sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Memórias gastronômicas de Frida Kahlo

Caros confrades, estimadas consórores, A vida não está fácil para ninguém e ponto. Ainda estou cá, me recuperando dos últimos acontecimentos desagradáveis que envolvem problemas de saúdes (meus e de outros membros da minha família), turbulências sucessivas quem aparecem para testar minha paciência e habilidades... E venho buscando força em tudo que possa me ajudar a olhar o lado positivo das dificuldades. Nessa caminhada encontrei uma “santa” nova pra me devotar.
Imaginem vocês que esta nova divindade, quando em vida, tinha uma natureza forte – como eu tenho –, passou por muitos problemas de saúde – como eu estou passando –, mas ela preferiu buscar um novo olhar sobre as circunstância e transformar a desgraça em beleza. E, apesar de tudo isso, ela ainda mantinha uma grande paixão pela gastronomia de seu pais. Alguém faz ideia de quem seja esta minha nova diva? Se não, vos revelarei agora: seu nome é Frida Kahlo – aquela mesmo, a da monocelha, ousada, de cores vibrantes, corajosa e que foi ter a gastronomia como oferenda à morte, para que a mantivesse viva.  Não entendeu nada? Então vamos lá...


Um pouco mais de Frida

Aos 15 anos Frida Kahlo superou uma das mais difíceis doenças de sua época, a póliomielite. Aos 18 anos, sofreu um acidente que a deixou na cama por um ano. E foi nesse período em que começou a produzir seus primeiros trabalhos, transformando-se em um dos ícones da pintura contemporânea. Casa-se aos 22 anos com Diego Rivera, em 1929, um casamento tumultuado, visto que ambos tinham temperamentos fortes e casos extraconjugais.





Kahlo, que era bissexual, teve um caso com Leon Trotski depois de separar-se de Diego. Rivera aceitava abertamente os relacionamentos de Kahlo com mulheres, mesmo eles sendo casados, mas não aceitava os casos da esposa com homens. Frida descobre que Rivera mantinha um relacionamento com sua irmã mais nova, Cristina, há muitos anos, o que a revoltou. Ela os flagrou na cama e, num ato de fúria, cortou todo o seu cabelo, que era bem longo, de frente ao espelho. Sua irmã teve seis filhos com seu ex-marido e Frida nunca a perdoou.
Frida Kahlo e Diego Rivera, Mexico 1933 -by Martin Munkácsi


Após essa outra tragédia de sua vida, separa-se dele e vive novos amores com homens e mulheres, mas em 1940 une-se novamente a Diego. O segundo casamento foi tão tempestuoso quanto o primeiro, marcado por brigas violentas. Ao voltar para o marido, Frida construiu uma casa igual à dele, ao lado da casa em que eles tinham vivido. Essa casa era ligada à outra por uma ponte, e eles viviam como marido e mulher, mas sem morar juntos. Encontravam-se na casa dela ou na dele, nas madrugadas.
Embora tenha engravidado mais de uma vez, Frida nunca teve filhos, pois o acidente que a perfurou comprometeu seu útero e deixou graves sequelas, que a impossibilitaram de levar uma gestação até o final, tendo tido diversos abortos.
Tentou diversas vezes o suicídio com facas e martelos.



Em 13 de julho de 1954, Frida Kahlo, que havia contraído uma forte pneumonia, foi encontrada morta. Seu atestado de óbito registra embolia pulmonar como a causa da morte. Mas não se descarta que ela tenha morrido de overdose, devido ao grande número de remédios que tomava, que pode ter sido acidental ou não. A última anotação em seu diário, que diz "Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar - Frida", permite a hipótese de suicídio.
Com base na autópsia de Frida, pesquisadores acreditam que ela pode ter sido envenenada por uma das amantes de seu marido.
Diego Rivera escreveu em sua auto-biografia que o dia da morte de Frida foi o mais trágico de sua vida.

Frida Gastronômica


Assim, depois de ter sofrido muito por conta da pólio, na infância, e de sofrer mais devido ao acidente de bonde, e por ter passado por muitas cirurgias que precisou fazer em função disso, Frida fez um pacto com a Chorona (Morte). Para manter-se viva, todos os anos, no Dia dos Finados, faria pratos variados, onde ela montaria montava verdadeiros altares, com fotos, imagens religiosas, velas, pães, fitas, caveirinhas de açúcar, entre outros objetos. Seu pacto extinguiu-se quando, aos 47 anos, morreu de pneumonia.



Este percurso turbulento fez Frida passar a anotar suas receitas favoritas num pequeno livro preto. Só não era um livro de receitas comum, desses que a gente encontra só receitas, no livro de Frida constava além de suas receitas, pensamentos, suas dores e seus amores. E até nome ele tinha: Livro da Erva Santa.



Esta ligação de Frida com a gastronomia é contada ainda em uma outra obra, O Segredo de Frida Kahlo, do mexicano Francisco Haghenbeck, que apresenta relatos sobre o tal Livro da Erva Santa, onde Frida anotou todas as receitas de sua vida, de pratos que preparou para Diego Rivera, o seu grande amor, calvário e ruína, para Trotski, e um sem-fim de artistas e revolucionários que frequentavam as festas louquíssimas em sua Casa Azul regadas a tequilas, sangritas, picos de gallo, quesos panela e antojitos.



