quarta-feira, 13 de março de 2013

O Papa foi escolhido: agora, só me resta tomar Fernet...


Eu estava me preparando pra sair de casa as 16:30 (20:30 em Roma) de hoje quando ouvi a TV  alta  da  minha tia comentando da eleição de um Papa argentino....  Liguei a TV do meu quarto e fiquei  vendo os flash da multidão no vaticano – que tentava gravar, com fotografia, o rosto do novo bispo de Roma.
Ouvindo o pronunciamento inicial de Francisco I (este foi o nome escolhido por Jorge Mario Bergoglio, 76, arcebispo de Buenos Aires, para ser chamado enquanto Papa) já deu pra notar que as coisas vão mudar na Igreja, e logo...





Esta eleição rápida pegou muita gente de surpresa! Além do Papa Francisco ser o primeiro latino-americano da história a conseguir o papado. Como foi a primeira vez que este cargo foi confiado a um membro da Sociedade de Jesus.
Na Argentina, Bergoglio é conhecido pelo conservadorismo; pela batalha contra o kirchnerismo; costuma apoiar programas sociais e desafiar publicamente políticas de livre mercado.
O prelado também é reconhecido por ser um intenso defensor da ajuda aos pobres.
Embora se mostre preocupado com a população de baixa renda, o papa não é adepto da Teologia da Libertação, corrente prestigiada na Igreja brasileira que, com base em idéias marxistas, defende que o clero atue prioritariamente servindo os mais pobres. O conservadorismo do novo papa é conhecido por declarações contra o aborto e a eutanásia. Além disso, embora ressalte que homossexuais merecem respeito, Bergoglio é contra o casamento gay.


Bergoglio antes do conclave

O jesuíta nasceu na capital argentina e, depois de cursar o seminário no bairro Villa Devoto, entrou para a Sociedade de Jesus, aos 19 anos, em 1958. Foi ordenado padre pelos jesuítas um ano depois, quando estudava teologia e filosofia na Faculdade de San Miguel.
A partir de 1980, foi reitor da faculdade de San Miguel, cargo que ocupou por seis anos. O papa obteve o título de doutor na Alemanha. Em 1992, foi nomeado bispo e elevado a arcebispo em 1997, passando a chefiar a arquidiocese de Buenos Aires desde então. O argentino ingressou no Colégio de Cardeais em 2001.
Na Santa Sé, participava de diversos dicastérios: era membro da Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos, da Congregação para o Clero e da Congregação para os Institutos da Vida Consagrada e das Sociedades da Vida Apostólica, além do Conselho Pontifício para a Família e da Comissão Pontifícia para a América Latina.
Ele era considerado "papável" desde o conclave que elegeu o alemão Bento 16 para suceder o polonês João Paulo 2º, em 2005. Com a renúncia do primeiro, o nome do arcebispo de Buenos Aires voltou a ficar entre os mais cotados ao posto de papa.
O  negócio é o seguinte:  a realidade é que, não sei explicar ao certo, mas  meu coração me diz que vem mais chumbo grosso  por aí. E pra depois não dizerem que eu não avisei, vou, pelo menos tomar fernet com coca – bebida muito comum na terra do novo Papa... vou esperar  o povo comentar mais coisas sobre o vatileaks... vou ficar caladinho e ver até onde isso vai dar.

Sobre o Fernet

Fernet é uma bebida alcoólica amarga (bitter) obtida por meio da maceração no álcool de diversas ervas e raízes medicinais, entre elas o ruibarbo, e a genciana, a quina, o aloés e o agárico; é usado como digestivo e tônico.
Fernet foi criado em 1845 por Bernardino Branca em Milão, na Itália. A preparação era mexida com uma barra de ferro que ficava brilhante com o uso, possivelmente por ação de substância contidas nos vegetais utilizados; daí o nome da bebida(fer+net, no dialeto milanês do italiano significa ferro limpo). O uso do fernet popularizou-se a partir da epidemia de cólera de 1865, surgida na Europa mediterrânea, é anticolérico. Atualmente usado pelos italianos misturado no café e no Brasil com a cachaça, como variedade de rabo-de-galo.
A caipirinha está para o Brasil como o Fernet com coca está para a argentina. O Fernet - apesar de ter sido inventado em Milão, na Itália - tornou-se a bebida símbolo dos argentinos. É um licor um tanto amargo, que é sempre bebido com Coca-Cola (num copo, coloca-se gelo, 1/5 de Fernet e 4/5 de Cola).
O Fernet é uma mistura de dezenas de ervas, tendo sido inicialmente criado como um remédio, um digestivo. A marca mais famosa é a Branca, mas há outras marcas de qualidade e preço mais em conta, como a Vittone.



Fernet com Coca


A receita é simples: um copo grande cheio de gelo, uma dose de Fernet (geralmente a variedade Brancamenta, que, como o nome indica, leva menta) e coca-cola para completar.



terça-feira, 12 de março de 2013

O Papa e A papa!



