicitação da mesma forma usada anteriormente para a troca de informações secretas. Dessa forma os bolos ancestrais, transformaram-se nos atuais e menores biscoitos da sorte.

A Verdadeira Origem:
A despeito das lendas e crenças populares, na verdade eles foram não foram inventados na China e sim na Califórnia. Acredita-se que foi apenas no século XIX que nasceu o biscoito da sorte no formato que conhecido pro todos atualmente. É que na época da corrida do ouro norte-americana muitos chineses imigraram para os Estados Unidos e trabalharam na construção de diversas estradas de ferro, recebendo destaque a que ligava Serra Nevada até a Califórnia.
Tanto as cidades de San Francisco e Los Angeles, reivindicaram o direito de terem sido o seu lugar de origem. Desde as primeiras décadas do século XX, as duas cidades avocaram para si o direito de reconhecimento como berço da invenção, devida segundo cada grupo de defensores, a dois proprietários de estabelecimentos comerciais residentes em cada uma das duas cidades que pleiteavam seu reconhecimento.
Os que defendiam San Francisco, alegavam que os biscoitos teriam lá surgido em 1909 por iniciativa do imigrante japonês Makato Hagiwara, proprietário de uma casa de chá, enquanto que o outro grupo argumentava que os primeiros desses biscoitos tinham sido preparados em Los Angeles em 1918, idealizados por David Jung, dono de uma fábrica de macarrão do tipo chinês.

Makato Hagiwara e sua Filha.

Pelo menos teoricamente e até hoje contestada, a polêmica só foi resolvida em 1983, quando a Corte de Revisão Histórica de San Francisco decidiu que o mérito da invenção pertencia àquela cidade. Embora essa decisão tenha sido proferida por um juiz federal em uma corte que se reúne a intervalos irregulares para julgar casos curiosos de interesse histórico, os vereditos são puramente simbólicos, pois não possuem força legal ou acadêmica, e suas decisões nem sempre refletem a palavra final sobre o assunto.

Desde então os biscoitos da sorte ganharam notoriedade e tornaram-se parte indispensável de qualquer refeição chinesa nos quatro cantos do mundo. E ganhando novas variaões.

Receita de Biscoito da Sorte Chinês

Ingredientes:
1/4 de xícara de farinha
1/4 de xícara de açúcar
1 pitada de sal
extrato de baunilha a gosto
1 clara de ovo

Modo de preparo: Prepare tiras de papel de 10 por 1,5 centímetros e escreva as mensagens que desejar. Pré-aqueça o forno a 200ºC. Unte duas folhas de papel especial para forno. Misture a clara de ovo com a baunilha até formar espuma. Junte a farinha, sal e açúcar na mistura do ovo. Com uma colher, coloque a massa sobre o papel, separando cada colherada por 10 centímetros. Movimente a folha, agitando, para fazer com que a massa se espalhe formando círculos de 7 centímetros de diâmetro. Faça poucos biscoitos de cada vez, pois eles devem ser modelados ainda quentes. Asse os biscoitos por 5 minutos ou até que fiquem dourados na borda. Tire do forno, retire da folha com uma espátula e coloque o biscoito em um prato, virando-o de forma a deixar o lado que estava em cima, no forno, para baixo, no prato. Coloque o papel com a mensagem no meio do biscoito e o dobre ao meio. Coloque as pontas dobradas debaixo de um copo, uma debaixo do bordo outra dentro do copo, e deixe ficar assim até arrefecer para manter a forma

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Os deuses, a chuva, o raio, o trovão e o meu chá de flor - minha tisana...

Quando a noite começa agitada como a de ontem, já sei que tem turbulência chegando por aí... Não que eu seja supersticioso, mas já consigo entender os sinais que a natureza manda.
Depois de mais de dez anos estudando mitologias diversas, já entendi o quanto a força da natureza se faz presente e como as pessoas acreditam, ou não, nas forças que estão pro trás dela.
Assim, como ontem, a partir da meia noite a chuva começou a cair, se transformando numa tempestade, cheia de raios, trovões, relâmpagos, e se estendendo assim por mais de 4 horas seguidas, é sinal de que realmente tem revolta no “Olimpo”. E nós, meros mortais que nos cuidemos.
Pro nordestino a chuva tem significados diversos. Eu, particularmente acredito nas linhas que transcreverei a seguir, obviamente que sem muitas alegorias. Porém, cheia de significados.



