É pra se comer bastante esta idéia de combinar gastronomia, cultura e história unidas num lugar acessível. Principalmente numa época onde as pessoas se entopem de gorduras trans e não alimentam a alma.
Sabendo que o homem não nasce da fome, mas do apetite. Te convido a conjugar o verbo comer em todas as suas possibilidades.
Um brinde a você por estar aqui! Bon apetit!!!
E mais um dia dos namorados se aproxima... pra quem está namorando (e feliz) - ótimo!
Pra quem não está, não adianta se desesperar. Tem tempo certo pra tudo! E namoro é responsabilidade!
Mas como tudo isso começou? Dia dos namorados é apenas uma data criada pelo comércio para ganhar dinheiro, ou tem caroço neste angu? (risos) O que eu percebo é que quando a gente comece a pesquisar sobre o assunto existem muitas referencias a um santo que, provavelmente, é o responsável pela data em questão.
Conta a história que o Dia de São Valentim (data respectiva ao Dia dos Namorados) remonta a um obscuro dia de jejum tido em homenagem àquele santo. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.
O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes. Além de continuar celebrando casamentos, ele se casou secretamente, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte.
Enquanto estava preso, muitos jovens lhe enviavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor. Enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes da execução, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.
Considerado mártir pela Igreja Católica, a data de sua morte - 14 de fevereiro - também marca a véspera de lupercais, festas anuais celebradas na Roma antiga em honra de Juno (deusa da mulher e do matrimônio) e de Pan (deus da natureza). Um dos rituais desse festival era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes caminhavam pela cidade batendo em todas as mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a fecundidade.
Vitral de São Valentim com seus discípulos
Outra versão diz que no século XVII, ingleses e franceses passaram a celebrar o Dia de São Valentim como a união do Dia dos Namorados. A data foi adotada um século depois nos Estados Unidos, tornando-se o The Valentine's Day. E na Idade Média, dizia-se que o dia 14 de fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados da Idade Média usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor na soleira da porta do(a) amado(a).
Atualmente, o dia é principalmente associado à troca mútua de recados de amor em forma de objetos simbólicos. Símbolos modernos incluem a silhueta de um coração e a figura de um Cupido com asas. Iniciada no século XIX, a prática de recados manuscritos deu lugar à troca de cartões de felicitação produzidos em massa. Estima-se que, mundo fora, aproximadamente mil milhões (Portugal) (um bilhão no Brasil) de cartões com mensagens românticas são enviados a cada ano, tornando esse dia um dos mais lucrativos do ano. Também se estima que as mulheres comprem aproximadamente 85% de todos os presentes no Brasil. O dia de São Valentim era até há algumas décadas uma festa comemorada principalmente em países anglo-saxões, mas ao longo do século XX o hábito estendeu-se a muitos outros países.
A história do dia nos namorados no Brasil
No Brasil, é comemorado em 12 de junho a partir de 1949, quando o publicitário João Dória trouxe a ideia do exterior e a apresentou aos comerciantes. Como junho é um mês de vendas baixas, eles decidiram comemorar a data nesse mês e ainda escolheram a véspera de Santo Antônio, o santo casamenteiro como o Dia dos Namorados.
A ideia inicial pode ter sido um tanto quanto interesseira, afinal, escolheram o mês de junho por ser um mês fraco de vendas, no entanto seja qual quer que seja a data que se comemora um namoro, uma paixão, um relacionamento a dois, o importante é o amor e o carinho que são demonstrados, compartilhados e vivenciados por um casal.
Tradições do Dia de São Valentim
Muitas são as tradições associadas ao dia de São Valentim, variando de país para país. Por exemplo, nas Ilhas Britânicas na altura dos Celtas, as crianças costumavam vestir-se de adultos e cantavam de porta em porta, celebrando o amor; no atual País de Gales, os apaixonados trocavam entre si prendas como colheres de madeira com corações gravados, chaves e fechaduras, o que significava «Só tu tens a chave do meu coração».
Já na Idade Média, em França e na atual Inglaterra, no dia 14 de Fevereiro, os jovens sorteavam os nomes dos seus pares e estes eram cosidos nas mangas durante uma semana. Se alguém trouxesse um coração costurado na camisola, isso significava que essa pessoa estava apaixonada.
Ao longo dos tempos, as tradições de São Valentim foram adquirindo um grau de complexidade cada vez maior. A cada ano que passava, foram-se criando novas tradições, lendas e brincadeiras, como é o caso das mensagens apaixonadas. A tradicional troca de cartões, cartas e bilhetes apaixonados no dia 14 de Fevereiro teve origem na altura da própria lenda de São Valentim, quando este teria deixado um bilhete à filha do seu carcereiro. No entanto, não há qualquer facto que comprove esta lenda.
Porém, é certo que, no século XV, Charles, o jovem duque de Orleães, terá sido o primeiro a utilizar cartões de São Valentim. Isto porque, enquanto esteve aprisionado na Tower of London, após a batalha de Agincourt em 1945, terá enviado, por altura do São Valentim, vários poemas e bilhetes de amor à sua mulher que se encontrava em França.
Durante o século XVII sabe-se que era costume os enamorados escreverem poemas originais, ou não, em pequenos cartões que enviavam às pessoas por quem estavam apaixonados. Mas, foi a partir de 1840, na Inglaterra vitoriana, que as mensagens de São Valentim passaram a ser uniformizadas. Os cartões passaram a ser enfeitados com fitas de tecido e papel especial e continham escritos que ainda hoje nos são familiares, como é o caso de «would you be my Valentine».
Nos dias de hoje, é entre os mais novos que estas mensagens de São Valentim são mais populares, sendo uma forma de expressarem as suas paixões.
Ultimamente não tenho me permitido cozinha - ordens medicas, que me forçam a repousar em absoluto. Então pensando em pessoas que estão como eu, mas que querem fazer alguma coisinha pra não deixar a data passar em branco sugiro que façam uma reserva naquele restaurante especial ou encomendar algo gostosinho para servir num jantarzinho básico e intimo. E que poder ser regado com um dink fácil de fazer, que pode ser servido depois da sobremesa.
Segue a receita abaixo. Desejo felizes momentos românticos para todos os casais. E para os solteiros, caia na pista e se divirtam porque estar solteiro também tem lá seus previlégios!!!
HENDRICK’S ROSE
Ingredientes:
30ml de Gin Hendrick’s
25ml de Campari
30ml de suco de cramberry
Como fazer: Colocar todos os ingredientes em uma coqueteleira com gelo. Bata bem e sirva em uma charmosa xícara de chá, sem gelo.
Caros Confrades, como
estão? Espero que bem. Eu, ainda ando me recuperando de outra crise renal, mas
como sempre produzindo.
Hoje tenho a grata
satisfação de apresentar outras entrevistas interessantes para o nosso cantinho
Sabores da Tradição.
O entrevistado de hoje
é um jovem chef o qual temos muito em comum: desde a estreia muito cedo no
mundo gastronômico, passando pelo fascínio pela gastronomia, formação em
hotelaria e outras particularidades que vocês ficarão conhecendo com o texto a
seguir.
