É pra se comer bastante esta idéia de combinar gastronomia, cultura e história unidas num lugar acessível. Principalmente numa época onde as pessoas se entopem de gorduras trans e não alimentam a alma.
Sabendo que o homem não nasce da fome, mas do apetite. Te convido a conjugar o verbo comer em todas as suas possibilidades.
Um brinde a você por estar aqui! Bon apetit!!!
Eu
amo pães. Poderia tecer várias laudas sobre este tema. Mas hoje está difícil
encontrar pães gostosos facilmente. Talvez as padronizações exagerada das
padarias seja um dos motivos para isso. Por sorte, tenho visto pessoas
interessadas em produzir pães artesanais – o que já melhora o tratamento da
massa e resulta em pães mais saborosos, com fermentação natural e sem aditivos
químicos. Mas este post não é para criticar ou tratar sobre esta perspectiva.
O
fato é que essa nova era na qual nos encontramos às necessidades de cuidar da
saúde têm modificado os hábitos alimentares das pessoas. Tenho visto um aumento
grande de pessoas com intolerância a glúten e lactose e querendo reduzir
carboidratos – o que vai limitando a alimentação das pessoas e deixando-as mais
mal humoradas (risos).
Pensando
nisso, hoje vim falar um pouco (ou apresentar, para aqueles que ainda não
conhecem), uma solução gostosinha é low-carb
para substituir o pão nosso do dia a dia: falo do Cloud Bread, ou Pão nuvem em
tradução literal.
Tentei
buscar a historia do surgimento desta produção culinária, mas não achei
registros a respeito de sua origem. Porém, uma coisa é certa: ao que tudo
indica, surgiu nos Estados Unidos, pois os artigos mais antigos encontrados
sobre o tema têm origem lá.
O
pão nuvem é feito de ovos, creme de queijo, cremor de tártaro, e adoçante ou
sal. Esses ingredientes são bem batidos, numa mistura que se assemelha a um
merengue, que é assado e depois de arrefecido para tornar-se macio.
Além
de ter gosto delicado e baixa caloria,
outro fator que torna o pão nuvem mais atraente é a sua versatilidade – pode
ser doce ou salgado, e permite a imaginação criar receitas deliciosas. Como se
pode ver nas imagens abaixo.
Da
perspectiva de micronutrientes, o pão nuvem contém inúmeros nutrientes que não
são encontrados no pão tradicional, incluindo a vitamina A, vitamina D,
fósforo, colina, e selênio, nutrientes que melhoram as funções dos olhos,
ossos, o metabolismo, a função cognitiva, e imunidade. Porém é pobre em fibras.
Como
o pão tradicional de trigo, o pão nuvem pode ser congelado. Abaixo deixo duas
receitas de pão nuvem: uma tradicional e outra, feita a partir de iogurte
grego. Divirtam-se com a criatividade no uso desses pãezinhos e, se alguém
descobrir mais sobre eles, me contem.
Cloud Bread
3
claras
2
gemas
3
colheres (sopa) de cream cheese light
¼
colher (chá) de cremor tártaro - pode substituir por 1/2 colher (chá) de suco
de limão
1
envelope de adoçante (1 grama) ou sal a gosto
Preparo:
Preaqueça o forno a 150°C. Em um bowl, misture as gemas, o queijo e o adoçante
(ou o sal se for fazer o pão salgado). Bata até ficar homogêneo. Na batedeira,
bata as claras com o cremor tártaro até formar picos. Incorpore aos poucos a
mistura de gemas às claras. Com uma colher, distribua as porções em uma forma
untada (colocar papel manteiga na forma também ajuda). Asse por cerca de meia hora ou até que fiquem dourados e macios. Retire
e deixe esfriar antes de consumir.
Cloud Bread de Iogurte Grego
2
ovos
2
colheres de sopa de iogurte grego
1/4
colher de chá de fermento em pó
pitada
de sal
Preparo:
Preaqueça o forno a 150°C. Em um bowl,
misture as gemas, o iogurte e o sal. Bata até ficar homogêneo. Na batedeira,
bata as claras com o fermento até formar picos. Incorpore aos poucos a mistura
de gemas às claras. Com uma colher, distribua as porções em uma forma untada.
Asse por cerca de meia hora ou até que fiquem ligeiramente dourados e macios. Retire e deixe
esfriar antes de consumir.
A
pimenteira do reino (Piper nigrumL.) é uma planta trepadeira pertencente à
família Piperaceae, originária da Índia, onde já a utilizavam há milênios antes
dela desembarcar no Ocidente no século VI antes de cristo.
Os
romanos do período clássico já apreciavam a pimenta do reino, os grãos redondos
e pequenos, que usamos hoje, serviam somente para disfarçar o sabor do vinho
quando este começava a ficar azedo.
A
pimenta do reino chegou à França no século XII nas malas dos monges itinerantes
e das caravanas árabes já com alto valor de compra. Famosa por suas virtudes
afrodisíacas, ela era símbolo de poder e virilidade. Tornou-se mercadoria
preciosa, em grande parte da colheita de impostos da Idade Média, junto com as
moedas eram encontrados grãos de pimenta do reino.
