É pra se comer bastante esta idéia de combinar gastronomia, cultura e história unidas num lugar acessível. Principalmente numa época onde as pessoas se entopem de gorduras trans e não alimentam a alma.
Sabendo que o homem não nasce da fome, mas do apetite. Te convido a conjugar o verbo comer em todas as suas possibilidades.
Um brinde a você por estar aqui! Bon apetit!!!
Tem
dias que a gente acorda desejando uma bela sobremesa para deixar a vida mais
doce. O ruim desse desejo é que, nem
sempre, a gente tem coragem para fazer algo deliciosos, e comprar algo que nos
agrade está cada vez mais difícil (seja pelo preço exorbitante ou pela
qualidade que nem sempre está à altura do nosso desejo). Nessas horas é apelar
para que milagres acontecem (risos). Eu acredito em milagres.
As
vezes o milagre acontece quando menos se espera por eles. É o caso da postagem
de hoje, que apresenta a Eton Mess.
Eton
Mess é uma tradicional sobremesa britânica, que consiste de merengues, com
deliciosos morangos frescos envolvidos em um creme macio. Mas existem outras
versões com outros tipos de frutas.
A
origem dessa sobremesa remonta a uma bagunça que foi um verdadeiro milagre
culinário:
A
Eton Mess (Mess, em inglês, significa confusão, bagunça) foi criada no famoso
Colégio Inglês Eton, em Windsor, na Inglaterra. Era uma preparação
tradicionalmente servido em uma celebração anual daquele colégio a cada 4 de
junho. O Eton College foi fundado em 1440 pelo rei Henrique IV e tem uma longa
lista de alunos ilustres, incluindo o primeiro-ministro David Cameron e o príncipe
William.
Eton College
Esta
sobremesa ficou especialmente conhecida pelo nome "Eton Mess" desde o
século XIX. De acordo com o livro Dairy, de Robin Weir, a Eton Mess era servida
no Eton College desde a década de 1930 e foi originalmente criada com os
morangos ou bananas. As frutas eram misturadas com sorvete ou creme, e o
meregue foi adicionado tempos depois, por um cozinheiro chamado Michael Smith.
Quanto
ao nome da sobremesa a explicação é bem óbvia: nome Eton Mess foi tirado de
duas partes; a primeira palavra Eton foi, obviamente, tomado de Eton College,
onde a sobremesa originou. A palavra Mess (confusão/bagunça) refere-se a
aparência do prato, que originalmente não é muito arrumada.
Há
muitas lendas sobre a origem dessa receita, porém a mais comentada é que
durante um jogo anual de cricket no Colégio Eton, um cachorro da raça Labrador
sentou-se sobre a cesta de piquenique que continha uma pavlova de morango, e
acabou esmagando-a. As crianças não se importaram e se deliciaram com a
sobremesa, que então virou moda.
Para
garantir o sucesso dessa sobremesa é fundamental ter ingredientes de boa
qualidade; Logo, ter frutas orgânicas são sempre uma boa opção. Os suspiros
você pode comprar numa padaria, caso não saiba preparar. E o creme para
misturar pode ser o que você preferir. Mas aqui vai uma sugestão para você
prepara sua Eton Mess.
Eton Mess
1 xícara de morangos lavados, secos e picados
1 colher de chá de extrato de baunilha
1 colher de sopa de aceto balsâmico
1 pitada de sal
3 colheres de sopa de açúcar refinado
1 Xicara de suspiros
quebrados
1 xícara de creme de leite fresco bem gelado
Preparo: Separe todos os
ingredientes. Coloque no congelador o creme de leite e a vasilha que você irá
utilizar para bater o chantilly, em quanto isso prepare os morangos. Remova os
cabinhos dos morangos, e lave-os um a um. Deixe os morangos sobre papel toalha
para secarem. Pique os morangos em cubinhos (meça uma xícara), adicione uma
colher de açúcar, o extrato de baunilha, o aceto balsâmico com uma pitada de
sal. Misture e reserve. Quebre os suspiros e reserve. Separe as taças ou a
travessa em que você irá montar a sobremesa. Faça o chantilly: junte o creme de
leite com duas colheres de açúcar e bata na batedeira, até obter um creme consistente.
Não bata por muito tempo, pois o creme pode virar manteiga. Para montar a
sobremesa, faça camadas de chantilly, morangos e suspiros. Sirva em seguida.
Dicas: Você também pode fazer
uma camada de banana em rodelas, e para a banana não escurecer é só pingar umas
gotinhas de limão.
Se você quiser algo menos calórico pode trocar
o chantilly por iogurte grego.
Faça essa sobremesa quase na hora de servir,
pois os morangos soltam bastante agua, e você perderá a crocância dos suspiros.
