segunda-feira, 2 de maio de 2011

Tradição mantida no Bolo do Casamento Real

Se existe uma coisa que me deixa curioso quando eu vou pra festas de casamento e de aniversario, é: Como será o Bolo?
Esta ânsia em saber como será o  artigo de maior representatividade (pra mim) de uma festa me persegue desde criança. E com ela surge um pavor particular meu que diz: beleza nem serpe é gostosura. Por que eu estou  falando isso? Fácil, não tive bolo de aniversario no dia do meu aniversario, este ano (uma tragédia quase grega). Mas como minha natividade caiu no mesmo dia do casamento real, em contentei em ver os bolos das bodas dos Duques de Cambridge.

De fato o casamento real já entrou para a história como um fator de esperança para a monarquia inglesa. E trouxe consigo uma cerimônia protocolar cheia de tradições; desde o vestido da noiva, bordado a Mao com flores do Reino Unido, passando pelos ritos anglicanos até  chegar á mesa do banquete real . E a gastronomia da festa não poderia ficar de fora de tanto nacionalismo.
O site oficial do casamento real divulgou nesta sexta-feira (29) o cardápio da recepção oferecida pela rainha Elizabeth aos noivos, o duque e a duquesa de Cambridge, no Palácio de Buckingham. Saiba alguns dos itens que foram servidos no evento:

·         Terrina de pato prensado com chutney de frutas 
·         Variedade de Palmiers e palitos de queijo 
·         Salmão fumado escocês rosé em blini de beterraba 
·         Agrião miniatura e torta de aspargos
·         Aspargos com Molho Holandês 
·         Ovos de codorna com sal de aipo
·         Lagostins escoceses com maionese de limão
·         Cogumelos selvagens
·         Opera gateau
·         Crème brûlée
·         Praline maracujá 
·         Trufa ganache de chocolate branco 
·         Chocolate ao leite praline com nozes 
·         Trufa ganache de chocolate amargo

 De acordo com o site oficial, aos 650 convidados também foi servido champagne Pol Roger NV Brut Réserve e uma seleção de bebidas alcoólicas e refrigerantes.

O bolo
A casa real também divulgou mais informações sobre o bolo de casamento. Confeccionado por Fiona Cairns, ele é composto por 17 bolos de frutas individuais montados em oito andares, e foram decorados com 900 flores de açúcar e cobertos com creme de confeiteiro usando a técnica de Joseph Lambeth.

O método de Lambeth é derivado de um estilo de decoração que foi muito popular na Inglaterra, onde chefs e decoradores usariam um monte de tubulação para criar intrincados arabescos 3-D, folhas, flores,e outras  decoração em um bolo. O método de Lambeth ainda hoje é popular e é freqüentemente um dos métodos mais utilizados pelos designers e decoradores do bolo de casamento para decorar bolos de casamento ornamentado.

a rosa da Inglaterra, a flor do cardo da Escócia, o narciso de Gales e o trevo de quatro folhas da Irlanda

A simbologia do bolo: flores representam a rosa da Inglaterra, a flor do cardo da Escócia, o narciso de Gales e o trevo de quatro folhas da Irlanda. Alem das flores que simboliza o reino Unido, o bolo ganhou ainda o charme de várias flores como o lírio, que representa a ternura; a hera, representando casamento; e a delicadeza de rosas brancas, que são símbolo de felicidade; a folha de carvalho, ligada ao trono britânico, símbolo de força e resistência.
A pedido de William, também foi feito um bolo de chocolate confeccionado pela confeitaria McVitie’s. Ambos ficarão expostos durante as cerimônias de comemoração na Galeria de Quadros do Palácio, em meio a telas de Rembrandt, Poussin e Rubens.

E pra vocês se divertirem na cozinha, experimentando uma das delicias servidas no casamento, deixo abaixo a receita do Opera Gateau.


Opera Gateau
Ingredientes bolo (serve seis pessoas)

85g de açúcar refinado
3 ovos
3 claras de ovos
100g deFarinha de amêndoas
30g de farinha de trigo peneirada
1 colher de chá de fermento em pó
150g de chocolate amargo, derretido, esfriado

Creme de manteiga55g de açúcar refinado
2 gemas de ovo
3 colheres de chá de pó de café instantâneo
140g de manteiga amolecida
Ganache70g de chocolate escuro
85ml de leite
170ml de creme grosso, chantilly
Xarope1 colher de chá de pó de café instantâneo
100g de açúcar refinado

