segunda-feira, 8 de abril de 2013

Banoffee Pie para homenagear a baronesa Thatcher – A Dama de Ferro


Eu acordei com uma chuva que tinha a cara de Londres!  Acho que a chuva queria me dizer algo – que só entendi quando liguei o notebook e li que a Dama de Ferro havia falecido esta manhã. Sei que tem muita gente por aí que não ia muito com a cara dela – nem com as atitudes que ela tomou num passado não tão distante. Mas eu acredito que, de alguma forma, ela melhorou  a Inglaterra.
Assim sendo, o post de hoje vem trazendo a receita do doce preferido da baronesa Thatcher – sim, ela tinha títulos de nobreza.
Descobri faz pouco tempo a receita da Banoffee Pie, uma delícia. Fui investigar um pouco e a única coisa que descobri é que esta torta num restaurante chamado Hungry Monk (O Monge Faminto), antigo cottage perto do vilarejo de Alfriston no Sussex. A sobremesa é uma torta à base de banana e toffee (donde o seu nome), que ao que muitos sabiam era o doce preferido de Margaret Thatcher. 


Dizem os historiadores que a Banoffee Pie é uma sobremesa de origem Inglesa datada de 1972, em que o seu nome foi construído com a junção das palavras "banana" e "toffee" (que neste caso é o leite condensado cozido na panela de pressão). Veja a receita no fim deste post.

Mais sobre Margaret Thatcher


A ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher morreu na manhã desta segunda-feira em Londres, aos 87 anos, após sofrer um derrame. Thatcher foi a primeira mulher a ocupar o posto de primeiro-ministro no país, e permaneceu no cargo de 1979 a 1990, pelo Partido Conservador.
"É com grande tristeza que Mark e Carol Thatcher anunciam que sua mãe, a baronesa Thatcher, morreu pacificamente após um derrame nesta manhã", disse o porta-voz da ex-premiê, Lord Bell.
Thatcher foi uma das mais influentes figuras públicas do século 20. Seu legado teve um efeito profundo nas políticas de seus sucessores, tanto conservadores como trabalhistas, enquanto seu estilo considerado radical e agressivo definiu seus 11 anos no comando da Grã-Bretanha.
Durante seu governo conservador, milhares de britânicos conseguiram comprar casas populares e ações de empresas recém-privatizadas nas áreas de energia e telecomunicação. Mas sua rejeição à chamada "política de consenso" fez dela uma figura desagregadora, e a oposição ao seu governo culminou com rebeliões nas ruas e dentro de seu próprio partido.
Margaret Hilda Thatcher nasceu em 13 de outubro de 1925 no condado de Lincolnshire, filha de um dono de mercearia, que era pregador metodista e político local. Ele teve enorme influência na vida da filha - bem como nas políticas que ela adotou. "Devo quase tudo a meu pai, de verdade", ela diria mais tarde. Thatcher estudou Química em Oxford, com o auxílio de uma bolsa de estudos, e se tornou a terceira mulher a presidir a Associação Conservadora da universidade.

Jovem candidata

Depois de se formar, trabalhou para uma empresa de produtos plásticos e se envolveu em um grupo político conservador, até que, a partir de 1949, começou a concorrer a cargos no governo local em Kent. Mesmo sem vencer, ela atraiu atenção da imprensa por ser a mais jovem candidata eleitoral conservadora da História. Em 1951, ela se casou com o empresário divorciado Denis Thatcher, com quem teve os gêmeos Mark e Carol, dois anos depois.
Em 1959, finalmente obteve um assento no Parlamento britânico. Foi nomeada logo em seguida ministra-júnior e, após a derrota dos conservadores em 1964, entrou para o "shadow cabinet" (gabinete de oposição que monitora o trabalho do governo).
Ganhando proeminência no partido, Thatcher passou a fazer campanha vigorosa contra impostos no governo trabalhista e a favor da construção de casas populares.
Quando o conservador Ted Heath foi eleito premiê, em 1970, Thatcher foi promovida a secretária da Educação e ordenada a reduzir os gastos da pasta. Um dos cortes resultou no fim de uma campanha de leite gratuito nas escolas, o que gerou fortes críticas dos trabalhistas e o apelido de "Margaret Thatcher, milk snatcher" (algo como ladra de leite).


