quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A história de Natal que ninguém nunca contou

Quando passamos numa seleção para uma Universidade, logo nos primeiros dias de aula, os professores comentam que o que vale é deixar os alunos curiosos, confusos... e quando a sobrecarga de informação começar a incomodar o aluno, se ela o fizer questionar tudo o que ele aprendeu, é sinal de que ele está no caminho certo para a evolução... E aí, chega o fatídico momento em que aquele monte de coisas que a gente aprendeu na escola, vai escorregar correnteza abaixo...
O que eu mais gostei quando eu passei por esta situação, foi apreciar a capacidade de pesquisar para descobrir a realidade dos fatos e desenvolver a criatividade para se encontrar uma metodologia adequada que nos leva a melhor solução para um determinado problema.
Pensando nisso, o post de hoje vai sair dos padrões naturais desta confraria (dou-me a esta libertade), e vai levar os leitores curiosos a divagar pelo mundo mágico das informações, onde se apresentará uma versão para a origem do mais famoso personagem natalino: o Papai Noel. Este post é dedicado àqueles que curtem, ou não, os meus choques repentinos de realidade – ou minha loucura [risos eternos]...
Há quem diga que todos os mitos são baseados numa verdade, e não seria diferente com o do Papai Noel. Infelizmente, a história que nos foi dita sobre deste personagem é uma ilusão. Temos sido afastados da verdade por trás da origem de Papai Noel. E se você acha que pode lidar com a verdade, continue lendo...
Tenho razões para acreditar que o Papai Noel era real, e que ele era um alienígena mágico, um viajante de além das imensidões estelares. Antes de julgar isso imediatamente como besteira, por pré-conceito, por descrença ou mesmo por ignorância, não deixe de continuar lendo abaixo. Mantenha a mente aberta. Questione-se quanto a tudo...


Papai Noel na Antiguidade
A existência de Papai Noel não remonta apenas a tempos medievais, onde ele era conhecido como São Nicolau. Para a surpresa de todos, antigas pinturas rupestres encontradas em Nine Mile Canyon, Utah/EUA, retratam um homem que viaja pelo céu com um rebanho de renas.



O Papai Noel seria então um alienígena humanoide chamado Saint- Nicholas, do planeta mais frio do nosso sistema solar, Plutão. Os habitantes de Plutão (Plutonianos) se assemelhava muito os seres humanos da Terra, o que nos sugere termo ancestrais comuns. Tendo alcançado um alto nível de consciência, os "plutonianos" eram muito pacíficos e espiritualizados, pois eles possuíam todo o conhecimento do universo e eram capazes de viajar para planos dimensionais mais elevados. A maioria deles operados no dia 5 para 6 ª dimensões. Seus corpos físicos tiveram uma quantidade substancial de pelo e gordura corporal- especialmente o pelo facial, a fim de mantê-los quentes no planeta frio.



Há muito tempo atrás, o ambiente e a estrutura celestial de Plutão foi rapidamente se deteriorando devido a uma mudança de polaridade (o que vem acontecendo também com a Terra neste exato momento). Plutão foi rapidamente se transformando em um planeta anão, o que significava que não seria mais capaz de sustentar a vida, incluindo as entidades interdimensionais, como os plutonianos... aquele planeta entrou em colapso, muitos morreram... 



Sendo o único sobrevivente de desastres naturais de Plutão, Saint- Nicholas rapidamente reuniu um rebanho de renas mágicas voadoras (renas na Terra não voam), amarrou-as a um trenó e partiram de Plutão para procurar um novo lar. Até que, finalmente, desembarcaram na Terra, o que na época, consistia em civilizações antigas de sociedades primitivas. Acostumados a temperaturas extremamente baixas, Saint- Nicholas se isolou no Polo Norte, onde se tornou amigo de esquimós locais – que seriam, no futuro, o que chamamos de seus “ajudantes elfos”.

Papai Noel e o despertar espiritual

Durante suas observações sobre os terráqueos, Saint- Nicholas percebeu que as pessoas na Terra eram extremamente primitivas, apesar de seus avanços tecnológicos e sociais com o passar dos anos. Ele percebeu que as pessoas estavam desconectados de seus “Eu superior”, eles não tinha senso de espiritualidade e eram extremamente materialista.
Ele também viu que o mundo inteiro era controlado por pequenos grupos de pessoas, chamados governos. Ele podia ver que os governos deliberadamente “envenenavam” os terráqueos - fisicamente, mentalmente e espiritualmente, a fim de torná-los mais dóceis e fáceis de controlar. 
Saint- Nicholas sabia que tinha que fazer alguma coisa para pôr fim a este império do mal. Para elevar a consciência dos terráqueos, ele iria visitar cada um deles em seu sono – Saint- Nicholas iria viajar através dos reinos astrais e nos sonhos dos terráqueos ele poderia proceder para aumentar a sua consciência e vibrações. Devido à enorme população, Saint- Nicholas só poderia fazer isso uma vez por ano, tendo o resto do ano de folga para recuperar seus poderes mágicos e espirituais.



Saint- Nicholas, então, mostrava às pessoas a verdadeira natureza do mal de seus valores materialistas, e ensinava-lhes que a eliminação de seu desejo de objetos materiais levaria a verdadeira felicidade. Depois de muitos anos, quando as pessoas estavam prontas, Saint- Nicholas começou a ensinar-lhes o caminho para a iluminação. Acredita-se que o budismo se originou a partir de ensinamentos de Saint- Nicholas. Buda é muitas vezes descrito como um homem gordo e alegre ... isso lhe soa familiar?



As pessoas começariam a ficar mais tranquilas, com maior poder. Saint- Nicholas fez isso por uma série de séculos, o que eventualmente levou ao movimento hippie Paz e Amor na década de 1960 e 1970. Os governos estavam perdendo o controle sobre as pessoas, e cada vez mais terráqueos despertavam para a corrupção de seus "líderes" - tudo graças aos “presentes” de Saint- Nicholas.
Os "poderosos" não tinha ideia do que estava ocasionando este despertar em massa. O governo instalava câmeras de "segurança" por todas as cidades para espionar as pessoas. Eles queriam pegar quem estava espalhando essa "propaganda" espiritual. Mas como Saint- Nicholas operava além dos reinos físicos, as câmeras jamais poderia capturá-lo.



