sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Arroz de Hauçá


Se eu já gostava de estudar sobre gastronomia, por conta do mestrado, tenho me dedicado mais às leituras sobre o tema – e, principalmente sobre as maravilhas da cozinha brasileira.
Todo dia tenho uma surpresa. Todo dia uma boa história... pensando nisso, a postagem de hoje vem falar de um prato que a culinária baiana incorporou ao seu repertório, que o toque baiano tornou em prato ainda melhor. Me refiro ao ARROZ DE HAUÇÁ.


O arroz de hauçá é uma preparação de origem africana. Foi trazido para o Brasil no século XIX pelos haussás, hauçás, haúças, também conhecidos por hausa, muçulmanos habitantes do norte da Nigéria e sudeste do Níger. O prato consiste uma porção de arroz inchado – como chamam em Salvador o arroz grudento, quase papa -, cozido em agua, leite de coco e sal, acrescido de carne seca acebolada e coberto com molho de camarão seco, tudo regado com azeite de dendê.
Um fato que merece ser observado, é que o arroz de hauçá, poderia ser um cuscuz marroquino, com ingredientes trocados: arroz e coco ao invés de sêmola, carne seca ao invés de fresca, camarão seco substituindo a textura da tâmara e os olores marcantes dos temperos hindu-arábicos.


Isso nos mostra a influência de culturas que a culinária brasileira possui, e a diversidade gastronômica de simbologias que a Bahia tem. Pois, para o candomblé, o arroz de hauçá é uma comida ritual, um ebó (oferenda) – neste caso, o arroz é cozido somente com bastante água: não se coloca óleo, tempero, ou sal, pois será oferecido a Oxalá e Iemanjá, podendo ainda ser oferecido a todos os orixás, em formato de bolas ou numa tigela. Cada ebó a ser ofertado, para que o Orixá tome conhecimento, deve-se invocar a energia de outros Orixá, que tem o papel especifico de servirem de interligação entre nós e as divindades, sendo que sem a aceitação desses, os Orixá a qual se oferta a comida ritual, os ebós, não saberão de sua existência.


Comida ritual, nas religiões consideradas afro brasileiras, são as comidas específicas de cada Orixá, cujo preparo requer verdadeiro ritual. Esses alimentos depois de prontos são oferecidos aos Orixás acompanhados de rezas e cantigas. Durante a festa ou no final, em grande parte são distribuídas para todos os presentes. São chamadas comida de axé, pois acredita-se que o Orixá aceitou a oferenda e impregnou de axé as mesmas.
Não há um chef, mas a figura da Iyabassê, responsável por cumprir a execução da comida ritual. Existem Orixás que não aceitam comidas com azeite de dendê, outros não aceitam mel, outros não aceitam sal, outros não aceitam camarão, etc. A Iyabassê precisa saber exatamente como se prepara cada uma dessas comidas, para que elas sejam aceitas pelos Orixás respectivos.
A mídia nos revelou que o arroz de hauçá era um dos pratos preferidos do escritor Jorge Amado – esse sim, sabia o que a bahia tem de gostoso, e fez questão de deixar muitos pratos da cozinha baiana registrados em seus livros.
Sodré Vianna em seu livro, Caderno de Xangô : 50 receitas da cosinha bahiana do litoral e do nordéste, apresenta um fato interessante envolvendo o arroz de hauçá e um personagem ilustre do Brasil:


"Uma recordação da infância. Rui Barbosa estava na Bahia. Vinha pregoeiro do voto popular, fazer propaganda de sua candidatura à Presidência da República. Na bela vivenda da família Augusto Viana, na Graça, um almoço íntimo, bem baiano, reuniu numerosos amigos do senador.

E surgiu um prato de arroz-de-Hauçá. Naquele tempo, negro era negro, não entrava nas cogitações de brasileiro fino. Só o velho Nina Rodrigues, um cientista, coitado! ... tivera a pachorra de andar cheirando os mulambos da raça de serviço... Arroz-de-Hauçá...

- Donde viria aquilo, aquele nome tão esquisito?

E o Conselheiro, interpelado, teve um brilho erudito na imensa testa. Explicou: era uma corruptela de arroz de água e sal. Os pretos, na sua maneira de engolir letras, diziam arroz de água e sá, donde arroz de aussá. Correu pela mesa em murmúrio apaixonado. Aquele talento! Aquela cultura! "


Quem sabe você se anima e resolve preparar esse arroz. A receita está abaixo, mas ela pode ser melhorada de acordo com o gosto e a criatividade dos brasileiros. Divirta-se!


Arroz de hauçá:

4 xícaras de arroz agulhinha lavado e escorrido
1 1/2 xícara de leite de coco (use o leite de coco fresco se puder)
6 xícaras de água
Sal a gosto
1/2 xícara de óleo
700gr de carne seca já desfiada
500g de cebolas cortadas em rodelas finas
3 dentes de alho amassados.
Ingredientes para o Molho:
1xícara de azeite-de-dendê
2 cebolas grandes picadas
1,5 kg de camarões secos, sem a cabeça, as patinhas e a casca.