Eu acredito piamente no poder de transformação
que o mundo gastronômico pode fazer na vida de uma pessoa. E o mais
interessante é poder encontrar relatos deste fato. Ao longo de meus estudos, de
minhas pesquisas envolvendo o mundo gastronômico – sobretudo pelo
turismo/hotelaria - , é de suma importância considerar que existe sim uma
explosão midiática da atualidade no que
tange ao estudo dos alimentos e bebidas, mas o que mais
me agrada é saber que existe por trás
disso tudo a força e o interesse de jovens por uma área que até bem pouco tempo
era esquecida, pouco valorizada – principalmente quanto ás questões culturais.
Ao ler a entrevista
que segue se percebe o quão importante é a dedicação, o interesse e a doação de
uma pessoa para com a gastronomia. A diferença em estar chef é uma
responsabilidade alta, mas que só se sustenta com a virtude da criatividade, do
uso da imaginação, da atenção.
Bom, vocês agora vão
poder conhecer um pouco mais do Chef Lucas Nalesso Liberatore, responsável por
uma das mais conceituadas padarias de Fortaleza-CE. Recomendo testar a receita
que eles nos apresentou – vale á pena - , e eu, vou já pensar numa forma de conseguir uma horinha
a mais no meu dia par atentar convencer
o chef a me permitir ser um observador/aprendiz de suas suas guloseimas de açúcar
– Quem sabe eu tenho sorte!
A descontração do Chef Liberatore
Barão de Gourmandise (BG). Para os que não lhe conhecem, poderia dizer
quem é você? (apresentar-se contando sua procedência, um mini currículo e como
entro em contato com o mundo
gastronômico e suas especialidades)
Chef
Lucas Liberatone (CLL) - Sou Lucas Nalesso Liberatore, nascido em são Paulo,
tenho 27 anos, sou formado em hotelaria no SENAC de Águas de São Pedro. Hoje
moro em Fortaleza e foi mais ou menos assim que eu vim parar aqui … Quando eu
tinha 16 anos a única coisa que eu sabia da minha vida era que meu bisavô por
parte de mãe tinha sido um ótimo cozinheiro na Espanha, e que meu avô por parte
de pai era um perito em fazer macarrão, e nesse tempo eu só fazia alguns bolos
e tocava rock e gostava de sempre receber pessoas na minha casa, foi ai que
decidi fazer hotelaria pois observei que seria um curso bom para decidir o que
eu queria, pois passamos por todos os setores do hotel , foi ai bem ai que a
escolha foi feita, quando passei alguns dias na cozinha, eu tinha percebido
algo novo, alguma coisa viva diferente, era muito interessante ver a concentração
das pessoas diante de comida, ainda eu não entendia muito isso, mais fiquei
muito impressionado. Então decidi no meio da faculdade que seria isso que
queria Cozinha, mais com 18 anos logo vi que teria que correr o dobro, pois as
pessoas que faziam gastronomia tinham mais foco na cozinha do que eu. Então fui
logo atrás de estágios e meu primeiro estágio foi em Ubatuba em um hotel chamado
Costa Verde Tabatinga - muito bom lá, trabalhei de gardmanger fazia entradas e
saladas e foi nesse momento que conheci a primeira pessoa a quem agradeço muito
todos os dias da minha vida um rapaz chamado Gaston Gomez, que era Chef
patissier Argentino que era muito bom , muito concentrado e perfeccionista
,mostrou para mim que a confeitaria era um trabalho muito especial , muito
dedicado , e aprendi muita coisa com ele
e uso-as ate hoje, passei todas as ferias trabalhando nesse hotel, ficava feliz
quando chegava essa época, Então acabou a faculdade, e logo no dia seguinte já
estava empregado em um restaurante em São Paulo chamado Lorenzo Via Goumand que
ficava na rua Mario Ferraz, uma rua com vários restaurantes conceituados de São
Paulo - lá eu entrava as 7 da manha e
sai a hora que o ultimo cliente fosse
embora , era tudo a la carte. No começo fazia de tudo, lavava pratos, panelas, o
chão, ajudava sempre que necessário, e percebi que se todo dia eu fosse melhor
que o outro eu ia crescer rápido , e demorou uns 3 meses e eu já estava fazendo
as entradas, um jovem rapaz faltou e eu sabia como trabalhar no setor e pedi permissão
ao chef e foi concedido , e depois de 6 meses logo vi que o confeiteiro não
ficava ate o fim do dia e quem montava as sobremesas eram os próprios
cozinheiros. Então resolvia ficar atá o final para montar as sobremesas, e acabei conhecendo a segunda pessoa muito
especial chef Nilson Quirino trabalhou no Fasano, Gero, Parigi e La Tambouille,
ele era fera! Um cara que falava pra eu encarar que tinha jeito, que nessa profissão
tinha que ter uma coisa que e muito importante, PACIENCIA, tudo tem sua hora ,
só basta trabalhar com amor e dedicação e acreditar em você, e ai foi , sai de lá
com toda a forca do mundo passei por um flat da rede Clarion, um restaurante
que se chamava Cayenna , foi rápido mas lá eu era cozinheiro e logo fui chamado por um amigo para ir para um bistrô que era em São Paulo,
alto de pinheiros, se chamava Le Parisien, ali foi a experiência mais difícil
para mim, aonde meu crescimento foi algo muito significativo, entrei como cozinheiro e éramos em 7 na cozinha , depois de 3 meses éramos
em 3 , e eu tive que assumir, o chef dono me chamou , ele era francês e as
pessoas não aceitam algumas coisas , eu estava lá para absorver tudo que eu
podia, não me importava com broncas e puxões de orelha, era hora de aprender.
Então ele me perguntou se eu topava refazer a equipe com ele, e foi ai que eu
dei a cartada final pra entrar nesse mundo ! Aceitei com todo o prazer,
passamos ótimos momentos, serviços perfeitos. Eu tinha entendido , tinha que
ralar mesmo para chegar alguma coisa!!!Mas como mexia muito com as sobremesas e
estava sempre servindo elas, resolvi de forma insana e sem pensar 2 vezes , que
eu iria começar tudo de novo e virar confeiteiro. O telefone tocou e era de uma
confeitaria que se chamava Patisserie Douce France, eu nem imagina o que era,
aonde era e como era , e quem era o chef , eu queria a oportunidade , e marquei
a entrevista. Cheguei para a entrevista e de repente saindo de uma porta, vem
um homem alto, cabelo penteado, com a dolma branquinha , sentou-se e me olhou
nos olhos e disse : menino, eu sou bravo eu cobro muito, mas o aprendizado é
grande . Bom nem pense , na verdade nem entendi muita coisa , porque ele era francês
e o sotaque era muito forte, bom eu não sabia mais eu tinha acabado de conhece
a pessoa que me mostrou que fazer patisserie e ser um patissier era muito mais
do que todo mundo imagina... Chef Fabrice Lenud, ele finalizou a entrevista
pedindo pra eu chegar para trabalhar as 4 da manha . Cheguei era auxiliar de
confeitaria, fazia o básico, o chef era muito rígido, e todos o respeitavam
muito, a hierarquia era respeitada religiosamente, na cozinha o chef chegada
bem cedo juntos com os funcionários, só se ouvia o barulho dos tamancos
correndo, sim chef e não chef, e todos os dias a musica ambiente eram as Óperas.
