sexta-feira, 13 de setembro de 2013

As Bodas de flores e frutas desta confraria

Caros amigos, bom dia!
Escolhi o dia de hoje por considerar que 13 é um número da sorte, e gostaria de agradecer a todos pelas visitas e comentários que têm feito a este blog.
No dia 6 de setembro de 2010 comecei esta empreitada, despretensiosamente, com um intuito de “guardar informação” sobre cultura gastronômica. E assim, já se passaram quatro anos... Nesse período muita coisa aconteceu comigo, algumas mudanças foram feitas no layout do blog, mas a ideia inicial foi modificada: o que antes era apenas uma ferramenta de “guarda-memória” passou a ser um veículo de comunicação que já tem ajudado algumas centenas de pessoas não só a conhecer a cultura gastronômica, mas a valorizar a gastronomia e a identidade gastronômica como elemento importante para a sociedade.



Ao longo desses anos vimos, por exemplo, que a gastronomia está cada vez mais sendo assunto corriqueiro nas mídias, nos âmbitos acadêmicos e na formação profissional; vimos elementos gastronômicos como, a gastronomia francesa, a culinária típica mexicana, a dieta mediterrânea e o pão de mel/especiarias croata serem elevados como patrimônio imaterial da humanidade; vimos o crescente fascínio das pessoas pela profissão de chef; e, sobretudo, continuamos a nos surpreender com a criatividade dos grandes chefs do mundo no seu trabalho de mostrar pratos sofisticados utilizando produtos regionalizados. Este cenário me orgulha e me faz querer continuar com meu trabalho de formiguinha, de pesquisar temas interessantes, fundamentados, para dividir com vocês.
Minhas perspectivas de futuro para este blog estão cheias de ânimo e com projetos mirabolantes na cabeça – só preciso encontrar um meio de coloca-los em pratica o mais rapidamente possível, para acompanhar o ritmo acelerado do mundo.
Hoje, este post está celebrando minhas Bodas de Flores e Frutos com a blogosfera. Quatro anos de dedicação que já me trouxeram bons frutos. Um deles, a indicação ao V Prêmio Top Blog, que escolhe o melhor blog do Brasil. Estamos concorrendo na categoria gastronomia e esperamos seu apoio nesta votação – que ocorre on line (Para participar e nos ajudar a estar entre os “grandes” basta você clicar no ícone de link para a cotação que se encontra no lado superior esquerdo deste blog, escolher a forma pela qual deseja votar [se por email ou facebook] e realizar seu voto. Conto com seu apoio. Abaixo segue a imagem do link para facilitar seu trabalho de busca).


E como não existe postagem aqui que não tenha uma boa receita e nem uma boa música a receita de hoje é especialmente diferente, uma torta crua de flores, sementes e frutas para celebrar estas bodas. Espero que gostem.
Obrigador por sua atenção,
                                            Continue nos visitando.
                                                                  Barão de Gourmandise.

Torta de Bodas de Flores e Frutos do barão de Gourmandise


crosta
1 1/2 xícaras ( 225 g ), amêndoas
1/2 xícara de Sementes de girassol
2 colheres de sopa de sementes de cânhamo
12 tâmaras frescas, sem caroço
2 colheres de sopa de óleo de coco virgem
1 colher de chá de sal marinho
Recheio
1 ½ xícaras de castanha de caju, embebidas no suco de caju ou em água, por pelo menos 2 horas, ou mais se você tiver tempo
2 limões orgânicos , suco e raspas
1 colher de chá de pó de baunilha aterrada ou 1/2 vagem de baunilha
1/3 xícara de óleo de coco
1/3 xícara de mel ou néctar de agave
1 colher de sopa de rosa mosqueta em pó (opcional)
cobertura
2 romãs de tamanho médio, sementes
1/3 xícara framboesas congeladas
Suco de 1/2 limão
decoração
Flores comestíveis frescas (flores de capuchinha, amor-perfeito, borago, viola, calêndula, rosas, rosa mosqueta, dentes de leão, cravos, lavanda, gerânios, Centáureas, flores de ervilha, lírios de dia, camomila amarela, pétalas de girassol,  etc.)

Preparo: Fazendo a crosta: Triture as nozes e sementes em um liquidificador ou processador de alimentos por cerca de um minuto. Adicione as tâmaras, óleo de coco e sal marinho e misturar no processador até que tudo esteja bem ligado. Colocar a mistura numa forma de fundo falso, pressionando bem apenas no fundo da forma. Conservar na geladeira enquanto faz o recheio. Fazer o recheio: Aqueça o óleo de coco e o mel em uma panela pequena em fogo baixo até ficar bem líquido, misture um pouco com a colher para juntar a mistura.  Coloque as castanhas de caju embebidas, o suco e as raspas de limão, a baunilha, a mistura de óleo de coco com mel quente e a rosa mosqueta no liquidificador ou processador de alimentos e bata em alta velocidade até ficar homogêneo e engrossar (tipo maionese - isso pode demorar alguns minutos). Despeje o recheio sobre a massa e coloque no freezer por 30 minutos ou até endurecer. Fazer a cobertura: coloque as sementes de romã, as framboesas e o suco de limão em um processador ou liquidificador e bata até ficar homogêneo. Despeje a cobertura por cima do bolo e volta ao freezer por cerca de 30 minutos. Servir a torta: Retire do freezer e desenforme (fica excelente se retirada 30 minutos antes de servir). Decore com flores frescas e sirva.
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sábado, 7 de setembro de 2013