No entanto, as câmeras capturavam as pessoas conversando entre si, e começou a se espalhar a conversa sobre um homem gordo e alegre que entrava em seus sonhos a cada ano para iluminá-los. Como os governos já sabiam da existência de aliens, e mantinham contato com alguns, com a ajuda deles, capturaram Saint- Nicholas na quarta dimensão e o ameaçaram para que ele parasse de fazer o que estava fazendo com a população, ou ele seria obrigado a deixar o planeta Terra.
O governo permitiu que Saint- Nicholas continuasse o seu trabalho, mas sob algumas condições : como adoradores do “Lado negro”, o governo forçou Saint- Nicholas a mudar seu nome para Santa Claus, que é um anagrama para Satan Lucas (Demônio de Luz/Lúcifer - por que existem tantas luzes no Natal?). Vejam o vídeo abaixo.




       Além disso, a ele não era mais permitido espalhar a consciência espiritual, em vez de dons espirituais, São Nicolau era agora obrigado a entregar presentes na forma de brinquedos e objetos brilhantes, o que prendia as pessoas no mundo material (de baixa vibração). Além disso, seu trabalho seria agora voltado principalmente às crianças, cuja inocência ainda não havia sido quebrada.
Oprimido pela escuridão do governo, Saint- Nicholas não teve escolha a não ser concordar com os termos, ele mudou seu nome para Santa Claus, e transformou sua casa no Polo Norte em uma fábrica de brinquedos, onde ele iria produzir objetos materiais inúteis para crianças em todo o mundo. 



Isso iria aumentar a atenção dos jovens para o mundo material, que seria programado desde tenra idade, para se concentrar apenas nas posses físicas, ignorando todo o desenvolvimento espiritual. Estes valores materialistas seria aumentados com a vida adulta, e quando essas crianças cresceram, as suas vidas giravam em torno do dinheiro, bons carros, brilhantes joias, roupas caras, etc. desconectava-os ainda mais de seus Eu Superiores, e distraindo-os de corrupção do governo.  Com a distorção no mundo físico a percepção da realidade das pessoas, tornava-as mais fácil para o governo controlar e manipular.

A Fábrica de brinquedos do Papai Noel

Ao longo do ano, Saint- Nicholas iria recrutar esquimós locais ao redor do Polo Norte para ajudá-lo a construir brinquedos para as crianças da Terra. Então, uma vez por ano, ele iria viajar por todo o planeta, entregando os brinquedos para as crianças.



Para completar todo o seu trabalho em uma noite, ele fazia uso de seus poderes interdimensionais, através do espaço e tempo com a ajuda de suas renas voadoras, que por sinal, seriam as ancestrais de renas, veados, alces, e todos os outros animais que têm chifres em suas cabeças da terra.
Os comentários sobre o Papai Noel e os presentes que ele dava para as crianças correu o mundo. Ele tornou-se muito popular e as pessoas começaram a deixar do lado de fora de suas casas leite e biscoitos para ele, como um sinal de agradecimento.






Como passar dos anos, essa tradição só aumentava, e os pais não tinham mais que comprar brinquedos para seus filhos, por que gastar dinheiro em brinquedos quando você pode obtê-los entregues “à sua chaminé” todos os anos de graça?
As grandes fábricas de brinquedos foram rapidamente perdendo lucros, e uma vez que os governos também eram financiados pelas corporações de brinquedo, eles não estavam felizes. Aos olhos do governo, Saint- Nicholas estava tirando dinheiro deles, e eles tiveram que colocar um fim a isso .



Os governos tentaram puxar Saint- Nicholas para fora do negócio de brinquedo, mas ele se recusou a fechar sua fábrica de brinquedos. Os governos explicaram a Saint- Nicholas que se ele continuasse a dar brinquedos de graça, a indústria de brinquedos no mundo entraria totalmente em colapso. Saint- Nicholas confessou que era seu plano o tempo todo para destruir as corporações de brinquedo, que por sua vez acabariam pressionando e destruindo os governos maus ... (sabido!)

A morte de Papai Noel

As fábricas de brinquedos não podiam permitir aquilo, e com os governos resolveram um plano: pediram ajuda aos conhecidos de Saturno que lhe enviassem um alien travesso conhecido como O Grinch, para sabotar o trabalho do Papai Noel. 



Os esforços do Grinch provou foram inúteis, e Saint- Nicholas acabou o mandando para outra dimensão. Permanentemente.



Os governos, imediatamente, usaram seu Plano B: disseram que fariam uma visita, e foram ao Pólo Norte, chegando lá incendiaram sua fábrica de brinquedos junto com Esquimós ajudantes. Quando o Papai Noel tentou fugir em seu trenó, atiraram -lhe a morte, e começaram a atirar em todas suas renas, que voavam diante de seu rosto, o sangue escorriam pela face dos bichos... (daí a história de Rudolph a Rena do Nariz Vermelho veio originalmente - o governo mudou o história para as crianças, como uma espécie de piada de mau gosto). Depois, fizeram o mesmo com o Papai Noel...





Em seguida, eles começaram a se espalhar propaganda sobre o Papai Noel ser falso - e começaram a denegrir sua imagem com vícios - a industria dos cigarros foi a primeira a ajudar nisso...











No início, as pessoas não acreditaram, mas a propaganda nos meios de comunicação (TV, cinema, jornais) tornou-se tão forte, que as pessoas começaram a acreditar que o Papai Noel realmente era falso.
Os governos continuam a empurrar a tradição anual de presentear com coisas materiais, e transformou a data num feriado comercial, que já não era exclusivo para as crianças, agora TODOS (crianças, adolescentes, adultos, idosos, etc.) poderiam se beneficiar da tradição de comprar presentes uns para os outros.  Esta tradição teve rendeu enormes lucros para as corporações, que dava mais dinheiro e poder para os governos, que tinham mais poder sobre as pessoas, o que resultava em mais compras de material inútil, um ciclo vicioso tinha começado.
O governo nomeou o feriado Saturnália, em honra de seu planeta favorito, Saturno, que era a casa -planeta do maior inimigo de Saint- Nicholas, o Grinch, que agora estava preso em uma dimensão infernal, graças ao Papai Noel.