Não contada em muitas traduções por ser considerada repetição da Mitologia, porém de evidente origem sumeriana com o deus Shamash explicando como distribuiu os bens e os castigos aos homens, eis como conta Esopo:
"Zeus criou o mundo e colocou o homem para cultivá-lo. Mandou em seguida chover para haver de tudo e o homem acostumou com a fartura e não deu importância e transgrediu as regras que recebeu. Aí Zeus avisou que iria mandar raios poderosos para castigar os maus. Escondidos nas trevas, os invasores deuses do mal Hades e Plutão aproveitaram-se dos fatos e aumentaram o barulho, ecoando o trovão por grandes distâncias e fazendo tremer a terra logo após o raio de Zeus. Ambos passaram a induzir os homens a ficar onde as chuvas poderiam inundar ou os raios poderiam matar. Assim, além do estardalhaço tardio, programaram esses direcionamentos maldosos para acontecerem tragédias com os bons e com os maus, fazendo avisos prévios, de modo que os homens ficam sempre olhando o que acontece ou pode acontecer de mau e não se dão conta de que os bens chovem todos os dias a toda hora. E ainda porque os deuses do mal ficam escondidos, a culpa pelos castigos e erros dos homens é atirada à conta da ira de Zeus". Estava tudo já muito bem explicado... Mas aí os invasores que têm o dom da invisibilidade também mandaram destruir e desmoralizar as narrativas que explicam como é o enredo... Shamash mandou emissários aos homens e das trevas os reis do mal induziram a matar os profetas. Está na hora de Alguém intervir, né?
Resultante da ação e da iniciativa do céu e das divindades que o habitam, a chuva é um símbolo universal de fecundidade e fertilidade. Praticamente em todas as tradições e civilizações agrárias, a chuva é comparada à semente humana como sendo o fluido divino que desencadeia o princípio criador da vida.
Em todo o Mundo e entre etnias tão diversas e radicadas em lugares tão diferentes, são constantes os rituais dedicados à chuva para que esta caia sobre a terra, a fecunde e a torne fértil. Filha das nuvens e das tempestades, a chuva está relacionada com elementos do fogo e da água.
Na Índia, é Indra a manifestação divina do raio que dá origem à chuva e torna férteis os campos, as mulheres e os animais. As mulheres grávidas na Índia são comparadas à chuva como sendo as nascentes auspiciosas de toda a riqueza e abundância.

Indra
No Islã, são os anjos que enviados por Deus transportam as gotas de chuva uma ideia que também existe na Índia, onde os seres subtis são transportados para a terra em gotas de chuva.


Na China, a chuva é uma manifestação do céu que é um princípio activo, masculino e fecundante. No Oriente, tanto na China como na Índia, considera-se que a chuva é de origem lunar e é de natureza Yin, enquanto que o orvalho, também lunar, é de natureza Yang.
Na Grécia, a lenda de Dánae conta que esta, tendo sido encerrada pelo pai num local subterrâneo blindado de bronze para evitar que tivesse filhos, foi fecundada por Zeus que entrou no recinto transformado numa chuva de ouro que pingou de uma fenda no teto.

Danae

Esta conotação sexual da chuva como o sêmen dos deuses é também encontrada entre os índios da América Central, que consideram a chuva a semente do deus da trovoada. Estes povos utilizam a mesma palavra para designar a chuva, a água e a vegetação.
Entre os Astecas, o deus da chuva é também o deus dos raios e dos trovões. Os Incas acreditavam que a chuva era retirada da Via Láctea, considerada um grande rio no céu, pelo deus das trovoadas.

Tlaloc

Para muitas civilizações centradas na agricultura, a chuva é também sangue, o que justifica os muitos rituais de sacrifício de animais e mesmo de seres humanos que têm como objetivo a fecundação da Terra.

Assim, quando a chuva cai em tempestade, como ocorreu nesta madrugada, cheia de perigos e maravilhas eu tenho uma poção mágica pra neutralizar o mal. É um chazinho de flor. Aqueço água pra deitar na flor dissecada, abafo e depois tomo. Uma maravilha
De origem chinesa, este meu chá de flor, chá de florescência ou lótus latern é o mais belo dos chás e talvez o mais trabalhoso deles.
Ele é feito de pequenas flores ressecadas (amaranto, flor de jasmim, lírio, calêndula, dália, lírio etc) enroladas em folhas de chá verde ou branco com um fio de algodão cru.
Dizem que esse processo acontece durante a primavera no sudoeste da China e as plantas são colhidas apenas no amanhecer. Alguns apontam que, por essas flores e folhas absorverem facilmente odores, as colhedoras devem ter cuidado até com a sua própria alimentação para que não condenem a colheita.
 
Servir o chá também é um ritual à parte. Desconheço o processo chinês, mas, para nós, pobres ocidentais, é necessário um bule ou uma xícara transparente que permita apreciar a abertura dessa bela flor à medida que a água quente cai sobre ela.


 


A classe e beleza são acompanhadas de também algumas indicações para a saúde. O chá de flor é recomendado para o estômago, a pele, a fígado, ,os pulmões, contra inflamação e até para estabilidade emocional e  brilho nos olhos, contra maldade. Pode?



 
 
No Brasil, parece estar disponível 8 tipos de flores diferentes distribuídas em alguns restaurantes chinesescasas de chá custando por volta de R$ 8 reais cada flor.


No entanto devo aqui fazer uma correção, meu chá, na realidade não passa de uma “tisana“.