A concentração era grande em 5 anos que passei por la , passei por muitos
momentos de aprendizado, o respeito por tudo dentro e fora da cozinha, a força
de vontade, a garra, nunca desisti, e o mais importante é que o detalhe faz a
diferença. Conquistei em 1 ano minha promoção fui para confeiteiro, aproveitava
todas as oportunidades, sempre muito dedicado, foi ai que conheci a pessoa mais
importante da minha vida , ele era o sub chef , hoje dono de uma pâtisserie
Tartellier o chef Thiago Emidio, éramos uma dupla , sempre um apoiando o outro
, era muito complicado os horários , os trabalhos , os eventos, parecia uma outra
vida, abdicamos de nossas vidas por uma profissão e não por um trabalho, era
muito intenso, queria mais, passados 3 anos subi ate virar o sub chef , nesse
meio tempo eu e o Thiago conhecemos Carlos e Marcio Petrone, eles fizeram uma
proposta pra o Thiago e ele veio parar aqui em Fortaleza , após 1 mês Thiago me
ligou e estava saindo da Douce France , pois queria mais , ai ele me fez o
convite de vir para Fortaleza e eu topei !! Chegando aqui conheci uma família
maravilhosa que me deu e me da todo o suporte para tudo que eu preciso a família
Petrone, proprietária da padaria Monte Carlo.
A presença importante da família e dos amigos
BG. Atualmente, como pesquisador
de cultura gastronômica – principalmente no seu impacto para atividade
turística, eu tenho percebido um crescimento no interesse de estudiosos e mesmo
da população na gastronomia. Você também percebe este desenvolvimento na sua
prática? Revele para nós o que mais te encanta na gastronomia, e de que forma
este encantamento tem domínio sobre você?
CLL- Antigamente e não
falo de muitos anos atrás, era muito difícil de ver o que acontecia do outro
lado do balcão, e agora com as redes sociais e também a televisão vem trazendo
esse mundo de dentro das cozinhas, mostrando como a grande alquimia da cozinha
funciona, farinha, água, sal, manteiga, ingredientes que em uma combinação
exata se transformam em coisas maravilhosas e com isso começa a existir um
interesse por parte de muitas pessoas, e realmente esse é o grande fascínio da gastronomia,
essa química, isso é apaixonante , viciante , separar uma receita , misturar ,
bater , cozinhar , esfriar , gelificar , isso é prazeroso demais , é bonito
demais .ainda mais com o aumento de novos ingredientes sendo descobertos , o
uso diferenciado deles no mundo gastronômico, isso é fruto de muita pesquisa de
gente muito determinada e interessada , novos tipos de técnicas cada dia se
descobre e se redescobre alguma coisa nova .E é isso que as pessoas começam a
querer buscar , porque hoje mais do que nunca todos estão querendo sempre receber amigos e
familiares em casa ,alguma confraternização, festa e nessa nova fase , todos querem cozinhar na
sua própria cozinha e não pedir comida pronta, e para isso é necessário
conhecimento e treino , por isso o interesse tão grande nesse mundo !!!
BG. Consideremos o fato de que a
questão cultural pode influenciar diretamente o consumo de gastronomia numa
sociedade. Levando isso em conta como você definiria a realidade gastronômica de Fortaleza hoje ?
CLL- Fortaleza hoje tem
uma realidade gastronômica bem interessante, onde as pessoas estão tendo
contato com produtos diferentes e técnicas de chefs que estão chegando de todos
os lados, e isso é muito boa para todos nós, a gastronomia regional vem sendo
temperada com toques diferenciados de técnicas francesas, ou até cocções
inovadoras. Hoje vemos a nossa tradicional carne de sol sendo preparada de
diversas maneiras, os nossos peixes, as nossas frutas. A vinda de chef diferentes
para Fortaleza, juntamente com os chef locais que conhecem muito bem o terreno,
criou uma cena muito boa para a cidade, ainda mais em tempos de que vamos
receber grandes eventos, e precisamos estar preparados para servir com maestria,
e mostrar a cara de Fortaleza , mostra que a cidade tem uma gastronomia impar .
BG. Você desenvolve um trabalho
primoroso numa das melhores padarias de Fortaleza. As padarias se desenvolveram
muito ao longo dos tempos, deixaram de ser lugares simples onde se vendia
apenas pão e leite para se tornar vitrines de guloseimas onde se pode encontrar
de um tudo. Diga-me, o fator
criatividade é importante no seu trabalho? Você consegue identificar o novo
papel de uma padaria na sociedade? O que a Padaria Monte Carlo representa pra
você? É importante dominar técnicas especializadas para atrais o consumo?
CLL- As pessoas hoje em
dia, estão cada vez mais sem tempo e estão sempre querendo compactar as tarefas
diárias, para poder aproveitar mais a parte familiar ou ate programas sociais e
com isso as padarias vêm trazendo esse conforto, aonde cada vez mais o produto
tem que ter excelência, a gama de produtos é enorme, então o uso de diferentes técnicas
é de prima importância.
Como venho de uma pâtisserie a mudança de
estilo de trabalho é bem complicado, venho aplicando procedimentos que trago
dessa área, por isso que a Monte Carlo esta marcando minha vida, pois agora
posso aplicar meu conhecimento em um empreendimento macro, e está dando certo
até porque é um trabalho que envolvem
muitas pessoas que trabalham com muita seriedade, pessoas de caráter, como o
caso da família que é dona do empreendimento , pessoas que se estudam o que
fazem , cada dia querendo fazer o melhor , e por isso os treinamentos são mais
constantes do que nunca, sempre visando estar na frente.
As Tartes de Morango que o Chef produz na Monte Carlo
BG. Gastronomia é entrega. A visão glamorosa do chef de cozinha que a
maioria das pessoas tem acaba sendo diferente de uma realidade onde o trabalho
e a dedicação a ele é a mola mestre de um grande chef. Considerando isso, conte
um pouco sobre a sua rotina, seu processo de trabalho.
CLL- Realmente a visão que
todos tem de ser um chef de cozinha é bem errônea, a rotina até se tornar um
profissional capaz é bem penosa, e requisita muita abdicação , não passo um
natal com a minha família desde os 17 anos. Hoje acordo as 5 e meia já pensando
no que vou fazer, como vou começar, chego as 7 no trabalho, temos uma reunião de 5
minutos, aonde tudo o que aconteceu no dia passado ou o que vai acontecer é
colocado em pauta ,em seguida faço as listas de produções onde cada praça tem a
sua, no desenrolar do dia são feitas diversas atividades, como acompanhamentos,
teste de receitas, produção, reuniões, treinamentos, o dia acaba geralmente as
5 ou as 6, mas em datas festivas, chego a trabalhar 48 horas e até mesmo depois
de um dia normal, quando chega em casa não para, a gastronomia mental continua
.
