sábado, 18 de janeiro de 2014

E a hóstia foi parar na mesa...

Hoje gostaria de dividir a oração mais bonita que eu já li: o Pai Nosso, em aramaico.
Pai-Mãe, respiração da Vida,
Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos!
Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós
Para que possamos torná-la útil.
Ajude-nos a seguir nosso caminho
Respirando apenas o sentimento que emana do Senhor.
Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu,
Para que caminhemos como Reis e Rainhas
Com todas as outras criaturas.
Que o Seu e o nosso desejo, sejam um só,
Em toda a Luz, assim como em todas as formas,
Em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.
Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós,
Pois, assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda,
E nos liberte de tudo aquilo que
Impede nosso crescimento.
Não nos deixe ser tomados pelo esquecimento
De que o Senhor é o Poder e a Glória do mundo,
A Canção que se renova de tempos em tempos
E que a tudo embeleza.
Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.
Que assim seja !!!

É tão linda, é tão perfeita, tão clara, tão profunda, tudo que está escrito é tão majestoso que eu não consigo nem encontrar adjetivo pra simplificar. Por conta dela, queria falar um pouco sobre a Ceia do Senhor, e suas polemicas discussões. E mais ao final, contar a entrada da hóstia no mundo gastronômico.


Apesar embates dos verbais e por escritos, durante séculos, muitos estudiosos acreditam e concordam que a Ceia do Senhor é uma ordenança, um memorial, um ato de comunhão com Deus e com a Igreja. Porém, a ceia não é um sacramento como ensina a Igreja Católica. Sacramento refere-se à ideia de que a ceia do Senhor transmite graça salvadora a quem dela participa e benefícios, como, milagres, curas e prodígios. Interpretação que não encontra apoio bíblico. Mas por que usar o pão e o vinho?
Existem pelo menos quatro formas de interpretação no que se refere ao pão (“Isto é o meu corpo”) e o vinho (“Isto é o meu Sangue”), as quais relacionamos a seguir:
1º) – Transubstanciação: Segundo entendem os católicos romanos, quando o sacerdote abençoa o pão e o vinho, estes transformam-se em corpo e sangue literais de Jesus, baseados em descrições filosóficas de Aristóteles acerca da “substancia”. Doutrina exposta por Tomás de Aquino, em 1215, confirmada pelo Concílio de Trento em 1551 e ratificada pelo Papa Leão XIII. Se realmente o pão e o vinho se transformassem no corpo e no sangue literal de Jesus, se tornariam objetos próprios de adoração; idéia inaceitável para os crentes, porque seria uma forma disfarçada de idolatria.

O milagre Lanciano Veja aqui
2º) – Consubstanciação: Doutrina ensinada por Lutero quando estabeleceu a Reforma, significa que o corpo e o sangue de Jesus, se unem às substâncias do pão e do vinho porém, não sofrem nenhuma transformação na essência.


3º) – Representação: É a interpretação simbólica do pão e do vinho. Estes são simplesmente, representações, figuras, tipos e emblemas, do corpo e do sangue de Cristo. A maioria das Igrejas tradicionais e Igrejas evangélicas (Pentecostais e Neo-Pentecostais) defendem esta posição. Segundo nossas pesquisas neste assunto chegamos à conclusão que quem inventou esta doutrina foi João Calvino, logo após a reforma. Num comentário sobre a Ceia do Senhor, Calvino fala 11 (onze) vezes sobre sacramento e 5 (Cinco) vezes sobre representação, sem fundamentar com versículos bíblicos, em virtude de não haver suporte bíblico para tal argumento. (João Calvino, nasceu no ano de 1509, numa pequena cidade francesa. Mudou-se para Genebra, Suíça, quando já era adulto, onde estudou, e conheceu outros reformadores. Calvino morreu aos 55 anos em 1564. Em 1550 escreveu o artigo mencionado acima. A reforma ocorreu em 1517, quando ele tinha 26 anos)


4º) - Realidade Espiritual: É a doutrina que tem como suporte bíblico fatos espirituais. Afirma que Jesus ao proferir as palavras “isto é o meu corpo” e “isto é o meu sangue”, falava de uma realidade espiritual e não algo material e corruptível, como pão e vinho. Essa realidade espiritual não é perceptível aos nossos sentidos. Toda questão espiritual tem a sua realidade diante de Deus. Se o que se vê é mera aparência e não realidade, descobriremos que isso que tocamos não tem qualquer valor espiritual. A realidade de um fato espiritual, não é material.


O que seria essa realidade espiritual? “Deus é espírito, e importa que os seus adoradores O adorem em espírito e em verdade” (Jo. 4.24). “Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda verdade” (Jo 16.13). “O Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é averdade” (1º Jo 5.6).
Essas passagens revelam que Deus é Espírito e, portanto, tudo o que se relaciona com Deus está no Espírito. O Espírito da verdade é o Espírito da realidade. Por essa razão, a realidade espiritual deve estar no Espírito. É isso que transcende o homem e a matéria. Todos os fatos espirituais são nutridos no Espírito Santo. Uma vez que qualquer coisa esteja fora do espírito Santo, ela se torna letras e formas mortas. Fatos espirituais são reais, vivos e cheios de vida somente quando estão no Espírito Santo. É o Espírito Santo, quem nos leva para dentro de toda realidade. Se alguém toca nessa realidade, ele obtêm vida, pois vida e realidade estão intrinsecamente unidas.


Assenta ressaltar que existem no âmbito acadêmico, três fontes do saber, a Teologia, a Filosofia e a Ciência experimenta, que nos ajudam a compreender melhor esta história toda. A Teologia se fundamenta na Fé. A Filosofia tem como fundamento a Razão (lógica, silogismo) e a Ciência se baseia principalmente nos experimentos (conhecimento empírico). Quando afirmamos que simbolicamente algo é representado, estamos utilizando a razão, pois a representação está no campo da lógica, portanto, no domínio da Filosofia. Como não encontramos uma explicação teológica convincente para afirmar que o pão é o corpo de Cristo e o vinho é o sangue de Cristo, apelamos para a representação. A representação não é a coisa ou a entidade representada. Por exemplo a bandeira do estado do Ceará, não é o Ceará; o emblema da realeza britânica, não é a realeza.  Ambas são representações.
Desta maneira compreendesse que a transubstanciação e a consubstanciação, não traduzem a verdade bíblica, apesar de estarem no campo da teologia ainda que de maneira errônea. A representação, também não traduz o pensamento de Cristo e se situa no campo da Filosofia. Quando falamos em representação, estamos abstraindo através da mente, algo que não sabemos demonstrar teologicamente. Se os elementos da Ceia, fossem realmente uma representação poderíamos ingeri-los indignamente e não haveria condenação, pois trata-se simplesmente de pão e de vinho.  Como há uma realidade espiritual na Ceia, se participarmos indignamente, o faremos para a nossa própria condenação, não discernindo o profundo e espiritual significado da Santa Ceia.