Preparo: Na véspera, corte o charque em tiras finas, coloque numa tigela, cubra com água fria e deixe de molho durante a noite. No dia seguinte, escorra o charque, coloque numa panela, cubra com água, leve ao fogo e continue o cozimento até a carne ficar macia. Tire do fogo, escorra, desfie e reserve. Numa panela, coloque a agua pra ferver. Quando em ebulição junte o sal e o arroz e misture bem e deixe o arroz cozinhar. Prove o arroz para ver se estar macio, acrescente leite de coco, acerte o sal, misture bem até o arroz ficar meio papa. Reserve. Prepare o molho: numa frigideira, coloque o dendê e aqueça em fogo médio, junte a cebola picada e cozinhe até ficar macia. Acrescente os camarões, misture, tampe a panela e cozinhe em fogo brando, juntando água aos poucos, se necessário, até os camarões ficarem macios. Tire do fogo e reserve. Prepare o charque: numa frigideira grande, coloque a 1/2 xícara de óleo, as rodelas de cebola e alho amassado, leve ao fogo alto e frite, mexendo até a cebola dourar. Com uma escumadeira, passe a cebola para uma travessa, acrescente o charque aos poucos à frigideira, frite até dourar, volte a cebola e misture. Distribua numa forma de bolo de buraco para desenformar coloque a carne com cebola o redor e, dentro da cavidade do anel de arroz distribua o molho de camarão seco para que ele penetre no arroz. Servir em seguida.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Gateaux de Voyage (Bolos de viagem)

Caríssimos confrades, feliz ano novo! Começo mais um ano com muitas coisas para fazer e saúde para cuidar, mas espero que 2015 seja O ano.
E para dar continuidade a mais um ano com nossa viagem pelas saborosas histórias gastronômicas, a primeira postagem do ano não poderia ser outra, senão sobre Gateaux de Voyage (Bolos de viagem).



Ao longo do ano passado, observando o cenário da confeitaria mundial e postagens de grandes chefes, nas redes sociais, chego à conclusão que, muitos deles acabaram fabricando pequenos bolos, ricos em misturas inusitadas de sabor e essência. Aparentemente, os bolos de viagem têm massa mais seca, porém mais rica, principalmente quando são adicionados frutas, geleias, castanhas e sabores diferentes na preparação da massa.



Assim, acredito que para 2015, esses bolos vão continuar, menores e mais ricos – e observando as receitas pode-se enquadrar boa parte das preparações na categoria Gateaux de Voyage. Logo, os bolos de viagens tornam-se uma chique tendência para 2015. De acordo com confeiteiros franceses, a expressão “gâteaux de voyage” simplesmente se aplica a um bolo que você pode transportar facilmente e não precisa ser mantido na geladeira.  Um bolo de frutas seria um bom exemplo, Outra explicação para o nome deste tipo de bolo, é por conta de sua capacidade de suportar o estresse da viagem, principalmente os solavancos de transporte e as diferenças de temperatura -  e ainda causa surpresa, com sabores inusitados e, até, encantamento de apresentação, nos companheiros de viagem.



E quando me refiro ao Gateaux de Voyage como tendência para 2015, penso na praticidade de execução da receita na construção de uma massa que pode receber acréscimo de ingredientes variados, e que deixa cada bolo com sabor único – praticidade e sabor é elemento importante na correria da contemporaneidade. 


Observando as características do Gateaux de Voyage, e considerando que o bolo como conhecemos é uma preparação moderna – embora a Antiguidade tenha apresentado seus tipos de bolos, mais pesados, feitos com mel e cereais sem o tratamento que hoje permite a indústria de farinhas de cereais - , pode-se afirmar que, o primeiro registro para um bolo de viagem seria a existência do Financier (já tratamos sobre ele AQUI), criado em 1890, por Lasne. Mas o financier não seria o único, pois existem outros bolos que podem ser considerados bolos de viagem, como:  madeleines, macarons, baba au rhum, bolo de especiarias, bolo mármore - todos, velhos conhecidos de quem aprecia um bom bolo.


É bastante comum na Europa, encontrar nas padarias e confeitarias, bolos de viagem sendo vendidos em tamanhos pequenos, em caixas com três tipos de bolo com sabores diferentes, ou caixas para presente com uma variação maio de sabores e tipos de mini bolos.