Você se sente importante quando se dá conta que está vivenciando um período, que no futuro, vai ser um marco respeitável para a história?
Se você é assim, bem vindo ao grupo. Pois eu me sinto privilegiado por estar experienciando fatos de suma importância para a Igreja, e que mais tarde poderei contar aos jovens, como parte da minha história de vida. Falo isso porque hoje, deu-se inicio ao segundo conclave do século XXI, para a eleição de um novo Papa.

Imagem divulgada pelo Vaticano mostra a Capela Sistina preparada para receber os cardeais a partir desta terça-feira, quando começa o conclave para escolher o novo papa - Fonte: Osservatore Romano/Reuters
Turistas lotam a Praça São Pedro enquanto aguardam o início do conclave AFP/Getty Images
O que está acontecendo:

Às 16h30 locais (12h30 de Brasília) desta terça-feira (12/03/13) começou o segundo conclave do terceiro milênio, do qual participam 115 cardeais procedentes de 50 países, que estão fechados na Capela Sistina para escolher o 266º papa da história da Igreja. 
Os cardeais, que desde o último dia 4 se reuniram diariamente para preparar a assembleia, ocuparam nas primeiras horas de hoje seus respectivos quartos na residência Santa Marta, onde eles ficarão enquanto durar o conclave.
 Antes se dirigir à Capela Sistina, às 10h (6h de Brasília), os purpurados celebraram a missa "Pro eligendo pontifice", que foi oficiada pelo cardeal decano, Angelo Sodano. Às 16h30, eles entraram na Capela Sistina cantando o "Veni Creator Spiritus", com o qual invocaram a ajuda do Espírito Santo.

 
- O cardeal decano, Angelo Sodano, celebrou a missa que deu início ao conclave que vai escolher o novo papa e fez um forte apelo pela unidade da Igreja - Fonte: Reuters
Todos os cardeais que estão no Vaticano participam da missa, na Basílica de São Pedro, que dá início ao conclave que vai escolher o novo papa
Os cardeais  no Vaticano participando da missa, na Basílica de São Pedro.

Após o juramento pelo qual se comprometeram a manter em segredo tudo o que for dito ou feito e a defender fervorosamente os direitos espirituais e temporários da Igreja em caso de ser o eleito, o mestre de cerimônias pontifícias pronunciou a frase "extra omnes" e todos os alheios ao conclave saíram da capela. De acordo com o esquema antecipado pelo Vaticano, já nesta tarde poderá acontecer a votação inicial e haver a primeira fumaça: branca, se o pontífice for escolhido; e preta, em caso contrário (o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse que o mais provável é que hoje seja lançada uma "fumaça preta").

Os cardeais entrando na capela Sistina

Cardeais fazem juramento antes de iniciar a primeira votação do conclave que vai escolher o novo papa
Cardeais fazem juramento antes de iniciar a primeira votação do conclave que vai escolher o novo papa
Para ser eleito papa é necessário alcançar dois terços dos votos dos cardeais eleitores. Como eles são 115, é preciso somar 77 votos. A legislação vaticana estabelece que no segundo, terceiro e quarto dias devem acontecer duas votações de manhã e duas à tarde. Se após esses três dias nenhum candidato tiver alcançado os 77 votos, se procederá a uma jornada de reflexão e preces na qual não se votará. Depois serão retomadas as votações para outros sete eventuais escrutínios.
Se também não houver um novo papa, se procederá a uma nova jornada de reflexão e depois a outros sete escrutínios. Sem a aguardada fumaça branca, haverá outra pausa de reflexão e outros sete escrutínios. E assim será até a 34ª vez. A partir desse momento, a escolha ficará entre os dois cardeais mais votados, mas esses não poderão participar da votação.

Bento XVI foi eleito, em 19 de março de 2005, na quarta votação; João Paulo II, em 16 de outubro de 1978, na oitava votação; e João Paulo I, em 26 de agosto de 1978, na quarta.

O conclave teve início sem um candidato favorito, embora se saiba que todos os olhares estão postos em cardeais de igrejas dinâmicas e jovens, como os purpurados africanos e latino-americanos, e são muitos os que asseguram que o futuro papa não será italiano, devido às manchas lançadas pelo escândalo "Vatileaks".
Nos dias anteriores ao conclave, os "papáveis" mais citados são o italiano Angelo Scola, de 71 anos, arcebispo de Milão; o brasileiro Odilo Pedro Scherer, de 63 anos, arcebispo de São Paulo; o canadense Marc Ouellet, de 69 anos;  e o arcebispo de Boston, o capuchinho Sean O'Malley.

O cardeal brasileiro Odilo Scherer (centro) participa da missa, na Basílica de São Pedro, que dá início ao conclave que vai escolher o novo papa
Pensando bem...