Eventualmente, a Igreja Cristã pulou no vagão e começou a reivindicar a tradição como a sua própria, chamando-o Christ-mas. Os governos começaram a colaborar com as igrejas e dar uma interpretação religiosa no feriado, e mudou seu nome de Saturnália para Natal. Ao associar o Natal com o nascimento de Jesus Cristo, o feriado apelava a todos os cristãos, o que dava mais lucros para as igrejas, que também financiava os governos. A introdução de árvores de Natal, luzes e decorações extravagantes criou toda uma nova indústria, que também resultou em mais lucros para os governos.
A troca de presentes e a propaganda religiosa tornou-se tão poderosa que as pessoas tinham esquecido completamente a verdadeira história de Papai Noel. As Memórias do mundo de Saint- Nicholas foram alteradas, e agora ele era visto como um mito e uma figura comercial.

O Espírito de Papai Noel está dentro de você

Embora Saint- Nicholas não exista mais, o seu espírito vive. Sua mensagem era clara: Não se perca em bens materiais. Conecte-se com sua espiritualidade. Desperte para o seu verdadeiro potencial. Lembre-se de quem você é. Eleve suas vibrações e vá andar de trenó hoje à noite!



  
The Grinch

Ingredientes:
60ml de licor de melão Midori
15ml de suco de limão
1 colher de chá de xarope simples verde (ou colher de chá de açúcar refinado)
Um cande cane para enfeitar

Preparação:

Despeje os ingredientes em uma coqueteleira com gelo.
Agite bem. Coe em um copo de coquetel que deve estar resfriado.
Decore com a bengalinha (candy cane).


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Snowball cocktail – Vai uma bola de neve aí?


Quanto o Natal chega, imediatamente, o clima muda, fica diferente – com aromas diferentes, cores diferentes, sabores diferentes... os enfeites surgem de todas as formas, luzes cada vez menores e mais brilhantes... e os personagens do Natal aparecem com suas variações de poses... muitos deles na neve. Vocês já brincaram na neve? É delicioso... a primeira neve a gente nunca esquece...
Infelizmente, no Brasil, a neve só caiu na região sul. E a neve sempre deixa a decoração de Natal mais bonita. Mas, como nem todo mundo pode ter neve no Natal, minha ideia de hoje era poder oferecer aos queridos leitores que remetesse a neve. E achei o que procurava...
Que tal você preparar Bolas de Neve para sua festa de Natal?



Você deve estar se perguntando como isso seria possível, e eu explico. Estou me referindo a um coquetel famoso na Europa, sobretudo na Inglaterra dos anos 70, e que se chama Snowball (bola de neve, em inglês), ele é fácil de fazer, não exige habilidades de um mixologista, mas é perfeito pra, pelo menos, dar uma diferençada nas bebidas que você costuma servir nas festas de Natal.
O chato é que fui pesquisar sobre a origem desta bebida, e ninguém parece saber quando o Snowball surgiu. Mas estudiosos da área das bebidas, como o Diffords Guide (Aqui) aponta que, provavelmente, tenha sido em torno de 1940 ou 50. Contudo foi na década de 70 que o Snowball realmente decolou. Na sua composição os ingredientes populares provavelmente tenham feito a bebida se espalhar pela Europa – o Advocaat era barato e facilmente disponível em garrafa em qualquer mercado e a soda limonada também – esta última ainda dava a bebida a ideia de água de desgelo.



Assim as bolas de neve se multiplicaram no Velho Continente, livremente na década de 70, e como era uma bebida era doce e, principalmente por lembrar uma “eggnog (gemada tradicional e Natal na Inglaterra – já tratamos dela AQUI), era perfeita pra dar aos adolescentes, que sempre querem virar adultos antes do tempo -  perfeito para o “primeiro gole” de álcool de seu filho adolescente, que não quer beber suco e refrigerante.
Contudo a bebida foi esquecida, justamente porque muitas pessoas achavam-na cafona, mas que merecer ser ressuscitada pra que sintam o sabor. Aqui no Brasil e até mesmo nos Estados Unidos, que foi uma colônia Inglesa, o Snowball é pouco conhecido, e isso permite que a curiosidade seja um fator que nos ajude a introduzir a bebida, pelo menos para a apreciação dos curiosos.


A base da bola de neve é um licor de gemas, o Advokaat – quase uma  uma espécie de gemada com álcool engarrafada, na verdade, de invenção holandesa (Advokaat se traduz em "cognac de ovo"); Que se mistura com "Lemonade" (soda limonada para nós e 7-Up ou Sprite.Mixed, para os britânicos, e deve ser servido “On the rocks " – com pedras de gelo.
Quando a gente observa a composição do coquetel podemos imaginar outro fator para que ele tenha caído no esquecimento: não trata-se de uma bebida forte, grosseira – o que normalmente as pessoas procuram; a quem diga que é uma maneira barata pra se ficar bêbado, que é uma bebida mais cafona para esta estação, mas isso vai mudando a partir do que a mídia quer; veja:  Em 2007, em seu programa com temas natalinos, a apresentadora britânica Nigella Lawson revelou a seus espectadores que o seu segredo para começar uma festa com o pé direito era desfrutar de um Snowball antes dos convidados chegaram... naquele período, as vendas de Advocaat subiram quarenta por cento, e o Snowball havia retornado com força nas festas europeias.



Por mais que a apresentadora não tivesse entrado numa jogada de marketing da empresa que fabrica o Advocaat, ela acabou ajudando, indiretamente, para que isso acontecesse. A ideia que passa, é que se a Nigella estava bebendo, ele deve ser bom.
Para os pessimistas, surge outro ponto para a discussão: a mistura de ovos e limonada realmente não parece apetitoso juntos. Confesso que eu, que procuro experimentar de tudo, me senti um pouco incomodado quando me propus a ser apresentado a um Snowball. No início, só queria experimentar ´ra poder indicar como bebida a ser incluída na lista do qu e fazer pro Natal, Mas quando bebi, honestamente, eu nunca estive mais surpreso com uma bebida - nunca eu teria suspeitado do resultado final. Claro que é uma bebida doce, mas há um lugar no mundo para bebidas doces. É realmente muito bom.