No Brasil, confeitarias e padarias mais requintadas e lojas de doces também já fazem este tipo de preparação seguindo o modelo europeu, e a demanda só cresce. No Brasil, algumas fábricas de renome no mercado, também já preparam bolos de viagem em escala industrial, mas não sei o que acontece que essas industrias que ainda não conseguiram deixar os bolos com gosto de bolo: eles ou vem com muito conservante, com cheiro estranho de fermento biológico, com um azedume estranho e uma textura que lembra uma farofa, os que que comi não gostei de nenhum.


Eu, particularmente, acho um charme presentear amigos com guloseimas, sobretudo quando tenho tempo para prepara-las. Quem sabe vocês se inspiram e testam as receitas abaixo, ao som de Desireless - Voyage Voyage, 1987, música emblemática que combina com o bolo.


Gateaux de Voyage aux épices (Bolo de viagem com especiarias)

4 claras batidas em neve (+ 50gde açúcar mascavo para misturar)
4 gemas
250g de manteiga amolecida, ou deixada em temperatura ambiente até ficar cremosa
120g de farinha de trigo
30g farinha de maizena,
10g de fermento em pó
200g de açúcar mascavo
Canela a gosto e 2 g de 4 especiarias (noz-moscada, cravo da índia, erva doce, sementes de coentro ficam ótimo – mas o bolo é seu, misture o que quiser)

Preparo: Bata a manteiga com e o açúcar. Adicione as gemas, e a farinha, a maisena e o fermento peneirado, adicione especiarias e a canela por último, mistura deve ficar homogênea reserve. Bata as claras em neve até formar picos firmes, junte as 50g de açúcar e bata bem. Adicione essa mistura de claras e açúcar com massa, delicadamente. Leve ao forno em formas untadas e enfarinhadas (ou em formas de papel encerado), com temperatura a 180 ° por cerca de 25 minutos. Verifique o cozimento com um palito. Deixe esfriar, polvilhe com açúcar de confeiteiro e decore como quiser. (Rende dois bolos médios, ou  4 pequenos). 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Gribochky – biscoitos do natalinos russos com formato de cogumelo



Assados para a estação natalina são elementos fundamentais  para compor as mesas repletas de delicias nas comemorações  de muitos países.
Perus, pernis, presuntos, bolos, muffins, pães, biscoitos são exemplos de assados que, alem de serem feitos em casa, agora podem ser encomendados pro donos de casas nas padarias, e já saem das padarias decorados, transbordando aromas, texturas e sabores para deliciar os convidados das festas natalinas. Assados salgados e doces agradam a todos os paladares.
Dentre os assados, em muitas culturas, os biscoitos ganham decorações divertidas e cheias de simbologia – mas são devorados em instantes.
Na dieta humana, os biscoitos apareceram quase simultaneamente ao pão - cerca de dez mil anos antes de Cristo. Pode-se dizer, portanto, que pães e biscoitos, fazem parte dos primeiros elementos da evolução culinária da humanidade. No entanto, os primeiros biscoitos eram muito diferentes do que conhecemos atualmente.
Muitos tipos de farinha eram utilizados para se fazer biscoitos: na Europa a farinha de trigo era a preferida, enquanto no  extremo oriente a farinha de arroz era bastante utilizada. Já o uso de aveia, milho e outros tipos de cereais para fabricação de biscoitos é coisa mais recente, tempo em que os biscoitos ganharam espaço nas mesas das sociedades, para acompanhar chás, sucos e afins.
Nesse contexto, resolvi dividir com vocês uma tradição russa, a de distribuir  biscoitos de Natal.  Esses biscoitos natalinos russos são conhecidos como "Gribochky",  apresentam-se no formato  e cogumelo, são símbolos de boa sorte. Os "Gribochky" – geralmente são entregues pelos donos das casas aos passantes da rua, em St. Petersburg.













Gribochky  
(Faz cerca de 24 cogumelos)


Para a massa:
2 xícaras de farinha de trigo
1/2 xícara de amido de milho
pitada de sal
1/2 colher de chá de fermento em pó
8 colheres de sopa de manteiga
1 xícara de açúcar
1 ovo grande
1/2 xícara de creme de leite
1 colher de chá de essência de baunilha
Para o esmalte vidrado:
1 xícara de açúcar de confeiteiro, peneirado
1-2 colheres de sopa de suco de laranja ou leite / limão, (mais se necessário)
corante vermelho (opcional)
açúcar de confeiteiro para pó (opcional)
200g de chocolate  meio amargo picado

