quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Noblesse Oblige! O surgimento do Barão de Gourmandise

Outro dia me perguntaram quanto ao surgimento do baronato de Gourmandise... Dei a resposta imediata ao interlocutor, que me veio com um suspiro – talvez de espanto pelo conteúdo da explicação ou pelo simples fato de ser mais um pedaço sobrenatural da minha história de vida.
Resolvi escrever sobre o tema e postei inicialmente na minha página do facebook, onde tive um comentário simpático vindo da Baronesa do Crato de Açúcar – Célia Augusta –, que postou: "Noblesse Oblige".
Fiquei maravilhado e curioso com o termo. Haja visto que o meu, ainda parco, conhecimento sobre a língua francesa não me permitiu entender a intensidade do termo. Conversei com a senhora Baronesa, que em explicou o significado. E mesmo assim não me contive e fui pesquisar mais...

"Noblesse oblige" significa, ao pé da lera, "nobreza obriga". Esta expressão é utilizada quando se pretende dizer que o fato de pertencer a uma família de prestígio ou ter uma certa posição social ou ter um nome honrado ou famoso obriga a proceder de uma forma adequada, à altura do nome que se tem. Dava-se o nome de nobreza a um conjunto de indivíduos que gozava de uma categoria social privilegiada, com direitos superiores aos da maioria da população, em virtude de uma transmissão legal hereditária. Nas sociedades primitivas, quando os homens mais fortes e mais hábeis se tornavam chefes de tribos ou de clãs, constituíam um corpo de indivíduos que os apoiava e que adquiriam prestígio em virtude do poder do seu chefe. Mais tarde, a riqueza ou a influência política muitas vezes permitiram aos seus possuidores usufruir de uma superior categoria social; por outro lado, a capacidade intelectual ou os feitos militares ou outros podiam ser recompensados por uma distinção social hereditária. A distinção social associada à nobreza faz com que esta palavra também seja usada quando se fala em elevação de sentimentos ou de conduta, ou seja, pode falar-se de nobreza de sangue, mas também de nobreza de caráter. A um nobre exige-se que se comporte como tal, ou seja, que tenha uma conduta elevada, acima de qualquer crítica, considerando-se, pois, mais reprovável uma ação indecorosa, desonrosa, num nobre do que noutra pessoa, já que o seu estatuto social o obriga ao dever de ter um comportamento exemplar. 

O primeiro aparecimento referente a este conceito está presente na literatura, na Ilíada de Homero. No Livro XII, o príncipe troiano Sarpedon oferece um famoso discurso em que ele insiste com seu companheiro Glaucus para lutar com ele nas fileiras da frente de batalha. Na tradução de Pope, Sarpedon exorta Glaucus assim: "'esta nossa, a dignidade que eles dão de graça / O primeiro em valor, como o primeiro no lugar; / Que quando com os olhos imaginando nossas bandas marciais / Eis que nossos atos transcendem nossos comandos, / eles, podem chorar, merecem o Estado soberano, / A quem inveja daqueles que não ousa imitar! "


Em "Le Lys dans la Vallée (O lírio do vale)", escrito em 1835 e publicado em 1836, Honoré de Balzac recomenda certos padrões de comportamento para um jovem, concluindo: "Tudo o que eu acabei de contar pode ser resumida por um termo antigo: noblesse oblige! " Em seu conselho tinha incluído comentários como "os outros vão respeitá-lo por detestar as pessoas que fizeram coisas detestáveis", mas nada sobre a generosidade ou benevolência. Mais tarde, ele inclui a exortação da nobreza de uma pessoa que executa serviços para os outros, não para ganhar dinheiro ou reconhecimento, mas simplesmente porque era a coisa certa a fazer.
A frase é usada como lema para a National Honor Society, que cita o seu propósito: "cumprimento das suas obrigações através do serviço aos outros."

William Faulkner usa o termo muitas vezes em seus romances e contos, incluindo o famoso “O Som e a Fúria” e "Uma Rosa para Emily".
No filme da Disney Mary Poppins, o Sr. Banks canta uma canção intitulada "A Vida que eu chumbo" cuja letra diz: "Eu trato meus súditos | servos, filhos, esposa | Com uma mão firme, mas gentil | Noblesse oblige!"


Noblesse oblige é o lema do Calasanctius College (Irlanda) e Colvin Taluqdars College (Índia). A última estrofe de uma canção do Colvin College é "não esquecendo o nosso lema para realizar ações nobres; de perseguir nosso objetivo e atender as necessidades da nossa nação; Colvinians façam o seu dever, ser leal, justo e verdadeiro; Nossa Escola e o nosso país esperam isso de você."
Johann Strauss em seu "Die Fledermaus", quando a esposa de Gabriel Eisenstein, Rosalinde, mostra a confusão em sua intenção de usar vestido de noite para na prisão, ele exclama: "Noblesse oblige!"
No romance de Robert A. Heinlein, To Sail Beyond the Sunset, Dr. Johnson diz: "Será que um homem comum entende o cavalheirismo? Noblesse oblige? Aristocráticas regras de conduta? Responsabilidade pessoal pelo bem-estar do Estado? Pode-se também procurar pêlo em um sapo." Heinlein também discute o conceito da Glory Road, onde a Estrela da sabedoria, Imperatriz dos Vinte Universos observa ao seu campeão que "Noblesse oblige é uma emoção sentida apenas pelos verdadeiramente nobre."