Banana
Eton Mess
4 bananas
150ml de creme de leite
150 ml crème de confeiteiro
Para o merengue:
3 claras
150g de açúcar
Meia colher de chá de vinagre de xerez
Para o molho:
100g macio açúcar mascavo
100g de manteiga
100ml de creme de leite
1 colher de sopa de rum
Servir:
150g de amêndoa, noz-pecã e passas
Preparo: Pré-aqueça o forno a
180ºC. Para o merengue: Bata as claras em neve até estarem firmes em seguida, junte
o açúcar em colheradas, colocando uma colher de cada vez. Misture delicadamente
no vinagre. Coloque em um saco de confeiteiro, e faça o formato que desejar em
uma assadeira com papel manteiga. Leve ao forno para assar com uma colher de
pau na prendendo na porta do forno, por cerca de 45 minutos Para o recheio:
Bata o creme de confeiteiro e o creme de leite juntos; corte as bananas, misture
metade com o creme e a outra metade com o molho. Para o molho: Coloque todos os
ingredientes do molho em uma panela e deixe ferver até engrossar, deixe
esfriar. Para servir coloque uma colherada da mistura cremosa em um copo de
coquetel, em seguida, alguns merengues quebrados, um pouco de nozes e molho,
repetir até terminar.
Calma. Não vá pensando
besteiras. Essa baixaria não é do tipo que ultimamente tem ganhado força nos
noticiários dos telejornais. Trata-se apenas de uma expressão que ganhou força
nas ruas do Acre - e há quem diga que essa baixaria é deliciosa...
A baixaria acreana é
uma preparação culinária que se comia no mercado do Borque, naquele estado,
tempos atrás, quando se saia das festas (baladas), mas que atualmente se
encontra em todos os lugares podendo ser comido a qualquer hora. Por lá, todo
mundo conhece e se fala dessa baixaria com naturalidade.
Para o batismo deste
prato existiram diversas baixarias, contadas com particularidade, nas ruas
acreanas, vejamos algumas delas:
Pelos anos de 1970,
período em que o Acre foi invadido subitamente pro vaqueiros e fazendeiros,
certo dia, muito cedo, chega ao Mercado do Bosque, em Rio Branco, um desses
vaqueiros capas de comer um boi em cada refeição e foi logo perguntando: ô Dona
Maria, que tem para comer aí? A mulher respondeu que tinha o de sempre: mingau,
pão de milho (cuscuz), tapioca, carne moída, café... enfim falou tudo o aquela
dispunha. O Vaqueiro emendou: Pois me coloquei ai então pão de milho, carne
moída e frita dois ovos. A Dona Maria para tornar o prato imenso, mas querendo
deixa-lo bonitinho, acrescentou cheiro verde por cima e entregou ao vaqueiro
que devorou tudo, e só depois perguntou: Então Dona Maria, quanto é que fica
toda essa baixaria que comi? E desse episódio surge o nome para este prato
típico da culinária acreana que tornou-se repetido no mercado do Bosque,
ganhando fama e espalhando o nome pela população.
Outra versão conta que,
o nome surgiu para separar uma briga depois que dois jornalistas debocharam de
um grupo de pessoas que chegava de uma festa para tomar café no mercado. Eles
já estavam bêbados, quando chegou umas senhoras de vestido longo e uns homens
de fraque e gritaram: 'lá vem a baixaria', então para não virar uma confusão
uma certa senhora chamada Toinha disse que baixaria era o prato que eles
pediram.
Mas independente da
baixaria que originou o prato, o nome pegou e foi popularizado nos anos 80 pelo
jornalista Wilson Barros, que publicou algumas matérias comentando sobre a
novidade no mercado.
Eu adoro cuscuz de
muitas maneiras, mas confesso que não sou muito fã de carne moída, mas essa
baixaria é algo interessante para se experimentar.
Baixaria
acreana
Cuscuz:
200g Flocos de milho pré-cozidos
½ xícara (chá) de água
1 colher (sopa) de manteiga derretida
Sal a gosto
Carne moída:
: ½ kg musculo moído
1 colher (chá) rasa de sal
Pimenta-do-reino moída ½ colher (chá)
Pimenta-malagueta curtida a gosto
1 colher (chá) de Vinagre de vinho tinto
6 dentes de alhos picados
3 colheres (sopa) de óleo
3 tomates maduros, sem sementes e em cubos
pequenos
1 cebola pequena, em cubos médios
Colorau: 1 colher (chá) de colorau
½ xícara (chá) de agua
6 ovos
Cebolinha picada a gosto
Preparo: Cuscuz: Hidrate os
flocos de milho na água, deixe descansar por 15 minutos. Misture o sal e a
manteiga derretida. Coloque numa cuscuzeira e leve ao fogo por 25 minutos.
Reserve. carne moída: Tempere a
carne moída com o sal, a pimenta-do-reino, a pimenta-malagueta, o vinagre e o
alho. Incorpore a mistura com as mãos. Acerte o sal. Numa panela aqueça o óleo,
junte a carne e refogue. Antes que o líquido liberado pela carne seque
completamente, junte o tomate, a cebola e o colorau. Refogue mais 15 minutos.
Acrescente água e cozinhe por mais 10 minutos. Finalização: Monte o prato com o cuscuz esfarelado, regado com um
molhinho de carne moída. Coloque sobre a mistura um ovo frito na hora, com a
gema mole, e salpique cebolinha.