Ab ovo: a omelete do barão de Gourmandise


Tem dias que a gente resolve se permitir ter certos pensamentos e se doar a certas atitudes, que em dias “normais” não se permitiria ter tais reações. Hoje é dia da independência do Brasil, e eu acordei puto: puto pela quantidade de idiotas encapuzados criando confusão Brasil à fora; puto com essa política e economia brasileira; puto com os professores de história que ensinam nas escolas que foi Pedro I o responsável pela independência, porque não contam a verdade? Porque não se permitem contar a história tal como ela aconteceu, e dizer que foi a imperatriz Leopoldina é a real benfeitora desta Nação?; puto com alguns amigos... e estou tão puto, puto com tanta coisa, que nem cozinhar hoje me satisfaria!

Nessas horas misturar o que vem na frente pra matar a fome (já que não pode matar algumas pessoas) sempre me rende um belo AB OVO. É assim que eu chamo a omelete – só quando eu estou puto (risos). Mas este meu apelido pra omelete tem fundamento:
Ab ovo é uma expressão latina que significa "desde o ovo" (ou seja, "desde o início", "desde a origem"). A expressão tornou-se famosa por ter sido empregada pelo poeta romano Horácio em sua obra Arte Poética, referindo-se a Homero que, ao escrever sobre a destruição de Troia não começou "ab ovo", ou seja, do nascimento lendário de Helena de Troia a partir de um ovo, mas sim descreve os acontecimentos no campo de batalha, e no último dos dez anos da Guerra de Troia.

De acordo com a mitologia clássica, Helena, a mulher mais bonita da Terra nasceu de um ovo posto pela deusa Nêmesis. Esta, por sua vez, despertou o encantamento do deus Zeus, por ser muito bonita. Não querendo nada com o deus, ela se transformou em uma gansa. Zeus não deixou por menos e se transformou em um cisne e acabou copulando com Nêmesis, que botou um ovo por causa daquela união com Zeus. Porem ela abandonou o ovo logo em seguida. Dizem que o pastor encontrou o ovo que acabou o entregando à Leda, que por seus cuidados, acabou chocando o ovo nascendo dele a linda Helena de Esparta – mais tarde conhecida como Helena de Troia.


Outra teoria para a origem de "ab ovo" sugere que ela faria parte de uma expressão latina maior, ab ovo usque ad mala (ou "do ovo às maçãs"), que se referia originalmente ao início e fim de um banquete romano (começando pelo antepasto - ovos - e terminando na sobremesa - maçãs).
Todavia, é quase certo que o uso da expressão na literatura vem mesmo da obra de Horácio, como se pode notar, por exemplo, na introdução de "Esaú e Jacó" de Machado de Assis, ou de "Guerra e Paz" de Leon Tolstói.
Na crítica literária a expressão é utilizada para determinar uma história que se inicia no nascimento do personagem principal, em oposição à expressão in media res (latim para "no meio das coisas").
Os termos in medias res e ab ovo provém das linhas 147–148 da Ars Poetica do poeta romano Horácio, onde ele descreve seu poeta épico ideal:
Nem deve ele começar a Guerra de Troia a partir do Ab ovo, mas sempre adiantar-se na ação e agarrar o ouvinte no meio das coisas…

Quanto ao meu Ab ovo, a omelete, acredita-se que a omelete surgiu na antiga Pérsia. Onde ovos batidos eram misturados com ervas picadas, fritos até ficarem firmes, e depois cortados em pedaços, para formar um prato conhecido como 'kookoo'. Acredita-se que tal receita alcançou a Europa através do Médio Oriente e da África do Norte, onde sofreu adaptações e originou a frittata italiana, a tortilla espanhola e a omelette francesa.
Na França, sua criação é atribuída a Annette Poulard, em 1888, no Monte Saint-Michel, na Normandia. Ela elaborou uma refeição nutritiva e fácil de preparar para os famintos peregrinos que chegavam ao Santuário de São Miguel. Hoje, na entrada do local, existe o restaurante Mére Poulard.

Vou logo fazer meu ab ovo antes que eu fique mais puto ainda – porque quando eu estou com fome eu fico irritadíssimo...