Em abril de 2009, uma série de TV japonesa de animação intitulado Higashi no Eden ou Éden do Oriente, usa o termo para identificar telefones dado aos personagens, como parte de um experimento social que concedem grandes quantidades de dinheiro e os recursos para fazer quase tudo o que desejam. Aqueles que têm os telefones noblesse oblige é dada a missão de usar seu novo status para trazer estabilidade para o Japão da maneira que julgarem necessárias. O prazo Noblesse Oblige também serve como um aviso aos participantes que eles não usem seu poder e influência para desejos pessoais egoístas e só para o bem de seu país para não serem "removidos do jogo".
A Baronesa de Orczy, personagem de The Scarlet Pimpernel (O Pimpinela Escarlate), muitas vezes usa a expressão para descrever seu senso de dever de proteger a nobreza da França.
A Baronesa Emma Orczy
Depois disto tudo esclarecido consegui entender perfeitamente a profundidade e responsabilidade do termo. E realmente Noblesse Oblige! Somente por isso deixo abaixo o texto que criei sobre a formação deste baronato. Espero que gostem.





Ao longo dos anos o extraordinário sempre se apresentou para mim nas suas mais variadas manifestações. De certo que na meninice eu não compreendia, e via tudo com olhos de fantasia. Com o tempo as explicações iam aparecendo.

Eu só queria estar lá. Ficava pensativo. Às vezes cantarolando trechos de músicas cuja melodia me arrepiava a pele e faziam o poder do meu inconsciente se manifestar, e me transportar para uma realidade diferente da minha, vivendo tudo aquilo com a mesma vivacidade que hoje eu escrevo estas linhas, lúcido ou louco – ao mesmo tempo.
Diziam que aquele lugar era cheio de assombrações. Uns diziam até ter visto almas penadas vagando por lá. Mas ninguém os via ou ouvia como eu. Mas isso não importa, porque não era o sobrenatural que me levava até ali, mas a minha vontade de estar lá, sossegado, pensativo, em paz, aprendendo e evoluindo.
Eu realmente conseguia me concentrar mesmo com aquela tagarelice dos espíritos, que falavam alto, dizendo coisas e mais coisas que mais tarde me fariam entender mais da vida – pelo menos da minha. Talvez fosse este o real motivo de eu querer sempre estar lá, de eu me sentir bem ali.
Eu compreendia aquilo tudo como uma extensão de mim. E foi estranho a primeira vez que ouvi os espíritos falando exclusivamente ao meu respeito:
– Ele parece não mudar de feições com o tempo. Mesmo depois de séculos – disse um que teve a frase completada por outro:
– Ele sempre andou com esta desenvoltura tão felina e com este olhar sempre iluminado. Sempre tivera olhos grandes com fartas pestanas superiores – para lhe intensificar o olhar, que lembra tudo o que é saboroso. A cor dos olhos sempre fora dourada com pontilhados de esmeralda. O nariz afilado ajuda a afilar o rosto num enquadramento forte, marcante. Os lábios não se conseguem distinguir dentre o carmim de algumas rosas, ou mesmo daquelas cerejas raras de uma época distante. Sempre trouxe impregnado no seu corpo uma miscelânea de aromas: anis, canela, cardamomo, cravo, noz-moscada, açafrão, pimentas doces e as da Jamaica e outras muitas especiarias – herança de muitas vidas, cujas fragrâncias sempre atiçaram os cérebros alheios levando-os a mergulhar em desejos, até eróticos. Hoje a pele que ele usa cheira a castanha de caju – anteriormente cheirava a creme de amêndoas. Seu cabelo, nunca foi outro senão de cor âmbar – como se o âmbar mais puro se derretesse para a natureza fazer os fios e os colocar com vastidão sob o crânio, fazendo cachos à medida que cresce e não é aparado.
– Nesta estatura mediana sempre se comprimiu uma combinação incrível de energias! Ás vezes, doce, sensível. E noutras vezes já se tornou a pessoa mais rude, arrogante e egoísta que pode existir. O calor do sol talvez lhe sirva para conter o ego – isso sempre lhe fez bem. Sempre conseguiu equilibrar o cosmo dentro dele. Sempre foi esperto e altivo. Sempre fora um cavalheiro – mesmo quando esta palavra não existia. Sempre foi um diplomata nato. E somente uma única coisa lhe inquietava: a curiosidade. Sentia e continua a sentir fome por informação, por se comunicar, por aprender as novidades, por descobrir o passado e suas minúcias... Em verdadeiro glutão por conhecimento. Sempre fora nobre – mesmo quando não o teria de ser. Como diriam alguns, naquela língua doce e rebuscada: s'il est noble, c'est la noblesse. s'il a faim, la faim est de la connaissance. Serait um Baron, Baron de la Gourmandise par la connaissance... noblesse oblige!