Até
1522 a pimenta era símbolo de poder e virilidade em todo o Ocidente, onde tinha
fama de virtudes afrodisíacas. Era tão desejada que, nesta época, valia tanto
quanto ouro e prata. Mais tarde, os franceses, espertos que são, pegaram alguns
grãos e foram plantar em suas colônias na Ilhas Mauricio e Reunião. Assim
poderiam aproveitar do seu sabor com preços razoáveis sem depender de ninguém.
O
comércio da pimenta era bastante ativo no subcontinente indiano, de onde era
trazido por mercadores muçulmanos para o Ocidente, onde era distribuída por
genoveses e venezianos. Historicamente o seu valor chegava a ser tão alto que
ela foi utilizada como moeda: conta-se que Alarico I, o Visigodo, exigiu de Roma um resgate de ouro, prata e pimenta.
A busca por essa especiaria, utilizada e valorizada desde tempos imemoriais,
foi uma das principais causas da expansão – e apogeu – do império português no
Oriente. Um quintal de grãos de pimenta (60 kg) chegou a valer à época, 52
gramas de ouro.
A
pimenta do reino foi introduzida no Brasil no século XVII. Contudo, apenas nos
anos 1930 que imigrantes japoneses adaptaram uma variedade mais próxima da
pimenta consumida nos dias de hoje. A produção é realizada, essencialmente, em
3 regiões: No Pará, com produção média de 30mil toneladas, principalmente nas
regiões de Castanhal, de Tome-Açu, Guama e Paragominas; No Espírito-Santo, em
média de 8 mil toneladas, principalmente na região de São Mateus; Na Bahia, com
3 mil toneladas, essencialmente no sul do estado. A pipericultura é responsável
pelo sustento de cerca de 150mil pessoas nessas regiões.
Sempre
que alguém menciona “pimenta do reino” eu lembro minha infância, quando os
moradores dos sítios de meu avô materno nos levavam sacos cheios dessa pimenta,
que era plantada nos nossos sítios. Mas atualmente, essa pimenta me remete, automaticamente,
ao steak au poivre, preparação inventada para figurões de época que levavam
suas companheiras para jantares tardios, desejosos de pratos apimentados e suas
supostas propriedades afrodisíacas entrasse em ação.
As
origens do steak "au poivre", carne servida com molho a base de
pimenta do reino moída. Alguns chefes afirmam ter criado este prato, inclusive
E. Lerch em 1930, quando ele era chef do Restaurant Albert nas Champs-Elysees;
e M. Deveau, por volta de 1920, no Maxim’s. No entanto, M.G. Comte certifica
que o steak "au poivre" já era estabelecido como uma especialidade do
Hotel de Paris em Monte Carlo em 1910, e
O. Becker afirma que ele preparou em 1905 no Palliard's.
Na
Craig Claiborne's New York Times Food Encyclopedia contém informações que
sugere as origens do steak au poivre pode ser atribuída a Leopoldo I da
Alemanha em 1790. Mas o Anderson'sThe
American Century Cookbook afirma que
"historiadores alimentares de sólida reputação descartam essa
teoria sobre o príncipe Leopold. Mas seja qual for a origem, o Steak au Poivre
tornou-se o circo gastronômico de muitas das grandes e elegantes restaurantes
de cidades americanas no início deste século."
Numa
breve pesquisa no Google sobre a preparação, encontra-se em muitos sites que
ela é de autoria de Julia Child. Uma
coisa é certo, há a receita clássica, sem uso de creme de leite no preparo, mas
também há que prepare com creme de
leite. Por isso, abaixo, segue duas versões. Aproveitem.
Steak au Poivre – receita de Julia Child, em
Dominando a Arte da Culinária Francesa, Volume One, 40th Anniversary Edition.
2 colheres
de sopa de pimenta do reiro (preta e branca, ou só de um tipo se preferir)
4
pedaços de carne , bem espesso com cerca de 120g cada
Um
prato quente
sal
1 colher
de sopa de manteiga e 1 colher de óleo
2 colheres
de sopa de cebola picadinha (ralada fica melhor)
1/2 xicara
de caldo de carne
1/3
xícara de conhaque
3 ou 4 colheres de sopa de manteiga amolecida
Legumes
Salteados ou batatas fritas para acompanhar
Agrião
fresco
Preparo: Coloque
os grãos de pimenta em uma tigela grande e esmagá-los - não muito triturados. Seque
os bifes de toalhas de papel. Esfregue e pressione a pimenta em ambos os lados
da carne. Cubra com papel encerado. deixe descansar por pelo menos meia hora
(mas entre 2 ou 3 horas são ainda melhor, de modo que o sabor da pimenta irá
penetrar a carne). Refogue a carne no óleo quente com 1 colher de manteiga.