Já pararam pra compreender a conjuntura desta eleição? 1) um Papa, que já não era muito bem visto pela maioria das pessoas que eu conheço, resolveu renunciar. E, de uma hora pra outra, passou a ser venerado pela coragem desse seu ato; 2) o motivo da renúncia apresentado pelo Sumo Pontífice em seu discurso (alegando idade avançada e falta de força para dar continuidade aos trabalhos da igreja) não convenceu  ninguém; 3) o escândalo do Vatileaks está ganhando cada vez mais força e causando desconfortos imensos; e, 4) a responsabilidade do no Papa de manter a Igreja no prumo correto vai dar um trabalho dos céus...

Curiosos observam o início do conclave por um telão instalado na Praça de São Pedro, no Vaticano
A mancha do Vatileaks

O Escândalo Vatileaks é um escândalo envolvendo documentos secretos que vazaram do Vaticano, que revelam a existência de uma ampla rede de corrupção, nepotismoe favoritismo relacionados com contratos a preços inflacionados com os seus parceiros italianos. Este termo foi usado pela primeira vez pelo porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, em comparação com o fenômeno Wikileaks. 
O escândalo veio à tona em janeiro de 2012, quando o jornalista italiano Gianluigi Nuzzi publicou cartas de Carlo Maria Viganò, anteriormente o segundo administrador do Vaticano, em que ele implorava para não ser transferido por ter exposto uma suposta corrupção que custou a Santa Sé um aumento de milhões nos preços do contrato. Viganò está atualmente no Núncio Apostólico dos Estados Unidos.
Nos meses seguintes, o escândalo aumentou com documentos que vazaram para jornalistas italianos, revelando uma luta pelo poder no Vaticano sobre seus esforços para mostrar maior transparência financeira e cumprir com as normas internacionais de combate à lavagem de dinheiro. Também no início de 2012, uma carta anônima virou manchete por seu alerta de uma ameaça de morte contra o Papa Bento XVI. O escândalo agravou-se em maio de 2012, quando Nuzzi publicou um livro intitulado Sua Santidade, as Cartas Secretas de Bento XVI que consiste de cartas confidenciais e memorandos entre o Papa Bento XVI e seu secretário pessoal, um livro polêmico que retrata o Vaticano como um foco de intrigas, confabulações e confrontos entre facções secretas. O livro revela detalhes sobre finanças pessoais do Papa, e inclui histórias de subornos feitos para obter uma audiência com ele.
Paolo Gabriele, que foi mordomo pessoal do papa desde 2006, é acusado de ter vazado a informação para Gianluigi Nuzzi. Gabriele foi preso em 23 de maio depois que cartas confidenciais e documentos endereçados ao papa e outras autoridades do Vaticano serem supostamente encontrados em seu apartamento no Vaticano. Documentos semelhantes haviam sido publicados na imprensa italiana ao longo dos cinco meses anteriores, muitos deles lidavam com denúncias de corrupção, abuso de poder e falta de transparência financeira do Vaticano.
Ele foi preso pela polícia do Vaticano, que alega ter encontrado documentos secretos no apartamento que divide com sua esposa e três filhos. Gabriele foi libertado em julho de 2012 e foi movido para prisão domiciliar. Piero Antonio Bonnet, juiz do Vaticano, foi encarregado de analisar as evidências do caso e decidir se há material suficiente para prosseguir para julgamento. Se condenado, Gabriele poderá enfrentar uma pena de até 30 anos por posse ilegal de documentos de um chefe de Estado. A sentença seria provavelmente cumprida em uma prisão italiana, devido a um acordo entre a Itália e o Vaticano.
Paolo Gabriele foi indiciado pelos magistrados do Vaticano em 13 de agosto de 2012 por roubo agravado. A primeira audiência do julgamento de Paolo Gabriele e Claudio Sciarpelletti, ocorreu às 9h30, em 29 de setembro de 2012.
No dia 22 de dezembro de 2012, o Papa Bento XVI concedeu o indulto a Paolo Gabriele. O ex-mordomo havia sido condenado a três anos de reclusão, reduzidos a 18 meses por causa de atenuantes: ele não tinha antecedentes criminais, havia trabalhado para o Vaticano, e reconheceu ter traído a confiança do pontífice. Antes de receber o indulto, Paolo enviara uma carta a Bento XVI, admitindo erros, não ter cúmplices, e pedindo perdão. Respondendo-o, Bento XVI lhe mandara um livro dos salmos autografado e com bênção apostólica dirigida especialmente à pessoa de Gabriele.
Durante a última apelação feita em julgamento, Paolo havia declarado: "O que sinto mais fortemente dentro de mim é a convicção de que agi exclusivamente por amor, eu diria um amor visceral, pela Igreja de Cristo e seu representante".
Segundo o jornal italiano La Repubblica, o escândalo influenciou a renúncia do papa Bento XVI, em fevereiro de 2013.

