terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Os, não menos importantes, Talheres.

Tem coisa mais chata do que você pegar um garfo com dente torto, quando vai comer alguma coisa? Pois é, foi pensando nisso que hoje resolvi escrever sobre os talheres, que apesar de sugerir inutilidade para muitas pessoas, a diversidade de talheres utilizados hoje é, na verdade, uma secular - e em alguns casos até milenar - herança cultural, que foi aperfeiçoada com o passar dos anos.

A desgraça que abate os talheres da atualidade é que eles não são os mesmo, em qualidade, de antigamente. Hoje você encontra talheres feitos de todos os materiais, de plástico a ligas nobres. No entanto, a maioria das pessoas acaba usando na diária, peças não muito confiáveis, que queimam o cabo, entortam facilmente ou até mesmo se quebram. Fico me perguntando se não existe um controle de qualidade para estes produtos no Brasil...
Outra coisa que devo confessar é que eu acredito que eu não me adaptaria bem sem um talherzinho por perto (me perdoem as culturas que usam as mãos pra comer).
A origem do surgimento dos talheres é interessante e cheia de lendas. E temos que ir por partes, ou melhor, pela cronologia de quando eles aparecem na história:

E a faca seria o mais antigo dos talheres. foi o Homo erectus, que surgiu na Terra há 1,5 milhão de anos, quem criou o primeiro objeto cortante, feito de pedra, para caça e defesa. Desde então, o homem sempre carregou uma faca. Na Idade do Bronze, que começou por volta de 3000 a.C., ela passou a ser feita com esse metal e a mesma faca que servia para matar era usada também para descascar frutas. Foi nesse mesmo período que a faca começou a se diversificar. Assim, surgiram a faca de cozinha e a utilizada para comer; a apropriada para a caça e a específica para rituais.
As colheres apareceram na mesma época das facas, e ninguém se arriscam em dizer qual das duas surgiu primeiro. Essa ausência de informações gerou, inclusive, algumas fantasias, como a narrada no livro In Punta di Forcheta (Idealibri, Milão, 1998). Nele, os autores Ingeborg Babitsh e Mariosa Schiaffino levam a origem do talher a Eva (sim, ela mesma, a de Adão). Numa praia deserta, a personagem abre uma concha de ostra, observa seu desenho e descobre o utensílio perfeito para levar à boca substâncias líquidas. Sobre a colher, de concreto, sabe-se que os romanos inseriram o objeto nas refeições.
Mas são os garfos, os mais utensílios que causam maior polêmica...
A história nos diz que até o século XI, quase todo mundo comia com as mãos. Os mais educados eram aqueles que usavam apenas três dedos para levar o alimento à boca. Naquele século, Domenico Selvo, membro da corte de Veneza, casou-se com a princesa Teodora Ducaina, filha do Imperador de Bizâncio, Constantino Ducas. Ela trouxe no enxoval um objeto pontudo, com dois dentes, que usava para espetar os alimentos. Em Bizâncio naquela época o uso deste novo instrumento, a partir de Constantinopla, não foi  fácil e teve uma rejeição geral por vários tipos de razões, mas a principal foi devido à falta de competência de quem o utilizava, pois as pessoas que o possuíam acabavam picando língua, gengiva, lábios; e era usando como hoje usamos os palitos.
Domenico Selvo
A princesa Teodora tentou impor junto ao tribunal esta nova ferramenta, conhecida como "fourchette", que vem a significar "espeto". Mas fama de refinada e sofisticada da princesa, não caiu nas da corte o instrumento não teve sucesso e ainda sofreu mais, quando religiosos da época o compararam com a lança com a qual o demônio infernizava os condenados ao fogo eterno. Para os religiosos bizantinos, Além disso, o garfo impedia que a pessoa tocasse diretamente o alimento, considerado uma dádiva Divina. Quando a princesa faleceu sua a morte foi considerada um "castigo de Deus" pelo uso do garfo.
Mas esse fato como um pioneiro, para a época, terá um impacto de alguns séculos mais tarde, não só em Itália, mas em todo o mundo.
Por volta de 1530 a florentina Catarina de Médici (que mais uma vez aparece neste blog por suas contribuições gastronômicas), que mais tarde seria rainha, levou ao país um enxoval completo, com garfo, faca e colher.
O Rei Henrique III (França) foi um dos pioneiros nos anos 1574-1589, tentando ampliar o uso dessa ferramenta em sua refinada corte francesa, com uma ligeira variação do modelo original da princesa Teodora, o garfo tinha dois dentes e um cabo um pouco mais amplo.
Henrique III (França)
 No século XVII, como o avanço da utilização do garfo na Europa, o excêntrico explorador britânico e especialista em viagens Thomas Coryat, em uma de suas viagens para a Itália descobre esta nova ferramenta (o garfo). Em um de seus diários podem ser coletadas as referências sobre ele: "Muitos italianos servir como um garfo "para não tocar na comida, para comer espaguete, para comer a carne (...), não é refinado comer com as mãos, pois asseguram que nem todas as pessoas têm as mãos limpas. " E para o espanto de todos, o Sr. Coryat, leva esta tradição para a Inglaterra tradicional.

