É pra se comer bastante esta idéia de combinar gastronomia, cultura e história unidas num lugar acessível. Principalmente numa época onde as pessoas se entopem de gorduras trans e não alimentam a alma.
Sabendo que o homem não nasce da fome, mas do apetite. Te convido a conjugar o verbo comer em todas as suas possibilidades.
Um brinde a você por estar aqui! Bon apetit!!!
Eu estava me
preparando pra sair de casa as 16:30 (20:30 em Roma) de hoje quando ouvi a
TV alta
da minha tia comentando da
eleição de um Papa argentino.... Liguei
a TV do meu quarto e fiquei vendo os
flash da multidão no vaticano – que tentava gravar, com fotografia, o rosto do
novo bispo de Roma.
Ouvindo o
pronunciamento inicial de Francisco I (este foi o nome escolhido por Jorge
Mario Bergoglio, 76, arcebispo de Buenos Aires, para ser chamado enquanto Papa)
já deu pra notar que as coisas vão mudar na Igreja, e logo...
Esta eleição rápida
pegou muita gente de surpresa! Além do Papa Francisco ser o primeiro
latino-americano da história a conseguir o papado. Como foi a primeira vez que
este cargo foi confiado a um membro da Sociedade de Jesus.
Na Argentina,
Bergoglio é conhecido pelo conservadorismo; pela batalha contra o kirchnerismo;
costuma apoiar programas sociais e desafiar publicamente políticas de livre
mercado.
O prelado também é
reconhecido por ser um intenso defensor da ajuda aos pobres.
Embora se mostre
preocupado com a população de baixa renda, o papa não é adepto da Teologia da
Libertação, corrente prestigiada na Igreja brasileira que, com base em idéias
marxistas, defende que o clero atue prioritariamente servindo os mais pobres. O
conservadorismo do novo papa é conhecido por declarações contra o aborto e a
eutanásia. Além disso, embora ressalte que homossexuais merecem respeito,
Bergoglio é contra o casamento gay.
Bergoglio antes do conclave
O jesuíta nasceu na
capital argentina e, depois de cursar o seminário no bairro Villa Devoto,
entrou para a Sociedade de Jesus, aos 19 anos, em 1958. Foi ordenado padre
pelos jesuítas um ano depois, quando estudava teologia e filosofia na Faculdade
de San Miguel.
A partir de 1980, foi
reitor da faculdade de San Miguel, cargo que ocupou por seis anos. O papa
obteve o título de doutor na Alemanha. Em 1992, foi nomeado bispo e elevado a
arcebispo em 1997, passando a chefiar a arquidiocese de Buenos Aires desde
então. O argentino ingressou no Colégio de Cardeais em 2001.
Na Santa Sé,
participava de diversos dicastérios: era membro da Congregação para o Culto
Divino e para a Disciplina dos Sacramentos, da Congregação para o Clero e da
Congregação para os Institutos da Vida Consagrada e das Sociedades da Vida
Apostólica, além do Conselho Pontifício para a Família e da Comissão Pontifícia
para a América Latina.
Ele era considerado
"papável" desde o conclave que elegeu o alemão Bento 16 para suceder
o polonês João Paulo 2º, em 2005. Com a renúncia do primeiro, o nome do
arcebispo de Buenos Aires voltou a ficar entre os mais cotados ao posto de
papa.
O negócio é o seguinte: a realidade é que, não sei explicar ao certo,
mas meu coração me diz que vem mais
chumbo grosso por aí. E pra depois não
dizerem que eu não avisei, vou, pelo menos tomar fernet com coca – bebida muito
comum na terra do novo Papa... vou esperar
o povo comentar mais coisas sobre o vatileaks... vou ficar caladinho e
ver até onde isso vai dar.
Sobre o Fernet
Fernet é uma bebida
alcoólica amarga (bitter) obtida por meio da maceração no álcool de diversas
ervas e raízes medicinais, entre elas o ruibarbo, e a genciana, a quina, o aloés
e o agárico; é usado como digestivo e tônico.
Fernet foi criado em
1845 por Bernardino Branca em Milão, na Itália. A preparação era mexida com uma
barra de ferro que ficava brilhante com o uso, possivelmente por ação de
substância contidas nos vegetais utilizados; daí o nome da bebida(fer+net, no
dialeto milanês do italiano significa ferro limpo). O uso do fernet
popularizou-se a partir da epidemia de cólera de 1865, surgida na Europa
mediterrânea, é anticolérico. Atualmente usado pelos italianos misturado no
café e no Brasil com a cachaça, como variedade de rabo-de-galo.
A caipirinha está
para o Brasil como o Fernet com coca está para a argentina. O Fernet - apesar
de ter sido inventado em Milão, na Itália - tornou-se a bebida símbolo dos
argentinos. É um licor um tanto amargo, que é sempre bebido com Coca-Cola (num
copo, coloca-se gelo, 1/5 de Fernet e 4/5 de Cola).
