domingo, 5 de junho de 2011

Junho e o Aluá: A "coca-cola" do Primeiro Império Brasileiro

Junho é o mês do primeiro solstício do ano, trazendo a estação quente ao hemisfério boreal e a fria ao hemisfério austral. Quando o Sol atingir o ponto mais ao norte da sua trajetória, a partir do dia 21 de Junho, teremos o solstício, que trará o dia mais longo do ano no hemisfério norte, iniciando o verão, e o menor dia do ano no hemisfério sul, iniciando o inverno.
Sexto mês do ano do calendário gregoriano, com 30 dias, Junho tem o seu nome derivado da deusa Juno, rainha dos deuses, mulher do poderoso Júpiter. Juno corresponde à deusa Hera da mitologia grega. Juno era a deusa que protegia a mulher casada e às suas obrigações seculares. Além de proteger o casamento, a deusa protegia e fortalecia o feto, protegia a mulher na hora do parto, aliviando-a. Por este motivo, Junho tradicionalmente, é tido como o mês ideal para realizar bons casamentos.
Juno
Marcando o fim da primavera ou do outono, Junho começa o seu ponto astrológico com sinal em Gêmeos e termina com sinal em Câncer.
O nome do mês de Junho tem outra possível origem: seria homenagem a Lúcio Júnio Bruto – em latim Junius, considerado o  fundador da Republica Romana.
Na Grécia no mês de junho era festejado Júpiter Olímpico, mês de festas e jogos que teriam sido iniciados por Hércules. Entre nós é o mês dos santos populares, das fogueiras e das canções invocando os seus milagres.
Este mês é representado por um jovem coberto com um manto verde escuro, com um cesto de fruta no braço e na mão uma águia.
Este mês também é consagrado as BORBOLETAS, símbolo de transformação, do Renascimento.  Acredita-se que se alguém conseguir ver ao menos uma borboleta por dia durante este mês, será contemplado com muita boa sorte.

No Brasil, Junho é mês de festa – as festas juninas. E este termo também apresenta duas explicações: A primeira é em função das festividades que ocorrem durante o mês de junho.  Outra versão diz que esta festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seria em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.
São João
Apesar de hoje serem festas católicas, as comemorações juninas antecedem o nascimento de Cristo. Em certa época e durante muito tempo os católicos passaram a associar esta celebração ao aniversário de São João, no dia 24 de junho, mais tarde, os festejos incluíram os dias de Santo Antônio (dia 13) e São Pedro (dia 29).
Ao longo dos anos, cada região do Brasil comemora de um jeito diferente. O que importa é o ingrediente principal: a alegria.
Hoje, as festas juninas são entendidas como uma oportunidade para juntar os amigos e a família e se divertir. E de experimentar maravilhas gastronômicas típicas desta data. Uma delas é o Aluá, bebida exótica de origem indígena, que encanta os paladares mais requintados.

Segundo o folclorista Luís da Câmara Cascudo, esse nome pode ser uma corruptela de “ao luar”, porque os escravos preparavam esse refresco à noite, ou que viria de uma comida árabe parecida com o manjar branco, chamada heluon - Doce bastante apreciado no Oriente, composto de farinha de arroz, manteiga e jogra, que é o açúcar retirado.
O aluá foi a coca-cola do Primeiro Império brasileiro. Por ser uma bebida muito refrescante, virou mania tomar aluá na Corte de Dom Pedro I. Mas essa bebida chegou primeiro na Amazônia, Ceará, Pernambuco, Paraíba e no Rio Grande do Norte. Era uma bebida portuguesa, mas que sofreu alterações por aqui. E era adoçada com rapadura.
Até mesmo na capital do Império, o aluá teve sua vez. Câmara Cascudo informa que em 1881, França Júnior, cronista do séc. XIX, evoca a popularidade do aluá durante o reinado de Pedro I na capital do Império: "No primeiro reinado o refresco em voga foi o aluá. O pote de aluá saía para o meio da rua, e o povo refrescava se ao ar livre, a vintém por cachaça". Uma senhora, amiga, relembrou da sua infância no interior do Ceará, quando o aluá era feito em todas as casas onde haviam festejos juninos. "Não se fazia quadrilha sem ter aluá em casa para servir ao povo todo".
O Aluá feito em Portugal era uma bebida adicionada de bagaceira, que é a cachaça feita de uva e que muita gente conhece também como grapa. Só que os índios da Amazônia também faziam um suco parecido, com abacaxi e com teor alcoólico bem mais baixo, porque eles usavam o abacaxi fermentado, que gerava uma pequena graduação alcoólica de 3%, metade da de uma cerveja Pilsen.
Então o aluá brasileiro misturou o culto religioso dos africanos, a colonização portuguesa e a culinária indígena. Daí, temos uma bebida genuinamente brasileira ou, no mínimo, a mais tradicional feita por aqui.
Hoje em dia você não encontra aluá em todas as esquinas, mas nos festejos juninos ela é uma bebida tradicional. Na Umbanda e no candomblé, o aluá é oferecido a Yemanjá.
Casa de Mãe Betinha
Na casa de Mãe Betinha de Iemanjá Sabá (essa foto antiga é de lá), era tradicional servir aluá (lá chamados garaxó, de abacaxi ou milho). Eram jarras enormes, servidas nas festas para Ibeji, quando os erês se fartavam (e nós, mais crescidos um pouco, também). Nunca ouvi falar de outro terreiro em Pernambuco, com esta tradição que só ouvi falar de terem existido em casas muito antigas da Bahia.
Em Minas Gerais, ele ainda é servido nos rituais de fé da Igreja Católica, geralmente nas irmandades e não pode ser vendido. No Nordeste, o aluá é bebido em algumas cidades do sertão, nas novenas, nas festas das padroeiras.