Thomas Coryat
Na seqüência Carlos V da França, que conheceu o garfo em Veneza, o traz como suvenir de uma viagem a Polônia. Mas desta vez o fracasso do uso do garfo teve motivos puramente preconceituosos: o rei e seus inseparáveis amigos tinham fada de homossexuais e o garfo perdeu a batalha ao ser considerado um objeto caprichoso de pessoas com a sexualidade questionável (efeminados).

Carlos V da França


O primeiro a sugerir que cada homem deveria ter um talher para ser usado exclusivamente à mesa foi o cardeal francês Richelieu (1585-1642), um fervoroso defensor das boas maneiras, por volta de 1630.
Conhecer normas de etiqueta à mesa pode valer uma venda ou um elogio tanto quanto um traje adequado ou um inglês fluente. A segurança em uma refeição é fundamental para estreitar relações pessoais e profissionais. O simples fato de a pessoa não ficar nervosa por não saber o que fazer já é um grande avanço. O raciocínio e a desenvoltura não ficam bloqueados. A partir daí, a discussão ou a simples interação social ficam facilitadas.
A regra de ouro é começar a praticar em casa, mesmo que a pessoa ache desnecessário esse treinamento. Alimentar-se com o garfo na mão esquerda requer certa prática para quem não está acostumado. E o lar é o melhor lugar para aperfeiçoar as boas maneiras, porque não há pressões externas.
O Mise-en-place, que significa jogo de cena ou arrumação prévia, nada mais é que a maneira como os objetos são distribuídos à mesa. Ao contrário da confusão que algumas pessoas fazem, o objetivo é facilitar a vida de quem serve e de quem se alimenta. Para quem está comendo, vale a regra de utilizar sempre o talher que estiver mais para fora.
A diferenciação dos objetos visa adequar o talher aos vários pratos servidos numa refeição completa. A faca para peixe, por exemplo, não tem corte porque a carne é extremamente macia. Além disso, ela ajuda a separar espinhas. O mesmo vale para as taças. A utilizada para vinho branco é menor e a temperatura da bebida deve ser mais baixa. Na organização, ela fica mais próxima à mão direita porque acompanha o primeiro prato. A taça de água é maior porque é a mais utilizada. E todas devem ser seguradas pela haste para evitar o contato com as mãos.

A disposição dos objetos à mesa é também reflexo de intenções subentendidas, herdadas ao longo dos séculos. O ato de virar a faca para dentro, por exemplo, vem da idade média. A intenção do anfitrião é mostrar que está desarmado, uma espécie de sinal de paz para o banquete. O fato de o garfo ficar na mão esquerda e a faca na mão direita vem dos tempos de Luís XIV. A ordem existe até hoje porque todo o modelo foi concebido para pessoas destras, já que os canhotos eram discriminados.
O hashi (em japonês) ou k'uai-tzu (em chinês), chamado de "palitinho", também tem vida milenar. Ele é utilizado por povos do oriente desde a antigüidade, por volta do século IV. Naquela época, o instrumento era dobrado como se fosse uma pinça, representando o bico de um pássaro. A tradução do termo nipônico para o português também é simbólica. Na tradição shintoísta, hashi significa "ponte", que liga o homem e o alimento.
A maioria dos hashi é feita de madeira. Contudo, ossos, dentes de elefante, marfim, bambu e até metais são utilizados em sua confecção, que inclui ainda pinturas e decorações. O comprimento varia de 21 a 36 centímetros.
Em muitos casos, eles acabam se tornando objetos pessoais: cada um tem seu hashi.
Assim como os talheres ocidentais, o hashi tem diferenciações funcionais. Existem os específicos para comer, cozinhar e apanhar comida. Mas há também diferenças estéticas, inclusive de um país para outro. O k'uai-tzu é quadrangular de uma ponta à outra. Já o hashi diminui em uma das extremidades. O formato facilita a retirada dos ossos dos peixes.

