sábado, 11 de maio de 2013

A origem do Dia das Mães



Amanhã é dia das mães... Beijo pra minha mãe – e para todas as mães do mundo. Obrigado pela paciência, pelos ensinamentos, por tudo. Para este dia não passar em branco, sei que tem gente que sempre resolve fazer uma receitinha pra impressionar e agradar sua mamãe – na comemoração pelo seu dia. Então abaixo segue uma receita facílima e que traz ótimos sorrisos como agradecimento.
No entanto, que tal se informar um pouquinho sobre como esta comemoração começou?

Alma Parens (Alma Mater), por William Adolphe Bouguereau

O Dia das mães começo assim...

Eu não me canso de falar que as civilizações antigas ainda nos servem de inspiração, e vem delas muita das coisas que utilizamos atá os dias de hoje. Não pro acaso, as comemorações do dia das mães começaram na Grécia antiga, na época em que os deuses ainda reinavam sobre a terra...
As mais antigas celebrações do Dia da Mãe remontam às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimônias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.

Reia/Cibele
Durante o século XVII, a Inglaterra celebrava no 4º Domingo de Quaresma (40 dias antes da Páscoa) um dia chamado “Domingo da Mãe”, que pretendia homenagear todas as mães inglesas. Neste período, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe de casa e vivia com os patrões. No Domingo da Mãe, os servos tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe.
À medida que o Cristianismo se espalhou pela Europa passou a homenagear-se a “Igreja Mãe” – a força espiritual que lhes dava vida e os protegia do mal. Ao longo dos tempos a festa da Igreja foi-se confundindo com a celebração do Domingo da Mãe. As pessoas começaram a homenagear tanto as suas mães como a Igreja.
Nos Estados Unidos, a comemoração de um dia dedicado às mães foi sugerida pela primeira vez em 1872 por Julia Ward Howe e algumas apoiantes, que se uniram contra a crueldade da guerra e lutavam, principalmente, por um dia dedicado à paz.

Julia Ward Howe
A maioria das fontes é unânime acerca da ideia da criação de um Dia da Mãe. A ideia partiu de Anna Maria Jarvis, que em 1904, quando a sua mãe morreu, chamou a atenção na igreja de Grafton para um dia especialmente dedicado a todas as mães. Três anos depois, a 10 de Maio de 1907, foi celebrado o primeiro Dia da Mãe, na igreja de Grafton, reunindo praticamente família e amigos. Nessa ocasião, a sra. Jarvis enviou para a igreja 500 cravos brancos, que deviam ser usados por todos, e que simbolizavam as virtudes da maternidade. Ao longo dos anos enviou mais de 10.000 cravos para a igreja de Grafton – vermelhos para as mães ainda vivas e brancos para as já desaparecidas – e que são hoje considerados mundialmente com símbolos de pureza, força e resistência das mães.

Anna Jarvis
Segundo Anna Jarvis seria objetivo deste dia tomarmos novas medidas para um pensamento mais ativo sobre as nossas mães. Através de palavras, presentes, atos de afeto e de todas as maneiras possíveis deveríamos proporcionar-lhe prazer e trazer felicidade ao seu coração todos os dias, mantendo sempre na lembrança o Dia da Mãe.
Face à aceitação geral, a sra. Jarvis e os seus apoiantes começaram a escrever a pessoas influentes, como ministros, homens de negócios e políticos com o intuito de estabelecer um Dia da Mãe a nível nacional, o que daria às mães o justo estatuto de suporte da família e da nação.
Abaixo uma carta de Anna Jarvis em comemoração ao Dia das Mães (Fonte: West Virginia Division of Culture and History. Copyright 2013.)


A campanha foi de tal forma bem sucedida que em 1911 era celebrado em praticamente todos os estados. Em 1914, o Presidente Woodrow Wilson declarou oficialmente e a nível nacional o 2º Domingo de Maio como o Dia da Mãe.
Hoje em dia, muitos de nós celebram o Dia da Mãe com pouco conhecimento de como tudo começou. No entanto, podemos identificar-nos com o respeito, o amor e a honra demonstrados por Anna Jarvis anos atrás.
Apesar de ter passado quase um século, o amor que foi oficialmente reconhecido em 1907 é o mesmo amor que é celebrado hoje e, à nossa maneira, podemos fazer deste um dia muito especial.
E é o que fazem praticamente todos os países, apesar de cada um escolher diferentes datas ao longo do ano para homenagear aquela que nos põe no mundo.
Em Portugal, até há alguns anos atrás, o dia da mãe era comemorado a 8 de Dezembro, mas atualmente o Dia da Mãe é no 1º Domingo de Maio, em homenagem a Maria, Mãe de Cristo
No Brasil a  introdução desta data se deu no Rio Grande do Sul, em 12 de maio de 1918, por iniciativa de EULA K. LONG, em São Paulo, a primeira comemoração se deu em 1921.  A oficialização se deu por decreto no Governo Provisório de Getúlio Vargas, que em 5 de maio de 1932, assinou o decreto nº 21.366.
Em 1947, a data foi incluída no calendário oficial da Igreja Católica por determinação do Cardeal Arcebispo do Rio, Dom Jaime de Barros Câmara.

