segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O Bobotie Sul-Africano

A culinária Cape Malay é uma fusão da  Sul-Africana  com os sabores da Ásia e Europa, rica  num repertorio cheio de cores e sabores  que deixam os pratos complexos. A comunidade Cape Malay é descendente de Malaios, javaneses e escravos índios, entre outros asiáticos, que foram enviados para a Cidade do Cabo no século XVII pela Companhia Holandesa das Índias Orientais. Estas comunidades ficaram sem acesso aos seus ingredientes favoritos, como o leite de coco, e a tamarindo, sabores populares no sul da Índia. Então, eles adaptaram suas receitas e misturando-as  com especiarias encontradas nos navios  que operam na rota das especiarias, , e tiveram  algumas influencia da cozinha  holandesa.



Quando os colonizadores holandeses, liderados por Jan van Riebeeck da Companhia das Índias Orientais Holandesas, chegou no Cabo em 1652 eles descobriram que para trabalhar a terra seria necessário escravos, como os povos indígenas – que não eram muito interessantes pelos colonos.
Os primeiros malaios escravos  chegaram da Java e várias ilhas da Indonésia em 1658 e ao longo dos anos, a sua influência sobre na culinária da Cidade do Cabo  culinária e nas línguas africanas  foram consideráveis. Sendo escravos, os malaios, muitas vezes acabavam  nas cozinhas dos  holandeses e sua influência continua a ser evidente em pratos como bobotie. As origen do nome não  é clara, mas o tempero curry, arroz de açafrão-amarelo e o uso de fruta em um prato de carne são indicativos de raízes Malaias deste prato.




Dos pratos que evoluíram inclui o bredie, carne de carneiro guisada com tomates, de origem holandesa, foi temperado com gengibre, canela, cardamomo, cravo e pimenta em pó; e o Sosatie, um kebab de cubos de alternância de carne com legumes aromáticos e curry em pó indiano marinado  servido com  um cremoso molho-curry. Para a sobremesa, bolos de estilo europeu, foram fundidos com gulab jamun  indiana (rose berries) para formar o koeksister, um bolinho frito embebido em calda temperadoa com cardamomo, gengibre e canela.



Bobotie, doce e picante, é um encontro entre Oriente e Ocidente - É um prato tão popular que a Liga das Mulheres da ONU escolheu-o como “prato nacional da África do Sul”. . Bobotie foi originado no que hoje  seria a Jacarta, a partir de uma receita  indonésia chamada  bobotok - coco ralado, folhas de louro e outros ingredientes, incluindo vegetais e peixe envoltos em folhas de bananeira e cozido no vapor.



Reuben Riffel, um dos chefs mais elogiados da África do Sul e nativos Western Cape, diz que, embora a transformação do prato do bobotok para bobotie foi documentada, mas o bobotie surgiu como escravos daquela  região que comiam carne assada aos domingos, e nos dias seguintes, as sobras eram misturadas com especiarias incluindo folhas de louro e às vezes se misturavam frutas passas. Uma mistura de ovos, então, era derramado por cima, e o prato seria cozido e servido com arroz e legumes.
Na cozinha Cape Malay o bobotie foir, por muito tempo, considerado prato da classe trabalhadora.  A receita para bobotie se manteve praticamente intacta, embora nozes, chutney e frutas agora sejam adicionadas a receita. Logo, cada um pode ter sua própria receita de bobotie, mais ou menos gordurosos, mais doces ou menos doces (pela junção de frutas) que ficam perfeitas para a carne de cordeiro.
Que tal preparar essa delícia e se surpreender com os aromas e o sabor complexo e prefeito desse prato?

Bobotie
500g de carne moída de cordeiro ou de porco, ou ainda uma combinação das duas.
2 colheres de sopa de manteiga ou de ou azeite
1 cebola grande picada
2 dentes de alho picados
1 ½ colheres de sopa de curry em pó
1 colher de chá de açafrão
¼ colher de chá de cominho
⅛ colher de chá de noz-moscada
⅛ colher de chá de cravo da índia
⅛ colher de chá de pimenta da Jamaica
1 e ½ colheres de chá de sal
½ colher de chá de pimenta do reino moída
2 colheres de sopa de geleia de damasco ou chutney de manga
1 colheres de sopa de malte ou vinagre de cidra
2 fatias de pão amanhecido, crostas removidas, e cortado ao cubo, embebido em cerca de ½ xícara de leite
1 ovo grande
1 maçã média em cubos, descascadas e sem caroço
¼ xícara de damascos seco finamente picado
¼ de uvas passas brancas
Para o creme:
1 xícara de leite de vaca
2 ovos grandes
¼ colher de chá de sal
½ colher de chá de açafrão
Para cobertura:
6 folhas de louro
2 colheres de sopa de amêndoas picadas