Isso mesmo, palavrinha estranha, não é. E assim como eu, até bem pouco tempo, garanto que você, caro (a) leitor(a), não sabe o que é um chá de verdade. (Pior disso tudo é o trauma (risos) de saber que aprendi errado: que lá em casa todo mundo aprendeu errado: que os amigos que eu conheço, todos aprenderam errado; ninguém sabia o que era um chá de verdade – tadinho do meu avô, que todo dia bebia seu “chazinho de cidreira” – bebia enganado por que aquilo não era chá... era “tisana”).
Só pode ser considerado chá a bebida de uma erva chamada Camellia sinensis, nativa do leste da Ásia. Elas são colocadas de molho na água quente e está feito um chá de verdade. Porém, alguns fatores como o local onde a erva foi cultivada, como as folhas foram processadas, tamanho das folhas e dos sabores incorporados (como jasmin, flores de laranjeira, bergamota) podem variar não só o sabor da bebida, mas também o nome que damos a ela.
Os chás finos são produzidos na China, no Japão, na Índia, no Sri Lanka (Ceilão) e no Quênia, com uma grande variedade de preços e qualidades. Via de regra, os chás são produzidos da mesma forma até certo ponto: as folhas são colhidas, passam por uma secagem e são desidratadas, pela exposição ao sol ou por um ar quente. Depois disso, eles se dividem em três caminhos, que resultarão em chás diferentes.
Porém, antes de enveredarmos pro este caminho, preciso esclarecer mais uma coisinha a qual um bebedor de chá de respeito tem que saber: As folhas de chá contêm “taninos” – você já deve ter lido esse nome em algum rótulo de vinho. Os taninos são uma combinação de várias substâncias químicas de origem vegetal (polifenóis), que dão à bebida boa parte de seu sabor e textura. É ele que dá aquele efeito de adstringência na boca, como se você tivesse mordido uma fruta verde. Sabe quando você toma um chá e parece que dá um nó na sua língua? É uma sensação de que a boca está seca, áspera e contraída. Fora o chá verde, compostos de taninos é fermentado.
Nos chás, o que se chama de “fermentação” é, na verdade, uma “oxidação” por enzimas da própria planta. Entre os produtos resultantes dessa oxidação, estão compostos de cor bronze e laranja (a quem interessar: rubigina e flavina) que dão ao chá o colorido e o sabor, respectivamente. Logo, o tempo de oxidação também determina a cor e o sabor do chá - e ela pode ser interrompida com ar quente, que desativa a enzima que propicia a oxidação.

Assim temos três tipos de chás:


Chá verde - Feito com folhas jovens da planta do chá, que não são fermentadas – como acontece com o chá preto e o oolong. Após a colheita, as folhas são desidratadas  com ar quente ou então torradas em panelas de ferro para desativar as enzimas das células da planta que propiciam a oxidação, prevenindo assim a fermentação (oxidação). Consumido principalmente na Ásia, o chá verde virou febre aqui no Brasil há alguns anos, por suas prováveis propriedades antioxidantes, desintoxicantes e diuréticas – o que é explicado pelo fato de não haver a oxidação dos polifenóis, que são antioxidantes e nos protegem dos radicais livres.


Chá preto - As folhas são machucadas para expor seu interior ao oxigênio e para liberar a “enzima da oxidação do chá” (se interessar: é a polifenol oxidase, porque oxida os polifenóis nas folhas, os taninos). A cor, resultantes da oxidação, pode ir do âmbar ao vermelho; enquanto o sabor se torna pouco adstringente.


Chá oolong (“dragão preto”, em chinês) - Também é feito de folhas jovens, porém semifermentadas, o que faz com que o sabor deste chá fique entre o do chá verde e o chá preto.  O processo é exatamente o mesmo do chá preto, só que com um tempo de oxidação menor, fazendo com que sua cor seja mais suave (entre um amarelado e um âmbar-claro) e o sabor mais ou menos adstringente.

Cada um desses tipos de chá poderão ser aromatizados através de um armazenamento feito com flores (como flores de laranjeira, jasmin ou bergamota) ou mesmo com essências. Daí cria-se uma variedade de chás – você já deve ter reparado pelo menos nos chás verdes, como são vendidos com uma porção de aromas diferenciados.
Daí você deve estar se perguntando:  - “Mas e o chá mate que eu tomo; o chá de camomila – que em acalma; o chá de boldo – que melhora meu estômago:  e todos os chás que eu conheço não  são chás? Sinto lhe informar, mas NÃO SÃO CHÁS. Fora a Camellia sinensis, qualquer material vegetal (ervas, folhas, flores, raízes, cascas, frutos…) pode ser colocado de molho na água quente para fazer uma infusão, que é chamada de “tisana“. Pode ser uma infusão de camomila ou de ervas venenosas, mas será sempre uma “tisana”.
“Ah, mas eu chamo de ‘chá de ervas’, não está certo?” Não. Chá é chá, tisana é tisana. Quando não for uma infusão de Camellia sinensis, não é chá.
“Então quando eu coloco os pés de molho na água quente, estou fazendo uma infusão?” Não, porque seu pé não é um material vegetal e não vai resultar em uma bebida aromática.
“Entendi muito bem. Tisana não é chá e chá não é tisana.” Nananinanão. Chá é tisana também, só que leva o nome de chá porque é feito da Camellia sinensis.
O negócio é o seguinte: só chame de chá o que for chá.
Achou a palavra tisana feia? Mas é o nome que ela tem. É o que tem pra hoje... Vou beber meu chá... Ops, minha tisana...
 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Gallete des Rois: Tradição Francesa para o Dia de Reis

Todos os países têm receitas típicas para celebrar cada festa do calendário cristão. Desta vez A Confraria do Barão de Gourmandise  apresenta a deliciosa Galette des Rois (França).