Então, se você quer “ouvir os sinos do natal badalarem” ou, simplesmente, degustar algo diferente, sugiro que prepare este coquetel. Obviamente, que eu indico a receita conhecida como original e, de quebra, uma variação, pra você escolher a que mais gostar. Cheers!!!


Snowball (tradicional)


Proporção: 1 drink
Tipo de taça: Taça de coquetel
Ingredientes
1 Parte de Licor de ovos Advocaat Warninks  (Advocaat é um licor feito com gema de ovo, brandy e baunilha).
Refrigerante de Limão
Suco de ¼ de um Limão - opcional

Preparo: 


Encher uma taça de coquetel com gelo (picado ou inteiro). Adicionar licor de ovos. Completar com refrigerante de limão. No fim, adicionar o suco e misturar levemente.





A Bola de Neve do Barão

1 cocktail
Ingredients
30 ml Coco Lopez (licor crème de coco)
60 ml leite de coco
1/2 colher de chá de cuco de limão
30 ml de vanilla vodka

Preparo: adicionar todos os ingrediente na coqueteleira com gelo. Misturar de 20 a 30 segundo apenas para combinar os ingredientes, adicionar a mistura num copo para long drink e servir em seguida.



quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho (Rudolph, The Red-Nosed Reindeer)

 Eu acredito numa teoria que diz que: tudo que tem nome existe, pois se não existisse não teria nome - não sei de quem é esta teoria, mas eu também a defendo. A partir daí, hoje eu queria falar de sobre a existência de um personagem muito conhecido nestas épocas natalinas: uma rena especial, que lidera o trenó do Papai Noel, conhecida pelo nome de Rudolph. A minha investigação de hoje vai mostra o surgimento deste personagem e como, exatamente, a mais famosa de todos as renas ficou tão famosa.





Muitos personagens ficcionais do natal tem origens enraizadas numa história real. O Papai Noel, por exemplo, é baseado em um bispo chamado São Nicolau conhecido por dar presentes anônimos em uma cidade na atual Turquia. Mas o que dizer sobre um dos fieis ajudantes do Papai Noel, Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho? Teria o Noel enfrentado, com sua equipe de renas mágicas, o épico nevoeiro numa véspera de Natal nos livros de história?
Devo alertar que a história que seque é uma história real, e talvez seja menos “fofa” do que a lenda de Rudolph que se vê nos desenhos animados. Mas precisa ser contada aqui.
Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho, é uma adição relativamente nova no folclore de Natal, fez sua estreia em 1939 como um golpe promocional para a loja de departamentos Montgomery Ward, com sede em Chicago. 



Durante anos, a loja estava comprando e dando livros para colorir com temas natalinos, mas percebeu que poderia economizar alguns dólares, fabricando estes livros em “casa”. Então os dirigente da loja procuraram por Robert L. May, um redator de 34 anos, e lhe perguntaram se ele poderia criar uma história natalina feita especificamente para os clientes da Montgomery Ward.
May então produziu Rudolph, "the rollinckingest, rip-roaringest, riot-provokingest, Christmas give-away your town has ever seen! A laugh and a thrill for every boy and girl in your town (and for their parents, too!)". Ele havia pensado em outros nomes para seu personagem principal, incluindo Rodney, Rollo, Reginald e Romeo (você pode imaginar Rodney a rena do Nariz Vermelho?), mas acabaram por escolher, certeiramente, Rudolph.







O Livro para colorir de May teve um sucesso instantâneo. A empresa doou cerca de 2 milhões de cópias no primeiro ano (em comparação, foram impressas apenas 430 mil cópias de As Vinhas da Ira (The Grapes of Wrath), um best-seller da mesma época escrito por John Steinbeck, publicado também em 1939). 


A linha de produtos Rudolph da Montgomery Ward

No ano seguinte, a Montgomery Ward começou a vender itens temáticos de Rudolph e, mais tarde, uma música também cunhada por May para acompanhar o livro, gravada por Gene Autry em 1949 – só a gravação de Autry vendeu 2,5 milhões de cópias no primeiro ano, eventualmente vendendo um total de 25 milhões, e manteve-se como a segunda canção de natal mais vendida de todos os tempos, até a década de 1980.




Na canção, e mais tarde, na animação de 1964 e num especial de TV, Rudolph é uma rena que sofre bullying (por sua diferença) feito por membros da família de renas do Papai Noel no Polo Norte, antes da viagem fatídica. No livro, porém, o Papai Noel se depara com Rudolph pela primeira vez ao entregar presentes na sua casa numa véspera de Natal com nevasca forte e nebulosa - e já sugestiona que Rudolph poderia ser um auxílio para sua condução noturna: "- É você, " Papai Noel diz no livro, "quem vai salvar o dia! Seu maravilhoso nariz pode abrir o caminho! "



Resumidamente, a história narra as experiências de Rudolph, uma rena (do sexo masculino) juvenil, que possui um nariz vermelho luminoso incomum. Assediado impiedosamente e excluído pelas outras renas, por causa de sua característica luminosa, Rudolph consegue provar a si mesmo numa véspera de Natal com uma forte tempestade de neve quando o Papai Noel avista o nariz de Rudolph e pede para guiar o seu trenó durante a noite. Rudolph concorda, e é finalmente passa a ser tratado melhor por seus companheiros renas por seu heroísmo.

Mas quando o Papai Noel começou a viajar com renas?

Este pedaço da ficção pode ser rastreado até 1823, quando Clement C. Moore escreveu o poema hoje conhecido como The Night Before Christmas. Naquela época, ele foi chamado A Visit from St. Nicholas, e ele falava de " oito minúsculas renas" guiando o Noel (Curiosidade: Donner e Blitzen,cujos nomes se traduzem em Trovão e Relâmpago, foram originalmente chamado Dunder e Blixem ).