 Aluá

Casca de 2 abacaxis bem maduros e lavados 
2 litros de água filtrada 
1 xícara de açúcar mascavo 
6 cravos-da-índia 
1 colher (chá) de gengibre ralado. 

Modo de Preparo: Ponha as cascas de abacaxi em uma tigela grande e cubra com água. Cubra a panela com pano limpo e deixe descansar até o dia seguinte. Junte os demais ingredientes e deixe descansar por mais um dia. Coe a bebida para uma jarra e deixe na geladeira até o momento de servir, de preferência, num dia de muito calor.

 Aluá 2
Jarra de barro
Água
1 kg de milho seco
1 kg de açúcar mascavo
Cravo
Gengibre
Erva doce 

Modo de preparo: Torre o milho no forno por 20 minutos. Em seguida, moa os grãos, despeje-os em uma jarra de barro com água e acrescente o açucar. Deixe a mistura descansar por 24 horas. Depois acrescente o cravo, o gengibre e a erva doce, também batidos, e deixe por mais um dia. Coloque gelo e a bebida está pronta para ser servida.

 Aluá 3

450 gr de milho verde
2 litro(s) de água
500 gr de rapadura
3 unidade(s) de limão
200 gr de casca de abacaxi  

Modo de Preparo: Escolha, lave e leve o milho ao sol, para secar. Bote uma caçarola, sem gordura nenhuma, ao fogo, coloque o milho e mexa para tostar todo por igual e depois retire do fogo e deixe esfriar. Ponha a água numa jarra com o milho já frio. Tampe bem a jarra e deixe em Infusão durante oito a dez dias, todos os dias dê uma mexida e, logo em seguida, tampe a jarra. No dia de servir, raspe ou corte em pedaços pequenos as rapaduras e coloque tudo dentro da jarra, já com a água e o milho. Mexa bem até dissolver as rapaduras e as cascas de abacaxi. Coe num coador de pano. Coloque o suco dos limões. Caso prefira mais doce, pode botar mais açúcar, de acordo com o gosto da pessoa. 0 aluá também pode ser feito com açúcar comum.



terça-feira, 31 de maio de 2011

O Barão e o caso do Blue Lagoon Drink

Hello folks!
Bem vindos de volta a mais um post desta Confraria. E seguindo a linha “Bons Drinks” – e não querendo lhes deixar com ressaca, hoje vou tratar de mais uma delícia de beber.
Depois de uma aula de campo realizada no começo deste mês, em um dos restaurantes mais badalados de Fortaleza – o qual não terá o nome citado para não comprometer a imagem do local – eu me incomodei muitíssimo com algumas coisas que encontrei de errado por lá (meu lado de profissional perfeccionista falando mais alto). E este post é quase um desabafo... Vou contar o ocorrido.