Método Pré-aqueça o forno a 200 ° C. Unte uma fôrma de bolo 20 centímetros quadrados. Bata o açúcar com 3 ovos inteiros na batedeira por 5 minutos ou até obter um creme. Em uma tigela, misture as claras até formar picos firmes, depois junte a mistura de ovo. Combine farinha de amêndoas, a farinha e o fermento em pó e bata ate dobrar de volume cuidadosamente adicione a mistura dos 3 primeirors ovos batidos. Espalhe na assadeira e asse por 20 minutos ou até ficar cozido. Quando esfriar, retire da forma e cuidadosamente cortado em 3 camadas finas.
Para fazer o creme de manteiga, dissolva o açúcar no  fogo com 100ml de água no fogo baixo, mexendo até dissolver o açúcar. Aumente o fogo e deixe ferver por 5 minutos ou até que fique espesso e pegajoso. Retire do fogo. Bata as gemas, em seguida, despeje em calda quente. Continue mexendo até engrossar e deixe esfriar. Dissolva o café em uma colher de sopa de água fervente e misture na mistura de ovo com a manteiga. Deixe esfriar completamente.
Para fazer ganache, coloque em uma tigela refratária com o chocolate sobre uma panela de água fervente (não deixe a tigela toque a água), até que o chocolate derreta. Leve o leite para ferver em uma panela separada, em seguida, combinam com chocolate. Retire do fogo e deixe esfriar, mexendo ocasionalmente. Adicione o  chatily  na mistura de chocolate.
Para fazer a calda, coloque o café, o açúcar e 100ml de água em uma panela em fogo baixo até o açúcar se dissolva. Aumente o fogo e deixe ferver por 2 minutos, e depois arrefecer.

Montagem: Coloque a camada de base de bolo sobre um prato de servir. Pincele com 1 / 3 da calda, espalhe todo o creme de manteiga, em seguida, cuidadosamente coloque outra camada de bolo por cima. Pincele com outro 1 / 3 da calda e espalhar com ganache. Coloque camada final de bolo por cima e pincele com o restante calda. Leve à geladeira por 30 minutos para firmar. Espalhe o chocolate derretido sobre o bolo, reservando um pouco para ser colocado em um saco de confeitar. escreva 'opera' sobre o bolo.


sexta-feira, 29 de abril de 2011

HOJE: MEU ANIVERSÁRIO E O DIA DO CASAMENTO REAL DE WILL E KATE

Nada como chegar nesta data e ver tudo que passei; o que vivi... Muito bom saber, que os anos me tornaram mais forte!!!
Aqui estou, mais uma vez... Comemorando mais um ano de vida!
Um ciclo novo que se inicia...
Dias que se passaram...
Lembranças que ficam na minha memória guardadas com muito carinho no coração...
Amores...
Passados...
Felicidades...
Saudades...
Tudo...
Tudo me faz sentir bem... Pois olhar para trás e ver tudo o que passei... Tudo que superei... Tudo que me marcou e que me marca ainda... Faz-me perceber que apesar dos erros e dos acertos do passado... Aprendi e muito com tudo que fiz ou deixei de fazer...
Barão de Gourmandise

Hoje realmente é um grande dia, afinal de contas mais 365 dias se passaram na minha vida e com eles vieram novos sonhos, novas conquistas e lembranças com novos projetos de vida.
Que eu  caminhe sempre em busca do sucesso, alçando um futuro amplo, se aperfeiçoando e prosperando ainda mais.


E enquanto eu comemoro cá, o  meu aniversário, cruzando o Atlântico, neste exato momento a cozinha do Palácio de Buckingham já está servindo os 600 convidados do casamento Real do Duque e da Duquesa de Cambridge – William e Kate. A cozinha do Palácio, está acostumada a servir até 50 mil pessoas. Mais tarde os recém casados deveram cortar o bolo tradicional de casamento que está decorado com as flores típicas do Reino Unido: a rosa, da Inglaterra, o cardo, da Escócia, o narciso, de Gales, e o trevo, da Irlanda – Obra de Fiona Cairns. Ela faz tortas e bolos, e tem lojas exclusivas, é marcada por fazer bolos de vários andares e decorados com flores.

ROSA INGLESA
CARDO, ESCOCÊS
NARCISO, DE GALES
TREVO, IRLANDES
E apesar de eu amar um bom bolo o que me deixou mais contente, além de poder ver a felicidade estampada nos rostos do casal real, foi o artigo escolhido como lembrança para os convidados: Perfume – que tanto aprecio.
A lembrançinha do casamento do Príncipe William e Kate Middleton, conta com muito bom gosto na sua elaboração, são frascos de perfumes masculino e femininos, que contam com um medalhão em ouro no formato de coração com a foto dos dois e as iniciais gravados nos vidros que possuem a cor branca ou preta.

Não bastasse um casamento real no dia do meu aniversário, é sempre bom ver os amigos mostrando seu afeto por mim. E por isso agradeço aqui, publicamente, a todos que participam da minha vida. Obrigado por tudo!
E inspirado pela tradição Britânica deixo uma receitinha bem básica, porem, saborosa. E pra finalizar, uma musica que tanto aprecio e que foi tocada durante a cerimônia religiosa do casamento real: Fantasia on Greensleeves, by Ralph Vaughan Williams.

Bolo Inglês de Frutos Secos

4 ovos
180 gr de açúcar amarelo
100 gr de margarina derretida
280 gr de farinha
2 colheres de chá de fermento
200 gr de frutos secos (usei passas, coríntios, amêndoas, avelãs, pinhões e figos secos)
1 cálice de vinho do Porto
2 colheres de sopa de sumo de laranja
Preparação: Bater muito bem o açúcar com a margarina derretida. Deitar os ovos um a um, batendo bem entre cada adição. Adicionar o vinho do Porto e o sumo de laranja. Deitar os frutos secos, previamente passados por farinha (para não ficarem todos no fundo) e envolver. Por fim, juntar a farinha previamente misturada com o fermento e envolver delicadamente. Levar ao forno, previamente aquecido, numa forma de bolo inglês, a 170ºC por 45 minutos.

terça-feira, 26 de abril de 2011

À mesa com Monteiro Lobato: resgatando sabores da minha infância...