E a hóstia?


Hóstia, (do latim hóstia) quer dizer vítima. Originariamente, era o animal imolado ao sacrifício. Na Antiguidade, chamava-se de hóstia o que era oferecido às divindades. A Igreja Católica teve a ideia de aplicar o termo hóstia a Jesus, que se deixou imolar para a felicidade dos homens. Mas o que ela representa, qual o significado do padre partir a Hóstia ao meio?
O padre parte a Hóstia para significar o que Jesus fez: partiu o Pão e distribuiu aos discípulos. O pedacinho que ele coloca no vinho consagrado é sinal de unidade da Igreja; significa a Eucaristia que antigamente o Bispo celebrava e enviava para a outras comunidades onde não tinha Missa.

Por que será que costumamos associar “eucaristia” com “hóstia”?


Fala-se em adorar a hóstia, ajoelhar-se diante da hóstia, levar a hóstia em procissão (na festa de Corpus Christi), guardar a hóstia... Descobri que, em latim, “hóstia” é sinônimo de “vítima”. Ao animal sacrificado em honra dos deuses, à vítima oferecida em sacrifício à divindade, os romanos (que falavam latim) chamavam de “hóstia”. Ao soldado tombado na guerra vítima da agressão inimiga, defendendo o imperador e a pátria, chamavam de “hóstia”.
Ligada à palavra “hóstia” está a palavra latina “hóstis”, que significa: “o inimigo”. Daí vem a palavra “hostil” (agressivo, ameaçador, inimigo), “hostilizar” (agredir, provocar, ameaçar). E a vítima fatal de uma agressão, por conseguinte, é uma “hóstia”. Então, aconteceu o seguinte: O cristianismo, ao entrar em contato com a cultura latina, agregou no seu linguajar teológico e litúrgico a palavra “hóstia”, exatamente para referir-se à maior “vítima” fatal da agressão humana: Cristo morto e ressuscitado.
Os cristãos adotaram a palavra “hóstia” para referir-se ao Cordeiro imolado (vitimado) e, ao mesmo tempo ressuscitado, presente no memorial eucarístico. A palavra “hóstia” passa, pois, a significar a realidade que Cristo mesmo mostrou naquela ceia derradeira: “Isto é o meu corpo entregue... o meu sangue derramado”.


O pão consagrado, portanto, é uma “hóstia”, aliás, a “hóstia” verdadeira, isto é, o próprio Corpo do ressuscitado, uma vez mortalmente agredido pela maldade humana, e agora vivo entre nós feito pão e vinho, entregue para ser comida e bebida: Tomai e comei..., tomai e bebei...Infelizmente, com o correr dos tempos, perdeu-se muito este sentido profundamente  espiritual que assumiu a palavra “hóstia” na liturgia do cristianismo romano primitivo, e se fixou quase que só na materialidade da “partícula circular de massa de pão ázimo que é consagrada na missa”. A tal ponto de acabamos por chamar de “hóstia” até mesmo as partículas ainda não consagradas!
Pensar em “hóstia”, deveria ser compreendido então como pensar na “vítima pascal” (a morte e a ressurreição do cristo), a total entrega do senhor para nossa redenção, presente no pão e no vinho consagrados. Talvez seja por isso que, após a invocação do Espírito Santo sobre o pão e o vinho e a narração da última ceia do Senhor, na missa, toda a assembleia canta: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus”.
Diante desta “hóstia”, isto é, diante deste mistério de realidade espiritual, a gente se inclina em profunda reverência, se ajoelha e mergulha em profunda contemplação, assumindo o compromisso de ser também assim: corpo oferecido “como hóstia viva, santa, agradável a Deus” (Rm 12,1).
O pão mais litúrgico para o rito eucarístico é o pão ázimo. A produção do pão ázimo ainda é feito de forma artesanal em algumas localidades, mas já existem máquinas para facilitar o processo. A fabricação artesanal é realizada principalmente por religiosos em geral em mosteiros, onde o corte pode ser feito com tesoura, uma a uma.
No processo industrial, realizado por empresas privadas ou organizações religiosas, são produzidas hóstias de dois tamanhos: 3 centímetros de diâmetro, pesando 0,6 gramas, para os fiéis, e 7,8 centímetros, para os sacerdotes. Vale lembrar que quando o pão está na condição de não-consagrado, é denominado de partícula.

A hóstia sai das igrejas e vira ingrediente de salgados e docinhos



Na realidade, como foi dito anteriormente, quando não consagrada a hóstia leva o nome de partícula, e elas tem sido alvo de curiosa introdução no mundo gastronômico. E que tal um sanduiche com hóstia?
Imagine só um sanduiche com tudo o que você tem direito (Hambúrguer, bacon, cebola, tomate e alface, etc.) que tem uma hóstia como “cereja do bolo”... achou  uma loucura, mas é uma realidade no restaurante Kuma’s Corner, localizado em Chicago, que  apresentou o lanche que vem acompanhado do alimento “sagrado”  desde novembro de 2013, e o intitulou de “Ghost Burguer”. 


Ao que se sabe, os donos do restaurante, resolveram fazer uma homenagem à banda sueca Ghost, cujos integrantes cantam músicas consideradas satânicas vestidos com os mesmos trajes utilizados pelo clero católico. E logo o sanduíche acabou causando a maior revolta entre os cristãos de Chicago.
Luke Tobias, diretor de operações do lanchonete, garante para os especuladores que as hóstias utilizadas pelo restaurante não são consagradas e, por isso, não são sagradas. “É apenas um tipo de pão com uma cruz desenhada, defende-se.