Como alguns já sabem, estou  fazendo outra graduação (pois é, mais uma rsrsrs) e numa das aulas de A&B (Alimentos e Bebidas, para os íntimos) deveríamos realizar aula de campo em empreendimentos de restauração desta capital Alencarina. E o fizemos.
Eu, como sempre, me apegando aos detalhes – porque acredito que eles fazem as diferenças – fiquei vasculhando tudo no local que fomos visitar. O lugar estava com seus 4 ambientes (Chopp, Grill, Sushi e Pizza) pouco movimentados naquele dia.
Daí vocês imaginem, quase 50 alunos se movimentando de lá pra cá, querendo  ver tudo, saber de tudo, tentando ouvir e anotar toda informação que era solta pela moça que se fazia de Hostess e tentava esclarecer o que era o restaurante na prática. Alunos perguntando, garçons se movimentando, eu tentando me desculpar com os clientes que percebi incomodados com nossa presença...
De repente, fomos direcionados para o lado de fora do ambiente onde se encontra a chopperia do lugar. Escutei a professora me dizendo:
-Olha lá, o drink ta ficando verde!
Com isso corri imediatamente pro balcão do bar e lá, já encontrei os alunos do terceiro semestre, que faziam a cadeira de coquetelaria, anotando tudo, maravilhados com o feito do bartender. Mas eu, cheguei pra me decepcionar...
Perguntei pro bartender qual o nome daquele drink que ele tinha entregue aos alunos pra experimentar, e ele prontamente me respondeu, orgulhoso:
 – Se chama Lagoa Azul, foi eu que inventei. Com esta resposta eu tentei controlar meu riso, me virei pros alunos da coquetelaria e os indaguei se eles ainda não tinham visto aquilo na sala de aula. E eles me responderam que não. Eu sai  dali me acabando de rir. Fui ao encontro da professora e lhe disse, quando a encontrei: - Professora, o cara o bar disse que aquele drink é o  Blue Lagoon, e que foi ele que inventou.
- Mas Reubens, o Blue Lagoon não é verde.  – a profa me respondeu.
- Eu sei disso professora. Mas os seus alunos pelo visto não sabem. Pois estão lá, anotando informação errada e achando que o cara criou o  blue lagoon. E que ele é verde. Kkkkkkkkkkkkkkk – eu disse e sai.
Agora vejam vocês se eu me agüentaria sem falar isso depois na sala de aula. No dia do relatório, alem das outras “cositas” que encontrei de falhas neste episodio de visitação, o caso do drink voltou a tona pra explicitar que quando o cliente sabe do que ele consome, ele reclama e exige retratação. E só para engavetar este episódio no passado eu tenho que deixar a receite original do Lagoa Azul drink (Blue Lagoon) e as variações mais conhecidas. Nates, porém, algumas considerações:

o lugar visitado acabou no meu conceito e se tornou ONE HIT WONDERS – graças ao seu sushi. Pra quem não entendeu: One Hit Wonder é a denominação dada para aquele banda ou cantor (a) que conseguiu emplacar apenas um sucesso (alguém aí lembrou do Los Del Rio, com seu hit Macarena?). ou seja, no caso do lugar visitado, pra mim apenas o sushi se salvou.
O Blue Lagoon Drink foi o cocktail que imortalizou os anos 80, ficou super popular no Brasil e virou sinônimo da coquetelaria  Brasileira durante "a década perdida". Mas pelo que se sabe a história do surgimento dele é a mais simples de todas:
Teria o nome baseado na sua coloração (vinda do Blue Curaçao) e em homenagem àquele filme da sessão da tarde que consagrou a belíssima Brooke Shields como a musa de uma geração, e ao ser “remakeado”, apresentou pro mundo a não menos linda Mila Jovovich Musas com olhos tão azuis quanto a bebida ou a lagoa do filme.

Supostamente o  Blue lagoon foi  criado em  1960 por Andy MacElhone.
Andy MacElhone não era outro senão o filho de Harry, fundador do Harry's New York Bar, em Paris, e o inventor do Side Car e de Senhora White, para citar apenas as suas criações mais famosas em cocktail. O Blue Lagoon Drink teria sido inventado nos anos 60, quando o Curaçau Blue começou a ser distribuído em garrafas. No começo, ele servia o drinque com limão espremido na hora em vez de utilizar sodo limonada. 
Curaçao é um licor aromatizado com a casca seca da fruta laraha citros, uma planta não-nativa similar a laranja cultivada na ilha de Curaçao. Na realidade o aparecimento da fruta denominada laraha, foi resultado de uma experiência mal sucedida por parte de exploradores espanhóis que ao tentar cultivar mudas de laranjeiras tipo Valência, depararam-se com o clima árido e o solo pobre em nutrientes de Curaçao, revelando-se inadequado ao cultivo da laranja, pois os frutos resultantes eram pequenos e muito amargos.
Após descobrir que a casca da laraha mantinha grande parte da essência e aroma originais encontrados no varietal Valência e se deixada ao sol, acabava por liberar óleos aromáticos bastante perfumados, as cascas foram então imersas em tanques com álcool e água por vários dias. O tempo de permanência dentro dos tanques, é determinante para se obter um sabor mais ou menos amargo.
Após serem removidas da mistura e outros condimentos adicionados, a bebida foi então desenvolvida e comercializada pela família Senior (uma antiga família de ascendência judaica estabelecida no Caribe espanhol) durante o século XIX.

O licor é originalmente incolor, mas em algumas versões são adicionados corantes artificiais, geralmente nas cores azul ou laranja, conferindo uma aparência exótica aos coquetéis e outras bebidas mistas.
Outros fabricantes oferecem licores também denominados “Curaçaos” com diferentes sabores adicionados, tais como: café, chocolate, rum e passas, mas apenas o Curaçao of Curaçao fabricado por Senior&Co é considerado realmente o legítimo Curaçao!