Apesar da aparente simplicidade do "talher" oriental, alguns cuidados devem ser observados. O mais importante deles poderia inclusive endossar a desaprovação do cardeal italiano diante da princesa de Constantinopla. Para os orientais, espetar o hashi no arroz e deixá-lo na vertical é falta grave. Isso só é feito em momentos de oração, de reflexão e homenagem a antepassados. Também não é recomendável deixá-lo sobre qualquer tigela, na horizontal. Para descansar o hashi, vale a pena improvisar um hashioki (descanso para palitinhos).
REGRAS DE ETIQUETA
Na corte de Luís XIV, o “Rei Sol” – que governou a França de 1661 até por volta de 1711 – desenvolve-se a cultura cortesã como nova religião do Estado. Em vez de missas, o rei realizava festas na corte com todos os objetos que pudessem marcar a diferença entre o homem cortês e a plebe.
Um deles eram os talheres, que atuavam como um princípio de distinção social. Neste sentido, pouco mudou até os dias de hoje.
As regras de etiqueta no uso dos talheres revelam poder, polidez, civilidade e aceitação entre os mais refinados.
Deixando a História de lado, o fato é que cada talher surgiu com o intuito de facilitar o dia-a-dia e a vida das pessoas, aumentando o prazer em comer.
A colher pode ser encontrada atualmente em diferentes formatos e materiais, seguindo tendências na forma de servir. Um exemplo é o serviço chamado “finger food”(comida para pegar com os dedos), febre entre os bufês, no qual servem-se pequenas porções em cumbucas ou em colheres, possibilitando uma degustação prática, simples e também refinada.
Nos Estados Unidos, existem estudos para a confecção da “colher inteligente” que, conectada a um computador via wireless, detecta se a quantidade de sal, por exemplo, na comida está adequada. Independente do modelo, cor ou material, a colher, assim como os outros talheres, veio para facilitar a vida e trazer bem-estar. E o mercado continua inovando, vejamos dois exemplos de garfos especiais: um para massas e outro para pizzas.


Agora deixo algumas dicas importantes de algo, que percebo pouco difundido, quanto ao uso dos talheres para comer frutas nos restaurante ou em qualquer jantar, então  aprenda pra não mais errar.

Abacate em creme com licor de cacau – coma com colher de sobremesa.
Abacaxi fatiado – coma com garfo e faca (dispensa-se o miolo duro).
Ameixa grande – corta-se ao meio e come-se com garfo e faca
Ameixa pequena – coma com a mão. A semente deve ser depositada discretamente na mão e levada à borda do prato.
Caju grande – corta-se em pedaços e come-se com garfo e faca.
Caqui inteiro – corta-se ao meio e come-se com colher.
Cereja inteira – com a mão. A semente deve ser depositada discretamente na mão e levada à borda do prato.
Figo inteiro – corta-se em duas ou quatro partes. Come-se a polpa com colher.
Figo descascado com chantilly ou sorvete - come-se com colher.
Goiaba inteira – firma-se com o garfo e descasca-se com a faca. Come-se com garfo conforme os pedaços vão sendo partidos.
Laranja em gomos - com garfo e faca.
Mamão descascado e fatiado – com garfo e faca.
Mamão cortado ao meio – com colher.
Manga fatiada – com garfo e faca.
Melão fatiado – retira-se a polpa com a faca. Come-se com o garfo à medida que os pedaços vão sendo cortados.
Melancia fatiada – com garfo e faca. As sementes são depositadas discretamente na mão e levadas à borda do prato.
Morango em taças – com colher.
Pera ou Maçã inteiras - divide-se em quatro com garfo e faca. Come-se com garfo à medida que os pedaços vão sendo partidos.
Uvas em cachos inteiros – corta-se com tesoura adequada. A etiqueta tradicional manda comer com a mão, engolindo a casca e as sementes. Quem não as suporta, não deve comer a fruta.
Sucesso a você!

Pera com calda de chocolate

3 murcotes (ou laranjas)
4 peras pequenas inteiras, sem casca,
9 colheres (sopa) de açúcar,
2 anises-estrelados,
4 colheres (sopa) de cacau em pó,
1/2 xícara de leite integral

Parta as murcotes ao meio e esprema o suco. Reserve. Corte a casca de uma delas em tiras fininhas e cozinhe por 5 min em panela com bastante água. Escorra a água. Adicione mais água fria e repita o procedimento por três vezes. Escorra a última água. Ponha na panela, junto com as cascas, as peras, o suco, 5 col. (sopa) de açúcar e os anises-estrelados. Complete com água até cobrir as peras e cozinhe em fogo baixo por 20 min. Reserve. Em outra panela, derreta o restante do açúcar e, com cuidado, despeje o cacau misturado no leite. Cozinhe, sem mexer, por 4 min, ou até encorpar. Retire do fogo e passe por uma peneira. Sirva com as peras. Anis-estrelado e raspas largas de chocolate decoram.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Manjar Branco: Simplicidade e Nobreza Histórica

Hoje de manhã, quando eu saí para comprar pão fresquinho, encontrei uma senhora na padaria se deliciando com um pedaço de torta de doce de leite, soltando a seguinte frase: “isto está um verdadeiro manjar dos deuses”. E eu que a observava fiquei com aquela frase martelando na minha cabeça, e comecei a me perguntar porque as pessoas sempre comparam qualquer comida á manjares, que na minha consciência é sempre uma sobremesa, branquinha ou não, gelatinosa com caldas de frutas - talvez seja assim porque eu seja um amante dos doces.
Achei a resposta para o meu questionamento e descobri mais umas coisinhas. A definição de manjar é aplicada a qualquer substância que pode servir de alimento. Manjar também significa uma iguaria especial, digna dos reis e dos deuses. E é exatamente por este ultimo motivo que, ao longo dos anos, muitas preparações recebem o nome de manjar.