Preparo: Pré-aqueça o forno a 350 ° F. Linha de assadeiras grandes com papel manteiga. Para fazer os biscoitos, peneire a farinha, o fermento em pó, amido de milho e sal e reserve. Em uma tigela grande, ou a batedeira, bata a manteiga e o açúcar até ficar cremoso. Adicione a baunilha, o ovo e creme de leite e continue batendo até misturar bem. Adicione os ingredientes secos peneirados anteriormente e bata mais. Com as mãos enfarinhadas, modele metade da massa no formato de 24 tampas de cogumelos / e 24 bolinhas para fazer os caules. Asse os biscoitos em assadeiras forradas com papel manteiga., e deixe assar de 10- a 12 minutos, ou ate dourar. Depois de assados, deixar esfriar por 5 minutos e retirar com cuidado do papel. Enquanto os  biscoitos esfriam derreta o chocolate em  banho Maria. Depois de derretido, monte os cogumelos com ele: pegue um biscoito de “caule” faça uma pequena cavidade em cima coloque um pouquinho de chocolate; depois pegue um biscoito “tampa ou chapéu de cogumelo, e mergulhe a parte de baixo no chocolate, cole o  caule na parte com o chocolate do chapéu e deixe secar. Repita até terminar de montar todos os cogumelos. Para fazer com que o esmalte, em uma tigela pequena, misture o açúcar de confeiteiro e suco de laranja / limão até ficar homogêneo. Mexer em uma gota de corante alimentício em um tempo até que a tonalidade desejada seja atingida. Glacear as tampas de cogumelos com o esmalte vermelho e deixar secar. Depois de secos, polvilhar um pouco de açúcar de confeiteiro por cima, e estão prontos.

Cogumelos recheados de doce de leite para Oreshnitsa
Oreshnitsa é uma forma moldada para assar biscoitos





3 gemas
1 xícara de açúcar em pó
2 varas de manteiga em temperatura ambiente
1 colher de sopa. maionese
1/2 colher de chá. bicarbonato de sódio
3 xícaras de farinha
! lata de leite moça cozida na pressão

Preparo:  Bata a margarina com o açúcar até ficar bem incorporado. Adicione os ovos, um de cada vez. Adicionar maionese. Depois, gradualmente adicione a farinha com o bicarbonato de sódio. Bate até obter uma massa macia. Massa pronta, , aqueça o 'Oreshnitsa'. Faça pequenas bolas de massa e asse-os usando o "Oreshnitsa" até que a cor dourada clara. Tirá-los e se você ver o excesso de massa nas laterais apenas cortá-los, assim você terá agradáveis e limpos  fazer toda a massa. Em seguida cortar os cogumelos ao meio rechear com o doce de leite. OBS.: para decorar usar o esmalte da receita anterior.

domingo, 30 de novembro de 2014

Frango à la King


Tem dias que a preguiça bate forte, e fica. Mesmo assim, você não quer pedir comida fora, nem passar muito tempo na cozinha. Esse contexto lhe é familiar? Porque eu sou assim. E a solução pra isso é preparar um Chicken à la King - o nome parece coisas complicada, mas garanto que você também, pelo menos uma vez na vida, já preparou um desse, sem saber.



Frango à la King é um prato que consiste de frango em cubos com molho de creme de leite, cogumelos e legumes, e muitas vezes com xerez, que pode ser servido acompanhado com arroz, macarrão ou pão.



É uma comidinha simples, rápida e fácil mas que pode se tornar sofisticada quando servida dentro de um vol au vent, por exemplo, para acompanhar uma salada.


A receita foi mencionada no New York Times in 1893, e mais tarde publicada, nos anos de 1900. A Empresa Fannie Merritt Farmer teria incluído a sua receita para Frango a la King numa publicação de catering de 1911 – o então livro de receitas The Fannie Farmer Cookbook faria uma atualização dessa receita em 1906. Assim, tornou-se um prato popular na metade do século XX. 
Algumas versões sobre sua origem têm circulado na mídia e literatura. Dentre elas, as mais conhecidas são: Uma versão diz que a receita foi criada pelo chef Charles Ranhofer do Delmonico, em New York, que a batizou como frango à la Keene (Chicken à la Keene) em 1880, em homenagem a Foxhall Parker Keene, grande cavaleiro norte-americano e medalhista de ouro olímpico no polo.

Foxhall
Outra versão afirma que teria sido inventada em 1881 no Hotel Claridge, em Londres, em homenagem a James Robert Keene, pai de Foxhall, grande corretor da bolsa de Wall Street e criador de cavalos puro sangue.

James Robert Keene
Há ainda, outra versão conta que foi uma criação do chef George Greenwald do Brighton Beach Hotel in Brighton Beach, em 1898, para homenagear seu patrono E. Clarke King II e sua esposa (Fontes:  GILBAR, Steven. Chicken a la King & the Buffalo Wing: Food Names and the People and Places. Writers Digest, 2008; George Leonard HERTER and Berthe E HERTER, (1971) Bull Cook and Authentic Historical Recipes and Practices, 1971, p31).
 A versão mais acreditada, no entanto, é que o frango à la King foi criado na década de 1890 pelo cozinheiro William King "Bill" do Bellevue Hotel, em Filadélfia King of the Bellevue Hotel in Philadelphia. Vários obituários no início de março 1915 creditado q Bill depois que ele morreu em 04 de março de 1915.  O Jornal New York Tribune fez uma menção ao possível autor quando soube da morte de King, ei declarou:

The name of William King is not listed among the great ones of the earth. No monuments will ever be erected to his memory, for he was only a cook. Yet what a cook! In him blazed the fire of genius which, at the white heat of inspiration, drove him one day, in the old Bellevue, in Philadelphia, to combine bits of chicken, mushrooms, truffles, red and green peppers and cream in that delight-some mixture which ever after has been known as "Chicken a la King." (Fonte: Editorial (7 March 1915). Chicken a la King. New York Tribune, pg. 8, cols. 1-2)

Pra quem não entende muito o inglês, eles quiseram dizer mais ou menos assim: O nome de William King não está listado entre os grandes da terra. Não há monumentos erigidos à sua memória, pois ele era apenas um cozinheiro. Sim, mas que cozinheiro! Nele ardia o fogo do gênio que, no calor branco de inspiração, o guiou um dia, no antigo Bellevue, na Filadélfia, para combinar pedaços de frango, cogumelos, trufas, pimentões vermelhos e verdes e creme que para o prazer alguns essa mistura fique sempre conhecida como " Chicken a la King ".

A receita foi mencionada no The New York Times, em 1893 (Fonte: Staff (14 December 1893). Alumni of Princeton College luncheon.New York Times, p. 3.), e publicada em um livro de 1900 - A Book of famous old New Orleans recipes used in the South for more than 200 years. Peerless Printing Co.


De lá para cá o frango a la King passou a ser servido com outros legumes. Mas sua praticidade e possibilidade de servir faz com que essa receita vintage esteja sempre presente nas mesas de pessoas com falta de tempo = ou de coragem.

Frango a la King

1kg de frango ou peru cozido em pedaços pequenos ou desfiados grosseiramente
1 e 1/2 xícara de pimentão cortado bem pequeno (misture as cores com pimentões vermelho, verde e amarelo)
1 colher de sopa de farinha de trigo
2 colheres de sopa de molho inglês
1 xícara de cogumelos Paris ou champignons cortados
1 xícara de caldo de frango;
1 e 1/2 xícara de leite ou metade leite e creme de leite
1 colher de sopa de manteiga
Sal e pimenta à gosto
60ml de Cherry Brandy ou vinho madeira
Ervilhas frescas à gosto



Preparo: Leve uma panela ao fogo médio alto e coloque a manteiga para derreter. Junte os cogumelos e o pimentão para dar uma refogada. Acrescente a farinha de trigo, mexa para incorporar e adicione o caldo de frango aos poucos. A seguir coloque os pedaços de frango e o Brandy deixando reduzir quase que totalmente. Tempere com sal e pimenta, coloque o molho inglês e o leite e deixe cozinhar até o molho reduzir pela metade. Junte as ervilhas e sirva.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Candle salad – Uma salada vintage natalina

Acabei de montar a decoração de Natal daqui de casa. Mas Ainda não tive tempo de sair para garimpar algum enfeite novo – coisa que faço todo ano. Estou com a sensação de que estou atrasado, sobretudo quando me dei conta que a decoração de Natal, nos shoppings e lojas daqui de Fortaleza-Ce, chegou ainda em outubro. Tudo precipitado, com o povo de olho no comércio.
Gosto muito da época natalina, já expliquei os motivos em posts de natais passados. E quanto mais eu pesquiso, mais eu acho algo interessante, divertido. Pensando na proximidade das comemorações natalinas e sabendo que existem pessoas já preocupadas com o que servir nas suas ceias, hoje eu venho trazer a história de uma salada inusitada, geralmente usada nas festas norte-americanas de décadas passadas, que vai divertir os convidados. Com vocês, a Candle Salad, ou Salada de velas.



A Salada de Velas (The Candle Salad) é uma salada vintage com frutas, bastante popular nos EUA durante a década de 1920 até 1960. É basicamente composta de alface, abacaxi, banana, cereja e maionese ou, de acordo com algumas variações, creme de queijo cottage ou creme chantilly podem também ser utilizados. O preparo é simples: inicialmente deve-se organizar algumas folhas de alface em um prato decorativo ou guardanapo para formar a base da salada. Em seguida, dispõe-se sobre elas anéis de abacaxi em calda cujo furo central permitirá a entrada de meia banana descascada (que será o corpo da vela), enfeitada com um creme (que escorrerá como os pingos de cera da vela) e uma cereja ao marasquino para atuar como a chama brilhante.
A salada de velas ficou conhecida como uma maneira fácil de fazer com que as crianças comessem frutas. Tornou-se popular rapidamente também pelo fato de permitir a introdução das crianças na cozinha, para fazerem preparações simples.
Uma receita para salada de velas foi publicada em 1950 na edição do “Primeiro Livro de Rceitas para Crianças” (A Child's First Cook Book), de Alma S. Lach – de fato um dos primeiros livros de receitas escritos para crianças na América. 