Lagoa Azul

2/4 de vodca
1/4 de Blue Curaçau
1/4 de suco de limão
Soda limonada
Gelo
Ramo de hortelã - Opcional
Copo long drink
Coqueteleira

Modo de Preparo Coloque algumas pedras de gelo na coqueteleira e acrescente todos os ingredientes, menos a soda. Encha o copo de gelo e coe o conteúdo da coqueteleira no copo. Complete até a borda com a soda. Pegue um ramo de hortelã na palma da mão, dê um tapa para soltar o aroma e mergulhe-o no copo.Sirva-o.

Mar em Chamas

Pegue um copo e coloque uma dose de Curaçau Blue. Com um isqueiro, coloque fogo na bebida e deixe por alguns segundos até que pegue na bebida. tampe rapidamente com a mão. Chacoalhe e beba rapidamente toda a bebida, tampando o copo novamente com a mão. Chacoalhe novamente (o copo deve estar sem bebida nenhuma mesmo) e tire a mão rapidamente, puxando com a boca o ar (vulgo Baforar) de dentro do copo.



Blue Velvet (veludo azul)
Drink simples, intenso e com a origem obscura como só os clássicos sabem ter. Hit em ocasiões sociais, chama atenção pela cor e não fracassa nem um pouco na avaliação do sabor.

Champagne
Curaçau Blue
Cereja
Passo a passo: Sirva a champagne bem gelado até faltar aproximadamente um dedo para encher a taça. Se sua taça não estiver gelada, ele vai espumar, então sirva menos da metade da taça e espere que o líquido diminua a temperatura da taça, depois disso complete a dose. Adicione um splash de Curaçau Blue para colorir e acrescentar um leve aroma cítrico ao drink. Mergulhe uma cereja e seja pago com sorrisos de admiração.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Para "bons drinks": O elegante, nobre e polêmico Bloody Mary

No post anterior iniciei comentandando sobre Elvira – A rainha das trevas, e inclui uma frase que acho  muito legal, a qual cita uma das bebidas mais elegantes no mundo da coquetelaria: o Bloody Mary.
Versão Clássica

Minha versão - mais aperitiva (receita no final)
Ontem, passei um pedaço da noite conversando sobre os “bons drinks” com a Ana Luisa (enquanto esperavamos o professor de frances – que, segundo informaçoes made in coordenação, se acabava na comilança e beberagens, na sala-bar). Pensando neste contexto, resolvi  postar hoje, nesta confraria algo relacionado com os acontecimentos anteriores. E por que não falar do próprio Bloody Mary?
Antes, porém dedico o post a Ana Luisa que me propôs da gente fazer uns ‘bons drinks” qualquer dia destes...
Como todo  boa receita é sempre cheia de lendas ao seu respeito (já estou  me cansando de escrever isso sempre rsrssrsrsr), existem mais de uma versão acerca do  nome e da origem do coquetel Bloody Mary. Contudo  abaixo conto a mais plausivel – para, em seguida, citar duas outras possiveis versoes para a genesis desta bebida.
Elegante, sua origem não poderia ser outra senão a Paris dos anos 20. O autor da bebida foi o barman Fernand Petiot, que comandava o balcão do Harry’s New York Bar, que até hoje funciona no número 5 da Rue Doneau, bar freqüentador celebridades como Ernest Hemingway, Sinclair Lewis, Coco Chanel and Humphrey Bogart.
Fernand Petiot
Harry's New York Bar - Paris
No Harry’s New York Bar  de paris os primeiros teriam sido criados misturando partes iguais de suco de tomate e vodka. Ele não tinha idéia de que sua mistura se tornaria mundialmente famosa quando ele concordou com  o dono do bar que sugeriu que ele chame a bebida "Bloody Mary". O patrão disse que lembrava o Bucket of Blood Club  (Balde de Sangue Club), em Chicago, e uma garota que ele conheceu lá chamada Maria.
Harry's New York Bar - Paris
Vele lembrar que entre 1920 e 1933 vigorou nos Estados Unidos o que ficou conhecida como “Lei Seca” que estabeleceu que nenhuma bebida poderia ser vendida contendo mais do 0,5% de álcool em sua composição. Neste período muitas fortunas foram construídas através do contrabando e produção ilegal de bebidas alcoólicas sem origem controlada, que tinham qualidade e gosto tão ruins que a única maneira de consumi-las era misturando com sucos, refrigerantes e outros ingredientes.
Neste período o hábito de preparar cocktails tornou-se muito popular e misturar bebidas uma prática comum para qualquer Barman americano. Com esta composição Petiot atendeu ao pedido de seus compatriotas que freqüentavam seu bar em Paris. e que buscavam por receitas cujas misturas tivessem uma aparência e aroma que pudessem ter mascarados seu teor alcoólico e que fosse ao mesmo tempo fácil de ser preparadas, conseguindo assim burlar a proibição de consumir bebidas alcoólicas quando retornassem ao território americano.
Hotel St.Regis - Em New York
 Petiot mudou-se para os EUA em 1925 e, após uma estada em Canton, Ohio (onde conheceu sua esposa), ele se tornou bartender cabeça do King Cole Bar do St. Regis Hotel, em New York,1934, onde tinha o  gângster Frank Costello como um dos mais famosos e regulares clientes.
Frank Costello
Contudo, somente em 1934, com o fim da lei seca e a produção em larga escala do coquetel nos bares americanos a gerência do hotel na tentativa de conquistar mais fama tentou mudar o nome para Red Snapper, mas não colou. Os Nova-iorquinos sofisticados acharam a bebida muito branda e pediram mais tempero.
King Cole Bar & Lounge - St.Regis Hotel NY
É neste exato momento em que aparece a revista The New Yorker, de 18 de Julho de 1964, apresenta uma citação de Petiot que diz: "Eu iniciei o Bloody Mary hoje", ele nos disse. "George Jessel disse que o criou, mas não era nada mais que vodka e suco de tomate quando eu levei-o. Eu cobrir o fundo da coqueteleira com quatro grandes traços de sal, duas pitadas de pimenta do reino, dois traços de pimenta caiena, e uma camada de molho inglês, eu em seguida, adicione uma pitada de suco de limão e algum gelo picado, coloque duas onças de vodka e duas onças de suco de tomate espesso, agitei bem e servi. Nós servimos cerca de 150 Bloody Marys um dia aqui no King Cole".
Assim Petiot fez a receita em seguida, evoluiu para incluir a pimenta preta (do reino), pimenta caiena, o molho inglês, sal, limão e um toque generoso de tabasco e os clientes gostaram mais ainda – diz-se alguns historiadores que a inclusão do tabasco na recita foi feita para atender ao príncipe russo Serge Obolensky. Ambos locais reivindicam o posto de local da criação da bebida.