O Fernet é uma mistura
de dezenas de ervas, tendo sido inicialmente criado como um remédio, um
digestivo. A marca mais famosa é a Branca, mas há outras marcas de qualidade e
preço mais em conta, como a Vittone.
Fernet com
Coca
A receita é simples: um copo grande cheio de
gelo, uma dose de Fernet (geralmente a variedade Brancamenta, que, como o nome
indica, leva menta) e coca-cola para completar.
Você se sente
importante quando se dá conta que está vivenciando um período, que no futuro,
vai ser um marco respeitável para a história?
Se você é assim, bem
vindo ao grupo. Pois eu me sinto privilegiado por estar experienciando fatos de
suma importância para a Igreja, e que mais tarde poderei contar aos jovens,
como parte da minha história de vida. Falo isso porque hoje, deu-se inicio ao
segundo conclave do século XXI, para a eleição de um novo Papa.
Imagem divulgada pelo Vaticano mostra a Capela Sistina preparada para receber os cardeais a partir desta terça-feira, quando começa o conclave para escolher o novo papa - Fonte: Osservatore Romano/Reuters
Turistas lotam a Praça São Pedro enquanto aguardam o início do conclave AFP/Getty Images
O que está acontecendo:
Às 16h30 locais
(12h30 de Brasília) desta terça-feira (12/03/13) começou o segundo conclave do
terceiro milênio, do qual participam 115 cardeais procedentes de 50 países, que
estão fechados na Capela Sistina para escolher o 266º papa da história da
Igreja. Os cardeais, que desde o último dia 4 se reuniram diariamente para
preparar a assembleia, ocuparam nas primeiras horas de hoje seus respectivos
quartos na residência Santa Marta, onde eles ficarão enquanto durar o conclave.
Antes se dirigir à Capela Sistina, às 10h (6h
de Brasília), os purpurados celebraram a missa "Pro eligendo pontifice", que foi oficiada pelo cardeal
decano, Angelo Sodano. Às 16h30, eles entraram na Capela Sistina cantando o
"Veni Creator Spiritus",
com o qual invocaram a ajuda do Espírito Santo.
- O cardeal decano, Angelo Sodano, celebrou a missa que deu início ao conclave que vai escolher o novo papa e fez um forte apelo pela unidade da Igreja - Fonte: Reuters
Todos os cardeais que estão no Vaticano participam da missa, na Basílica de São Pedro, que dá início ao conclave que vai escolher o novo papa
Os cardeais no Vaticano participando da missa, na Basílica de São Pedro.
Após o juramento pelo
qual se comprometeram a manter em segredo tudo o que for dito ou feito e a
defender fervorosamente os direitos espirituais e temporários da Igreja em caso
de ser o eleito, o mestre de cerimônias pontifícias pronunciou a frase "extra omnes" e todos os
alheios ao conclave saíram da capela. De acordo com o esquema antecipado pelo
Vaticano, já nesta tarde poderá acontecer a votação inicial e haver a primeira
fumaça: branca, se o pontífice for escolhido; e preta, em caso contrário (o
porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse que o mais provável é que hoje
seja lançada uma "fumaça preta").
Os cardeais entrando na capela Sistina
Cardeais fazem juramento antes de iniciar a primeira votação do conclave que vai escolher o novo papa
Cardeais fazem juramento antes de iniciar a primeira votação do conclave que vai escolher o novo papa
Para ser eleito papa
é necessário alcançar dois terços dos votos dos cardeais eleitores. Como eles
são 115, é preciso somar 77 votos. A legislação vaticana estabelece que no
segundo, terceiro e quarto dias devem acontecer duas votações de manhã e duas à
tarde. Se após esses três dias nenhum candidato tiver alcançado os 77 votos, se
procederá a uma jornada de reflexão e preces na qual não se votará. Depois
serão retomadas as votações para outros sete eventuais escrutínios.
Se também não houver
um novo papa, se procederá a uma nova jornada de reflexão e depois a outros
sete escrutínios. Sem a aguardada fumaça branca, haverá outra pausa de reflexão
e outros sete escrutínios. E assim será até a 34ª vez. A partir desse momento,
a escolha ficará entre os dois cardeais mais votados, mas esses não poderão
participar da votação.
Bento XVI foi eleito,
em 19 de março de 2005, na quarta votação; João Paulo II, em 16 de outubro de
1978, na oitava votação; e João Paulo I, em 26 de agosto de 1978, na quarta.
O conclave teve
início sem um candidato favorito, embora se saiba que todos os olhares estão
postos em cardeais de igrejas dinâmicas e jovens, como os purpurados africanos
e latino-americanos, e são muitos os que asseguram que o futuro papa não será
italiano, devido às manchas lançadas pelo escândalo "Vatileaks".
Nos dias anteriores
ao conclave, os "papáveis" mais citados são o italiano Angelo Scola,
de 71 anos, arcebispo de Milão; o brasileiro Odilo Pedro Scherer, de 63 anos,
arcebispo de São Paulo; o canadense Marc Ouellet, de 69 anos; e o arcebispo de
Boston, o capuchinho Sean O'Malley.