BG. Nos últimos anos temos visto
os grandes chefes internacionais transformando ingredientes genuinamente
brasileiros em obras de arte da gastronomia. De fato nosso país continental
possui uma diversidade de produtos que permite a criação de devaneios
culinários. Mesmo assim, o Brasil ainda precisa explorar mais os ingredientes
especiais e exóticos que tem para mostrar uma gastronomia mais brasileira. Diga-me,
você desenvolve receitas com produtos regionalistas? Tem uma preocupação
cultural com o seu trabalho, no sentido de dar características locais a sua
produção? (se sim, de exemplos do que você utiliza e o resultado disso)
CLL- Certamente que é
muito importante o conhecimento sobre produtos regionais, até porque com o uso
de técnicas diferentes podemos criar situações diferentes, eu no meu dia-a-dia,
faço o macarron de tapioca, aonde tem a mistura da técnica francesa com o
produto brasileiro criando uma mistura muito interessante, também colocamos em
linha bolos de batata doce, macaxeira, rapadura, coisas nossas. Fazendo assim
as pessoas darem mais valor aos produtos da região.
BG. No século XIX, Antoine Caréme
foi o grande mestre da confeitaria e o preferido de todos os Reis Europeus. Ele
ornamentava os seus banquetes com fantásticas obras de arquitetura em pasta de
açúcar. Editou em 1815 o livro “Le Pâtissier Royal Parisien”. Em 1894, Ernest
Schulbe mostrou os seus trabalhos de flores em açúcar em Londres. Editou também
um livro “Advanced Piping and Modelling” com receitas e utensílios, muitos
feitos em osso, mas em tudo semelhantes aos utilizados nos dias de hoje, para
modelar e marcar flores. A evolução da confeitaria sempre trouxe maravilhas em
produtos e utensílios para a cozinha. Considerando que eu sempre vejo algumas postagens
suas no facebook, ou quando vou á Monte Carllo para comer alguma coisinha, vejo
sempre muitos doces – porque eu sou formiga. Assim, eu gostaria de saber qual a
importância dessa inovação na confecção de sua confeitaria? Você faz estudos
para saber o que a clientela acha do que você produz? Você consegue identificar
um possível refinamento no paladar de
seus consumidores – e como voce lida com isso?
CLL- Antoine Caréme foi
realmente um marco na história, o chef dos reis, todos os queriam, pois ele era
diferente, ele fazia diferença, ele fazia despertar nas pessoas um sentimento
que elas nunca tinham sentido por comida, todos tinham prazer de comer, mas
quando Careme fazia era diferente, era uma surpresa atrás da outra, além de ser
o chef que colocou a massa folhada no patamar dela, e é isso que eu tento
trazer dele para mim, fazer sempre de um modo que seja diferente, utilizando técnicas
minimalistas, com o detalhe sendo o diferencial, muitas cores, texturas, cada
parte do procedimento muito bem executado para que o resultado final seja
perfeito, utilizando sempre materiais novos, para se aplicar de maneiras
diferentes. Sempre que um cliente me para na loja para conversar ele sempre me
fala que o detalhe dos doces é muito bem feito, cada gotinha de merengue, cada
pedacinho de fruta, as tartes sempre bem feitas, os croisants bem douradinhos,
que parece que tem muito carinho na vitrine e realmente tem é uma entrega total
para desenvolver sempre o que há de melhor.
BG. Desde o
Séc. XX bolos decorados começaram a ser cada vez mais acessíveis nas padarias e
confeitarias do mundo inteiro. Contudo ainda existe um preconceito que recai sobre
“o bolo de padaria”. Como você analisaria essa questão?
CLL- O bolo de padaria
acabou sendo esquecido por conta das inovações e da procura de doces mais
refinados. Mas não podemos nos esquecer desta maneira de um produto por muito
tempo e até hoje é muito procurado. O que nos estamos fazendo é trazer de volta
o bolo de padaria, só que com um conceito diferente, um bolo mais estruturado,
com menos glace ou cobertura exagerada e com mais sabor. Pois esse é o preconceito
com bolo de padaria, um bolo cheio de coisa e sem sabor marcante, apenas doce,
muito doce. Entáo fez com que as pessoas procurassem produtos mais focados .
BG. Diz o ditado: “Casa de ferreiro, espeto de pau”. Você costuma
preparar algo em casa, ou é do tipo que não quer nem saber de cozinha quando
chega do trabalho? O que você não gosta de preparar e por quê?
CLL- No meu caso esse
ditado não se encaixa (risos). Sou casado com uma mulher maravilhosa e todos os
dias tenho o prazer de preparar nossa janta. Além de ser um momento em que
ficamos juntos. Gosto muito de preparar comidas diferentes, comida árabe,
comida mexicana, tradicional italiana e não tem nada que eu não goste de
preparar. Pois cada dia faço testes com produtos e ingredientes que nunca usei,
tento sempre fazer algo diferente todo dia, até para não ficar na mesmice. Além
de receber amigos em casa e preparar jantares, realmente não saio da cozinha .
BG. Considerando seu trabalho e sua memória
gustativa, diga-nos qual o sabor da sua tradição. (descrever aqui um ou mais
pratos que sempre estão presentes na sua vida – e que tem um valor sentimental
ao ponto de já ter virado uma tradição na sua mesa)
CLL- Como sou metade de família
italiana e metade de família espanhola, as nossas mesas sempre foram regadas de
muita comida boa e bebidas espetaculares, mas tenho 2 pratos que sempre me
acompanham em todos os lugares , bom por parte de familia italiana , todos os
domingos íamos na casa de meu avo Cezar Liberatore , pai do meu pai, e lá chegávamos
cedo e lá estava ele preparando o macarrão do modo tradicional italiano, o sótão
improvisado parecia um laboratório do vovô, o molho apurando, desde as 6 da
manha, o pão italiano fermentando pronto para entra no forno e logo virar dúzias
de bruschettas, quando a mesa estava posta parecia sempre a santa ceia , comida
farta, mas levo comigo a tradicional bruschetta, um bom pão e um recheio
simples e bem feito . Já por parte de mãe, parte que cozinha muito bem, tenho
um prato que toda vez que volto a São Paulo minha mãe tem que fazer (risos), o
famoso puchero , é realmente incrível como posso sentir o gosto, e lembrar cada
tempero que minha mama religiosamente coloca no prato, uma explosão de sabores
- e comida de mãe não tem jeito é realmente imbatível.
BG. A gastronomia sempre precisa
de dois elementos básicos para funcionar: uma pessoa que prepare uma refeição e
outra que a deguste. Soma-se à isso ingredientes, técnicas, utensílios e outras
coisas para o desenvolvimento da produção culinária. Sabendo disso, para quem e
o que você gostaria de fazer uma preparação ( qual o formato e qual a ocasião)?
CLL- Bom depois de tanto
tempo longe de casa e de passar todas as datas festivas longe deles, o meu
grande sonho era fazer uma grande ceia de natal, para toda a minha família,
gostaria de servir as pessoas que me serviram a vida toda, as pessoas que
sempre batalharam para eu ter estudo e me moldaram para uma sociedade aonde ser
educado é primordial e não custa nada, seria um grande momento, pois hoje em
dia cozinho para todos os tipos de pessoas e todos os tipos de eventos. Lógico
que é muito prazeroso, mas para minha família teria um gosto especial, um sabor
de missão cumprida, ver todos eles felizes na mesa, comendo o que eu faço de
melhor. Tudo isso misturado com muito amor de verdade, seria um grande
momento...