Apesar de toda a polêmica, o uso de hóstias na culinária não é algo tão novo assim. Desde 2008, a Hóstias Sant’ana, com sede na cidade de Praia Grande, litoral de São Paulo, produz hóstias brancas e coloridas e as fornece para várias lojas de doces, restaurantes e confeitarias do país inteiro. “Vendemos quase 90 000 hóstias por dia”, contabiliza Ana Maria Avella, proprietária da empresa. “Tem dias em que começamos o trabalho às 7 da manhã e só terminamos às 9 da noite”. 
Rosas de partícula
Partícula colorida para montagem

O uso das hóstias também fora dos templos religiosas tem crescido tanto que, no início de 2012, Ana Maria lançou o e-book  ”Hóstias Sant’ana – Revelado o segredo das hóstias na gastronomia nacional e internacional”, que é vendido por R$ 9,90. As receitas presentes na obra vão desde cupcakes até pratos que têm o camarão como ingrediente principal.
Pra quem se interessou, todas as hóstias, sejam elas: simples, doces, salgadas e as especiais, são encontradas nos tamanhos 3, 3 - 3, 5 - 4, 0 - 7, 0 - 8, 0 - 10, 0 - 12, 0 e 15, 0 cm, e são entregues em todo Brasil e exterior. http://www.wix.com/hostiassantana/docesfinos-pratosexoticos  e-mail: ana.avella@terra.com.br  ou hostiassantana@bol.com.br . Contato: Ana Maria Avella -(11)984576308 - (13)81316952; R: Rui Barbosa, 190 - ap 55 - Canto do Forte 11700170 Praia Grande SC.




Quem também é referência no assunto é a empresa Hóstias São Francisco, a primeira fábrica do gênero no Brasil a ter um endereço virtual. Localizada em Mococa, no interior de São Paulo, a São Francisco foi inaugurada há 20 anos. Um dos proprietários, João Tadeu Bennati, estava tentando vender malas para padres em Minas Gerais. Foi quando ouviu de um religioso que era difícil encontrar fornecedores de hóstias naquela região. Não deu outra: o rapaz, acompanhado de um sócio, enxergou uma oportunidade de mercado e decidiu fundar a empresa, que atualmente produz 800 mil unidades por dia (18 milhões por mês) e em julho forneceu 1,5 milhão para a Jornada Mundial da Juventude. Bennati já chegou a fazer hóstias com sabor queijo, bacon e pimenta, que viravam torradinhas para serem servidas com patê em eventos. “Como as hóstias puxam muita umidade, deve-se ter o cuidado de não deixá-las em contato com o patê durante muito tempo”, explica ele. Atualmente saiu do “ramo gastronômico” e só atende igrejas.

PROCESSO PARA FABRICAÇÃO DE HÓSTIAS

O processo para a fabricação de hóstias consiste em quatro etapas:
1ª - Mistura água e farinha em uma batedora até obter uma mistura bem homogênea


2ª - Em seguida a massa é colocada na máquina (manual ou automática ) e prensada para fazer as placas inteiras;



3ª - Após essa etapa as placas são colocadas na estufa, para umedecê-las, com vapor quente, para obter um melhor corte


4ª - E por fim as placas já umedecidas vão para a máquina de corte onde são retiradas as partículas do tamanho desejado.



Assim, você escolhe o significado que mais lhe convier, e pode ainda divagar pela gastronomia de forma ousada e criativa. Arrisque-se.

Torta de Hóstias com Nozes

12 Hóstias Grandes.
1 xícara de nozes.
1 xícara de chocolate ralado.
2 xícaras de leite.
1/2 xícara de açucar.
3 gemas de ovo.
1 ovo.
1 colherzinha de farina de trigo.
3 colheres de maisena.
1 colheres de manteiga fria.
3 colheres de licor (a escolher).

Preparo: Coloque para aquecer o leite em uma panela. Em uma tigela misture com o batedor de arame açúcar com as gemas de ovo, ovo, amido de milho/maisena e farinha de trigo. Despeje e bata em um pouco de leite morno e misture bem. Adicione o leite restante e leve ao fogo, mexendo sempre, até começar a ferver e engrossar. Retire, incorpore a manteiga e o caramelo/licor , deixe esfriar. Para montar a torta, coloque uma hóstia no prato, cobrir uma camada de creme de confeiteiro e polvilhe com as nozes picadas e um pouco de chocolate. Repita fazendo várias camadas. Complete com creme de confeiteiro, nozes e chocolate. Leve para a geladeira antes de servir.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Zabaglione, sabayon ou zabaione ?

Feliz Ano Novo! (acho que estou um pouco atrasado pra isso, não é?). De qualquer forma, gostaria de desejar boas coisas para vocês que gastam um pouquinho do seu tempo lendo os escritos desta confraria. Desculpem as poucas postagens, mas fui acometido por um problema ocular que me impossibilitou de escrever – estou melhorando e, aos poucos, voltarei ao ritmo normal.

Para começar as postagens de 2014 eu queria algo bem tradicional, e que pudesse ser feito doce e salgado, para eu não ouvir reclamações sobre a minha “essência de formiga”. Por sorte encontrei algo que se enquadrou neste meu desejo. Vou falar do Zabaione, tradicionalmente doce, mas que pode ser salgado para acompanhar os frutos do mar, peixes e saladas.


Zabaglione ou zabaione, como também está escrito, é uma sobremesa italiana que consiste em gemas de ovos, açúcar e vinho (normalmente Marsala) levado junto ao fogo até virar uma espuma cremosa que é, geralmente, servida em taças. Torou-se muito popular no início do século XIX graças aos franceses que, ainda lhe chamam, de sabayon. Era dos pratos mais luxuosos do tipo caudle - "caudle" era originalmente uma bebida quente feita de cerveja ou vinho, engrossado com gemas de ovos e adoçado com açúcar ou mel. Era bastante popular na Europa Medieval. Por volta do século XVI o termo caudle passou a designar as sobremesas tipo creme.

O zabaione já era conhecido desde o início do século XVI na corte florentina dos Medici, onde gemas de ovos, vinho Marsala, e açúcar eram batidos vigorosamente em banho-maria até engrossar e espumar. Há versões posteriores com creme de leite, incluindo uma congelada.