Ab ovo do Barão


2 ovos
1 colher de manteiga
Cheiro verde picado
Azeite e manteiga para fritar
Queijo mozzarella (ou outro da sua preferência)
Presunto
Queijo parmesão ralado
Meio tomate e ¼ de pimentão bem picadinhos
Sal e pimenta do reino a gosto


Preparo: Em uma tigela bata bem os ovos. Junte o queijo, o presunto, o cheiro verde, o tomate e o pimentão, acrescente o sal e mexa bem. Em um frigideira aqueça o azeite e a manteiga. Jogue os ovos batidos que estão misturados com os outros ingredientes. Quando a parte de baixo estiver dourada vire para dourar o outro lado (nessa hora se você tiver uma omeleteira em casa, você não vai ficar puto na hora de virar [risos]); Depois que dourar os dois lados, jogue um pouco de queijo parmesão ralado por cima, ou outro queijo de sua preferência. Salpique um pouco de pimenta do reino por cima, caso goste.

sábado, 31 de agosto de 2013

O adorado pudim de pão da princesa Diana (Bread and Butter Pudding)

  
Hoje este post será breve. Talvez seja saudosista. Mas de fato eu queria fazê-lo porque me lembro da comoção que se instalou em mim naquele 31 de agosto de 1997, quando o  mundo perdia a princesa de Gales, Diana.  É uma forma de reavivar as boas imagens que tenho dela em suas ações humanitárias.


Tantas coisas se pode dizer sobre ela; tanto adjetivo se pode dar. Mas tantos julgamentos já foram feitos sobre Lady Di, que hoje eu só queria lembrar dela como expoente de beleza e superação. Para tanto, resolvi postar aqui a receita do prato que ela mais gostava: O Pudim de Pão.
A receita abaixo é a original do chef Darren McGrady, que por onze anos pilotou panelas no Palácio de Buckingham e foi o personal chef da princesa Diana; cedida com alegria para ser divulgada mais uma vez.


O chef McGrady numa visita ao Brasil

Como disse o Chef, em diversas entrevistas que ele deu ao longo dos anos, ele se orgulhava muito de ter podido conquistar o paladar daquela mulher admirável:

Lembro-me de Princesa Diana dizendo em mais de uma ocasião assim: "Darren, você faz o melhor pudim de pão e manteiga no Mundo." Eu não tenho certeza o que eu faço, mas foi tanta emoção quando ela disse isso ao Nigel Dempster, (the Royal Reporter do the Daily Mail em Londres) e o mesmo imprimiu isso em sua coluna. Eu tenho que admitir, porém, que é sobre esta sobremesa que eu sou sempre perguntado.

Curiosidades sobre Diana que talvez voce não saíba:

1. Quando criança, Lady Di teve babás bastante desequilibradas. Uma delas chegou a perseguir o pai da princesa com uma faca.

2. A rainha Elizabeth, por ocasião do anúncio de noivado entre Diana e Charles, levou a garota ao seu ginecologista para comprovar se ela era virgem.

3. Pouco antes de se casar, Lady Di sofreu de bulimia. Ela chegou ao altar 7 quilos e meio abaixo do peso.

4. Charles e Diana não puderam dizer o famoso "Enfim, sós". Eles passaram a lua-de-mel a bordo do iate real "Britannia", numa viagem pelo mar Mediterrâneo. Estavam acompanhados de 21 oficiais e 256 marinheiros.

5. Diana confessou que tentou se suicidar cinco vezes. Na primeira, seis meses depois do casamento, ela se atirou do alto de uma escada. Depois jogou-se contra um armário de vidro, cortou os pulsos com uma lâmina de barbear e, durante uma discussão com Charles, cortou o peito e as coxas com um canivete.

6. Um dos perfumes preferidos da princesa Diana era o Isis, de Jan Moran. A fragrância, criada especialmente para ela, foi desenvolvida na Inglaterra pelo perfumista William Owen III. O perfume é uma combinação de rosas brancas e violetas, flores da região onde Diana nasceu.

7. Diana chamava Charles de "Cara-de-Peixe", por causa da indiferença com que o marido a olhava.

8. Em 6 de julho de 2004, a rainha Elizabeth II inaugurou uma fonte em homenagem à princesa. Ela está localizada no Hyde Park, em Londres, Inglaterra. Foi a primeira vez que a família real e parentes de Diana se reuniram desde os funerais da princesa, em 1997, na Catedral de Westminster, quando o irmão de Diana criticou a realeza pela maneira com que a tratavam em vida.

9. Uma biografia escrita por Simone Simmons e publicada em junho de 2005 diz que a princesa teve um caso com John F. Kennedy Jr., filho do presidente norte-americano John Kennedy e sua esposa, Jacqueline. Os dois teriam se conhecido em 1995, durante uma visita da nobre a Nova York, Estados Unidos. John queria entrevistá-la para sua revista, a "George". Apesar de se recusar a dar o depoimento, Diana o convidou a subir em sua suíte, e o casal acabou indo para cama juntos.