Quem já provou os
bolinhos conhecidos por mãe-benta sabe que eles viciam. Embora estes bolinhos
estejam sendo esquecidos ao longo dos anos, eles são fáceis de fazer,
deliciosos e podem ser resgatados do ostracismo nas suas aventuras culinárias.
Por isso, hoje o post desta confraria é dedicado a este bolinho peculiar, que sempre
rende boas histórias, a começar pela origem do preparado.
Tantas vezes o padre
Diogo Antônio Feijó, ministro da Justiça de 1831 a 1832 e regente do Império
Brasileiro entre 1835 e 1837, era visto na Rua das Violas, hoje Teófilo Ottoni,
no centro do Rio de Janeiro, indo para a casa do cônego Geraldo Leite Bastos,
seu amigo pessoal, de vida religiosa, correligionários e irmão de Maçonaria.
Nessas visitas, além de trocarem ideias políticas, bebiam café passado no
coador, limonada bastante açucarada e se deleitavam com mãe-benta. As línguas
maldosas diziam sempre que a gula era o pretexto para esses encontros.
Padre Feijó
Esses bolinhos, cuja
receita é patrimônio da doçaria carioca, são pouco produzidos hoje, mas naquela
época era uma espacialidade de Dona Benta Maria da Conceição Torres, mãe do
cônego Bastos, e se tornou famosa ao ponto que o bolinho ganhou o nome de
mãe-benta.
Uma receita simples a
base de farinha de arroz, leite de coco ou coco ralado, manteiga, ovos e
açúcar, o doce foi apelidado pelo cônego de Mãe-benta. No entanto, apesar dos
registros afirmarem que foi a mãe do cônego que inventou a receita, ela na
verdade pode ter feito uma variação de algum bolo já existente, variando
ingredientes até porque no Brasil colonial e imperial existiam outros docinhos
com o mesmo nome e ingrediente semelhantes, também vendidos em tabuleiros, mas
ninguém superava a especialidade preparada pela mãe do cônego.
Nem mesmo as
freiras do Convento da Ajuda, primeiro mosteiro carioca para mulheres,
construído ainda no século 18. As freiras daquele convento eram confeiteiras
renomadas e, apesar de garantirem que seguiam a mesma receita, o povo achava
muito diferente. O Convento da Ajuda era conhecido por preparar doces
elogiadíssimos, antes do aparecimento de confeiteiros na cidade do Rio de
janeiro.
"Não tinham
aparecido o Canceller, o Guimarães, o Francioni, O Neves do lardo do Capim, a
viúva Castagner do Braço de Ouro (Rua do Ourives), o Castelões, o Deroche, o Camarinha,
o Justina da Rua da Cadeia etc." (Manuel Bandeira e Carlos Drummond de
Andrade, Coleção Rio Quatro Séculos, v.5. Livraria José Olympio, Rio de
Janeiro, 1965). "Nos copos d'água (merendas oferecidas aos amigos), doces
que não viessem da Ajuda não tinham valor algum".
Convento da Ajuda no Rio de Janeiro, hoje demolido.
Assim, os deliciosos
mães-bentas disputavam a preferência dos comensais com o bom-bocado, suspiro,
canudo desfolhado, filós, baba de moça e pastel de santa clara. E por muito
tempo sempre foi o mais prestigiado.
As negras escravas vendiam
sob as ordens das sinhás, cantando: " Mãe-benta, me fia um bolo? / Não
posso senhor tenente/ os bolos são de iaiá/ Não se fia a toda gente".
Apesar do nome, nada
tem a ver com o doce conhecido como Nhá Benta, popularizado pela indústria
paulistana Kopenhagen, lançado em 1950 como o nome inicial de Pão de açúcar,
sendo este um combinado de wafer, chocolate, marshmallow e açúcar.
Os bolinhos mãe-benta
no entanto, são feitos com dois ingredientes conhecidos a bastante tempo pelos
brasileiros: o leite de coco e a farinha de arroz - o arroz é cultivado no
Brasil desde 1584, na Bahia, e desde 1745, no Maranhão. Mas somente em 1766
Portugal autorizou a instalação da primeira descascadora de arroz, no Rio de
Janeiro. E só a partir deste perigoso começou-se a introduzir receitas com
arroz, dentre as mais populares está o arroz doce ou arroz de leite.
Mãe-benta acabou
conquistando muitos fãs nacionais e internacionais: o presidente da república
francesa Paul Doumer e o historiador italiano Guglielmo Ferrero, que o
conheceram o início do século 20 ficaram encantados com o sabor. Mas, garanto
que eles podem te conquistar também, veja como é fácil e se aventure na cozinha
para preparar estas delícias.
Mãe-benta
Para 40 unidades
12 gemas
2 claras
2 e 3/4 de xícara de chá de açúcar
2 e 3/4 de xícara de chá de manteiga
2 e 1/2 de xícara de chá de farinha de arroz
1 xícara de chá de leite de coco
Manteiga para untar
Preparo: Bata muito bem as
gemas com as claras e o açúcar, até dobrarem de volume, ficado esbranquiçadas.
Coloque a manteiga e misture bem. Junte a farinha aos poucos e alterne com o
leite de coco, misture até ficar homogêneo. Disponha a massa e formas de
empadas previamente untadas (ou em forminhas de papel), e asse por cerca de 40
a 50 minutos (ou até dourar). Sirva ainda morno.