Cerejas Vintage

2 xícaras de cerejas frescas (com os cabinhos)
Calda:
1/2 xícara de chá de glucose de milho ( Karo )
2 xícaras de chá açúcar
8 gotas de corante vermelho

Preparo: Lave as cerejas e enxágüe bem 9caso não consiga encontrar cerejas ainda com os cabinhos, introduza um palito no local do cabo e reserve. Calda: Em uma panela, coloque o açúcar e a glucose. Leve ao fogo e deixe ferver por aproximadamente 8 minutos (não mexa mais). Após isto, junte as gotas de corante. Cozinhe por aproximadamente um minuto e desligue. Passe pela calda as cerejas reservadas. Coloque-as sobre uma assadeira untada com manteiga. Deixe secar.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sobre cisnes e sapos de chocolate

De repente a gente se apega a muitas coisas nesta vida... De repente as coisas também se apegam a nós... E o que fazer quando, de repente, você e as coisas são a mesma coisa?
Para responder a esta perguntinha confusa resolvi escrever estas linhas de hoje. Resolvi escrever um pouco sobre coisas inexplicáveis (para uns); que podem ser loucura (para outros), mas que para mim, é apenas mais uma parte do meu Eu. Falo de uma coisa com a qual lido desde minha infância: MAGIA - que para mim significa; deixar o corpo igual a palavra.


Pra muita gente isso parece ser coisa difícil, coisa do diabo, coisa que não se deve mexer com ela. Mas isso faz parte de mim – não posso fugir a ela. Desde pequeno tive que conviver com muita coisa inexplicável vendo-as acontecer dentro da minha casa, bem ali, diante dos meus olhos. Vi como realmente existe coisas d’outro mundo e sei o quanto a realidade pode ser afetada com isso.
Durante muito tempo, começando ainda na meninice, me dediquei a  literatura na esperança de entender aqueles fenômenos e acabei compreendendo muito mais...
Ontem, enquanto vagava pela internet em busca de algo interessante, pelos veios da história mundial, para que pudesse escrever meu próximo post nesta confraria, mesmo depois de ter assistido a um filme bárbaro (depois escreverei sobre ele aqui) entrei por impulso numa brincadeirinha de criança. fui visitar o aplicativo http://apps.facebook.com/patronus-hp/ e lá, fui procurar meu patrono (você não entendeu nada? Não sabe o que é um patrono? Eu explico.)

Expecto Patronum é um feitiço da série Harry Potter.
Etimologia: do Latim, Expecto Patronum, (partícula "ex" + "spectrum" e "Patronum",  Fonte: FARIA, Ernesto. Dicionário de Latim).
Pronuncia do feitiço: Éks-pé-qui-to -Pa-trO-NouM.  
Esse feitiço cria um patrono, um guardião composto de energia positiva que, quando conjurado corretamente, encarna a forma de um animal prateado, de aspecto único para cada bruxo que o conjura. É feito de energia positiva, e para conjurá-lo é preciso se concentrar em uma lembrança muito feliz. Quando não assume a forma corpórea, o Patrono é descrito como uma "pálido fiapo de fumaça". Mas quando o feitiço é realizado com sucesso, o Patrono assume a forma de um animal prateado. A forma do patrono está ligada com o indivíduo, com os seus gostos e seus sentimentos. É comum a forma do Patrono ter a ver com quem a pessoa mais ama. O patrono assume a forma de algo muito próximo ao bruxo, e está sempre perto para lhe proteger.

Cisne: Meu Especto Patronum
No meu caso, meu patrono é um cisne. Os cisnes são conhecidos pela sua graça, elegância e monogamia.  E vc deve estar se perguntando: - e o que tem isso haver com magia? E eu lhe respondo: - Tudo!!!
Os cisnes sempre estiveram presente na minha vida, sobretudo, quando se trata de arte. Estudei mitologia pro mais de dez anos e me fascinavam as metamorfoses encontradas naquelas historias fabulosas. Uma delas,  a historia de Leda e o Cisne sempre me agradou.
No dia do casamento de Tíndaro, Rei de Esparta, Leda, sua noiva, foi banhar-se num lago construído especialmente para ela, atrás do palácio real. Zeus, como sempre, sobrevoava aquela região, e ao olhar para baixo, viu Leda, exuberante e totalmente nua num lago cheio de cisnes. Apaixonando-se imediatamente, Zeus resolve transformar-se num cisne branco para se aproximar e deitar com Leda. Atraindo Leda em sua direção eles se amam, ainda com Zeus em forma de cisne. Naquela mesma noite ela deita com Tíndaro. Dessa dupla união nascem de Leda dois ovos. Num deles estavam Castor e Helena, a parte mortal, filhos de Tíndaro. No outro ovo estavam Pólux e Clitemnestra, filhos de Zeus e imortais. Castor era mortal, filho de homens, e Pólux imortal, filho de deuses, mas apesar disto viveram unidos em profunda amizade.
Leda e o Cisne - por Leonardo da Vinci
E este tema foi muito presente na arte renascentista italiana, paradoxalmente era mais aceitável a representar uam mulher em ato sexual com um cisne do que com um homem. E grandes artistas daquela época criaram preferiram criar obras com este tema do que ousar com um casal humano. Muitas das melhores obras com este tema foram destruídas, inclusive as pinturas de da Vince (1508) e Michelangelo (1529), conhecidas apenas pro meio de copias – estas duas pinturas desapareceram quando afziam parte da coleção da família real francesa, provavelmente destruidas por sucessores moralistas, ou pro suas viúvas.