Remover para um prato quente tempere com sal, e mantenha aquecido por um
momento ao completar o molho. Despeje a cebola no restante da gordura que
sobrou do refogado e cozinhe lentamente por um minuto. Despeje o caldo e
ferva-se rapidamente em fogo alto, mexendo bem. Em seguida, adicione o conhaque
e deixe ferver rapidamente por um minuto ou dois mais para evaporar o álcool. Quanto
esdtiver fervendo, adicione a manteiga restante, mexendo bem. e. Decore o prato com as batatas e agrião.
Despeje o molho sobre o bife, e servir.
Steak au Poivre (com creme de leite)
3
colheres de sopa de pimenta do reino preta em grãos
4
pedaços de carne , bem espesso com cerca de 120g cada
sal
2
colheres de sopa de manteiga
1
colher de sopa de óleo
⅓
xícara de conhaque
1
xícara caldo de carne
½
xícara de creme de leite
Preparo: Enrole
pimenta em um pano de prato limpo, em seguida, esmague, pressionando firmemente
com o fundo de uma frigideira ou batendo com um martelo. ( Pimenta deve ser
quebrada , e não transformada em pó). Transfira a pimenta para um prato, em
seguida, role os filés nela para que sejam uniformemente revestidos. Tempere
ambos os lados do filé com sal. Esquente a manteiga e o óleo em uma frigideira
grande em fogo médio-alto. Adicione o filé e cozinhe até ficar bem dourado,
cerca de 4 minutos de cada lado. Transfira a carne para quatro pratos aquecidos.
Cubra com papel alumínio para manter aquecido enquanto prepara o molho. Aqueça
a mesma panela que estava a carne adicione o conhaque, então flambe cuidadosamente.
(Mantenha uma tampa à mão, assim você pode apagar o fogo, se necessário.).
Deixe o álcool queimar, cerca de 1 minuto, em seguida, adicione o caldo de
carne. Cozinhe até reduzir pela metade, cerca de 4 minutos. Adicione o creme e
cozinhe, mexendo ocasionalmente, até grossos, 3-5 minutos. Tempere com sal e
despeje sobre bifes. Sirva com batatas coradas.
De
vez em quando eu gosto de preparar uma torta de legumes para o almoço. Confesso
que receitas práticas me têm salvado no dia-a-dia. Pensando nisso resolvi
deixar aqui uma receitinha prática para torta de legumes.
Muitas
pessoas têm sua própria interpretação desta receita, mas ela é quase sempre
feita com vegetais misturados, um molho e uma cobertura, que poderia ser de
massa, purê de batata ou, ainda, com batatas finamente fatiadas. A receita
Oficial foi relatada no "The Times" em 26 de abril de 1941 é mostrado
abaixo.
Introduzida em Maio de 1941, continuou a ser
motivo de riso durante toda a guerra. Mas Lord Woolton estava longe de ser
motivo de riso: ministro da comida da Grã-Bretanha no período da parte inicial
da Segunda Guerra Mundial, seduziu e bajulou
o público para que comessem não apenas o
que era chamado de Woolton Pie, um "naco Nacional '- mas que simbolizava
um" naco da vitória.
Frederick James Marquis, Primeiro conde de Woolton, conhecido popularmente como Lord Woolton, ex-diretor de uma cadeia de
lojas chamada Lewis (principalmente no Norte da Inglaterra) e ex-assistente
social, foi nomeado Ministro da Alimentação, em abril de 1940. Sua posição pode
ter sido sem glamour, mas era vital para o esforço de guerra. Sabe-se, no
entanto que Woolton era extremamente popular com o público, mesmo quando
cantando os louvores de rissoles, sem carne, bolos sem açúcar e chá sem folhas
de chá (tudo por conta da guerra).
Lord Woolton
Muito
do sucesso de Woolton foi devido a sua habilidade de negócios na elaboração de
orçamentos com itens específicos - ele apenas racionava itens dos quais ele
estava certo de que ele tinha o suficiente para encontrar por perto, em menores
quantidades. Tinha senso de justiça e confiança com aqueles que estavam lutando
com o seu próprio orçamento pessoal e esforço durante a guerra. Ele também
acreditava que o público deveria ser educado e ajudou, não apenas instruído.
Ele
fez isso por meio de uma campanha publicitária introduzindo 'Dr cenoura' e
'Batata Pete' ('Dr Carrot' and 'Potato Pete'), com 'Gert e Daisy' –artistas
musicais Elsie e Doris Walters no " Kitchen Front 'na BBC rádio, nos 'Food
Flashes' (curtas-metragens) nos cinemas e uma campanha publicitária maciça na
imprensa.
Aparentemente,
até o final da guerra, o país estava apto e mais saudável do que nunca tinha
sido – com a população mais magra e saudável do que é hoje. As pessoas comiam
menos gordura, ovos, açúcar e carne, e comia mais legumes. Existem estudos que
mostram que, apesar da escassez que a guerra sempre acarreta, muitas pessoas
comeram uma dieta melhor durante o racionamento do que antes dos anos de guerra
e isso teve um efeito significativo sobre a saúde da população - a mortalidade
infantil diminuiu e expectativa de vida aumentou. Foi graças à alteração
forçada na dieta e o racionamento de mercadorias e a quantidade de legumes
frescos que as pessoas comiam, além da redução significativa no consumo de
gorduras e açúcar que isso ocorreu.