Eu devo confessar que eu nasci no século passado (risos). Falando assim até parece muito tempo, mas não é.
Nasci numa época boa – famosos anos 80. E dentre as muitas coisas que eu gosto de relembrar daqueles anos de infância, está uma obra muito importante pra minha vida: toda a coleção infantil de Monteiro Lobato, conhecida pelos famosos personagens do Sítio do Pica-Pau-Amarelo. Sempre fui fã daquelas histórias pela oportunidade que Lobato me dava de viajar por culturas diferentes. Porem, tendo uma visão brasileira de tudo aquilo.
Sempre assisti ao Sítio do Pica-pau-amarelo n TV Globo e pelas reprises da TV Cultura. Mas, não me contentava apenas em ver e acabava lendo e relendo todos os livros. E lembro bem: os exemplares que eu não tinha em casa, eu os alugava na biblioteca pública da minha cidade pra ler (e reler, dezenas de vezes).
Sempre gostei muito de ler. Identifiquei-me muito com vários dos personagens que viviam as reinações naquele fantástico lugar, onde tudo podia acontecer. E talvez deva a Lobato toda a formação da minha capacidade de crítica e do desenvolvimento do meu sentimento de apego pelas coisas regionais, culturais e nacionalistas – itens estes que estão impregnados em todas as histórias.
Outro fato importante que me aproxima muito de Lobato é que ele, assim como eu nascemos no mês de abril.  Monteiro Lobato nascido em  18 de abril de 1882; e eu, nascido em 29 de abril de 1982 – um século e poucos dias de diferença.
E só para completar os fatores que me atraem nas obras Lobatianas, está ainda a constante presença da gastronomia. A gastronomia em todos os momentos daquelas historias, fosse no decorrer das conversas de Dona benta e Tia Nastácia, ou mesmo nos momentos mais estranhos e perigosos.
Na descrição de um banquete oferecido por Branca de Neve ao Gato de Botas, no livro Fábulas, por exemplo, cita a carne-seca desfiada com angu de farinha de milho, suã de porco com torresmo, mandioquinha frita, lombo com farofa, cuscuz e cambuquira, pratos da melhor tradição culinária de São Paulo e Minas Gerais.
Adepto do leitão pururuca, picadinho e feijoada, entre outros petiscos da terra, apreciava a boa comida “mastigável”, que nutre e sustenta. Biscoito de polvilho, sequilhos, curau e paçoca eram seus quitutes da roça preferidos, mas não dispensava goiabada cascão, sagu, banana frita e bolo de fubá. Sem falar na rapadura que ele picava e punha no bolso para ir mastigando durante o dia.
E, como se pode ver por uma carta de 1903, enviada ao escritor mineiro Godofredo Rangel, Lobato era adepto de um tira-gosto inusitado:
“Não és capaz, nunca, de adivinhar o que estou comendo. Estou comendo... Tenho vergonha de dizer. Estou comendo um companheiro daquilo que alimentava S. João no deserto: içá torrado!”. Perdendo o medo de parecer estranho, ele divaga, exagerando: “Sabe, Rangel, que o içá torrado é o que no Olimpo grego tinha o nome de ambrosia? Está diante de mim uma latinha de içás torrados que me mandam de Taubaté. Nós, taubateanos, somos comedores de içás”, referindo-se às saúvas caçadas no verão quando saem em revoada. Para Lobato, içá era o caviar do Vale do Paraíba, que ele degustava devagar enquanto escrevia.
Tanajura (Içá)
Bundinhas de Tanajura - só o que eu uso pra farofa,
Inquieto, com a cabeça o tempo todo na busca de soluções para os grandes problemas de seu País, pouco se sentava à mesa, que rodeava, mordiscando uma coisa aqui, outra ali. Na hora do almoço ou jantar servia-se de feijão com farinha, carne moída com quiabo, picadinho, chuchu e abobrinha. Cozidos em toucinho de porco, esses pratos típicos do interior foram aprovados por Dom João VI na quinta onde, em 1808, teria comido seu primeiro jantar na América, conforme registrado em Idéias de Jeca Tatu:
“O Rei trava relações com o tutu de feijão e gosta; já a rainha assusta-se com a travessa de bananas de São Tomé assadas. Dois mordomos confabulam apreensivos. E o trono?” Diante das vacilações sobre onde colocá-lo, o “Rei percebe do que se trata e com a boca cheia de lombo resolve: aqui mesmo, ao pé do guarda-comidas”. Junto com a refeição pesada, a falta de boas maneiras é caricaturada: “Finda a janta, o primeiro arroto real ecoa. D. João, contente, de papo cheio, os pés já metidos no chinelão (...) sorve goles de café... e assina a Declaração de Guerra à França”.
O nacionalismo lobatiano, sintomático da vontade incontrolável de transformar o Brasil num país desenvolvido e próspero, levava-o a propor a exploração de plantas e frutas nativas como as grumixamas, espécie de cereja silvestre que, se cultivada a sério, não faria feio frente à similar estrangeira. Adido comercial em Nova Iorque de 1927 a 1930 chamou a atenção para o potencial econômico de produtos como o coco babaçu. De volta ao Brasil, disposto a investir no petróleo e na siderurgia, escreveu ao antropólogo e folclorista potiguar Câmara Cascudo que tomou uma bebida que o entusiasmou. “No dia em que vocês abrirem os olhos para o caju”, disse, “uma belíssima indústria poderá ser criada. Para vinho, por exemplo, creio que é o caju a única fruta capaz de competir com a uva.”
Na contramão da tendência de imitar Paris, Monteiro Lobato ensina, na sua literatura infantil, que a culinária nacional é uma das mais saborosas do planeta. Principalmente quando saída do fogão de Tia Nastácia que sabia manejar o “violino do gostoso”, tirar dele mil harmonias, transformando o mais simples guisado em perfeita obra prima. Para fazer frente aos “pratos boniteza” para “comer com os olhos”, servidos no casamento de Branca de Neve, como faisão recheado de línguas de rouxinol, javali assado ao molho de néctar furtado aos deuses do Olimpo e omeletes de ovos da Fênix, Tia Nastácia oferecia “pratos-gostosura”: mocotó à baiana, bem apimentado, quibebe e costela com angu de fubá. Assim, de Heródoto, o historiador grego, a São Jorge, para quem ela teve a “maior honra” de passar uma temporada cozinhando na Lua, não havia quem resistisse à magia de sua comida.
E para prestigiar este velho autor amigo e até memso a mim, pela proximidade do meu aniversário. Hoje velho  lhes trazer uma dica de livro  muito interessante e duas receitas que muito  gosto – advindas das minhas leituras sobre Monteiro Lobato.
Encontrei um livro muito interessante: “À mesa com Monteiro Lobato”(Editora Senac), escrito pelos jornalistas e pesquisadores Márcia Camargos e Vladimir Sachetta. Na publicação foram compiladas receitas do caderno de Dona Purezinha, esposa de Monteiro Lobato.
Em "À mesa com Monteiro Lobato" estão  64 receitas do caderno de Dona Purezinha, que data de 1908. Para isso os autores fizeram uma pesquisa para descobrir o que era servido no dia-a-dia na mesa de Monteiro Lobato. E entre as gostosuras caipiras estão farofa de torresmo, quiabo com carne, virado de feijão, bolinho caipira, o arroz com suã, bolinho caipira, canjiquinha, costela assada com banana, virado de couve, quibebe, mingau de inhame, doce de marmelo, espera-marido, bolão de fubá, queijadinha e pé-de-moleque de rapadura. Aliás, a rapadura era um de seus doces prediletos. “Monteiro Lobato colocava pedaços no bolso para comer durante o dia”, conta a pesquisadora no livro.
As receitas refletem, mais do que a defesa da cultura gastronômica brasileira, a realidade culinária da época, restrita aos alimentos produzidos na região – as receitas do livro são as típicas do Vale do Paraíba, região onde o escritor nasceu. “São predominantes carnes de vaca e porco. Só há uma receita de peixe”, diz. E ainda tem espaço para exóticas: como o içá, “chamada de caviar do Vale do Paraíba”.