Leda e o Cisne - por  Michelangelo
Depois de o cisne vir para até mim, pela mitologia, depois pela pintura, ele ainda me viria na forma de ballet (o lago dos cisnes). E mais tarde, eu ainda teria um encanto por um cavaleiro da esperança de Athena, que usava a armadura sagrada do cisne e golpeava o mal com seu  pó-de-diamante.
Algum tempo atrás, nestas brincadeiras dos livros encantados, fiz uso do chapéu seletor e fui enviado como aluno da casa Ravenclaw. nos escritos de J.K. Rowling, a escritora de Harry Potter, o patrono cisne esteve presente na casa Ravenclaw (que significa literalmente "Garra de Corvo", mas que na tradução brasileira equeivale a Corvinal) – Fundada por Rawena Ravenclaw, que nos cromos ou cartões de sapos de chocolate tem 82 como número ( 82 é o ano do meu nascimento).


De acordo com o site de J.K.Rowling, Ravenclaw ravenclaw era “a bruxa mais brilhante de seu tempo”, que, de acordo com a lenda, morreu de desgosto (causa desconhecida, mas provavelmente o sumiço de sua filha com seu diadema). Ela era uma grande amiga de Hufflepuff.
Aparência: Baseada na aparência da imagem divulgada pelo site de J. K. Rowling, era uma bruxa muito bonita, de pele clara, longos cabelos pretos e olhos castanhos.
Casa: A casa de Ravenclaw é a casa corvinal, que segundo o chapéu seletor é “A casa dos que têm a mente sempre alerta, Onde os homens de grande espírito e saber, Sempre encontrarão companheiros seus iguais (…)”. Segundo o chapéu seletor, Ravenclaw veio das ravinas, o que pode significar algum lugar na escócia como Glencoe ou o Grande Vale, onde fica o lago ness.
Família: Uma filha chamada helena Ravenclaw, agora conhecida como a Dama cinzenta, a fatasma da Corvinal.
Habilidades: o seu Cartão de sapos de chocolate diz que ela é muito lembrada por sua extraordinária inteligência e criatividade.
Artefatos:  Diadema de Ravenclaw, que tem cravada os dizeres: “O Espírito sem limites é o maior tesouro do homem”. O Diadema aumentaria a inteligência daquele que o usasse. Foi roubado por sua filha, Helena, que fugiu para a Albânia e escondeu-o no oco de uma árvore. Mais tarde contou a história a Tom Riddle, que conseguira manipulá-la. Riddle transformou o Diadema em Hocrux, e escondeu-o na Sala precisa. O Diadema foi destruído pelo Fogomaldito;
Símbolo: Águia.
Cores: Azul e bronze.


Com estas informações já se é possível tirara mais conclusões sobre o porquê eu realmente pertenceria a Ravenclaw (corvinal), e ainda acrescentaria mais (este meu ego gigantesco me permite hehehe):


Os membros da Corvinal são inteligentes, perspicazes e gentis, ainda que misteriosos. Possuem uma grande sede de conhecimento e pensam rápido na hora de dizer algo gracioso. Também pode ser percebido algum tipo de sensibilidade peculiar em cada um dos membros dessa casa. A Corvinal também tem fama de ter as meninas e os garotos mais bonitos de toda a Escola, mas talvez isso seja só coincidência ou mito.





Depois desta divagação toda, mesmo sabendo qu e daqui a pouco vai ter muita gente me chamando de lunático, eu entendi o recado do meu patrono. E só por isso vou deixar duas receitinhas de sapos de chocolate pra deposi fazerem cromos meus com eles (risos. Ah, depoisi ensino a magia para fazer os sapos de chocolate pularem, como no livros do Harry potter)
 Sapos de chocolate
É um dos doces preferidos entre os jovens bruxos. Feito de chocolate, possui a forma de um sapo e é enfeitiçado para dar um pulo, o que o permite fugir de seu comprador as vezes. Vem com o tradicional Cartão de Bruxos Famosos, no qual se incluem Alvo Dumbledor e Harry Potter.
Sapos de chocolate 1

250g de chocolate ao leite
250g de chocolate meio amargo
Formas plásticas de sapinhos
Preparo: raspe os chocolates e os derretas juntos, da maneira q achar mais prática. Depois de temperar o chocolate (técnica de esfriá-lo) encha as forminhas de sapo e leve á geladeira para cristalizar. Depois de endurecidos só servir.

Obs.: Uma boa dica é rechear os sapinhos com trufa de chocolate.

Sapos de Chocolate 2

1/4 de uma lata de Leite Condensado 
1 colher de sobremesa de qualquer tipo de chocolate em pó 
Uma pitada de bolacha (salgada ou de maizena) ralada 
Pequenos pedaços de chocolate 
2 colheres de Sorvete de Creme 
Cobertura de Caramelo 
Preparo: Esquente no Microondas por 3 min. o Leite Condensado com o Chocolate em Pó e a Cobertura de Caramelo. Exatamente no momento que sair, jogue a bolacha, o sorvete de creme e os pedaços de chocolate. Misture bem. Coloque no Microondas por mais 3 min.  Misture bem e faça a forma de sapo. OBS.: Na receita acima o rendimento é de um ou dois sapos.

sábado, 10 de setembro de 2011

WOW!!! Bebidas da ficção existem de verdade!

WOW!!! As bebidas da ficção existem de verdade!