Ela própria havia se oposto ao corte dos subsídios para a compra do leite. Depois do episódio, escreveu: "Aprendi uma lição valiosa. Incorri no máximo de ódio político (em troca) do mínimo de benefício político".

Primeira-ministra

O governo Heath, afetado pela crise do petróleo de 1973, caiu no ano seguinte. Crítica da condução da economia promovida pelo premiê, Thatcher disputou com ele a liderança do partido em 1975 e, para surpresa geral, venceu. Tornou-se a primeira mulher a liderar um partido de grande porte na Grã-Bretanha.

Margaret Thatcher, Líder da oposição, 18 de setembro de 1975
Logo começou a deixar sua marca na política. Um discurso de 1976 contra as políticas repressoras aplicadas na antiga União Soviética lhe rendeu o apelido de "Dama de Ferro"- título que lhe agradava.
Quando o premiê trabalhista Jim Callaghan recebeu um voto de desconfiança do Parlamento, o Partido Conservador venceu as eleições gerais em 1979, e Thatcher foi alçada ao poder.

Livre mercado

Como primeira-ministra, ela estava determinada a moralizar as finanças públicas, e partiu para a redução do papel do Estado e o incentivo ao livre mercado.
O controle da inflação era uma meta central do governo, que introduziu um corte radical nos gastos e nos impostos. Privatizou empresas estatais, fomentou a compra de casas populares e aprovou leis para coibir a militância sindical.
As novas políticas monetárias fizeram do centro financeiro de Londres um dos mais vibrantes e bem-sucedidos do mundo.
Em busca de um país mais competitivo, antigas indústrias foram desativadas. O desemprego cresceu. Apesar de pressão popular, Thatcher não cedia. Em uma conferência partidária de 1980, ela declarou: "Aos que esperam por uma guinada, só tenho uma coisa a dizer: dêem a guinada se quiserem. Essa dama não volta atrás".
No fim de 1981, sua taxa de aprovação havia caído para 25%, nível mais baixo registrado para qualquer premiê até então. No ano seguinte, a economia iniciou sua recuperação e, com isso, cresceu a popularidade de Thatcher.

Guerra e terceiro mandato

A aprovação deu um salto maior em abril, com sua guerra contra a Argentina pelas ilhas Malvinas, vencida em 14 de junho. A vitória bélica, somada a desarranjos no Partido Trabalhista, resultaram em nova vitória conservadora nas eleições de 1983. Nessa época, Thatcher enfrentou desafios na Irlanda do Norte, como greves de fome de membros do IRA (Exército Republicano Irlandês), e manteve uma abordagem linha-dura perante o grupo.
Em outubro de 1984, o IRA detonou uma bomba numa conferência do Partido Conservador em Brighton, deixando quatro mortos e dezenas de feridos.
Em resposta, Thatcher declarou: "Este ataque falhou. Todas as tentativas de destruir a democracia com terrorismo falharão".
Sua política externa era focada em reconstruir laços externos da Grã-Bretanha. Teve como parceiro o presidente americano Ronald Reagan, com quem compartilhava opiniões semelhantes sobre a economia, e manteve uma aliança improvável com Mikhail Gorbachev, presidente soviético reformista.

Ronald Reagan, Margaret Thatcher, Nancy Reagan e Denis Thatcher, em recepção na Casa Branca, em 1988.
Ante a desestruturação do Partido Trabalhista, a premiê foi, de forma inédita, eleita para um terceiro mandato em 1987.
Uma de suas primeiras ações foi impor uma taxação sobre serviços públicos, que despertou uma forte onda de protestos violentos no país e insatisfação dentro do próprio Partido Conservador. Mas o que acabou levando a sua queda foi a questão da unidade do continente europeu.
Após um debatido simpósio sobre o euro ocorrido em Roma, Thatcher ela rechaçou a possibilidade de aumento de poder da comunidade europeia. Após a saída de importantes membros de seu gabinete e sob pressão do partido, a premiê disse se sentir traída e anunciou sua renúncia em novembro de 1990. John Major foi eleito para sucedê-la.

