sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Grand Tour à Mesa


No dia 06 de setembro de 2016 esta confraria completou exatos seis anos de existência. Foi criada, despretensiosamente, para servir de guarda-memória para este barão que vos escreve e que aprendeu, desde cedo, que a memória é algo importante para uma sociedade -  e que ela deve ser preservada. Foi quando resolvi trabalhar a cultura gastronômica por entender que ela é um dos muitos patrimônios que veem caindo no ostracismo, mesmo com algumas atuações de órgãos nacionais e internacionais competentes que lutam pela preservação do patrimônio das sociedades. Assim, eu resolvi contribuir com a minha parcela nessa jornada. Ao longo de seis anos, muita coisa mudou. Principalmente quando, rapidamente, o blog atingiu mais de 160 países, permitindo interações e recebendo feedback de muitas pessoas – umas satisfeitas, outras nem tanto. Mas a experiência é infinitamente prazerosa, pois faço o que gosto, escrevo sobre o que gosto e espero ter fôlego para continuar fazendo isso e, quem sabe, algo mais. Antes de adentrar no texto da postagem de hoje, gostaria de agradecer a todos pelas visitas ao blog, aos comentários deixados ao longo desses seis anos. Vocês, caros (as) amigos (as) leitores (as), animaram este guarda-memória! Muito obrigado, e continuem visitando o blog.
Em virtude da data comemorativa que já passou, mas que celebra a data do surgimento do blog fiquei procurando algo que representasse essa jornada (por isso levei tanto tempo para fazer esta postagem), e somente hoje consegui concluir algo simbólico o suficiente para representar os dias percorridos até aqui. Assim, este post comemorativo (mesmo tendo dias passados desde a data oficial) vem tratar um pouco sobre um tema presente na minha formação em turismo: a Grand Tour, e as experiências advindas dela – neste caso, o foco é a gastronomia e terá a Inglaterra como ponto de partida (esta escolha se deve ao fato de ter sido deste país que se encontra a maior parte dos relatos de viagens que eu encontrei).  Vai ser uma daquelas minhas longas postagens, mas eu espero que enriqueça seus conhecimentos e lhes deixem com vontade de experimentar as receitas e a viagem no tempo. Boa leitura!
Grand Tour é o termo aplicado a uma tradicional viagem pela Europa, feita principalmente por jovens de classe média alta. Alguns estudiosos compreendem que se deve a esse tipo de viagem (conjuntamente com o Petit Tour) a origem histórica do turismo contemporâneo, principalmente da maneira como ele é entendido no Ocidente (TOWNER, 1985, 1984)
O costume surgiu desde 1600 até o surgimento do tráfego ferroviário em grande escala, na década de 1840, e costumava estar sempre associado a um itinerário previamente especificado. A tradição ainda continuou depois que as viagens por trem e navio a vapor facilitaram os deslocamentos, e jovens dos países americanos e de outros locais do mundo também a realizaram.
Inicialmente associado à Grã-Bretanha, especialmente com a gentry e a nobreza britânica, a Grand Tour servia como um rito de passagem educacional (BRODSKY-PORGES, 1981) – posteriormente viagens semelhantes também seriam feitas por jovens endinheirados de nações do Norte da Europa e do restante do Continente. Com o tempo, o apelo da Grand Tour tornou-se grande a ponto de ser praticada pelos filhos das mais ricas famílias das colônias dos países Europeus. Dois bons exemplos disso são Simon Bolívar que segundo consta teve a ideia de liderar o movimento pela independência das colônias da Espanha enquanto viajava pela Itália com seu tutor (LYNCH, 2007), e José de San Martin, que viajou por boa parte da Europa após terminar seus estudos e chegou a instalar-se por um tempo em Roma, um destino fundamental da Grand Tour (ERASMO, 2015; CAVALCANTE, 2001).
O jornal Americano The New York Times descreveu assim a Grand Tour:
Há trezentos anos, ingleses jovens e ricos começaram a realizar uma viagem pós-Oxbridge através da França e da Itália, em busca de arte, cultura, e das raízes da civilização ocidental. Com fundos quase ilimitados, ligações aristocráticas e meses (ou anos) disponíveis, eles comissionavam pinturas, aperfeiçoavam seus dotes linguísticos e se misturavam com a nobreza local (GROSS, 2008).

O valor primário da Grand Tour, acreditava-se, estava na exposição tanto ao legado cultural da Antiguidade Clássica e do Renascimento, quanto à sociedade aristocrática e chique do continente europeu. Além disso, era a única oportunidade existente de se ver certas obras de arte, e, possivelmente, a única chance de se ouvir certas peças musicais. Uma Grand tour podia durar de alguns meses até alguns anos. Era comumente realizada em companhia de algum guia conhecedor, ou de um tutor. A Grand Tour teve mais do que uma importância cultural superficial; nas palavras do historiador inglês E. P. Thompson, "o controle da classe dominante, no século XVII, localizava-se antes de tudo numa hegemonia cultural, e, somente depois, numa expressão de poder econômico ou físico (militar)" (THOMPSON, 1991).
No entanto, e apesar do exposto, em todos os lugares percorridos, a gastronomia era também uma atração à parte e os diários de viagem tornaram-se fontes inestimáveis de informação para se compreender muitas situações e experiências gastronômicas ocorridas durante uma Grand Tour. Muitos viajantes registravam notas sobre as refeições que faziam, em especial os ingleses que se deslocavam para os grandes centros europeus – alguns escreviam tantas negatividades sobre as comidas estrangeiras que resolviam levar suprimentos em abundancia na travessia do canal, a primeira etapa de sua jornada. As estalagens rurais europeias, em particular, eram alvo de críticas, assim como a qualidade de grande parte da carne que encontravam no caminho. Os viajantes ingleses não gostavam muito do uso de alho e azeite e desejavam mais uma boa carne assada e o velho pudim de ameixa. Por sorte, em alguns lugares eles encontravam comida britânica.
Em 1771, Lady Anne Miller ficou encantada quando ela pode comer tortas de carne à inglesa em Florença. Descrevendo outra refeição em Roma, em seu diário, ela disse:
Nossa mesa foi servida no estilo Inglês, pelo menos abunda em três ou quatro pratos ingleses caseiros (graças a algum tipo de antecessores ingleses que lhes ensinaram), tais como bacon com couve, carne de carneiro cozido, pudins de pão, que depois de terem sido cozidos, são cortados em pedaços, assados e servido com um molho de vinho fortemente temperada, etc. então não acho que estamos propensos a morrer de fome aqui. (THE UNIVERSAL MAGAZINE OF KNOWLEDGE AND PLEAFURE, 1776.) [Tradução minha]

Essa passagem lembra a importância da confort food durante as viagens, o que na contemporaneidade devido a profusão de empreendimentos gastronômicos existentes nos destinos turísticos, essa situação está mais fácil para os turistas. No entanto, nos tempos iniciais da Grand Tour, a maioria dos viajantes tinha de sobreviver com comida local (hoje usada como atrativo turístico de maior grandeza). E, sem dúvida, houveram também extraordinárias experiências com a culinária nas grandes cidades.
A partir de agora apresentar-se-á uma explanação a partir do menu abaixo, que representa algumas das preparações mais encontradas por viajantes que praticavam a Grand Tour, a partir da Inglaterra – e que continuavam a saborear preparações dos lugares visitados na volta para seu destino de origem.  O menu escolhido é composto por:
Restaurant (Paris – 1769)
Punch à la romagne (Pan-Europeia – 1820)
Plato de truchas, y yervas (Zaragoza – 1745)
Porchetto ripieno di macharonni (Nápoles – 1776)
Insalata ala reale (Nápoles – 1682)
Spongata and parmesan ice cream (Londres 1789 a 1820)

Restaurant
Este consommé nutritivo trata-se de um bouillon (fervido) elaborado como o intuito de "restaurar" os espíritos enfraquecidos, era também chamado, "quintessência ou restaurante 'era servido em casas de comer especializadas em Paris durante o século XVIII. A sopa deu seu nome a esses estabelecimentos, assim, surgiram os 'Restaurantes'. Os primeiros restaurantes estabelecidos antes da Revolução Francesa, ofereciam muito pouca coisa além de caldos restauradores – sendo, muitas vezes, referidos como "casas de saúde”. Os restaurantes posteriores ofereceriam uma lista mais extensa de preparações e eram muito visitados pelos viajantes que visitavam Paris.