Torta de nozes
  

1 xícara de nozes moídas
1 1/2 xícara de açúcar
1/2 xícara da manteiga
1/2 xícara de leite
2 colheres (sopa) de chocolate em pó
1 colher (sopa) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de sal
4 ovos
1 1/4 de xícara de farinha de trigo
Recheio
12 gemas
20 colheres (sopa) de açúcar
150g de ameixas pretas sem caroço
150g de passas de uva 

Preparo: Misture o açúcar com manteiga, adicione as gemas, o leite, as nozes, o sal e o chocolate em pó e misture. Acrescente, aos poucos, a farinha de trigo peneirada com o fermento em pó. Bata as claras em neve até que fiquem firmes. Junte à massa, misturando delicadamente. Ponha a massa em uma fôrma redonda untada. Leve ao forno pré-aquecido, em temperatura média.  Para o recheio, leve o açúcar ao fogo com água até formar uma calda em ponto de fio. Retire do fogo, junte as gemas peneiradas, misture e volte ao fogo, mexendo até engrossar. Adicione as ameixas e as passas. Utilize como recheio e cobertura.


sábado, 4 de maio de 2013

Dobostorte: delícia imperial austríaca



 Sei que alguns confrades podem estar se perguntando o que tem acontecido comigo para justificar as poucas publicações no blog recentemente. De fato, muita coisa aconteceu, mas o que importa é que, entre um obstáculo e outro, estou aqui novamente trazendo mais uma delícia gastronômica.
Desta vez para dar uma sugestão encantadora para aqueles que estão procurando algo atraente e delicioso para homenagear sua mamãe no dia dela, neste feriado de maio que se aproxima. De antemão, acredito que vai ter gente reclamando da receita, porque hoje em dia as pessoas querem se deleitar com algo diferente mas, não querem ter trabalho.
E mesmo com a praticidade globalizada do mundo que envolve as padarias e confeitarias de hoje, raramente se encontra algo que realmente impressione o paladar – é tudo a mesma coisa, com o mesmo gosto... E eu acho inteiramente prazeroso uma aventura na cozinha, enquanto as pessoas fogem dela, como o diabo foge da cruz, e lotam as padarias de encomendas – e isso, no fim das contas, faz com que a grande maioria coma aquele velho “bolo de padaria”. ( Não estou aqui reclamando das padarias/confeitarias, acho até que isso é uma solução rápida e prática para os que não se preparam pra certas ocasiões. O problema é que com esta facilitação as pessoas não estão dispostas a fazer um prato com todo o carinho que a época merece...)
Por este motivo hoje eu vim dar uma de minhas contribuições para aqueles aventureiros audaciosos, de uma forma ou de outra, já estão querendo impressionar com uma surpresinha culinária. E para tanto fui me inspirar num costume de um império que me deslumbra até hoje.
A minha ligação com o Império Austro-Húngaro é quase inexplicável. Admiro muitas coisas daquele tempo; personagens ilustres que me remetem a histórias incríveis; os clássicos cafés de Viena; uma cultura cheia de música, banhada pelo Danúbio, elegante e requintada que espalhou pelo mundo, dentre as realezas, muitos de seus nobres – inclusive pelo Brasil.
Eu poderia ficar horas divagando essa minha admiração, sobretudo por Viena, Áustria, mas quero ser sucinto, tentando achar um vetor que possa simplificar toda esta admiração. E eu encontrei o que procurava em hábito daquele povo que perdura até os dias atuais.
Dentre os muitos costumes austro-húngaros relatados por muitos historiadores, um deles me encanta muitíssimo, por motivo obvio: eu sou formiga! (Vocês que me acompanham já sabem bem disso)... Mas como eu ia dizendo, eu repito, dentre os costumes austro-húngaros existe  um (talvez o meu preferido) que  trata da importância de oferecer doces às visitas, como um gesto carinhoso de boas-vindas e “Volte sempre”.
O que me deixa mais excitado é que a confeitaria austro-húngara é considerada como uma das mais refinadas do mundo. Tanto que muito dos doces franceses são construídos em cima de técnicas e de receitas austríacas. E existem muitas referencias históricas ao Império dos Habsburgos que estão associadas à tradição da confeiteira – como a criação da Dobostorte, que foi primeiramente ofertada ao imperador Francisco José I e à imperatriz Elisabete (“Sissi”), e que depois viajou por toda a Europa e hoje é motivo de festa na Hungria – ela faz meus olhos brilharem como diamantes e minha barriguinha agradece.

Sissi, Imperatriz.
Dobosh ou Dobos Torte foi introduzido pela primeira vez na Exposição Geral Nacional de Budapeste, em 1885, e o imperador Franz Joseph I e sua Imperatriz Elisabeth foram os primeiros a se deliciarem com seu gosto. A torta logo se tornou popular em toda a Europa, porque era diferente de todas as outras. Era simples e elegante e com multicamadas. Um outro segredo era o seu recheio, feito com base num creme de manteiga com chocolate que era pouco conhecido naquela época – àquele tempo os recheios de bolos e as coberturas eram feitos geralmente com creme de pasteleiro ou chantilly. O creme de manteiga e chocolate e a massa do bolo foram ambos inventados por Jozsef C. Dobos.

O criador - József C. Dobos (1847–1924)

A criatura - Dobostorte (versão mdoerna)

Dobos viajou pela Europa e introduziu a torta por onde quer que fosse. Por um longo tempo ele manteve a receita confidencial, até 1906 quando se aposentou e deu a receita original para o Budapest Confectioners' and Gingerbread Makers', Chamber of Industry (Conselho de fabricantes de Gingerbread e Confeiteiros de Budapeste, na câmara da indústria de Budapeste), com a recomendação de que qualquer membro daquela associação estaria livre para usá-lo. Dobos Torte é conhecido em todo o mundo e há mais de uma centena de variações da receita. É uma torta comumente encontrada em hotéis de luxo, restaurantes e confeitarias luxuosas pelo mundo. (Outra famosa sobremesa húngara criada na mesma época é o  Rigo Jancsi, com características particulares, já publiquei sobre ele Clique aqui para ler.