Desde a Idade Média a festa de Epifanía é celebrada nos países cristãos com um bolo especial. A Epifanía comemora a visita dos 3 Reis Magos que vieram trazer presentes para o menino Jesus: O Ouro de Melchior representa a realeza, o Incenso de Balthazar a divindade, a Mirra de Gaspar anuncia o sofrimento redentor. Na Espanha, ainda hoje, os presentes para as crianças são oferecidas no Dia dos Reis (6 de Janeiro) e não no Natal.



Os bolos contem uma "fava", originalmente um feijão: símbolo de fertilidade e de fartura. Quem encontrasse a "fava" na sua fatia de bolo se tornava o Rei ou Rainha da noite e escolhia seu parceiro ou parceira. Desde o final do século XIX, as "favas" foram trocadas por figuras feitas de porcelana e que fazem as delicias de colecionadores.
Pela França surge ainda uma história para o aparecimento da Gallete des Rois:  lá, alguns acreditam que tudo começou um dia da Epifania quando o cozinheiro da Corte de Louis XV, rei de França, quis entregar um esplêndido tributo ao seu monarca. Para isso, quis inventar algo que o surpreenderia, por conseguinte introduziu numa tarte a jóia que pretendia oferecer-lhe e assim entregou-se. Ao rei francês ficou encantado com a ideia e pôs-lha em prática junto da aristocracia da sua época, e não somente entre os franceses mas também ajudou que se estendesse ao resto da Europa
A tradição de compartilhar a Galette des Rois é acima de tudo um momento de confraternização em família, pois há um divertido ritual a ser seguido, no qual é sorteado o rei da Épiphanie através de uma fava  escondida na galette. A pessoa que receber a fatia com a fava se torna o rei do dia, e tem direito de ficar com a coroa dourada de papelão que acompanha a galette. Ao rei do dia cabe a tarefa de providenciar a galette do ano seguinte.


A coroa dourada de papelão sempre acompanha a Galette des Rois.

O ritual é mais ou menos o seguinte: uma galette deve ser cortada em quantidade de pedaços igual ao número de pessoas presentes. Para a distribuição dos pedaços, o mais jovem da família senta-se debaixo da mesa e vai escolhendo aleatoriamente a ordem das pessoas que vão receber cada fatia - e assim segue a distribuição da galette. A criança (ou jovem) sob a mesa representa Phébé (o deus Apollo), que usa sua inocência para distribuir com justiça os pedaços da galette e escolher o rei de forma imparcial. Algumas famílias costumam cortar uma fatia a mais da galette, a qual é chamada de la part du pauvre (a parte do pobre) ou celle du Bon Dieu (a do Bom Deus) a qual é reservada aos visitantes imprevistos.

Antigamente a galette com a fava escondida não era reservada apenas ao Dia de Reis. Os franceses do século XIII a compartilhavam também para celebrar os casamentos e nascimentos do ano nos pequenos vilarejos. Apesar disso a origem da galette com a fava escondida remonta a Roma Antiga.

Uma fava dentro de um bolo remonta à época dos romanos. Era uma fava branca ou preta que era depositada nas urnas de votações. No inicio de Janeiro nas Saturnais de Roma se elegia o rei da festa por meio de uma fava colocada dentro de um bolo.
È interessante notar que durante a revolução francesa a Galette de Rois mudou de nome e virou Galette de l’Égalité - bolo da igualdade - devido ao fato de os reis não serem muito populares à época.
Hoje o costume dos bolos de reis se tornou na Europa uma tradição onde depois do Natal e durante todo o mês de Janeiro, a família se reúne os domingos para se deliciar com uma Galette des Rois, e quem encontrar a "fava" será coroado Rei ou Rainha do dia.

Alguns exemplares das figurinhas (até hoje chamadas de 'favas') que ficam escondidas dentro da Galette des Rois - o sortudo que encontrar a fava é literalmente 'o rei do pedaço'.

Em 1870 as favas foram substituídas na França por bonequinhos de porcelana e mais recentemente de plástico. Como a escolha do rei da Épiphanie é uma tradição anual, muitos franceses têm verdadeiras coleções desses bonequinhos, que são guardados como símbolos da boa sorte.
O Musée de Blain guarda a mais importante coleção de favas da França, com mais de 20.000 peças - algumas datando do período gallo-romano.

Musée de Blain

Exemplares de favas do Musée de Blain


Na França a expressão trouver la fève au gâteau (achar a fava no bolo) significa ter recebido um lance de sorte.