Os caldos ainda acabariam servindo como base para muitas outras sopas e molhos. A receita que segue é de François Marin, Les Dons de Comus, criado na Paris de 1739. Caldos como esse eram muito procurados, especialmente por serem delicados e indicado aos enfermos. Na grande maioria das vezes eram preparados pelos proprietários, que não estavam licenciados a vender uma variedade de pratos, mas que poderiam fugir das normas, oferecendo apenas um tipo de prato especifico, escolhendo para isso os caldos – naquela época, todos os tipos de caldos foram considerados "medicinais".
Na publicação The Cook Modern (1733), de Vincent la Chapelle, há um extenso capítulo sobre ‘sopas quase-medicinais’ – em um dos casos, o autor dá uma receita para um caldo reforçado que fortalece o sangue de pessoas idosas e fracas.
Tão logo deixavam a Inglaterra, a maioria dos viajantes que iam à Paris teriam encontrado muitos desses novos estabelecimentos. Curiosamente, um dos primeiros a oferecer um menu completo, em vez de apenas uma tigela de "restaurante", foi La Taverne Anglaise fundada por Antoine Beauvilliers, que abriu o seu restaurante em 1786 no Palais Royale. O nome foi provavelmente uma tentativa de atrair viajantes ingleses. Depois da Revolução, ele se mudou para a Rue de Richilieu e nomeou seu novo estabelecimento La Grande Taverne de Londres em honra da célebre London Tavern em Bishopsgate. Ele mais tarde (provavelmente sob alguma pressão a partir do novo regime) foi rebatizado de La Grande Taverne de la République. Seus vários estabelecimentos foram restaurantes no sentido moderno, com menus verdadeiramente gigantescos.
O viajante Inglês Francis Blagdon na obra Paris as it Was and As it Is (London: 1805) - my all time favourite guide to Paris - dá uma descrição detalhada do estabelecimento Beauvilliers ', incluindo um projeto de lei de tarifa cheia. Blagdon nos diz, 'Deus do céu! A conta de tarifa é uma folha impressa em fólio duplo, do tamanho de um jornal Inglês. Ele vai exigir meia hora, pelo menos, para se ativer ao catálogo '. La Grande Taverne certamente não era um simples estabelecimento que oferecia sopas para restaurar aqueles de uma constituição delicada. Blagdon cita todo o menu e lista treze sopas diferentes.
Beauvilliers published a recipe in his 1814 cookery book L'art du Cuisinier for croûtes au pot. These delicious croûtons were fortified with bouillon before they were crisped up and served with soups. So our 'restaurant' was garnished with these crunchy, umami flavoured morsels.

Aqui segue umas das receitas mais antigas para este tipo de sopa (Temos receitas em portugues no final do post)
Quintessence or Restaurant


Trecho da  receita de François Marin de 1769 para a sopa Restaurant
Take a well-tinned and very clean pan. Put into it several slices of onion, with a little beef marrow, slices from a round of nice white veal. On top of the veal slices, place several cleaned ham rinds from which the fat has been removed, and also some slices of parsnips and carrots. Take a good healthy freshly killed hen, and clean it well both inside and out. Cut it into pieces and crush the pieces. While still warm, put them into your casserole and then put in a few more slices of veal and small pieces of ham rind. Note that for two pints of this quintessence, you will require only about four or five pounds of veal and four ounces of ham as well as the hen. All being well arranged in your pan, add a glass of your stock, seal your casserole well and put it on a strong heat. If you cook it over a low fire, the meat yields its juices, but does not brown, so the liquid sticks to the meat and hardens during cooking and does not fall to the bottom of the casserole to form the restaurant that is required. When the meat has browned, put your casserole over a moderate fire for the space of three quarters of an hour. Take care that nothing sticks to the pan and from time to time moisten it with some bouillon, just to the point that the restaurant is not bitter or too strong, but sweet, unctuous and proper for a variety of sauces., which are normally made with ingredients that have their own taste and savour. Many cooks may put in this quintessence strongly flavoured things, such as garlic, cloves, basil, mushrooms, but I prefer the simpler fashion as I believe it is best for both taste and for health.

From François Marin, Les Dons de Comus. (Paris: 1739).

Punche a la romaine - Roman punch

Muito popular em Roma, Florença e Veneza entre os viajantes antes de Napoleão invadir a península italiana e interromper o fluxo de turistas, o ponche romano viajou para Paris e tornou-se o refresco mais elegante do período do Império. 



Só foi aparecer na Inglaterra depois da morte da imperatriz Josephine, em 1814, quando um chef chamado Molas começou a trabalhar para o príncipe Lieven na embaixada russa em Londres. O pasteleiro italiano Giugliamo Jarrin, que conhecia Molas, parece ter sido o primeiro a publicar a receita secreta em um apêndice em uma edição posterior de sua obra “Italian Confectionere” ( Confeiteiro Italiano) publicado em Londres em 1820.

Plato de truchas, y yervas - truta com vegetais folhosos


Juan Altamira, o autor desta receita, era o nome de plume de um monge franciscano cujo nome verdadeiro era Frei Raimundo Gómez – ele é, sem dúvida, um dos meus escritores favoritos da culinária espanhola. Gomez nasceu no final do século XVII e morreu em 1769. Ele correu as cozinhas de uma grande escola religiosa na cidade de Zaragoza, no norte da Espanha. Suas receitas são muitas vezes polvilhadas com inteligência e humor seco, pois nestas instruções idiossincráticas para cozinhar truta com bacon e gotejamento de carne. Ele antecipa que alguns de seus leitores mais piedosos veria esse método de cozimento como sendo contra os regulamentos alimentares rigorosos da Igreja Católica, então ele faz uma piada sobre isso. É claro que o prato é projetado para um dia quando a carne era permitida – e o bacon é uma excelente adição. Muitos viajantes protestantes britânicos ficaram irritado com a tradição católica de respeito escrupuloso aos dias de (comer) peixe. Eles não poderiam ter ovos para comer no café da manhã!
O livro de cozinha de Juan Altamira, Nuevo arte de cocina, foi publicado em Madrid em 1745. Os monges para quem ele cozinhava deveriam ter comido muito melhor do que os muitos ingleses que jantavam em Madrid. Eles reclamavam constantemente sobre tudo o que era servido à eles, exceto as soberbas frutas. As receitas da coleção de Altamira são bastante simples e representam a cozinha do dia-a-dia da região de Aragão, dentre elas há uma receita de truta.