10. Em setembro de 2005, o jornal inglês "Daily Express" anunciou que o corpo da princesa foi embalsamado apenas uma hora após a sua morte para ocultar uma gravidez. Segundo a reportagem, Diana estaria esperando um filho de Dodi al Fayed. A decisão teria sido tomada por representantes do governo do primeiro ministro britânico Tony Blair e da Família Real.

Bread and Butter Pudding
(receita original do pudim de pão da princesa Diana)

12 fatias de pão branco (pão de forma, 8 fatias cortadas em triângulos , 4 fatias cortadas em cubos )
115g de manteiga sem sal amolecida
9 gemas
145g de açúcar refinado
1 vagem de baunilha
200ml de leite
445ml de creme de leite
90g  passas
90g de amêndoas em flocos ( torrada)
4 colheres de sopa de Amaretto ou Cointreau
30 de açúcar adicional (para o topo do pudim )
1 colher de chá de Açúcar de confeiteiro

Preparo: Mergulhe as passas na noite anterior no Amaretto e cubra com filme plástico. Deixe em temperatura ambiente. Pré-aqueça o forno a 350 graus. Unte um refratário com manteiga. Retire as cascas e manteiga no pão. Bater as gemas com as 145g de açúcar em uma tigela.  Divida a vagem de baunilha e coloque em uma panela com o leite e creme de leite, em seguida, leve para ferver e depois despeje sobre as gemas, mexendo o tempo todo. Retire a vagem de baunilha, raspando as sementes e colocando-as no creme e descarte a vagem.  Coloque as fatias de pão cortadas em cubos no fundo do refratário. Em seguida, cubra com as passas acrescentando os sucos também. Cobrir as passas com o corte de pão em triângulos e despejar a mistura de ovos quente sobre o pão certificando-se de que todo o pão estará embebido nela. Deixe de molho por 20 minutos.  Coloque no forno em banho-maria e cozinhe por cerca de 30 minutos. Retire do forno e assadeira e polvilhe com o açúcar extra. Em seguida, coloque na grelha até que o açúcar começa a caramelizar. Polvilhe com as amêndoas tostadas em flocos e com açúcar de confeiteiro. O pudim está pronto para servir.  

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Quem veio primeiro: a maionese ou o ovo?


Quando eu era criança eu adorava comer muitas coisinhas, digamos, exóticas: eu adorava comer as folhas da árvore de seriguela (frutinha peculiar que eu ainda gosto, como gosto das folhas); também adorava comer umas florezinhas rosas, azedinhas, que davam no jardim lá de casa (não sei o nome delas, mas garanto que se as visse hoje eu as comeria do mesmo jeito); adorava comer pão com manteiga e açúcar também... Acredito que isso me permitiu minha abertura ao mundo dos sabores e das combinações mais improváveis. Mas uma coisa era certa: nenhuma dessas coisinhas ganhava do sabor que tinha o “pão com maionese” daqueles tempos. Parecia tudo mais gostoso que hoje... Aliás, acho que a maionese foi o primeiro molho que comi na vida. Por isso fui pesquisar sobre ela. Quem você acha que veio primeiro, a maionese ou o ovo? 



Claro que foi o ovo, mas por pouco (risos). Sabe-se através das pesquisas de alguns historiadores que tratam da gastronomia que já existia uma mistura de azeite e ovo na antiguidade, e era consumida pelos antigos egípcios e romanos; a maionese que conhecemos hoje, uma emulsão de óleo, o ovo e o suco de limão e / ou vinagre, além de temperos, foi desenvolvida por um dos grandes chefs da França.
Apesar de histórias da origem de quase todos os “grandes preparos” poder variar, a principal convicção é que o conceito para o molho de maionese original foi trazido para a França, em 1756, a partir de Mahón, uma cidade em Minorca nas Ilhas Baleares, na costa nordeste da Espanha. O que se tornou um dos condimentos preferidos do mundo foi criado para um banquete para celebrar a vitória pela tomada da cidade de Mahón pelas forças sob comando de Louis-François-Armand de Vignerot du Plessis, duque de Richelieu (1696-1788), um marechal da França que era sobrinho-neto do famoso Cardeal Richelieu.

Localização das Ilhas Baleares

Os molhos tradicionais da época eram feitos de creme de leite e ovos. A história nos conta que, o chef do Duke não tinha creme de leite para a ocasião e então resolveu o substituir por azeite. E para homenagear àquele momento acabou nomeando o novo molho "Mahónnaise", em honra da vitória.
Mais tarde saberíamos que, anos depois de sua estreia, o grande chef francês Marie-Antoine Carême (1784-1833), fundador do conceito de alta gastronomia, iluminou a receita original, misturando o óleo vegetal e as gemas em uma emulsão delicada. Foi esta sua receita que ajudou a lhe tornar famoso em toda a Europa e, posteriormente, nos Estados Unidos e no mundo.
Eu particularmente acredito que os molhos são como médiuns da cozinha: conseguem revelar a alma dos ingredientes, amaciar carnes e sempre, sempre, realçar sabores. E tudo  ficou mais gostoso no momento em  que cada cultura desenvolveu seu próprio estilo de molho, usando ingredientes particulares de sua situação geográfica e técnicas especiais. Assim podemos dizer que a história moderna dos molhos começou na França durante o reinado de Luís XIV, com o grande chef François Pierre La Varenne (1618-1678). La Varenne inclusive foi de um famoso livro sobre a moderna cozinha francesa editado em 1651, Le cuisinier françois ("The French Chef"). Este livro, escrito para os profissionais, foi uma revolução, a partir de preferências de culinária francesa medieval e codificação da cozinha francesa moderna.