O cardeal brasileiro Odilo Scherer (centro) participa da missa, na Basílica de São Pedro, que dá início ao conclave que vai escolher o novo papa
Pensando bem...
Já pararam pra
compreender a conjuntura desta eleição? 1) um Papa, que já não era muito bem
visto pela maioria das pessoas que eu conheço, resolveu renunciar. E, de uma
hora pra outra, passou a ser venerado pela coragem desse seu ato; 2) o motivo
da renúncia apresentado pelo Sumo Pontífice em seu discurso (alegando idade
avançada e falta de força para dar continuidade aos trabalhos da igreja) não
convenceu ninguém; 3) o escândalo do Vatileaks
está ganhando cada vez mais força e causando desconfortos imensos; e, 4) a
responsabilidade do no Papa de manter a Igreja no prumo correto vai dar um
trabalho dos céus...
Curiosos observam o início do conclave por um telão instalado na Praça de São Pedro, no Vaticano
A mancha do Vatileaks
O Escândalo Vatileaks
é um escândalo envolvendo documentos secretos que vazaram do Vaticano, que
revelam a existência de uma ampla rede de corrupção, nepotismoe favoritismo
relacionados com contratos a preços inflacionados com os seus parceiros
italianos. Este termo foi usado pela primeira vez pelo porta-voz do Vaticano,
Federico Lombardi, em comparação com o fenômeno Wikileaks.
O escândalo veio à
tona em janeiro de 2012, quando o jornalista italiano Gianluigi Nuzzi publicou
cartas de Carlo Maria Viganò, anteriormente o segundo administrador do
Vaticano, em que ele implorava para não ser transferido por ter exposto uma
suposta corrupção que custou a Santa Sé um aumento de milhões nos preços do
contrato. Viganò está atualmente no Núncio Apostólico dos Estados Unidos.
Nos meses seguintes,
o escândalo aumentou com documentos que vazaram para jornalistas italianos,
revelando uma luta pelo poder no Vaticano sobre seus esforços para mostrar
maior transparência financeira e cumprir com as normas internacionais de
combate à lavagem de dinheiro. Também no início de 2012, uma carta anônima
virou manchete por seu alerta de uma ameaça de morte contra o Papa Bento XVI. O
escândalo agravou-se em maio de 2012, quando Nuzzi publicou um livro intitulado
Sua Santidade, as Cartas Secretas de Bento XVI que consiste de cartas
confidenciais e memorandos entre o Papa Bento XVI e seu secretário pessoal, um
livro polêmico que retrata o Vaticano como um foco de intrigas, confabulações e
confrontos entre facções secretas. O livro revela detalhes sobre finanças
pessoais do Papa, e inclui histórias de subornos feitos para obter uma audiência
com ele.
Paolo Gabriele, que
foi mordomo pessoal do papa desde 2006, é acusado de ter vazado a informação
para Gianluigi Nuzzi. Gabriele foi preso em 23 de maio depois que cartas
confidenciais e documentos endereçados ao papa e outras autoridades do Vaticano
serem supostamente encontrados em seu apartamento no Vaticano. Documentos
semelhantes haviam sido publicados na imprensa italiana ao longo dos cinco
meses anteriores, muitos deles lidavam com denúncias de corrupção, abuso de
poder e falta de transparência financeira do Vaticano.
Ele foi preso pela
polícia do Vaticano, que alega ter encontrado documentos secretos no
apartamento que divide com sua esposa e três filhos. Gabriele foi libertado em
julho de 2012 e foi movido para prisão domiciliar. Piero Antonio Bonnet, juiz
do Vaticano, foi encarregado de analisar as evidências do caso e decidir se há
material suficiente para prosseguir para julgamento. Se condenado, Gabriele
poderá enfrentar uma pena de até 30 anos por posse ilegal de documentos de um
chefe de Estado. A sentença seria provavelmente cumprida em uma prisão
italiana, devido a um acordo entre a Itália e o Vaticano.
Paolo Gabriele foi
indiciado pelos magistrados do Vaticano em 13 de agosto de 2012 por roubo
agravado. A primeira audiência do julgamento de Paolo Gabriele e Claudio
Sciarpelletti, ocorreu às 9h30, em 29 de setembro de 2012.
No dia 22 de dezembro
de 2012, o Papa Bento XVI concedeu o indulto a Paolo Gabriele. O ex-mordomo
havia sido condenado a três anos de reclusão, reduzidos a 18 meses por causa de
atenuantes: ele não tinha antecedentes criminais, havia trabalhado para o
Vaticano, e reconheceu ter traído a confiança do pontífice. Antes de receber o
indulto, Paolo enviara uma carta a Bento XVI, admitindo erros, não ter cúmplices,
e pedindo perdão. Respondendo-o, Bento XVI lhe mandara um livro dos salmos
autografado e com bênção apostólica dirigida especialmente à pessoa de
Gabriele.