Gallete dês Rois

200g de manteiga
200g de açúcar
200g de farinha de amêndoas
4 ovos
75g de farinha de trigo
2 discos de massa folhada de 3mm de espessura, para uma forma de aproximadamente 22cm de diâmetro
2 ovos ligeiramente batidos, para pincelar a massa
1 fava se quiser fazer o doce à moda antiga (hoje em dia usa-se uma pequena estatueta de porcelana chamada fève (fava) ou bonequinhos- antigamente era colocada uma fava dentro do bolo, que depois foi substituída pela estatueta)

Modo de preparo:
Creme: Bata juntos, em batedeira, a manteiga com o açúcar e a farinha de amêndoas. Depois da mistura clarear e crescer, junte aos poucos os ovos, sempre batendo. Incorpore por último a farinha de trigo e bata mais um minuto só para misturar. Reserve na geladeira
Montagem:
Coloque um disco de massa folhada na forma e espalhe por cima o creme de amêndoas. Coloque a estatueta e cubra com o segundo disco de massa folhada. Pincele com ovo batido e, com a ponta de uma faca, desenhe folhas na torta. Asse em forno pré-aquecido a 200°C durante aproximadamente 25 minutos.
Deixe esfriar, desenforme e sirva.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Oração para o Ano Novo


Senhor Jesus!

Ante as promessas do ano que se inicia não nos permitas que esqueçamos aqueles com quem nos honraste o caminho iluminado:  as mães solteiras, desesperadas, a quem prometemos o pão do entendimento;  as crianças delinqüentes que nos buscaram com a mente em desalinho;  os calcetas que, vencidos em si mesmos, nos feriram e retornaram às nossas portas; os enfermos solitários, que nos fitaram, confiantes em nosso auxílio;  os esfaimados e desnudos que chegaram até nossas parcas provisões; os mutilados e tristes, ignorantes e analfabetos, que nos visitaram, recordando-nos de Ti...
Sabemos, Senhor, o pouco valor que temos, identificamo-nos com o que possuímos intimamente, mas, contigo, tudo podemos e fazemos. Ajuda-nos a manter o compromisso de amar-Te, amando neles toda a família universal em cujos braços renascemos.

Senhor, que o ano que se aproxima
Venha sempre nos ensinar
Aquilo que a vida quer provar.
Que tenhamos fé.
Que não venhamos perder a esperança.
Ter sempre em mente um sorriso de criança.
Aprender com o novo.
Mesmo que tenhamos que começar
Tudo de novo.
Abraçar o desafio.
Mesmo que a vida esteja por um fio.
Sempre esperar o bom da vida.
Mesmo que tenhamos marcas feridas.
Senhor que o novo ano que se aproxima.
Venha nos trazer sempre tua presença.
Que o povo não perca a crença,
Que as realizações encham os corações,
E que o ano novo nos traga inteligentes
E grandes emoções.
Que nós tenhamos um ótimo e excelente
Ano novo!
Sempre marcado pela tua presença.
Amém!!!

E nestas primeiras horas do dia primeiro, depois da virada do ano a preguiça chega... E pra não estressar ninguém na cozinha, vou deixar a receita de uma tortinha restô donté srsrsrsr

Torta Restô Donté

Massa:
2 ovos
1 xícara (chá) de óleo
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
2 xícaras (chá) de leite
1 pacote de queijo parmesão ralado
1 colher (chá) de sal
1 colher (sopa) de fermento em pó

RecheioPode ser o que você quiser, legumes cozidos, carne moída refogada, frango desfiado, frios. Eu usei:
1 lata de milho verde
2 tomates sem sementes picados
Queijo mussarela picado
Cebola
Azeite
Sal
Salsa e cebolinha
Pimenta
Alho torradinho

Modo de Fazer
Faça um saladão com os ingredientes do recheio. Coloque tudo numa bacia e tempere com sal, pimenta, alho, azeite e as ervas que quiser. Enquanto a salada toma gosto, bata todos os ingredientes da massa no liquidificador. Jogue a massa numa assadeira (não precisa untar). Coloque a salada por cima da massa e misture. Leve para assar. Quando estiver corado, pode servir quente ou frio. Dá até para congelar.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Brindemos o Ano Novo


Para este último post do ano trago  duas digas maravilhosas pra quem gosta de surpreender os convidados na ceia de virada do ano.
2010 foi um ano  um tanto quanto atribulado para mim, espero que 2011 seja melhor em todos os aspectos. E para não fugir das tradições de desejar...

Desejo que o universo perfume todos os nossos dias com dádivas;
Que ao acordarmos amanhã, sejamos melhores do que fomos;
Que possamos nos entregar a uma nova trilha de vida;
Que possamos nos voltar ao nosso conhecimento pessoal, sem egoísmo, sem hipocrisia, sem falsidade;
Que podemos encontrar nos amigos um porto cada vez mais seguro, que a família seja sempre mais unida;
Que o mundo seja mais doce, menos poluído, menos destratado, menos esquecido;
Que cada um receba de acordo com suas ações, para que nada seja injusto;
E que, não importa qual o tipo de bebida estejamos brindando à meia noite, que o brinde traga-nos paz, sorte, saúde e sucesso.
Feliz ciclo novo para todos!