Preparo: Pré-aqueça o forno a 350 graus F. Unte uma caçarola média. Aqueça a manteiga ou óleo em uma frigideira grande e refogue a cebola e o alho até ficar macios e translúcidos. Adicionar a carne moída e cozinhar até que a maior parte do rosa está desaparecido. Adicione o curry, açafrão, cominho, noz-moscada, cravo e pimenta da Jamaica e cozinhe por mais 2 minutos. Adicione o sal, a pimenta do reino, a geleia de damasco e o vinagre e misture bem. Retire o excesso de leite do pão e adicionar o pão na mistura de carne. Misturando bem. Adicione 1 ovo à mistura e misture bem. Adicione as maçãs, damascos e passas e misture bem. Colocar o refogado de carne na caçarola untada e ajeitar. Para o creme, junto o leite, os ovos, sal e açafrão e misture até misturar bem. Uniformemente despeje o creme sobre a mistura de carne. Coloque as folhas de louro em cima e uniformemente polvilhe sobre as amêndoas. Asse descoberto por uma hora ou até que a mistura esteja doirada. Sirva com arroz amarelo 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Pães Brasileiros: O Pão de Milho.


Eu amo milho! Poderia me estender sobre esta preferência, mas hoje o post  é dedicado ao pão de  milho.


Oração do Milho
(Cora Coralina)
"Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das lavouras pobres.
Meu gão, perdido por acaso, nasce e cresce na terra descuidada. Ponho folhas e haste e se me ajudares Senhor, mesmo planta de acaso, solitária, dou espigas e devolvo em muitos grãos, o grão perdido inicial, salvo por milagre, que a terra fecundou.
Sou a planta primária da lavoura.
Não me pertence a hierarquia tradicional do trigo. E de mim, não se faz o pão alvo, universal.
O Justo não me consagrou Pão da Vida, nem lugar me foi dado nos altares.
Sou apénas o alimento forte e substancial dos que trabalham a terra, onde não vinga o trigo nobre.
Sou de origem obscura e de ascendência pobre. Alimento de rústicos e animais do jugo.
Fui o angú pesado e constante do escravo na exaustão do eito.
Sou a broa grosseira e modesta do pequeno sitiante. Sou a farinha econômica do proletário.
Sou a polenta do imigrante e a miga dos que começam a vida em terra estranha.
Sou apénas a fartura generosa e despreocupada dos paiois.
Sou o cocho abastecido donde rumina o gado
Sou o canto festivo dos galos na glória do dia que amanhece.
Sou o carcarejo alegre das poedeiras à volta dos seus ninhos.
Sou a pobreza vegetal, agradecida a Vós, Senhor, que me fizeste necessária e humilde
SOU O MILHO".

Quando eu era criança ouvia os mais velhos chamarem o cuscuz de milho e pão de milho. Aqui no Nordeste este termo para o cuscuz é comum, provavelmente pela constância em que se come cuscuz com muitos acompanhamentos, assim como se faz com o pão comum.
Foi depois de adulto que eu conheci o pão de milho verdadeiro, e como era de se esperar, me apaixonei. É um pão que eu preparo vez por outra, mas que sempre compro na padaria perto de casa que, por sinal, faz um pão de milho muito bem feito.
O uso da farinha de milho para confecção de pães no Brasil foi uma adaptação aos gostos locais. A técnica de panificação dos colonos europeus com a farinha de milho dos indígenas originou um pão de massa fofa, amarelinho e de perfume peculiar.



A receita moderna básica consiste numa mistura de farinha de trigo com farinha de milho amarela, fermento , sal, ovos, leite ,manteiga ou outra gordura, mel e/ou açúcar.
Com uma receita fácil e gosto agradável, o pão de milho poderia ser ainda mais popular se considerarmos que, o Brasil, tem uma área cultivada com milho de 15,12 milhões de hectares e produção de 82 milhões de toneladas, sendo hoje um país estratégico na produção desse cereal, apontado como o  terceiro maior produtor e o segundo maior exportador mundial de milho. No entanto , a preferência nacional ainda é pelo pão Frances – outro pão  brasileiro que trataremos em outra ocasião.
Mas, para incentivar o consumo desse pão delicioso, deixo abaixo algumas receitas de pão de milho para que vocês possam testar essa maravilha.

Pão de milho de liquidificador
1 ovo
1/2 xícara de chá de óleo
4 xícaras de chá de farinha de trigo
1 colher de sopa de margarina
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sobremesa de sal
1 lata de milho verde  (lave e escorra a água antes de usar)
1/2 xícara de chá de leite
10 g de fermento biológico em pó (1 envelope)

Preparo: No liquidificador, bata o ovo, o leite, o óleo e o milho verde. Coloque o fermento e bata na velocidade mínima por 30 segundos. Em uma vasilha coloque a farinha de trigo, o sal, o açúcar e a margarina, e acrescente a mistura batida no liquidificador. Sove a massa até que ela fique bem homogênea, sem grudar nas mãos. Reserve por 1 hora ou até que dobre de volume. Divida a massa em duas partes, modele os pães e coloque em uma forma untada com manteiga ou margarina. Leve ao forno pré-aquecido, por 40 minutos, ou até que os pães fiquem dourados.