A receita original para Dobos Torta

Dobos cake at Gerbeaud Confectionery Budapest, Hungary. Photo by Bruce Tuten
Ao confeiteiro e escritor erudito József C. Dobos (1847-1924) – credita-se a invenção do primeiro bolo com creme de manteiga (1885) onde durante uma exposição em Budapeste. Seu objetivo principal na criação d Dobostorte era projetar um bolo que poderia ter uma vida útil mais longa do que os bolos normais, naqueles tempos, refrigeração ou quaisquer técnicas de arrefecimento eram em sua maioria estrangeiras e ainda caras- ou raras; Assim, o caramelo, que é uma parte integrante do bolo, foi introduzido na receita com o único propósito de impedir que o alimento secasse.
 A receita original de József C. Dobos está escrita em húngaro e segue abaixo:

„1 db. 22 cm átmérőjű tortához kell 6 db piskótalap. Receptje: 6 tojássárgáját jól kikeverünk 3 lat (5 dkg) porcukorral, 6 db tojásfehérjét felverünk habnak, jó keményre, 3 lat (5 dkg) porcukorral, utána összekeverjük a kikevert sárgáját, 6 lat (10 dkg) liszttel és 2 lat (3 és fél dkg) olvasztott vajjal. Egy tortához szükséges krém összeállítása: 4 db egész tojás, 12 lat porcukor (20 dkg) 14 lat (23 és fél dkg) teavaj, 2 lat szilárd kakaómassza (3 és fél dkg), 1 lat vaniliáscukor (1,7 dkg) 2 lat kakaóvaj (3 és fél dkg), 1 tábla csokoládé (20 dkg). A fenti 4 tojást, 12 lat porcukrot gázon felverünk és ha meleg, addig keverjük a gázról levéve, amíg ki nem hűl. 14 lat vajat jól kikeverünk, 1 lat vaniliáscukrot teszünk bele, 2 lat olvasztott kakaóval és 2 lat olvasztott kakaóvajjal összekeverjük, a 12 lat felmelegített puha állapotában levő táblacsokoládét is. Ezután a hideg tojásos masszával összeöntjük és jó átkeverés után 5 lapot összetöltünk, a hatodikat áthúzzuk dobos cukorral és 20 részre vágjuk ” –       Dobos C. József: A Dobostorta receptje

A dobostorte foi umas das sobremesas da moda no século XIX. Sabe- se que o Sr. Dobos aprendeu o oficio de confeiteiro com o pai, dono de uma famosa loja em Budapeste, especializada em alimentos gourmet (empreendimento que , por sinal, ganhou a confiança dos clientes luxuosos com seus cuidados no transporte de alimentos. A loja rotineiramente se caracterizava pela variedade de produtos finos, como ter por exemplo mais de 60 tipo de queijos importados, assim como vinhos estrangeiros, pães, etc. O perfil elevado do empreendimento, continuou quando Dobos herdou o mesmo do pai, muitas vezes o levou à exposições internacionais de alimentos, de modo que ele se tornou, por sua vez, o que nós consideramos hoje em dia como um chef celebridade/ empresário de alimentos.


Numa dessas exposições, com uma criação inovadora, Dobos resolveu dar seu próprio nome para batizar uma torta elegante, onde um creme de manteiga com chocolate fez toda a diferença - num momento em que a maioria dos bolos recebia glacês de chantilty ou cremes cozidos, ou ainda uma mistura de cremes.
Sabe-se ainda que Dobos trouxe a receita do creme de manteiga com ele a partir de uma de suas muitas viagens exploratórias - neste caso, uma viagem pela França - e, pouco depois introduziu o bolo na Exposição Geral Nacional de Budapeste, em 1885, como dos produtos diletos de sua loja. Devido a toda essa publicidade (por isso se tornou um favorito do Imperador e Imperatriz da Áustria-Hungria), pessoas em cidades de toda a Europa começaram a pedir a torta, mas se recusou a Dobos licenciar a receita.



Café Gerbeaud em Budapeste, um dos melhores melhroes confeitarias e casas de café da Europa.


Em vez disso. Dobos desenvolveu um recipiente especial para que ela pudesse ser seguramente transportada, e "o bolo com a receita secreta" logo começou a aparecer em todas as grandes capitais europeias.
Na verdade, na verdade Dobos excursionou com o bolo, pessoalmente, introduzindo-o em cidade após cidade, até o momento em que resolveu doar a recita e fazer com que ela se espalhasse ainda mais pelo mundo.


A torta em si é simples de fazer. Trata-se de seis camadas de massa individualmente assadas (há alguma controvérsia sobre isso, mas a receita original, em Budapeste, diz que se deve usar cinco camadas finas de massa, e que estas nunca devem ser cortadas de único bolo); o creme de manteiga com chocolate deve ser feito com o melhor chocolate; e uma camada de caramelo cristalizado que cobre a torta deve estar impecável.
Com isso, deixo aqui o desafio de vocês, caros amigos, se aventurarem nesta empreitada para fazer esta torta. Sei que existem por ai algumas versões comerciais dela, mas não é a mesma coisa. Então boa sorte e bom trabalho para aqueles que resolverem se aventurar, e me mandei fotos dos seus experimentos.