Lesley Chamberlain, observa que uma versão do zabaglione também era popular entre a aristocracia russa no final do século XIX com o nome estranho de 'kogel mogel’ (sobremesa popular na Europa Oriental feita a partir de gemas de ovos, açúcar e aromas, como mel, cacau ou rum; seu nome  ainda pode ter variações na sua escrita como Gogl-Mogl, Gogel-Mogel ou Gogle-mogle) . Isso foi no auge da cozinha imperial russo -francesa, então ... provavelmente chegou em São Petersburgo, com um chef francês que estava acostumado a fazer sabayon.

Kogel Mogel

Na França, o nome sabayon também é aplicado a um molho salgado, do tipo mousseline que é muitas vezes feito com champanhe, para servir peixes ou crustáceos." (Oxford Companion to Food, Alan Davidson [Oxford University Press:Oxford] 1999. p. 863)

Um causo antigo diz que este preparado foi "inventado" em 1500, perto de Reggio Emilia, por acaso. Diz-se que o capitão Emiliano Giovanni Baglioni chegou às portas da cidade e acampou ali. Como tinham poucos suprimentos, como era de costume na época, enviou alguns soldados para invadir os campos de colheita próximos. Mas, não encontrando muita coisa por conta da escassez do tempo, o Capitão fez um preparado com ovos, açúcar, algumas garrafas de vinho e ervas. Na ausência de outros ingredientes teve que misturar tudo o que tinha encontrado e deu aos soldados, que em vez da habitual sopa os oficiais ficaram bem animados como o preparado inovador. Por conta disso a primeira lenda sobre a derivação do nome viria de Giovanni Baglione falando num dialeto daquela área, que ficaria "Zvàn Bajòun" , que viraria  "Zambajoun", Zabajone pra chegar finalmente a ser chamado de Zabaglione.


A versão que diz respeito ao frade franciscano espanhol Pascual Baylón, porém, dá origem ao zabaglione em Turim, no final do século XVI: nela conta-se que, o franciscano Fra' Pasquale de Baylon (italianizado) recebia constantes reclamações e pedidos de ajuda de mulheres que não estavam satisfeitas com os seus maridos. O frande, em aconselhamento lhes recomendava preparar uma bebida à base de gema de ovo, açúcar e vinho, capaz de revigorar os maridos. As mulheres começaram a trocar a receita, elogiando suas virtudes e quando o frade foi canonizado como Santo (Sanbajon no dialeto de Turim), o creme Sanbajon ficou famoso e San Baylon foi eleito protetor dos confeiteiros. 

Mas as fontes mais antigas e confiáveis sobre o zabaione vêm de Mântua. E’ de Mântua, a mais antiga receita conhecida, devida de um cozinheiro da corte da família Gonzaga.

Outra versão diz que em Veneza, no século XVII, usa um creme desse tipo teria surgido a partir da costa da Dalmácia, e solicita no dialeto Zabaja do que deriva seu nome. Outros acreditam que comemora Carlon Emmanuele I de Sabóia ou pode ser derivado da palavra sbaglione (grande erro). Clifford A. Wright, em seu livro Cucina Paradiso (1992), acredita que a palavra deriva dodialeto siciliano zabbina (de chicote), que em por sua vez, vem do árabe Zabade, que significa "espuma de água e outras coisas."  (The Dictionary of Italian Food and Drink, John Mariani [Broadway Books:New York] 1998. p. 282)

Zabaione com pêssegos 

No entanto, é provável que essas lendas sejam estórias, enquanto a difusão dos ingredientes e sua fácil disponibilidade levaram o creme a se tornar popular, podendo ser comido quente ou gelado – esta última forma já foi experimentada, inicialmente, na corte de Catarina de Médici. Mas seja qual for sua origem, a receita já está espalhada por toda parte, e a sua ligação com os vinhos licorosos (Porto, Marsala, Xerez, Rivesaltes, etc.), com a adição destes vinhos na mistura, levou o doce a ser considerado um excelente revigorante nos jogos do amor –se é que você me entende...

Desde 1960, nos restaurantes em áreas dos Estados Unidos com grandes populações italiana, o zabaglione é geralmente servido com morangos, mirtilos, pêssegos, etc. em uma taça de champanhe.




A sobremesa é muito popular na Argentina e no Uruguai, onde ainda é conhecido como sambayón. É um popular sabor de sorvete em gelados lojas da Argentina. Na Colômbia, o nome é sabajón. Na Venezuela, é chamada sambayón, há também uma bebida de sobremesa à base de ovo relacionado chamado ponche crema - este é consumido quase exclusivamente na época do Natal. No Brasil, é mais conhecido nas áreas de colonização italiana. Mas é uma preparação tão fácil que pode, perfeitamente, ser feita em qualquer região, sem déficit de ingredientes. Faça o seu.

 

[1891]

"Zabaione

3 gemas

30 gramas de açúcar de confeiteiro

9 colheres de sopa de Chipre, Marsala ou vinho Madeera.

Dobre estes valores para servir oito pessoas. Se preferir mais "animado", adicione uma colher de sopa de rum, adicionando uma colher de chá de canela em pó não seria uma má ideia. Com uma colher de pau bata as gemas com o açúcar até que fiquem quase brancos, em seguida, adicione o líquido, misture bem e coloque em fogo alto, mexendo sempre e tomando cuidado para não deixar a mistura ferver, porque nesse caso iria coalhar. Retire o zabaione da chama no momento em que começa a virar um creme. - -Science in the Kitchen and the Art of Eating Well, Pelligrino Artusi, originally published in Italian 1891, translated by Murtha Baca & Stephen Sartarelli [Marsilio Publishers:New York] 1997 (p. 521)






[1907]

"Sabayon.