OUTRAS VERSOES PARA A ORIGEM
No final dos anos 30, o ator e produtor George Jessel teria sido o criador, também em Nova Iorque conforme o New York Herald Tribune, sendo que Jessel aparecia em propagandas da Vodca Smirnoff.
Uma terceira versão, essa com menos defensores, atribui a Bertin Azimont, do Hôtel Ritz Pariz, a criação especial para o escritor Ernest Hemingway que queria uma bebida que não deixasse odor, para que a esposa dele não percebesse.

Quanto ao nome Bloody Mary refere-se à cor vermelha provida pelo suco de tomate, e ainda existem três versões para a sua inspiração:
Maria Tudor, por suas sangrentas perseguições ao protestantismo na Inglaterra e Escócia no século XVI;
Mary Pickford, atriz americana do cinema mudo;
Maria, uma garçonete do bar Bucket of Blood de Chicago.

Para deixar mais traços históricos neste tratado sobre bloody Mary, agora, vou contar porque os críticos e historiadores aceitam mais a idéia da inspiração para o nome da bebida ter vindo da realeza britânica.

Maria I, a Sanguinária (ou Bloody Mary)
Rainha de Inglaterra e da Irlanda entre 1553 e 1558
Maria I, a sanguinária (Bloody Mary)
O reinado de Maria I, filha de Henrique VIII e Catarina de Aragão, durou apenas cinco anos. Mas foi um dos que mais renderam fofocas na história da Inglaterra. A rainha tentou, em vão, restaurar o catolicismo inglês e perseguiu a igreja que seu próprio pai havia fundado, mandando queimar 300 anglicanos vivos..
Maria I foi Rainha da Inglaterra e da Irlanda. Descendente da casa dos Tudor, filha de Henrique VIII e Catarina de Aragão, ela governou por um período que compreemdeu entre 1553 até à sua morte em 1558 (ou seja, apenas 5 anos) . Mas foi um dos que mais renderam fofocas na história da Inglaterra, ficando conhecido seu reinado como “Bucket of blood”. Isto porque a rainha tentou, em vão, restaurar o catolicismo como religião oficial do Reino Unido, e perseguiu a igreja protestante que seu próprio pai havia fundado. Foi um período de perseguição implacável aos Protestantes com execuções sumárias, uma delas a rainha mandou  queimara 300 anglicanos Vivos, alegados heréticos, o que lhe valeu o apelido de Bloody Mary (Maria Sanguinária). Até sua meia-irmã, que se tornaria a célebre rainha Elizabeth I (aquela dos filmes), ficou dois meses presa na Torre de Londres.
Felizmente após sua morte, a perseguição religiosa imposta durante seu governo foi abandonada por sua sucessora e meia-irmã, estabelecendo novamente a paz religiosa e aos poucos, o protestantismo foi tornando-se a principal religião da Inglaterra, permanecendo até os dias de hoje.