BG. Aperitivo: (cite aqui
qualquer informação adicional que você deseja incluir na entrevista)
CLL- Gostaria para finalizar deixar uma mensagem para aqueles
que pensam em entrar nesse mundo gastronômico. Primeiramente tenha muita
humildade, pois com ela todos nos vamos longe, realmente abre portas. Muita
vontade de trabalhar e de aprender. Pois o aprendizado é muito grande, mas
precisa correr atrás, tenha justa dedicação em tudo que faça, pois sempre vai
fazer a diferença, nunca espere as coisas caírem em cima do seu colo, em uma
cozinha as coisas acontecem de maneira muito rápida então esteja sempre focado,
concentrado e não pensando em festa, ou ate em coisas que não tenham a ver com
o ambiente de trabalho .Cozinha é para que quer uma profissão e não um emprego,
tem que ser feito com amor, pois se não a mascara cai , então muito amor ,
paixão e dedicação .
CLL-. MEU SABOR DA TRADIÇAO
Trio de Bruscchettas
3 fatias de pão italiano da largura de 1 dedo
1 dente de alho
Azeite de oliva
100gr gorgonzola
30gr parmesão
3 cogumelos shitake
1 tomate
1 mozzarella de búfala
Manjericão
Tomilho
cebolinha
Sal e pimenta moídos na hora
Preparo: Ligar o forno a 180 graus, passar o
dente de alho nos paes e um pouco de azeite , colocar no forno em uma
assadeira por 5 min , reserve . para o
recheio de queijo , quebre o gorgonzola e misture com o tomilho e um pouco de
azeite, coloque em cima da fatia de pão e reserve , para o recheio de shitake
,fatie os cogumelos em fatias fina , em uma frigideira bem quente passe um fio
de azeite e coloque as fatias de shitake , um pouco de sal e cebolinha ,
desligue assim que o shitake amolecer , coloque em cima do pão e reserve , para
o recheio de tomates , corte o tomate em 4 , tire as sementes , corte em
cubinhos pequenos , misture com os cubinhos de mozzarella de búfala , algumas
folhas de manjericão , um fio de azeite
e pronto , coloque em cima da fatia de pão , coloque todas no forno por mais 5 min
, agora esta prontinho para servir , espero que gostem , e que possam lembrar
das melhores épocas de suas vidas , comendo boa comida !
Confrades queridos
espero que vocês estejam bem. Eu estou me cuidando de uma virose cruel e do meu
probleminha renal.
Nas ultimas duas
semanas fui forçado a ficar em casa me resguardando e neste meio tempo, sem
coragem para cozinhar, fiquei beliscando umas coisinhas aqui e ali – e uma
delas me fez vir aqui escrever o posto de hoje.
Eu adoro Doritos
(vocês gostam?) e esta semana tive a oportunidade de provar uma edição
especial, que foi relançada por aqui: o Doritos Cool Ranch – de pacote
azulzinho. Eu até gostei, mas, confesso que o molho ranch, iguaria que supostamente faz a diferença no sabor do
petisco, é mais gostoso como molho mesmo.
Molho Ranch
Daí resolvi postar a receitinha deste
molho que caibem com snac e comidinhas rápidas – e fica uma
delicia para acompanha além das fritas, aquela saladinha sem graça que você
geralmente comodurante a semana no
almoço, por pura preguiça de fazer algo diferente.
Os molhos surgiram há
muito tempo (mas tanto tempo mesmo que fica até difícil dizer onde e quando
surgiram primeiro). Mas de acordo com alguns estudiosos, inicialmente, os
molhos serviam para conservar alimentos: chineses e indianos da antiguidade já
sabiam que algumas infusões de ervas com água ou vinhos conservavam caças e
peixes, além de funcionarem como um excelente tempero.
Sabe-se que somente
em meados de 500/400 a.C. os molhos viraram temas dos com tratados culinários.
Na Roma antiga, por exemplo, existiu o mais famoso molho da antiguidade, o garum – feito com vísceras de peixes e sangue
um molho de luxo feito à base de sal e ervas aromáticas; que ainda levava na
sua composição sangue, vísceras e outras partes do atum e da cavala, misturados
com peixes pequenos, crustáceos e moluscos esmagados; tudo era misturado
deixado em salmoura e ao sol durante dois meses ou então esquentado no fogo
para ser guardado em ânforas, quando não utilizado.
Um episódio ocorrido
também na época clássica conta um causo que chega a ser hilário, envolvendo
molho. Dizem que àquela época um certo cozinheiro grego, chamado Sicanus
Lebdacus, estava sob ameaça de morte caso não resolvesse o drama do mau cheiro
de seus assados. Para se salvar, mergulhou um carneiro sem vísceras e sem pele
numa mistura de plantas e álcool de uvas. Foi um verdadeiro sucesso. Ele não só
salvou a sua vida como acabou inventando o molho. Com o tempo ele foi evoluindo
e se tornando cada vez mais importante. Hoje em dia fica impossível imaginar
alguns pratos sem o complemento de um bom molho.
Da antiguidade até os
tempos de hoje, muita coisa mudou inclusive os molhos. A gastronomia encontrou
formas de deixar tudo mais delicado, mais
gostoso – para a nossa alegria. E graças as técnicas de conservação e
refrigeração hoje não precisamos usar
molhos para disfarçar o cheiro de comidas estragadas – como os
antigos faziam.
O Molho Ranch
Molho Ranch é um
condimento feito a partir de combinação de manteiga, maionese, sal, alho,
cebola, ervas (comumente cebolinha, salsa e endro) e especiarias (comumente
pimenta e semente de mostarda), misturado com Creme de leite, maionese e
iogurte.
É um molho
relativamente novo, desenvolvido nos Estados Unidos onde se tornou o molho
best-seller para saladas naquele país desde 1992. É também muito popular para
se mergulhar qualquer tipo de salgadinho ou petisco, para dar um tantinho a
mais de sabor.
O que se sabe do seu
surgimento é que em 1954, Steve e Gayle Henson abriram o Hidden Valley Ranch,
um rancho perto de Santa Barbara, Califórnia . Lá eles serviam aos hóspedes
este molinho que tinham desenvolvido.
O
condimento ficou tão popular que eles começaram a vender garrafas de molho para
sua clientela levar para casa. O negócio
foi tão lucrativo que acabaram abrindo uma fábrica para vender o condimento que
deveria ser misturado com maionese e manteiga. Em 1972, a marca do molho Hidden
Valley Ranch foi comprada pela Clorox
por US $ 8 milhões. Clorox reformulou o
molho várias vezes para tentar torná-lo mais conveniente as necessidades de
conservação que encontramos hoje [nas garrafinhas que nem precisam ser refrigeradas]
. Atualmente a Clorox subsidiária da marca Hidden Valley Ranch Manufacturing
LLC produz não só o molho ranch engarrafado, mas outros tipos de molho e duas grandes fábricas, em Reno, Nevada e
Wheeling, Illinois .
Durante os anos 1980,
tornou-se também o molho rancho tornou-se ainda mais conhecido no mundo quando
se tornou um dos sabores do Doritos.