Dobostorte
Ingredientes:


Massa:
Manteiga para untar
6 ovos, separar gemas das claras
2/3 xícara de açúcar de baunilha *
1 xícara de farinha de trigo peneirada
Creme de manteiga e chocolate:
180 gramas de chocolate meio amargo
3 colheres de sopa de café forte
1 xícara de manteiga
1 xícara de confeiteiro abaunilhado
3 ovos
Esmalte de caramelo
1 xícara de açúcar granulado

Preparo: * BAUNILHA AÇÚCAR - Açúcar granulado de baunilha ou açúcar de confeiteiro baunilha 'deve ser usado como indicado. Ele dá um sabor muito mais delicado do que o açúcar, por ter extrato de baunilha, já a encontra-se pronto em supermercados. Mas se você não tem açúcar de baunilha à mão, inclua no açúcar algumas gotas de extrato de baunilha. Bolo: Prepare seis assadeiras de 22cm de diâmetro e 9 polegadas de altura (aquelas formas baixinhas, tipo de pizza) para assar a massa: corte 6 círculos de papel manteiga e unte-os com manteiga na parte inferior de cada um. Reserve. Pré-aqueça o forno a 400 graus. Bata as claras em neve com uma pitada de sal até espumar; continue batendo até obter picos firmes. Reserve. Usando uma batedeira, bata as gemas e o açúcar juntos até virar uma espuma clarinha e espessa. Em seguida misture a farinha que deve ter sido peneirada e bata até crescer de volume. Com isso feito desligue a batedeira e com uma colher misture as claras com cuidado até a massa ficar leve e uniforme. Divida a massa igualmente nas seis formas anteriormente preparada e leve ao forno para assar durante 10 a 12 minutos ou até que o bolo comesse a mudar de cor. Depois de assados desenforme cuidadosamente, retire o papel manteigas e reserve. Creme para o Recheio e cobertura: batas os ovos com o açúcar em banho-maria até ficar bem quente, cuidado pra não virar omelete. Em seguida coloque a mistura na batedeira e bata até virar uma espuma leve. Derreta o chocolate com o café e a manteiga em banho-maria, reserve. Quando a mistura de ovos e açúcar estiver espessas junte o chocolate derretido e bata mais até virar um creme leve e macio. Mantenha-o na geladeira até a hora de usar. Montagem: intercale uma camada de massa com o recheio do crme de manteiga e chocolate até completar as seis camadas.  Cubra a torta com o restante do recheio. E reserve. Esmalte: Corte um circulo de papel manteiga do tamanho da forma em que assou as massa, passei manteiga num dos lados e reserve. Derreta o açúcar até ponto de bala, desligue o fogo e derrame a calda ainda quente sobre o circulo de papel amanteigado, espalhe com uma espátula e deixe esfriar (caso queira pode cobri diretamente o bolo fazendo sua ultima camada só com o esmalte). Ainda morno, Com uma faca oleada ou manteiga, rapidamente cortar a camada de caramelo em triângulos (dá uns 12 ou 16) antes de o caramelo endurecer. Com eles secos, retire do papel e decore a torta.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Coisinhas do fim de abril no começo de maio


Olá amigos, faz um tempinho que não nos falamos – mas o motivo é justo, muito estudo, muita correria, mas ótimas produções...
Maio chegou, trazendo consigo o feriado do dia primeiro -  para um dia de descanso merecido – depois de tantos acontecimentos...
Este post é apenas para registrar o que andei fazendo no dia do meu aniversário (29 de abril), uma segunda feira, onde comecei a fazer uma oficina gastronômica lá no IFCE: um professor internacionalizado veio para nos divertir durante  dois dias – preparando coisinhas gostosa e nos deleitando com vinhos e ótimo espumante.
Em decorrência desta oficina não pude preparar nada tão especial para mim (é como diz aquele ditado: casa de ferreiro, espeto de pau) mas o que importa é que foi legal. Abaixo seguem algumas fotos da comemoração do meu aniversário durante a oficina...

A chefe do Departamento de Turismo do IFCE, Rúbia, e eu - com o bolo de chocolate que ela me trouxe .
Com o Chef François


Susana, a Coordenadora da Hotelaria IFCE, e eu.



E para para contrapor ao bolo que ganhei de aniversário, da Chefe do Departamento de Turismo no qual eu me enquadro no IFCE, resolvi  deixar uma receitinha à base de chocolate, molhadinha, que dá água na boca de qualquer um.  


Delícia cremosa de chocolate

bolo
6 ovos
6 colheres de sopa de chocolate em pó
8 colheres de sopa açúcar
1 colher de sopa de fermento em pó
2 colheres de manteiga
100g de coco ralado
cobertura
500ml d eleite
1/2 xícara de açúcar
1/2 xícara de chocolate em pó
2 colheres de maizena

Preparo: bata o açúcar com a manteiga até ficar  homogêneo; adicione os ovos um a um. misture o chocolate  e o fermento  por fim coloque o coco ralado. unte uma forma com manteiga e forre o fundo com papel manteiga e  unte-o também. Coloque a misture na forma  e leve ao forno. espete  um palito no bolo para saber quando ele estiver  bom - o palito deve sair não  muito molhado, com uma massa grossinha e ligada. enquanto o bolo esfria um pouco prepare a cobertura.leve uma panela ao fogo com o leite, o chocolate e o açúcar. Quando começar a ferver, regue o bolo com um pouco deste preparo, depois dissolva a maizena em um pouco de leite e acrescente na mistura mexendo sempre até engrossar. espalhe em cima do bolo desenformado.


domingo, 14 de abril de 2013

The Candyman e os doces mortais


Eu sempre gostei de uma boa história de terror. Sempre assisti a muitos filmes desse gênero, mas confesso que muitos acontecimentos da realidade atual chegam a ser mais aterrorizantes.
Como se constrói uma lenda urbana? E o que fazer quando nos deparamos com ela na realidade? O post de hoje vem falar de uma dessas lendas, os doces mortais – mas que estão se tornando cada vez mais realidade e acabam virando  página dos jornais na sessão policial.
Sabe quando sua mãe lhe dizia, quando criança, para não aceitar doces de estranho? A preocupação dela era real. Mas, nos Estados Unidos de 1974, sobretudo na época do Halloween, essa preocupação das famílias em alertar as crianças para não receber doces ou frutas de estranhos aumentou consideravelmente- de fato esta preocupação tinha um motivo bem fundamentado...