Pão de Milho Caseiro
Polenta de 4 xícaras de água e 1 xícara de  farinha de milho
1kg de farinha de trigo
1 colher rasa (sopa) de açúcar
1 colher cheia (sopa) de sal
2 colheres (sopa) de fermento biológico
500ml de água morna

Preparo: Prepare uma polenta com quatro xícaras de água fervendo e uma xícara de farinha de milho. Deixe esfriar um pouco, misture a polenta com o restante e vá colocando água morna na medida em que for mexendo. Deixe descansar por 40 minutos a uma hora para deixar crescer. Em seguida, coloque em uma forma bem untada, deixe crescer por mais 20 minutos e, por fim, leve ao forno por 40 minutos.

Pão de milho caseiro (sem glúten)
200 Gramas de Milho Cozido processado
100 Gramas de queijo branco firme picado e amassado
¾ Xícara de Farinha de Milho
½ Xícara de Farinha de Arroz
½ Xícara de goma de tapioca (polvilho doce hidratado)
3 Colher de sopa de Azeite de oliva
2 Unidades de Ovo
2 Colher de chá de sal
2 Cubos de fermento biológico fresco (30g)
1 Pitada de Açúcar


Preparo: O primeiro passo desta receita de pão de milho sem glúten é misturar em uma tigela as farinhas e o sal. Noutra tigela esmague os cubinhos de fermento com um garfo e acrescente o açúcar, os ovos e o azeite, e misture. Acrescente à tigela do fermento o queijo e o milho, misture e adicione as farinhas. Mexa somente até ficar homogêneo. Transfira o preparado de pão sem glúten para uma forma de bolo inglês untada, nivele, cubra com um pano limpo e deixe descansar por cerca de 1 hora, ou até a massa alcançar a boda da forma. Após o passo anterior, leve o pão ao forno preaquecido a 180ºC por 30 minutos, ou até crescer e dourar. Depois cubra com papel alumínio, baixe a temperatura para o mínimo e deixe cozinhar mais 30 minutos, para assar bem. Por último, de forma a eliminar o excesso de umidade, retire o papel e asse por mais 15 minutos. Finalmente retire seu pão de milho caseiro sem glúten do forno e deixe esfriar um pouco antes de desenformar. Corte apenas quando estiver totalmente esfriado e sirva em seguida.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Pães Brasileiros: Pão de Tapioca, Nordeste brasileiro.


Originalmente a tapioca é uma iguaria de origem indígena, tipicamente brasileira, descoberta em Pernambuco, nos tempos da colonização. Muitas vezes é reconhecida como “Pão da Oca” (Do tupi tapi (pão) + oca (casa))