Assim para entendermos a importância da maionese nesta história precisamos entender que, no século XVIII já existia o conceito francês de "molhos-mãe" (molhos mères, ou como chamamos por aqui, molhos-base. E a maionese é um dos cinco molhos-mãe, que também incluem: molho espagnole (molho marrom com tomates), molho de tomate, bechamel (molho branco), velouté (engrossado com manteiga e farinha (roux)) e holandês (é uma emulsão de gema de ovo e manteiga, geralmente temperado com suco de limão, sal e pimenta). Todos os outros molhos franceses são variações desses molhos básicos.


A salada de maionese - popular em todo o mundo. 


Os pães americanos, lanche que ressalta o poder da maionese. 
E como a maionese veio para na América?

Em 1903, Richard Hellmann chegou a Nova York como um imigrante vindo da Alemanha. Dois anos depois (1905) ele abriu uma delicatessen e ali vendia saladas com maionese, feitas a partir de uma receita de sua esposa. A maionese era tão boa que os clientes pediram para comprá-la. Como naquela época era difícil se encontrar embalagens em qualquer lugar do bairro, Hellmann começou a vender a maionese nos "barcos de madeira" – desses usados antigamente para a pesagem de manteiga na mesa. Até que apareceram os frascos, e nessa altura, eram vendidas duas variações da receita de maionese que, para distinguir entre os dois, Hellmann colocava uma fita azul em torno em uma versão.



A receita da "fita azul" era tão demanda em pedidos e venda que em 1912, Hellmann desenhou um rótulo com uma fita azul no topo. Essa fita azul continuaria nas embalagem ao longo do século que viria, não mais como fita em si, mas com impressões modernas. Como a fama da Maionese Hellmann foi crescendo ao longo do tempo, então a empresa Best Foods Inc. acabou introduzindo a maionese para os consumidores da Califórnia. Em 1932, houve uma reunião com Richard Hellmann e sua empresa foi adquirida pela Best Foods Inc., que por sua vez foi adquirida pela Unilever, uma enorme corporação multinacional anglo-holandesa, em 2000.
Os brasileiros mais sofisticados eram os únicos que conheciam a maionese – poucos os preparavam em casa com as receitas vindas da Europa ou dos EUA. A maionese Hellmann’s só chegou ao Brasil trinta anos depois do seu surgimento nos em Nova Iorque (alguns afirmam que ela chegou em 1962, e já tinha um público ansioso).
Uma das principais queixas dos consumidores brasileiros de maionese na década de 70 era o fato de lambuzarem os talheres ao retirar o produto da embalagem. Para tentar resolver o problema, a Santista Alimentos – hoje Bunge – adotou em 1979 potes de vidro com boca larga para a Maionegg’s.



Somente tampas metálicas de rosca fechavam os potes de vidro das maioneses brasileiras até 1985. Foi quando a Refinações de Milho Brasil, seguindo uma tendência internacional, decidiu adotar selos de vedação para reforçar a proteção – e aumentar consideravelmente a vida-de-prateleira – da maionese Hellmann’s (marca hoje controlada pela Unilever). Para destacar seu pioneirismo, a empresa veiculou anúncio em revistas exaltando “a maionese que você precisa abrir duas vezes – a única com selo de vedação”. A peça, reproduzida abaixo, é criação de Rogério Morais Martins, então na Dogma Propaganda.



A concorrente da Hellmann’s, a Maionegg’s,  trouxe ainda mais inovação, além dos eu pote exclusivo no formato apresentava-se com uma tampa plástica, que eliminava o problema de ferrugem, comum nas tampas de aço, e também já trazia o disco de vedação de alumínio, que impedia a entrada de oxigênio, aumentando o shelf life do produto.
Hoje em dia a variedade de sabores e formato de suas embalagens é uma verdadeira loucura. Mas há nada mais delicioso do que maionese caseira. Qualquer semelhança com maionese comercial é altamente improvável.
Ao procurar a receita perfeita, seja como molho ou como um agente de mistura, acabei escolhendo uma receita que tivesse toda a instrução clássica da culinária francesa. E, portanto, eu obviamente escolhi a receita de Julia Child – que não foge do clássico. Alias vocês podem encontrar um capitulo inteiro sobre maionese no Volume 1 of Mastering The Art Of French Cooking (co-written with Louisette Bertholle and Simone Beck).