CÉLEBRES BOLINHOS DA TIA NASTÁCIA

Essas maravilhas aparecem na maioria dos livros para crianças. Como conta Pedrinho em O Saci, quem os comia uma vez não podia “nem sequer sentir o cheiro de bolos feitos por outras cozinheiras”.
De fato, não há que não fique com água na boca ao ler as páginas que falam dos bolinhos. Mal saíam da frigideira eram servidos com café fresquinho, em cenas tão aromáticas como apetitosas.
Sua fama alastrou-se de tal modo que a quituteira acabou seqüestrada pelo Minotauro para garantir seu suprimento permanente. Mas, no final, acabaram por salva-la de ser devorada pelo monstro, rendido à delícia produzida no labirinto de Creta.
Ainda que apavorada, ao ver o fogão e muita farinha, Nastácia teve a idéia de fritar uns bolinhos. “Me lembrei de todos lá no sitio e disse comigo: Vou fazer pela última vez o que eles gostavam tanto, não para comer, porque numa ocasião dessas o estômago da gente até some”. De repente, a fome apertou e o Minotauro foi chegando, lambendo os beiços. Mas aconteceu um milagre.”Viu a peneira com os bolinhos e tirou um. Provou. Ah, que cara ele fez! Aqueles olhos de coisa ruim brilharam. Pegou outro, e outro e outro, e comeu a peneirada inteira. Depois me apontou para o fogão num gesto que entendi que era pra fazer mais”. Desde aquele dia ela não parou, pois o apetite do homem boi não tinha fim. E tantas peneiradas comeu que foi engordando, engordando, a ponto de acabar completamente manso, esquecido até da mania de comer gente.
 Outra que se encantou com os bolinhos foi Alice, a do País das Maravilhas. Depois de experimentar um, no livro Memórias da Emília, arregalou os olhos e pediu a receita. “Receita, dou; mas a questão não está na receita – está no jeitinho de fazer”, a cozinheira respondeu.
São justamente esses conhecimentos e especialidades que fazem de Tia Nastácia a detentora do saber popular e da tradição oral na obra lobatiana. Ela representa aqueles que, sem ter realizado um estudo formal, adquirem no cotidiano um aprendizado que não se encontra nos manuais ou enciclopédias. E que nem por isso são menos úteis e importantes como ilustra a observação de Emília em suas Memórias:
“Ciência e mais coisas dos livros, isso ela ignora completamente. Mas nas coisas práticas da vida é uma verdadeira sábia. Para um tempero de lombo, um frango assado, um bolinho, para curar uma cortadura, para remendar meu pé quando a macela está fugindo, para lavar e passar roupa – para as mil coisas de todos os dias é uma danada!”.
Uma verdadeira fada para toda sorte de doces e quitutes, como a boneca fazia questão de recordar, Tia Nastácia era imbatível nos lambarizinhos fritos e no mexido de galinha que, de tão cheiroso, fez o Barão de Münchausen, em O Pó de Pirlimpimpim, perder a cerimônia, sentar-se em torno do farnel levado por Dona Benta e dar cabo de tudo quase sozinho. D. Quixote, porém, teve que se contentar só com o café cheiroso, pois os bolinhos Sancho Pança comeu todos – junto com o quem mais havia na copa, incluindo o pernil de porco e a pamonha de milho verde da sobremesa. Ainda pior que Rabicó, o leitão adotado pelas crianças do Sítio, o fiel escudeiro reafirmava, em O Picapau Amarelo, sua gulodice e uma admiração sem precedentes: “Nasci para comer, e nesta casa os petiscos têm qualquer coisa que bole no coração da gente. Acredite, senhora Nastácia, que cozinheira como vosmecê nunca jamais houve no mundo – nem haverá. Sou entendidíssimo em toda sorte de comidas, gordas ou magras, de sal ou açúcar, de forno ou fogão, e juro sobre a lança de meu amo que petisqueiras como as daqui, nem no céu”.
O melhor prêmio que Tia Nastácia dava aos meninos nas grandes ocasiões, contudo, não eram comidas exóticas feitas de ingredientes inusitados. Este consistia numa gemada prosaica, mas tão bem batida que ficava amarela feito manteiga e macia como veludo. Vendo Pedrinho e Narizinho raspar a tigela às ‘colheradinhas’, ‘poupadamente’, Emilia e o Visconde entreolhavam-se, entristecendo-se de não serem gente de verdade – gente que come. Só nessas ocasiões a boneca falante sentia inveja da espécie humana – o que não a impediu de ter a idéia brilhante de fazer o livro comestível. Fundindo a fome de saber com a fome fisiológica, em A reforma da Natureza Emília propunha que fossem impressos em papel fabricado de trigo e muito bem temperados. A tinta inofensiva à saúde seria estudada pelos químicos. “O leitor vai lendo o livro e comendo as folhas; lê uma rasga-a e come. Quando chega ao fim da leitura, está almoçado ou jantado.”
Além disso, cada capítulo teria um sabor diferente. Às primeiras páginas com gosto de sopa, seguiriam-se as de salada, assado, arroz e tutu de feijão com torresmo. As últimas seriam a sobremesa – manjar branco, pudim de laranja, doce de batata. As folhas do índice fariam às vezes do cafezinho. “Dizem que o livro é o pão do espírito. Porque não ser também pão do corpo? As vantagens seriam imensas. Poderiam ser vendidos nas padarias e confeitarias, ou entregues de manhã pelas carrocinhas, juntamente com o pão e o leite”. Quem soubesse ler, lia, senão bastava comê-lo. “Desse modo o livro pode ter entrada em todas as casas, seja dos sábios, seja dos analfabetos”.

E depois de tanta prosa, nada melhro do que as receitinhas. Primeiro a da farofa de tanajura (Içá), comidinha que desde pirralho eu já catava pra comer – realmente uma delicia da minha infância – faz tempo que eu não como, por que aqui em Fortaleza a população das tanajuras quase não  é vista – sorte delas srsrsrsr. E depois, segue a receita dos bolinhos da Tia Nastácia, que ainda faço até hoje pra comer quando bate a melancolia.
Farofá de Içá (Tanajura)
Sal a gosto
Óleo ou Azeite
Farinha
Formigas Tanajura ou Içá (Atenção: somente as fêmeas aladas rainhas são utilizadas nesta receita)

Modo de Fazer limpam-se as içás das perninhas, asas e cabeças. Em seguida, põe-se de molho em água e sal por cerca de 1/2 hora. Escorre-se bem e leva-se ao fogo, em frigideira com gordura mexendo-se sempre para não queimar. Quando estiverem bem torradas,acrescenta-se farinha de mandioca, mexendo-se sempre, resultando a farofa, ja pronta para ser comida acompanhada de café. Se quiser, coloca-se em pequeno pilão, juntando-se farinha a gosto, daí resultando uma paçoca de içás.