Tapioca Tradicional
Pão de tapioca


No entanto, há quem que o  termo tapioca é derivado da palavra tipi'óka «coágulo», o nome para este amido na língua Tupi; e serve para referir-se tanto ao produto obtido da fécula quanto ao prato em si feito dele.
A tapioca é feita da fécula extraída da mandioca que resulta em alguns tipos de farináceos como a goma fresca, goma seca, polvilho  doce e azedo, tapioca granulada e flocada), que ao ser espalhada em frigideira, ou chapa, aquecida, coagula-se e vira uma espécie de crepe que pode ser servido seco ou umedecido com leite de coco, leite de vaca, leite condensado, água de coco.
Existem muitos tipos de tapiocas, com formatos e preparações peculiares, que mudam de acordo com o lugar aonde ela é preparada. Abaixo cita-se alguns:
Aaru: beiju de massa de mandioca com tatu moqueado e moído.
Beiju-açu: de massa de mandioca peneirada e torrada. 
Beiju-cambraia: feito com massa de tapioca, alvo, tenro e quase transparente.
Beiju-carimã beiju utilizado para se fazer caxiri, na festa da puberdade das moças. 
Beiju-cica: de massa de mandioca fresca, cortado e torrado, com aparência de um folhado.
Beiju-curua: de massa de mandioca, sal e castanha ralada, envolto em folha de bananeira e assado.
Beiju-curucaua: grande e chato, feito de tapioca granulada com castanha de caju ou castanha-do-pará ralada.
Beiju-curuba: semelhante ao beiju curucaua, mas a castanha de caju ou a castanha-do-pará são adicionadas em pedaços e não raladas.
Beiju de folha ou Beiju molhado: a fécula é preparada fria com açúcar e leite de coco, e servida em folhas de bananeira.
Beiju de lenço: feito artesanalmente; a mandioca ralada e molhada é colocada no centro de um pano, este é torcido em um recipiente em cujo fundo começa a depositar-se uma substância gelatinosa (a goma ou fécula), que é coada, seca ao sol, peneirada, assada com açúcar em chapa e enrolada em forma de cone. 
Beiju de massa: feito não com o polvilho, mas com a farinha de mandioca ainda crua (não torrada); a mandioca ralada é prensada para extração da goma e de seu sumo (a manipueira), a massa seca é então peneirada, umedecida, temperada com sal e assada em uma chapa.
Beiju-enrodilhado: beiju normal, mas que é enrolado ao invés de dobrado em dois.
Beiju-mambeca: um tipo de beiju mole, que não era torrado, apenas aquecido para a massa.
Beiju-marapatá: envolto em folhas de bananeira e assado sobre cinzas.
Beiju-peteca: pequeno beiju comprido de massa de mandioca puba, castanha e gordura.
Beiju-pixuna: usado em viagens, é grande e escuro.
Beiju-poqueca: assado envolto em folha de bananeira, contendo apenas massa de mandioca e sal.
Beiju-teica: de polvilho fresco de mandioca com farinha d’água.
Beiju-ticã: de massa de mandioca puba seca e socada.
Beiju tinin: seco ao sol até endurecer.
Beiju-tininga: muito durável e feito de polvilho de mandioca puba, que é pilada depois de torrada.
Beiju-tipioca: de polvilho peneirado e torrado; outro tipo de beiju sem nome específico era feito com massa de mandioca com carne de caça previamente torrada e pilada.
Malcasado ou mácasado: a fécula é misturada a coco, formando um bolinho circular mais consistente e molhado.
Sarolho ou sarôio: a fécula é misturada a coco ralado, sal, e assada na forma de um bolinho circular mais seco e solto.
Tapioca de forma ou de chapa: mais grossa e aquecida na chapa, na qual a tapioca é colocada dentro de uma forma de metal
A tapioca é muito presente no Nordeste brasileiro ainda nos dias atuais, mas tem se espalhado por todo o território brasileiro com a “febre do mundo fitness” que descobriu a tapioca como importante aliado  para manter o corpo saudável.
A mandioca era a base da alimentação brasileira até a invasão e colonização do território pelos portugueses. Nos primeiros anos do descobrimento, os colonizadores portugueses na capitania hereditária de Pernambuco descobriram que a tapioca servia como bom substituto para o pão. Na cidade de Olinda se consumia intensamente o beiju, a farinha e a tapioca (goma) extraídos da mandioca, desde o século XVI com a criação portuguesa da Casa de Farinha em Itamaracá. A tapioca logo se espalhou pelos demais povos indígenas, como os cariris no Ceará e os jês, na Amazônia oriental. Ainda, se transformou posteriormente na base da alimentação dos escravos no Brasil. Tudo isso serviu para transformar a tapioca, hoje, num dos mais tradicionais símbolos da culinária por quase todo o Norte e Nordeste.
Não bastasse a tapioca ser considerada  um ‘pão” culinaristas brasileiros desenvolveram reseitas para  transformá-la  em pão, como se imagina o senso comum. Deste modo, abaixo segue uma das receitas que eu  bem gosto de preparar.

Pão de Tapioca

3 xícaras (chá) de leite
1 quarto de xícara (chá) de azeite de oliva ou de óleo de coco
1 xícara e meia (chá) de goma fresca
2 ovos
Sal a gosto
Meia xícara de queijo ralado
1 xícara e meia (chá) de polvilho doce


Preparo: Ferva o leite e o óleo na mesma panela. Em uma vasilha, ponha a farinha de tapioca e despeje, sobre ela, o leite com óleo ainda quente. Misture bem com uma colher de pau e espere hidratar e esfriar. Bata os ovos. Pouco a pouco e mexendo sempre, vá adicionando os ovos batidos à farinha de tapioca hidratada. Acrescente o queijo sem lactose (opcional). Coloque o sal e, por último, o polvilho doce. Com as mãos levemente untadas com azeite ou óleo de coco, amasse bem a massa até que ela fique homogênea. Coloque a massa numa fôrma (pode ser de pão, de vidro) untada com óleo e um pouco de polvilho doce e leve ao forno preaquecido a 180 graus. Asse por 45 minutos ou até começar a dourar.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Pães Brasileiros: O Pão Petrópolis, do Rio de Janeiro


Esse é um pão bastante famoso. Trata-se de um clássico servido na famosa Confeitaria Colombo, no Rio de Janeiro, onde é servida a Torrada Petrópolis, feita de fatias generosas desse pão com uma boa farta camada de manteiga e leva-se à chapa para dourar– uma tentação! A maciez e o gosto meio adocicado do pão Petrópolis fazem a diferença. 