Quem gosta de contos de terror sabe que a lenda dos doces mortais possui varias vertentes onde o final é sempre o mesmo:  os investigadores policiais acabam encontrando lâminas de barbear (a popular gilete, o objeto mais usado), ou pregos, ou vidro, ou drogas, dentro dos doces ou das frutas. E acriança que recebeu o doce acaba morrendo na hora, com a boca rasgada/ferida ou acaba se drogada, morrendo de overdose por ter recebido uma dose letal de drogas pesadas.
Se pararmos só um pouquinho para analisar sobre estas historias que podem ter acontecido ao nosso redor, poderemos encontrar ela sendo contadas de várias maneiras: 


              A famosa maça que a bruxa dá á Branca de neve é ícone – delas derivam historias de velhas senhoras colocando veneno em maçãs e pipoca;
                  Com as giletes, podemos ter ouvido, por exemplo, algo assim: aquele senhor insuportável e estranho, que não gostava de crianças distribuiu doces com laminas de barbear e matou as crianças da vizinhança;
      Pros mais moderninhos e hypes, versões mais criativas também foram inventadas, como esta: Um viciado em cocaína que encheu Pixie Sticks (uma espécie de doce em pó, tipo nosso Dip Lick) da droga e distribuiu às crianças, matando-as com overdose. 


Nos anos 70 essas historinhas causaram muito medo na população norte-americana chegando ao ponto de levar  hospitais a fazerem exames de Raio-X em doces “suspeitos”. Tudo isso dá roteiro pra filme de terror. Mas o que dizer quando se tem a seguinte realidade:
Em 1974, os jornais americanos anunciavam que, um homem colocou cianureto em alguns doces e os deu para seus dois filhos e mais duas crianças. O único que comeu o doce foi seu filho, que acabou morrendo. Dizem que a causa mais provável do crime foi o dinheiro do seguro das crianças.


Ronald Clark O'Bryan (posteriormente apelidado de Candyman) (19 de outubro de 1944 - 31 de março de 1984) foi um assassino de Deer Park , Texas, condenado por matar seu filho de oito anos de idade, Timothy, no Dia das Bruxas de 1974, com cianureto colocado em doces em fim de reivindicar o dinheiro do seguro de vida. 

A vítima 
The Candyman

Ele também distribuiu doces envenenados para outras crianças numa tentativa de encobrir o crime, mas nem a sua filha Elizabeth, nem qualquer outra criança comeu nenhum doce envenenado. O'Bryan foi executado em 31 de março de 1984 por injeção letal . Depois desse crime  O'Bryan tornou-se bastante conhecido, ganhou o apelido de Candyman - programas de segurança para o Halloween foram implementados em Deer Park, ensinando os pais métodos para avaliar a segurança de porta-a-porta das guloseimas por inspeção visual.
Durante a execução do candyman, uma multidão de estudantes universitários vestindo máscaras de Halloween apareceram para aplaudir.  O grupo musical Siouxsie and the Banshees gravou uma canção sobre O'Bryan chamado de "Candyman", a primeira faixa do seu álbum de Tinderbox .


Enquanto isso, anos depois, no Brasil, em março de 2012, os jornais noticiavam a seguinte noticia:

A adolescente Talita Machado Teminski, de 14 anos, filha de um policial militar, recebeu em casa uma encomenda na tarde dia 12 de março. A caixa, entregue por um taxista, continha doces e um bilhete informando que eles eram uma amostra e caso a jovem tivesse interesse poderia encomendá-los para a festa de 15 anos, marcada para abril deste ano. 

Talita depois de sua passagem pelo hospital após o envenenamento - com o pai. 
Talita dividiu os doces com outros três amigos. Logo após ingerirem os chocolates todos passaram mal e foram levados para o hospital com quadro de intoxicação. A garota que recebeu a encomenda chegou a ter duas paradas cardíacas. Ela ficou internada no Hospital de Clínicas de Curitiba por oito dias. Todos já receberam alta.

A versão brasileira do candyman americano, Margarete Aparecida Marcondes.
A mulher suspeita de enviar doces envenenados à adolescente Talita Machado Teminski, de 14 anos, Margarete Aparecida Marcondes, confessou o crime em depoimento no dia 31 de março de 2012, segundo a Polícia Civil de Santa Catarina. De acordo com o delegado da Divisão de Investigações Criminais de Joinville, a mulher de 45 anos não explicou o motivo do crime. “Não me pareceu um comportamento de uma pessoa equilibrada”, disse o delegado Marcel de Oliveira sobre o depoimento.
O delegado afirmou também que a suspeita tinha consciência dos crimes que comentou – a agressão ao marido e a intoxicação de três jovens – e que não há indícios de que ela não teria entendimento sobre as consequências do que fez.