O livro eve tanta importância que a revista LIFE, de 12 de fevereiro 1951, na página 136, apresentou uma matéria ilustrativa com crianças na cozinha – inclusive fazendo candle salad – citada no livro de Alma Lach, como referência para essa abordagem gastronômica infantil. Como se pode ver na foto abaixo.


A receita da salada de velas com foco nas crianças ainda foi publicada na edição de 1957 do Betty Crocker's Cook Book for Boys and Girls (livro de receitas para meninos e meninas da Betty Crooker’s) com a seguinte a descrição: "É melhor do que uma vela real, pois você pode comê-la."
Porém, a referência mais antiga para a candle salad não faz referência às crianças e está numa impressão datada de 1916, encontrada em um menu socialite, sem nenhuma descrição ou receita incluída. O menu era composto por:

Fruit Cocktail, Chicken a la King, Mashed Potatoes, Buttered Peas, Rolls, Olives, Candle Salad, Cheese Straws, Fancy Cakes, Nut Ice Creams, Candies and Nuts, Coffee.
"Cocktail de frutas, frango a la King, purê de batatas, ervilhas na manteiga, Rolls, Azeitonas, Salada de Vela, palitos de queijo, bolos decorados, sorvetes de nozes, doces e castanhas, café. " Fonte: Oelwein Daily Register [IA] April 5, 1916 (p. 4).

Até o final da década, a Salada de velas foi promovida como uma antiga tradição natalina. Provavelmente milhões de receitas são inventadas todos os anos nesse período. A maioria delas são utilizadas apenas por quem as desenvolve ou, no máximo, por alguns amigos ou vizinhos de quem a desenvolveu; Obviamente, há aqueles que conseguem publicar livros de receita, e com a influência desses livros podem imortalizar preparações por muitos anos.
A velha salada de velas de Natal tem já foi tão popular no Natal por tantas gerações que nesta época do ano tem tanto direito de ficar famosa como o Papai Noel e suas renas famosas. Ao longo dos anos muitas receitas apareceram, inclusive com variações:


[1921]
Uma salada de velas é bastante decorativa, é feita colocando metade de uma banana pequena no centro do anel de ananás. A luz sobre a vela é representada por um pedaço de vermelho cereja. Fonte:The How in Houses," Los Angeles Times, December 18, 1921 (p. VIII16)

[1923]
Salada de Velas - A salada inteligente para servir na festa de aniversário de uma criança.)
Seis peças de alface
Seis fatias de abacaxi
Três bananas
Seis cerejas vermelhas
Seis tiras de pimentão verde
Uma meia xícara de maionese
Arrume as folhas de alface em pratos de salada. Coloque uma fatia de abacaxi em cada porção. Insira metade de uma banana na vertical para representar a vela. Colocar uma cereja vermelha no topo e coloque um pouco de maionese no lado para representar a cera caindo da vela. Disponha as tiras de pimentão verde nas laterais do abacaxi para formar alças para a vara da vela. Fonte: Bettina's Best Salads and What to Serve With Them, Louise Bennet Weaver and Helen Cowles LeCron [A.L. Burt Company:New York] 1923 (p. 49)

[1926]
Night Cap Candlestick
Alface, abacaxi, banana, cerejas, pimentão vermelho, creme batido em uma cama de alface picada, coloque uma fatia de abacaxi. Adicione o abacaxi com furo no centro e inserir metade de uma banana. No topo da banana colocar uma cereja ao maraschino inteira para representar chamas. Faça uma alça para suporte de vela para fora com tiras de pimentão enfiado numa fenda feita perto do centro de abacaxi e enrole a outra extremidade da pimenta embaixo. A Banana deve ter sido colocada em suco de limão ou laranja para evitar escurecer, e somente inserida no abacaxi antes de servir. O molho: chantilly ou creme de maionese pode ser colocado sobre a banana para representar o gotejamento da cera. Fonte: The Edgewater Beach Hotel Salad Book, Arnold Shircliffe [Hotel Monthly Press: Evanston IL] 1926 (. P 140)

[1928]
"Uma folha de alface crocante é colocada em cima de um prato de salada, uma grossa fatia de laranja sem semente tops; um corte banana descascada em dois na horizontal, é colocado sobre o centro da fatia de laranja, uma cereja maraschino ou algum outro vermelho saboroso encabeça a banana -.. e lá você tem os principais ingredientes a fatia de laranja é o candelabro, a banana da vela, ea cereja chama um monte de geléia vermelha na base da vela e um molho grosso adequado (sabor creme chantilly é delicioso) derramado sobre a banana no último minuto para representar o fluxo de cera – e o que nunca morre vela salada Natal está novamente pronto para a ceia de Natal ". Fonte: A Christmas Candle Salad," Philadelphia Tribune, December 20, 1928 (p. 5).