Hoje acordei cedinho e vim ler as noticias do mundo, na internet, e acabei encontrando uma interessantíssima – principalmente para aquelas pessoas boas de copo.
Sabe quando de repente a gente está em frente à Tv e de repente aparece alguém bebendo coisas inusitadas e você fica desejando aquela bebida? Pois é, isso acontece comigo quando eu estou assistindo True Blood, série que tanto aprecio. E agora eu já posso me esbaldar no consumo de True Blood, agora eu posso, porque ele existe realmente. E não está sozinho nesta existência.
Espertos empreendedores observando a grande audiência de grandes produções resolveram criar as bebidas dos personagens mais conhecidos pro todo o mundo. Então vamos lá, apresentando a vocês: 

A Butterbeer de Harry Potter


Chama-se Butterbeer (cerveja de manteiga), mas não leva produtos lácteos. Esta invenção dos chefs do parque de diversões da Universal, em Orlando, começou a ser preparada em 2008. Viajaram até à Escócia para conhecerem a autora de Harry Potter, J. K. Rowling, para saberem o que ela imaginou quando descreveu a bebida, tomada pelos feiticeiros, fria ou quente. 
Como ia ser servida num parque de atrações familiar, a Universal não deixou que levasse álcool. Nem manteiga, por causa das pessoas intolerantes à lactose. A escritora só fez uma exigência: que usassem açúcar a sério em vez de xarope de milho. Quando voltaram aos EUA, os responsáveis por trazerem para a realidade esta bebida da ficção passaram quatro meses a trabalhar na receita. Fizeram 15 tentativas.
Depois, levaram o resultado a J. K. Rowling e submeteram-na a uma prova cega. Até que, ao beber uma delas, a milionária britânica disse, a sorrir: “Sim, chef. É isto mesmo!” Desde o ano passado, já venderam mais de um milhão de canecas. Afinal, de que é feita a cerveja de manteiga – que, diz quem já experimentou, é difícil de beber por ser tão espessa?
Os criadores não revelam todos os ingredientes. Mas um deles explica que há duas fases de fabrico: na parte de baixo, uma mistura que sabe a caramelo, doce de manteiga e bolachas shortbread. O topo, mais fofo, é uma versão menos doce de marshmallows.

A bebida energética que é o suor de Ben Stiller


Chama-se Booty Sweat, é uma bebida energética, e só começou a ser vendida nos EUA para promover a comédia de acção de 2008 'Tropic Thunder', com Ben Stiller, Robert Downey Jr. e Tom Cruise. A lata é exactamente idêntica à que aparece no filme. Agora, pode encontrar-se sobretudo na Internet. A bebida não foi um sucesso: provavelmente, porque no filme é suposto ser o suor (das partes íntimas) da personagem de Ben Stiller.

O refrigerante dos extraterrestres


A Slurm é descrita na série 'Futurama', criada por Matt Groening, o mesmo de 'Os Simpsons', como resultado das "secreções do verme gigante rainha Slurm, colhido por Grunka-Lunkas a cantar", numa fábrica do planeta Wormulon. É a bebida favorita do protagonista, o herói improvável Fry.
A versão real daquela que é considerada na série como "uma bebida altamente viciante", lançada em 2008, é mais inofensiva: leva, entre outros ingredientes, sumos de fruta, água mineral, chá e pós usados em bebidas isotónicas.

True blood - Em vez de sangue para vampiros, é sumo de toranja


Na série 'Sangue Fresco', vampiros e humanos convivem alegremente. Para que isso acontecesse, foi preciso criar sangue sintético - evitando assim que os primeiros mordessem os segundos. As garrafas de TruBlood ("sangue verdadeiro") são vendidas nos supermercados e nos bares locais de Bon Temps, a cidade fictícia do Louisiana onde decorre a acção da série criada por Alan Ball. Os fãs das aventuras de Sookie Stackhouse, a protagonista que vive um triângulo amoroso com dois vampiros, Eric e Bill, podem comprar TruBlood através da Internet. A bebida, disponível desde 2009, é gaseificada e feita de toranja, para ficar avermelhada.

 A Cola de Bart Simpson


Em Julho de 2007, a empresa 7-Eleven criou latas de Buzz Cola para vender durante a promoção do filme de 'Os Simpsons'. Foram vendidas milhares de unidades nos EUA e Canadá, em Kwik-E-Marts (a loja de conveniência da personagem Apu), também criados para a estreia do filme. A bebida, cuja marca pertence à Fox, aparece na série de Matt Groening com diversos slogans: o mais popular é "o dobro do açúcar, o dobro da cafeína". Embora seja uma provocação às marcas reais de cola-cola, há um paralelo evidente com a Pepsi: num episódio, aparecem latas de Crystal Buzz Cola (existiu uma Crystal Pepsi) e noutro surge um anúncio com uma Britney Spears animada (a cantora fez publicidade à Pepsi nos anos 90).