Coloque 250 g de açúcar refinado e 6 gemas em uma tigela de estanho e bata até atingir o estágio de fita. Misture 2 1/4 dl (9 onças fluidas ou 1 1/8 copos americanos) de vinho branco seco; coloque em uma panela de água muito quente do lado do fogão e bata a mistura até que se torna espessa e espumosa. Sabor a gosto com açúcar de baunilha, o açúcar de laranja, açúcar de limão, ou 3 colheres de sopa de um bom licor, como Kirsch, Kummel ou Rum. Nota: Sabayon pode ser feito com outros tipos de vinhos finos, como a Madeira, Sherry, Marsala, Asti, etx Champagne. Neste caso, o vinho seleccionado substitui o vinho branco e não há necessidade ou qualquer outro aromatizante. "  --- The Complete Guide to the Art of Modern Cookery, A. Escoffier, first translation into English by H.L. Cracknell & R. J. Kaufmann [John Wiley:New York] 1979 (p. 519)


O Zabaione ainda pode ser gratinado com frutas - esta é uma excelente ideia de apresentação. 

[1975]

Zabaglione

Um dos doces mais famosos e favoritos da Itália é do Piemonte. Feito com ovos batidos e Marsala, é servido quente ou gelado em copos pequenos . É também considerado um grande restaurador, tanto assim que é parte da linguagem: um jogador de futebol perder é recebido com vaias de ' Vá arranjar um zabaglione !

6 gemas

6 colheres de sopa de açúcar

12 colheres de sopa de vinho Marsala

A tigelas de cobre de fundo redondo é ideal para fazer tiramisu . Use o copo como a parte superior de uma caldeira dobro. Se você não tiver um, basta usar uma caldeira dobro ordinária. Coloque as gemas em qualquer recipiente que você está usando, adicione o açúcar e bata até ficar bem claro e fofo. Em seguida, coloque o recipiente em água quente, mas não fervente, continue batendo até que a mistura engrosse com a consistência de uma massa leve. Remover formar o calor, bata por mais alguns minutos, e nossa em 6 copos de sobremesa. Ele pode ser servido morno ou, se achamos que é muito melhor, frio. --The Romagnoli's Table, Margaret and G. Franco Romagnoli [Atlantic Monthly Press Book:Boston] 1975 (p. 252-253)


Zabaione de Proseco

4 gemas

4 colheres (sopa) de açúcar

6 colheres (sopa) de prosecco (ou outro espumante que tiver)

1/2 xícara de creme de leite fresco

Preparo:  Levar as gemas e o açúcar em uma panela em banho-maria ao fogo e com a ajuda de um fuet bater até virar um creme. Juntar o prosecco e bater mais um pouco. Tire o creme do fogo direto para uma tigela apoiada em um recipiente com água e gelo para que não cozinhe mais. Mexa até esfriar.Em outra vasilha, bata o creme de leite fresco em ponto de chantilly. Misture o creme ao chantilly e coloque em tacinhas individuais e leve para gelar. Sugestão: Faça uma calda com açúcar e caramelize algumas castanhas de caju picadas grosseiramente. Sirva com o zabaione.

Filé de salmão ao zabaione

1,5 kg de filé de salmão

350 ml de caldo de peixe

350 ml de espumante

2 talos de aipos picados

1 cebola média

3 dentes de alho picados

2 folhas de louro

Alecrim a gosto

6 gemas

3 colheres (sopa) de caviar (opcional)

Sal e pimenta-do-reino a gosto

2 colheres (sopa) de cebolinha picada

3 colheres (sopa) de azeite de oliva

Preparo: Tempere o salmão com sal e pimenta. Coloque numa fôrma com o azeite de oliva, a cebola, e o aipo. Adicione o caldo de peixe, 250 ml de espumante, o alecrim e as folhas de louro. Cubra com papel-alumínio e asse em forno preaquecido por 20 minutos. Peneire o líquido do cozimento, leve ao fogo com o resto de espumante e deixe reduzir pela metade. Bata as gemas e leve ao fogo, em banho-maria e incorpore aos poucos o líquido do cozimento, emulsionando sempre até ficar um molho cremoso. Junte o caviar e a cebolinha.

Sirva com arroz branco ou outro de sua preferência e uma salada verde ao seu gosto.

 Ostra gratinada com zabaione de Noilly PRAT

Ingredientes (para 4 pessoas)

2 dúzias de ostras

20 cl de Noilly Prat (brand de vermouth Francês)

5 gemas de ovos

1 colher de sopa de creme de leite

Sal e pimenta

Preparo: Abra as ostras e tire-as de suas conchas, reservando a água da ostra. Filtrar essa água de ostra e despeje em uma panela. Levar a água para ferver fogo brando e colocar as ostras por 20 a 30 segundos (de acordo com o seu tamanho). Retire-os da água imediatamente e deixá-las escorrer. Lavar as cascas ocas com água corrente e coloque-as em uma cama de sal grosso em um refratário. Coloque uma ostra em cada uma das cascas. Para o zabaglione Despeje 200 ml de água usada para cozer as ostras em uma panela. Adicione o Noilly Prat e deixe ferver e reduzir por 3 minutos, em seguida, retire do fogo. Adicione as gemas em uma tigela e bata-as com os líquidos até que estejam espumosos. Ainda mexendo, cozinhe por 3 minutos em fogo baixo, adicione o creme de leite e bata por mais alguns segundos antes de retirar do fogo.  Coloque uma colher do zabaglione sobre as ostras e sirva em seguida.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A história de Natal que ninguém nunca contou

Quando passamos numa seleção para uma Universidade, logo nos primeiros dias de aula, os professores comentam que o que vale é deixar os alunos curiosos, confusos... e quando a sobrecarga de informação começar a incomodar o aluno, se ela o fizer questionar tudo o que ele aprendeu, é sinal de que ele está no caminho certo para a evolução... E aí, chega o fatídico momento em que aquele monte de coisas que a gente aprendeu na escola, vai escorregar correnteza abaixo...
O que eu mais gostei quando eu passei por esta situação, foi apreciar a capacidade de pesquisar para descobrir a realidade dos fatos e desenvolver a criatividade para se encontrar uma metodologia adequada que nos leva a melhor solução para um determinado problema.
Pensando nisso, o post de hoje vai sair dos padrões naturais desta confraria (dou-me a esta libertade), e vai levar os leitores curiosos a divagar pelo mundo mágico das informações, onde se apresentará uma versão para a origem do mais famoso personagem natalino: o Papai Noel. Este post é dedicado àqueles que curtem, ou não, os meus choques repentinos de realidade – ou minha loucura [risos eternos]...
Há quem diga que todos os mitos são baseados numa verdade, e não seria diferente com o do Papai Noel. Infelizmente, a história que nos foi dita sobre deste personagem é uma ilusão. Temos sido afastados da verdade por trás da origem de Papai Noel. E se você acha que pode lidar com a verdade, continue lendo...
Tenho razões para acreditar que o Papai Noel era real, e que ele era um alienígena mágico, um viajante de além das imensidões estelares. Antes de julgar isso imediatamente como besteira, por pré-conceito, por descrença ou mesmo por ignorância, não deixe de continuar lendo abaixo. Mantenha a mente aberta. Questione-se quanto a tudo...