Uma versão desta salada apareceu na revista O amigo, uma publicação dos Mórmons para crianças, em 2008, a receita incluía uma cama de brotos de alfafa regada com iogurte de morango regados por cima da banana para parecer com pingos de cera da vela. Muitos blogueiros mórmons republicaram a receita.



Carolyn Andrew Lynch publicou um pequeno livro chamado The Salad História Candle em 2003, com várias imagens Reproduzido de livros de receitas e artigos. Ele está disponível em Yumpu.com. Ver o livro completo AQUI.






Na pesquisa, não consegui encontrar qualquer pessoa / lugar / empresa específica creditando a "invenção". Mas a publicação de Carolyn deixa nas suas linhas que, ao que tudo indica, a salada teria aparecido com o aumento do consumo de bananas e abacaxis nos EUA. 
Recentemente, em 10 de outubro de 2014, a Ellen Degeneres acabou fazendo piada com esta salada e o resultado disso acabou virando um meme internet.






Assim, se você está querendo divertir as crianças na cozinha ou fazer uma brincadeira com os amigos, aproveite que é uma receita fácil e divirta-se.


Candle Salad

Seis folhas de alface
Seis fatias de abacaxi (in natura ou em  calda)
Três bananas grandes sem casca cortadas ao meio
Seis cerejas
Maionese temperada ou algum queijo cremoso temperado – se quiser ela salgada; ou creme chantilly, caso queira uma salada doce

Preparo: Arrume as folhas de alface em pratos de salada. Coloque uma fatia de abacaxi em cada porção. Insira metade de uma banana na vertical para representar a vela. Colocar uma cereja vermelha no topo com um pouco de maionese no lado para representar a cera caindo da vela. 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Le Creusois - O bolo de avelãs que socorre estudantes aflitos


 Tem dias que a gente precisa acorda com as baterias fracas... Nesses dias é importante ter por perto algo que lhe faça bem e lhe ajude a recarregar as baterias. No meu caso, gosto de benção celtas. Como elas são lindas, profundas e simples. Deste modo, quero dividir duas dessas bênçãos com vocês antes de começar a tratar do tema de hoje.

Que Deus nos dê
para cada tempestade, um arco-iris
Para cada lágrima, um sorriso
Para cada gesto de ternura, uma promessa
E uma benção em cada momento difícil.
Que tenhamos sempre um amigo fiel
para dividir os nossos problemas.
E que cada oração seja sempre escutada e respondida.

O dia que o peso apoderar-se dos teus ombros, e tropeçares, que a argila dance, para equilibrar-te!
E, quando teus olhos congelarem, por trás da janela cinzenta,
E o fantasma da perda chegar a ti...
Que um bando de cores, índigo, vermelho, verde
E azul celeste, venha despertar em ti,
Uma brisa de alegria.
Quando a vela se apagar no barquinho do pensamento,
e uma sensação de escuro estiver sobre ti,
que surja para ti, uma trilha de luar amarelo,
para levar-te a salvo pra casa.
Que o alimento da terra seja teu!
Que a claridade da luz te ilumine!
Que a fluidez do oceano te inunde!
Que a proteção dos antepassados,
esteja com você!
E assim...
que um vento teça essas palavras de amor á tua volta,
num invisível manto, para zelar por tua vida, onde estiveres.
Que assim seja!!

E assim se faça.

Bênçãos feitas, pretendo ser breve – pois o tempo está contra mim. A história de hoje começa com uma lenda para então ganhar a realidade. Estou cursando, no mestrado, a disciplina interessante de economia. No entanto é muita informação condensado para pouco tempo e humanamente impossível, aprendermos tudo o que nos está sendo proposto. Amanhã, haverá uma prova dessa disciplina, motivo do surgimento desse post, vocês já entenderão o porquê. 
Existe uma lenda, na região francesa de Limousin, que um bolo de avelas chamado Creusois é capar de dar ânimo e coragem aos estudantes nas horas das provas. E se é assim, tudo que vem pra ajudar é bem-vindo. E um bolo, com essas funcionalidades auspiciosas ainda fica mais gostoso. Mas, como só essa lenda não iria me bastar, fui pesquisar mais sobre o tal bolo creusois, e acabei descobrindo motivos que levaram ao surgimento da lenda.