 A cerveja de Homer Simpson


O criador da série 'Os Simpsons', Matt Groening, recusou-se sempre a vender a marca Duff para a criação de uma cerveja, com receio de que isso encorajasse menores a beberem. Mas um pouco por todo o mundo, há fábricas de cerveja que criaram a marca Duff, em garrafas ou latas iguaizinhas às da série - e as preferidas do protagonista Homer Simpson.  Nos EUA, Reino Unido, México e Alemanha, há fabricantes que usam a marca. Mas o mais curioso é que, antes de 'Os Simpsons', já havia uma cerveja Duff: era produzida pela Duff Brewery em Dunedin, Nova Zelândia. Só que a Fox, o estúdio que criou a série de animação, obrigou judicialmente a pequena fábrica (que não tinha recursos para se defender em tribunal) a mudar o nome para McDuff.


E como nem sempre se pode importar estas bebidinhas e te-las na hora que se deseja, Vou deixar a receita de um drink delicioso e de fácil preparo pra vocês se deleitarem neste sábado ensolarado. Cheers!!!

HURICANE COCKTAIL

Servir em : Hurricane Glass como na figura ao lado
Tipo : Cocktail Alcoólico
Porções :1 

50 ml rum escuro 
50 ml rum claro 
50 ml suco de maracujá 
12 ml suco de limão 
25 ml suco de laranja 
1 colher(de sopa de grenadine 
cubos de gelo à gosto 
1 fatia de laranja 
2 cerejas 

Preparo: Despeje todos os ingredientes numa coqueteleira, com exceção das fatias de laranja e cerejas. Agite bem. Coe a mistura sobre cubos de gelo no copo. Sirva decorando com fatias de laranja e cerejas. 

DICAS: Grenadine é um xarope cor vermelho-sangue, feito com romã e mel. Pode ser substituído por groselha

terça-feira, 6 de setembro de 2011

À la table de la Maison Impériale du Brésil

Amanhã é feriado de sete de setembro. Dia de ver os desfiles das escolas, que homenageiam a data com muita alegria e pompa. 

Eu devo ficar em casa, escrevendo trabalhos pro curso do mestrado. Mas nem por isso esta confraria dará folga aos confrades (risos).  Este post servirá para dar dicas de leituras que remetem ai período imperial brasileiro e tratam diretamente de alimentação.
Como primeira dica de leitura, apresento uma reedição muito interessante do primeiro livro de culinária, publicado em português - Arte de cozinha: As receitas da corte de Dom João, editado pela editora do  Senac Rio.

Arte de cozinha, de Domingos Rodrigues, foi lançado em 1680, na cidade de Lisboa. A grande novidade desta edição é que ela traz cerca de 300 receitas originais na íntegra (cheias de termos e medidas que não conhecemos ou não usamos mais), com 31 relidas pela chef Flávia Quaresma – que respeita completamente as receitas, mas torna os pratos contemporâneos. Assim, a gente consegue imaginar, mais ou menos, o que seria, hoje, a sofisticação dos banquetes reais da época. Um “Peixe frito, guarnecido com mexilhos de Aveiro”, por exemplo, vira um “Cherne Grelhado sobre mousseline de espinafre e espuma de mexilhões”. O livro ainda apresenta um glossário que traduz os métodos gastronômicos e os nomes dos alimentos que estão no original. Só assim é possível saber que pingo é banha derretida ou aboborar é ensopar (risos).
“Hoje fiz uma verdadeira penitência; como não me deram senão peixe de lata, que não gosto nada, não comi senão arroz de manteiga e batatas.” Assim escreveu a princesa Isabel, 150 anos atrás, ao reclamar do cardápio imperial para a quaresma de 1858. Muito gulosa, a filha do imperador dom Pedro II tinha uma queda por doces de ovos, sorvetes e não resistia a um pão-de-ló acompanhado de chá. Por conta do paladar calórico, a primeira senadora do Brasil, que se notabilizou por assinar a Lei Áurea e abolir a escravidão no País, freqüentemente confessava em suas cartas uma preocupação com o peso. Os hábitos alimentares da princesa e de outros personagens históricos das famílias imperial brasileira e real portuguesa – estão reunidos em um livro chamado Banquetes Reais.
Eu soube da existência desta obra por acaso, enquanto fuçava material de leitura na internet. O conteúdo da obra me fascinou, até porque já pensei em publicar algo com  a mesma linha de pensamento da autora. Porém não encontrei imagens do livro e sequer encontrar alguém que a tenha. Por isso, se algum dos confrades, ao ler este post souber de alguém que possua este tpitulo, por favor me avise. 
A obra Banquetes Reais (Jorge Zahar Editor) foi escrita por Ana Roldão, historiadora portuguesa especialista em  gastronomia, e traz histórias dos hábitos alimentares da família imperial brasileira num enredo romanceado. Há 14 anos no Brasil, Ana é gerente de negócios do Museu Imperial de Petrópolis (RJ) e ao inaugurou um bistrô no local. Tentei entrar em contato com a autora parar saber mais sobre o livro, mas até esta data não tive um retorno. E as informações que seguem abaixo são trechos de entrevista que Ana roldão concedeu ao a folha de São Paulo e a Isto é Independente, mostrando as preferencias da realeza brasileira.
"Acompanha toda a trajetória do Brasil Império. Começa conosco, lá em Portugal, e segue a família real até aqui. Não será um livro científico, e sim uma obra romanceada em cima de fatos históricos", diz Roldão, em entrevista à Folha de São Paulo. "Quando abri o bistrô [Petit-Palais, na propriedade onde fica o museu], as pessoas perguntavam: 'Tem comida do imperador? O que dom Pedro 1º comia? E a princesa Isabel?'. Eu não fazia a menor idéia do que comiam."
De tanto ouvir tais perguntas, a historiadora decidiu ir a campo, pesquisar. Recorreu a documentos históricos, às anotações dos mordomos da família (sobre a aquisição de insumos para a casa imperial), aos cadernos de ucharia (que relacionam os itens da despensa), a livros portugueses de receitas do século 19, aos menus escritos, aos cardápios de viagens e à correspondência, principalmente, da princesa Isabel.
Entre as revelações do livro, está a predileção da princesa Isabel pelos doces de ovos e sorvetes. "Há uma forte influência portuguesa no gosto dela. É alucinada por todos esses doces portugueses. Adora pão-de-ló, chá. É uma figura bem rica para trabalhar com alimentação, pois fala muito de comida", diz a historiadora. "Reclama do jejum que tem de fazer na Quaresma, diz que não agüenta mais o peixe em lata e as batatas cozidas."
Um dos preferidos da autora é Dom João VI, "um bom garfo" que também adorava falar sobre comida. "Vou reproduzir no livro um documento em que ele conta dos três frangões, que comia. Menciona o cozinheiro dele, Alvarenga, dizendo que ninguém sabia prepará-los como ele." Ainda que grande parte dos produtos consumidos pela família viessem de fora (amêndoas, lebres, pistache, chá), coube a Dom João VI introduzir ingredientes brasileiros na dieta alimentar da família, especialmente na própria, caso da manga (de Itu) e da goiaba.
A respeito de Carlota Joaquina há dados, digamos, curiosos, como a grande quantidade de cachaça que encabeça a lista de compras da cozinha do palácio onde ela vivia --que não era o mesmo do marido, d. João 6º.
"Na Torre do Tombo, em Lisboa, um documento aponta que eram consumidas muitas unidades de aguardente de cana por mês, a maioria destinada ao quarto e à cozinha de Carlota. Ela tomava aguardente misturada com sucos de frutas frescas, pois sofria demais com o calor brasileiro. Tinha necessidade de hidratar o corpo. Mas não adianta só dizer que ela era pinguça. No cruzamento de informações, percebe-se que a alimentação das mulheres era carregada nos doces, o que explica [o alto consumo], porque a aguardente era usada para conservar compotas de fruta."
Outra mulher da família imperial, dona Leopoldina, quando veio para o Brasil, em 1817, casar com dom Pedro I, trouxe na bagagem um carregamento de repolhos, salmões salgados, carne de porco e feijão-verde.