A truta, aliás, aparecia em inúmeros relatos de refeições ao ar livre comidos por viajantes britânicos em vários locais das ribeirinhas europeias. Foi durante seu Grand Tour, que James Hume elogiou a truta enorme que ele gostava de comer em Pont l'Eveque em 1714. Receitas frescas como essa raramente faria alguém se queixar.


Plato de truchas, y yervas
Take some large trout, scale them, split them and cut into little pieces. Fry them in lean and fat bacon. Take some white lettuce hearts, which are the best, and cook them in salted water. When the trout are fried, fry some slices of white bread, then add the lettuce to the pan with the remaining fat and fry them so that they do not dry out. Remove them and place them on a layer of bread slices, then another of hearts of cabbage, then pieces of trout, then add pepper and oranges, and in the middle, pieces of the fried bread, and a few pieces of lean bacon among the cabbage, then more trout. Serve hot. To make this dish even tastier, use dripping instead of oil. But I can already hear your qualm of conscience, which goes something like this: Brother Cook, here you are dealing with fish dishes, in which bacon is forbidden, so how can we legitimately use dripping and bacon? This little scruple, which, not being observed, would be a source of great pleasure to you, I wish to overcome as follows: It is true that in this chapter it is my intention to cover fish dishes, and so I am dealing with trout, which by their nature may be eaten on days of abstinence from meat, but the method of preparing them described above is normally used on non-fasting days, and so this is something with which you cannot burden my conscience, for although I am a cook, I cannot allow you this pleasure, although it costs so little, because the pleasure and expense given by this poor cook are very much in conformity with Gospel teaching, as you will observe.

From Juan Altamiras, Nuovo Arte de Cocina. (Barcelona; 1758).


Porchetto ripieno di macharonni - leitão recheado com macarrão

O destino final para a maioria dos viajantes britânicos na Grand Tour erai a cidade de Nápoles, famosa por suas mangiamaccharoni, pelo festival Cuccagna e pelos vendedores ambulantes de sorvete. A paisagem que circundava a cidade era belas vistas com legumes e frutas soberbas – aliás, os napolitanos eram conhecidos por seu enorme entusiasmo com a vegetação. Talvez, possam estar imaginando uma bela salsa di pomodoro como o prato icónico de Nápoles, mas o tomate não era comumente consumido com massas até o final do século XIX. Os viajantes que iam à Nápoles ficavam mais impressionados com as carnes e pratos de caça locais, alguns dos quais as massas eram utilizadas com ingrediente e servidos de maneira pouco comum (para nós, hoje).



O leitão era bastante popular na Itália desde a Antiguidade. No século 1 depois de Cristo, o famoso escritor culinário romano Apicius já oferecia dezessete receitas diferentes para preparar a mais delicada de carnes. No Il cuoco galante (Nápoles: 1776), o monge dominicano autor sobre culinária napolitana, Vincenzo Corrado, também dedicou um capítulo inteiro ao animal, que ele inicia citando uma receita de Apicius, em que o leitão é fervido e servido com um molho aromatizado com vinho, mel, arruda, pimenta-longa e coentro. 



O bom monge, obviamente, preparava esta antiga receita porque ele declara ser "um excelente prato". Outra receita de Corrado bastante conhecida tinha inspiração no fricassê francês, mas era feito com porco no repertório napolitano local.  Em uma receita distinta, o porco era cozido sobre um fogão a carvão e servido com um molho de marmelos, canela e pistaches. Em outra, o leitão é recheado com pedaços de enguia, sementes de erva-doce, alho e folhas de louro.



No entanto, nada poderia representar mais a “quinta essência” napolitana do que a receita acima, onde uma barriga de leitão é preenchida com macarrão, salsicha e queijo.  Era servido com Coli di Prosciuto feito da cozedura de pequenas peças de presunto em um brodo, que depois de reduzido tinha o presunto retirado. Isso demonstra que a tudo permeia prática francesa de aumentar o sabor de pratos com coulis, essa prática invadiu a culinária napolitana nativa.


Porchetto ripieno di macharonni

Stuff the suckling pig with macaroni, first cooked in stock and well seasoned with cheese, pepper, chopped sausage, ham, and minced beef marrow and baste it with really good stock while it is roasting on the spit, or bake it in the oven, and serve it covered with an excellent coulis of ham.

From Vincenzo Corrado, Il Cuoco Galante. (Naples: 1776).


Insalata alla Reale - Royal Salad

Esta é uma receita ancestral do Sul para a famosa Salada de Pão Toscano. Os biscottini, ou "pequenos biscoitos” na receita são biscoito de navio, um biscoito seco e duro feito cortando o pão em fatias e colocando-o no forno para secar. Friselle e taralli são pães em forma de anel rígidos, que são ambos ainda feitos no sul da Itália. Como biscottini eles eram normalmente amolecidos em água. 



Os rabanetes daquele período eram brancos e com longas raizes em vez de forma arredondada e avermelhada da atualidade. Tarantello era um ingrediente comum em receitas italianas do início do período moderno. Era feito por salga da parte do ventre de atuns jovens. 


Receita original de Latini

A cidade de Taranto era o centro de produção, mas esta antiga iguaria não é feita na Itália moderna. A Botarga, no entanto, ainda está prontamente disponível; as mais premiadas sendo feitas por salga de ovas de atum. Já as Cidras eram comumente cultivada no sul da Itália e tanto a casca era preservada como as flores frescas eram ingredientes populares em pratos doces e salgados. Confeitos açucarados eram um enfeite comum para pratos deste tipo - os de erva-doce ou funcho, eram os  mais populares.

Antonio Latini (1642-1692) era mordomo do Cardeal Antonio Barberini , cardeal-sobrinho do Papa Urbano VIII em Roma e, posteriormente, Don Stefano Carillo Salcedo, primeiro ministro ao vice-rei espanhol de Nápoles. Seus dois livros trazem uma coleção notável, não só de receitas, mas também de menus e instruções para escultura de alimentos. É uma das mais  belas obras barrocas sobre alimentos e refeições.

Spongata and parmesan ice cream 

Os turistas que viajam de volta para Londres poderiam continuar a desfrutar de comida francesa e italiana, quando chegasse em casa. Um número de armazéns refrigerados italianos com sede em Londres vendia bens de luxo importados, como azeite, azeitonas, vermicelli, trufas, cogumelos, alcaparras e vinhos finos. Haviam confeitarias geridas pelos nativos italianos em St James, New Bond Street e Westminster, que serviam especificamente para fabricar "macaronis". Um estabelecimento em Berkeley Square, the Pot and Pineapple, fundado por Domenico Negri no final da década de 1750, vendia a alta confeitaria italiana, sorvetes e até mesmo escultura de açúcar para as mesas de sobremesa de aristocratas de Mayfair. Negri, eventualmente, voltou a Turim e vendeu sua parte no negócio, mas continuou a negociar bem para o próximo século. Um dos aprendizes de Negri, Frederick Nutt incluiu uma receita de sorvete de queijo parmesão em uma coleção de receitas que publicou anonimamente em 1789. É possível que ele tenha aprendido a fazer este sorvete com seu mestre Negri. A mais antiga receita Europeia para o sorvete de queijo parmesão foi publicado em Joseph Gilliers, La Cannamaliste Français. Nancy: 1751. Isso mostra que há um equívoco para aqueles que afirmam o este tipo de sorvete é um sabor criado na atualidade – não é, e a receita para este sorvete de parmesão, de Frederick Nutt, é de 1789.