Durante a última
apelação feita em julgamento, Paolo havia declarado: "O que sinto mais
fortemente dentro de mim é a convicção de que agi exclusivamente por amor, eu
diria um amor visceral, pela Igreja de Cristo e seu representante".
Segundo o jornal
italiano La Repubblica, o escândalo influenciou a renúncia do papa Bento XVI,
em fevereiro de 2013.
Uma história pornô vaticana que pouca gente
conhece
Antes de converter-se
no Papa Pio II, Eneas Silvio Piccolomini foi poeta, estudioso, diplomata e
dissoluto. E como escritor, foi de fato o autor de um bestseller do século XV.
Sua novela em latim "História de duobus
amantibus", foi uma das mais lidas de todo o Renascimento. A trama
versa sobre o amor proibido entre Euralio, um oficial com alto cargo do
Imperador Segismundo e Lucrecia, uma senhora casada originária de Siena, Itália.
Papa Pio II
A obra foi
provavelmente escrita em 1444, mas foi impressa pela primeira vez somente em
Amberes em 1488. No final do século XV já haviam publicadas 37 edições. Apesar
do indubitável interesse histórico desta história "pornô" vaticana, a
obra nunca foi traduzida a um idioma contemporâneo. Abaixo anexo um pequeno
parágrafo traduzido ao Português.
Há de se levar em
conta que lá por mil quatrocentos e tanto as pessoas eram hipocritamente
moralistas, de forma que a obra é bastante sem graça para nossos padrões. Em um
dado momento, Euralio escala um muro para chegar até Lucrecia:
"Quando ela viu
seu amante, segurou-a firmemente entre seus braços. Entre beijos e abraços
lânguidos e descontrolados deixaram-se levar por seu desejo e se fartaram de
Vênus, agora com Ceres e depois refrescaram-se com Baco".
Traduzido a groso
modo quer dizer que "se afogaram na luxúria da carne" (fartaram de
Vênus), depois comeram (Ceres) e ao final tomaram vinho (Baco). Sem dúvida
alguma, para quem já leu, trata-se de um texto bem mais interessante que as
recomendações indevidas contra, por exemplo, o uso de camisinha proferidos pelo
"modernos" inquilinos do Vaticano.
Só pra constar: Pio
II, nascido Enea Silvio Piccolomini (em latim: Aeneas Sylvius; Corsignano, 18
de outubro de 1405 — 14 de agosto de1464), foi papa e líder mundial da Igreja
Católica de 19 de agosto de 1458 até sua morte, seis anos depois. Nascido em
Corsignano, na Itália, no território sienês de uma família nobre, porém em
decadência, também foi um intelectual autor de diversas obras, como a história
de sua vida, intitulada Comentários, a única autobiografia já feita por um papa.
Eleito Papa, providenciou a reurbanização de sua cidade natal, Corsignano, que
passou doravante a chamar-se Pienza, tirando o seu nome de Pio. Teve um
sobrinho que também foi papa, Pio III, assim como um dos descendentes de seu
irmão (Bento XIII).
Depois de tanta
informação ‘interessante’ só me resta esperar o resultado do conclave – com a
esperança de que o próximo Papa tenha forças para aguentar as bombas que ainda estão
por explodir no Vaticano. Até lá, vou comendo papa (risos).
A
melhor papa de aveia do mundo
½ xícara de aveia em flocos grossos
2 xícaras de leite (ou de amêndoas)
1/3xícara de leite de coco
1 a 2 colheres (rasas) de coco ralado
½ colher de canela (mais pra polvilhar)
1colher de passas (opcional)
1/2 banana madura (ou 1 banana pequena)
1 punhadinho de oleaginosas (amêndoas, avelãs
ou castanha do Pará)
Preparo: Coloque a aveia, o
leite (de vaca ou de amêndoa), leite de coco, canela, passas e coco ralado em
uma panela pequena e cozinhe em fogo baixo, mexendo sempre, até a aveia ficar
macia e a mistura ficar cremosa (15 a 20 minutos). Se preferir usar aveia em
flocos finos, você vai precisar de menos leite e o tempo de cozimento será bem
menor. Desligue o fogo e deixe a papa descansar coberta enquanto prepara os
outros ingredientes*. Pique as oleaginosas em pedacinhos e reserve. Amasse a
banana no prato em que for servir a papa. Despeje a mistura de aveia por cima,
mexa bem e termine com as oleaginosas picadas. Polvilhe um pouco canela, se
desejar.
A presença de anjos e
demônios nas sociedades está presente em todos os âmbitos – inclusive na
cozinha. A prova disto são as preparações das quais trataremos hoje: Angels on Horseback e Devils on Horseback.
Embora angels on
horseback seja um parto de origem inglesa, o nome pelo qual ele é mais conhecidos
mais vem em francês “anges à cheval”. A aparecimento deste prato na literatura,
confirmada pelo Oxford English Dictionary, e por outras fontes, é em 1888, no
livro Mrs Beeton's Book of Household
Management. No entanto, há uma referência em um jornal australiano, que inclui
uma receita rápida, a partir de 1882.