Antes de iniciar a
leitura, eu peço que vá até o final desta postagem e dê o play na música, e só
então volte para o começo do texto. Isso é fundamental para a experiência que
eu quero lhes propor hoje. Se permita. Dê o play na música e volte.
Concentre-se. Inspire.
Inspire o máximo de ar que for capaz de inspirar, pois a minha história só vai
durar o tempo necessário para você segurar sua respiração. Por isso leia o mais
rápido que puder.
A fome me despertou
como seu chamado sobrenatural avisando que era o momento de eu resgatar minha
força. Cada célula despertara gritando, emitiam um sinal de alerta para o
prazer que viria. Lutar contra a fome é algo terrível.
O frio conspirava
contra mim, me fazendo tremer. Foi quando senti a rajada fria do vendo cortando a
minha pele. Mesmo assim, eu senti o aroma sedutor que vinha não de tão longe, do mesmo modo
como eu sentia o cheiro do cedro trazido pelo vento que me açoitava. Naquele
momento minhas entranhas se retorciam, faziam um barulho estranho e
perfeitamente audível. Eu precisava urgente me alimentar.
Resistindo ao frio e as
dores no estomago me pus em pé e, com a ajuda do interruptor, trouxe luz para
a escuridão. A luz me doía os olhos. A boca seca expandia o hálito devastador. Os músculos se contraiam com o frio e dificultava meu caminhar... uma agonia louca
percorria cada veia - que emitam sinais de que secariam se eu não arranjasse
logo uma vítima para me regozijar.
Um privilégio de poucos
é deparar-se com uma fonte de energia sem ter muito trabalho para isso. Mas eu
preciso sentir o corpo cheio de adrenalina para não fazer de minhas vítimas
apenas mais uma. Por isso, retive meus pensamentos. Concentrei-me e , usando
meus poderes, deslizei suavemente pelo caminho com os olhos brilhando. Fui em
direção ao ponto exato para o ataque.
Confesso que ter
reflexos felinos é uma arte para poucos – além de dar uma elegância ao
caminhar, permite que quem possua este dom faça coisas inacreditáveis com o
corpo, como dar um salto improvável sobre a vítima, daqueles que não deixa a presa escapar.
Minhas faculdades
mentais cheias de artifícios me permitem ser ávido no ataque, e
faz minha boca ávida roubar cada nutriente de minhas presas com uma rapidez
incalculável, sugando cada fração de vida, de energia, com tanta habilidade que leva
a presa em pouco tempo à exaustão.
Meu corpo é meu
santuário. Sou soberano neste domínio. Inatingível e intrépido. Dominar todas
as minhas habilidades antes era uma aflição. Fui obrigado a lutar contra minha
própria integridade, mas no fim o essencial era a energia que aprendi a
controlar e que me faz dar investidas certeiras, ter a liberdade do voo sem
asas, de olhares penetrante como flechas – que rasgam a alma e queimam
corações.
Perdi muito tempo
divagando aqui. Talvez aí, tenha-se um defeito: eu amo os detalhes. Reavalio a
nocividade de minha lâmina, sinto a dor voltar a percorrer meu corpo. A vítima
parece atordoada está imóvel. Em uma distância fatal para ambos. Sinto uma
pressão invadir meu corpo. A loucura se aproxima para me consumir. Não vejo
mais nada depois do golpe certeiro, cirúrgico, da lâmina afiada que brilhou até
voltar suja para mim.
A visão voltou-me com o aroma inebriante da vitória. Eu não podia mais esperar. Coloquei um pedaço
daquilo na boca. Todos os meus sentidos explodiam em alegria enquanto o veneno me corria as veias até o cérebro para entrar na combustão do êxtase. Um sorrisinho
maligno surge no canto de minha boca, enquanto eu abocanhava mais uma fatia
daquela besta negra...
Olá, amigos. Espero que
tenham gostado do conto que escrevi para estrear as postagens de outubro, mês
de muitas celebrações, das quais mais gosto do Dia das bruxas. Para tanto
resolvi trazer a receita de um bolo particularmente delicioso e de nome
bastante apelativo e que cabe bem nesta data: La Bête Noire, a besta negra.
É um bolo sem farinha e
que talvez leve esse nome em referência ao chocolate amargo utilizado no
preparo que deixa o bolo negro e forte. Não consegui achar as origens desta
preparação e por esse motivo resolvi criar um conto, para deixar o mistério no
ar. Espero que sejam ousados e se permitam ser acompanhados pela besta negra!
La Bête
Noire
Ingredientes para o bolo:
1 xícara de água;
3/4 de xícara de açúcar;
9 colheres de sopa [135g] de manteiga sem sal,
em fatias;
510g de chocolate 56% cacau picado;
6 ovos.
Ingredientes para a ganache:
1 xícara de creme de leite fresco;
240g de chocolate 56% cacau picado.
Creme de leite fresco gelado batido em picos
macios, frutas ácidas ou sorvete para acompanhar.
Prepare o bolo: Pré-aqueça o forno a 170 graus.