Veludo Preto

Ingredientes
1 parte de cerveja preta
1 parte de vinho espumante brüt

Modo de preparo
Gele bem os dois ingredientes e coloque-os simultaneamente em uma jarra. Sirva em copos bem altos. Veludo Preto, que mistura cerveja preta e champagne.

Turca
Ingredientes
1 garrafa de vinho tinto
A mesma quantidade de suco de pêssego
½ lata de leite condensado
Gelo

Modo de preparo
Coloque todos os ingredientes no liquidificador ou no mixer, bata na função pulsar sirva em taças para vinho. Decore com uma fatia de pêssego.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Do Tempo e da necessidade de estar desintoxicado para aproveitar o ano novo...


Ultimamente, eu devo confessar que não me detenho em saber que horas são, nem que dia do mês ou da semana é... Já ando tão desligado e desprendido desta forma de contar o tempo que, hoje, me senti burro por não saber que dia da semana era. Srsrsrrsrsrsrs.

Então para saciar a minha curiosidade, além de ter ido ver no calendário do celular a data, trago pra vocês um pouquinho de como foi  feita esta invenção do tempo divido em tempos.
Aproveitando que o Ano Novo já está quase aí, deixo no  fim do texto  a receita de alguns sucos desintoxicastes para que vocês façam no primeiro dia do ano. Os sucos teram nomes de acordo com a sua funcionalidade. Então aproveitem e se puderem tomar o primeiro deles na primeira semana do ano novo ,irão estar ajudando o seu organismo a combater os radicais livres e limpar o seu organismo dos resquícios do ano passado.

Os benefícios dos sucos desintoxicantes para o organismo são diversos, entre eles o aumento na disposição, pele hidratada, ajudam na qualidade do sono, memória e lucidez, reforçam o sistema imunológico ativo prevenindo de doenças, aumentam a resistência a gripes e resfriados, melhoram o sistema cardiovascular controlando a hipertensão. Além disso, promovem um ótimo funcionamento intestinal e ajudam a tonificação de pulmões, rins e fígado.


Dos Nomes dos meses e dias do ano

O ano romano original tinha 10 meses que eram: Martius "Março", aprīlis "Abril", Maius "Maio", Junius "June", Quintilis "Julho", Sextilis "Agosto", de Setembro "Setembro", de Outubro "Outubro", de Novembro " Novembro ", de Dezembro" Dezembro "e existia dois meses sem nome no auge do inverno, período em que não acontecia muita coisa na agricultura. O ano começa em Março.

Pompilius, o segundo rei de Roma, por volta de 700 aC, acrescentou  dois meses que faltavam: Januário "Janeiro" e Februarius "Fevereiro".  Ele também transferiu o início do ano, de Martius para Januário e mudou o número de dias em vários meses. Depois de Februarius havia ocasionalmente um mês adicional Intercalaris "intercalendar".
Esta seria, então, a origem do dia do ano bissexto em fevereiro. Em 46 aC, Júlio César reformou o calendário romano (daí o nome de calendário juliano) alterando o número de dias em muitos meses e removendo o Intercalaris.

January— Mês de Janus

Middle English Januarie
Latin Januarius “of Janus”
Latin Januarius mensis “month of Janus”

 Janus é o deus romano das portas e portões, representado com duas faces olhando em direções opostas. Janus tinha 29 dias, até que Júlio, quando ficou 31 dias longos.


February— Fevereiro- Februa

Middle English Februarius
Latin Februarius “of Februa”
Latin Februarius mensis “month of Februa”
Latin dies februatus “day of purification”
Februa é a festa romana da purificação, realizada no décimo quinto dia de fevereiro.  Trata-se possivelmente de origem Sabine.

. Intercalaris tinha 27 dias até o mês foi abolido por Júlio.

March—Mês de Marte-Março

 Middle English March(e)
Anglo-French March(e)
Old English Martius
Latin Martius “of Mars”
Latin Martius mensis “month of Mars”

Martius teve sempre 31 dias.
Março foi o início original do ano, e o tempo para o reinício da guerra.  Marte é o deus romano da guerra.  Ele é identificado com o deus grego Ares.

April— Mês de Aphrodite - Abril

Old English April(is)
Latin Aprilis
Etruscan Apru
Greek Aphro,
abreviação de Afrodite.

 Aprīlis já teve 29 dias, até que Júlio, o transformou e o fixou com 30 dias.  Afrodite é a deusa grega do amor e da beleza. Ela é identificada com a deusa romana Vênus.

May—Mês de Maia- Maio

 Old French Mai
Old English Maius
Latin Maius “of Maia”
Latin Maius mensis

Maius sempre teve 31 dias. Maia (que significa "a grande") é a deusa itálica da primavera, a filha de Fauno e esposa de Vulcano.