Uma história pornô vaticana que pouca gente conhece

Antes de converter-se no Papa Pio II, Eneas Silvio Piccolomini foi poeta, estudioso, diplomata e dissoluto. E como escritor, foi de fato o autor de um bestseller do século XV. Sua novela em latim "História de duobus amantibus", foi uma das mais lidas de todo o Renascimento. A trama versa sobre o amor proibido entre Euralio, um oficial com alto cargo do Imperador Segismundo e Lucrecia, uma senhora casada originária de Siena, Itália.

Papa Pio II
A obra foi provavelmente escrita em 1444, mas foi impressa pela primeira vez somente em Amberes em 1488. No final do século XV já haviam publicadas 37 edições. Apesar do indubitável interesse histórico desta história "pornô" vaticana, a obra nunca foi traduzida a um idioma contemporâneo. Abaixo anexo um pequeno parágrafo traduzido ao Português.
Há de se levar em conta que lá por mil quatrocentos e tanto as pessoas eram hipocritamente moralistas, de forma que a obra é bastante sem graça para nossos padrões. Em um dado momento, Euralio escala um muro para chegar até Lucrecia:

"Quando ela viu seu amante, segurou-a firmemente entre seus braços. Entre beijos e abraços lânguidos e descontrolados deixaram-se levar por seu desejo e se fartaram de Vênus, agora com Ceres e depois refrescaram-se com Baco".

Traduzido a groso modo quer dizer que "se afogaram na luxúria da carne" (fartaram de Vênus), depois comeram (Ceres) e ao final tomaram vinho (Baco). Sem dúvida alguma, para quem já leu, trata-se de um texto bem mais interessante que as recomendações indevidas contra, por exemplo, o uso de camisinha proferidos pelo "modernos" inquilinos do Vaticano.

Só pra constar: Pio II, nascido Enea Silvio Piccolomini (em latim: Aeneas Sylvius; Corsignano, 18 de outubro de 1405 — 14 de agosto de1464), foi papa e líder mundial da Igreja Católica de 19 de agosto de 1458 até sua morte, seis anos depois. Nascido em Corsignano, na Itália, no território sienês de uma família nobre, porém em decadência, também foi um intelectual autor de diversas obras, como a história de sua vida, intitulada Comentários, a única autobiografia já feita por um papa. Eleito Papa, providenciou a reurbanização de sua cidade natal, Corsignano, que passou doravante a chamar-se Pienza, tirando o seu nome de Pio. Teve um sobrinho que também foi papa, Pio III, assim como um dos descendentes de seu irmão (Bento XIII).

Depois de tanta informação ‘interessante’ só me resta esperar o resultado do conclave – com a esperança de que o próximo Papa tenha forças para aguentar as bombas que ainda estão por explodir no Vaticano. Até lá, vou comendo papa (risos).

A melhor papa de aveia do mundo

½ xícara de aveia em flocos grossos
2 xícaras de leite (ou de amêndoas)
1/3xícara de leite de coco
1 a 2 colheres (rasas) de coco ralado
½ colher de canela (mais pra polvilhar)
1colher de passas (opcional)
1/2 banana madura (ou 1 banana pequena)
1 punhadinho de oleaginosas (amêndoas, avelãs ou castanha do Pará)

Preparo: Coloque a aveia, o leite (de vaca ou de amêndoa), leite de coco, canela, passas e coco ralado em uma panela pequena e cozinhe em fogo baixo, mexendo sempre, até a aveia ficar macia e a mistura ficar cremosa (15 a 20 minutos). Se preferir usar aveia em flocos finos, você vai precisar de menos leite e o tempo de cozimento será bem menor. Desligue o fogo e deixe a papa descansar coberta enquanto prepara os outros ingredientes*. Pique as oleaginosas em pedacinhos e reserve. Amasse a banana no prato em que for servir a papa. Despeje a mistura de aveia por cima, mexa bem e termine com as oleaginosas picadas. Polvilhe um pouco canela, se desejar.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Que tal comer anjos e demônios à cavalo? (Angels on Horseback & Devils on Horseback.)


A presença de anjos e demônios nas sociedades está presente em todos os âmbitos – inclusive na cozinha. A prova disto são as preparações das quais trataremos hoje: Angels on Horseback e Devils on Horseback.


Embora angels on horseback seja um parto de origem inglesa, o nome pelo qual ele é mais conhecidos mais vem em francês “anges à cheval”. A aparecimento deste prato na literatura, confirmada pelo Oxford English Dictionary, e por outras fontes, é em 1888, no livro   Mrs Beeton's Book of Household Management. No entanto, há uma referência em um jornal australiano, que inclui uma receita rápida, a partir de 1882. 