Molho Ranch é
perfeito para acompanhar bastonetes de legumes, como brócolis e cenoura, bem
como para batatas fritas e iscas de frango assado. Qualquer alimento frito fica
ainda melhor com molho ranch.
Molho
Ranch I
Ingredientes
Adicionar legenda
1 xícara (chá) de maionese (pode usar light!)
1/2 xícara (chá) de creme azedo
1/2 colher (chá) de cebolinha desidratada
1/2 colher (chá) de salsinha desidratada
1/2 colher (chá) de dill
1/4 colher (chá) de alho em pó
1/4 colher (chá) de cebola em pó
1/8 colher (chá) de sal
1/8 colher (chá) de pimenta moída
Preparo: Em uma tigela
misture a maionese, o creme azedo, cebolinha, salsinha, dill, alho em pó,
cebola em pó, sal e pimenta. Tampe a tigela e refrigere por 30 minutos antes de
usar. Obs: Nos EUA o `creme azedo` é chamado de sour cream e tem preparo fácil: .
Coloque em um copo uma colher de sopa de suco
de limão (ou vinagre branco) e 250 ml de leite. Deixe descansar por 10 minutos
antes de utilizar.
Molho
ranch II
1 xícara de maionese
1/2 xícara de creme de leite
1/2 colher de chá de cebolinha desidratada
1/2 colher de chá de salsa desidratada
1/2 colher de chá de endro
1/4 colher de chá de alho em pó
1/4 colher de chá de cebola em pó
Sal e pimenta do reino à gosto
Preparo: misture todos os ingredientes, cubra
e leve à geladeira por 30 minutos antes de servir.
Amanhã é dia das
mães... Beijo pra minha mãe – e para todas as mães do mundo. Obrigado pela paciência,
pelos ensinamentos, por tudo. Para este dia não passar em branco, sei que tem gente
que sempre resolve fazer uma receitinha pra impressionar e agradar sua mamãe –
na comemoração pelo seu dia. Então abaixo segue uma receita facílima e que traz
ótimos sorrisos como agradecimento.
No entanto, que tal
se informar um pouquinho sobre como esta comemoração começou?
Alma Parens (Alma Mater), por William Adolphe Bouguereau
O Dia das mães começo assim...
Eu não me canso de
falar que as civilizações antigas ainda nos servem de inspiração, e vem delas muita
das coisas que utilizamos atá os dias de hoje. Não pro acaso, as comemorações
do dia das mães começaram na Grécia antiga, na época em que os deuses ainda
reinavam sobre a terra...
As mais antigas
celebrações do Dia da Mãe remontam às comemorações primaveris da Grécia Antiga,
em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas
comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos,
e as cerimônias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do
nascimento de Cristo.
Reia/Cibele
Durante o século
XVII, a Inglaterra celebrava no 4º Domingo de Quaresma (40 dias antes da
Páscoa) um dia chamado “Domingo da Mãe”, que pretendia homenagear todas as mães
inglesas. Neste período, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe
de casa e vivia com os patrões. No Domingo da Mãe, os servos tinham um dia de
folga e eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe.
À medida que o
Cristianismo se espalhou pela Europa passou a homenagear-se a “Igreja Mãe” – a
força espiritual que lhes dava vida e os protegia do mal. Ao longo dos tempos a
festa da Igreja foi-se confundindo com a celebração do Domingo da Mãe. As
pessoas começaram a homenagear tanto as suas mães como a Igreja.
Nos Estados Unidos, a
comemoração de um dia dedicado às mães foi sugerida pela primeira vez em 1872
por Julia Ward Howe e algumas apoiantes, que se uniram contra a crueldade da guerra
e lutavam, principalmente, por um dia dedicado à paz.
Julia Ward Howe
A maioria das fontes
é unânime acerca da ideia da criação de um Dia da Mãe. A ideia partiu de Anna Maria Jarvis, que em 1904, quando a sua mãe morreu, chamou a atenção na igreja de
Grafton para um dia especialmente dedicado a todas as mães. Três anos depois, a
10 de Maio de 1907, foi celebrado o primeiro Dia da Mãe, na igreja de Grafton,
reunindo praticamente família e amigos. Nessa ocasião, a sra. Jarvis enviou
para a igreja 500 cravos brancos, que deviam ser usados por todos, e que
simbolizavam as virtudes da maternidade. Ao longo dos anos enviou mais de
10.000 cravos para a igreja de Grafton – vermelhos para as mães ainda vivas e
brancos para as já desaparecidas – e que são hoje considerados mundialmente com
símbolos de pureza, força e resistência das mães.
Anna Jarvis
Segundo Anna Jarvis
seria objetivo deste dia tomarmos novas medidas para um pensamento mais ativo
sobre as nossas mães. Através de palavras, presentes, atos de afeto e de todas
as maneiras possíveis deveríamos proporcionar-lhe prazer e trazer felicidade ao
seu coração todos os dias, mantendo sempre na lembrança o Dia da Mãe.
Face à aceitação
geral, a sra. Jarvis e os seus apoiantes começaram a escrever a pessoas
influentes, como ministros, homens de negócios e políticos com o intuito de
estabelecer um Dia da Mãe a nível nacional, o que daria às mães o justo
estatuto de suporte da família e da nação.
Abaixo uma carta de Anna Jarvis em comemoração ao Dia das Mães (Fonte: West Virginia Division of Culture and History. Copyright 2013.)
A campanha foi de tal
forma bem sucedida que em 1911 era celebrado em praticamente todos os estados.
Em 1914, o Presidente Woodrow Wilson declarou oficialmente e a nível nacional o
2º Domingo de Maio como o Dia da Mãe.
Hoje em dia, muitos
de nós celebram o Dia da Mãe com pouco conhecimento de como tudo começou. No
entanto, podemos identificar-nos com o respeito, o amor e a honra demonstrados
por Anna Jarvis anos atrás.
Apesar de ter passado
quase um século, o amor que foi oficialmente reconhecido em 1907 é o mesmo amor
que é celebrado hoje e, à nossa maneira, podemos fazer deste um dia muito
especial.
E é o que fazem
praticamente todos os países, apesar de cada um escolher diferentes datas ao
longo do ano para homenagear aquela que nos põe no mundo.
Em Portugal, até há
alguns anos atrás, o dia da mãe era comemorado a 8 de Dezembro, mas atualmente
o Dia da Mãe é no 1º Domingo de Maio, em homenagem a Maria, Mãe de Cristo
No Brasil a introdução desta data se deu no Rio Grande do Sul, em 12 de maio de 1918, por iniciativa de EULA K. LONG, em São Paulo, a
primeira comemoração se deu em 1921. A
oficialização se deu por decreto no Governo Provisório de Getúlio Vargas, que
em 5 de maio de 1932, assinou o decreto nº 21.366.
Em 1947, a data foi
incluída no calendário oficial da Igreja Católica por determinação do Cardeal
Arcebispo do Rio, Dom Jaime de Barros Câmara.