June— Mês de Juno- Junho

Middle English jun(e)
Old French juin
Old English junius
Latin Junius “of Juno”
Latin Junius mensis

Juno é a deusa do princípio do Pantheon romano.  Ela é a deusa do casamento e do bem-estar das mulheres.  Ela é a esposa e irmã de Júpiter.  Ela é identificada com a deusa grega Hera.

July—Mês deJulius Caesar- Julho

Middle English Julie
Latin Julius “Julius”
Latin Julius mensis
Latin quintilis mensis – quinto mês

 Quintilis (e mais tarde Julius) sempre teve 31 dias. Júlio César reformou o calendário romano (daí o calendário juliano) em 46 aC.  No processo, ele renomeou este mês, com o seu próprio nome

August— Mês de Augustus Caesar- Agosto
Latin Augustus “Augustus”
Latin Augustus mensis “month of Augustus”
Latin sextilis mensis  -
antigo sexto mês

Sextilis já teve 30 e 29 dias, até que Júlio, quando acrescentou mais um, e ficou então 31 dias – obra que para completou a reforma do calendário e que foi nomeado com o nome dele mesmo.

September— Sétimo Mês- Setembro

 Middle English septembre
Latin September
Latin september mensis 
antigo sétimo mês

 Setembro tinha 29 dias, até que Júlio, o modificou também e o deixou com 30 dias.

October— Oitavo Mês - Outubro
Middle English octobre
Latin October
Latin october mensis
Antigo Oitavo Mês

 Outubro teve sempre 31 dias.
November— Mês de Novembro-Nono mês
Middle English Novembre
Latin Novembris mensis
Antigo Nono Mês

. Novembro já teve 29dias e também foi modificado por Júlio que o deixou com  30 dias.

De Dezembro, o décimo mês December—the tenth month
Middle English decembre
Old French decembre

Latin december
Antigo Décimo Mês

Dezembro também foi alterado por Júlio que o deixou com 31 dias.

 A semana de sete dias e os significados dos nomes

Os babilônios marcavam a hora de acordo com as fases da lua. Eles a observavam de acordo com sua atividade e assim nomeavam os vários dias do mês de acordo com o que se segue abaixo:
·         O primeiro dia seria aquele do crescente visível,
·         O sétimo da meia-lua crescente,
·         O décimo quarto, a lua cheia,
·         O décimo nono, dedicado a uma deusa ofendida,
·         O vigésimo primeira meia-lua minguante,
·         O vigésimo oitavo- o último crescente visível,
·         O vigésimo nono-lua invisível, e
·         O trigésimo (possivelmente) a lua-invisível.

Esse período de sete dias mais tarde foi regularizado e dissociado do mês lunar para se tornar a nossa semana de sete dias.

A nomeação dos Dias
Os gregos já chamavam os dias da semana pelos nomes:  o sol, a lua e os cinco planetas conhecidos, que por sua vez foram nomeados a partir dos  deuses Ares, Hermes, Zeus, Afrodite, e Cronos. Os gregos chamavam os dias da semana, o Theon hemerai "dia dos Deuses".
 Os romanos substituíram os nomes dos dias pelo nomes dos deuses equivalentes para os romanos e logo ficou: Marte, Mercúrio, Jove (Júpiter), Vênus e Saturno.  (Os dois panteões são muito semelhantes.)
Os povos germânicos também vieram a fazer substituições em cima nos nomes romanos que, também ligado aos seus deuses ficou: Tiu (Twia), Woden, Thor, Freya (Fria), mas não substitui Saturno. Daí vejamos o que aconteceu:

.


Sunday—Sun's day – Domingo - Dia do Sol

Middle English sone(n)day or sun(nen)day
Old English sunnandæg “day of the sun”
Germanic sunnon-dagaz “day of the sun”
Latin dies solis “day of the sun”
Ancient Greek hemera heli(o)u, “day of the sun”


Monday—Moon's day – Segunda - Dia da Lua

Middle English monday or mone(n)day
Old English mon(an)dæg “day of the moon”
Latin dies lunae “day of the moon”
Ancient Greek hemera selenes “day of the moon

Tuesday—Tiu's day – Terça

Middle English tiwesday or tewesday
Old English tiwesdæg “Tiw's (Tiu's) day”
Latin dies Martis “day of Mars”
Ancient Greek hemera Areos “day of Ares”

Tiu (Twia) é o deus Inglês /germânico da guerra e do céu. Ele é identificado com o deus nórdico Tyr.
 Marte é o deus romano da guerra. Ares é o deus grego da guerra.


Woden's day - Wednesday— Quarta

Middle English wodnesday, wednesday, or wednesdai
Old English wodnesdæg “Woden's day”
Latin dies Mercurii “day of Mercury”
Ancient Greek hemera Hermu “day of Hermes” 
Woden é o deus soberano Anglo-Saxão/Teutônico/. Woden é o líder da Caçada Selvagem.  Ele é identificado com o nórdico Odin.
 Mercúrio é o deus romano do comércio, viagens, eloquência e da ciência.  Ele é o mensageiro dos outros deuses.
Hermes é o deus grego do comércio, a invenção, astúcia e do roubo. Ele é o mensageiro e arauto dos outros deuses. Ele serve como padroeiro dos viajantes e dos ladrões, e como o condutor dos mortos para Hades.