Julia Child dizia que maionese podia ser batida à mão (a forma original), feita com uma batedeira ou em um liquidificador. E que para fazer uma boa maionese ter boas gemas é muito importantes. E, como diz Julia, "... é quase automático, e nenhuma habilidade culinária entra na preparação." Desnecessário dizer, que isso significa que qualquer um pode fazer?
Mas adverte: "Maionese feita à mão requer familiaridade as gemas. É certamente longe de ser difícil uma vez que você entender o processo, e depois de ter feito isso algumas vezes, você será capaz de com confiança fazer um litro de molho em dez minutos."

A receita da maionese perfeita

Para que sua maionese tenha uma qualidade excepcional é necessário seguir alguns passos citados por Julia Child. Vejamos:

Temperatura Ambiente: Tenha todos os ingredientes em temperatura ambiente. Se eles não estiverem, aquecer a tigela em água quente para tirar o frio das gemas, aqueça o óleo para deixá-lo morno, se ele estiver frio.

Gemas: Sempre bata as gemas por um minuto ou dois, antes de acrescentar alguma coisa a elas. Quando elas estiverem espessas e pegajosas, elas estão prontas para absorver o óleo.

Adicionando o óleo: O óleo deve ser adicionado muito lentamente no início, até que o processo de emulsão e comece a agir e tornar o líquido num creme. Quando começara engrossar o óleo pode ser incorporado mais rapidamente.

Proporções: A quantidade máxima de óleo de um ovo grande pode absorver é de seis onças, ou ¾ xícara de óleo. Quando este máximo for excedido, as propriedades de ligação das gemas quebram, e o molho afina ou coalha. Se você nunca fez antes de maionese, é mais seguro para não exceder xícara de óleo por gema de ovo ½. Aqui está uma tabela dando proporções para diferentes quantidades de molho:



Número de gemas
Xicaras de óleo
Vinagre ou suco de limão
Quantidade final de molho
2
De 1 a 1 e meio
De 2 a 3 colheres de sopa
1 ¼ a 1 ¾ xicaras
3
De 1 e meio a 2 ¼
De 3 a 5 colheres de sopa
2 a 2 ¾ xicaras
4
De 2 a 3
De 4 a 6 colheres de sopa
2 ½ a 3 xicaras
6
De 4 a 4 ½
6 a 10 colheres de sopa
3 ¾ a 5 ½ xicaras


Bom, já que é possível fazer sua maionese caseira, agora vamos incrementá-la...

Maionese temperada do Barão

ingredientes
500g de maionese
7 Alhos pequenos picados e amassados
1/2 caldo knorr de bacon
Um pouco de orégano
10 bolinhas de pimenta-do-reino amassadas
2 colheres (sopa) de cebolinha picada
2 colheres (sopa) de salsinha picada
Vinagre à gosto

Preparo: Bata o alho com o caldo de bacon, a maionese e a pimenta do reino ate sentir que já está, tudo bem integrado. Em seguida misture o resto dos ingredientes, bata rapidamente apenas para misturar as erva e o vinagre e pronto. Simples assim.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Era uma vez, no México... La Margarita

Há dias em que o céu amanhece lindo, o vento sopra suave e o mar, bem, o mar fica ainda mais deslumbrante! Para dias assim, nada melhor do que umas boas taças de 'margarita'.

Esse drink sempre foi sinônimo de diversão – e a mídia sempre faz alusão a isso na TV e no cinema. E, por mais que não pareça, ele é tão fácil de ser preparado, e seus ingredientes são tão comuns de termos em casa, que podemos prepará-lo rapidamente. Minha sugestão é que você faça um e vá degustá-lo na sua varanda, vendo o tempo passar (se não tiver varanda, vai à janela mesmo [risos]).


Há muitas reivindicações para a invenção da Margarita, mas o crédito vai para Margaret (Margarita) Sames, uma rica socialite de Dallas. Conta a história que, o cocktail nasceu durante o feriado de Natal, em 1948. De acordo com uma entrevista de 1994, publicada no The San Antonio News-Express, jornal da cidade onde a Sra. Sames tinha se aposentado, época em que completaria o 45º aniversário do cocktail:

Margarita e seu marido, Bill, convidaram alguns amigos de Dallas para visitá-los em Acapulco. Sua luxuosa fazenda no alto de um penhasco ainda estava em construção, e por isso pediram a casa de um amigo local, um espaço igualmente luxuoso que desprovia de uma piscina com um bar 'molhado'. A senhora Sames queria fazer uma bebida refrescante que pudesse ser desfrutada junto à piscina antes do almoço. "Afinal, uma pessoa só poderia beber tantas cervejas ou tantos Bloody Mary, ou screwdrivers ou qualquer outra coisa", disse ela. "Eu queria fazer uma nova bebida."