Títulos de nobreza


·         Lady Thatcher, MO, MP (4 de Fevereiro de 1991 - 16 de Março de 1992).
·         Lady Thatcher, OM (16 de Março de 1992 - 26 de Junho de 1992)
·         A Baronesa Thatcher, MO, PC (26 de Junho de 1992 - 22 de Abril de 1995).
·         A Baronesa Thatcher, LG, MO, PC (22 de Abril de 1995 - 08 de abril de 2013).
·         Baronesa Thatcher de Kesteven, título nobiliárquico de Baronesa, que em 1992, foi-lhe concedido pela Rainha Elizabeth II dando-lhe um lugar na câmara dos Lordes.

Legado

Após deixar o poder, ela recebeu o título de baronesa, escreveu dois livros de memórias e se manteve ativa na política, fazendo campanha contra o Tratado de Maastrich (que pavimentou terreno para a adoção do euro) e contra a política sérvia de limpeza étnica na Bósnia.
Foi forçada a reduzir sua atuação pública em 2001, quando sua saúde começou a se deteriorar. Após sofrer uma série de pequenos derrames, seus médicos advertiram contra aparições públicas, nas quais ela se revelava cada vez mais fragilizada. Além disso, Thatcher sofria de problemas mentais, que afetavam sua memória de curto prazo.

Em 2003, seu marido Denis morreu aos 88 anos de idade. "Ser primeira-ministra é um trabalho solitário. (...) Mas com Denis ali eu nunca estava sozinha. Que homem. Que marido. Que amigo", disse ela, na ocasião, em um discurso emocionado.
Para seus críticos, Thatcher foi uma política que colocou o livre mercado acima de tudo. Foi acusada por muitos de deixar que parte da população pagasse o preço por iniciativas que aumentavam o desemprego e geravam distúrbios sociais.
Para seus simpatizantes, a ex-premiê reduziu o tamanho de um Estado inflado e a influência dos sindicatos, além de restaurar a força britânica no mundo. Acima de tudo, ela foi uma política de opiniões firmes. Sua crença de que não deveria ceder em suas convicções mais enraizadas foi sua maior força e, ao mesmo tempo, sua maior fraqueza, diziam muitos.
Sua filosofia pode ser ilustrada por uma entrevista que deu em 1987. "Acho que passamos por um momento em que muitas crianças e pessoas foram levadas a crer que 'se tenho um problema, cabe ao governo lidar com ele'. 'Sou sem-teto, o governo tem de me dar uma casa. Eles (as pessoas) jogam seus problemas sobre a sociedade, e quem é a sociedade? Isso não existe! (...) É nosso dever cuidar de nós mesmos e então ajudar a cuidar de nossos vizinhos. A vida é um negócio recíproco, e as pessoas mantêm em mente os direitos, (mas) sem as obrigações."

Fonte: Folha/Uol

Banoffee Pie

Para a massa:
Biscoito maria, 400 g
Manteiga integral sem sal, 200 g
Para o recheio 1:
Doce de leite, 350 g (pode ser comprado pronto ou aquele cozido na panela de pressão, o importante é que seja consistente)
Creme de leite fresco, 150 ml
Para o recheio 2:
Bananas nanicas maduras, 12 unidades
Manteiga integral, 2 colheres (sopa)
Para o recheio 3:
Chocolate meio amargo, 200 g
Creme de leite fresco, 150 ml
Para a cobertura:
Cream cheese, 300 g
Açúcar de confeiteiro, 60 g
Suco de limão, ½ colher (chá)
Creme de leite fresco, 250 g

Preparo: Passe o biscoito pelo processador ou bata no liquidificador até virar uma farinha fina. Derreta a manteiga e junte à essa farinha de biscoito. Depois, em uma fôrma de fundo removível, disponha a mistura e aperte bem, formando uma camada de 1 cm de espessura. Leve ao forno a 180ºC por 15 minutos. Recheio 1 - Bata o creme de leite em ponto de chantili e misture delicadamente ao doce de leite. Reserve. Recheio 2 - Doure rapidamente as bananas com a manteiga em uma frigideira. Reserve. Recheio 3 - Primeiro aqueça o creme de leite. Em seguida, junte o chocolate ao creme de leite aquecido e mexa até formar uma massa lisa e brilhante. Cobertura - Bata o cream cheese com o açúcar e o suco de limão. Separadamente, bata o creme de leite em ponto de chantili. Montagem da torta - Coloque uma fina camada de ganache de chocolate sobre a massa.Adicione o doce de leite e cubra com as bananas douradas. Finalize com a cobertura e leve à geladeira por 3 horas.Decore com raspas de chocolate 


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