"Queer Name for a Dish". Maitland Mercury: p. 8. 1882-06-08.
Uma das primeiras referências em um jornal norte-americano é um artigo de 1896 do New York Times, onde o prato é sugerido como um aperitivo, e de acordo com o New York Times, o prato deve ser creditado ao Urbain Dubois, chef do imperador alemão. Nesta versão, são espetinhos, polvilhada com um pouco de pimenta caiena, e assado, e, em seguida, servido com limão e salsa (sem brinde). Leia o texto aqui.
Curiosamente, na década de 1930, os anjos a cavalo são sugeridos, por exemplo, como parte do menu de piquenique, e em 1948 novamente como um aperitivo.  Na década de 1950, umas séries de artigos aparecem em jornais americanos cujos próprios títulos sugerem que o prato é pouco conhecido:

For Oyster Treat, Try Angels on Horseback: They're Delectable Appetizer Sunday Menu Leia aqui
Angels on Horseback, English Monkey? Those Are Recipes! Leia aqui
These Angels on Horseback Are Oysters Leia aqui


Esse hors d'oeuvre (aperitivo) da era vitoriana praticamente encontra-se desaparecido das mesas nas ultimas décadas. E quando ao nome que levam não se sabe muita coisa sobre eles. Alguns dizem que a principal razão para isso é que as ostras antigamente eram então o alimento de homens pobres e agora elas são uma iguaria – por este motivo não se importaram e deixar claro o porquê do termo. É estranho pensar que esse era o jantar da classe trabalhadora na era vitoriana, em vez de estar nas mesas das classes médias e superiores. Mas naturalmente, essa situação se inverte pelo tempo no limiar do século 20. E se você nunca experimentou ostras antes, esta é uma boa maneira de introduzir-se a elas.


 Um anjo a cavalo nada mais é do que simplesmente uma ostra envolta em bacon para, em seguida, serem grelhados. E um demônio a cavalo é uma ameixa enxertada com pedaços de bacon e tratada da mesma maneira. A referência aos diabos a cavalo, já vierem depois que os anjos a cavalo chegaram a solo americano. A referência ao diabo viria do calor criado pelo molho tabasco quando quente.

Devils on Horseback
O aspecto mais intrigante de fazer tanto "Angels on Horseback" e "Devils on Horseback", ao mesmo tempo é que ambos os pratos parecem idênticos quando bem enrolados e grelhados. Não se sabe se se trata de um anjo ou um diabo, até a primeira mordida. Nesse ponto, a verdadeira identidade é revelada.


Os anjos a cavalo alcançaram certa popularidade na década de 1960 em Washington, DC; quando Evangeline Bruce, esposa do embaixador David K.E. Bruce e famoso por seus "saraus em Washington", serviu-lhes essas preparações regularmente durante a administração Kennedy - mas até lá, o nome em si não era comum, como sugerido pelas palavras do colunista Liz Smith : "Às vezes, as ostras eram cruas, às vezes eles eram grelhados e envoltas em bacon. Então a Sra. Bruce chamava-as de Anjos a cavalo."


No final dos anos 1980, o Chicago Tribune chama o prato "intrigante", sugerindo o prato ainda não havia se tornado comum nos Estados Unidos.
Confesso que os anjos a cavalo são deliciosos. Mas não custa preparar um pouco dos demônios a cavalo. Porque para mim eles são ficam melhores quando acompanhados um do outro.

Anjos à cavalo
As melhores ostras para preparar os anjos são as grandes, encontradas no Pacífico - especialmente se você pode obtê-las ainda na concha. Mas se não for possível, não tem problema. Quantos as ameixas, as melhore são as 'gigantes', com mais polpa.
Podemos encontrar muitas receitas elaboradas para preparar essas iguarias, principalmente os anjos a cavalo. Mas essas receitas ficam melhores quando preparadas de forma simples, como na época em que foram desenvolvidas – o segredo só é ter as matérias-primas de boa qualidade e as deixar falarem por si, conversando e surpreendendo seu  paladar.
Você pode fazer essas deliciosas  em tamanhos de petiscos, sendo acompanhadas com fatias de pão torrados com manteiga aromatizada e um bom vinho

Anjos a cavalo (Angels on Horseback)

12 ostras grandes
Pimenta caiena
molho Tabasco
6 fatias (do tipo tiras) de bacon defumado cortado ao meio

Preparo: Primeiro, deixe de molho as ostras em um pouco de água com molho tabasco e ligue o seu forno para que ele fique quente (Caso queira pode ser preparada no grill ou na churrasqueira). 

Tempere as ostras com um pouco de pimenta caiena, Em seguida enrole-as com um pedaço de bacon, prendendo-as com um palito. Coloque-as em uma assadeira e grelhe até que o bacon ficar crocante e as ostras ficarem macias. Sirva imediatamente.