As renas do Papai Noel são as únicas renas do mundo que sabem voar, ajudando o Papai Noel entregar os presentes para as crianças do mundo todo na noite de Natal. Quando o Papai Noel pede para serem rápidas, elas podem ser as mais rápidas que um cometa. Mas quando ele quer, elas tornam-se lentas. O mito das renas mágicas foi inventado na Europa, no século XIX.
A quantidade de renas que puxam o trenó do papai Noel eram oito, mas por conta de Rudolph passou para nove (diferente dos trenós tradicionais, puxados por oito renas). O nome das renas, em inglês são: Rudolph, Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Donner e Blitzen. E em português são: Rodolfo, Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago.



Essa história deu tão certo e tornou-se tão popular que além de todo um comércio envolvendo o personagem fez surgir serviços interessantes, e criados por instituições muito respeitadas como, a agência que controla o espaço aéreo americano (North American Aerospace Defense Command) que desenvolveu e instalou um "Santa Tracker" ("Rastreador de Santa" Claus – Papai Noel em Inglês) em sete idiomas, onde se pode ver a localização atual e as próximas paradas de Papai Noel, acompanhado de suas lendárias renas (Confira aqui ).
O programa de rastreamento do Papai Noel pela agência é uma tradição que data de 1955, quando um anúncio no jornal Colorado veio com o número telefônico para conectar as crianças com o bom velhinho e algumas chamadas, por erro, caíram numa linha da NORAD.


E na real, existem renas com narizes vermelhos?

Sim. Algumas renas realmente têm narizes vermelhos, resultado de muitos vasos sanguíneos nas narinas.


É claro que há história real enraizada no mito. Uma grande quantidade de renas da espécie cientificamente conhecida como Rangifer tarandus, nativa da região do Ártico no Alasca, Canadá, Groenlândia, Rússia e Escandinávia, na verdade, têm narizes coloridos com uma cor vermelha característica.
Em 2012, na época natalina, um grupo de pesquisadores da Holanda e Noruega apresentaram ao mundo um estudo feito a partir de suas investigações para descobrir a razão para esta coloração específica nos narizes das renas O estudo, publicado em 17 de dezembro de 2012, na revista médica BMJ (Veja o artigo AQUI), indica que a cor é devido a presença de densos vasos sanguíneos, no nariz das renas, que surgiram com o fim de fornecer sangue e regular a temperatura corporal em ambientes extremos.
"Estes resultados destacam as propriedades fisiológicas intrínsecas do lendário nariz vermelho-brilhante de Rudolph", escrevem os autores do estudo. "ajuda a protegê-lo de congelamento durante passeios de trenó e regulam a temperatura do cérebro da rena, fatores essenciais para renas voadoras puxando o trenó do Papai Noel sob temperaturas extremas."
Obviamente, os pesquisadores sabem que na verdade, que renas não puxa, um trenó com o Papai Noel para entregar presentes em todo o mundo, mas eles encontram uma grande variação das condições meteorológicas em uma base anual, e por conta disso a natureza se encarregou de dar as renas essas camadas densas de vasos para proteger o animal.
Para chegar aos resultados, os cientistas examinaram os narizes de duas renas e cinco voluntários humanos com um microscópio com câmera portátil ligadas a um monitor que lhes permitiu ver os vasos sanguíneos individuais e o fluxo de sangue em tempo real. Eles descobriram que a rena tinha um 25% a mais de concentração de vasos sanguíneos em seus narizes.

Os cientistas ainda colocaram as renas em uma esteira para que caminhassem e tivesse a imagem capturada com um mapeamento de infravermelho usado para medir que partes de seus corpos liberariam mais calor depois do exercício. O nariz , junto com as pernas traseiras , atingiu temperaturas de até 75 ° F- relativamente quente para uma das principais funções principais da existências dos vasos, que seria a de controlar todo esse fluxo de sangue é ajudar a regular a temperatura – e quando as esses narizes estão superaquecidos, o seu calor pode irradiar-se para o ar, dando um leve brilho.


Hoje, Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho, continua a ser um marco, sobretudo na tradição americana de Natal. Certamente, pode-se dizer que Rudolph será por muito tempo uma parte permanente da nossa cultura pop – além de estar no imaginário das crianças e no folclore do Natal.
Pensando na ideia inspiradora de May, a criatividade corre a solta para produzir nossa versão gastronômica de Rudolf. Espero que você prepare esta receita para suas crianças, e possa contar a história de uma rena, que por sua diferença e seu heroísmo, salvou o natal do mundo.




Rudolf – a rena do nariz vermelho


Donuts
Pretzels
Cerejas glaceadas ou ao marasquino

Donuts

14 g de fermento biológico seco
1/4 xícara (60 ml) de água morna (45ºC)
1 e1/2 xícara (360 ml) de leite morno
1/2 xícara (100 g) de açúcar
1 colher (chá) de sal
2 ovos
75 g de manteiga
5 xícaras (625 g) de farinha de trigo
Óleo, para fritar
1/3 xícara (75 g) de manteiga
2 xícaras (250 g) de açúcar de confeiteiro
1 1/2 colher (chá) de extrato de baunilha
4 colheres (sopa) de água quente ou quanto necessário

Preparo: Polvilhe o fermento sobre a água morna, deixe descansar por 5 minutos ou até ficar espumoso. Em uma vasilha, ponha o fermento dissolvido, o leite, o açúcar, o sal, os ovos, 75 g de manteiga e a metade da farinha de trigo. Bata em velocidade baixa durante alguns minutos ou misture-os com uma colher de pau. Acrescente o restante da farinha e bata até que a massa não esteja mais grudando na vasilha. Amasse a massa com as mãos durante 5 minutos, ou até que ela fique macia e elástica. Ponha a massa em uma vasilha untada, e cubra-a. Deixe descansando em um lugar quente até dobrar de volume. A massa terá crescido o suficiente quando, ao pressioná-la com os dedos, a marca deles permaneca funda, não retornando ao ponto original. Coloque a massa numa superfície enfarinhada e, delicadamente, com um rolo, abra na espessura de 1 cm. Modele os donuts usando um cortador de donuts (ver nota) redondo enfarinhado. Retire a massa do centro de cada donut e arrume-as ao lado dos donuts (essa massa também pode ser frita, formando bolinhas de donuts) Cubra tudo com um pano e deixe que os donuts cresçam novamente até dobrarem de tamanho. Em uma panela, derreta a manteiga em fogo médio. Junte o açúcar de confeiteiro e a baunilha, misture-os bem. Retire a panela do fogo e aponha a água quente nessa calda, uma colher de cada vez. Até que o açúcar de confeiteiro fique mais ralo, mas não aguado. Reserve. Em uma frigideira elétrica ou em uma panela grande, esquente o óleo a 175 ºC. Com uma escumadeira, coloque os donuts no óleo quente. Quando os donuts começarem a boiar vire-os. Frite os donuts até estarem com os dois lados corados.Tire-os do óleo e coloque-os para escorrer sobre uma grelha. Coloque uma assadeira por baixo da grelha para facilitar a limpeza. Mergulhe os donuts na calda preparada, que ainda deve estar quente e novamente deixe-os sobre uma grelha, para escorrer qualquer excesso de calda.