Spongata
Sorvete de Parmesão 
O pasteleiro e feitor de ornamentos, o italiano Gugliamo Jarrin, que tinha trabalhado para Napoleão, chegou a Londres em 1816. Em 1820, ele publicou The Italian Confectioner, o trabalho mais importante que nunca para de aparecer na imprensa sobre a arte extraordinária de produtos de confeitaria, tal como praticada no longo século dezoito. Nada tão detalhado nunca foi publicado em italiano. Spongata ou spongati, era uma especialidade local da cidade natal de Jarrin, a cidade de Colorno, perto de Parma. A tradição local afirma que a iguaria poderia ser rastreada até os tempos romanos. Imaginem o que estas duas sobremesas causavam aos viajantes quando eles as experimentavam... você pode ter esta experiência isso, com as receitas estarão abaixo.
Fine Spongati Italian Cake
One pound six ounces of white bread, dried in the oven and reduced to a coarse powder; one pound four ounces of walnuts, blanched, and chopped very fine with a double handled knife; six. ounces of currants, well washed and cleaned; five ounces of wild pine kernels ; five pounds five ounces of virgin honey, clarified ; three grains of cinnamon in powder, one grain of cloves ; one grain of strong pepper ; and one grain of nutmeg in powder. The above articles must be mixed together, and en¬closed in a crust paste, made of the following materials, viz., two pounds eight ounces of the best wheaten flour ; six ounces of fresh butter ; five ounces of loaf sugar, pounded; one ounce of olive oil, of Aix, in Provence, and half an ounce of salt, with a sufficient quantity of white wine to mix the whole. This paste, being of a moderate consistence, is to be formed into round cases or crusts, into which the first mixture is to be introduced, and a cover of the same paste must be put on, which must be pricked all over with the point of the knife. Let them stand for a whole day, put them in an oven, moderately heated, on plates dusted over with flour : these cakes should be an inch thick ; they may be iced or not, as you please.

From William Jarrin, The Italian Confectioner. (London: 1820).

Parmesan Ice Cream

Take six eggs, half a pint of syrup and a pint of cream put them into stewpan and boil them until it begins to thicken ; then rasp three ounces of parmesan cheese, mix and pass them through a sieve, and freeze it.

From Frederick Nutt, The Complete Confectioner. (London: 1789).

Referências

BRODSKY-PORGES, E. (1981-01-01). "The grand tour travel as an educational device 1600 1800". Annals of Tourism Research 8 (2): 171–186. DOI:10.1016/0160-7383(81)90081-5.

CAVALCANTE, B. (2001-01-01). José Bonifácio: razão e sensibilidade : uma história em três tempos FGV Editora [S.l.]ISBN 9788522503506.

ERASMO, M. (2015-04-23). Strolling Through Rome: The Definitive Walking Guide to the Eternal City I.B.Tauris [S.l.]ISBN 9780857738899.

GROSS, M. "Lessons From the Frugal Grand Tour." The New York Times 5 de setembro de 2008. Thompson, The Making of the English Working Class 1991:43.

LYNCH, J. (2007-01-01). Simón Bolívar: A Life Yale University Press [S.l.] p. 16.

THE UNIVERSAL MAGAZINE OF KNOWLEDGE AND PLEAFURE. July, 1776. VOL. LIX. P. 127. Disponível em: < http://migre.me/vaHqN >.

TOWNER, J. (1984-09-01). "The grand tour: Sources and a methodology for an historical study of tourism". Tourism Management 5 (3): 215–222. DOI:10.1016/0261-5177(84)90040-2.

TOWNER, J. (1985-01-01). "The grand tour: A key phase in the history of tourism". Annals of Tourism Research 12 (3): 297–333. DOI:10.1016/0160-7383(85)90002-7.

Spongata
Recheio
1kg de nozes mistas (castanhas, avelãs, amêndoas, ou as que tiver a suas disposição)
1 kg de mel de acácia
200g de farinha de rosca
200g de passas
150g de pinhões, picados grosseiramente
100g de cidra cristalizada, finamente picada
10g de cravo, ou ao gosto
1/3 de uma noz-moscada ralada, ou ao gosto
1 pau de canela
vinho branco seco, o suficiente para cobrir as passas
1 pitada de sal
Massa:
1 kg de farinha de trigo
400g de manteiga sem sal, em temperatura ambiente
400 g de açúcar
200 ml de vinho branco seco
1 pitada de sal
açúcar de confeiteiro para polvilhar

PREPARO: Pré-aqueça o forno a 180 ° C. Começar por fazer o recheio. Organize as migalhas de pão em uma camada uniforme em uma assadeira e leve ao forno até dourar, por cerca de 20 minutos. Reserve – e desligar o forno. Coloque as passas em uma tigela média e adicione o vinho branco seco o suficiente para cobrir. Deixe em temperatura ambiente por algumas horas para hidratar as passas. Se você gostaria de acelerar este processo, você pode aquecer o vinho primeiro e mergulhe as passas por cerca de 1 hora, em vez. Reserve.  Moa o pau de canela e os cravos até virá um pó (pode usar o liquidificador, ou o triturador para facilitar, depois peneirar até ficar um pó fininho) . Depois rale  a noz-moscada. Deixe de lado. Delicadamente aquecer o mel até ele ficar morno em uma panela em fogo baixo. Reserve. Coloque as nozes picadas em uma tigela grande. Adicione a farinha de rosca e misture bem com as nozes, amasse a mistura até que esteja totalmente misturada e uniforme. Escorra as passas e use as mãos para espremer o excesso de umidade, em seguida, adicione a mistura de nozes e migalhas de pão e misture muito bem como antes. Adicione o restante dos ingredientes do recheio, na seguinte ordem, amassar a mistura após cada adição: mel, pinhões, cidras cristalizadas, especiarias e sal. Experimente a mistura e ajuste os temperos a gosto. O ponto deve ser o de uma mistura deve ser pegajosa e espessa. Cubra e deixe descansar em temperatura ambiente por 3-4 dias para permitir que todos os sabores se misturem bem. Para fazer a MASSA, amontoar a farinha em uma pilha em uma superfície de trabalho grande e fazer um poço profundo no meio. Despeje o açúcar, polvilhe o sal e adicione a manteiga amolecida. Comece a amassar a mistura puxando a farinha dos lados para dentro do poço, misture bem. Quando a mistura estiver unida começar a adicionar o vinho, um pouco de cada vez, misturando bem. Continue a amassar até que todos os ingredientes estejam completamente misturados e a massa esteja lisa, brilhante e flexível, por pelo menos 10 minutos.  A massa não precisa descansar. Para montar, divida o recheio em porções de 200g e enrole cada parte em uma bola com as mãos, e reserve. Fatiar um pedaço de massa, como se você estivesse dividindo preparo de pão, cobrir o restante da massa com filme plástico para evitar que seque. Em uma superfície limpa e com farinha polvilhada abra  a massa  até uma espessura de 2 mm , corte círculos de massa de cerca de 25 cm de largura, uma tampa de panela é um bom utencilio para tirar molde (repita essa operação até ter vários círculos de massa, 2 doisculos para cada 1 bola de recheio). Pegue um circulo de massa, coloque uma bola de recheio  no meio e vá espalhando ele deixando uma borda de três centimentos, coloque outro disco de massa por cima e feche o recheio usando os dedos , pressionando para fechar a massa.  Perfurar com um  garfo, algumas vezes, a parte de cima da massa. Coloque a spongata sobre uma folha de papel manteiga (que facilitara a ida ao forno) e cobrir com filme plástico para evitar que seque enquanto termina de preparar as outras. Repita até acabar massa e recheio. Quando terminado tudo, pré-aqueça o forno a 200 ° C. retire o filme plástico de cima das spongata, e leve ela com o papel manteiga para uma assadeira, e asse o spongata por 15-20 minutos, até ficar levemente dourada - por mais tempo e o recheio vai se tornar muito seco. Deixe esfriar sobre uma gradinha. Quando estiverem frias completamente, polvilhe com açúcar de confeiteiro.