Diabos a cavalo (Devils on Horseback)

12 ameixas secas grandes (ou  24 pequenas)
½ copo de vinho branco
12 Palitos
12 fatias finas de assado (o que você preferir)
Molho tabasco
Amêndoas torradas
6 fatias de bacon defumado e cortado ao meio

Preparo: Cubra as ameixas com o vinho branco quente e sobre elas despeje o molho tabasco á gosto (deixar bem picante é o ideal) e deixe hidratar por 30 minutos. Remover os caroços e em seu lugar colocar uma amêndoa torrada. Se você estiver usando ameixas pequenas, faça um sanduíche com duas ameixas e uma amêndoa entre as duas. Em seguida enrolar com uma fatia de assado, enrolar um pedaço do bacon, prender com um palito e levar ao forno ate o bacon ficar crocante. DICA: se preferir, pode ser feita apenas com o  bacon – sem as fatias de assado.  


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Frivolités (Frivolidades)


Estava eu estudando composição de cardápios, harmonização e enogastronomia quando me dei por conta de dois fatos históricos que envolvem a gastronomia; e que usaram desculpas semelhantes para a realização de um evento social - comentado até os dias de hoje no âmbito educacional e político. Acredito que valha a pena descrever o ocorrido:
Voltemos nossos olhares para a Era Vargas, mais precisamente para o dia primeiro de julho de 1942. Naquele dia um jantar festivo foi oferecido à missão militar chilena pelo então ministro das Relações Exteriores, Oswaldo Aranha, nos salões do Palácio do Itamaraty. O evento contava com noventa convidados, dentre os quais o embaixador brasileiro do Chile (da época), o chanceler Pedro Leão Veloso.

Oswaldo Aranha
Pedro Leão veloso
O menu deste evento sempre me vem à memória por uma razão simples: o jantar teve como motivação principal o congraçamento com militares chilenos, pretexto exatamente igual ao que serviu para realização do Baile da Ilha Fiscal (assunto já comentado aqui, Clique Aqui Para Ler), o evento, com seu  menu  da época, revela  a grande diferença entre a grandiosidade e o luxo do último banquete do Império e um jantar mais modesto, dos tempos da Segunda Guerra Mundial, em que a política da República começava a se mostrar robusta. 
Cabe aqui ressaltar que alguns diplomatas que participaram daquele evento eram conhecidos gourmets da época, tão apreciadores da boa mesa que acabaram sendo homenageados, emprestando seus nomes a dois pratos clássicos da culinária brasileira batizados de Filé Oswaldo Aranha e Sopa Leão Veloso (esses pratos pedem posts específicos – e isso virá noutra oportunidade).

Filé Oswaldo Aranha
Sopa Leão Veloso
Observando detalhadamente a época e o espaço do evento pode-se supor que o serviço da festa foi preparado pela Confeitaria Colombo, que era o grande serviço de bufê da época e fornecedor costumeiro do Palácio do Itamaraty.
Outro fato interessante é que o menu escolhido traz sua estrutura (sequencia de pratos servidos) acompanhando a clássica estrutura francesa, ou seja: o papel do hors d'oeuvres é desempenhado por uma sopa ou consomé; seguido por um prato de peixe, prato de ave ou de carne; seguido por outro de legumes ou de salada. Finalizando com a sobremesa e os queijos. E neste caso, o queijo  ou os queijos  sabe-se que foram substituídos por frutas frescas, finalizando assim a comilança.

Confeitaria Colombo
A alma francesa estava em tudo: no menu clássico, no idioma usado para apresentar e descrever os pratos, nas técnicas culinárias e nos ingredientes. Poucas foram às concessões a ingredientes típicos ou genuinamente brasileiros.
O serviço foi todo feito a russa - modalidade que, mais tarde ficou conhecida pelo público como serviço à francesa -, onde os pratos são servidos aos convidados por garçons, que trazem em suas bandejas as iguarias que serão oferecidas aos comensais. Ainda não se usava o serviço denominado empratado, comum hoje em dia e caracterizado pela apresentação da preparação culinária solicitada pelo comensal já em pratos individuais.

Veja o menu que  foi servido:

·         Caviar molosso et blinis de blé noir
·         Essence de boeuf Céléstine
·         Supréme de linguado aux champignon à la bonne-femme
·         Dindon róti farci de prumeaux,pommes croquettes ideales
·         Asperge de Califórnia sauce verte
·         Bombe Antarctique
·         Frivolités
·         Fruits

Para acompanhar: Champagne Pommery - provavelmente a última bebida e eleita para acompanhar o caviar. E o vinho tinto Pommard.


Fontes: NOVAKOSKI, D. FREIRE, R. Enogastronomia: a arte de harmonizar cardápiose vinhos. Rio de Janeiro: Senac Nacional,2005.

Frivolités

36 ostras bem claras
2 cebolas roxas picadas
15 colheres de vinho branco Muscadet
20 colheres de creme de leite fresco
80 g de manteiga (se quiser gastar use Le beurre Charentes-Poitou)
8 folhas de massa brinck (encontra-se pronta nos supermercados)
Pimenta moída a gosto.