Quem
sabe essa seja uma boa história para inspirar o aumento de legumes na nossa
refeição... a receita segue abaixo. No entanto, como trata-se de uma torta de
legumes, torna-se bastante variáveis os ingredientes para serem utilizados ao
longo da disponibilidade de ingredientes leguminosos ao longo dos anos.
Referências:
1. Lord
Woolton Pie: The official recipe", The Times , London, 26 April 1941, p.
2.
2.
"Woolton pie creator dies", The Times , London, 17 August 1966, p. 1.
3. Fussell,
Paul (1989), Wartime: Understanding and Behavior in the Second World War , p.
202.
LORD WOOLTON PIE 1
Para o recheio
500g
de batata inglesa
900g
de cenouras
250g
de cogumelos
1
alho-porro pequeno
50g
de manteiga
2
cebolas pequenas
Sal,
pimenta, noz-moscada, salsa picada
1
folha de louro, 1 ramo pequeno de tomilho, salsa e aipo
Para a massa
220g
de farinha
1/2
colher de chá de sal
1
colher de chá de fermento em pó
50 g
de margarina
Um
ovo para pincelar
Preparo:
Junte a farinha de trigo com o sal e o fermento em pó. Derreta a manteiga e
adicione na mistura de farinha e misture bem até ficar homogênea. Deixar descansar na geladeira, adicione os
cogumelos, eantes de abrir. Para o recheio:
Descasque e pique as batatas e cenouras, e leve para cozinhar até ficar
macios (prefiro cozinhar no vapor que
não fica muito molhado). Em seguida
refogue com na manteiga com 1 folha de
louro, 1 ramo pequeno de tomilho, salsa e aipo, junteos cogumelos, o alho poro,
tempere com sal, pimenta e um pouco de noz-moscada e a salsa fresca picada. Em
seguida encha uma forma para torta com esse refogado e cubra com a massa, já
aberta, pincele com ovo batido e leve ao
forno para assar até dourar.
LORD
WOOLTON PIE 2
Ingredientes:
4
Batatas
1
Alho poró
1
Cebola
1
Cenoura
1/2
Batata doce
Salsa
e cebolinha
Pimenta
do reino
Noz
Moscada
Farinha
de trigo
Preparo:
Cozinhar 3 das batatas para fazer o purê. Cozinhar o resto dos ingredientes,
temperando com a pimenta a noz moscada e o sal.. Quando as batatas ficarem bem
moles, basta fazer o purê e ir misturando a farinha de trigo para ajudar a
massa a ficar mais firme. Não esquecer de temperar com sal. Quando achar que
está no ponto certo, abrir a massa e montar a torta. Legumes e caldo por baixo
e a massa só por cima. Cuidado para o caldo não subir. Aconteceu isso comigo e
a massa não ficou tão crocante por cima. Quando pronta passar uma manteiguinha,
margarina ou azeite mesmo por cima e levar ao forno. Quando a massa pegar cor a
torta estará pronta.
O
solstício de verão nada mais é que o momento em que o Sol está em seu ápice,
encontrando-se no seu ponto mais alto e de maior brilho. Esse momento era
celebrado pelos antigos celtas e druidas – que o entendiam como “O meio de
verão” – e representa além da abundância e plenitude no ano, fertilidade da
Terra, e lhe deram o nome de Litha.
O
Litha (pronuncia-se “líta”), é celebrado por volta de 22 de dezembro no
hemisfério Sul e por volta de 22 de junho no hemisfério Norte, mas pode variar
dependendo do calendário. Isso significa que pode ser realizado de 21 a 23 nos
meses citados. Mas o certo é que este dia, é o dia mais longo do ano, e
representa o declínio do Deus Sol. A partir deste dia, os dias vão ficando cada
vez mais curtos, até chegarem ao ápice da escuridão no solstício de inverno.
Por isso o solstício de verão era o marco que assinalava o início da metade
escura do ano, ao contrário do solstício de inverno.
O
solstício de verão é tanto um festival de fogo quanto um festival da água; o
fogo sendo um aspecto do Deus e a água um aspecto da Deusa. O festival
desenvolveu-se menos e tardiamente nos países celtas, pois estes não eram
originalmente de orientação solar. Muitos dos costumes sobreviveram até os
tempos modernos, como rolar colina abaixo uma roda pegando fogo. Como acontece em
Beltane e em Samhaim, a fogueira é destituída de grande poder mágico. A Deusa e
o Deus estão no êxtase de sua união e vemos a Natureza cheia de frutos e flores
belos. É o ápice do amor passional entre ambos; a Deusa reina como a Rainha do
Verão e o Deus aproveita seu auge, pois depois começará o seu declínio até
renascer no inverno.
O
momento do Litha relembra que o Sol está com seu poder no auge, mas a partir
daí começa a decair, assim como ciclos na nossa vida onde Vida e morte fazem
parte de todos os aspectos na Natureza e em nossas vidas.