Margaret Sames inicialmente tentou inventar uma bebida com rum, inspirada por suas visitas à Cuba, mas não teve sucesso. Como a tequila era uma de suas bebidas favoritas, então Margaret Sames se virou com ela. Tendo provado e apreciado, o licor de laranja francês conhecido como Cointreau, ela decidiu combinar os dois. Na época, ela disse, que não haviam drinques misturados com tequila – o drinque que foi servido em estilo clássico em um copo, com sal e uma fatia de limão. (Talvez isso fosse verdade no México, mas Eric Felten, cocktail columnist para The Wall Street Journal, cita o Tequila Daisy, como sendo uma bebida popular na Segunda Guerra Mundial -  uma mistura de tequila, suco de frutas cítricas e grenadine, servido sobre gelo raspado, que foi derivado do Gin Daisy e Daisy Whiskey. Eric também detalha outros pretendentes à invenção da Margarita. Mas vamos voltar para a história da Sra. Sames, como disse no San Antonio News-Express a repórter Susan A. Markner.)

As tentativas da Sra. Sames como mixologista não teve um sucesso imediato. "Eu fui empurrada para dentro da piscina algumas vezes porque algumas dessas primeiras bebidas eram muito ruins", ela lembrou. Como ela experimentou várias combinações de tequila e Cointreau, elas ou ficavam muito doce ou muito azeda. Eventualmente, ela encontrou uma receita que combinava com ela, com suco de limão usado para equilibrar o álcool e um pouquinho de sal na borda de copo/taça para adicionar um toque especial.



Ao longo dos anos, Bill e Margaret serviram a bebida para seus convidados, referindo-se a ela como "a bebida" ou "Bebida de Margarita." Depois Bill deu à esposa um conjunto de taças de champanhe gravado com o seu nome, e assim a bebida foi batizada com o nome da esposa. A receita do coquetel foi espalhada por alguns dos amigos e convidados do casal, que incluíam hoteleiro Nick Hilton, Shelton McHenry, Joseph Drown, estrelas de cinema como Lana Turner e John Wayne, e outros viajantes do mundo que posteriormente serviram a bebida em seus hotéis e restaurantes.

Enquanto a Sra. Sames esteve confiante de que sua receita foi a primeira encarnação da Margarita, Eric Felten cita uma receita chamada Picador, publicado em 1937, em Londres, no Cafe Royal Cocktail Book. Era feito de tequila, Cointreau e suco de limão (sem sal). A primeira aparição na imprensa de uma bebida realmente chamada de "Margarita" foi em dezembro de 1953 na revista Esquire – e dava credibilidade à Margarita Sames como a inventora da bebida em 1948, o que deu tempo para a receita sair de sua casa particular e germinar através da influência de seus amigos famosos.

Ao que consta, ‘Margarita’ Sames tinha 35 anos quando inventou o cocktail que se tornaria um dos favoritos da América. E por isso, você pode se inspirar no mundo da mixologia e testar sua receita para um drinque imortal – quem sabe. Só não se esqueça: se beber, não dirija.  

Curiosidades...

Existem ainda outras versões para o surgimento do drink. São elas:
• Rita Hayworth, cujo nome verdadeiro era Margarita Carmen Cansin, na juventude, antes de sua fama, se apresentava em Cassinos na vida noturna de Tijuana, México. Ali, um barman de nome Enrique Gutierrez criou o coquetel e o batizou em homenagem à atriz;
• Nos anos 40, havia um bar de estrada em Rosarita Beachna Baja California que era de propriedade de Danny Herrera. O local era frequentado por Katherine Hepburn, Ava Gardner e outras celebridades. Herrera criou o coquetel, uma maneira de suavizar o gosto forte da tequila, para conquistar uma certa Marjorie (Margarita em espanhol) King;
• Outra versão conta que a Margarita foi inventado em outubro de 1941, a Cantina do Hussong, em Ensenada, no México, pelo bartender Don Carlos Orozco. Uma tarde, Don Carlos estava experimentando a mistura de novas bebidas quando chegou uma visitante de prestígio: Margarita Henkel, a filha de um embaixador alemão, que vivia com o marido Roy Parodi, perto da cidade de Rancho Hamilton. Don Carlos ofereceu a bebida para Margarita, e nomeou-a com seu nome logo após por ser a primeira pessoa a prová-lo. Ele inventou uma mistura de partes iguais de tequila, licor de laranja e limão, servido com gelo em copo de vidro com sal. No entanto, a receita Don Carlos "foi feita com Damiana Licor, e não com Cointreau. Ele pode ter chamado sua bebida após Margarita Henkel, mas não essa não é a bebida o mundo conhece;
• Há também alegações de que a bebida teria sido a primeira misturada na área de El Paso-Juárez, no Tommy's Place Bar em 04 de julho de 1945 por Francisco “Pancho” Morales. Morales deixou de ser bartending no México, para se tornar um cidadão dos EUA. Ele está listado no Texas Almanac's Sesquicentennial Edition (1857–2007, under M), Obituário de texanos famosos. Sua história é foi capturado em um artigo em outubro de 1973 "O homem que inventou o Margarita" por Brad Cooper, e mais tarde em seu obituário no Washington Post em 2 de janeiro de 1997;
• Outra versão para a origem do cocktail nos leva para um lendário quarto de Bali em Galveston, Texas, onde, em 1948,o barman Santos Cruz criou a Margarita para a cantora Peggy (Margaret) Lee. Ele supostamente nomeou-o depois a versão espanhola de seu nome, Margarita, e tem sido um sucesso desde então.