Investigações
Os jovens foram envenenados em 12 de março. A mulher foi presa na madrugada deste sábado, em Barra Velha, no litoral do estado catarinense. A doceira foi encontrada pela Polícia Militar por volta das 4h, dormindo dentro de um carro. No período em que ficou foragida, também passou por Itajaí e Navegantes. No fim da manhã ela foi transferida para Curitiba.

Os doces mortais do caso brasileiro - inocentes, não?

Conforme a polícia, a ida da doceira a um banco de Itajaí foi fundamental para as investigações. A informação foi recebida por meio de uma denúncia anônima. “Ela foi fazer um seguro de vida para a filha de 26 anos”, acrescentou o delegado.
Ainda de acordo com Oliveira, pelas imagens do circuito interno de segurança foi possível ver que a suspeita estava bem. “Vimos as imagens e tivemos certeza, convicção que ela tinha participação no crime contra o marido.”
À polícia, a suspeita disse que agrediu o companheiro para que ele não descobrisse a participação dela no crime cometido contra os adolescentes em Curitiba. Ele foi encontrado na casa do casal em estado gravíssimo e está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem condições de prestar depoimentos.
O delegado afirmou ainda que a suspeita se disse arrependida e como pensava que o marido estava morto queria que ele fosse enterrado, por isso, mandou duas mensagens de texto do próprio celular para um grupo de amigos. “N. [Nome do marido] está na casa esperando ser enterrado, a mulher viu tudo, está dopada. Já que não recebi vou me divertir um pouco, empréstimo não pago morre, doces tudo armação”, dizia a primeira das mensagens. Na outra, escreveu: “Empréstimo não pago, casal morto ele já foi”.
Segundo o delegado, a mulher tinha a intenção de mandar a mensagem para um amigo específico do marido, mas acabou enviando para toda a lista de contato. Com a mensagem, complementou, ela tentou criar uma justificativa para seu desaparecimento e evitar qualquer desconfiança contra ela. (Fonte: http://g1.globo.com)

Aí eu pergunto: será que não é a realidade brutal que anda transformando fatos do cotidiano em historinhas de terror? De toda forma deixo aqui algumas observações para prevenir futuros acidentes com doces:

              Não coma doce ou guloseimas antes de examinar bem a aparência deles – qualquer coisa estranha descarte-os;
              Não coma nada que esteja mal embrulhado ou com o embrulho semiaberto;
              Procure evitar comer doces que não saiba da procedência, sobretudo quando eles não tiverem embalagem de fábrica;
              Se qualquer coisa tiver um gosto "engraçado", cuspa-o e guarde para qualquer exame que seja necessário mais tarde (risos maldosos) kkkkkkkkkkkkkkk

E como esta historia de doces me deu fome, que tal preparar um brigadeiro “envenenado”? Calma, não vai ter nada de estranho nele, só  vai ser uma surpresa na hora de comer, porque ele foge ao tradicional e eleva queijo. Experimente.

Brigadeiro de queijo

Ingredientes:
1 lata de leite condensado
1 caixinha de creme de leite (200g)
1 colher de sopa de farinha de trigo (peneirada)
2 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
1 colher de sopa de margarina sem sal
Raspas de chocolate meio amargo ou granulado

Preparo: Em uma panela misture todos os ingredientes, exceto a raspas de chocolate, e leve ao fogo baixo mexendo sem parar até atingir o ponto de brigadeiro, ou seja, desgrudando da panela. O processo é rápido, cerca de 5 minutos. Despeja o brigadeiro ainda quente em copinhos e deixe esfriar em temperatura ambiente, ou faça como eu, coloque na geladeira por 15 minutos ou até ter a certeza de que estão frios. Após esfriar, salpique as raspas de chocolate meio amargo ou o granulado.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Banoffee Pie para homenagear a baronesa Thatcher – A Dama de Ferro


Eu acordei com uma chuva que tinha a cara de Londres!  Acho que a chuva queria me dizer algo – que só entendi quando liguei o notebook e li que a Dama de Ferro havia falecido esta manhã. Sei que tem muita gente por aí que não ia muito com a cara dela – nem com as atitudes que ela tomou num passado não tão distante. Mas eu acredito que, de alguma forma, ela melhorou  a Inglaterra.
Assim sendo, o post de hoje vem trazendo a receita do doce preferido da baronesa Thatcher – sim, ela tinha títulos de nobreza.
Descobri faz pouco tempo a receita da Banoffee Pie, uma delícia. Fui investigar um pouco e a única coisa que descobri é que esta torta num restaurante chamado Hungry Monk (O Monge Faminto), antigo cottage perto do vilarejo de Alfriston no Sussex. A sobremesa é uma torta à base de banana e toffee (donde o seu nome), que ao que muitos sabiam era o doce preferido de Margaret Thatcher. 


Dizem os historiadores que a Banoffee Pie é uma sobremesa de origem Inglesa datada de 1972, em que o seu nome foi construído com a junção das palavras "banana" e "toffee" (que neste caso é o leite condensado cozido na panela de pressão). Veja a receita no fim deste post.