Nesta
festividade o fogo é um aspecto central do festival do solstício de verão,
assim como é em Beltane. Mas o caldeirão também é usado neste sabá, cheio de
água, para representar a abundância da Deusa, e também nos remeter ao caldeirão
de Cerridwen – a deusa tríplice. Outros povos antigos também festejavam a
abundância do verão com festivais semelhantes: Vestália (Roma), Dia dos Casais
(Grécia), Festa de Epona (País de Gales), Thing-Tide (Escandinávia), Alban
Heflin (tradição anglo-saxã) ou a Dança do Sol (nativos norte-americanos).
È justamente pela existência dos solstícios
que existem os trópicos de Câncer e Capricórnio: no solstício de verão no
hemisfério Sul, os raios solares incidem perpendicularmente à terra na linha do
Trópico de Capricórnio. No solstício de inverno, ocorre a mesma coisa no
Trópico de Câncer. E por conta deles alguns costumes antigos resistiram ao
tempo até nossos dias, como: na Europa, na américa hispânica e no Brasil as
celebrações deste sabá (Litha) foram absorvidas pela festa cristã de São João,
cujo nome originou-se da erva usada com fins curativos e mágicos, como proteção
ou para proporcionar sonhos e presságios.
As
homenagens aos seres da Natureza ou às divindades naturais também foram
substituídas pelas populares e folclóricas festas juninas, com danças animadas
e comida farta para agradecer pela boa colheita.
Antigamente,
os casamentos eram celebrados em junho para garantir-se a fertilidade, sendo
esta uma data muito propícia, embora diferente de Beltane, que era reservada
aos ritos de fertilidade e ao Casamento Sagrado das divindades.
E,
se estamos em junho, só pode significar uma coisa: muito sol, noites quentes e
festas animadas para celebrar o Dia de São João – onde se comemora a noite mais
curta no dia mais longo do ano.
Já
tratei de algumas tradições juninas AQUI , AQUI e AQUI. Por isso, hoje resolvi tratar de um
pouco mais de história e apresentar uma especialidade espanhola para esta
época, onde as fogueiras de São João brilham na noite escura, e que para as
antigas tradições significam o fornecimento da força do sol, que a partir de
Litha começam a perder o poder, com os dias cada vez mais curtos e as noites
mais longas.
A
coca San Juan (Cuca de São João) é um dos doces catalães mais conhecidos do
mundo e um dos pratos mais tradicionais do Mediterrâneo. A história de sua
origem é pouco conhecida, e já traz no nome a influência de outras culturas:
'Coca' (em Occitano ‘Còca’) é termo de raízes holandesas; vem da palavra 'kok'
da palavra 'Kuchen', que significa uma espécie de bolo. No entanto, explicações
para esta relação não se encontram disponíveis pela internet nem nos livros.
Sabe-se
que a Coca de San Juan é muito procurada nesta época do ano onde se consomem
até 1,6 milhões desses doces na região espanhola da Catalunha. Como outros
pratos típicos da Catalunha, a invenção da 'Coca' talvez tenha nascido da
necessidade de aproveitar a massa restante da feitura de pães. Quem inventou o
doce adicionando uma boa quantidade de açúcar na massa do pão – e
posteriormente acrescentaram frutas e recheio de creme.
Os
ingredientes básicos desta sobremesa são: farinha, açúcar, sal, fermento em pó,
raspas de limão, manteiga, leite ou água (você decide, mas não ambos), frutas
cristalizadas e castanhas ou pinolis.
Coca de San Juan
250g
de farinha de trigo
100g
de açúcar
100 g
de manteiga.
2 ovos
20g de
fermento para pão em pó.
½
xícara de leite ( ou de água)
½
casca de limão ralado
Pinolis
(ou a castanha que preferir)
Frutas
cristalizadas variadas
Preparo: Em uma tigela e
adicione a farinha, o açúcar, os ovos, o sal, o fermento em pó, raspas de limão
e manteiga. Misturar bem com as mãos até a misturar ficar homogênea, sem grumos
e desgrudar das mãos. Isto feito, estique a massa no formato que desejar, mas a
massa deve ter a espessura de um centímetro. Pincele com ovo batido, adicione
pedaços de frutas cristalizadas por cima da massa e deixe descansar até dobrar
de volume. Depois de crescida adicione as castanhas, ou qualquer tipo de nozes
que você tiver, polvilhe com açúcar por cima e leve ao forno para assar por 20
minutos a 180 ° C. Depois de assada,
deixe esfriar para servir.
Obs.: caso deseje, abra a
coca ao meio e recheie com creme de confeiteiro, polvilhe com açúcar e passe o
maçarico por cima para formar um caramelo; depois, tampe com a parte de cima da
massa e sirva.
Como
vocês estão? Espero que bem. Estamos no mês de junho, mês maravilhoso para quem
está no Nordeste brasileiro, pois é tempo das Festas Juninas, repletas de
tradição e de muita comida boa. No entanto, como anos anteriores já tratei
sobre essa temática este ano gostaria de falar de algo um pouco diferente e
fiquei pensando no quê. Daí me veio a lembrança que no próximo domingo será o
comemorado aqui no Brasil o Dia dos Namorados, e essa é uma data que sempre têm
pessoas querendo impressionar os amados com comida.