 Quando se trata do manjar legítimo, a sobremesa conhecida como manjar branco é a mais antiga delas. A origem verdadeira do manjar-branco é obscura, mas acredita-se que foi resultado da introdução árabe do arroz e das amêndoas na Europa medievalEntretanto, não há nenhuma evidência da existência de nenhum prato árabe similar desse período; senão o árabe mahallabīyah, com algumas semelhanças e também de origens  incertas.
O Manjar branco  possui incontáveis variações  e está presente nas coleções de receita de toda Europa e no Brasil. Os ingredientes básicos eram o leite de vaca ou o leite de amêndoas, açúcar e galinha desfiada ou peixe peneirado, e combinado frequentemente com farinha do arroz (isso mesmo que  você leu)
O termo manjar-branco deriva-se do francês velho blanc mais mangier. O whitedish , é um termo moderno usado por alguns historiadores para identificar o manjar branco, embora o nome era historicamente uma tradução direta do termo do Francês velho já citando anteriormente. Muitos termos locais ou regionais diferentes foram usados para o prato durante a Idade Média:
·         Inglês: blancmanger, blankmanger, maunger em branco, blomanger, blamang
·         Catalan: blanch manjar (Catalan velho; hoje em dia seria blanc menjar)
·         Português: manjar branco
·         Italiano: bianco do mangiare, blanmangieri, bramangere
·         Espanhol: blanco manjar
·         Holandês/Flemish: blanc mais mengier
·         Alemão: blamensir
·         Latin: cibus do albus, albus do esus

Em meados do século XVI, a Infanta de Portugal e duquesa-consorte de Parma e Piacenza, D. Maria de Portugal (ou Maria de Guimarães, 1538-1577), levou de Lisboa a Nápoles a seguinte receita de manjar branco: 

“Tomareis o peito de uma galinha preta e pô-lo-eis a cozer sem sal, senão na água, e há-de ser não muito cozida, para que se possam tirar as fêveras inteiras. (...) E para este peito é mister um arretel de arroz (...) e uma camada de leite deitada no tacho, e sete onças de açúcar. E tomareis a galinha e darlhe-eis três machucadas num gral, e deitá-la-eis a farinha de arroz e (...) o sal com que se tempere, muito bem mexido. Então, pô-lo-eis no fogo e (...) a tempo batereis. Quando estiver cozido, deitar-lhe-eis o açúcar e, se não for muito doce, poder-lhe-eis lançar mais; e, como for cozido, tirai o tacho fora e enchei as escudelas e deitai-lhe açúcar pisado por cima”.

Infanta de Portugal e duquesa-consorte de Parma e Piacenza, D. Maria de Portugal

A receita faz parte dos quatro cadernos manuscritos que D. Maria de Portugal levou consigo por ocasião de seu casamento com Alexandre de Farnésio, terceiro duque de Parma, Piacenza e Guastella. 
De certo que uma das primeiras variações do manjar branco vieram das ordens religiosas. Os padres em dias de jejum e na quaresma substituíam a galinha por peixe cozido e peneirado, pois assim não se corria o risco de ter qualquer espinha e nem comia a carne, proibida nestes períodos. Depois trocaram por amêndoas. Do Manjar Branco nasceu o “Manjar Real” que dominou em Portugal todo o século XVIII, mas também preparado com peito de galinha.
A história do manjar branco é excepcional para entendermos as mudanças na cozinha ocidental. Ainda que esse seja um doce de que nem todos gostam, sua presença nas mesas portuguesas e brasileiras é uma tradição. De uma receita praticamente medieval, como a da Infanta portuguesa, o manjar branco se transformou lentamente no doce de coco com calda de ameixa dos dias de hoje.


Em 1680, a receita de D. Maria já havia se transformado. Além de peito de galinha, levava açúcar, leite e água de flor – o sal já havia sido suprimido. Em 1780 o manjar branco foi descrito por um cozinheiro francês que trabalhava na corte de Lisboa como manjar “à portuguesa”. Levava ainda peito de galinha, farinha de arroz, açúcar em “pó” e leite.
A receita atravessou o Atlântico e apareceu no primeiro livro de cozinha publicado no Brasil , O cozinheiro Imperial, de 1841. Dessa forma, a sobremesa associa-se à história de Portugal e do Brasil e reflete tempos, sabores e saberes culinários de diferentes períodos.