Pretzels
1 tablete de fermento biológico (15 g)
1 colher (sopa) de açúcar
2 xícaras (chá) de água morna
5 xícaras (chá) de farinha de trigo (aproximadamente)
1/2 colher (chá) de sal
100 g de manteiga sem sal derretida
50 g de bicarbonato de sódio
açúcar e canela para cobertura
Preparo: Numa tigela, derreta o fermento no açúcar. Junte 1/2 xícara (chá) de água morna e 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo. Misture bem e deixe descansar tampado, por 10 minutos para fermentar. Vai ficar tipo um caldo ralo, não se assuste é isso mesmo. Depois, adicione o restante da água morna e a farinha, aos poucos, misturando com uma das mãos. Pouco antes de dar o ponto, coloque a massa em uma superfície lisa e enfarinhada, e sove a massa por cerca de 5 minutos, até ela ficar lisa e não grudar mais nas mãos (se necessário, adicione mais um pouco de farinha de trigo, tomando cuidado para ela não ficar seca). Coloque a massa em uma tigela levemente untada e leve para crescer por 50 minutos, (eu deixei uma hora, enquanto fritava os Donuts da outra receita) coberta com um pano (e, de preferência, dentro do forno). Em seguida, coloque a massa em na superfície levemente enfarinhada. Abra com os dedos, formando um retângulo de 1 cm de espessura e corte tiras com cerca de 2 cm de largura. Enrole as tiras, no formato de cordões não muito finos e modele-os no formato de pretzel. Encha uma tigela com 1 L de água e nela, dilua o bicarbonato. Mergulhe rapidamente os pretzels crus nessa água e, depois, coloque-os em assadeira antiaderente (ou, untada e enfarinhada). Esse aqui é um dos segredos do sucesso, se não fizer isso não fica crocante por fora. Leve ao forno alto (230ºC), pré-aquecido, por cerca de 12 minutos, ou até eles ficarem dourados.(No meu caso de ontem ficou uns 18 minutos). Quando estiverem assados, pincele-os inteiramente com a manteiga derretida e, em seguida, passe-os numa mistura de canela e açúcar. Sirva morno de preferência. Dicas Para que o pretzel fique macio por dentro e crocante por fora, é essencial que seja banhado na água com bicarbonato. Caso utilize o forno elétrico (mais eficiente que o a gás), nos primeiros 10 minutos, deixe a grelha no centro; depois, coloque a grelha bem próxima a resistência superior, assim os pretzel ficaram mais dourados em menor tempo, favorecendo o grau de maciez.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O Natal entre os estônios


Ultimamente eu tenho ficado vidrado numa cantora estoniana, Iiris (escutem a música dela no fim deste post). E quando eu gosto de algo, ou alguém, procuro me informar mais sobre este algo (ou alguém), saber sobre sua cultura, seus gostos, sua curiosidades. Isso me fascina. Desta forma, e movido pelo clima natalino, fui em busca de descobrir um pouco sobre o Natal entre os estonianos.



Tallinn, a capital da Estônia 
O Kadriorg, em Tallinn, um jardim inglês fundado por Pedro, o Grande. Lá, você encontrará o Palácio Kadriorg, construído em 1718 como um de seus palácios de verão. Ele fecha às segundas-feiras, exceto para excursões da Royal Caribbean Cruise Line.
castelo de Toompea, na parte alta da cidade velha. Datado da primeira metade do século XIII, o castelo passou por várias reconstruções e agora está em frente à casa rosada do Parlamento, construída em 1773.
Na língua Estônia, a palavra para designar o Natal é Jōulud. Por lá, o dia do nascimento de Cristo é assinalado por essa palavra, anterior à introdução do Cristianismo no mundo.
O Jōulud já era festejado na Estónia antes da chegada do Cristianismo naquelas terras, e para os estónios antigos era uma festa que se prolongava por 17 dias, onde eles festejavam o solstício de Inverno — o nascimento do Sol (é a partir do solstício de Inverno que os dias tronam-se mais longos, e o Sol erguer-se mais alto no céu).

O tradicional mercado de Natal de Tallinn



Durante o Jōulud os estonianos cometiam excessos no que diz respeito à alimentação e eram proibidos certos tipos de trabalhos, pois era considerado um tempo de descanso no meio do longo Inverno sombrio. Mas, o Jōulud foi sempre uma festa dedicada à família e era considerado um tempo de recolhimento.
Em épocas remotas, nenhum estranho entrava em casa durante o primeiro dia das festividades. Pior ainda, se fosse uma mulher, considerava-se o fato um mau presságio. A mesma crença era válida para a véspera de Ano Novo. Mas hoje, o Natal é uma mistura de tradicionalismo e de modernidade, uma fusão do profano com o religioso. As festas concentram-se sobretudo na Véspera de Natal, embora a época natalícia tenha início no Advento, quando as pessoas compram calendários de Natal e acendem velas.
Na Estônia, o Natal hoje é uma festa alegre, mas para viver principalmente entre a família e os amigos mais chegados (como na maior parte das sociedades que celebram esta data). Muitas vezes a noite de Natal é passada em casa dos avós ou parentes, para, na noite do dia 24 de Dezembro, ter com os entes queridos um jantar de Natal. Depois de ter ido à missa.