Embora seja um pão bastante conhecido dos cariocas e fluminenses, e pelos turistas que visitam a cidade serrana de Petrópolis, onde o pão tem status de refinamento, sua origem é desconhecida. Talvez essa falta de registro deva-se ao fato de que esse pão teve sua receita guardada a sete chaves por muito tempo, pois as pessoas que o fabricavam e ganhavam dinheiro com a venda desses pães não se preocuparam em difundir o possível criador, ou criadora, dessa maravilha da panificação brasileira.

Não obstante, não trata-se de uma receita complicada, muito menos daquelas cheias de segredos e truques para a preparação. Ao contrário, é muito simples de ser feito e com ingredientes que qualquer um pode ter em casa. Por isso, não perca tempo, e tenha um delicioso pão fresquinho para alegrar seus momentos de gula.

Pão Petrópolis 
50g de açúcar (1/4 xícara)
400g de farinha de trigo (2 ¾ xícara)
30g de fermento biológico fresco (uma colher de sopa do fermento seco para pão)
uma pitada de sal
1 colher (sopa) cheia de manteiga sem sal em temperatura ambiente
180ml de leite (3/4 xícara)
1 ovo extra
1 gema misturada com 1 colher (chá) de café pronto para pincelar

Preparo: Numa vasilha grande, coloque a manteiga, o leite, o ovo levemente batido. Junte o açúcar, o fermento fresco esmigalhado ou seco e vá adicionando a farinha aos poucos. Misture bem com uma colher até incorporar a farinha e despeje na mesa. Sove até ficar macia e homogênea, polvilhando um pouco de farinha de trigo se necessário para desgrudar a massa das mãos. Deixe a massa descansando por 20 minutos. Modele o pão e coloque numa forma de pão (25x10x6cm de altura) untada e forrada nas laterais com papel manteiga com uns 15cm de altura para fora. Pincele a superfície com a gema e deixe crescer até dobrar de volume. Leve ao forno pré-aquecido a 180˚C por cerca de 30 -35 minutos. 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Pães Brasileiros: O Pão Delícia, da Bahia.

Essa é minha primeira postagem de 2016 e, portanto, gostaria de desejar um ano novo delicioso para todos vocês, amigos e leitores desta confraria. Pensando em começar o ano com um postagem de comida bem brasileira resolvi falar dos nossos pães. Então, teremos alguns posts deliciosos desse companheiro nosso de cada dia.
Para começar, hoje tratarei do Pão Delícia, verdadeira instituição da Bahia! Este pãozinho está para os baianos assim como o pão de queijo para os mineiros. Na Bahia ele é bastante popular e facilmente encontrado em supermercados, padarias, delicatessen e principalmente em festas de aniversário, casamento e formatura da população baiana.



Quanto a origem da receita, ninguém sabe ao certo como ele surgiu mas, a versão mais conhecida para a origem do pãozinho delícia pode ser encontrada no livro Panificação Caseira nº 2 da cozinheira Elíbia Portela, que afirma que ele nasceu do acaso.
Conta-se que uma dona de casa baiana estava preparando pãezinhos para sua família e amigos, porém, a farinha de trigo que seria utilizada na fabricação dos pães não foi suficiente, resultando numa massa muito pegajosa. Enquanto esperava por mais farinha de trigo para dar o ponto correto a massa levedou, e com isso a dona de casa baiana resolveu fazer os pãezinhos assim mesmo. E, após moldar a massa, levou os pães ao forno, porém percebeu que se os deixasse no forno com o tempo convencional os pães ficariam muito secos. E, resolveu retirá-los do forno um pouco antes. Feito isso, a dona de casa baiana untou os pãezinhos com manteiga e os polvilhou com queijo do tipo parmesão ralado, e os serviu em seguida. Muitos foram os elogios e, ao ser indagada de qual seria o nome da nova iguaria, ela prontamente respondeu: “pãozinho delícia!” A partir daí o pãozinho delícia ganhou o nome que se conhece hoje.



Infelizmente, não existe comprovação que ateste a veracidade dessa estória, mas ela tornou-se a mais difundida entre os conhecedores do pãozinho delícia. Contudo, por se tratar de um alimento bastante popular eu, particularmente, acredito que sua origem também deva ser popular 0 o que comprovaria a veracidade da versão apresentada.
O fato é que o pão delicia é delicioso e vale a pena ser feito em casa. A receita é simples e de fácil manipulação. Tente ai e me conte

Pãozinho delícia
Massa
1 kg de farinha de trigo sem fermento
1 embalagem de fermento seco (11 g)
1 xícara (chá) de açúcar
3 xícaras (chá) de leite morno (nunca quente pois mata o fermento)
3 ovos
1 colher (sopa) de sal
1/2 xícara de óleo
1 colher (sopa) de manteiga