Papai Noel na Antiguidade
A existência de Papai Noel não remonta apenas a tempos medievais, onde ele era conhecido como São Nicolau. Para a surpresa de todos, antigas pinturas rupestres encontradas em Nine Mile Canyon, Utah/EUA, retratam um homem que viaja pelo céu com um rebanho de renas.



O Papai Noel seria então um alienígena humanoide chamado Saint- Nicholas, do planeta mais frio do nosso sistema solar, Plutão. Os habitantes de Plutão (Plutonianos) se assemelhava muito os seres humanos da Terra, o que nos sugere termo ancestrais comuns. Tendo alcançado um alto nível de consciência, os "plutonianos" eram muito pacíficos e espiritualizados, pois eles possuíam todo o conhecimento do universo e eram capazes de viajar para planos dimensionais mais elevados. A maioria deles operados no dia 5 para 6 ª dimensões. Seus corpos físicos tiveram uma quantidade substancial de pelo e gordura corporal- especialmente o pelo facial, a fim de mantê-los quentes no planeta frio.



Há muito tempo atrás, o ambiente e a estrutura celestial de Plutão foi rapidamente se deteriorando devido a uma mudança de polaridade (o que vem acontecendo também com a Terra neste exato momento). Plutão foi rapidamente se transformando em um planeta anão, o que significava que não seria mais capaz de sustentar a vida, incluindo as entidades interdimensionais, como os plutonianos... aquele planeta entrou em colapso, muitos morreram... 



Sendo o único sobrevivente de desastres naturais de Plutão, Saint- Nicholas rapidamente reuniu um rebanho de renas mágicas voadoras (renas na Terra não voam), amarrou-as a um trenó e partiram de Plutão para procurar um novo lar. Até que, finalmente, desembarcaram na Terra, o que na época, consistia em civilizações antigas de sociedades primitivas. Acostumados a temperaturas extremamente baixas, Saint- Nicholas se isolou no Polo Norte, onde se tornou amigo de esquimós locais – que seriam, no futuro, o que chamamos de seus “ajudantes elfos”.

Papai Noel e o despertar espiritual

Durante suas observações sobre os terráqueos, Saint- Nicholas percebeu que as pessoas na Terra eram extremamente primitivas, apesar de seus avanços tecnológicos e sociais com o passar dos anos. Ele percebeu que as pessoas estavam desconectados de seus “Eu superior”, eles não tinha senso de espiritualidade e eram extremamente materialista.
Ele também viu que o mundo inteiro era controlado por pequenos grupos de pessoas, chamados governos. Ele podia ver que os governos deliberadamente “envenenavam” os terráqueos - fisicamente, mentalmente e espiritualmente, a fim de torná-los mais dóceis e fáceis de controlar. 
Saint- Nicholas sabia que tinha que fazer alguma coisa para pôr fim a este império do mal. Para elevar a consciência dos terráqueos, ele iria visitar cada um deles em seu sono – Saint- Nicholas iria viajar através dos reinos astrais e nos sonhos dos terráqueos ele poderia proceder para aumentar a sua consciência e vibrações. Devido à enorme população, Saint- Nicholas só poderia fazer isso uma vez por ano, tendo o resto do ano de folga para recuperar seus poderes mágicos e espirituais.



Saint- Nicholas, então, mostrava às pessoas a verdadeira natureza do mal de seus valores materialistas, e ensinava-lhes que a eliminação de seu desejo de objetos materiais levaria a verdadeira felicidade. Depois de muitos anos, quando as pessoas estavam prontas, Saint- Nicholas começou a ensinar-lhes o caminho para a iluminação. Acredita-se que o budismo se originou a partir de ensinamentos de Saint- Nicholas. Buda é muitas vezes descrito como um homem gordo e alegre ... isso lhe soa familiar?



As pessoas começariam a ficar mais tranquilas, com maior poder. Saint- Nicholas fez isso por uma série de séculos, o que eventualmente levou ao movimento hippie Paz e Amor na década de 1960 e 1970. Os governos estavam perdendo o controle sobre as pessoas, e cada vez mais terráqueos despertavam para a corrupção de seus "líderes" - tudo graças aos “presentes” de Saint- Nicholas.
Os "poderosos" não tinha ideia do que estava ocasionando este despertar em massa. O governo instalava câmeras de "segurança" por todas as cidades para espionar as pessoas. Eles queriam pegar quem estava espalhando essa "propaganda" espiritual. Mas como Saint- Nicholas operava além dos reinos físicos, as câmeras jamais poderia capturá-lo.



No entanto, as câmeras capturavam as pessoas conversando entre si, e começou a se espalhar a conversa sobre um homem gordo e alegre que entrava em seus sonhos a cada ano para iluminá-los. Como os governos já sabiam da existência de aliens, e mantinham contato com alguns, com a ajuda deles, capturaram Saint- Nicholas na quarta dimensão e o ameaçaram para que ele parasse de fazer o que estava fazendo com a população, ou ele seria obrigado a deixar o planeta Terra.
O governo permitiu que Saint- Nicholas continuasse o seu trabalho, mas sob algumas condições : como adoradores do “Lado negro”, o governo forçou Saint- Nicholas a mudar seu nome para Santa Claus, que é um anagrama para Satan Lucas (Demônio de Luz/Lúcifer - por que existem tantas luzes no Natal?). Vejam o vídeo abaixo.