Preparo: Esfregue as ostras em água corrente. Abrir, tendo o cuidado. Colocar em água fervente por um minuto apenas num recipiente não muito cheio de água. Depois disso escorra e coe a água, e reserve as ostras. Na água do cozimento, que deve ter sido passada por uma peneira fina, adicionar a cebolinha, o vinho branco e duas pitadas de pimenta. Deixe no fogo até reduzir pela metade por 1/3. Adicione o creme de leite, deixe engrossar, em seguida, bata a manteiga e adicione, incorpore bem e deixe esfriar. Corte 36 círculos com um cortador de biscoitos  de3 cm de massa brink. Em cada uma coloque 1/2 colher de café de molho e uma ostra. Enrrolar como se fosse fazer cigarros e coloque em uma assadeira forrada com papel manteiga e pincelada com manteiga. Asse em forno a 250 ° C até que doure a massa. Para servir as "frivolidades" corte finas tiras de limão e lima, salpique pimenta e decore com um ramo de ervas.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Um brinde a história imperial do Brasil revisitada



Acredito que é de conhecimento público – depois de quase quatro anos com esta confraria – que minha admiração latente pela família Imperial Brasileira é algo que não consegui esconder.
Sempre procurei incluir neste espaço histórias interessantes ligadas aos monarcas brasileiros. E hoje, mais uma fez, isso ocorrerá. Pelo simples fato de que a história imperial do Brasil vai sofrer algumas mudanças a partir de novas informações que só vieram a ser conhecidas recentemente, através da exumação dos corpos do Imperador Pedro I e das Imperatrizes Leopoldina e Amélia. E este é um motivo pra comemorar. Logo ao final deste post seguirá a receita de um drinque para esta celebração à brasileira.
De antemão devo agradecer ao interesse da pesquisadora Valdirene Ambiel em estudar o assunto; bem como agradecer a todos os tipos de mídia que estão divulgando a descoberta. Acredito que o Brasil ainda não conhece bem a história de si mesmo. E atitudes como essa me permitem ter esperança num país que valorize mais sua própria história.
 Pela primeira vez em quase 180 anos, Os corpos de três membros da família imperial brasileira --d. Pedro I, sua primeira mulher, d. Leopoldina, e a segunda, d. Amélia-- foram exumados e submetidos a análises físicas, químicas e a exames de imagem na Faculdade de Medicina da USP. Pela primeira vez, o maior complexo hospitalar do País foi usado para pesquisar personagens históricos - na prática, dom Pedro I, dona Leopoldina e dona Amélia foram transformados em ilustres pacientes, com fichas cadastrais, equipe médica e direito a bateria de exames.


Os exames foram realizados em sigilo entre fevereiro e setembro de liderados pela historiadora Valdirene Ambiel, 41, fez parte de dissertação de mestrado defendida no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. As informações foram publicadas no jornal "O Estado de S.Paulo". Uma das motivações para o estudo foi a preocupação com a conservação dos corpos, sepultados no Monumento à Independência, em São Paulo.
"Há infiltrações, problemas de manutenção e o relevo não ajuda", diz Valdirene. A urna de d. Pedro estava se esfacelando, tanto que foi necessária a confecção de um novo caixão.
Durante os estudos foram revelados fatos até então desconhecidos sobre a família imperial brasileira e compõem um retrato jamais visto dos personagens históricos, cujos corpos estão no Parque da Independência, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, desde 1972. A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo acompanhou os estudos de Valdirene desde 2010, quando a historiadora e arqueóloga conseguiu autorização dos descendentes da família imperial para exumar os restos mortais dos personagens.
Antes da abertura de cada urna, a pedido da família, um padre realizava uma cerimônia em latim, segundo a pesquisadora, bolsista da Capes.
A maior surpresa encontrada logo após a abertura foi no caixão da segunda mulher de dom Pedro I, dona Amélia de Leuchtenberg, a descoberta mais surpreendente veio antes ainda de que fosse levada ao hospital: ao abrir o caixão, a arqueóloga descobriu que a imperatriz está mumificada, fato que até hoje era desconhecido em sua biografia. O corpo da imperatriz, embora tenha escurecido, está preservado, inclusive cabelos, unhas e cílios. Entre as mãos de pele intacta, ela segura um crucifixo de madeira e metal. O médico Edson Amaro Jr., professor associado de radiologia na Faculdade de Medicina da USP, destaca também o cérebro. "O órgão conservou sua morfologia. É possível observar até os giros. Isso vai motivar pesquisas futuras."