"Queer Name for a Dish". Maitland Mercury: p. 8. 1882-06-08.
Uma das primeiras
referências em um jornal norte-americano é um artigo de 1896 do New York Times,
onde o prato é sugerido como um aperitivo, e de acordo com o New York Times, o
prato deve ser creditado ao Urbain Dubois, chef do imperador alemão. Nesta
versão, são espetinhos, polvilhada com um pouco de pimenta caiena, e assado, e,
em seguida, servido com limão e salsa (sem brinde). Leia o texto aqui.
Curiosamente, na
década de 1930, os anjos a cavalo são sugeridos, por exemplo, como parte do
menu de piquenique, e em 1948 novamente como um aperitivo. Na década de 1950, umas séries de artigos
aparecem em jornais americanos cujos próprios títulos sugerem que o prato é
pouco conhecido:
For Oyster Treat, Try Angels on Horseback: They're Delectable Appetizer
Sunday Menu Leia aqui
Angels on Horseback, English Monkey? Those Are Recipes! Leia aqui
Esse hors d'oeuvre (aperitivo) da era
vitoriana praticamente encontra-se desaparecido das mesas nas ultimas décadas.
E quando ao nome que levam não se sabe muita coisa sobre eles. Alguns dizem que
a principal razão para isso é que as ostras antigamente eram então o alimento
de homens pobres e agora elas são uma iguaria – por este motivo não se
importaram e deixar claro o porquê do termo. É estranho pensar que esse era o
jantar da classe trabalhadora na era vitoriana, em vez de estar nas mesas das
classes médias e superiores. Mas naturalmente, essa situação se inverte pelo
tempo no limiar do século 20. E se você nunca experimentou ostras antes, esta é
uma boa maneira de introduzir-se a elas.
Um anjo a cavalo nada mais é do que
simplesmente uma ostra envolta em bacon para, em seguida, serem grelhados. E um
demônio a cavalo é uma ameixa enxertada com pedaços de bacon e tratada da mesma
maneira. A referência aos diabos a cavalo, já vierem depois que os anjos a
cavalo chegaram a solo americano. A referência ao diabo viria do calor criado
pelo molho tabasco quando quente.
Devils on Horseback
O aspecto mais intrigante de fazer tanto
"Angels on Horseback" e "Devils on Horseback", ao mesmo
tempo é que ambos os pratos parecem idênticos quando bem enrolados e grelhados.
Não se sabe se se trata de um anjo ou um diabo, até a primeira mordida. Nesse
ponto, a verdadeira identidade é revelada.
Os anjos a cavalo alcançaram
certa popularidade na década de 1960 em Washington, DC; quando Evangeline
Bruce, esposa do embaixador David K.E. Bruce e famoso por seus "saraus em
Washington", serviu-lhes essas preparações regularmente durante a
administração Kennedy - mas até lá, o nome em si não era comum, como sugerido
pelas palavras do colunista Liz Smith : "Às vezes, as ostras eram cruas,
às vezes eles eram grelhados e envoltas em bacon. Então a Sra. Bruce chamava-as
de Anjos a cavalo."
No final dos anos
1980, o Chicago Tribune chama o prato "intrigante", sugerindo o prato
ainda não havia se tornado comum nos Estados Unidos.
Confesso que os anjos
a cavalo são deliciosos. Mas não custa preparar um pouco dos demônios a cavalo.
Porque para mim eles são ficam melhores quando acompanhados um do outro.
Anjos à cavalo
As melhores ostras
para preparar os anjos são as grandes, encontradas no Pacífico - especialmente
se você pode obtê-las ainda na concha. Mas se não for possível, não tem
problema. Quantos as ameixas, as melhore são as 'gigantes', com mais polpa.
Podemos encontrar
muitas receitas elaboradas para preparar essas iguarias, principalmente os
anjos a cavalo. Mas essas receitas ficam melhores quando preparadas de forma
simples, como na época em que foram desenvolvidas – o segredo só é ter as
matérias-primas de boa qualidade e as deixar falarem por si, conversando e
surpreendendo seu paladar.
Você pode fazer essas
deliciosas em tamanhos de petiscos,
sendo acompanhadas com fatias de pão torrados com manteiga aromatizada e um bom
vinho
Anjos a
cavalo (Angels on Horseback)
12 ostras grandes
Pimenta caiena
molho Tabasco
6 fatias (do tipo tiras) de bacon defumado
cortado ao meio
Preparo: Primeiro, deixe de
molho as ostras em um pouco de água com molho tabasco e ligue o seu forno para
que ele fique quente (Caso queira pode ser preparada no grill ou na
churrasqueira). Tempere as ostras com um pouco de pimenta caiena, Em seguida
enrole-as com um pedaço de bacon, prendendo-as com um palito. Coloque-as em uma
assadeira e grelhe até que o bacon ficar crocante e as ostras ficarem macias.
Sirva imediatamente.