Página de O Cozinheiro Imperial com a receita do manjar

Em seu livro Açúcar, Gilberto Freyre fala muito sobre a influência africana na cozinha brasileira, e o manjar branco é um dos melhores exemplos dessa influência. Ao longo do século XIX, ele perdeu o peito de galinha, mas ganhou o leite de coco. Não perdeu a cor, mas ganhou inimigos ferrenhos que o comparam com o pudim de leite. Comparação infeliz esta, pois são sabores e texturas diferenciadas. Contudo o manjar branco continua com sua majestade histórica.

Manjar Branco

1 litro de leite
8 colheres (sopa) de açúcar
1 vidro pequeno (200ml) de leite de coco
7 colheres (sopa) de amido de milho
Calda de manjar
200 gr de ameixa preta
6 colheres (sopa) de açúcar
1 1/2 xícaras (chá) de água

Modo de Preparo Leve ao fogo, em uma panela de tamanho adequado, o leite, o amido de milho, o açúcar e o leite de coco, bem misturados. Mexa sem parar, até que o creme engrosse, formando um mingau grosso. Despeje o creme em uma forma, dessas que tem uma parte elevada, no centro, úmida. Deixe esfriar . Leve à geladeira, após cobrir com filme plástico.
Calda Enquanto seu manjar engrossa na geladeira, prepare a calda: leve ao fogo as ameixas, o açúcar e a água. Deixe ferver até que engrosse o líquido, tomando ponto de calda. Na hora de servir, vire o manjar em uma travessa e cubra com a calda, dispondo as ameixas ao lado e sobre o manjar.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Bruxos de Cozinha: A Magia na sua forma gastronômica.

O dia hoje amanheceu banhado pela chuva, que insistiu em cair desde o sábado...
Isso me remeteu a procurar coisas ligadas á umidade, ao frio, aos temporais... A chuva caía e nada de eu encontrar algo que me fizesse escrever.  Foi quando me lembrei que ontem, a Baronesa do Crato de Açúcar, Sra. Célia Augusta, que me enviou um vídeo que tratava das bruxas polonesas que pediam apoio e reconhecimento ao seu governo, já que lá bruxa paga imposto para exercer suas atividades. 
Daí, eu pensei: cabe aqui eu fazer alguns comentários sobre estas figuras, muitas vezes mal interpretadas, humilhadas e difamadas, ligadas á tempos sombrios como este dia de chuva.

Hoje, a Confraria do Barão de Gourmandise tratará da presença da bruxaria com sua participação na gastronomia. 
Antes, porém, tenho que tratar do imaginário que cerca a personificação da bruxa no conhecimento popular, e usarei aqui, parte de um texto que eu encontrei na Internet, e que servirá direitinho para o que quero esclarecer. O Texto do site diz assim:

A bruxa é um ser fantástico do mal, que persegue os outros seres fantásticos, seres humanos e os bichos da fauna natural. A bruxa tem uma cara horripilante. Anda com roupas imundas e carrega um saco nas costas ou amarrado na cintura. Costumam viver em ambientes úmidos e escuros, cercada de animais nojentos como: baratas, cobras, escorpiões, ratos, morcegos, piolhos, carrapatos e vários tipos de mosquitos, como a mosca-varejeira, a muriçoca e os borrachudos. Em cada continente há uma raça de bruxa assustando as crianças. No Brasil existe a cuca, a mulher do bicho-papão, que é mencionada nas cantigas de ninar. Tradicionalmente a comida predileta das bruxas é a sopa de miúdos de porcaria. Nessa sopa entra de tudo: perna de rã, rabo de cobra, minhoca, unha de macaco, banha de porco-espinho, miúdos de anta, alho, sal grosso, pimenta malagueta e toucinho. É nessa sopa que elas colocam as suas vítimas, humanas ou não, para "engrossar o caldo".

E eu pergunto: até onde esta informação procede?

Desde que eu comecei a pesquisar magia, em um certo período do meu passado, eu fui descobrindo a verdadeira face da bruxaria e a forma como ela foi tratada pelo decorrer dos anos, no mundo todo. Talvez o período de caça as bruxas, a Santa Inquisição, seja um dos maiores responsáveis pela distorção de conteúdo sobre a bruxaria e seus praticantes.
Bruxas são pessoas normais, como eu e você. Ao contrario do que é entendido, procuram se enfeitar e valorizam muito a aparência pois isto lhe confere o poder auspicioso da presença marcante que lhe facilita muito a vida. De certo que as historias que trazem velhas senhoras como bruxas se dá pelo fato de que estariam indicando a idade como tempo de experiência, pois quanto mais experiente uma bruxa for, mais poderosa ela é.
Porém entre as muitas coisas que falam, de verdade ou mentira, sobre as bruxas e bruxos existe uma máxima que eu sempre uso quando trato desde assunto, talvez seja a mais real e de fundamental importância:
“Toda (o) bruxa (o) é cozinheira(o). A cozinha é o seu maior templo, o seu lugar especial aonde eles podem se desligar de tudo e fazer a sua criação usando o que a terra lhes oferta e produzindo delicias como agradecimento por isso”. Tanta é verdade que a toda bruxa é associada ao um caldeirão. E pra que eles servem senão para preparar suas receitas (poções).