Sorvete de  parmesão
200g de leite fresco
250g de creme de leite fresco
200g de leite condensado
200g parmigiano reggiano
130g de claras de ovo
20g em pó leite

PRPARO: Aquecer o leite fresco com o leite condensado, o leite em pó e o creme de leite até 82 °C. Na batedeira bata bem as claras em neve, junte o parmesão, e depois a misturas dos leites. Leve a geladeira para firmar por algumas horas. (Se preferir pode bater novamente a mistura já gelada e depois volta à geladeira para firmar novamente).

Insalata alla Reale

Junte folha de endívias e escarola, cortada em fatias finas  e reserve, até que você tenha preparado uma grande bacia com a seguinte mistura: uma porção de croutons embebidos em um pouco de água e vinagre, com um pouco de sal; juntar as folhas cortadas por cima  e juntar  Nozes picadas, azeitonas sem caroço, alcaparras, os gomos de uma romã, uvas brancas e pretas, doze anchovas picadas, tarantello (barriga salgado do atum), botarga picada, quatro ovos cozidos, pistaches, uvas passas, Caviar, carne picada de peixe branco, pequenos rabanetes,  e tudo deve ser temperado com azeite e vinagre a gosto, enfeite o prato como preferir, tome cuidado para não adicionar sal e outros temperos , até que ela vá à mesa para ser servida.

Punch Romaine
½ xícara  de açúcar de confeiteiro
4 limões sicilianos
Água
2 claras de ovos
¾ de xícara de açúcar
90 ml de água
235 ml de Rum envelhecido
235 ml de Champagne

PREPARO: Gelo de água de limão: Descasque os limões, tirando o mínimo possível da película branca. Adicione essas cascas em uma tigela e as cubra completamente com açúcar, deixando descansar por 1 hora. Adicione uma xícara de suco de limão *4 limões grandes* – e mexa para dissolver o açúcar. Coe as cascas. Adicione água suficiente até completar ¼ de líquido. Congele em um recipiente de sorvete ou em um pote, somente até ficar parcialmente congelado. Merengue Italiano: Bata as claras em neve, até formar picos firmes, reserve. Adicione ¾ de açúcar e os 90 ml de água em uma panela. Ferva a mistura de açúcar até ferver, em fogo médio, mexendo ocasionalmente para dissolver o açúcar. Ferva até atingir o “ponto de bala” (jogando a calda em um copo com água, ela deve fazer um barulho de vidro ao atingir o fundo) ou 113-114C. Retire o xarope da panela e com movimentos lentos, adicione as claras em neve. Mexa até todo o xarope estar incorporado às claras, formando uma mistura homogênea. Montagem: Em uma máquina de sorvete ou uma tigela gelada, adicione o merengue ao gelo de limão, mexendo gentilmente até obter uma mistura. Logo antes de servir, adicione o rum e a champagne lentamente, mexendo constantemente. As misturas devem ser grossas e cremosas o suficiente para serem bebidas sem o auxílio de talher. Sirva imediatamente. (rende 12 porções)

Porchetto ripieno di macharonni
Preparar uma barriga aberta em capa (para fazer o rocambole com a carne) deixa-a temperada com os ingredientes a seu gosto, da noite para ser feita no outro dia. Abra a peça, recheie com macarrão (do tipo pipe doppia rigatura ou o que preferir) cozido al dente, queijo ralado grosso, pimenta, salsicha picada, presunto e mais os temperos que desejar. Enrole a peça de carne como se fosse um rocablole e passe barbante para prender bem, tomando cuidado para fechar também as laterais da carne. Leve a forno para assar coberto com um pouco de manteiga e mel. Servir com coulis de pimentão.

Coulis de Pimentão

2 Pimentões vermelhos (ou amarelo sem preferir o molho de outra cor)
30 ml de Suco de limão
Azeite (a gosto)
Sal (a gosto)
Pimenta-do-reino preta (a gosto)
Preparo: Lave bem os pimentões; Envolva-os em papel alumínio e asse-os em forno pré-aquecido a 200ºC por 45 minutos; Retire os pimentões do forno e deixe-os esfriar por 10 minutos; Retire a pele e as sementes, bata a poupa no liquidificador com o líquido restante do assado; Acerte a consistência do coulis com azeite e suco de limão; Tempere com sal e pimenta. Servir em seguida.


terça-feira, 30 de agosto de 2016

Bolo de maionese e chocolate


Na década de 1980, no Brasil, era bem comum encontrar receitas de bolo que utilizavam maionese na massa. As revistas de moda e estilo, os cadernos de gastronomia de jornais impressos e as revistas de variedades desse período sempre traziam inovações, e o uso de maionese nas receitas de bolo era algo que soava surpreendente - só que não! A maioria das revistas brasileira apelas traduziam as receitas americanas que já circulavam nas mídias existentes, àquela época, nos Estados Unidos.
Prova disso, são as afirmativas de alguns historiadores de alimentos que apresentam o Bolo de Chocolate Maionese é uma sobremesa da era da Grande Depressão America (1929) e teria sido "inventada" pela Best Foods / Hellmann’s para promover a sua maionese.



Por que maionese? Para o historiador alimentar Jean Anderson, este ingrediente fornecia uma substituição econômica para a manteiga e o leite. Fontes históricas confirmam que bolos incluindo produtos lácteos engrossados semelhantes à consistência de maionese (principalmente de creme de leite, leite azedo) eram populares na época. Assim, no contexto culinário, fazia sentido o uso da maionese no preparo de bolos.
Mas este tipo de bolo é realmente uma invenção "nova"? Não. Um exame dos primeiras receitas sugerem que bolos de maionese descendem de bolos de especiarias com infusão de chocolate, popular no início do século 20. Seguramente, descarta-se a possibilidade da Hellmann’s ter inventado esta delícia, mas esta empresa merece o reconhecimento para tornar o bolo de maionese popular.




Desde 1937, a maionese Hellmann’s tem sido um ingrediente principal em uma receita de bolos populares inventados pela esposa de um vendedor empresa chamada, simplesmente, bolo de chocolate de maionese ( Fonte: The American Century Cookbook:The Most Popular Recipes of the 20th Century, Jean Anderson [Clarkson Potter:New York] 1997 (p. 300) -  O livro de Ms. Anderson contém uma cópia do 1937 receita original na p. 444.)
A mais antiga receita impressa foi encontrada com  o título "Bolo de Maionese", foi publicado em 1927. Mas é perfeitamente possível que receitas semelhantes, incluindo maionese, tenham sido publicadas antes dessa data, com nomes diferentes.  Abaixo deixo algumas receitas para este bolo com suas variações ao longo do tempo.