Diabos
a cavalo (Devils on Horseback)
12 ameixas secas grandes (ou 24 pequenas)
½ copo de vinho branco
12 Palitos
12 fatias finas de assado (o que você
preferir)
Molho tabasco
Amêndoas torradas
6 fatias de bacon defumado e cortado ao meio
Preparo: Cubra as ameixas com
o vinho branco quente e sobre elas despeje o molho tabasco á gosto (deixar bem
picante é o ideal) e deixe hidratar por 30 minutos. Remover os caroços e em seu
lugar colocar uma amêndoa torrada. Se você estiver usando ameixas pequenas,
faça um sanduíche com duas ameixas e uma amêndoa entre as duas. Em seguida
enrolar com uma fatia de assado, enrolar um pedaço do bacon, prender com um
palito e levar ao forno ate o bacon ficar crocante. DICA: se preferir, pode ser
feita apenas com o bacon – sem as fatias
de assado.
Estava eu estudando
composição de cardápios, harmonização e enogastronomia quando me dei por conta
de dois fatos históricos que envolvem a gastronomia; e que usaram desculpas
semelhantes para a realização de um evento social - comentado até os dias de
hoje no âmbito educacional e político. Acredito que valha a pena descrever o
ocorrido:
Voltemos nossos
olhares para a Era Vargas, mais precisamente para o dia primeiro de julho de
1942. Naquele dia um jantar festivo foi oferecido à missão militar chilena pelo
então ministro das Relações Exteriores, Oswaldo Aranha, nos salões do Palácio
do Itamaraty. O evento contava com noventa convidados, dentre os quais o
embaixador brasileiro do Chile (da época), o chanceler Pedro Leão Veloso.
Oswaldo Aranha
Pedro Leão veloso
O menu deste evento
sempre me vem à memória por uma razão simples: o jantar teve como motivação
principal o congraçamento com militares chilenos, pretexto exatamente igual ao
que serviu para realização do Baile da Ilha Fiscal (assunto já comentado aqui,
Clique Aqui Para Ler), o evento, com seu
menu da época, revela a grande diferença entre a grandiosidade e o
luxo do último banquete do Império e um jantar mais modesto, dos tempos da
Segunda Guerra Mundial, em que a política da República começava a se mostrar
robusta.
Cabe aqui ressaltar
que alguns diplomatas que participaram daquele evento eram conhecidos gourmets
da época, tão apreciadores da boa mesa que acabaram sendo homenageados,
emprestando seus nomes a dois pratos clássicos da culinária brasileira
batizados de Filé Oswaldo Aranha e Sopa Leão Veloso (esses pratos pedem posts
específicos – e isso virá noutra oportunidade).
Filé Oswaldo Aranha
Sopa Leão Veloso
Observando
detalhadamente a época e o espaço do evento pode-se supor que o serviço da
festa foi preparado pela Confeitaria Colombo, que era o grande serviço de bufê
da época e fornecedor costumeiro do Palácio do Itamaraty.
Outro fato
interessante é que o menu escolhido traz sua estrutura (sequencia de pratos
servidos) acompanhando a clássica estrutura francesa, ou seja: o papel do hors d'oeuvres é desempenhado por uma
sopa ou consomé; seguido por um prato
de peixe, prato de ave ou de carne; seguido por outro de legumes ou de salada.
Finalizando com a sobremesa e os queijos. E neste caso, o queijo ou os queijos
sabe-se que foram substituídos por frutas frescas, finalizando assim a
comilança.
Confeitaria Colombo
A alma francesa
estava em tudo: no menu clássico, no idioma usado para apresentar e descrever
os pratos, nas técnicas culinárias e nos ingredientes. Poucas foram às
concessões a ingredientes típicos ou genuinamente brasileiros.
O serviço foi todo
feito a russa - modalidade que, mais tarde ficou conhecida pelo público como
serviço à francesa -, onde os pratos são servidos aos convidados por garçons,
que trazem em suas bandejas as iguarias que serão oferecidas aos comensais.
Ainda não se usava o serviço denominado empratado, comum hoje em dia e
caracterizado pela apresentação da preparação culinária solicitada pelo comensal
já em pratos individuais.
Veja o menu que foi servido:
·Caviar
molosso et blinis de blé noir
·Essence
de boeuf Céléstine
·Supréme
de linguado aux champignon à la bonne-femme
·Dindon
róti farci de prumeaux,pommes croquettes ideales
·Asperge
de Califórnia sauce verte
·Bombe
Antarctique
·Frivolités
·Fruits
Para acompanhar:
Champagne Pommery - provavelmente a última bebida e eleita para acompanhar o
caviar. E o vinho tinto Pommard.
Fontes: NOVAKOSKI, D.
FREIRE, R. Enogastronomia: a arte de harmonizar cardápiose vinhos. Rio de Janeiro:
Senac Nacional,2005.
Frivolités
36 ostras bem claras
2 cebolas roxas picadas
15 colheres de vinho branco Muscadet
20 colheres de creme de leite fresco
80 g de manteiga (se quiser gastar use Le
beurre Charentes-Poitou)
8 folhas de massa brinck (encontra-se pronta
nos supermercados)
Pimenta moída a gosto.