Então antes de ler o que se seguirá, pegue seu caldeirão (panela), sua varinha de cozinha (colher de pau), seu livro negro (receitas),vista sua capa (avental) e veja os ingredientes na despensa porque iremos fazer um feitiço no final deste escrito.

Mas como esta história de bruxas começou?

A  bruxaria, designa as faculdades sobrenaturais de uma pessoa, que geralmente se utiliza de ritos mágicos  com intenção maligna – a magia negra - ou com intenção benigna – a magia branca. É também utilizada como sinônimo de curandeirismo e prática oracular, bem como de feitiçaria.
 Para os bruxos atuais, contudo, a bruxaria é o culto à deusa e ao deus em sistemas que variam de uma deidade única hermafrodita ou feminina à pluralidade de panteões antigos, mais notadamente os panteões celta, egípcio, assirio, greco-romano e viking.
Feiticeiro seria aquele que realiza feitiços, seja ele bruxo ou não, e feitiço, o gênero de magia cujo objetivo é interferir no estado mental, astral, físico e/ou na percepção que outra pessoa tem da realidade. 
A magia, por sua vez, é o uso de forças, entidades e/ou "energias" não pertencentes ao plano físico para nele interferir, englobando a feitiçaria e muitas outras formas de ação sobre o plano físico.

A bruxaria tradicional tem suas raízes aprofundadas através do período pre-histórico, podendo ser considerada em parte irmã e em parte filha de antigas práticas e cultos xamãnicos. 
Historicamente, tal e qual os xamãs, o papel social das bruxas tradicionais era basicamente dividido entre a prestação de auxílio à população na cura de problemas de saúde (problemas da carne, da psiquê e do espírito) e o contato com os espíritos dos mortos e dos deuses (encaminhamento de espíritos recém-desencarnados a seu destino, obtenção de favores da Deusa e/ou dos Deuses, previsões do futuro para facilitar a tomada de decisões tanto no nível pessoal quanto para a comunidade - neste último caso a leitura do futuro seria para os chefes).


A bruxaria moderna, por outro lado, embora se relacione firmemente com a Bruxaria tradicional, surge historicamente com Gerald Gardner, com a criação da Wicca no ano 1950 da Era Comum. 
Apesar de a bruxaria tradicional, ao longo de seus estimados mais de 20.000 anos de existência, ter vindo absorvendo elementos estranhos a suas raízes ancestrais, sendo uma religião viva e que evolui continuamente, seu eixo fundamental é bastante distinto do da bruxaria moderna, pois Gardner não apenas adotou novos elementos, mas tornou alguns destes em bases fundamentais da Wicca, amalgamando de forma indissolúvel o que teria aprendido como iniciado na bruxaria tradicional com conhecimentos adquiridos junto ao druidismo e conceitos de origem claramente oriental. Agrava-se a confusão entre bruxaria moderna e bruxaria tradicional ao ter se tornado recorrente o uso da expressão "wicca tradicional" para designar aqueles cuja linhagem iniciática remonta a Gerald Gardner.
 A Bruxaria, sendo caracterizada pela liberdade de pensamento, acaba por apresentar um amplo leque de linhas de pensamento e de vertentes de características bastante distintas, entretanto, alguns elementos em comum podem ser apresentados a fim de que se tenha melhor compreensão do significado da bruxaria. Elencamos dois princípios comuns, em especial, que ao mesmo tempo que ajudam a compreensão, afastam conceitos equivocados calcados em histórias infantis e preconceitos medievais à prática da bruxaria.

·   O Respeito ao Livre-Arbítrio - Nenhum verdadeiro bruxo buscará doutrinar aqueles que têm outro credo. Para os bruxos, a fé só é verdadeira se resulta de escolha individual e espontânea. Nenhum verdadeiro bruxo realizará qualquer tipo de magia no intuito de se beneficiar de algo que prejudicará outra pessoa. Para os bruxos, cada um tem seu próprio desafio a enfrentar. Usar de qualquer subterfúgio para escapar dos desafios que se apresentam é apenas adiar uma luta que terá de ter lugar nesta ou em outras vidas. Adiar problemas é o mesmo que acumulá-los para as próximas encarnações.
·   A Comunhão com a Natureza - O verdadeiro bruxo respeita a natureza, e por natureza ele entende absolutamente tudo o que não é feito pelo homem, inclusive os minerais. Quando preserva a natureza, suas preocupações não são a viabilidade da manutenção da vida humana na Terra, o verdadeiro bruxo respeita a natureza simplesmente porque se sente parte dela, porque a ama. Os bruxos não acham que a natureza está à sua disposição. Os homens, os minerais, os vegetais e toda a espécie de animal são apenas colegas de caminhada, nenhum mais ou menos importante que o outro. Ainda assim, matam insetos que lhes incomodam e arrancam mato que cresce nos canteiros de flores sem dramas de consciência. Não são falsos em suas crenças nem românticos idealistas. Acreditam que conflitos fazem parte da natureza.