Thursday—Thor's day - Quinta

Middle English thur(e)sday
Old English thursdæg
Old Norse thorsdagr “Thor's day”
Old English thunresdæg “thunder's day”
Latin dies Jovis “day of Jupiter”
Ancient Greek hemera Dios “day of Zeus”.

 Thor é o deus nórdico do trovão. Ele é representado como andar de carruagem puxada por bodes e empunhar o martelo Miölnir. Ele é o defensor dos Aesir, destinado a matar e ser morto pela Serpente Midgard.
 Júpiter (Jove) é o deus romano supremo e patrono do estado romano.  Ele é conhecido por criar raios e trovões.
Zeus é o deus grego dos céus e o deus supremo grego.

Friday—Freya's day - Sexta

Middle English fridai
Old English frigedæg “Freya's day”
Latin dies Veneris “Venus's day”
Ancient Greek hemera Aphrodites “day of Aphrodite”

Freya era Irma gêmea de Frey, personagens mitológicos germânicos. Freya significa "amado, pertencentes aos entes queridos, e não em cativeiro, livre".  Freya (Fria) é a deusa teutônica do amor, a beleza e da fecundidade (procriação abundante). Ela é identificada com a deusa nórdica Freya.  Ela é a líder das Valquíria e um dos Vanir. 
 Ela é confudida na Alemanha com Frigg. Frigg (Frigga) é a deusa teutônica de nuvens, o céu, e amor (casados) conjugal.  Ela é identificada com Frigga, a deusa nórdica do amor e do céu e esposa de Odin.  Ela é um dos Aesir.
Vênus é a deusa romana do amor e da beleza.
Afrodite (Cytherea) é a deusa grega do amor e da beleza.

Saturday—Saturn's day – Sábado

Middle English saterday
Old English sæter(nes)dæg “Saturn's day”
Latin dies Saturni “day of Saturn”
Ancient Greek hemera Khronu “day of Cronus”

Saturno é o deus romano e itálico do tempo. Acredita-se que têm governado a Terra durante uma era de felicidade e da virtude.
Cronos (Cronos, Cronos) é o deus grego (Titan), que governou o Universo até destronado por seu filho Zeus.

E depois desta misturada de mitologias para se criar o calendário como o usamos hoje, que tal experimentar um suquinho diferente que irá te ajudar a ser melhor do que você já é?

Suco desintoxicante

1 xícara de folhas/talos frescos de espinafre cru ou couve manteiga
Folhas de hortelã
1 pepino (com casca)
3 laranjas
1 cenoura
½ beterraba
Passe tudo pela centrífuga(ou liquidificar) e sirva imediatamente com gotas de limão.
Sources:
Suco desintoxicante Noite Feliz
2 maçãs descascadas e sem as sementes
1 pêra (idem)
Use o chá ou suco de maracujá para diluir se desejar. Bata tudo no liqüidificador e sirva imediatamente. Este suco cuida do sono e também da celulite.

Suco desintoxicante e Sonífero
½ maço de alface
1 talo de aipo
ramos de hortelã
Passe tudo pela centrífuga e sirva imediatamente.

Suco desintoxicante de Oxigenação e Rejuvenecimento
1 pepino com casca
6 ramos de hortelã
Passe tudo pela centrífuga e sirva imediatamente. Ajuda no tratamento dos distúrbios no pulmão. Um copo de suco diário ajuda na oxigenação e rejuvenescimento das células.

Suco desintoxicante
1 xícara de uva-itália sem as sementes
3 kixis
1 laranja-pêra descascada deixando a parte branca
Bata tudo no liqüidificador, coe e sirva imediatamente. Tomar antes de deitar para soltar o intestino.

Suco desintoxicante e calmante
-1 cenoura
-1 maçã
-½ molho de alface (talo incluso)
-1 suco de limão e raspas da casca
Suco desintoxicante e digestivo
-1 xícara (chá) de abacaxi em cubos
-1 cenoura
-1 xícara (chá) de talos de erva doce
-1 suco de limão e raspas da casca
Suco desintoxicante e laxante
-1 fatia de mamão
-1 suco de laranja
-1 suco de limão
-5 ameixas secas ou uva passa sem caroço
Suco desintoxicante e energético
- 4 cenouras
- 1 maçã
- 1 suco de limão (com casca)
- 2 laranjas
- 1 pedaço de gengibre
Suco desintoxicante e “engana fome”
-1 tomate
-½ pepino (com casca)
-1 talo de salsão
-1 suco de limão
Temperar com sal ou molho shoyo e tomar no intervalo da manhã ou tarde.
Suco desintoxicante e diurético
-2 fatias de melancia
-1 talo de aipo com folhas
Suco desintoxicante e “aumenta imunidade”
-2 maçãs
-1 laranja
- ramos de manjericão
-1 limão (com casca)