Mais sobre Margaret Thatcher


A ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher morreu na manhã desta segunda-feira em Londres, aos 87 anos, após sofrer um derrame. Thatcher foi a primeira mulher a ocupar o posto de primeiro-ministro no país, e permaneceu no cargo de 1979 a 1990, pelo Partido Conservador.
"É com grande tristeza que Mark e Carol Thatcher anunciam que sua mãe, a baronesa Thatcher, morreu pacificamente após um derrame nesta manhã", disse o porta-voz da ex-premiê, Lord Bell.
Thatcher foi uma das mais influentes figuras públicas do século 20. Seu legado teve um efeito profundo nas políticas de seus sucessores, tanto conservadores como trabalhistas, enquanto seu estilo considerado radical e agressivo definiu seus 11 anos no comando da Grã-Bretanha.
Durante seu governo conservador, milhares de britânicos conseguiram comprar casas populares e ações de empresas recém-privatizadas nas áreas de energia e telecomunicação. Mas sua rejeição à chamada "política de consenso" fez dela uma figura desagregadora, e a oposição ao seu governo culminou com rebeliões nas ruas e dentro de seu próprio partido.
Margaret Hilda Thatcher nasceu em 13 de outubro de 1925 no condado de Lincolnshire, filha de um dono de mercearia, que era pregador metodista e político local. Ele teve enorme influência na vida da filha - bem como nas políticas que ela adotou. "Devo quase tudo a meu pai, de verdade", ela diria mais tarde. Thatcher estudou Química em Oxford, com o auxílio de uma bolsa de estudos, e se tornou a terceira mulher a presidir a Associação Conservadora da universidade.

Jovem candidata

Depois de se formar, trabalhou para uma empresa de produtos plásticos e se envolveu em um grupo político conservador, até que, a partir de 1949, começou a concorrer a cargos no governo local em Kent. Mesmo sem vencer, ela atraiu atenção da imprensa por ser a mais jovem candidata eleitoral conservadora da História. Em 1951, ela se casou com o empresário divorciado Denis Thatcher, com quem teve os gêmeos Mark e Carol, dois anos depois.
Em 1959, finalmente obteve um assento no Parlamento britânico. Foi nomeada logo em seguida ministra-júnior e, após a derrota dos conservadores em 1964, entrou para o "shadow cabinet" (gabinete de oposição que monitora o trabalho do governo).
Ganhando proeminência no partido, Thatcher passou a fazer campanha vigorosa contra impostos no governo trabalhista e a favor da construção de casas populares.
Quando o conservador Ted Heath foi eleito premiê, em 1970, Thatcher foi promovida a secretária da Educação e ordenada a reduzir os gastos da pasta. Um dos cortes resultou no fim de uma campanha de leite gratuito nas escolas, o que gerou fortes críticas dos trabalhistas e o apelido de "Margaret Thatcher, milk snatcher" (algo como ladra de leite).


Ela própria havia se oposto ao corte dos subsídios para a compra do leite. Depois do episódio, escreveu: "Aprendi uma lição valiosa. Incorri no máximo de ódio político (em troca) do mínimo de benefício político".

Primeira-ministra

O governo Heath, afetado pela crise do petróleo de 1973, caiu no ano seguinte. Crítica da condução da economia promovida pelo premiê, Thatcher disputou com ele a liderança do partido em 1975 e, para surpresa geral, venceu. Tornou-se a primeira mulher a liderar um partido de grande porte na Grã-Bretanha.

Margaret Thatcher, Líder da oposição, 18 de setembro de 1975
Logo começou a deixar sua marca na política. Um discurso de 1976 contra as políticas repressoras aplicadas na antiga União Soviética lhe rendeu o apelido de "Dama de Ferro"- título que lhe agradava.
Quando o premiê trabalhista Jim Callaghan recebeu um voto de desconfiança do Parlamento, o Partido Conservador venceu as eleições gerais em 1979, e Thatcher foi alçada ao poder.

Livre mercado

Como primeira-ministra, ela estava determinada a moralizar as finanças públicas, e partiu para a redução do papel do Estado e o incentivo ao livre mercado.
O controle da inflação era uma meta central do governo, que introduziu um corte radical nos gastos e nos impostos. Privatizou empresas estatais, fomentou a compra de casas populares e aprovou leis para coibir a militância sindical.
As novas políticas monetárias fizeram do centro financeiro de Londres um dos mais vibrantes e bem-sucedidos do mundo.
Em busca de um país mais competitivo, antigas indústrias foram desativadas. O desemprego cresceu. Apesar de pressão popular, Thatcher não cedia. Em uma conferência partidária de 1980, ela declarou: "Aos que esperam por uma guinada, só tenho uma coisa a dizer: dêem a guinada se quiserem. Essa dama não volta atrás".
No fim de 1981, sua taxa de aprovação havia caído para 25%, nível mais baixo registrado para qualquer premiê até então. No ano seguinte, a economia iniciou sua recuperação e, com isso, cresceu a popularidade de Thatcher.

Guerra e terceiro mandato

A aprovação deu um salto maior em abril, com sua guerra contra a Argentina pelas ilhas Malvinas, vencida em 14 de junho. A vitória bélica, somada a desarranjos no Partido Trabalhista, resultaram em nova vitória conservadora nas eleições de 1983. Nessa época, Thatcher enfrentou desafios na Irlanda do Norte, como greves de fome de membros do IRA (Exército Republicano Irlandês), e manteve uma abordagem linha-dura perante o grupo.
Em outubro de 1984, o IRA detonou uma bomba numa conferência do Partido Conservador em Brighton, deixando quatro mortos e dezenas de feridos.
Em resposta, Thatcher declarou: "Este ataque falhou. Todas as tentativas de destruir a democracia com terrorismo falharão".
Sua política externa era focada em reconstruir laços externos da Grã-Bretanha. Teve como parceiro o presidente americano Ronald Reagan, com quem compartilhava opiniões semelhantes sobre a economia, e manteve uma aliança improvável com Mikhail Gorbachev, presidente soviético reformista.