Agora chegou a melhor parte, degustar. A baixo segue receitas básicas, a partir do original de petiot, desta bebida versátil e que pode ao mesmo tempo servida como aperitivo devido a sua alta acidez proveniente do suco de tomate ou mesmo como refrescante em um longo copo com muito gelo reduzindo-se a picância de seus temperos e colocando quantidades menores de tabasco, molho inglês e pimenta do reino.
Agora vou tomar meus “bons drinks” e como dizem os Ingleses: GOD SAVE THE QUEEN!

BLOODY MARY

60ml Vodka
120ml Suco de Tomate
15ml Suco de Limão
Sal, tabasco, Molho de Pimenta e Molho Inglês a gosto
Talo de salsão para decorar
Modo de preparo:
Bata todos os ingredientes em uma coqueteleira com gelo.
Servir em seguida como o talod e salsão.

BLOODY MARY 2 -versão do Barão
1 dose de vodca
2 doses de suco de tomate
1 lance de suco de limão
Sal, pimenta-do-reino, Tabasco e molho inglês
Camaroes grandes refogados e azeitona para decorar
Modo de fazer Coloque a vodca e os sucos em um copo grande, com quatro pedras de gelo. Mexa bem e tempere a gosto. Sirva em um copo baixo, de boca larga, com palitinhos espetados de camarão e azeitona.

Fonte: 
·         Unless otherwise stated, all information in this article derives from Al Thompson, "Bloody Mary Inventor Likes Sipping Scotch," The Cleveland Press, 1 January 1972.
·         Thompson, "Bloody Mary Inventor Likes Sipping Scotch."
·         The New Yorker, 18 July 1964.

domingo, 22 de maio de 2011

VEUVE CLICQUOT PONSARDIN: MINHA VIÚVA PREFERIDA – INOVANDO COM LUXO DESDE 1772

Hoje acordei meio Elvira... Tem dias que a gente acorda meio Elvira. Lembram dela?

Elvira è um exemplo de discrição e castidade; com uma simpatia genial e frases cheias de pérolas, como esta:
-Bloodmary!
-Não servimos bebidas alcoólicas depois das 8h! Quer uma virgem?!?!
-hummmm.. Talvez... Mas eu quero tomar alguma coisa primeiro...
Bem, vou deixar vocês com ela um minutinho enquanto “estouro a viúva” pra em seguida bebê-la...
De certo que um Bloodmary não é nada ruim, Mas quando acordo meio Elvira, eu preciso de uma tulipa transbordando da minha “viúva” preferida. Não se espantem, não estou bebendo sangue de viúva, ou coisas do gênero. Viúva é o nome da minha champanhe preferida: VEUVE CLICQUOT.

De fato o frei Dom Pérignon criou a champanhe, mas a viúva Clicquot a reinventou, transformando a bebida borbulhante em um ícone do consumo de luxo.
A marca VEUVE CLICQUOT, um mito entre os amantes da bebida de Baco, se transformou em uma instituição francesa. Um produto para os paladares mais luxuosos do mundo. Sempre procurou assegurar, mais que preço, um compromisso com a qualidade e o buquê inconfundível, isto é, aquele aroma e sabor borbulhante que fizeram desse um precioso líquido, apreciado por reis, rainhas e até seus súditos, quando o dinheiro abunda na carteira e na conta bancária.
A história da vinícola começou em 1772 quando Philippe Clicquot-Muiron fundou um comércio de vinhos com o nome Clicquot na região de Reims na França. Três anos mais tarde seria a primeira a introduzir a champanhe rosé. Um fato que mudaria os rumos da empresa e tornaria a marca uma das mais luxuosas do mundo ocorreu em 1798 quando seu filho, François Clicquot, casou-se com Nicole-Barbe Ponsardin.
Madame Clicquot
 Em 23 de outubro de 1805 o marido de Madame Clicquot morreu, deixando-a viúva (veuve em Frances) aos 27 anos de idade e assim teve que assumir o controle da companhia – que até aquele momento dividia suas atividades entre a produção do champanhe, serviços bancários e comercialização de lã. Sob comando de Madame Clicquot, a companhia concentrou seu foco inteiramente na produção de champanhe.
A Casa Clicquot passou então a denominar-se Veuve Clicquot-Ponsardin. Surgia assim a marca VEUVE CLICQUOT. Dedicada e exigente, ela se tornou uma das primeiras mulheres de negócios dos tempos modernos.
A viúva apresentou seu champanhe em todas as cortes da Europa, primando sempre pela alta qualidade da bebida. Nesta época, representantes da produtora de champanhe foram enviados para Rússia, resultando na importação de 25 mil garrafas do produto. Uma década depois, o champanhe VEUVE CLICQUOT conquistava a Rússia com grande sucesso.