       Além disso, a ele não era mais permitido espalhar a consciência espiritual, em vez de dons espirituais, São Nicolau era agora obrigado a entregar presentes na forma de brinquedos e objetos brilhantes, o que prendia as pessoas no mundo material (de baixa vibração). Além disso, seu trabalho seria agora voltado principalmente às crianças, cuja inocência ainda não havia sido quebrada.
Oprimido pela escuridão do governo, Saint- Nicholas não teve escolha a não ser concordar com os termos, ele mudou seu nome para Santa Claus, e transformou sua casa no Polo Norte em uma fábrica de brinquedos, onde ele iria produzir objetos materiais inúteis para crianças em todo o mundo. 



Isso iria aumentar a atenção dos jovens para o mundo material, que seria programado desde tenra idade, para se concentrar apenas nas posses físicas, ignorando todo o desenvolvimento espiritual. Estes valores materialistas seria aumentados com a vida adulta, e quando essas crianças cresceram, as suas vidas giravam em torno do dinheiro, bons carros, brilhantes joias, roupas caras, etc. desconectava-os ainda mais de seus Eu Superiores, e distraindo-os de corrupção do governo.  Com a distorção no mundo físico a percepção da realidade das pessoas, tornava-as mais fácil para o governo controlar e manipular.

A Fábrica de brinquedos do Papai Noel

Ao longo do ano, Saint- Nicholas iria recrutar esquimós locais ao redor do Polo Norte para ajudá-lo a construir brinquedos para as crianças da Terra. Então, uma vez por ano, ele iria viajar por todo o planeta, entregando os brinquedos para as crianças.



Para completar todo o seu trabalho em uma noite, ele fazia uso de seus poderes interdimensionais, através do espaço e tempo com a ajuda de suas renas voadoras, que por sinal, seriam as ancestrais de renas, veados, alces, e todos os outros animais que têm chifres em suas cabeças da terra.
Os comentários sobre o Papai Noel e os presentes que ele dava para as crianças correu o mundo. Ele tornou-se muito popular e as pessoas começaram a deixar do lado de fora de suas casas leite e biscoitos para ele, como um sinal de agradecimento.






Como passar dos anos, essa tradição só aumentava, e os pais não tinham mais que comprar brinquedos para seus filhos, por que gastar dinheiro em brinquedos quando você pode obtê-los entregues “à sua chaminé” todos os anos de graça?
As grandes fábricas de brinquedos foram rapidamente perdendo lucros, e uma vez que os governos também eram financiados pelas corporações de brinquedo, eles não estavam felizes. Aos olhos do governo, Saint- Nicholas estava tirando dinheiro deles, e eles tiveram que colocar um fim a isso .



Os governos tentaram puxar Saint- Nicholas para fora do negócio de brinquedo, mas ele se recusou a fechar sua fábrica de brinquedos. Os governos explicaram a Saint- Nicholas que se ele continuasse a dar brinquedos de graça, a indústria de brinquedos no mundo entraria totalmente em colapso. Saint- Nicholas confessou que era seu plano o tempo todo para destruir as corporações de brinquedo, que por sua vez acabariam pressionando e destruindo os governos maus ... (sabido!)

A morte de Papai Noel

As fábricas de brinquedos não podiam permitir aquilo, e com os governos resolveram um plano: pediram ajuda aos conhecidos de Saturno que lhe enviassem um alien travesso conhecido como O Grinch, para sabotar o trabalho do Papai Noel. 



Os esforços do Grinch provou foram inúteis, e Saint- Nicholas acabou o mandando para outra dimensão. Permanentemente.



Os governos, imediatamente, usaram seu Plano B: disseram que fariam uma visita, e foram ao Pólo Norte, chegando lá incendiaram sua fábrica de brinquedos junto com Esquimós ajudantes. Quando o Papai Noel tentou fugir em seu trenó, atiraram -lhe a morte, e começaram a atirar em todas suas renas, que voavam diante de seu rosto, o sangue escorriam pela face dos bichos... (daí a história de Rudolph a Rena do Nariz Vermelho veio originalmente - o governo mudou o história para as crianças, como uma espécie de piada de mau gosto). Depois, fizeram o mesmo com o Papai Noel...





Em seguida, eles começaram a se espalhar propaganda sobre o Papai Noel ser falso - e começaram a denegrir sua imagem com vícios - a industria dos cigarros foi a primeira a ajudar nisso...











No início, as pessoas não acreditaram, mas a propaganda nos meios de comunicação (TV, cinema, jornais) tornou-se tão forte, que as pessoas começaram a acreditar que o Papai Noel realmente era falso.
Os governos continuam a empurrar a tradição anual de presentear com coisas materiais, e transformou a data num feriado comercial, que já não era exclusivo para as crianças, agora TODOS (crianças, adolescentes, adultos, idosos, etc.) poderiam se beneficiar da tradição de comprar presentes uns para os outros.  Esta tradição teve rendeu enormes lucros para as corporações, que dava mais dinheiro e poder para os governos, que tinham mais poder sobre as pessoas, o que resultava em mais compras de material inútil, um ciclo vicioso tinha começado.
O governo nomeou o feriado Saturnália, em honra de seu planeta favorito, Saturno, que era a casa -planeta do maior inimigo de Saint- Nicholas, o Grinch, que agora estava preso em uma dimensão infernal, graças ao Papai Noel.



Eventualmente, a Igreja Cristã pulou no vagão e começou a reivindicar a tradição como a sua própria, chamando-o Christ-mas. Os governos começaram a colaborar com as igrejas e dar uma interpretação religiosa no feriado, e mudou seu nome de Saturnália para Natal. Ao associar o Natal com o nascimento de Jesus Cristo, o feriado apelava a todos os cristãos, o que dava mais lucros para as igrejas, que também financiava os governos. A introdução de árvores de Natal, luzes e decorações extravagantes criou toda uma nova indústria, que também resultou em mais lucros para os governos.
A troca de presentes e a propaganda religiosa tornou-se tão poderosa que as pessoas tinham esquecido completamente a verdadeira história de Papai Noel. As Memórias do mundo de Saint- Nicholas foram alteradas, e agora ele era visto como um mito e uma figura comercial.

O Espírito de Papai Noel está dentro de você

Embora Saint- Nicholas não exista mais, o seu espírito vive. Sua mensagem era clara: Não se perca em bens materiais. Conecte-se com sua espiritualidade. Desperte para o seu verdadeiro potencial. Lembre-se de quem você é. Eleve suas vibrações e vá andar de trenó hoje à noite!