Coloque uma chaleira de água para esquentar, para o banho-maria. Unte com
manteiga uma fôrma redonda de 23cm de diâmetro e fundo removível. Cubra o fundo
interno da fôrma com um disco de papel manteiga de mesmo diâmetro e unte-o
também. Envolva a fôrma em 3 folhas de papel alumínio, externamente, uma sobre
a outra, para que a água do banho-maria não entre pelo fundo removível.
Reserve. Em uma panela pequena coloque a água e o açúcar. Leve ao fogo médio,
mexendo apenas para o açúcar se dissolver. Deixe ferver por 5 minutos e retire
do fogo. Em uma panela grande, derreta a manteiga em fogo baixo. Adicione o
chocolate picado e misture bem até tudo derreter. Apague o fogo e junte a calda
de açúcar, misturando até ficar homogêneo. Deixe esfriar. Junte os ovos, um a
um, misturando bem com um fouet após cada adição. Passe a mistura para a fôrma
preparada. Coloque a fôrma dentro de uma assadeira retangular grande, de
laterais altas, e coloque dentro do forno. Complete a assadeira com água quente
até metade da altura da fôrma de dentro. Asse por 50 minutos, até que o bolo
firme mas o meio ainda se mantenha um pouco mole. Remova a forma do banho-maria
e deixe que esfrie completamente.
Prepare a ganache: Coloque o chocolate picado
em uma tigela. Aqueça o creme de leite fresco até quase ferver e despeje-o,
quente, sobre o chocolate. Deixe descansar por uns minutos, então misture com
delicadeza, até que a ganache fique uniforme e brilhante. Espalhe a mistura
sobre o bolo frio, ainda na fôrma. Leve à geladeira por 2 horas. Desenforme
depois de gelado, antes de servir.
Você
já recebeu alguma mensagem assim: “Manda nude”? Então, esses dias recebi essa
mensagem de forma divertida, veja:
Obviamente
não a respondi, mas fiquei com ela na cabeça, tentando tirar proveito da
situação e fazer algo divertidamente gastronômico com ela. Por sorte, a
gastronomia é tão cheia de boas histórias que acabei fazendo um link com a
ideia da mensagem – que rendeu no post de hoje.
O nude
é ima expressão bastante utilizada no mundo da moda para identificar uma determinada
cor que deixa quem a usa com a aparência de que está pelado(a). Nuzinho,
peladinho da Silva, como veio ao mundo, ou a famosa cor de pele podem ser
sinônimos de nude. A ideia é parecer que
se está SEM NADA. Para se ter um nude perfeito é preciso que se encontre
tecidos com o exato tom de pelo, ou seja, são muitas as possibilidades de
cores, mas quando alguém de pede pra mandar nude, a pessoa está querendo ver “o
nude real”...
Ultimamente
esta moda nude tem afetado a gastronomia, principalmente com a febre dos bolos
pelados, ou como são conhecidos pelo termo em inglês, naked cakes. Confesso que
eu teho uma certa aversão aos naked cakes, porque vejo eles sendo muito usados
em casamentos e aniversários, e nestas ocasiões eu sou mais clássico, gosto de um
bolo realmente decorado (vestido?).
Naked Cakes
Há quem diga que a moda do nake cake é puro
estilo, mas eu não acho – embora minha loucura por bolo me permita dizer que se
o naked cake estiver gostoso, eu o comerei do mesmo jeito. Mas não vejo graça
alguma em bolos pelados, coberto de flores ou frutas. Mas isso é o meu
pensamento, e respeito quem gosta.
No
entanto, tem um bolo pelado que eu realmente gosto: o Mané Pelado. Conhecem? É
um bolo de mandioca (aipim, macaxeira) com coco e queijo, que tem esse nome por
conta de um personagem que se tem muitas historias peculiares sobre sua origem.
A
primeira delas reflete no exibicionismo de um certo homem, identificado como
Mané (uma corrupção diminutiva de Manoel? Não se sabe): o primeiro causo conta
que, por ppuro exibicionismo, ou até mesmo loucura, o tal do Mané colhia
mandioca pelado. Há quem justifique o fato explicando que isso ocorria por
conta do calor, ou para que ele não sujasse a roupa de terra.
Outra
versão conta que o tal do Mané andava de olho em uma vizinha que morava
sozinha. Ele fazia muitas propostas indecorosas para a moça (será que ele já
pedia nudes?). Então, no dia do aniversário do Mané, a moça pretendendo se
vingar, convidou toda a família do Mané e, dizendo ser uma festa surpresa,
escondeu o povo todo em seu quarto. Quando o capiau chegou, ela avisou que iria
até o quarto se arrumar e assim que estivesse pronta o chamaria. Depois de um
tempo lá foi o Mané, PELADO, para quarto em que sua família o aguardava com um
bolo de aipim para cantar os parabéns. Imaginem o constrangimento... risos? Ou
teria a festa continuado? Não se sabe. Mas o bolo ganhou o nome de Mané Pelado.
