Hoje acordei um pouco maléfico...
Pra mim, não existe nada como uma boa dose de maldade e mistério para aguçar e apimentar a curiosidade humana. Muito menos quando se pode tecer fatos intrigantes vividos por pessoas normais, cheias de defeitos e qualidades, como eu e você.
Hoje resolvi fazer uma bebidinha que chamo carinhosamente de doce veneno; e fui buscar a historia de um clã de bruxas envenenadoras, As Toffanas, quem muito admiro por suas habilidades farmaceuticas, para incrementar meu post.
No decorrer da minha escrita acabei lembrando, que durante minha infância, eu brincava muito com belladonna, um dos ingredientes do famoso veneno Acqua Toffana – estrela principal criado pela habilidade das Toffanas.
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| Atropa belladonna |
O nome cientifico da planta é Atropa belladonna, nome que veio de Atropos, que era, segundo a mitologia greco-romana, a divindade responsável pela morte das pessoas, ela fazia o corte do fio da vida.
As Parcas (equivalentes às moiras gregas) eram 3 deusas: Nona (Cloto , em grego), Décima (Láquesis) e Morta (Átropos). Determinavam o curso da vida humana, decidindo questões como vida e morte, de maneira que nem Júpter (Zeus) podia contestar suas decisões. Nona tecia o fio da vida, Décima cuidava de sua extensão e caminho, Morta cortava o fio. Eram também designadas fates, daí o termo fatalidades. Interessante notar que em Roma se tinha a estrutura de calendário solar para os anos, e lunar para os atuais meses. A gravidez humana é de nove luas, não nove meses; portanto Nona tece o fio da vida no útero materno, até a nona lua; Décima representa o nascimento efetivo, o corte do cordão umbilical, o início da vida terrena, o individuo definido, a décima lua. Morta é a outra extremidade, o fim da vida terrena, que pode ocorrer a qualquer momento.
Talvez seja por estes dois motivos que eu tenha certa admiração pelas TOFFANAS: pelo fato de eu viver rodeado por belladonnas e por trazer a lembrança mitológica, que sempre foi muito presente na minha vida (estudei isso por dez anos srsrsrrsrsrsrs).
Aproveitem e cuidado com o que bebem...
AS TOFFANAS
Não se sabe muito sobre a primeira Toffana, Teofania di Adamo, exceto que seria originária de Palermo (Itália) e que teria sido executada em 12 de julho de 1633 em Palermo, sob o regime do vice-rei Ferdinando Alfa de Ribeira, sob acusação de ter envenenado o seu marido, Francisco.
Ela teria desenvolvido o veneno por ódio da posição dos homens na sociedade e pela subjugação da mulher teria vendido o veneno em garrafas com o retrato de São Nicolau de Bari – este último supostamente teria matado o duque de Anjou e os papas Pio II e Clemente XIV.
Enquanto Giulia Toffana (a segunda na linhagem das Toffanas) seria filha (ou para alguns, neta de Toffana d”Adamo) o que explicaria como ela aprendera os princípios de fabricaçao da Acqua Toffana. Alguns relatos apresentam Giuglia como uma mulher muito bonita e inteligente. E foi a sua beleza que lhe levou a conhecer boticários que, inadvertidamente, lhes contava sobre os venenso mais comuns, seu uso e preparo.
A inteligência de Giuglia lhe permitiu colher grandes lucros vendendo o veneno inodoro e insípido (água toffana) para mulheres insatisfeitas com o casamento e comprava, frascos do veneno como se fosse "Acqua di San Nicola di Bari”.
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| Frasco antigo da acqua de São Nicolau de Bari |
O veneno desenvolvido e melhorado seria a forma perfeita de deixar as mulheres viúvas sem levantar suspeitas com apenas 4 gotas. E acabou levando sua filha, Girolama Spera (a terceira na linhagem das Toffanas) Girolama Spera fugiu com a mae para Roma, eram naquela época ja conhecidas como bruxas. Em Roma, desconhecidas, continuaram seus negocios e amealharam fortuna.