  
The Grinch

Ingredientes:
60ml de licor de melão Midori
15ml de suco de limão
1 colher de chá de xarope simples verde (ou colher de chá de açúcar refinado)
Um cande cane para enfeitar

Preparação:

Despeje os ingredientes em uma coqueteleira com gelo.
Agite bem. Coe em um copo de coquetel que deve estar resfriado.
Decore com a bengalinha (candy cane).


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Snowball cocktail – Vai uma bola de neve aí?


Quanto o Natal chega, imediatamente, o clima muda, fica diferente – com aromas diferentes, cores diferentes, sabores diferentes... os enfeites surgem de todas as formas, luzes cada vez menores e mais brilhantes... e os personagens do Natal aparecem com suas variações de poses... muitos deles na neve. Vocês já brincaram na neve? É delicioso... a primeira neve a gente nunca esquece...
Infelizmente, no Brasil, a neve só caiu na região sul. E a neve sempre deixa a decoração de Natal mais bonita. Mas, como nem todo mundo pode ter neve no Natal, minha ideia de hoje era poder oferecer aos queridos leitores que remetesse a neve. E achei o que procurava...
Que tal você preparar Bolas de Neve para sua festa de Natal?



Você deve estar se perguntando como isso seria possível, e eu explico. Estou me referindo a um coquetel famoso na Europa, sobretudo na Inglaterra dos anos 70, e que se chama Snowball (bola de neve, em inglês), ele é fácil de fazer, não exige habilidades de um mixologista, mas é perfeito pra, pelo menos, dar uma diferençada nas bebidas que você costuma servir nas festas de Natal.
O chato é que fui pesquisar sobre a origem desta bebida, e ninguém parece saber quando o Snowball surgiu. Mas estudiosos da área das bebidas, como o Diffords Guide (Aqui) aponta que, provavelmente, tenha sido em torno de 1940 ou 50. Contudo foi na década de 70 que o Snowball realmente decolou. Na sua composição os ingredientes populares provavelmente tenham feito a bebida se espalhar pela Europa – o Advocaat era barato e facilmente disponível em garrafa em qualquer mercado e a soda limonada também – esta última ainda dava a bebida a ideia de água de desgelo.



Assim as bolas de neve se multiplicaram no Velho Continente, livremente na década de 70, e como era uma bebida era doce e, principalmente por lembrar uma “eggnog (gemada tradicional e Natal na Inglaterra – já tratamos dela AQUI), era perfeita pra dar aos adolescentes, que sempre querem virar adultos antes do tempo -  perfeito para o “primeiro gole” de álcool de seu filho adolescente, que não quer beber suco e refrigerante.
Contudo a bebida foi esquecida, justamente porque muitas pessoas achavam-na cafona, mas que merecer ser ressuscitada pra que sintam o sabor. Aqui no Brasil e até mesmo nos Estados Unidos, que foi uma colônia Inglesa, o Snowball é pouco conhecido, e isso permite que a curiosidade seja um fator que nos ajude a introduzir a bebida, pelo menos para a apreciação dos curiosos.


A base da bola de neve é um licor de gemas, o Advokaat – quase uma  uma espécie de gemada com álcool engarrafada, na verdade, de invenção holandesa (Advokaat se traduz em "cognac de ovo"); Que se mistura com "Lemonade" (soda limonada para nós e 7-Up ou Sprite.Mixed, para os britânicos, e deve ser servido “On the rocks " – com pedras de gelo.
Quando a gente observa a composição do coquetel podemos imaginar outro fator para que ele tenha caído no esquecimento: não trata-se de uma bebida forte, grosseira – o que normalmente as pessoas procuram; a quem diga que é uma maneira barata pra se ficar bêbado, que é uma bebida mais cafona para esta estação, mas isso vai mudando a partir do que a mídia quer; veja:  Em 2007, em seu programa com temas natalinos, a apresentadora britânica Nigella Lawson revelou a seus espectadores que o seu segredo para começar uma festa com o pé direito era desfrutar de um Snowball antes dos convidados chegaram... naquele período, as vendas de Advocaat subiram quarenta por cento, e o Snowball havia retornado com força nas festas europeias.



Por mais que a apresentadora não tivesse entrado numa jogada de marketing da empresa que fabrica o Advocaat, ela acabou ajudando, indiretamente, para que isso acontecesse. A ideia que passa, é que se a Nigella estava bebendo, ele deve ser bom.
Para os pessimistas, surge outro ponto para a discussão: a mistura de ovos e limonada realmente não parece apetitoso juntos. Confesso que eu, que procuro experimentar de tudo, me senti um pouco incomodado quando me propus a ser apresentado a um Snowball. No início, só queria experimentar ´ra poder indicar como bebida a ser incluída na lista do qu e fazer pro Natal, Mas quando bebi, honestamente, eu nunca estive mais surpreso com uma bebida - nunca eu teria suspeitado do resultado final. Claro que é uma bebida doce, mas há um lugar no mundo para bebidas doces. É realmente muito bom.



Então, se você quer “ouvir os sinos do natal badalarem” ou, simplesmente, degustar algo diferente, sugiro que prepare este coquetel. Obviamente, que eu indico a receita conhecida como original e, de quebra, uma variação, pra você escolher a que mais gostar. Cheers!!!


Snowball (tradicional)


Proporção: 1 drink
Tipo de taça: Taça de coquetel
Ingredientes
1 Parte de Licor de ovos Advocaat Warninks  (Advocaat é um licor feito com gema de ovo, brandy e baunilha).
Refrigerante de Limão
Suco de ¼ de um Limão - opcional

Preparo: 


Encher uma taça de coquetel com gelo (picado ou inteiro). Adicionar licor de ovos. Completar com refrigerante de limão. No fim, adicionar o suco e misturar levemente.





A Bola de Neve do Barão

1 cocktail
Ingredients
30 ml Coco Lopez (licor crème de coco)
60 ml leite de coco
1/2 colher de chá de cuco de limão
30 ml de vanilla vodka

Preparo: adicionar todos os ingrediente na coqueteleira com gelo. Misturar de 20 a 30 segundo apenas para combinar os ingredientes, adicionar a mistura num copo para long drink e servir em seguida.