O Mané
Pelado é feito com mandioca ralada, tem aparência desleixada (rústica, como
preferem alguns) e por tamanha simplicidade, as texturas dos ingredientes se
fundem misturando sabores, combinações perfeitas que explodem na boca. Geralmente
é servido cortado, retirado do próprio tabuleiro (bastante popular nas quermesses,
nas Barracas das Fatias, que vendem bolos e doces aos pedaços, direto dos
tabuleiros)
Há
quem utilize o leite de coco na receita, outros, preferem o leite de vaca
mesmo. As possibilidades de se ter um Mané Pelado na época de festas juninas
são muito grandes, mas é um bolo tão gostoso e fácil de fazer que em qualquer
época do ano, graças aos nossos agricultores, se poder ter mandiocas frescas
para fazer este “nude da cozinha”.
As alterações
encontradas neste bolo pelo Brasil variam apenas nos tipos de queijos e no uso
do leite de coco, em substituição do leite de vaca. Assim, nas Minas gerais, o
bolo leva o delicioso queijo Canastra; em Goiás, onde o bolo também tem sua
tradição dos tempos de colônia, o queijo meia cura é o rei da preparação, no Nordeste
o queijo coalho irá predominar. Mas a
globalização e a logística de ingrediente me permite dizer que este bolo fica
mais saboroso com o queijo Canastra mineiro.
Um
segredinho para um Mané pelado bonito, é espremer a mandioca depois de ralada
no ralo grosso, para retirar um pouco do soco dela – isso eixa o bolo mais
firme. Então, que tal preparar o “nude da cozinha” – e me mandam nudes (risos).
Bolo
Mané pelado
1Kg mandioca crua ralada
200g queijo Canastra ralado
4 ovos
2 xícaras (chá) de açúcar refinado
1 xícara (chá) de coco em flocos
2 colheres (sopa) de manteiga amolecida
2 ¾ xícara (chá) de leite
¾ colher (chá) / 3g sal
Erva doce, a gosto (opcional)
Manteiga e farinha de trigo para untar a fôrma,
quanto baste
Preparo:
Pré-aqueça o forno a 180 °C. Unte um tabuleiro de 20x30cm com manteiga (use um
pincel para fazer uma camada bem fina de manteiga) e polvilhe farinha de trigo.
Retire o excesso virando a forma de cabeça para baixo e dando batidinhas. Descasque
a mandioca e rale, no ralo grosso. Esprema com as mãos para retirar o excesso
de amido e reserve. Rale o queijo, também no ralo grosso, e junte à mandioca
ralada. Em uma tigela junte com um fouet o açúcar com os ovos, a manteiga e
misture até obter uma massa homogênea. Se preferir, bata no liquidificador.
Junte o leite, mandioca, queijo, erva doce, coco ralado e misture com o auxílio
de uma espátula. Coloque a massa no tabuleiro e leve ao forno por
aproximadamente 1 hora. O bolo estará pronto quando ficar dourado no topo. Retire
o bolo do forno e sirva morno ou frio, direto do tabuleiro.
De
repente senti o cheiro de jasmim no ar, o que me fez lembrar de um livro que
resenhei tempos atrás: Noites de verão com cheiros de Jasmim, de Joëlle
Rouchou, que traz a história de judeus expulsos do Egito no século XX, a partir
da memória do grupo que veio se instalar no Brasil entre 1956 e 1957, por meio
de entrevistas gravadas com grande rigor metodológico e muita sensibilidade, de
acordo com um quadro de parâmetros teóricos precisos, embasados em bibliografia
especializada, a autora traz sua contribuição ao debate em torno da relação
entre memória, história e identidade cultural [Apesar do mundo estar vivendo um
problema parecido na atualidade, com a quantidade de sírios procurando refúgio
em muitos países, inclusive aqui no Brasil (até onde seu, existem 11 pedido de
refugiados Sírios para vir aqui para Fortaleza-CE)]. Então resolvi falar de
jasmim para, inclusive, homenagear uma amiga minha, Thereza Cartaxo, que tem
jasmins na varanda de casa, onde muito já nos divertimos e refletimos sobre a
vida. E mais do que homenagear minha amiga, quero aproveitar para falar das
PANCs – plantas alimentícias não convencionais, e o jasmim é uma delas. Antes
porém, devo dedicar este poste para a Thereza Cartaxo: amiga, este post é para
você, pela amizade, pela hospitalidade, por tudo.
Comecemos
então. As plantas alimentícias não
convencionais (PANCs), pode-se dizer, que são plantinhas nutritivas, matinhos
que nascem em qualquer lugar e que muita gente arranca (achando que são ervas
daninhas) e que são apenas para enfeites (sobretudos os que apresentam flores –
como o jasmim). São tão comuns e vistas com banalidade que as pessoas não se
dão conta de sua função alimentar. Um bom exemplo para isso é a bananeira (Musa
xparadisiaca), que acaba sendo restrita ao consumo de frutos renegando-se as
demais partes da planta, como os mangarás (corações ou umbigo). Portanto,
plantas com funções alimentícias não conhecidas pela maioria das pessoas, com
partes consideradas pelo senso comum como não usuais, pode-se classificar como
PANC.
Por
ser um tema de investigações recentes encontra-se literatura ainda restrita.