Atualmente, o bolo creusois é uma indicação geográfica francesa – trata-se de um produto muito típico, registrado como bem cultural e que salvaguarda uma tradição local. Mas a história em rica em fatos e os contarei a seguir.
Quando tomamos a leitura os livros de história fica evidente que, a partir do século XIV, na Europa principalmente, os mosteiros floresciam por toda parte, eram fonte de múltiplo de tesouros espirituais. Pensando bem, nem só de tesouros espirituais. Imaginem as delicias gastronômicas e os vinhos deliciosos que foram produzidos dentro dos muros de mosteiros e abadias, em épocas de tempos imemoriais, onde frades, monges, monjas e todo tipo de religiosos acabaram tratando a gastronomia com requinte – a doçaria conventual portuguesas é um belo exemplo do que falo. Mas, além de “criativos da cozinha” os religiosos eram muito curiosos – talvez essa curiosidade faça uma alusão ao aluno da lenda inicial, que deveriam ser curiosos por natureza, pra buscar por algo que eles estão aprendendo a ter: o conhecimento.
Em 1969, a demolição de uma dessas fontes de tesouros espirituais e gastronômico foi morada de monges em Crocq, uma comuna francesa na região administrativa de Limousin, mais precisamente em um antigo mosteiro na cidade de La Mazière-aux-Bons-Hommes, em Canton. Os monges encontraram nos destroços um pergaminho do XV, bem protegido do tempo e de olhares indiscretos. Uma sequência de palavras escrita em francês antigo que escondia uma receita deliciosa para a ressurreição de um bolo peculiar. Foi traduzido, analisado e acabou se tornando inovador. No pergaminho, chamava-se "cuit en tuile creuse”, que significa “preparado na telha oca." Uma cópia deste pergaminho pode ser encontrada atualmente no l'Office du Tourisme de Crocq, e a receita original manda executar o bolo da seguinte maneira:

Prenez deux verres de belles noisettes bien mûres finement rôties, écrasez-les avec le double de sucre. Mélangez avec cette poudre un verre de blancs d’ufs montés en neige et une poignée de farine de froment. Pour finir, ajoutez environ 100 g de beurre fondu. Remuez le tout et cuisez à four moyen;

Pegue dois copos de boas avelãs levemente torradas, triture-as com o dobro de açúcar. Misture este pó com uma xicara de claras de ovos batidas em neve e um punhado de farinha de trigo. Finalmente, adicione 100 g de manteiga derretida. Misture tudo e cozinhe em forno moderado. 

Essa é a simples receita do bolo creusois que os monges assavam em telhas ocas! O departamento de turismo de Croq tem um vídeo promocional que resume essa história, confira:



Mas foi graças a André Lacombe, então presidente des Pâtissiers de la Creuse, uma a associação de confeiteiros daquela região, que o bolo saiu das sombras. Ele teve a ideia de tornar o bolo creusois uma especialidade da sua associação e da região onde moravam. Prontamente, todos os colegas da associação que ele presidia concordaram em acompanhá-lo nesta aventura. Decidiram que cada um faria um bolo seguindo a receita base, encontrada no velho mosteiro, para que ele conservasse as características do original. Assim, o bolo proposto por M. Langlade foi o escolhido o escolhido e, então, chamado "Le creusois." Ele se saiu tão bem que os "creusois" poderia começar uma longa viagem ao redor do mundo para ir bajular os paladares mais exigentes.





A receita é mantida em segredo, sabe-se que 31 confeiteiros da Associação "Le creusois", são os únicos autorizados a fazer este bolo de manteiga com avelãs vendidos com este nome. Eles se envolvem você sob este rótulo, seguem atentamente a receita e usam apenas ingredientes da mais alta qualidade. Desde o seu lançamento, este bolo foi um sucesso comercial: a cada ano, mais de 160 mil bolos de 320 gr são produzidos pelos confeiteiros creusoises bolos com o rótulo de "Le creusois."
Atualmente, uma confeitaria industrial, Les Comtes de la Marche, criada por Jacques Brunet em La Celle-sous-Gouzon, fabrica desde 1999 bolos de avelã que são distribuídos nos supermercados em França, sob diferentes nomes (Moelleux du Limousin, Gâteau creusois etc).



Encontrei algumas receitas na internet com poucas variações, mas achei uma excelente, bem parecida com a receita original do pergaminho. Infelizmente, não é fácil achar formas em telha de terracota por aqui, mas temos tantas formas legais que o importante mesmo é fazer o bolo.  Assim, se vocês está precisando de uma ajuda extra pra te ajudar com os estudos, prepara o bolo e arrisca.


Le Creusois
4 claras de ovos
200 g de açúcar
7 g de açúcar de abaunilhado ou gosta de baunilha (opcional)
100 g de farinha
100 g de avelãs moídas
125 g de manteiga derretida em temperatura ambiente
Manteiga e farinha para untar a forma

Preparo: Bata as claras em neve. Em uma vasilha, misture bem o açúcar, a farinha, a vanilina e as avelãs moídas. Acrescente a manteiga derretida que deve estar em temperatura ambiente. Adicione, misturando delicadamente, as claras batidas em neve. Despeje em uma forma redonda, tipo tabuleiro, untada e enfarinhada. Leve ao forno 170°C por 25 à 30 minutos.