Para Cobertura dos Pãezinhos
100 g de manteiga derretida
100 g de queijo parmesão ralado

Preparo: Unte e esfarinhe 3 assadeiras retangulares grandes e reserve. Para a Massa: numa vasilha coloque o fermento com a farinha e o açúcar, mexa para misturar e dar um pouco de ar a farinha até ela soltar. Coloque todos os ingredientes, deixando um pouco da farinha para o final. Sove bem ate obter uma massa elástica (na batedeira bata por 10 minutos na velocidade 2). Se sua batedeira for de pouca potência, coloque pouca farinha porque senão esquenta muito o motor. Depois de 10 minutos termine sovando na mão, em cima de uma superfície limpa. Sove bem, pois o segredo está em sovar. Se não tiver batedeira, sove manualmente por 15 minutos. Coloque a massa dentro de uma bacia plástica, e deixe dentro dum lugar abafado por 30 minutos. Divida a massa em 60 partes Modele cada pãozinho, com as mãos untadas em manteiga, em formato redondo (se souber bolear, melhor). Coloque-as no tabuleiro preparado. Abafe novamente por 1 hora e 30 minutos. Pré-aqueça o forno a (200ºC) e asse por uns 20 minutos (não deixe corar, ele é mais branquinho pois dá mais maciez). Para a Cobertura: passe cada pãozinho na manteiga derretida com queijo ralado.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Tangyuan em sopa doce - Para uma Ano Novo esplêndido


Caros Amigos, espero que tenha tido um excelente Natal. Este ano resolvi me recolher, de tudo. Muitas vezes, li nas crônicas vampirescas de Anne Rice que seus fantásticos e superpoderosos vampiros se recolhiam da agitação do mundo por uns tempos – “o chamado da terra” – o até que “o chamado do mundo” os fizesse retornar ainda mais fortes. Li isso nas crônicas, compreendi o significado, mas não pensei que eu, um dia, fizesse isso. Pois, me recolhi.
Resolvi me recolher nessas festas, e fiz a melhor das escolhas fazendo isso. Minha atitude teve inspiração espiritual, e hoje percebi o valor da importância lendo uma passagem da Lya Luft, que eu recomendaria muito a leitura. Por isso, coloquei o trecho que diz assim:
" Às vezes é preciso recolher-se. O coração não quer obedecer, mas alguma vez aquieta; a ansiedade tem pés ligeiros, mas alguma vez resolve sentar-se à beira dessas águas. Ficamos sem falar, sem pensar, sem agir. É um começo de sabedoria, e dói. Dói controlar o pensamento, dói abafar o sentimento, além de ser doloroso parece pobre, triste e sem sentido. Amar era tão infinitamente melhor; curtir quem hoje se ausenta era tão imensamente mais rico. Não queremos escutar essa lição da vida, amadurecer parece algo sombrio, definitivo e assustador. Mas às vezes aquietar-se e esperar que o amor do outro nos descubra nesta praia isolada é só o que nos resta. Entramos no casulo fabricado com tanta dificuldade, e ficamos quase sem sonhar. Quem nos vê nos julga alheados, quem já não nos escuta pensa que emudecemos para sempre, e a gente mesmo às vezes desconfia de que nunca mais será capaz de nada claro, alegre, feliz. Mas quem nos amou, se talvez nos amar ainda há de saber que se nossa essência é ambiguidade e mutação, este silencio é tanto uma máscara quanto foram, quem sabe, um dia os seus acenos."
Mas o meu recolhimento vai além... e não precisa ser explicado aqui apenas para justificar minha ausência do blog. Contudo, e como sempre, há uma receitinha para ser compartilhada. Desta vez, vem da tradição oriental, para trazer boas vibrações para o Ano Novo, e muito de fazer. Chama-se  Tangyuan.


Tangyuan é um bolinho típico chinês feito de arroz glutinoso. Ele pode ser servido em sopa ou para comer sem acompanhamento. Pode ser doce ou salgado, pequeno ou grande, com ou sem recheio.
Na China o Tangyuan é comido durante todo o ano, porque é vendido como alimento congelado muito popular em muitos supermercados asiáticos. Mas na maioria das vezes, é comido durante o Festival das Lanternas e Ano Novo chinês.