E para não encompridar muito o assunto, meu foco hoje são os  bruxos de cozinha. Entende-se por bruxo de cozinha alguém que manipula a energia que a rodeia através de velas, ervas, pedras semipreciosas e os seus próprios cozinhados.  
A  prática  de  magia  de cozinha  é portanto relativamente simples e desprovida de teatralidade ou grandes cerimônias.  Usarei aqui o termo bruxos de cozinha pra me referir á bruxos e bruxas;


A maioria dos bruxos de cozinha honra e celebra  os  festivais tradicionais adotados por Gardner no sentido de rituais  adaptando a energia presente do festival associado aos produtos frescos da época celebrada para efetuar transformações na  sua  vida  prática.  Assim,  o bruxo(a) não irá celebrar épocas de colheitas realizadas, a não ser  que se espelhe o que se passa no seu jardim ou canteiros. Pode e  deve  utilizar energias associadas aos festivais, como a vinda da Primavera e o renascer das flores para potenciar projetos na sua vida pessoal  que  podem nada ter de agrícola, e energia que faz  a  Terra  renascer   pode-nos  dar forças para iniciar um livro, planear um negócio, uma página  de  internet e etc.
Para o  bruxo de cozinha, tudo aquilo que a  Terra nos dá é sagrado e mágico, e uma faca de pão  não  é  mais  nem  menos  que  um athame tradicional. O que afirma é que um objeto que é usado no nosso dia-a-dia fica impregnado com a sua energia através do seu uso contínuo e pode usá-lo em trabalho mágico.


No ato de transformar o alimento estamos também nos transformando. A energia, de nossos pensamentos, acumula-se nas mãos e passam para o alimento.O ato de cozinhar com rituais, é o meio mais eficaz na feitura de feitiços.Temos uma varinha mágica nas mãos e devemos utilizá-la com sabedoria.Não se deve cozinhar com raiva.
No mexer de uma simples colher de pau, estamos penetrando na grande espiral da vida, e a cada volta da colher podemos enxergar mais claramente nosso caminho. Quando se está traçando a espiral, nossos movimentos entram em harmonia com nossa respiração, o equilíbrio se faz, e magicamente nos transportamos pelos ares. Com o calor do fogo sentimos próximos os tempos onde éramos os sacerdotes e sacerdotisas dos templos, onde ensinávamos aos homens a sutileza da caça e onde observávamos os ciclos da lua.  Na feitura do feitiço três ingredientes não podem falta: Amor, Intuição e concentração.
Essa cozinha cibernética de hoje, num passe de mágica terá a cara de cozinhas medievais onde gnomos moram em velhos potes esquecidos. As ervas penduradas exalarão o aroma da feiticeira e o ato de cozinhar será uma grande bruxaria...
Os mistérios que levam ao conhecimento de nossos Deuses e rituais, a beleza de Hécate a gentileza de Perséfone, podemos encontrar em qualquer livro de bruxaria. Mas os pequenos segredos, os feitiços, o poder mágico de certos ingredientes, esses não estão disponíveis em prateleiras.
De todos os ingredientes o mais importante é o Amor. Em grandes e generosas porções adicionadas à uma receita com uma pitada de intuição, eis o grande segredo! Consideramos a alquimia do cozinhar uma das experiências mais fortes na velha arte da Bruxaria.

Quando se cozinha temos os elementos nas mãos, fazemos o supremo feitiço da transmutação da matéria. Transformamos o trigo em pão, o vinho em vinagre, a rosa em geleia.
A cozinha nos traz os mistérios da delicadeza onde voltamos a ser Amazonas como Circe, Lilith, e por intermédio dela faremos renascer o Deus Cornífero, e juntos, semearemos os campos.
 Alguns utensílios são necessários para a cozinha da bruxa. Panelas de ferro ou cerâmica, colheres de pau, vidros de todos os tamanhos e formas, rolhas, potes, ervas penduradas na parede e a vassoura da Bruxa, um incensário,Arruda, Manjericão e muito Alecrim.
 Mas e as asas de morcego, rabo de escorpião e patas de urubu?
Existe por ai uma lenda que diz que os bruxos não queriam que os conhecimentos da sua Arte caíssem em mãos erradas por isso colocaram coisas tenebrosas para que as pessoas tivessem nojo ou medo e não usassem esse conhecimento para o mal. Então usaram coisas esdrúxulas pra denominar algusn ingredientes como verão a seguir;