Mas a gastronomia, para nossa sorte, é uma arte cheia de inovação e tem
despertados grandes chefs da alta cozinha para novas criações culinárias
envolvendo PANCs (Alex Atála serve como um exemplo). Mas se você se interessou
pelo assunto, encontrei um livro bacaninha sobre o assunto, Plantas
Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil, de Valdely Kinupp e Harri
Lorenzi, muitas informações valiosas para quem deseja se aventurar nesse mundo
de descoberta de novos sabores.
Fui
atrás de dados para apresentar o impacto das PANCs pelo mundo e descobri uma
triste estimativa: calcula-se que se perde, por ano, de 1 a 7 toneladas de
plantas alimentícias não convencionais, muitas são hortaliças com elevadas
propriedades nutricionais para a espécie humana como dente-de-leão, serralha,
beldroega, erva-gorda, almeirão-do-campo, caruru, bertalha, serralha,
capuchinha dentre outras, que são jogadas fora. Estima-se que existam ainda
cerca de 50 mil plantas alimentícias no mundo, sendo pelo menos 10 mil no
Brasil, mas a falta de informação e conhecimento sobre elas implica na redução
de seu uso como oferta alternativa de alimentos para a população.
Então
eu resolvi (ou me atrevi?) falar do jasmim na cozinha (alguém deve estar se
perguntando se vou fazer perfume r colocar perfume na comida. Bom é quase
isso). Antes porém tenho de explicar que, conceitualmente, plantas alimentícias
são aquelas que possuem uma ou mais partes ou produtos que podem ser utilizados
na alimentação humana, tais como: raízes, tubérculos, bulbos, rizomas, cormos,
talos, folhas, brotos, flores, frutos e sementes ou ainda látex, resina e goma,
ou que são usadas para obtenção de óleos e gorduras comestíveis. Inclui-se
neste conceito também as especiarias, espécies condimentares e aromáticas,
assim como plantas que são utilizadas como substitutas do sal, edulcorantes
(adoçantes), amaciantes de carnes, corantes alimentares e no fabrico de
bebidas, tonificantes e infusões.
Jasmim
é o nome comum pelo qual são conhecidas as espécies do gênero Jasminum L., da
família Oleaceae, nativas do Velho Mundo. O nome vem do árabe Yasamin, que por
sua vez foi emprestado do persa. São em sua maior parte arbustos ou lianas, de
folhas simples ou compostas, com flores tubulares, com pétalas patentes,
raramente maiores do que dois centímetros de diâmetro, quase sempre muito
perfumadas. Quase todas as espécies possuem flores brancas, mas há algumas de
flores amarelas ou rosadas.
A
maior produtora de jasmins do mundo é a Índia mas a China sempre foi uma grande
produtora de jasmim, que tem aroma é adocicado, e é juntamente com a rosa um
dos aromas pilares da perfumaria. Mas na gastronomia, vem da China Antiga o uso
de flores e folhas de jasmim para preparar chá – aliás o chá de jasmim e um dos
mais apreciados.
São
conhecidas atualmente 537 espécies, dentre as quais as espécies mais populares
de jasmim, são:
Jasminum azoricum, ou Jasmim-dos-açores;
Jasminum mesnyi, ou
Jasmim-amarelo (sem aroma);
Jasminum nitidum, ou Jasmim-estrela;
Jasminum
officinale, ou Jasmim-verdadeiro, e
Jasminum polyanthum, ou Jasmim-dos-poetas.
O “Rei
das Flores”, ou a “Rainha da Noite” tem uma longa associação com o Amor e com o
ato de fazer amor. Tem sido reverenciado no Oriente desde muito tempo, por suas
propriedades medicinais e na produção de perfumes.
Na
Índia, o Jasmim é considerado uma flor sagrada, conhecida como “luz da lua no
jardim” - é tradicionalmente tecido nas guirlandas dos noivos e serve de
ornamento aromático às mulheres, que têm especial preferência por seu óleo,
usado nos cabelos.
Reza
uma lenda hindu que o deus do amor, aquele que se assemelha aos deuses do amor
para os gregos Eros e Cupido para os romanos, que também é representado com um
arco e flecha nas mãos, colocava jasmim nas pontas de suas flechas para atingir
o coração das pessoas pelos sentidos e despertar o desejo.
Dioscorides,
médico grego do século I, dizia que os persas usavam o Jasmim para perfumar o
ar durante os eventos de seus banquetes. Juntamente com a Rosa, sempre aparecia
nos poemas Sufi, como um símbolo de amor e busca espiritual. Historicamente o
Jasmim tem sido associado com a Lua, consequentemente com a deusa Ártemis, a
deusa da lua para os gregos.
O
Jasmim cresce ao longo do Rio Nilo, no Egito – cujas flores são dedicadas a
deusa Isis, deusa mãe egípcia, aquela que detém os segredos da fertilidade,
magia e da cura. E do Egito, vem um causo particular sobre o uso do jasmim por
uma poderosa governante: diz-se por lá que Cleópatra teria banhado com jasmim
as velas de seu navio para aproximar-se de Marco Antônio, pois já se acreditava
que seu perfume exótico e envolvente era um poderoso afrodisíaco que ajudava a
acentuar a sensualidade durante a noite (Acho que vou comprar essência de
jasmim para banhar minhas roupas, risos).