Na China, há duas versões diferentes falando sobre o lugar de origem do Tangyuan vem: No Norte da China, a lenda vem da era Yongle da dinastia Ming. Naquela época, Tangyuan era chamado de 'Yuanxiao' (元宵), e foi obtido a partir Festival Yuanxiao, também conhecido como o Festival das Lanternas. Yuanxiao significa "primeira noite", que é a primeira lua cheia depois do Ano Novo Chinês e é sempre uma lua nova. No sul da China, Tangyuan também é chamado de 'Yuanxiao' (元宵). Mas desde 1912, quando Yuan Shikai (袁世) tornou-se o primeiro presidente da República da China, o nome foi mudado para Yuanxiao. Yuan Shikai sempre quis se tornar um imperador, mas ele estava com medo que o povo da República da China se opusesse a ele já que seu primeiro nome Yuan era a primeira para do  nome do bolinho e a parte final do novo nome do  bolinho (xiao) significava também "erradicar".



Portanto, pensar no  bolinho como Yuanxiao (元宵) fazia lembrar ao povo da China que teria que erradicar  o da República da China, ou seja, para remover Yuan Shikai de lugar do presidente. Em 1913, antes do Festival Yuanxiao (festival de lanterna), Yuan Shikai decidiu mudar o nome Yuanxiao (元宵) para Tangyuan (汤圆). A partir de então, Tangyuan tornou-se o nome oficial deste alimento.
 Os recheios também podem ser diferentes dependendo da região em que são preparados. Assim, no sul: há recheios doces como o de açúcar e gergelim, flores osmanthus, pasta de feijão doce e casca de tangerina cristalizada, enquanto no norte, são os preferidos recheios salgados, incluindo carne e legumes picados.






Para muitas famílias na China continental, bem como no exterior, tangyuan é normalmente consumido junto com a família. Por este motivo a forma redonda das bolas e das tigelas em que são servidos, simbolizam paz e união familiar. E eles podem vir coloridos, representando alegria, e corantes são adicionados na massa para garantir o colorido. Mas o branco é o tradicional para comemorar o Ano Novo.

Tangyuan

4 xícaras de farinha de arroz glutinoso (Motigome, consegue fácil nas lojas de produtos asiáticos, japoneses e em bons supermercados)
220 ml de água morna
200 ml de água fria
Recheio
14 colheres de sopa de pó de gergelim preto
14 colheres de sopa de açúcar
10 colheres de sopa de manteiga sem sal
Sopa doce
3 xícaras de água
½ xícara de açúcar (pode ser mascavo também)
gengibre cortado ao gosto
anis estrelado (opcional)
Preparo: Sopa doce: Misture tudo e leve ao fogo até formar uma calda fina; retire do fogo e deixe esfriar. Sirva as bolinhas nessa calda. Comece pelo recheio. (Um segredo para dar certo, sem desculpas, é nessa hora de fazer as bolinhas, fazer a mistura em metades, ou seja, misturar primeiro 7 colheres de pó de gergelim, com 7 colheres de açúcar, que pode ser mascavo, e 4 colheres de manteiga derretidas. E só depois d éter terminado de fazer as bolinhas com essa primeira parte você fará a segunda. Coisa da paciência oriental. O mesmo serve para a massa abaixo). Misture o pó de gergelim preto e o açúcar. Derreta a manteiga sem sal e adicione a mistura de pó de gergelim preto juntos. Misture bem até unir. Faça da mistura pequenas bolinhas com toda a massa. Levar a geladeira em uma forma com as bolinhas espaçadas para não grudarem. Massa: pegue 2 xícaras de farinha de arroz glutinoso e adicione 110 ml de água morna e misture até toda farinha estar bem unida e em seguida, adicione 100 ml de água fria e misture formando uma pasta lisa. Pegue pequenas partes da pasta e alise-os com a palma da sua mão. Coloque a bolinha de recheio na massa e depois feche como uma bola. Levemente enrole delicadamente na palma da mão como se fosse uma brigadeiro. Assim faça toda a receita e leve a geladeira por uns 15 minutinhos. Depois de frias, leve para ferver uma panela com água (cerca de 4-5 copos), e em seguida, solte as bolas na água fervente com cuidado. Assim que elas flutuarem até o topo, como se fossem nhoques, elas estarão prontas para comer. 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Vzvar: bebida tradicional do Natal russo


Para quem gosta de bebidas diferentes a Kzvar é uma típica bebida russa, não alcoólica, bastante comum no Natal naquele país. Pelo sabor e qualidades nutricionais é incomparável e se tornou bastante popular, principalmente por ajudar a esquentar no intenso inverno russo, quando  é bebida quente – mas a bebida também pode ser apreciada fria.
Na Rússia, a primeira menção escrita à Vzvar refere-se ao ano de 989, quando o Príncipe Vladimir de Kiev chamou seus súditos ao cristianismo. Nos anais daquela ocasião estava escrito - "distribuía alimentos, mel e Vzvar para o povo”.