Verdades sobre as tanajuras: O gosto é bom, levemente semelhante a crustáceos.Paladar crocante delicioso. Rico em ferro e proteína, já que as “bundinhas” das tanajuras na verdade estão cheias de ovas que darão origem um novo formigueiro. Mentiras: Comer tanajura faz mal à saude. Içás alimentam-se de lixo e animais em putrefação.Tanajuras fazem formigueiros em cemitérios para alimentar-se dos defuntos. (Pura mentira)
Bolinho de chuva Tia Nastácia –  do livro "À mesa com Monteiro Lobato". A receita do clássico bolinho de Tia Nastácia foi extraída dos cadernos de Dona Purezinha, esposa do escritor.
3 xícaras (chá) de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de açúcar
1 pitada de sal
1 colher (sopa) de fermento em pó
2 colheres (sopa) de leite
1 colher (sopa) de manteiga
3 ovos
1 colher de (sopa) de queijo parmesão ralado
Erva-doce a gosto
Óleo para fritar
Açúcar e canela em pó

Modo de fazer Misturar a manteiga e o açúcar, acrescentar os ovos um a um, pôr aos poucos o trigo já peneirado com o fermento, misturar; acrescentar o sal, a erva-doce e o queijo ralado. Mexer mais um pouco. Fritar em óleo quente, pingando aos poucos com colher de chá sobre papel absorvente; Abaixar o fogo, quando o óleo estiver muito quente; Salpicar os bolinhos já prontos com o açúcar e canela.


sexta-feira, 22 de abril de 2011

Maracujá - O Fruto da Paixão de Cristo

Adimpleo ea quae desunt passionum Christi
Eu cumpro em mim o que falta à Paixão de Jesus Cristo

A partir desta frase atribuída ao apóstolo Paulo começarei a tecer as considerações do post a seguir. Aproveito este dia da Páixão para desejar a todos os visitantes desta confraria, uma Boa Páscoa.
Antes, porém, de falar sobre o fruto comestível que se refere a paixão, cabe aqui uma reflexão: Qual deve ser para nós o fruto da Paixão?!
Por ventura a Igreja, exibindo aos nossos olhos essas reproduções plásticas da Divina Tragédia da Paixão, tem o intuito de impressionar-nos apenas; e esses quadros que com tanto afã temos contemplado – a Agonia, a Flagelação, a Coroação de Espinhos, o Caminho do Calvário, a Crucificação – só devem ter o efeito de despertar a nossa sensibilidade e provocar a nossa condolência?! A minha resposta é: NÃO.

A Agonia - de Boticcelli

A Flagelação - de Luca Signorelli

A Coroação de Espinhos

O Caninho do Calvário
A Crucificação
Aprendi que a Paixão vai muito além disso, e nos ensina duas grandes verdades:
1.ª, os mistérios da Paixão não são somente fatos que se consumaram há dezenove séculos; são, como todos os mistérios e obras de Nosso Senhor, fatos permanentes, sempre reproduzidos, como se cada dia eles se realizassem de novo. Pois o Cristo abrange todos os séculos e tempos; o passado, o presente e o futuro: Christus heri et hodie ipse et in secula.
2.ª: Jesus Cristo, sofrendo por todos os homens, sofreu particularmente por cada um de nós, como se cada um de nós fora o único que tivesse pecado e necessitasse da Sua Paixão; de modo que a cada um foi aplicado o sangue de Jesus Cristo tão exclusivamente como se todos os outros não estivessem nas mesmas condições.
Eis em relação à Paixão as duas verdades as quais ninguém pode tirar dela o devido fruto; porque este fruto só provém da aplicação que cada um faz a si próprio dos méritos e satisfações de Jesus Cristo. Eis porque dizia o apóstolo São Paulo: “eu satisfaço em mim o que falta à Paixão de Jesus Cristo.” É preciso que cada um se aproprie dela, torne-a sua, para que então a Paixão de Jesus Cristo seja completa em relação a cada um de nós.
Que cegueira a daquele que não compreende estas palavras!
Que confusão não será a sua na eternidade!
Representa a Paixão de Cristo, o período ocorrido da traição à crucificação, as últimas 12 horas de Jesus. O episódio é relembrado pelos cristãos durante a Sexta-feira Santa, que termina com a celebração da Páscoa no domingo. A morte de Jesus antecedeu o principal evento dos judeus, também chamado Festa dos Pães Ázimos, em memória à libertação do Egito. O período entre a morte e ressurreição de Cristo foi incorporado à comemoração pascal, que remete à esperança, passagem e renovação.