Ronald Reagan, Margaret Thatcher, Nancy Reagan e Denis Thatcher, em recepção na Casa Branca, em 1988.
Ante a desestruturação do Partido Trabalhista, a premiê foi, de forma inédita, eleita para um terceiro mandato em 1987.
Uma de suas primeiras ações foi impor uma taxação sobre serviços públicos, que despertou uma forte onda de protestos violentos no país e insatisfação dentro do próprio Partido Conservador. Mas o que acabou levando a sua queda foi a questão da unidade do continente europeu.
Após um debatido simpósio sobre o euro ocorrido em Roma, Thatcher ela rechaçou a possibilidade de aumento de poder da comunidade europeia. Após a saída de importantes membros de seu gabinete e sob pressão do partido, a premiê disse se sentir traída e anunciou sua renúncia em novembro de 1990. John Major foi eleito para sucedê-la.

Títulos de nobreza


·         Lady Thatcher, MO, MP (4 de Fevereiro de 1991 - 16 de Março de 1992).
·         Lady Thatcher, OM (16 de Março de 1992 - 26 de Junho de 1992)
·         A Baronesa Thatcher, MO, PC (26 de Junho de 1992 - 22 de Abril de 1995).
·         A Baronesa Thatcher, LG, MO, PC (22 de Abril de 1995 - 08 de abril de 2013).
·         Baronesa Thatcher de Kesteven, título nobiliárquico de Baronesa, que em 1992, foi-lhe concedido pela Rainha Elizabeth II dando-lhe um lugar na câmara dos Lordes.

Legado

Após deixar o poder, ela recebeu o título de baronesa, escreveu dois livros de memórias e se manteve ativa na política, fazendo campanha contra o Tratado de Maastrich (que pavimentou terreno para a adoção do euro) e contra a política sérvia de limpeza étnica na Bósnia.
Foi forçada a reduzir sua atuação pública em 2001, quando sua saúde começou a se deteriorar. Após sofrer uma série de pequenos derrames, seus médicos advertiram contra aparições públicas, nas quais ela se revelava cada vez mais fragilizada. Além disso, Thatcher sofria de problemas mentais, que afetavam sua memória de curto prazo.

Em 2003, seu marido Denis morreu aos 88 anos de idade. "Ser primeira-ministra é um trabalho solitário. (...) Mas com Denis ali eu nunca estava sozinha. Que homem. Que marido. Que amigo", disse ela, na ocasião, em um discurso emocionado.
Para seus críticos, Thatcher foi uma política que colocou o livre mercado acima de tudo. Foi acusada por muitos de deixar que parte da população pagasse o preço por iniciativas que aumentavam o desemprego e geravam distúrbios sociais.
Para seus simpatizantes, a ex-premiê reduziu o tamanho de um Estado inflado e a influência dos sindicatos, além de restaurar a força britânica no mundo. Acima de tudo, ela foi uma política de opiniões firmes. Sua crença de que não deveria ceder em suas convicções mais enraizadas foi sua maior força e, ao mesmo tempo, sua maior fraqueza, diziam muitos.
Sua filosofia pode ser ilustrada por uma entrevista que deu em 1987. "Acho que passamos por um momento em que muitas crianças e pessoas foram levadas a crer que 'se tenho um problema, cabe ao governo lidar com ele'. 'Sou sem-teto, o governo tem de me dar uma casa. Eles (as pessoas) jogam seus problemas sobre a sociedade, e quem é a sociedade? Isso não existe! (...) É nosso dever cuidar de nós mesmos e então ajudar a cuidar de nossos vizinhos. A vida é um negócio recíproco, e as pessoas mantêm em mente os direitos, (mas) sem as obrigações."

Fonte: Folha/Uol

Banoffee Pie

Para a massa:
Biscoito maria, 400 g
Manteiga integral sem sal, 200 g
Para o recheio 1:
Doce de leite, 350 g (pode ser comprado pronto ou aquele cozido na panela de pressão, o importante é que seja consistente)
Creme de leite fresco, 150 ml
Para o recheio 2:
Bananas nanicas maduras, 12 unidades
Manteiga integral, 2 colheres (sopa)
Para o recheio 3:
Chocolate meio amargo, 200 g
Creme de leite fresco, 150 ml
Para a cobertura:
Cream cheese, 300 g
Açúcar de confeiteiro, 60 g
Suco de limão, ½ colher (chá)
Creme de leite fresco, 250 g

Preparo: Passe o biscoito pelo processador ou bata no liquidificador até virar uma farinha fina. Derreta a manteiga e junte à essa farinha de biscoito. Depois, em uma fôrma de fundo removível, disponha a mistura e aperte bem, formando uma camada de 1 cm de espessura. Leve ao forno a 180ºC por 15 minutos. Recheio 1 - Bata o creme de leite em ponto de chantili e misture delicadamente ao doce de leite. Reserve. Recheio 2 - Doure rapidamente as bananas com a manteiga em uma frigideira. Reserve. Recheio 3 - Primeiro aqueça o creme de leite. Em seguida, junte o chocolate ao creme de leite aquecido e mexa até formar uma massa lisa e brilhante. Cobertura - Bata o cream cheese com o açúcar e o suco de limão. Separadamente, bata o creme de leite em ponto de chantili. Montagem da torta - Coloque uma fina camada de ganache de chocolate sobre a massa.Adicione o doce de leite e cubra com as bananas douradas. Finalize com a cobertura e leve à geladeira por 3 horas.Decore com raspas de chocolate