Minha
dificuldade foi achar algo fácil, que não desse errado no preparo e que fosse
realmente gostoso, não só no sabor, mas na história. Pra minha sorte, lembrei
de um prato muito famoso, e super fácil de fazer – e que, dependendo do bolso,
pode ficar ainda mais sofisticado. Estou falando de lagosta a Newberg que ainda
poder virar camarões a Newberg. Vamos entender essa história melhor.
Desde
1870, as estadias em Nova York do rico capitão do mar Ben Wenberg, que operava
no comércio de frutas entre Nova York e Cuba, eram um sucesso – ele sempre
poderia ser encontrado no famoso Dolmenico’s Restaurant (que àquela época
localizava-se na 14th Street) onde Charles Delmonico era gerente.
Numa
certa noite de 1876, Wenberg comentou com Charles sobre sua descoberta de uma
nova maneira de cozinhar lagosta. Charles ficou intrigado e ordenou que os
seguintes ingredientes ser trazido da cozinha para a mesa de Wenberg: Uma
lagosta recentemente fervida, arrefecida; creme de leite fresco; manteiga sem
sal, clarificada; conhaque francês; xerez espanhol; e o próprio Wenberg
providencio ele mesmo o sexto ingrediente, um secreto e vermelho ingrediente,
em pó, e deu-se o preparo. Quando Charles provou pronunciou que o ingrediente
secreto era a pimenta caiena.
Com
a ajuda do pessoal do Delmonico’s, Wenberg preparou o prato de lagosta. Wenberg
destacou a carne da cauda de lagosta, cortada em pedaços finos, lisos, e
arranjou-lhes em uma única camada em uma caçarola bem quente, com manteiga
clarificada. A lagosta foi salteada brevemente, e, em seguida, foram adicionados
um pouco de creme, um pouco de conhaque e xerez. A mistura foi deixada a ferver
lentamente durante alguns minutos. Em seguida, o ingrediente secreto foi
adicionado, e a lagosta foi servida. Charles e o pessoal do Delmonico’s e,
provavelmente, alguns clientes, provaram o prato e concordaram que era
delicioso.
Ranhofer
estudou a receita e acrescentou seu toque refinado. O prato foi incluído ao
menu como lagosta a la Wenberg, tornando-se rapidamente popular e muito
solicitada pela demanda, especialmente pela clientela depois do teatro.
Alguns
meses após Wenberg ter partilhado sua descoberta com Charles, os dois homens
tiveram uma desavença sobre uma questão que ainda não foi descoberta, mas que
acreditasse ter sido algo provavelmente trivial, e que culminou com Charles
banindo Wenberg do Delmonico’s, e ainda ordenando que a lagosta a la Wenberg
também saísse do menu.
No
entanto, os Patronos, ilustres frequentadores do lugar e admiradores do prato
passaram a exigir o retorno da iguaria. Por conta disso, Charles correu atrás
de uma solução diabolicamente inteligente para resolver o problema. Charles
simplesmente inverteu as letras W e N do nome de Wenberg, de modo que se tornou
NEW (NOVO), e o prato passou a ser servido como lagosta a la Newberg.
Dentre
as muitas pessoas conhecidas que patrocinavam o Delmonico’s estão Jenny Lind ,
que, comia ali depois de cada show com
Theodore Roosevelt , Mark Twain , Arthur Sullivan , Lillian Russell , Charles Dickens , Oscar
Wilde , JP Morgan ,James Gordon Bennett, Jr. , Nikola Tesla , Edward VII , o
então príncipe de Gales, e Napoleão III de França .
Algum
tempo depois, Charles Ranhofer alterou a receita original para adicionar o seu
próprio toque. Em seu livro, O epicurista, Ranhofer dá a seguinte receita para
lagosta a la Newberg (que também foi chamado lagosta Delmonico’s).
Cozinhar
seis lagostas cada uma pesando cerca de duas libras em água fervente com sal
por vinte e cinco minutos. Doze libras de lagosta viva quando cozidas rendem de
duas libras a duas libras e meia de carne. Quando fria retirar as carnes das
caudas e cortar em fatias, colocá-las em um sautoir, cada peça, e adicione
manteiga clarificada quente; tempere com sal e frite levemente em ambos os
lados, sem corantes; humedecer a essa altura com boa nata crua; rapidamente
reduzir à metade; e em seguida, adicione duas ou três colheres de vinho da
Madeira; ferver o líquido mais uma vez somente, em seguida, remover e engrossar
com um espessamento das gemas de ovos e creme. Cozinhar sem ferver, incorporando
um pouco de pimenta vermelha e manteiga; em seguida, organizar as peças em um
prato de legumes e despeje o molho por cima.