Torta
de nozes
1 xícara de nozes moídas
1 1/2 xícara de açúcar
1/2 xícara da manteiga
1/2 xícara de leite
2 colheres (sopa) de chocolate em pó
1 colher (sopa) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de sal
4 ovos
1 1/4 de xícara de farinha de trigo
Recheio
12 gemas
20 colheres (sopa) de açúcar
150g de ameixas pretas sem caroço
150g
de passas de uva
Preparo: Misture o açúcar com manteiga, adicione
as gemas, o leite, as nozes, o sal e o chocolate em pó e misture. Acrescente,
aos poucos, a farinha de trigo peneirada com o fermento em pó. Bata as claras
em neve até que fiquem firmes. Junte à massa, misturando delicadamente. Ponha a
massa em uma fôrma redonda untada. Leve ao forno pré-aquecido, em temperatura
média. Para o recheio, leve o açúcar ao fogo com água até formar uma calda
em ponto de fio. Retire do fogo, junte as gemas peneiradas, misture e volte ao
fogo, mexendo até engrossar. Adicione as ameixas e as passas. Utilize como
recheio e cobertura.
Sei que alguns
confrades podem estar se perguntando o que tem acontecido comigo para
justificar as poucas publicações no blog recentemente. De fato, muita coisa
aconteceu, mas o que importa é que, entre um obstáculo e outro, estou aqui
novamente trazendo mais uma delícia gastronômica.
Desta vez para dar
uma sugestão encantadora para aqueles que estão procurando algo atraente e
delicioso para homenagear sua mamãe no dia dela, neste feriado de maio que se
aproxima. De antemão, acredito que vai ter gente reclamando da receita, porque
hoje em dia as pessoas querem se deleitar com algo diferente mas, não querem
ter trabalho.
E mesmo com a
praticidade globalizada do mundo que envolve as padarias e confeitarias de
hoje, raramente se encontra algo que realmente impressione o paladar – é tudo a
mesma coisa, com o mesmo gosto... E eu acho inteiramente prazeroso uma aventura
na cozinha, enquanto as pessoas fogem dela, como o diabo foge da cruz, e lotam
as padarias de encomendas – e isso, no fim das contas, faz com que a grande
maioria coma aquele velho “bolo de padaria”. ( Não estou aqui reclamando das
padarias/confeitarias, acho até que isso é uma solução rápida e prática para os
que não se preparam pra certas ocasiões. O problema é que com esta facilitação
as pessoas não estão dispostas a fazer um prato com todo o carinho que a época
merece...)
Por este motivo hoje
eu vim dar uma de minhas contribuições para aqueles aventureiros audaciosos, de
uma forma ou de outra, já estão querendo impressionar com uma surpresinha culinária.
E para tanto fui me inspirar num costume de um império que me deslumbra até
hoje.
A minha ligação com o
Império Austro-Húngaro é quase inexplicável. Admiro muitas coisas daquele
tempo; personagens ilustres que me remetem a histórias incríveis; os clássicos
cafés de Viena; uma cultura cheia de música, banhada pelo Danúbio, elegante e
requintada que espalhou pelo mundo, dentre as realezas, muitos de seus nobres –
inclusive pelo Brasil.
Eu poderia ficar
horas divagando essa minha admiração, sobretudo por Viena, Áustria, mas quero
ser sucinto, tentando achar um vetor que possa simplificar toda esta admiração.
E eu encontrei o que procurava em hábito daquele povo que perdura até os dias
atuais.
Dentre os muitos
costumes austro-húngaros relatados por muitos historiadores, um deles me
encanta muitíssimo, por motivo obvio: eu sou formiga! (Vocês que me acompanham
já sabem bem disso)... Mas como eu ia dizendo, eu repito, dentre os costumes
austro-húngaros existe um (talvez o meu
preferido) que trata da importância de
oferecer doces às visitas, como um gesto carinhoso de boas-vindas e “Volte
sempre”.
O que me deixa mais
excitado é que a confeitaria austro-húngara é considerada como uma das mais
refinadas do mundo. Tanto que muito dos doces franceses são construídos em cima
de técnicas e de receitas austríacas. E existem muitas referencias históricas
ao Império dos Habsburgos que estão associadas à tradição da confeiteira – como
a criação da Dobostorte, que foi primeiramente ofertada ao imperador Francisco José
I e à imperatriz Elisabete (“Sissi”), e que depois viajou por toda a Europa e
hoje é motivo de festa na Hungria – ela faz meus olhos brilharem como diamantes
e minha barriguinha agradece.
Sissi, Imperatriz.
Dobosh ou Dobos Torte
foi introduzido pela primeira vez na Exposição Geral Nacional de Budapeste, em
1885, e o imperador Franz Joseph I e sua Imperatriz Elisabeth foram os
primeiros a se deliciarem com seu gosto. A torta logo se tornou popular em toda
a Europa, porque era diferente de todas as outras. Era simples e elegante e com
multicamadas. Um outro segredo era o seu recheio, feito com base num creme de
manteiga com chocolate que era pouco conhecido naquela época – àquele tempo os
recheios de bolos e as coberturas eram feitos geralmente com creme de
pasteleiro ou chantilly. O creme de manteiga e chocolate e a massa do bolo
foram ambos inventados por Jozsef C. Dobos.
O criador - József C. Dobos (1847–1924)
A criatura - Dobostorte (versão mdoerna)
Dobos viajou pela
Europa e introduziu a torta por onde quer que fosse. Por um longo tempo ele
manteve a receita confidencial, até 1906 quando se aposentou e deu a receita
original para o Budapest Confectioners' and Gingerbread Makers', Chamber of
Industry (Conselho de fabricantes de Gingerbread e Confeiteiros de Budapeste,
na câmara da indústria de Budapeste), com a recomendação de que qualquer membro
daquela associação estaria livre para usá-lo. Dobos Torte é conhecido em todo o
mundo e há mais de uma centena de variações da receita. É uma torta comumente
encontrada em hotéis de luxo, restaurantes e confeitarias luxuosas pelo mundo. (Outra famosa sobremesa húngara criada na mesma época é o Rigo Jancsi, com características
particulares, já publiquei sobre ele Clique aqui para ler.
A receita original para Dobos Torta
Dobos cake at Gerbeaud Confectionery Budapest, Hungary. Photo by Bruce Tuten
Ao confeiteiro e
escritor erudito József C. Dobos (1847-1924) – credita-se a invenção do
primeiro bolo com creme de manteiga (1885) onde durante uma exposição em
Budapeste. Seu objetivo principal na criação d Dobostorte era projetar um bolo
que poderia ter uma vida útil mais longa do que os bolos normais, naqueles
tempos, refrigeração ou quaisquer técnicas de arrefecimento eram em sua maioria
estrangeiras e ainda caras- ou raras; Assim, o caramelo, que é uma parte
integrante do bolo, foi introduzido na receita com o único propósito de impedir
que o alimento secasse.