O simbolismo desse evento cristão está representado no maracujazeiro. E a concepção foi definida no Brasil do século XVI, após o Descobrimento. Os missionários europeus que chegaram ao país identificaram na flor do maracujá a imagem da Paixão de Cristo. O fruto brasileiro, marcante no cheiro e paladar, foi eleito para representar a principal história bíblica.
A primeira referencia ao maracujá, no Brasil, foi em 1587 no Tratado Descritivo do Brasil como “erva que dá fruto”. Porém, foi Nic Monardis que, em 1569, descreveu a primeira espécie do gênero Passiflora (a Passiflora incarnata L.), mas sob o nome de Granadilla. Essa planta, considerada extraordinária pela conformação de suas rubras flores, foi mandada de presente para o Papa Paulo V (1605-1621) Ao ver a flor do maracujá o Papa também ficou em extasiado e então a batizou de "Fruta da paixão" fazendo uma alusão direta ao calvário de Jesus Cristo. Ele mandou cultivá-la com grande carinho em Roma e divulgar que ela representava uma relação divina.
Papa Paulo V
A palavra maracujá é de origem tupi e significa alimento em forma de cuia, os índios já a conheciam muito antes dos colonizadores chegarem ao Brasil, os jesuítas foram os responsáveis pelo seu descobrimento e catalogação, bem como a divulgação do seu sabor e propriedades calmantes.
A visão poética e religiosa deu origem ao nome como o maracujá é conhecido no exterior, fruit-de-la-passion em francês; e passion fruit em inglês. No livro “Delícias do Descobrimento – a gastronomia brasileira no século XVI” (Ed. Zahar) a autora Sheila Moura explica a associação:

“A coroa floral representava a coroa de espinhos, os três estigmas da flor simbolizavam os três cravos que prenderam Cristo na cruz; e as cinco anteras florais, as cinco chagas de Cristo; as gavinhas eram os chicotes com que o açoitaram e o fruto redondo representa o mundo que Cristo veio salvar”.

Tratou-se de uma estratégia lúdica e didática para explicar princípios bíblicos por meio da comida para os nativos, alvos da evangelização cristã. Aliás, as mais importantes metáforas da Bíblia remetem à alimentação, como por exemplo, a Última Ceia que antecede a Paixão: “E, quando comiam, Jesus tomou o pão, e abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo” (Mateus 26:26).
O maracujazeiro era louvado por suas flores, pela sombra fresca e pelos frutos, que abrigavam colonos, viajantes e missionários nas tardes quentes da América Tropical. No século XVI além de ser apreciado pelo sabor e o cheiro, era utilizado pelas propriedades medicinais. As folhas, por exemplo, eram bem pisadas e colocadas em cima de feridas para “tirar o fogo e câncer que tiver”, devido a sua natureza fria.
Além da pré-disposição religiosa, a fruta é rica em vitamina C e potássio, o que a torna um diurético natural. A polpa também é rica em fibras, tem efeito sedativo e hipotensor.

Pudim fruit-de-la-passion

Ingredientes
1 lata de leite condensado
1 lata de leite (use a lata de leite condensado vazia como medida)
1 lata de suco de maracujá concentrado (use a lata de leite condensado vazia como medida)
3 ovos
Calda
1 xícara (chá) de açúcar
6 colheres (sopa) de água
Polpa de 1 maracujá
Modo de preparo: No liquidificador, bata o leite condensado com o leite, o suco e os ovos até ficar homogêneo. Dissolva o açúcar na água e leve ao fogo baixo, sem mexer, por 12 minutos ou até formar um caramelo dourado. Misture a polpa e despeje em uma forma de buraco no meio, girando, para untar a lateral. Despeje o líquido do pudim e leve ao forno médio, pré-aquecido, por 50 minutos. Deixe esfriar completamente e leve à geladeira por 6 horas. Desenforme e sirva.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Mary Toft: A mulher que deu a luz á coelhos

Eu sou coelho.
Quer dizer, tenho coelho no sobrenome. Fico até contente com isso por que nas crenças antigas o coelho é símbolo de fertilidade, saúde e renascimento.
E pra não fugir a tradição da páscoa, falar em coelho é quase que impossível nesta época do ano. E para deixar pra vocês uma receita deliciosa á base de coelho, eu vou lhes contar, antes, um fato estranhíssimo que a história relata ao longo do tempo; e algumas curiosidades sobre este animalzinho tão lindo e saboroso. (A primeira vez que comi coelho foi na casa de um tio, que os criava aos montes... Por isso aviso, se voce for comer coelho, compre a carne nos supermercados. Porque se comprar o  bichinho pra engorda, voce vai se apegar a ele e não  vai ter coragem de comer. No meu caso, comi enganado, achei que  fosse  carne de frango...)

No oeste europeu, antes de 600 AC, os homens consideravam os coelhos animais sagrados, por crerem que espíritos habitavam o corpo de animais e também por crerem que o homem descendia diretamente desses animais.
Depois, os celtas adotaram parte dessas antigas crenças, que coelhos eram sagrados e que espíritos habitavam seus corpos. Os celtas baseavam sua crença no fato destes animais passarem muito tempo em suas tocas, acreditando que os corpos dos coelhos fossem habitados por espíritos do subterrâneo, com os quais se comunicavam.
Outra razão dos celtas acreditarem na sacralidade dos coelhos foi por causa de seu poder de procriação. Acreditavam que os coelhos eram símbolos da reprodução e, por conseqüência, da saúde e prosperidade. Já que os coelhos em si eram considerados como sendo de sorte, seguiu-se que qualquer parte de seu corpo também seria.

Desde então muitas coisas aconteceram com os coelhos. Inclusive deles nascerem de humanos. Isso mesmo, você não leu errado, eu disse “coelhos nasceram de humanos”. Como isto foi possível/ veja o relato abaixo e descubra você mesmo.
A Inglaterra do rei Jorge I (1660 – 1727) transbordava raridades, falsidades e charlatães. O próprio rei Jorge era um tipo um pouco raro, nunca se preocupou em aprender inglês e manteve a sua esposa 32 anos na prisão. Mas para coisas fora do comum, nada pode fazer sombra à famosa história de Mary Toft Godalming e seus bebês coelho.