A palavra Vzvar é certamente de origem russa e significa "bebida amarga." No entanto, por uma questão de objetividade, observa-se que até oito mil anos atrás a Vzvar era algo semelhante à cerveja - bebida feita a partir de cevada, algo entre Vzvar moderno e cerveja - preparada pelos antigos egípcios. A Vzvar de frutas já era conhecida na antiga Babilônia, mas conseguiu se espalhar pela Mesopotâmia.
Figuras históricas famosas como Heródoto, Plínio, o Velho, e Hipócrates, deixaram descrições de bebidas muitos parecidas com Vzvar. Além disso, Hipócrates apontava propriedades curativas desse tipo de bebida.


Os primeiros tipos de Vzvar eram feitas de diferentes tipos de grãos: centeio, cevada, aveia, milheto. Receitas naquela época eram de cerca de mil: havia Vzvar com hortelã e uvas passas; Vzvar de centeio esmagado com malte de cevada; Vzvar do norte feitas a partir de farinha de centeio, farinha de musgo islandês e folhas de groselha preta; Vzvar branca, vermelha; Vzvar feitas de bolachas, gengibre, morangos, cerejas, peras, ameixas... Ou seja, existiam Vzvar diferentes cuja fórmula variava de acordo com as produções locais, clima, época do ano e de acordo com os gostos da família e anfitriões.


A partir da literatura é conhecida a habilidade de cozinhar deliciosas e, picantes Vzvar eslavas, de forma artesanal, e daí é difícil inumerar a quantidades de tipos de Vzvar existentes – principalmente porque cada morador pode ter sua propia receita em casa.
No século XIX, o povo russo não podia fazer nada sem Vzvar, que era usada antes, durante e depois do trabalho, antes e após as refeições. Vzvar era a bebida de cada dia.  Como foi amplamente espalhado a kvasovarenie na Rússia, como mostra o trabalho do médico LI Simonov, publicado em 1898, em que o autor escreveu: "... A produção de Vzvar é comum aqui: ela é cozida por camponeses, burguesa, comerciantes e fazendeiros, nos mosteiros e os quartéis, hospitais; existindo nas cidades instalações para o preparo e venda da Vzvar e os mestres Vzvar. Os médicos acreditam que o nosso Vzvar é bebida de higiene e benéfica não só para as pessoas saudáveis, mas também para os pacientes. Nos últimos anos, os médicos estão começando a prestar atenção à Vzvar russa e recomendá-la à Europa Ocidental. "


Vantagens da Vzvar estão relacionadas com a presença de substâncias aromáticas encontradas na bebida. E além delas, os efeitos benéficos da Vzvar no processo de digestão em seres humanos são explicados pela presença de bactérias de ácido láctico encontrado na bebida. Portanto a Vzvar provoca o mesmo efeito que os produtos lácteos: contém açúcares de fácil digestão, vitaminas e outras substâncias. Vzvar melhora o apetite, tem um alto poder calorífico. As bactérias da fermentação do ácido láctico enriquecem a bebida com vitaminas B, B2, PP, B e ácido láctico. Estas qualidades definem a aromática Vzvar que restaura a força e melhora o desempenho para grandes cargas de trabalho. O sabor da Vzvar é uma impressão indelével para estrangeiros que visitam a Rússia.



A Vzvar russa é sempre associada a várias crenças e superstições. Além de estar descrita em rituais mágicos – o que indica um compromisso especial para com a bebida. A Vzvar é preparada especialmente para celebrações especiais como casamentos e nascimentos de crianças. Como ferramentas mágicas e terapêuticas foram utilizadas Vzvar com sal após a preparação da bebida.



Independentemente da origem e do significado, se você gosta de ter algo “diferente” para servir aos convidados, que tal experimentar  o preparo desta  bebida?

Vzvar

4-5 maçãs ou / e peras secas
4-5 ameixas secas
2 colheres de sopa de cerejas secas
2 colheres de sopa de uvas  passas
5 xícaras de água
1/4 xícara de açúcar ou mel (a gosto)
Preparo: Lave os frutos secos em água morna. Coloque as frutas secas em uma panela, adicione a água e cozinhe em fogo baixo por 30 minutos. Adicione o açúcar e as passas, ferva por e 30 minutos, com panela tampada . Sirva quente ou  frio. Quando for servir escorrer as frutas. Para armazenar  deixar  com as frutas e fechar como  se fosse uma compota.

Obs.: há quem adicione especiarias nessa mistura durante o cozimento, então sugiro você utilizar as que mais gosta. Canela, cravo e gengibre caem muito bem. E quem sabe ir além e preparar uma gelatina com ela. Veja receita abaixo:

Gelatina de Vzvar
4 xícaras de vzvar frio
2 envelopes de gelatina incolor
Preparo: polvilhe a gelatina sobre 1 xícara da vzvar fria em uma panela, deixe descansar por 1 minuto. Leve ao fogo mexendo até a gelatina se dissolver completamente, junte as 3 xícaras restantes de vzvar e misture bem. Despeje em  taças e leve à geladeira até firmar.