DICIONÁRIO DO BARÃO PARA TERMOS DA COZINHA DE BRUXOS:
      Asa de Morcego: Pimenta do reino
      Coração de Boi: Tomate
      Barriga de Sapo: Pepino
      Sangue de Moça Virgem: Vinho tinto
      Rabo de Escorpião: Salsa ou coentro
      Moscas Mortas: Uvas passas
      Olho de Sapo: Azeitona
      Terra de Túmulo: Chocolate
      Elfos Negros: Chá preto
      Ossos Moídos: Farinha de trigo
      Beijo da Sereia: Sal
      Pernas de Aranha: Alecrim
      Penas de Fênix: Louro
      Saliva de Dragão: Vinagre de vinho
      Pêlos de Unicórnio: Açúcar
      Lágrimas de Moça: Cebola

Fonte: Alfabeto utilizado de acordo com o livro Bruxaria Natural - Uma Escola de Magia. por Tânia Gori.  Ed. Alfabeto, 2002.


O ARMÁRIO DE COZINHA DA(o) BRUXA(o):
O armário de cozinha guarda uma quantidade surpreendente de ingredientes mágicos, muito temperos e ervas aromáticas que usamos para cozinhar tem associações mágicas. Aqui você encontra alguns temperos e ervas mais comum e suas associações mágicas:

Acácia-suas flores são usadas no transe e também em feitiços amorosos.
Agrimônia-folhas e flores são utilizados para desfazer encantamentos.
Amêndoa- usada como perfume. Suas folhas são usadas nos transes.
Angélica-Como licor é poderoso filtro contra espíritos e negatividade
Anis-Filtro contra espíritos negativos.
Arnica-Poderoso energizante.
Artemísia-Usada como talismã.
Assafétida-Usada para proteção.
Beladona-Alucinógeno.
Briônia-usada em poções amorosas.
Camomila-Usada como tranquilizante.
Cânfora-Bálsamo.
Chicória-fortificante das amizades e traz dinheiro.
Canela-Estimulante sexual.
Cravo-tem opoder de conservar amores.
Dente-de-leão-usado como sachê.
Aneto-usado pera proteger a casa.
Ênula-Campana-filtro amoroso.
Erva-moura-Remédio para os orgãos sexuais. E junto com a mirta em incenso é um poderoso incenso contra miasmas astrais.
Coroa de cristo-usada para proteção.
Erva-doce-Traz coragem e vida longa.
Feijão-símbolo de fertilidade e de proteção contra o mal.
Figueira-traz fertilidade e honras.
Gerânio-ajuda na concretização de desejos.
Gengibre-elixir da longa vida
Girassol-traz paz e é muito eficaz na aquisição de bens.
Íris-Estimula a clarevidencia.
Jasmim-chá afrodisiaco.
Lavavda- poderoso filtro afrodisíaco
Louro-Atrai bons fluidos
Lírio-usada nos encantamentos de reconciliação.
Lima-usada para proteção
Lótus-propicia clarividencia.
Macela.Proporcionam sonhos tranquilos
Maçã-usada em encantamentos amorosos
Manjerona- usada para obter um sono tranquilo.
Menta-refresca o espírito.
Mirra-estimulante sexual.
Mil-folhas-contra o medo.
Murta-Condutor das entidades do astral.
Morango-usada nos encantamentos afetivo sexuais.
Noz-moscada- muito eficaz para atrair dinheiro.
Oliva-energizante.
Patcholi-estimulante sexual
Rosa-estimulante sexual
Tomilho-para um sono sossegado
Verbena-para proteger o ambiente.
Violeta-filtro amoroso

Sopa legítima de feiticeiros
Esse feitiço é para quando sentimos que as energias das pessoas de dentro de casa estão em baixa, então fazem esse feitiço e damos para todos comerem. Pode ser feito em qualquer lua, só não pode estar menstruada. É uma delicia e faz com que as pessoas se tornem mais limpas, isto é, sem energia ruim. Os ciganos dizem que quando as pessoas de casa ou amigos estão nervosos, elas estão com o Gundum Gerere. Gundum Gerere, é um diabinho que fica no ombro esquerdo das pessoas, atormentando e fazendo coisas ruins. Essa comida faz com que ele desapareça. Está certo que é só uma lenda cigana, porém todas as lendas tem o seu significado.

Ovos do Fogo

5 ovos
5 tomates
2 latas de molho de sua preferência
1 cenoura crua
2 cebolas grandes
3 dentes de alho
manjericão e orégano a gosto
1 pitadinha de açúcar
sal a gosto

Colocar todos os ingredientes, menos o manjericão e o orégano, dentro do liquidificador. Os ingredientes são crus. Bater tudo e colocar numa panela de pressão, depois de o molho pronto, acrescentar o sal , o açúcar, o manjericão e o orégano, pegar 5 ovos inteiros e jogar dentro do molho, esperar um pouco, deixar ferver. Servir com arroz branco.

Fontes: GARDNER, Gerald. A Bruxaria Hoje: Madras, 2003.