Já
a versão com camarões apareceu nos restaurantes brasileiros no final da década
de 1960 e início dos anos 1970. Depois foi sendo incorporado à culinária
doméstica para os dias de festa ou visitas - assim como o Strogonoff e o
Champignon à Provençal. Talvez o uso do camarão tenha sido uma escolha para
baratear o custo da receita, mas o resultado é igualmente delicioso e permite
que você tenha variações da mesma receita. Vale a pena experimentar e fazer
essa receitinha pro seu amor.
Camarões a Newberg
1 kg
de camarão
2
gemas de ovo
1 boa
pitada de pimenta Cayena
75 ml
vinho madeira ou porto
50 ml
de conhaque
300ml
de creme de leite fresco
2
colheres de sopa de manteiga clarificada
Sal à
gosto
Pimenta
do reino (opcional)
Preparo: Coloque a manteiga em
uma frigideira grande no fogo alto e quando esta estiver quente adicione os
camarões temperados com sal. Frite dos dois lados até que estejam corados.
Adicione a pimenta cayena, o conhaque e flambe. Retire os camarões e reserve.
Na mesma frigideira coloque a metade do creme de leite e deixe reduzir.
Enquanto isso em uma tigela, bata as gemas junto com o restante do creme de
leite até ficar uniforme. Retire a frigideira do fogo e junte esta mistura
mexendo para não talhar. Retorne ao fogo, junte os camarões e o vinho e deixe
reduzir sempre mexendo. Servir em seguida.
Obs.: perfeito para servir com
vol-au-vents, com torradas ou com arroz branco com legumes salteados.
Um
delicioso pão judeu conhecido como Babka que se tornou emblema de imigrantes
judeus que atravessaram Atlântico.
A
babka é um pão de massa fermentada, recheada, torcida e assada em fôrma de pão
(aquela retangular, tradicional para ‘pão de forma’). As raízes humildes da
Babka refletem a história dos shtetls
da Europa Oriental que viviam nos cortiços da Lower East Side início do século
20, e em outras partes do mundo.
Shtetl
(em iídiche: שטעטל, no singular; שטעטלעך, shtetlech, no plural), é a
denominação iídiche para "cidadezinha". Chama-se "shtetl"
as povoações ou bairros de cidades com uma população predominantemente judaica,
principalmente na Europa oriental, como por exemplo, na Polônia, Rússia ou
Bielorrússia, antes da Segunda Guerra Mundial.
Há
muitas teorias obscuras para a origem da babka. Umas dizem que trata-se de uma
produção culinária descendente distante dos pães de comunhão consumidos nas
regiões eslavas no período da Páscoa. Outras, indicam a possibilidade de ser
uma alusão ao fato de que nas sociedades antigas do Norte da Europa a mulher
era o sexo dominante. Esta última teoria
afirma que babkas, geralmente redonda, eram um símbolo de fertilidade. No entanto,
existe outra explicação: Historiador e escritor de alimentos Lesley Chamberlain
acredita que babka tenha origem italiana, trazida pela rainha Bona Sforza da
Polônia no século XVI, e tornou-se uma
versão russificada do Panetone típico italiano.
Bona Sforza d'Aragona (Vigevano, 2 febbraio 1494 – Bari, 19 novembre 1557) rainha consorte da Polônia, granduquesa consorte da Lituania e duquesa sovrana de Bari.
Embora
não se saiba, com precisão a origem do durgimento dessa produção culinária, tem-se
certeza quando a sua etimologia: a palavra "babka": significa
"pequena avó" em ucraniano, russo e em dialetos do Leste Europeu. Sabe-se também que o termo babka foi adotado
em vez de "babas" que significavam avós, nos shtetls da Europa
Oriental.
Outra
informação interessante que se tem é que, a babka poderia ser uma versão de pão
feito com as sobras de massa de pão challah, sendo a babka uma inovação econômica
e deliciosa.
A
babka dos shtetls era bem diferente da babka que se conhece atualmente. Em vez
de ser preenchida com chocolate ou canela, as primeiras babkas judaicas eram
provavelmente cheias de amêndoas, nozes e outros tipos de castanhas, além de
sementes como as de papoula.
Sem
contar que o processo de transformação da amêndoa de cacau em chocolate, como
se conhece na atualidade, só foi
inventado em 1879 pelo chocolatier suíço Rodolphe Lindt. Anteriormente,
o chocolate foi consumido principalmente como bebida exótica (e caro). Assim,
de onde é que vem a nossa babka de chocolate moderna?
Isso
nos leva à segunda parte da história da babka - uma confecção muito apreciada
pelos judeus de Nova York. Muitos judeus fugiram dos pogroms da Ucrânia e da Rússia e estabeleceu-se em Nova York,
especificamente no Lower East Side.
Pogrom
(em iídiche, פּאָגראָם,do russo погром) é um ataque violento maciço a pessoas,
com a destruição simultânea do seu ambiente (casas, negócios, centros
religiosos). Historicamente, o termo tem sido usado para denominar atos em
massa de violência, espontânea ou premeditada, contra judeus, protestantes,
eslavos e outras minorias étnicas da Europa, porém é aplicável a outros casos,
a envolver países e povos do mundo inteiro.