[1927]
"Mayonnaise Cake.
1 cup of seeded dates, cut up. 1 cup of walnuts broken up coarsely. Sprinkle 1 teaspoon of soda over dates and walnuts and add 1 cup of boiling water to this mixture. Let is stand until cool and then add 1 cup of sugar and 2 cup of flour, 3 heaping teaspoons of ground chocolate, 1/2 teaspoon cinnamon, 1/2 teaspoon of nutmeg and little salt. Whip 1 egg in 1/2 cup of vegetable oil and add this. Bake in layers or a square sheet." ---"Recipes," Oakland Tribune [CA], March 7, 1927 (p. 24)

 [1937]
"Mayonnaise Cake
(submitted by Mrs. Ellen Campbell, LaSalle)
3/4 cup mayonnaise
1 cup sugar
3 tablespoons ground chocolate
1 teaspoon cinnamon
1 teaspoon vanilla
1/4 teaspoon salt
1 cup dates pitted and cut up fine
1 cup nut meats cut up fine
1/2 cup raisins
1 teaspoon soda
1 cup boiling water
2 cups sifted flour
Dissolve soda in boiling water. Pour over date and nut mixture. Let stand while mixing sugar and chocolate and mayonnaise together. The add nut mixture and last the two cups of four. Mix well and bake in a loaf pan 30 minutes in moderate oven (350 degrees .)" --- Mrs. Lott is Again Winner Recipe Prize, Greeley Daily Tribune [CO], November 15, 1937 (p. 3)

[1950]
"Mayonnaise Cake...simple and inexpensive...This recipe was created by a famous food concern that has been in business for more than 22 years. The main ingredient is pure mayonnaise which is a blending of selected spices and fresh eggs; lemon juice is added to give it a piquancy of flvor. It has a firm, yet fluffy body--not pale, thin or runny...

"Mayonnaise Cake Diablo
2 cups sifted cake flour
1/2 teaspoon salt
1 taspoon baking powder
1 teaspoon soda
4 tablespoons cocoa
1 cup cane sugar
3/4 cup pure mayonnaise
1 cup water
1/2 teaspoons vanilla
Method: Resift flour with other dry ingredients three times. Blend in mayonnaise, water and vanilla. Pour batter into loaf pan and bake at 350 deg. 40 to 50 minutes; or pour into layer cake pans and bake at 350 deg. 30 to 40 minutes." ---"Unusual Cakes Add Party Air to Menu," Marian Manners, Los Angeles Times, October 23, 1950 (p. B4)

[1962]
"Raisin Chocolate Mayonnaise Cake
1 cup raisins
2 cups sifted flour
4 tablespoons cocoa
1 teaspoon soda
1/4 teaspoon salt
1 cup mayonnaise
1 cup sugar
1 cup water
Butter and lightly flour 13X9X2-in. loaf pan. Set aside. Chop raisins. Sift flour with cocoa, soda and salt. Cream mayonnaise and sugar thoroughly. Add flour and water alternately in three additions. Stir in raisins. Turn into prepared pan. Bake at 350 deg. 30 to 35 min. Cool and, if wished, frost with penuche or chocolate frosting. Makes 15 servings. --- Desserts With a Place in the Picnic Basket," Los Angeles Times, July 19, 1962 (p. D13)



Depois dessas receitinhas todas, não seria justo você ficar sem preparar seu  bolo de chocolate de maionese. Garanto que você vai se surpreender.

Bolo de chocolate e maionese
2 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de chocolate em pó
1 colher de fermento em pó
3 ovos inteiros
1 xícara e 1/2 de açúcar
1 xícara de maionese
1 xícara de água (bem cheia)
Cobertura:
1 lata de leite condensado;
2 colheres de sopa de chocolate em pó;
1 colher de sopa de margarina;
1 caixa pequena de creme de leite.

Preparo: Misture todos os ingredientes, exceto o fermento e farinha de trigo, na batedeira ou liquidificador.  Com o liquidificado/batedeira ligado vá despejando a farinha aos poucos. No final, com toda a delicadeza do mundo misture o fermento em pó com uma colher/espátula. Leve ao forno numa assadeira untada e enfarinha até assar. Preparo da Cobertura: Misture o leite condensado, chocolate e margarina numa panela, vá mexendo em fogo baixo até dá ponto de brigadeiro. Isso corre quando a massa começa a desgrudar do fundo da panela. Despeje o creme de leite, misture e apague o fogo. Cubra o  bolo depois que ele estiver frio.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Cloud Bread (Pão-Nuvem)


Eu amo pães. Poderia tecer várias laudas sobre este tema. Mas hoje está difícil encontrar pães gostosos facilmente. Talvez as padronizações exagerada das padarias seja um dos motivos para isso. Por sorte, tenho visto pessoas interessadas em produzir pães artesanais – o que já melhora o tratamento da massa e resulta em pães mais saborosos, com fermentação natural e sem aditivos químicos. Mas este post não é para criticar ou tratar sobre esta perspectiva.
O fato é que essa nova era na qual nos encontramos às necessidades de cuidar da saúde têm modificado os hábitos alimentares das pessoas. Tenho visto um aumento grande de pessoas com intolerância a glúten e lactose e querendo reduzir carboidratos – o que vai limitando a alimentação das pessoas e deixando-as mais mal humoradas (risos).
Pensando nisso, hoje vim falar um pouco (ou apresentar, para aqueles que ainda não conhecem), uma solução gostosinha é low-carb para substituir o pão nosso do dia a dia: falo do Cloud Bread, ou Pão nuvem em tradução literal.


Tentei buscar a historia do surgimento desta produção culinária, mas não achei registros a respeito de sua origem. Porém, uma coisa é certa: ao que tudo indica, surgiu nos Estados Unidos, pois os artigos mais antigos encontrados sobre o tema têm origem lá.
O pão nuvem é feito de ovos, creme de queijo, cremor de tártaro, e adoçante ou sal. Esses ingredientes são bem batidos, numa mistura que se assemelha a um merengue, que é assado e depois de arrefecido para tornar-se macio.
Além de ter gosto  delicado e baixa caloria, outro fator que torna o pão nuvem mais atraente é a sua versatilidade – pode ser doce ou salgado, e permite a imaginação criar receitas deliciosas. Como se pode ver nas imagens abaixo.






Da perspectiva de micronutrientes, o pão nuvem contém inúmeros nutrientes que não são encontrados no pão tradicional, incluindo a vitamina A, vitamina D, fósforo, colina, e selênio, nutrientes que melhoram as funções dos olhos, ossos, o metabolismo, a função cognitiva, e imunidade. Porém é pobre em fibras.




Como o pão tradicional de trigo, o pão nuvem pode ser congelado. Abaixo deixo duas receitas de pão nuvem: uma tradicional e outra, feita a partir de iogurte grego. Divirtam-se com a criatividade no uso desses pãezinhos e, se alguém descobrir mais sobre eles, me contem.