A corte russa dos czares foi uma das principais compradoras, bem como o imperador Frederico-Guilherme IV da Prússia. Em 1816, ela desenvolveu, com a ajuda de Antoine de Müller, o “remuage”, processo pelo qual retira-se o sedimento do champanhe, tornando-o mais cristalino. Com o tempo outros produtores acabaram introduzindo a criação de Madame Clicquot em seus processos. Neste mesmo ano as primeiras garrafas do champanhe chegaram ao Brasil para atender uma encomenda feita por carta escrita de próprio punho pelo imperador D. Pedro II.
A Madame Clicquot morreu em 1866 aos 89 anos, deixando um legado no segmento de champanhe. Em 1970 uma remessa de reserva especial do champanhe foi mandada para Inglaterra em comemoração ao jubileu da Rainha.
No ano de 1972, para comemorar o bicentenário da empresa, é lançado o champanhe La Grande Dame, uma homenagem a Madame Clicquot. Seu rosto também passou a figurar na tampa de metal das garrafas, uma segurança para os compradores de que se tratava do legítimo produto da Maison Clicquot-Ponsardin.
Veuve Clicquot
Em 1987, a empresa foi adquirida pelo grupo LVMH (LVMH Moët Hennessy • Louis Vuitton S.A. ou simplesmente LVMH). E, assim, conquistou novos mercados e ganhou campanhas de marketing ainda mais agressivas, que as de relacionamento que a viúva comandou quando viva. A segunda versão do champanhe La Grande Dame seria lançada em 1995, feita com 62.5% de uvas Pinot Noir e 37.5% com uvas Chardonnay. Neste mesmo ano foi pioneira ao introduzir a Rich Reserve, primeiro champanhe para ser servido exclusivamente com comida. O champanhe VEUVE CLICQUOT pode ser encontrado nas seguintes versões: Demi Sec, La Grande Dame, La Grande Dame 1995, La Grande Dame Rose 1990, Yellow Label Brut, Vintage Reserve, Rose Reserve 1995 e 1996.
As embalagens da champanhe VEUVE CLICQUOT são um dos produtos mais cobiçados e luxuosos do mundo. Para atingir este patamar contou com a excepcional qualidade do líquido de suas cobiçadas garrafas. Porém, outro fator ajudou, e muito, a escalada rumo ao sucesso: cor amarela + embalagens especiais exclusivas.
Famosa pelo seu rótulo amarelo, a VEUVE CLICQUOT abusa das formas e consegue inovar fortalecendo sua marca através do design das embalagens. Comprar uma garrafa de VEUVE CLICQUOT é uma experiência fantástica em virtude da variedade e modernidade de suas embalagens, e ganhá-la deve ter a mesma emoção do que comprá-la.

As variedades de embalagens criativas são muitas: Clicquot Ice Box (embalagem surpresa que se transforma em balde impermeável);
Clicquot Ice Box
City Traveller (embalagem especial com duas taças, uma garrafa de 375ml ou 750ml e uma pequena mala, feita de neoprene e cujas alças foram feitas pela Louis Vuitton, para manter a temperatura ideal do champanhe por duas horas, acolhendo a garrafa e as taças sem perigo de quebrar);
Clicquot City Travaller
Ice Cube (embalagem que mais gosto, em foma de cubo de gelo, vem com tacinhas lindas)

PaintBox (embalagem composta por uma lata moderna e 4 garrafinhas de 200ml do champanhe com biqueiras, especialmente para beber no gargalo sem deixar cair uma gota);
 Ice Jacket (embalagem térmica “roupa” de neoprene com costuras pespontadas, acabamentos de couro e zíper, que conserva sua temperatura por duas horas, substituindo o tradicional balde de gelo);
Tw’ice Bucket (balde de gelo, feito de borracha, alumínio escovado e plástico, que gira 180 graus podendo ser acoplado no canto do balcão ou funcionar como balde tradicional);

 Cellar Box (caixa extremamente moderna criada por Pablo Reinoso, para o champanhe, Rare Vintage Rosé 1985 e Rare Vintage 1988, protegendo a bebida das variações de luz e temperatura);
Além das embalagens exclusivas da linha VEUVE CLICQUOT La Grande Dame, como a edição especial da safra 1996 (apenas 9.000 garrafas produzidas), criada pela Maison Pucci, com um forte contraste de cores que estampam o rótulo e o interior da criativa caixa.

Eu sei que uma champanheira de prata cheia de Veuve Clicquot faz toda diferença em qualquer ambiente. Mas, vamos combinar que carregar uma champanheira para todo canto fica meio estranho. E Veuve Clicquot não é um espumante pra ser colocado em qualquer recipiente. Requer um toque de classe.
Enfim, para  acabar com esse dilema e nos possibilitar o prazer de tomar champanhe onde bem entendermos, a Veuve Clicquot criou o Yellow Cooler que mantém a bebida na temperatura adequada por duas horas. Bacana, né? Eu recomendo. E adoro!
E depois de tanta informação, vou terminar de beber minha viuvinha com a minha seleção brasileira (quindim, casadinho de pão de ló, brigadeiro com cereal, pudim de leite e mini torta de manga). Deixo pra vocês um brinde, pela sua companhia, e abaixo segue as receitas da minha seleção brasileira.
 SELEÇÃO BRASILEIRA

Quindim
Rendimento: 15 unidades
350 g de coco ralado seco fino;
1 1/3 copo americano de leite;
1 ½ xícara de açúcar;
16 gemas;
100 g de manteiga;
glucose derretida para untar. (Dica: é a glucose que dá brilho ao quindim; basta aquecê-la por 30 segundos no micro-ondas e untar as forminhas.)