Arredio à pompa e circunstância, dom Pedro I não dispensava um bom prato de arroz com feijão. "Preferia fazer as refeições na cozinha a comer na sala de jantar. Tem um lado, não só aquele fervoroso de amantes e tal, mas humano, de estar com as pessoas do povo. Era o 'garoto das cavalariças'."
Um dos relatos engraçados levantados pela historiada trata de um dia em que Pedro I, já imperador, foi cavalgando a uma fazenda e chegou lá antes da comitiva. "Sem se identificar, entrou pela cozinha e disse à cozinheira que estava com muita fome. E ela: 'Ó moço, posso dar algo simples, porque estou esperando o imperador'. Ofereceu-lhe arroz, feijão, carne e aguardente. Quando o dono da fazenda entrou, viu o imperador sentado na cozinha, tomando cachaça, comendo a comida dos empregados e rindo."

Dom João VI e sua esposa, Carlota Joaquina, não dividiram o mesmo teto no Brasil. A mesa de jantar de cada um deles, porém, era composta de 12 pratos – duas terrinas de sopa, um cozido, um arroz, quatro guisados, dois assados e duas massas, além de fruta, pão, queijo e doce. Um banquete, por sua vez, chegava a dispor de 30 pratos diferentes. O rei de Portugal foi o que mais se rendeu às iguarias do Brasil. “Dom João descascava cinco mangas depois de comer três frangos”, conta Ana. “Eu vi a camisola de dom João que está sendo restaurada e estará em uma exposição futura. Dá para ver que ele era um homem grande e aí entende-se o tamanho de seu apetite.”
Carlota, por sua vez, além de conspirar contra o marido e tentar tirá-lo do trono várias vezes, é famosa pela predileção por cachaça. “Ela costumava misturar aguardente de cana com frutas, mas também a usava para conservar alimentos. Um escrito revela que era destinada ao quarto e à cozinha dela uma grande quantidade de aguardente”, afirma a historiadora.
Ana explica que foi com dom Pedro II, em 1838, que o consumo de massa entrou no cardápio. A Casa Imperial contava com um fornecedor oficial para o alimento, que tinha no talharim o tipo preferido na corte. Dom Pedro I, “o rapaz das cavalariças”, como diz Ana no bom português de Portugal, era avesso à pompa à mesa. “Ele comia arroz com feijão para mostrar que gostava de comida trivial brasileira, cujo tripé é arroz, feijão e mandioca”, conta ela. O imperador, célebre pelo grito da Independência, casou- se em 1818 com dona Leopoldina, que desembarcou no Brasil um ano antes trazendo na bagagem seus alimentos preferidos conservados pela salga. Vieram: salmão, atum, pescada, carne de porco, ervilha, feijão verde, alcachofras em azeite e, enfim, o bacalhau – talvez o único peixe que a princesa Isabel não chiava para saborear.
Pra finalizar este post, deixo abaixo uma pagina do livro Cozinheiro Imperial, com três receitas daquela época. Bom feriado para todos.
  