Detalhe do rosto de dona Amélia

Detalhe das mãos da múmia de dona Amélia
Múmia de dona Amélia





O estudo também desmente a versão histórica de que a primeira mulher, dona Leopoldina, teria caído ou sido derrubada por d.Pedro de uma escada no palácio da Quinta da Boa Vista, então residência da família real. Segundo a versão, propalada por historiadores, ela teria fraturado o fêmur. Nas análises no Instituto de Radiologia da USP, porém, não foi constatada nenhuma fratura nos ossos dela.
A pesquisadora disse que o trabalho uniu ciências humanas, exatas e biomédicas com o objetivo de enriquecer a História do Brasil. Ela defendeu ontem, na USP, a dissertação de mestrado após três anos de trabalho.
Depois da abertura e de análises preliminares, para verificar a presença de fungos, por exemplo, os corpos passaram por tomografia. E, para isso, foram levados até o Hospital das Clínicas. A remoção foi cercada de cuidados. O interior dos caixões ganhou uma espuma para fixar os esqueletos no percurso entre o Monumento à Independência, na zona sul, e o HC, na região oeste.
O transporte foi realizado em etapas: d. Leopoldina em março, d. Pedro em abril e d. Amélia em agosto. Os corpos saíam da cripta mais ou menos às 21h e eram devolvidos entre 4h e 5h da manhã.
Para chegar ao prédio do HC onde foram feitas as tomografias, os restos mortais entraram no complexo pelo Serviço de Verificação de Óbitos e passaram por um túnel subterrâneo --tudo para garantir o sigilo da operação.
A ossada de d. Pedro foi a única a passar por decapagem --retirada de resíduos dos ossos-- antes dos testes e também a única a ser submetida à ressonância. Agora também se sabe que o imperador tinha quatro costelas fraturadas do lado esquerdo, o que praticamente inutilizou um de seus pulmões - fato que pode ter agravado a tuberculose que o matou, aos 36 anos, em 1834. Os ferimentos constatados foram resultado de dois acidentes a cavalo (queda e quebra de carruagem), em 1823 e 1829, ambos no Rio. No caixão de Dom Pedro I, nova surpresa: não havia nenhuma comenda ou insígnia brasileira entre as cinco medalhas encontradas.

Imagem do caixão do imperador dom Pedro I
O Esqueleto do Imperador


O primeiro imperador do Brasil foi enterrado como general português, vestido com botas de cavalaria, medalha que reproduzia a constituição de Portugal e galões com formato da coroa do país ibérico. A única referência ao período em que governou o Brasil está na tampa de chumbo de um de seus três caixões: a gravação Primeiro Imperador do Brasil, ao lado de Rei de Portugal e Algarves.
Entre os achados dos exames, destaca-se a aparente ausência de fratura no fêmur de d. Leopoldina. Acreditava-se que a imperatriz teria sido empurrada de uma escada por d. Pedro, o que teria levado à sua morte. Os testes também permitiram identificar que a imperatriz foi sepultada com a roupa da coroação.

Vista de cima dos restos mortais de dona Leopoldina
Tomografia de dona Leopoldina


No imperador, não foram encontrados sinais de sífilis na ossada, o que não chega a descartar que ele tivesse a doença como se suspeitava, segundo o médico Paulo Saldiva, professor de patologia na USP.
"Seria possível confirmar por meio de biópsia do coração dele, que está preservado em Portugal." Amaro Jr. lembra que o trabalho é só um primeiro passo para pesquisas futuras. Uma das possibilidades é fazer uma reconstrução 3D, como um "d. Pedro virtual". Até a voz poderia ser reconstituída a partir de medidas ósseas, diz Saldiva.


Sobre o coração de Dom Pedro I  - Este foi sepultado no Panteão dos Braganças, na Igreja de São Vicente de Fora. O seu coração foi doado, por decisão testamentária, à Igreja da Lapa, no Porto, onde se encontra conservado, como relíquia, num mausoléu na capela-mor da igreja, ao lado do Evangelho. Em 1972, no sesquicentenário da Independência, seus despojos foram trasladados do panteão de São Vicente de Fora para a cripta do monumento do Ipiranga, em São Paulo, no Brasil. 
O coração de D. Pedro encontra-se depositado na Igreja da Lapa numa urna cujas chaves estão oficialmente guardadas no Gabinete do Presidente da Câmara Municipal do Porto. A urna onde se encontra o coração do monarca guerreiro, foi feita à imagem e semelhança da urna original, que também se encontra em exposição na Lapa, e que o transportou de barco desde Lisboa até ao Porto em 1835. (veja o  vídeo abaixo)




A partir de agora podemos esperar pesquisadores entusiasmados que possam nos presentear com mais informações reveladoras.

Fonte: Folha de São Paulo.

Coquetel Celeste

Ingredientes:
Champagne ou espumante
25 ml de suco de abacaxi (se for natural, não precisa adoçar)
25 ml de Curaçao Blue
Cereja

Preparo: 

Junte o suco de abacaxi e o curaçao numa coqueteleira e misture bem. 

Sirva a mistura numa taça e complete com champagne ou espumante. 

Enfeite com casca de laranja e hortelã.