Em setembro de 1726, Mary começou a dar à luz coelhos. O cirurgião local, John Howard, respondeu às súplicas de seus familiares e apressou-se à casa de Mary, onde para sua enorme surpresa, assistiu ao parto de nove destes animais. Todos nasceram mortos, e em realidade vinham ao mundo em porções e não um a um. Não obstante, isto não diminuía o assombro do fato em si. A senhora Toft paria coelhos!
Jon Howard escreveu excitadíssimo a outros homens da ciência do país, urgindo para que o ajudassem a pesquisar o insólito fenômeno. Logo, dois homens proeminentes enviados pelo próprio rei chegaram para pesquisar. Tratava-se de Nathanael St. Andre, cirurgião anatomista do rei, e Samuel Molyneuxm secretário do Príncipe de Gales. Mary explicou a estes ilustres homens que recentemente tinha sofrido um aborto, mas que durante a gravidez tinha tido uma vontade tremenda de comer carne de coelho. Depois de várias tentativas infrutíferas de caçar coelhos, sonhou que tinha vários em seu colo.
Na presença dos médicos, Mary continuou dando à luz mais coelhos. Os homens fizeram experiências para verificar o fenômeno. Por exemplo, pegaram um pedaço do pulmão de um dos coelhos e o submergiram em água para contemplar que flutuava. Isto significava que o coelho devia ter respirado antes de sua morte, o que por suposto não podia ter acontecido dentro de um útero. Surpreendentemente, os médicos ignoraram esta evidência e decidiram que, sim, Mary dava à luz coelhos sem nenhuma sombra de dúvidas.
Torre de Londres
Em 29 de novembro Mary foi transladada a Londres. Seu caso já se convertera em toda uma sensação nacional e na capital, uma enorme multidão rodeava a casa na qual moça ficou alojada. Assim que passou a ser constantemente vigiada, Mary deixou de dar à luz e seu caso começou a ser descoberto aos poucos.
Logo apareceram testemunhas que afirmaram ter fornecido filhotes de coelhos ao marido de Mary. Mais tarde, quando um famoso médico de Londres chamado Sir Richard Manningham ameaçou Mary com a necessidade de fazer uma inspeção cirúrgica para examinar seu útero em nome da ciência, Mary decidiu sabiamente confessar.
Explicou que simplesmente inseria os coelhos mortos na vagina quando ninguém olhava, e que sua motivação era o desejo de adquirir fama com a esperança de receber uma pensão real. Pouco depois foi presa por fraude, mas logo foi posta em liberdade sem julgamento. Contam que conseguiu dar à luz a um menino normal pouco depois de um ano após os acontecimentos.

John Howard e Nathanael St. Andre, os dois médicos que acreditaram e defenderam a história com paixão, tiveram que se mudar para bem longe onde ninguém ainda havia ouvido falar de Mary Toft Godalming.

CURIOSIDADES SOBRE OS COELHOS:
Os coelhos não são roedores, apesar de roerem tudo que vêem pela frente. Os coelhos roem de tudo para gastarem seus dentes, que não param de crescer. Os dentes da frente dos coelhos são como os dos roedores, que crescem durante toda a vida, e um dos dentes é escuro. Para que eles fiquem do tamanho certo, os coelhos roem tudo, principalmente madeira. praga.
Um coelho tem um raio de visão extremamente amplo. Podendo ver o ambiente que o rodeia atrás de si, sem mexer o pescoço.
Os coelhos não conseguem vomitar. Por outro lado, tem  que ter o estomago sempre cheio com alguma coisa, pois podem morrer se tiverem o estomago vazio.
O coelho mexe bastante o nariz porque tem o olfato muito sensível e, assim, fica sabendo se existe algum perigo por perto.

Coelho ao forno com vinho branco

Ingredientes:
1 kg de coelho (peito e pernas) em pedaços
4 colheres (sopa) de manteiga
4 colheres (sopa) de mostarda
1 copo de vinho branco seco
2 dentes de alho inteiros
1 xícara de creme de leite
1 cebola
louro, tomilho, sal e pimenta a gosto
batatas cozidas passadas  na manteiga para guarnecer

Preparação: Untar com manteiga uma travessa / assadeira / tabuleiro, que dê para levar ao forno. Cortar a cebola em rodelas e forrar o fundo da travessa. Sobre a cebola dispor os pedaços de coelho temperados com sal, pimenta e tomilho. Juntar o alho e o louro, espalhando pedacinhos de manteiga sobre o coelho. Levar ao forno quente por 5 minutos. Retirar e besuntar os pedaços de coelho com a mostarda. Regar com o vinho e cobrir a assadeira com papel alumínio. Assar em forno médio até o coelho ficar macio, regando de vez em quando com o caldo. Retirar o papel e deixar o coelho corar. Passar a carne para um prato e coar o caldo da assadeira. Levar ao fogo com o creme de leite apenas para esquentar. Servir o coelho coberto com esse molho e com batatas douradas na manteiga.