Fonte: Cozinheiro imperial Biblioteca do Museu Imperial

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O sanduiche que mobilizou uma nação

         Tem dias que a preguiça fala mais alto e você não tem coragem nem de cozer um ovo pra comer? Existem outros dias em que a correria é grande e você não arranja tempo nem pra si coçar? E de repente o que você pensa em fazer para matar a fome? Já adianto que, com certeza, não se trata de comer miojo – até porque eles enjoam a gente. Então a resposta mais apropriada seria: comer um sanduiche. Acertei?
O sanduiche é geralmente a forma mais rápida e prática de forrar o estômago para muitas pessoas – sobretudo nos dias atuais, com tantas lojas especializadas na fabricação deste tipo de lanche/alimento.

As preocupações da atualidade com a obesidade, presente cada vez em números maiores nas nações, fazem estudiosos e cientistas soltarem na mídia índices e informações que indiretamente acusam a globalização pelo alto consumo dos sanduiches.
Assim sendo, para levantar um questionamento que vai além do simples ato de comer um sanduiche, vou contar um fato real que tem os sanduiches como protagonistas – ou coadjuvantes, como  queiram.
Muitas vezes, quando pesquisamos a história da humanidade descobrimos que grandes mudanças ocorreram a partir de episódios simples, sem efeitos especiais e com heróis e bandidos de carne e osso, e como munição pesada.
Para exemplificar esta afirmação usarei o caso da extinta União Soviética, que sofreu mudanças drásticas com o seu declínio e presenteou o mundo com cenas difíceis de serem apagadas da memória. Uma destas cenas foi registrada meses após a queda do Muro de Berlim, quando a McDonalds - principal rede de fast-food do mundo, e um dos ícones do capitalismo, abriu sua primeira filial em Moscou – se tornando onipresente na terra.

Direto do túnel do tempo... Esta foto foi divulgada no site russo Warnet.  Ela retrata a aglomeração dos passantes para entrar na primeira loja McDonalds, inaugurada em 31 de janeiro de 1990, de fronte à Praça Pushkin. De acordo com o site, horas antes da abertura, mais de trinta mil pessoas se aglomeravam, umas até formavam fila, e se acotovelavam no frio, com vários graus abaixo de zero, à espera de se deleitar com o sanduíche que para muitos deveria ter um gosto com sabor proibido. Não ficou satisfeito com a foto? Tudo bem, olha o  vídeo (risos).





Este fato, registrado, foi apenas um dos simples acontecimentos que simbolizaram como poucos, a mudança radical “saboreada” durante a transição da União Soviética para a atual Federação Russa.
Degustar um Big Mac naquela ocasião representava o sabor que anteciparia o final da Guerra Fria. Eu te pergunto: seu sanduiche já teve um significado maior pra você?
E como eu não incentivo preguiça, segue a receita do Big Mac caseiro.

Big Mac Caseiro
(para 8 Big Mac)

1 quilo de carne moída
1 pé de alface, picado finamente
3 pepino fresco, em rodelas finas
8 pães de hambúrguer
150 gramas de queijo cheddar em fatias finas
Molho especial:
1 cebola grande picada
azeite de oliva (dividido 3/4 xícara para alioli e 1/2 xícara para o molhos especial)
2 colherinhas de vinagre, separados
Ketchup
1/2 xícara de açúcar
1 gema de ovo
2 colheres de molho doce
2 colherinhas de suco de limão
Sal
1 colher de colorau

Preparo: Para fazer o molho especial e que ele fique quase igual ao do Mc Donald's, o melhor é preparar o alioli caseiro e misturá-lo com o molho francês. Para o alioli caseiro: Em uma tigela grande bata bem a gema de ovo com 1 colherinha de vinagre, 1 colherinha de suco de limão e uma pitada de sal. Continue batendo e comece a adicionar ¾ xícara de azeite de oliva, mas gradualmente, sem deixar de bater. Quando acabar de colocar o azeite, o molho deve ser um pouco espesso. Experimente como está o sal, se for necessário adicione mais e, em seguida, adicione a colher de suco de limão. Molho francês: Em uma tigela, bata o ketchup, o açúcar, a cebola picada, 1 colher de molho doce, 1 colher de vinagre, o colorau e uma pitada de sal. Adicione, sem deixar de bater, ½ xícara de óleo de oliva, lentamente. Adicione o molho francês ao alioli caseiro. Misture bem, experimente o gosto, você pode não precisar de todo o molho francês para dar aquele toque especial à maionese. Decore com uma pitada de colorau por cima. Tempere a carne com sal, pimenta e óleo de oliva, e separe-a em 8 porções. Cozinhe na grelha por alguns minutos de cada lado, adicione o queijo cheddar no último minuto para que derreta. Montage: Comece com o pão do fundo, adicione o molho especial, alface picada, um hambúrguer com queijo e um par de pepinos. Pare aqui, ou adicione a segunda camada ... Tire o fundo de um segundo pão para usá-lo no meio. Adicione o molho especial e coloque o hambúrguer com alface e picles.