Preparo: Esfregue as ostras
em água corrente. Abrir, tendo o cuidado. Colocar em água fervente por um
minuto apenas num recipiente não muito cheio de água. Depois disso escorra e
coe a água, e reserve as ostras. Na água do cozimento, que deve ter sido
passada por uma peneira fina, adicionar a cebolinha, o vinho branco e duas
pitadas de pimenta. Deixe no fogo até reduzir pela metade por 1/3. Adicione o
creme de leite, deixe engrossar, em seguida, bata a manteiga e adicione, incorpore
bem e deixe esfriar. Corte 36 círculos com um cortador de biscoitos de3 cm de massa brink. Em cada uma coloque 1/2
colher de café de molho e uma ostra. Enrrolar como se fosse fazer cigarros e
coloque em uma assadeira forrada com papel manteiga e pincelada com manteiga. Asse
em forno a 250 ° C até que doure a massa. Para servir as "frivolidades"
corte finas tiras de limão e lima, salpique pimenta e decore com um ramo de
ervas.
Acredito que é de
conhecimento público – depois de quase quatro anos com esta confraria – que
minha admiração latente pela família Imperial Brasileira é algo que não
consegui esconder.
Sempre procurei
incluir neste espaço histórias interessantes ligadas aos monarcas brasileiros.
E hoje, mais uma fez, isso ocorrerá. Pelo simples fato de que a história
imperial do Brasil vai sofrer algumas mudanças a partir de novas informações
que só vieram a ser conhecidas recentemente, através da exumação dos corpos do
Imperador Pedro I e das Imperatrizes Leopoldina e Amélia. E este é um motivo
pra comemorar. Logo ao final deste post seguirá a receita de um drinque para
esta celebração à brasileira.
De antemão devo
agradecer ao interesse da pesquisadora Valdirene Ambiel em estudar o assunto;
bem como agradecer a todos os tipos de mídia que estão divulgando a descoberta.
Acredito que o Brasil ainda não conhece bem a história de si mesmo. E atitudes
como essa me permitem ter esperança num país que valorize mais sua própria
história.
Pela primeira vez em quase 180 anos, Os corpos
de três membros da família imperial brasileira --d. Pedro I, sua primeira
mulher, d. Leopoldina, e a segunda, d. Amélia-- foram exumados e submetidos a
análises físicas, químicas e a exames de imagem na Faculdade de Medicina da
USP. Pela primeira vez, o maior complexo hospitalar do País foi usado para
pesquisar personagens históricos - na prática, dom Pedro I, dona Leopoldina e
dona Amélia foram transformados em ilustres pacientes, com fichas cadastrais,
equipe médica e direito a bateria de exames.
Os exames foram
realizados em sigilo entre fevereiro e setembro de liderados pela historiadora
Valdirene Ambiel, 41, fez parte de dissertação de mestrado defendida no Museu
de Arqueologia e Etnologia da USP. As informações foram publicadas no jornal "O
Estado de S.Paulo". Uma das motivações para o estudo foi a preocupação com
a conservação dos corpos, sepultados no Monumento à Independência, em São
Paulo.
"Há
infiltrações, problemas de manutenção e o relevo não ajuda", diz
Valdirene. A urna de d. Pedro estava se esfacelando, tanto que foi necessária a
confecção de um novo caixão.
Durante os estudos
foram revelados fatos até então desconhecidos sobre a família imperial
brasileira e compõem um retrato jamais visto dos personagens históricos, cujos
corpos estão no Parque da Independência, no bairro do Ipiranga, em São Paulo,
desde 1972. A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo acompanhou os estudos
de Valdirene desde 2010, quando a historiadora e arqueóloga conseguiu
autorização dos descendentes da família imperial para exumar os restos mortais
dos personagens.
Antes da abertura de
cada urna, a pedido da família, um padre realizava uma cerimônia em latim,
segundo a pesquisadora, bolsista da Capes.
A maior surpresa
encontrada logo após a abertura foi no caixão da segunda mulher de dom Pedro I,
dona Amélia de Leuchtenberg, a descoberta mais surpreendente veio antes ainda
de que fosse levada ao hospital: ao abrir o caixão, a arqueóloga descobriu que
a imperatriz está mumificada, fato que até hoje era desconhecido em sua
biografia. O corpo da imperatriz, embora tenha escurecido, está preservado,
inclusive cabelos, unhas e cílios. Entre as mãos de pele intacta, ela segura um
crucifixo de madeira e metal. O médico Edson Amaro Jr., professor associado de
radiologia na Faculdade de Medicina da USP, destaca também o cérebro. "O
órgão conservou sua morfologia. É possível observar até os giros. Isso vai
motivar pesquisas futuras."