Cloud Bread
3 claras
2 gemas
3 colheres (sopa) de cream cheese light
¼ colher (chá) de cremor tártaro - pode substituir por 1/2 colher (chá) de suco de limão
1 envelope de adoçante (1 grama) ou sal a gosto

Preparo: Preaqueça o forno a 150°C. Em um bowl, misture as gemas, o queijo e o adoçante (ou o sal se for fazer o pão salgado). Bata até ficar homogêneo. Na batedeira, bata as claras com o cremor tártaro até formar picos. Incorpore aos poucos a mistura de gemas às claras. Com uma colher, distribua as porções em uma forma untada (colocar  papel manteiga na forma também ajuda). Asse por cerca de meia hora ou até que fiquem dourados e macios. Retire e deixe esfriar antes de consumir.

Cloud Bread de Iogurte Grego
2 ovos
2 colheres de sopa de iogurte grego
1/4 colher de chá de fermento em pó
pitada de sal

Preparo: Preaqueça o forno a 150°C. Em um bowl, misture as gemas, o iogurte e o sal. Bata até ficar homogêneo. Na batedeira, bata as claras com o fermento até formar picos. Incorpore aos poucos a mistura de gemas às claras. Com uma colher, distribua as porções em uma forma untada. Asse por cerca de meia hora ou até que fiquem ligeiramente dourados e macios. Retire e deixe esfriar antes de consumir.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Steak au Poivre


A pimenteira do reino (Piper nigrumL.) é uma planta trepadeira pertencente à família Piperaceae, originária da Índia, onde já a utilizavam há milênios antes dela desembarcar no Ocidente no século VI antes de cristo.



Os romanos do período clássico já apreciavam a pimenta do reino, os grãos redondos e pequenos, que usamos hoje, serviam somente para disfarçar o sabor do vinho quando este começava a ficar azedo.
A pimenta do reino chegou à França no século XII nas malas dos monges itinerantes e das caravanas árabes já com alto valor de compra. Famosa por suas virtudes afrodisíacas, ela era símbolo de poder e virilidade. Tornou-se mercadoria preciosa, em grande parte da colheita de impostos da Idade Média, junto com as moedas eram encontrados grãos de pimenta do reino.
Até 1522 a pimenta era símbolo de poder e virilidade em todo o Ocidente, onde tinha fama de virtudes afrodisíacas. Era tão desejada que, nesta época, valia tanto quanto ouro e prata. Mais tarde, os franceses, espertos que são, pegaram alguns grãos e foram plantar em suas colônias na Ilhas Mauricio e Reunião. Assim poderiam aproveitar do seu sabor com preços razoáveis sem depender de ninguém.
O comércio da pimenta era bastante ativo no subcontinente indiano, de onde era trazido por mercadores muçulmanos para o Ocidente, onde era distribuída por genoveses e venezianos. Historicamente o seu valor chegava a ser tão alto que ela foi utilizada como moeda: conta-se que Alarico I, o Visigodo,  exigiu de Roma um resgate de ouro, prata e pimenta. A busca por essa especiaria, utilizada e valorizada desde tempos imemoriais, foi uma das principais causas da expansão – e apogeu – do império português no Oriente. Um quintal de grãos de pimenta (60 kg) chegou a valer à época, 52 gramas de ouro.
A pimenta do reino foi introduzida no Brasil no século XVII. Contudo, apenas nos anos 1930 que imigrantes japoneses adaptaram uma variedade mais próxima da pimenta consumida nos dias de hoje. A produção é realizada, essencialmente, em 3 regiões:  No Pará, com produção  média de 30mil toneladas, principalmente nas regiões de Castanhal, de Tome-Açu, Guama e Paragominas; No Espírito-Santo, em média de 8 mil toneladas, principalmente na região de São Mateus; Na Bahia, com 3 mil toneladas, essencialmente no sul do estado. A pipericultura é responsável pelo sustento de cerca de 150mil pessoas nessas regiões.


Sempre que alguém menciona “pimenta do reino” eu lembro minha infância, quando os moradores dos sítios de meu avô materno nos levavam sacos cheios dessa pimenta, que era plantada nos nossos sítios. Mas atualmente, essa pimenta me remete, automaticamente, ao steak au poivre, preparação inventada para figurões de época que levavam suas companheiras para jantares tardios, desejosos de pratos apimentados e suas supostas propriedades afrodisíacas entrasse em ação.
As origens do steak "au poivre", carne servida com molho a base de pimenta do reino moída. Alguns chefes afirmam ter criado este prato, inclusive E. Lerch em 1930, quando ele era chef do Restaurant Albert nas Champs-Elysees; e M. Deveau, por volta de 1920, no Maxim’s. No entanto, M.G. Comte certifica que o steak "au poivre" já era estabelecido como uma especialidade do Hotel de Paris em Monte Carlo em 1910, e  O. Becker afirma que ele preparou em 1905 no Palliard's.


Na Craig Claiborne's New York Times Food Encyclopedia contém informações que sugere as origens do steak au poivre pode ser atribuída a Leopoldo I da Alemanha em 1790.   Mas o Anderson'sThe American Century Cookbook afirma que  "historiadores alimentares de sólida reputação descartam essa teoria sobre o príncipe Leopold. Mas seja qual for a origem, o Steak au Poivre tornou-se o circo gastronômico de muitas das grandes e elegantes restaurantes de cidades americanas no início deste século."


Numa breve pesquisa no Google sobre a preparação, encontra-se em muitos sites que ela é de autoria  de Julia Child. Uma coisa é certo, há a receita clássica, sem uso de creme de leite no preparo, mas também  há que prepare com creme de leite. Por isso, abaixo, segue duas versões. Aproveitem.

Steak au Poivre – receita de Julia Child, em Dominando a Arte da Culinária Francesa, Volume One, 40th Anniversary Edition.

2 colheres de sopa de pimenta do reiro (preta e branca, ou só de um tipo se preferir)
4 pedaços de carne , bem espesso com cerca de 120g cada
Um prato quente
sal
1 colher de sopa de manteiga e 1 colher de óleo
2 colheres de sopa de cebola picadinha (ralada fica melhor)
1/2 xicara de caldo de carne
1/3 xícara de conhaque
3 ou  4 colheres de sopa de  manteiga amolecida
Legumes Salteados ou batatas fritas para acompanhar
Agrião fresco

Preparo: Coloque os grãos de pimenta em uma tigela grande e esmagá-los - não muito triturados. Seque os bifes de toalhas de papel. Esfregue e pressione a pimenta em ambos os lados da carne. Cubra com papel encerado. deixe descansar por pelo menos meia hora (mas entre 2 ou 3 horas são ainda melhor, de modo que o sabor da pimenta irá penetrar a carne). Refogue a carne no óleo quente com 1 colher de manteiga. Remover para um prato quente tempere com sal, e mantenha aquecido por um momento ao completar o molho. Despeje a cebola no restante da gordura que sobrou do refogado e cozinhe lentamente por um minuto. Despeje o caldo e ferva-se rapidamente em fogo alto, mexendo bem. Em seguida, adicione o conhaque e deixe ferver rapidamente por um minuto ou dois mais para evaporar o álcool. Quanto esdtiver fervendo, adicione a manteiga restante, mexendo bem.  e. Decore o prato com as batatas e agrião. Despeje o molho sobre o bife, e servir.