A receita
original de József C. Dobos está escrita em húngaro e segue abaixo:
„1 db. 22 cm átmérőjű
tortához kell 6 db piskótalap. Receptje: 6 tojássárgáját jól kikeverünk 3 lat
(5 dkg) porcukorral, 6 db tojásfehérjét felverünk habnak, jó keményre, 3 lat (5
dkg) porcukorral, utána összekeverjük a kikevert sárgáját, 6 lat (10 dkg)
liszttel és 2 lat (3 és fél dkg) olvasztott vajjal. Egy tortához szükséges krém
összeállítása: 4 db egész tojás, 12 lat porcukor (20 dkg) 14 lat (23 és fél
dkg) teavaj, 2 lat szilárd kakaómassza (3 és fél dkg), 1 lat vaniliáscukor (1,7
dkg) 2 lat kakaóvaj (3 és fél dkg), 1 tábla csokoládé (20 dkg). A fenti 4
tojást, 12 lat porcukrot gázon felverünk és ha meleg, addig keverjük a gázról
levéve, amíg ki nem hűl. 14 lat vajat jól kikeverünk, 1 lat vaniliáscukrot
teszünk bele, 2 lat olvasztott kakaóval és 2 lat olvasztott kakaóvajjal
összekeverjük, a 12 lat felmelegített puha állapotában levő táblacsokoládét is.
Ezután a hideg tojásos masszával összeöntjük és jó átkeverés után 5 lapot
összetöltünk, a hatodikat áthúzzuk dobos cukorral és 20 részre vágjuk ” – Dobos C. József: A Dobostorta receptje
A dobostorte foi umas
das sobremesas da moda no século XIX. Sabe- se que o Sr. Dobos aprendeu o
oficio de confeiteiro com o pai, dono de uma famosa loja em Budapeste,
especializada em alimentos gourmet (empreendimento que , por sinal, ganhou a
confiança dos clientes luxuosos com seus cuidados no transporte de alimentos. A
loja rotineiramente se caracterizava pela variedade de produtos finos, como ter
por exemplo mais de 60 tipo de queijos importados, assim como vinhos
estrangeiros, pães, etc. O perfil elevado do empreendimento, continuou quando Dobos
herdou o mesmo do pai, muitas vezes o levou à exposições internacionais de
alimentos, de modo que ele se tornou, por sua vez, o que nós consideramos hoje
em dia como um chef celebridade/ empresário de alimentos.
Numa dessas
exposições, com uma criação inovadora, Dobos resolveu dar seu próprio nome para
batizar uma torta elegante, onde um creme de manteiga com chocolate fez toda a
diferença - num momento em que a maioria dos bolos recebia glacês de chantilty
ou cremes cozidos, ou ainda uma mistura de cremes.
Sabe-se ainda que
Dobos trouxe a receita do creme de manteiga com ele a partir de uma de suas
muitas viagens exploratórias - neste caso, uma viagem pela França - e, pouco
depois introduziu o bolo na Exposição Geral Nacional de Budapeste, em 1885, como
dos produtos diletos de sua loja. Devido a toda essa publicidade (por isso se
tornou um favorito do Imperador e Imperatriz da Áustria-Hungria), pessoas em
cidades de toda a Europa começaram a pedir a torta, mas se recusou a Dobos
licenciar a receita.
Café Gerbeaud em Budapeste, um dos melhores melhroes confeitarias e casas de café da Europa.
Em vez disso. Dobos
desenvolveu um recipiente especial para que ela pudesse ser seguramente
transportada, e "o bolo com a receita secreta" logo começou a
aparecer em todas as grandes capitais europeias.
Na verdade, na
verdade Dobos excursionou com o bolo, pessoalmente, introduzindo-o em cidade
após cidade, até o momento em que resolveu doar a recita e fazer com que ela se
espalhasse ainda mais pelo mundo.
A torta em si é
simples de fazer. Trata-se de seis camadas de massa individualmente assadas (há
alguma controvérsia sobre isso, mas a receita original, em Budapeste, diz que
se deve usar cinco camadas finas de massa, e que estas nunca devem ser cortadas
de único bolo); o creme de manteiga com chocolate deve ser feito com o melhor
chocolate; e uma camada de caramelo cristalizado que cobre a torta deve estar
impecável.
Com isso, deixo aqui
o desafio de vocês, caros amigos, se aventurarem nesta empreitada para fazer
esta torta. Sei que existem por ai algumas versões comerciais dela, mas não é a
mesma coisa. Então boa sorte e bom trabalho para aqueles que resolverem se
aventurar, e me mandei fotos dos seus experimentos.
Dobostorte
Ingredientes:
Massa:
Manteiga para untar
6 ovos, separar gemas das claras
2/3 xícara de açúcar de baunilha *
1 xícara de farinha de trigo peneirada
Creme
de manteiga e chocolate:
180 gramas de chocolate meio amargo
3 colheres de sopa de café forte
1 xícara de manteiga
1 xícara de confeiteiro abaunilhado
3 ovos
Esmalte
de caramelo
1 xícara de açúcar granulado
Preparo: * BAUNILHA AÇÚCAR -
Açúcar granulado de baunilha ou açúcar de confeiteiro baunilha 'deve ser usado
como indicado. Ele dá um sabor muito mais delicado do que o açúcar, por ter
extrato de baunilha, já a encontra-se pronto em supermercados. Mas se você não
tem açúcar de baunilha à mão, inclua no açúcar algumas gotas de extrato de
baunilha. Bolo: Prepare seis
assadeiras de 22cm de diâmetro e 9 polegadas de altura (aquelas formas
baixinhas, tipo de pizza) para assar a massa: corte 6 círculos de papel manteiga
e unte-os com manteiga na parte inferior de cada um. Reserve. Pré-aqueça o
forno a 400 graus. Bata as claras em neve com uma pitada de sal até espumar;
continue batendo até obter picos firmes. Reserve. Usando uma batedeira, bata as
gemas e o açúcar juntos até virar uma espuma clarinha e espessa. Em seguida
misture a farinha que deve ter sido peneirada e bata até crescer de volume. Com
isso feito desligue a batedeira e com uma colher misture as claras com cuidado
até a massa ficar leve e uniforme. Divida a massa igualmente nas seis formas
anteriormente preparada e leve ao forno para assar durante 10 a 12 minutos ou
até que o bolo comesse a mudar de cor. Depois de assados desenforme
cuidadosamente, retire o papel manteigas e reserve. Creme para o Recheio e cobertura: batas os ovos com o açúcar em
banho-maria até ficar bem quente, cuidado pra não virar omelete. Em seguida
coloque a mistura na batedeira e bata até virar uma espuma leve. Derreta o
chocolate com o café e a manteiga em banho-maria, reserve. Quando a mistura de
ovos e açúcar estiver espessas junte o chocolate derretido e bata mais até
virar um creme leve e macio. Mantenha-o na geladeira até a hora de usar. Montagem: intercale uma camada de massa
com o recheio do crme de manteiga e chocolate até completar as seis
camadas. Cubra a torta com o restante do
recheio. E reserve. Esmalte: Corte
um circulo de papel manteiga do tamanho da forma em que assou as massa, passei
manteiga num dos lados e reserve. Derreta o açúcar até ponto de bala, desligue
o fogo e derrame a calda ainda quente sobre o circulo de papel amanteigado,
espalhe com uma espátula e deixe esfriar (caso queira pode cobri diretamente o
bolo fazendo sua ultima camada só com o esmalte). Ainda morno, Com uma faca
oleada ou manteiga, rapidamente cortar a camada de caramelo em triângulos (dá
uns 12 ou 16) antes de o caramelo endurecer. Com eles secos, retire do papel e
decore a torta.