Como beber Margarita
Existem três formas de consumir este drink:
• Shaken: batida entre 20 e 30 vezes com gelo na coqueteleira e servida coada na taça. è a mais tradicional;
• On the rocks: também batida na coqueteleira, porém serve-se com duas pedras de gelo na taça. Como o drink logo ficará aguado, é aconselhável aos que tem menos resistência à bebida.
• Frozen: é uma espécie de “raspadinha”, pois se trata de uma mistura do drink com gelo triturado no liquidificador. Igualmente saboroso e uma bela pedida para a beira-mar num dia de calor.

Margaritas podem ser servidos em uma variedade de copos, mais notavelmente o estereótipo para este drink é uma variante do cupê Champagne clássico. O mesmo copo também é usado para servir pratos como o guacamole ou coquetéis de camarão. Em contextos formais, margaritas são servidos frequentemente em um copo de coquetel padrão, enquanto em ambientes informais, particularmente com gelo, margaritas pode ser servido em um copo old-fashioned.


A taça clássica para servir a bebida
Margarita servido no copo old-fashioned
A Margarita foi a bebida mais popular no ano de 2010, representando 18% de todas as vendas de bebidas mistas nos corredores dos EUA. Correndo para alcançar o primeiro lugar da lista estavam o Martini, o Rum e Coca-Cola, a vodca com tônica, e o Cosmopolitan. (Fonte: Cheers On-Premise Handbook 2008).
Em média, os americanos consomem 185 mil Margaritas por hora. (Fonte: Brown-Forman, 2008). Na parte Sul dos EUA o consumo de Margarita é responsável 34,9% das vendas. Os principais mercados incluem Alabama, Florida, Carolina do Norte e Texas. (Fonte: Brown-Forman, 2008)
Com base nas vendas, Atlanta, Miami, St. Louis e Nashville estão entre as melhores cidades para se tomar Margarita. (Fonte: Elogios On-Premise Handbook 2008).
Os EUA é o número um em mercado de tequila, sendo maior e mais importante que o México (note que a população dos EUA é quase três vezes maior que a do México). (Fonte: Cheers On-Premise Handbook 2008).
Estes fatos foram fornecidos pela Casa Herradura, um dos mais antigos e respeitados produtores de tequila, fundada em 1870. Localizada no coração da região de tequila no México, na pequena cidade de Amatitan, Jalisco (fora de Guadalajara), a Tequila Herradura é 100% feita de agave, cuidadosamente elaborada através de métodos tradicionais, como cozinhar o agave em fornos de barro e sua fermentação natural com levedura selvagem.

A Receita Original
Randi Reed, editor-em-chefe do site MusicBizAdvice.com, viu Margarita Sames em um talk show no início de 1990, e relata a receita original e dicas para fazer uma boa Margarita:

"Primeiro, você deve usar uma boa tequila – uma autêntica, dessas feitas em Jalisco, no México. Eu prefiro uma tequila branca - nada dessas coisas de ouro. " Margarita nos liquidificadores, nunca! Agitar ou mexer a bebida em uma jarra é o mais adequado. Não se esforce. Use Cointreau, e não o menos caro e menos saboroso.



A receita original Margarita: 3 jiggers (medida) de tequila ", ou você pode fazer com dois," uma medida de Cointreau e uma medida de suco de limão. Misturar tudo. Servir com cubos de gelo num copo onde a borda teve limão passado e depois o copo foi deitado no sal de cozinha.

As proporções oficiais do drink, segundo a International Bartenders Association, é 7:4:3, o que pode traduzir-se como sendo 70 mL de tequila para 40mL de licor Cointreau e 30mL de suco de limão. Depois ponha bastante gelo na coqueteleira, as doses de tequila, o licor de laranja e suco do suco de limão. Bata até gelar a parede da coqueteleira e sirva o drink na taça previamente gelada, com sal na borda.


Margarita do Barão

Ponha bastante gelo na coqueteleira, 3 doses de tequila, 1,5 dose de Cointreau e suco de um limão. Bata até gelar a parede da coqueteleira e sirva o drink na taça previamente gelada.




Frozen Margarita
(Receita da Casa Herradura)

30ml de tequila (experimente Herradura prata)
30ml de Cointreau
Suco de limão fresco para saborear
gelo moído
Açúcar e roda de limão para decorar

Preparo. 


Decorar o copo com uma rodela de limão. Misturar todos os outros ingredientes num misturador durante alguns minutos. Servir em seguida