Steak au Poivre  (com creme de leite)

3 colheres de sopa de pimenta do reino preta em grãos
4 pedaços de carne , bem espesso com cerca de 120g cada
sal
2 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa de óleo
⅓ xícara de conhaque
1 xícara caldo de carne
½ xícara de creme de leite

Preparo: Enrole pimenta em um pano de prato limpo, em seguida, esmague, pressionando firmemente com o fundo de uma frigideira ou batendo com um martelo. ( Pimenta deve ser quebrada , e não transformada em pó). Transfira a pimenta para um prato, em seguida, role os filés nela para que sejam uniformemente revestidos. Tempere ambos os lados do filé com sal. Esquente a manteiga e o óleo em uma frigideira grande em fogo médio-alto. Adicione o filé e cozinhe até ficar bem dourado, cerca de 4 minutos de cada lado. Transfira a carne para quatro pratos aquecidos. Cubra com papel alumínio para manter aquecido enquanto prepara o molho. Aqueça a mesma panela que estava a carne adicione o conhaque, então flambe cuidadosamente. (Mantenha uma tampa à mão, assim você pode apagar o fogo, se necessário.). Deixe o álcool queimar, cerca de 1 minuto, em seguida, adicione o caldo de carne. Cozinhe até reduzir pela metade, cerca de 4 minutos. Adicione o creme e cozinhe, mexendo ocasionalmente, até grossos, 3-5 minutos. Tempere com sal e despeje sobre bifes. Sirva com batatas coradas.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Lord Woolton Pie (Torta de Legumes)


De vez em quando eu gosto de preparar uma torta de legumes para o almoço. Confesso que receitas práticas me têm salvado no dia-a-dia. Pensando nisso resolvi deixar aqui uma receitinha prática para torta de legumes.
Muitas pessoas têm sua própria interpretação desta receita, mas ela é quase sempre feita com vegetais misturados, um molho e uma cobertura, que poderia ser de massa, purê de batata ou, ainda, com batatas finamente fatiadas. A receita Oficial foi relatada no "The Times" em 26 de abril de 1941 é mostrado abaixo.




 Introduzida em Maio de 1941, continuou a ser motivo de riso durante toda a guerra. Mas Lord Woolton estava longe de ser motivo de riso: ministro da comida da Grã-Bretanha no período da parte inicial da Segunda Guerra  Mundial, seduziu e bajulou o público para que comessem  não apenas o que era chamado de Woolton Pie, um "naco Nacional '- mas que simbolizava um" naco da vitória.
Frederick James Marquis, Primeiro conde de Woolton, conhecido popularmente como Lord Woolton, ex-diretor de uma cadeia de lojas chamada Lewis (principalmente no Norte da Inglaterra) e ex-assistente social, foi nomeado Ministro da Alimentação, em abril de 1940. Sua posição pode ter sido sem glamour, mas era vital para o esforço de guerra. Sabe-se, no entanto que Woolton era extremamente popular com o público, mesmo quando cantando os louvores de rissoles, sem carne, bolos sem açúcar e chá sem folhas de chá (tudo por conta da guerra).

Lord Woolton
Muito do sucesso de Woolton foi devido a sua habilidade de negócios na elaboração de orçamentos com itens específicos - ele apenas racionava itens dos quais ele estava certo de que ele tinha o suficiente para encontrar por perto, em menores quantidades. Tinha senso de justiça e confiança com aqueles que estavam lutando com o seu próprio orçamento pessoal e esforço durante a guerra. Ele também acreditava que o público deveria ser educado e ajudou, não apenas instruído.



Ele fez isso por meio de uma campanha publicitária introduzindo 'Dr cenoura' e 'Batata Pete' ('Dr Carrot' and 'Potato Pete'), com 'Gert e Daisy' –artistas musicais Elsie e Doris Walters no " Kitchen Front 'na BBC rádio, nos 'Food Flashes' (curtas-metragens) nos cinemas e uma campanha publicitária maciça na imprensa.






 Aparentemente, até o final da guerra, o país estava apto e mais saudável do que nunca tinha sido – com a população mais magra e saudável do que é hoje. As pessoas comiam menos gordura, ovos, açúcar e carne, e comia mais legumes. Existem estudos que mostram que, apesar da escassez que a guerra sempre acarreta, muitas pessoas comeram uma dieta melhor durante o racionamento do que antes dos anos de guerra e isso teve um efeito significativo sobre a saúde da população - a mortalidade infantil diminuiu e expectativa de vida aumentou. Foi graças à alteração forçada na dieta e o racionamento de mercadorias e a quantidade de legumes frescos que as pessoas comiam, além da redução significativa no consumo de gorduras e açúcar que isso ocorreu.




Quem sabe essa seja uma boa história para inspirar o aumento de legumes na nossa refeição... a receita segue abaixo. No entanto, como trata-se de uma torta de legumes, torna-se bastante variáveis os ingredientes para serem utilizados ao longo da disponibilidade de ingredientes leguminosos ao longo dos anos.
Referências:

1.         Lord Woolton Pie: The official recipe", The Times , London, 26 April 1941, p. 2.
2.         "Woolton pie creator dies", The Times , London, 17 August 1966, p. 1.
3.         Fussell, Paul (1989), Wartime: Understanding and Behavior in the Second World War , p. 202.

LORD WOOLTON PIE 1
Para o recheio
500g de batata inglesa
900g de cenouras
250g de cogumelos
1 alho-porro pequeno
50g de manteiga
2 cebolas pequenas
Sal, pimenta, noz-moscada, salsa picada
1 folha de louro, 1 ramo pequeno de tomilho, salsa e aipo

Para a massa
220g de farinha
1/2 colher de chá de sal
1 colher de chá de fermento em pó
50 g de margarina
Um ovo para pincelar

Preparo: Junte a farinha de trigo com o sal e o fermento em pó. Derreta a manteiga e adicione na mistura de farinha e misture bem até ficar homogênea.  Deixar descansar na geladeira, adicione os cogumelos, eantes de abrir. Para o recheio:  Descasque e pique as batatas e cenouras, e leve para cozinhar até ficar macios (prefiro cozinhar  no vapor que não fica muito  molhado). Em seguida refogue com na manteiga  com 1 folha de louro, 1 ramo pequeno de tomilho, salsa e aipo, junteos cogumelos, o alho poro, tempere com sal, pimenta e um pouco de noz-moscada e a salsa fresca picada. Em seguida encha uma forma para torta com esse refogado e cubra com a massa, já aberta,  pincele com ovo batido e leve ao forno para assar até dourar.

LORD WOOLTON PIE 2
Ingredientes:
4 Batatas
1 Alho poró
1 Cebola
1 Cenoura
1/2 Batata doce
Salsa e cebolinha
Pimenta do reino
Noz Moscada
Farinha de trigo

Preparo: Cozinhar 3 das batatas para fazer o purê. Cozinhar o resto dos ingredientes, temperando com a pimenta a noz moscada e o sal.. Quando as batatas ficarem bem moles, basta fazer o purê e ir misturando a farinha de trigo para ajudar a massa a ficar mais firme. Não esquecer de temperar com sal. Quando achar que está no ponto certo, abrir a massa e montar a torta. Legumes e caldo por baixo e a massa só por cima. Cuidado para o caldo não subir. Aconteceu isso comigo e a massa não ficou tão crocante por cima. Quando pronta passar uma manteiguinha, margarina ou azeite mesmo por cima e levar ao forno. Quando a massa pegar cor a torta estará pronta.