Modo de fazer: Misture a manteiga, o coco, o leite e o açúcar. Adicione as gemas passadas antes por uma peneira. Unte com glucose derretida 15 forminhas. Coloque a massa e asse em banho-maria, a 150ºC, por 40 minutos. Desenforme os quindins ainda quentes.

Bem-casado de Pão de Ló
 Rendimento: 70 unidades
Pão de ló
8 ovos frescos;
1 1/3 xícara de açúcar;
1 ½ xícara de farinha de trigo;
¼ de xícara de amido de milho;
doce de leite pastoso, a gosto, para o recheio.
Calda de açúcar
700 g de açúcar;
350 ml de água quente.

Modo de fazer: Bata os ovos com o açúcar na batedeira até obter um creme fofo. Adicione a farinha e o amido de milho e misture com uma colher. Com uma espátula, espalhe uma camada de massa com ½ cm de espessura sobre um silpat (tapete de silicone) ou sobre uma folha de papel-manteiga untada, apoiada no fundo de uma assadeira. Leve ao forno por 5 minutos, a 160ºC. Deixe esfriar. Corte a placa de massa ao meio e cubra uma delas com doce de leite. Ponha a outra por cima e leve à geladeira. Para a calda, misture a água quente com o açúcar e espalhe sobre o bolo recheado. Deixe açucarar naturalmente e corte em quadradinhos de 4 centímetros, usando uma faca umedecida em água quente.

Brigadeiro com crosta de cereais
Rendimento: 20 unidades
2 latas de leite condensado;
150 g de manteiga;
1/3 de xícara de cacau em pó;
350 g de cereal de milho (tipo corn flakes);
400 g de chocolate meio amargo.

Modo de fazer: Misture os três primeiros ingredientes em uma panela e leve ao fogo médio. Mexa sem parar até que a massa se desprenda do fundo da panela. Passe o brigadeiro para uma vasilha plástica e leve à geladeira para esfriar. Derreta o chocolate e junte com o cereaL Estique essa mistura sobre um silpat (tapete de silicone) e leve à geladeira. Quando estiver fria, retire da geladeira, assim como a massa de brigadeiro. Enrole então os brigadeiros e finalize com uma camada da mistura de chocolate com cereal.

Pudim de leite
Rendimento: 16 porções
5 latas de leite condensado;
½ litro de leite;
10 gemas peneiradas;
½ kg de açúcar;
2 colheres (sopa) bem cheias de glucose;
350 ml de água.
Modo de fazer: Coloque o açúcar, a glucose e metade da água para ferver. Quando atingir a cor de caramelo, coloque a segunda metade da água (cuidado, pois costuma espirrar). Mexa bem e apague o fogo antes de ferver, para que a segunda água não evapore. Coloque a calda em uma forma retangular de 25 X 10 cm. Deixe esfriar completamente. Misture manualmente o leite condensado, o leite e as gemas. Ponha a mistura na forma. Cubra a forma com papel-alumínio e asse por 1 hora em banho-maria em forno pré-aquecido a 100ºC. Tire do forno e leve diretamente à geladeira. Deixe gelar por 24 horas. Corte em quadradinhos na hora de servir.

Tortinha de manga
Massa Ingredientes
1/3 xícara (chá) de amido de milho (38g)
1 xícara (chá) de farinha de arroz (120g)
1/2 colher (sopa) de açúcar mascavo (6g)
4 colheres (sopa) de margarina sem sal (64g)
1 gema (20g)
Recheio Ingredientes
1 envelope de gelatina sem sabor (12g)
5 colheres (sopa) de água (75mL)
1 manga Tommy grande (550g)
1 pote de iogurte natural desnatado (200g)
3 colheres (sopa) de açúcar (42g)

Modo de Preparo Massa: Em uma vasilha, junte o amido, a farinha, o açúcar, a margarina e a gema. Misture bem com as mãos até formar uma massa homogênea. Modele a massa em forminhas e leve ao forno por 30 minutos. Deixe esfriar, desenforme e reserve.  Modo de Preparo Recheio: Dissolva a gelatina na água e reserve. Higienize, descasque e corte a manga. Bata no liquidificador a manga com o iogurte e acrescente o açúcar. Leve a gelatina ao microondas em potência média por 20 segundos para que derreta, despeje no liquidificador, bata e reserve. Montagem Distribua o creme na massa e leve à geladeira por 1 hora.