A figura do Papai Noel é presente naquela região por conta da proximidade com o lugar ao qual o censo comum, credita, como terra de origem do Papai Noel, a Lapônia, (Mas não vamos aqui discutir a origem do bom velhinho, mesmo porque ainda existem os que acreditam que ele vive no Polo Norte... e eu não mexo com crenças, nem com fantasias...)
Na noite de Natal, as famílias estonianas com crianças, costumam ter uma visita do Jõuluvana (Pai Natal, ou Papai Noel), que se desloca num trenó com as suas renas da Lapónia, Finlândia, para distribuir as prendas para os mais novos. As crianças com direito a prenda, têm de cantar ou recitar poemas, o mesmo aplica-se aos adultos. Para os mais indisciplinados, assim como para os pais, o Pai Natal traz uma vara, habitualmente sem uso.
Se por alguma razão o Pai Natal não chegar a todas as crianças, as prendas são levadas para debaixo da árvore de Natal pelos seus ajudantes, os pequenos Duendes. Cabe aos Duendes vigiar secretamente as crianças durante o ano todo e tomar as devidas notas, para o Papai Noel saber quem se portou bem ou mal.
No início do mês de Natal as crianças escrevem uma carta ao Pai Natal onde expressam o que gostariam de receber. A carta pode ser enviada por correio, para a Lapónia, ou deixada no peitoril da janela para os Duendes a entregarem ao Papai Noel. Também no peitoril, as crianças estonianas deixam cada noite de Dezembro as suas pantufas, para os Duendes colocarem prendinhas ou guloseimas dentro das pantufas. Este privilégio é destinado às crianças bem comportadas.
Durante o mês de Dezembro, as crianças aprendem as canções e poemas Natalinos, para na noite de Natal atuarem para o Papai Noel. Em Dezembro, decorrerão concertos e peças alegres em todas as escolas, creches e locais de trabalho dos pais, onde são distribuídas guloseimas e prendas para os mais novos.

Curiosidades:

A primeira Árvore de Natal público foi erguida na Praça do Município, em Tallinn, no ano remoto de 1441. A tradição de levar para casa uma árvore de Natal difundiu-se no país durante o século XIX. A árvore de Natal é um abeto verde. As primeiras decorações usadas na árvore de Natal eram brinquedos, doces, maçãs e, já mais tarde, velas.
A árvore de Natal mais famosa fica no centro de Tallinn, onde se realiza o mercado de Tallinn, famoso por sua feira natalina.


Tradições

Por que razão as pessoas os estonianos comiam (ainda há os que fazem isso) 7, 9, e mesmo 12 vezes, na Véspera de Natal?
Estes números eram mágicos, e a alimentação em excesso garantia fartura para o ano seguinte. Se os homens comessem sete vezes na Véspera de Natal dizia-se que no ano seguinte teriam a força de sete homens.

Por que razão a comida tinha de ficar em cima da mesa durante toda a noite?
Acreditava-se que os antepassados e outros espíritos apareciam em casa na noite de Natal, bem como na noite de Ano Novo e na Epifania.

Há 350 anos que existe na Estónia o costume de declarar a Paz de Natal
No dia 24 de Dezembro de cada ano, o Presidente da Estónia proclama a Paz de Natal e assiste a uma missa. Esta tradição iniciou-se no século XVII, por ordem da Rainha Cristina, da Suécia.


Pratos típicos

Uma ceia de Natal tipicamente estoniana
No Natal, é tradição os estonianos comerem carne de porco com chucrute, ou chucrute estônio (mulgikapsad), batatas cozidas, grelos de nabo e cabeça de porco, salsichas e chouriço de sangue, galantina de porco ou de vaca, salada de batatas com beterraba roxa e patês. Entre as sobremesas, os biscoitos de gengibre (piparkoogid) e o maçapão são os mais populares.
As bebidas mais apreciadas nesta época costumavam ser a cerveja e o hidromel fermentado em casa. A cerveja de hidromel fermentada no dia de S. Tomás tinha de durar até à Epifania. A fermentação da cerveja era trabalho dos homens, e tinha de ser começada a meio da noite, para que não lhe deitassem mau-olhado. A cerveja fazia-se com centeio, cevada, trigo e aveia. O malte de centeio era o ingrediente mais usado no fabrico da cerveja. Presentemente o vinho aquecido também se popularizou.

Abaixo você vai encontrar algumas iguarias tradicionais desta época para festejar o Natal à maneira dos estonianos.

Piparkoogid (biscoitos de gengibre)

250 gramas de mel ou de melaço
100 gramas de açúcar
50 gramas de manteiga
2 colheres de chá de mescla de especiarias (canela, cravinho, cardamomo, gengibre, noz-moscada),
um pouco de sal
1 ovo
300-500 gramas de farinha
2 colheres de chá de fermento em pó
Preparo: Ferve-se o melaço com o açúcar e a manteiga, sem nunca deixar de mexer. Juntam-se as especiarias e bate-se para arrefecer. Adiciona-se o ovo já batido e a farinha misturada com o fermento. Bater até conseguir uma massa sólida. Deixar repousar em lugar fresco. Enrolar a massa. Untar a grelha, enformar os bolos usando formas de biscoito (mais tipicamente a forma de estrela, coração, lua ou homenzinho) e colocá-los sobre a grelha para assar. Depois de prontos, os biscoitos podem ser decorados com o glacé colorido.

Patê de fígado

500 gramas de fígado de vitela
200 gramas de toucinho defumado
2 cebolas
2 cenouras
Pimenta, noz-moscada
1 copo de água
100 gramas de manteiga
Açúcar
Conhaque, aguardente ou rum
Preparo: Corta-se o toucinho e frita-se com os vegetais cortados às rodelas. Adiciona-se o fígado cortado em fatias e mexe-se até a mistura adquirir a cor castanha. Juntar a água e os temperos e deixar ferver até todos os ingredientes ficarem macios. Passar pelo passe-vite. Acrescentar a manteiga e bater. Colocar em tigelas e armazenar num local fresco.