Na
China, o jasmim era usado para comemorar o ano novo com suas pétalas, para
pendurar suas flores nas beiradas de casas flutuantes, para fazer chás, para
enfeitar os cabelos das moças e também para purificar o quarto dos doentes.
Segundo a arte do Feng Shui, possuir jasmim no jardim é indispensável para a
harmonia da casa. A farmacopeia chinesa tradicional utiliza-o também misturado
com vinho ou chá, ou em óleos de massagem.
Muito
ligado ao aspecto feminino, o jasmim inspirava as canções ardentes e lascivas
dos poetas árabes. Era, também, uma das flores mais usadas pelas
"favoritas" dos sultões, ao se enfeitarem para as longas noites de
amor. Por séculos, o Jasmim tem sido associado com feminidade, amor e
fertilidade, na tradição hindu e muçulmana.
Madame de Sévigné teria lançado a moda do jasmim em Versailles, onde o ofereciam, dizem,
em troca de afagos (prefiro não comentar). O jasmim tornou-se, no século XVIII,
a flor de Grasse por excelência. Napoleão comprava aí grandes quantidades para
Josefina de Beauhrnais.
Madame de Sévigné
Dentre
os significados mais conhecidos para o jasmim estão: que ele representa a
“eloquência”, “doçura”, “amizade”, “charme” e “afeição”. Também se diz que
pessoas que escolhem o jasmim estão em busca de conhecimento e crescimento
espiritual – este particularmente é o meu caso, e achoq eu o da minha amiga
(mas ela ainda não descobriu isso (até agora). O Jasmim amarelo, significa
amor, beleza delicada, elegância e graciosidade. O Jasmim branco, significa
amabilidade. E o Jasmin-real a sensualidade. Dizem que sonhar com jasmim é
sinal de sorte (inclusive no amor). Mas o bom mesmo é saber que ele é um ótimo
calmante e melhorador da função respiratória – para estes fins deve-se tomar
uma xicara de chá de jasmim após o jantar, no máximo.
Mas já
que o que eu queria expor foi explicado, agora é o momento de se aventurar com
o jasmim na cozinha, e deixar a magia acontecer e te seduzir com aroma e
sabores especiais. Assim, abaixo estão algumas receitas que consegui garimpar
por aí. Aproveitem.
Wrap de
Salmão Marinado em Jasmim com Queijo Feta e Mel
50 grama(s) de filé de salmão
1/2 colher(es) de sopa de sal grosso
2 colher(es) de chá de açúcar cristal
1/5 maço(s) de endro
20 grama(s) de cebola roxa
6 colher(es) de chá de folhas de chá de jasmim
1 pão folha
alface roxa e crespa a gosto
20 grama(s) de queijo feta
1/2 xícara(s) de chá de azeite extra virgem
1 colher(es) de chá de mel
1 colher(es) de sopa de cream cheese
cebolinha francesa a gosto
Preparo: Marine o salmão com o
sal grosso, o açúcar, o azeite, o endro, a cebola fatiada na mandolina (tipo de
fatiador regulável) e o chá de jasmim. Deixe de molho por pelo menos 8 horas.
Monte o sanduíche da seguinte forma: no pão folha, coloque o salmão cortado
como um sashimi fino, apenas em uma das metades do pão. Disponha a salada
(folhas de alface rasgadas) por cima e corte em cubos a cebola, o jasmim e o
endro da marinada. Grelhe o queijo feta,
corte bem e misture com o mel e o cream cheese. Use essa pasta na outra metade
do pão ao enrolar o sanduíche. Salpique a cebolinha a gosto.
Sorvete
de banana com flor de jasmim manga
Bata no liquidificador 3 bananas congeladas em
fatias,
um tanto de leite de coco caseiro (o suficiente
para girar a hélice),
4 flores de jasmim manga,
2 folhas de malva (uma erva medicinal deliciosa
que tenho na horta) e
flores de assa peixe (opcional)
Bata bem e está pronto. Servir em seguida.
Creme de
jasmim
375ml de creme de leite fresco
200ml de leite integral
50g de flores de jasmim frescas
6 gemas
70g de açúcar
Preparo: Esquente o creme de
leite. Deixe que ferva e suba antes de tirar do fogo. Acrescente o jasmim e
deixe esfriar. Peneire a mistura, passando para uma panela de fundo grosso,
pressionando as flores para soltar a fragrância. Reaqueça o creme até ferver.
Bata as gemas e jogue por cima uma parte do creme fervente. Bata até que a
mistura fique homogênea.Continue acrescentando o creme quente, aos poucos,
batendo com cuidado para não talhar. Devolva a mistura à panela e acrescente o
açúcar. Cozinhe em fogo baixo, mexendo sempre, até que o creme grude nas costas
da colher. Despeje em seis ramequins e asse em forno pré-aquecido, a 150 graus,
por cerca de 45 minutos, até que os lados descolem das laterais dos ramequins.
Polvilhe açúcar por cima e caramelize com maçarico.