Detalhe do rosto de dona Amélia
Detalhe das mãos da múmia de dona Amélia
Múmia de dona Amélia
O estudo também
desmente a versão histórica de que a primeira mulher, dona Leopoldina, teria caído
ou sido derrubada por d.Pedro de uma escada no palácio da Quinta da Boa Vista,
então residência da família real. Segundo a versão, propalada por
historiadores, ela teria fraturado o fêmur. Nas análises no Instituto de
Radiologia da USP, porém, não foi constatada nenhuma fratura nos ossos dela.
A pesquisadora disse
que o trabalho uniu ciências humanas, exatas e biomédicas com o objetivo de
enriquecer a História do Brasil. Ela defendeu ontem, na USP, a dissertação de
mestrado após três anos de trabalho.
Depois da abertura e
de análises preliminares, para verificar a presença de fungos, por exemplo, os
corpos passaram por tomografia. E, para isso, foram levados até o Hospital das
Clínicas. A remoção foi cercada de cuidados. O interior dos caixões ganhou uma
espuma para fixar os esqueletos no percurso entre o Monumento à Independência,
na zona sul, e o HC, na região oeste.
O transporte foi
realizado em etapas: d. Leopoldina em março, d. Pedro em abril e d. Amélia em
agosto. Os corpos saíam da cripta mais ou menos às 21h e eram devolvidos entre
4h e 5h da manhã.
Para chegar ao prédio
do HC onde foram feitas as tomografias, os restos mortais entraram no complexo
pelo Serviço de Verificação de Óbitos e passaram por um túnel subterrâneo
--tudo para garantir o sigilo da operação.
A ossada de d. Pedro
foi a única a passar por decapagem --retirada de resíduos dos ossos-- antes dos
testes e também a única a ser submetida à ressonância. Agora também se sabe que
o imperador tinha quatro costelas fraturadas do lado esquerdo, o que
praticamente inutilizou um de seus pulmões - fato que pode ter agravado a
tuberculose que o matou, aos 36 anos, em 1834. Os ferimentos constatados foram
resultado de dois acidentes a cavalo (queda e quebra de carruagem), em 1823 e
1829, ambos no Rio. No caixão de Dom Pedro I, nova surpresa: não havia nenhuma
comenda ou insígnia brasileira entre as cinco medalhas encontradas.
Imagem do caixão do imperador dom Pedro I
O Esqueleto do Imperador
O primeiro imperador
do Brasil foi enterrado como general português, vestido com botas de cavalaria,
medalha que reproduzia a constituição de Portugal e galões com formato da coroa
do país ibérico. A única referência ao período em que governou o Brasil está na
tampa de chumbo de um de seus três caixões: a gravação Primeiro Imperador do
Brasil, ao lado de Rei de Portugal e Algarves.
Entre os achados dos
exames, destaca-se a aparente ausência de fratura no fêmur de d. Leopoldina.
Acreditava-se que a imperatriz teria sido empurrada de uma escada por d. Pedro,
o que teria levado à sua morte. Os testes também permitiram identificar que a
imperatriz foi sepultada com a roupa da coroação.
Vista de cima dos restos mortais de dona Leopoldina
Tomografia de dona Leopoldina
No imperador, não
foram encontrados sinais de sífilis na ossada, o que não chega a descartar que
ele tivesse a doença como se suspeitava, segundo o médico Paulo Saldiva,
professor de patologia na USP.
"Seria possível
confirmar por meio de biópsia do coração dele, que está preservado em
Portugal." Amaro Jr. lembra que o trabalho é só um primeiro passo para
pesquisas futuras. Uma das possibilidades é fazer uma reconstrução 3D, como um
"d. Pedro virtual". Até a voz poderia ser reconstituída a partir de
medidas ósseas, diz Saldiva.
Sobre o coração de Dom Pedro I - Este foi sepultado no Panteão dos Braganças, na Igreja de São Vicente de Fora. O seu coração foi doado, por decisão testamentária, à Igreja da Lapa, no Porto, onde se encontra conservado, como relíquia, num mausoléu na capela-mor da igreja, ao lado do Evangelho. Em 1972, no sesquicentenário da Independência, seus despojos foram trasladados do panteão de São Vicente de Fora para a cripta do monumento do Ipiranga, em São Paulo, no Brasil. O coração de D. Pedro encontra-se depositado na Igreja da Lapa numa urna cujas chaves estão oficialmente guardadas no Gabinete do Presidente da Câmara Municipal do Porto. A urna onde se encontra o coração do monarca guerreiro, foi feita à imagem e semelhança da urna original, que também se encontra em exposição na Lapa, e que o transportou de barco desde Lisboa até ao Porto em 1835. (veja o vídeo abaixo)
A partir de agora podemos esperar pesquisadores entusiasmados que possam nos presentear com mais informações reveladoras.
Fonte: Folha de São Paulo.
Coquetel
Celeste
Ingredientes:
Champagne ou espumante
25 ml de suco de abacaxi (se for natural, não
precisa adoçar)
25 ml de Curaçao Blue
Cereja
Preparo:
Junte o suco de
abacaxi e o curaçao numa coqueteleira e misture bem.
Sirva a mistura numa taça
e complete com champagne ou espumante.