Rosolje (Salada de batata com beterraba)

700 gramas de beterrabas cozidas
400 gramas de batatas cozidas
200 gramas de cenouras cozidas
1 arenque não muito salgado (pode ser salmão)
1 ou 2 pepinos em vinagre
200 gramas de carne de porco ou de vaca, assada.
2 a 3 ovos cozidos
6 dl de requeijão
Sal, conforme o paladar
½ colher de chá de mostarda
Um pouco de açúcar
Cebolinhas para enfeitar
Preparo: Salada para 10 a 12 pessoas. Esta salada contém uma abundante quantidade de beterraba roxa cozida, cujo sabor adocicado combina bem com o arenque salgado e os pepinos em vinagre. Descascar as batatas, as cenouras e as beterrabas; descascar as maçãs e tirar-lhes o caroço. Cortar o arenque às fatias, tirando a pele e até as espinhas mais pequenas. Cortar tudo (exceto os ovos), em cubos muito pequenos. Preparar um molho com o requeijão, a mostarda, o sal e o açúcar. Despejar os ingredientes dentro do molho e deixar tapado no frigorífico durante uma ou duas horas; tirar uma hora antes de servir à mesa. Pôr um monte de salada em cada prato, cobrir com os ovos cortados em rodelas muito finas e decorar com as cebolinhas cortadas.

 Sült (Galantina de porco ou de vaca)

2 a 2,5 quilos de carne de porco ou vitela com ossos e peles (podem acrescentar-se pezinhos de porco ou mão de vaca)
1 cebola amarela cortada com a casca (para dar cor)
1 cenoura, cortada
8 a 10 grãos de pimenta
6 grãos de pimenta da Jamaica
1 folha de louro
Sal
Preparo: Lavar a carne e metê-la numa caçarola com água fria. Deixar levantar fervura e ferver durante 1 ou 2 minutos; despejar a água e lavar a carne e a caçarola, de modo a que não fique espuma. Despejar água limpa a ferver sobre a carne e deixar em fogo brando, sem a tampa, até que a carne se desligue dos ossos (3 a 4 horas). Não ferver demasiado depressa, se não a galantina não ficará transparente. Tirar a gordura à medida em que ela for subindo à superfície, e acrescentar mais água a ferver, se necessário. Ao fim de uma ou duas horas, juntar a cenoura e a cebola, as especiarias e 2 a 3 colheres de chá de sal durante os últimos 10 minutos. Retirar a carne, deixar arrefecer e cortar em pedaços pequenos. Coar o caldo, pôr a carne e o caldo numa panela e adicionar uma boa dose de sal, porque o arrefecimento atenua o gosto. Ferver outra vez, deixar arrefecer durante alguns minutos e colocar em formas ou em pequenas tigelas, previamente passadas por água fria. Cobrir com folha de plástico ou de alumínio e guardar num local fresco. A galantina tanto se serve ao jantar, acompanhada com batatas quentes, como num buffet frio. Em qualquer dos casos acompanha-se com mostarda, vinagre suave ou rábanos em vinagre.

 Verivorst (Chouriço de sangue)

1,25 quilos de grãos de cevada com casca
750 gramas de carne (toucinho defumado)
200 gramas de cebolas
Sal, pimenta
Manjerona, orégano, cominho
½ litro de sangue
Cerca de 10 metros de tripas
Preparo: Meter as sêmolas lavadas em água quente salgada e ferver até fazer uma papa. Cortar o presunto em bocados pequenos e fritá-lo com rodelas de cebola até alourar, juntar aos grãos de cevada e ferver até obter uma papa. Depois de arrefecer, adicionar o sangue e os temperos. Encher as tripas com a mistura, mas não muito, porque o sangue e os grãos de cevada incham com a fervura. Atar as pontas das tripas com cordel macio. Meter os chouriços em água morna e fervê-los lentamente durante cerca de 30 minutos. Arrefecer rapidamente os chouriços e guardá-los em lugar fresco. Servem-se fritos ou assados no forno. Antes de fritar, mergulhar os chouriços em água quente. Serve-se com toucinho fumado frito, doce de arandos e mirtilos vermelhos ou salada de abóbora.

Uma tradição mais antiga era a preparação da chouriça branca, mais tarde substituída pelo chouriço de sangue. A chouriça branca leva os mesmos ingredientes, exceto o sangue.

 Mulgikapsad (Chucrute estônio)

1 quilo de chucrute
½ copo de grãos de cevada descascada
400-500 gramas de toucinho defumado
1 a 2 cebolas
Sal, açúcar
Água
Preparo: Meter o chucrute numa caçarola com a cevada e carne. Cobrir com água e estufar tapado. É importante que a água não ferva. Adicionar sal e açúcar. Cortar as cebolas em pequenos cubos e fritá-las num pouco de gordura ou de azeite. Em seguida, juntá-las ao chucrute. O chucrute estónio serve-se com carne de porco e batatas cozidas.

 Karask (Bolo torrado)

¼ de litro de leite fermentado
1 ovo
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de açúcar
2 colheres de chá de azeite ou outra gordura
I colher de chá de cominho
1 copo de farinha de cevada
¾ de copo de farinha de trigo
1 colher de chá de fermento
Preparo: Bater o ovo com o sal e o açúcar, adicionar o leite fermentado, a gordura derretida, os cominhos e a farinha grossa com o fermento. Amassar até conseguir uma massa leve e macia. Colocar a massa numa forma untada com gordura e levar ao forno. Serve-se com manteiga, mel ou doce de arando.

 Maçapão

150 gramas de amêndoas
1 clara de ovo
150 gramas de açúcar em pó
Preparo: Pelar as amêndoas e moê-las tão fino quanto possível. Misturar as amêndoas moídas com a clara de ovo e mexer até obter uma massa uniforme, juntando o açúcar aos poucos. Bater a massa até esta atingir uma elasticidade consistente.

A massa usa-se na decoração de bolos e de doces. Segundo uma lenda, o maçapão foi criado acidentalmente em Raeapteek, uma botica de Tallinn, e recebeu o nome de Pão de Martinho. Atualmente, este doce é produzido pela Confeitaria Kalev.