Os
imigrantes judeus trouxeram com eles ‘pedaços do shtetl’ sob a forma de
receitas. Assim os judeus de Nova York, com novos ingredientes disponíveis,
começaram a incrementar os pratos tradicionais – o que fez a babka de Chocolate
surgir.
A massa fermentada é enrolada com camadas de
chocolate que depois de assada recebe uma pincelada com xarope simples, que lhe confere brilho
e ajuda a mantê-la úmida – há quem não pincele nada, e ela continuará
gostosa do mesmo jeito. Abaixo deixo duas receitas deliciosas e fáceis de
preparar.
Babka de Chocolate
Ingredientes:
100
ml de leite morno
5 g
de fermento seco
1/4
xícara+ 1/3 xícara de açúcar
1
ovo
2
gemas pequenas
2
xicaras de farinha de trigo
1/3
colher (chá) sal
1.1/2
colher (sopa) + 1 colher (sopa)de margarina ou manteiga
400
g de gotinhas de chocolate ou raspas moídas com uma faca
Streusel:
56 g
de manteiga em cubinhos
1
xic de açúcar mascavo
¾
xic de farinha de trigo (ou menos)
Preparo:
Disponha o leite morno em um pequeno bowl. Polvilhe o fermento e uma pitada de
açúcar sobre o leite. Deixe descansar até espumar, por cerca de 5 minutos. Em
outra tigela, misture o ¼ xic açúcar, os ovos e as gemas. Adicione esta mistura
à mistura do fermento e misture até combinar. Na tigela da batedeira, combine a
farinha e o sal. Adicione a mistura de ovos e bata em velocidade baixa, até
incorporar a farinha. Troque o batedor por um gancho de massas pesadas.
Adicione a 1.1/2 colher (sopa) de manteiga e bata até a farinha e a manteiga
estarem incorporadas e homogêneas, macias, cerca de 10 minutos. Jogue a massa
em uma superfície levemente enfarinhada e amasse um pouco até ficar macia e
lisa. Unte um bowl grande e coloque a massa. Cubra com um plástico filme e
deixe descansar em um lugar morno até dobrar de tamanho, cerca de 1 hora.
Misture o chocolate picado (400 grs), a canela, o restante do açúcar (1/3 xic).
Usando duas facas ou pastry cutter, misture 1 colher (sopa)de manteiga ao
chocolate , até combinar. Forre uma forma de pão com papel manteiga e unte
generosamente com manteiga. Dê um soco na massa e transfira para uma superfície
limpa. Deixe descansar por 5 minutos. Em uma superfície generosamente
polvilhada, abra a massa até obter um quadrado de 40x40cm, com espessura de 3
mm. Pincele as bordas com os ovos reservados. Cubra com o recheio de chocolate
deixando 0,5cm de borda. Enrole a massa firmemente. Pincele as bordas para
vedar. Torça 5 ou 6 vezes e faça um trança simples. Disponha a massa na fôrma
de pão, pincele a superfície com ovo e cubra com o streusel. Cubra com papel
filme plástico e deixe descansar por 20 a 30 minutos. Asse em forno
pré-aquecido a 180oc, rotacionando no meio do tempo, por cerca de 55 minutos.
Remova do forno, transfira para uma grade e deixe esfriar por completo.
Babka de canela
Ingredientes
(Para massa):
1 Pacote
de fermento biológico fresco
6
Colheres de sopa de açúcar refinado
1/3
de xícara de água morna
2
1/2 xícaras de farinha de trigo
100g
de manteiga em temperatura ambiente
2
ovos
Recheio:
100g
de manteiga derretida
1
xícara de açúcar mascavo
2/3
de xícara de açúcar refinado
2
colheres de sopa de canela.
Preparo: Em
um bowl pequeno misture o fermento, duas colheres de açúcar e a água morna,
mexa e reserve até começar a espumar. Enquanto isso, em uma bancada despeje a
farinha e faça um buraco no meio dela, jogue ali os ovos, o restante do açúcar,
a manteiga, e a mistura do fermento, incorpore tudo aos poucos ate formar uma
massa uniforme, sove-a por 10min, até ela ficar elástica. Deixe descansar por
1h. Em outro recipiente misture o açúcar mascavo, refinado e a canela, jogue a
manteiga derretida até formar uma espécie de creme. Passado o tempo de descanso
da massa, coloque-a sobre uma superfície enfarinhada e com a ajuda de rolo
comece á abri-la. Ela tem que ficar bem fina, mas cuidado para não rasga-la. Em
seguida despeje o recheio sobre ela e vá ajeitando com as costas de uma colher,
ou com uma espátula para bolo, até toda massa ficar coberta de recheio, então
comece a enrola-la delicadamente. Com a massa enrolada faça uma trança pelo
meio, e desponha-a em uma assadeira untada e coberta por papel manteiga.
Pincele com um ovo batido e salpique açúcar refinado, Leve ao forno em potencia
mínima, deve assar por mais ou menos 1h/1h15min.