Porém o comercio de Giuglia foi levado a autoridade papal por um marido que felizmente escapou do envenenamento. E quando surgiu o boato de que Giuglia Toffana teria envenenado a água na cidade e a polícia a procurava,Sua popularidade era tanta que a população da cidade ajudou giuglia a se abrigar com segurança numa igreja. Giuglia se refugiou numa igreja e de lá fora arrastada pelos policiais que a encontraram, para ser interrogada. Sob tortura, Giuglia Toffana confessou (sem remorso) que vendeu (só em Roma!) Veneno suficiente para matar cerca de 600 homens, entre 1633 e 1651.
Ela foi condenada e executada em Roma, em 1659, juntamente com a filha e 3 aprendizes. Foram executadas no Campo di Fiore e o corpo de Giuglia foi colocado dentro dos muros da igreja que lhe serviu de acolhimento.
Alguns dos usuários e provedores também foram presos e executados, enquanto outros cúmplices foram emparedados em masmorras do Palazzo Pucci.
Alguns dos usuários e provedores também foram presos e executados, enquanto outros cúmplices foram emparedados em masmorras do Palazzo Pucci.
O veneno Água Toffana (Acqua Toffana, em italiano) levou o nome de Teofania D'Adamo, sendo que até hoje a quantidades especificas dos elementos que o compõem são desconhecidas. Segundo os cronistas e alguns cientistas era um líquido claro, sem gosto, que tinha entre seus ingredientes, arsênico, chumbo, belladonna e cimbalaria (Cymbalaria Linaria). confissões D'Adamo antes da sua execução, que deu a entender que era uma mistura de essências de plantas. Não existe um antídoto para ele.
Estudiosos dizem que o método de preparação desta poção era muito cruel: a bruxa pegava um leitão sedento e obrigava-o a tomar uma farta dose da mistura preparada pela bruxa. Então pendurava-o, ainda vivo, pelas patas traseiras com uma espécie de focinheira com um recipiente. O leitão era então morto a base da paulada e o recipiente da focinheira recolhido - a mistura de baba, sucos gástricos... Tudo aquilo que o animal soltava pela boca. Esta mistura era então destilada com água
A dose de veneno determina o início dos sintomas, e a velocidade com que a morte virá. Às vezes dizia-se que apenas acelerava os efeitos de algumas outras doenças já contidas na vítima passiva. Em qualquer caso, não havia traços detectáveis no organismo pelos médicos da época.
Alguns historiadores relatam que foi através de Nápoles, que ficou conhecido como "Acqua di Napoli" e "Acqua di San Nicola di Bari." Este último, liquido sagrado que traria a cura, e talvez por este mesmo motivo fora de qualquer suspeita,
Uma teoria já desacreditada pelos historiadores contemporâneos, trazia Wolfgang Amadeus Mozart como a vítima mais famosa do água toffana; isso se deve a Maria e Vincent Novello ("A peregrinação Mozart"), no século XVIII, os fundadores da indústria moderna de publicação de música na Inglaterra, que trouxeram uma entrevista realizada 1829 na Áustria com Constanze, a viúva de Mozart, que afirma que "seis meses antes de sua morte, o célebre autor" tinha a impressão horrível "que ele foi envenenado por Acqua Toffana.
Coquetel doce veneno do Barão de Gourmandise
1 colher de sopa de café solúvel extra forte
1/2 lata de leite condensado
2 copos de conhaque
2 colheres de sopa leite em pó
2 copos de gelo moído
1/2 colher de chá de canela
1/2 colher de cha de baunilha
Bata no liquidificador o leite condensado, o café, 1 copo de conhaque, 2 colheres de leite em pó, o gelo e a baunilha Quando estiver para terminar, acrescente o outro copo de conhaque Polvilhe com um pouco de canela por cima. Sirva bem gelado com chantilly
Coquetel doce veneno do Barão de Gourmandise II
01 dose de vodka
3/4 dose Bailey’s
02 bombons Sonho de Valsa
02 bolas de sorvete de creme
01 lance de groselha
Bata todos os ingredientes no liquidificador com gelo.
Depois, guarneça com chantilly e morango.
Coquetel doce veneno do Pecado do Barão de Gourmandise (Falsa Champagne)
1 lata de guaraná gelada
a mesma medida de vinho branco seco
Misture os dois ingredientes e sirva!
Dica: Se preferir, substitua o vinho branco por vinho rosé.







