O tal Livro da Erva Santa era quase que uma espécie de guarda-memória gastronômica de Frida: estava lá as as deliciosas receitas de sua ama de leite, as que a sua irmã Matilde preparava-lhe após o grave acidente de ônibus que sofreu, as italianas de sua grande amiga e amante Tina (cuja presença em sua vida foi de fundamental importância), até as que aprenderia mais tarde com a mais improvável das rivais, Lupe, primeira mulher de Diego, de personalidade forte e doida, que preferia sofrer acompanhando sempre a trajetória tórrida de amor incessante de Diego a não vê-lo e não tê-lo de jeito algum.



Mas aí eu comecei a me perguntar: porque alguém faria um livro sobre outro livro, quando na realidade poderiam publicar o primeiro, tal como ele foi escrito? Sei que os editores podem me dar várias respostas plausíveis para esta minha pergunta, meio idiota. Mas eu fui atrás de saber o que aconteceu...


A Famosa casa Azul de Frida
Acontece que, com a morte da artista muitos de seus pertences passaram a ter um “valor”. E o pequeno livro preto, O Livro da Erva santa, oo ser encontrado entre os objetos do museu localizado na calle de Londres, no bonito bairro de Coyoacán, converteu-se num valioso achado, que seria exibido pela primeira vez na monumental exposição em homenagem a Frida no Palácio de Belas Artes, por ocasião de seu aniversário de nascimento. Sua existência confirmava a paixão e o tempo que ela dedicava a erguer seus famosos altares dos mortos. Mas No dia em que a exposição foi aberta ao público, o livrinho desapareceu.



Por sorte, várias receitas foram resgatadas. Muito ligada à cultura e ao folclore do México, Frida tinha essa influência no vestir e nos pratos que gostava. A comida, aliás, era uma forma que buscava para manter sempre perto de si o marido, Diego Rivera, com quem teve um relacionamento tumultuado. Com ele, a pintora morou um tempo nos Estados Unidos, que se referia como “gringolândia”, e lá se encantou com a Torta de Maçã da Mommy Eve. Frida chegou a escrever sobre sua experiência na ‘gringolândia’: ‘Não gostei nada de comer no meio dos branquelos. Eu só queria um ovo mexido com sua pimentinha e uma pilhazinha de tortillas, mas não havia jeito, tinha que ficar quieta e engolir os insultos para desfrutar do mundo moderno’.
A paixão e sofrimento pelo marido era grande. Mesmo sabendo que ele teve seis filhos com a irmã dela, Cristina, a pintora depois de separar-se de Diego, volta com ele. Bissexual assumida, ela teve vários romances, mas era o marido que estava sempre em primeiro lugar: ‘Diego está na minha urina, na minha boca, no meu coração, na minha loucura, no meu sono, nas paisagens, na comida, no metal, na doença, na imaginação’. E sua bebida era a tequila: ‘Bebo para afogar as mágoas. Mas as danadas aprenderam a nadar´.


“A refeição de Trostsky e Breton”.

Assim Frida escreveu antes da receita de "A refeição de Trotsky e Breton:  
“O Piochitas (diminutivo de piochas, plaquinhas. Possível alusão aos óculos pequenos usado por Trotsky) gostava de ser surpreendido. Não havia muito para dizer, pois Diego me roubava a palavra, a mim e a qualquer um que estivesse perto de Trotsky, por isso eu só cozinhava, pois conseguia dizer mais com meus sabores sobre minha visão de um mundo do que poderia ter dito com palavras. Os dois desejávamos apenas isso: um mundo melhor. Quem é que não quer isso na vida…?”

Natália, Frida e Trotsky
Frida viveu intensamente seus desejos, embora tenha convivido com dores extremas por toda a vida (dores físicas e emocionais. Ela mesma costumava dizer que morreu duas vezes: a primeira no acidente de bonde e a segunda ao casar com Diego Rivera), Frida viveu fervorosamente os prazeres do sexo, da comida e da bebida. A dor, a morte, a traição, a pulsação, o desejo e o prazer foram parte do seu cotidiano. Seu tumultuado relacionamento com o artista Diego Rivera teve momentos de extrema felicidade, mas de brutal sofrimento também. Frida não costumava se importar com as rotineiras traições do marido com as gringas, como ela chamava. Ela mesma teve vários amantes – homens e mulheres ao longo da vida – no entanto, Frida nunca engoliu a traição de Rivera com sua irmã Cristina.  A vingança viria anos depois, justamente com Trostsky.
 “Ao vê-lo pela primeira vez, Frida achou-o arcaico, velho, passado de moda, entediante, chato, solene; um daqueles móveis que a gente herda da avó e encosta num canto do quarto. Apesar disso era um herói revolucionário. Todos os comunistas do mundo o admiravam; nenhum deles lhe oferecia asilo (…) Frida aceitou sem melindres.”

“Olhar amoroso” — Frida Kahlo aos 39 anos, em Nova York, captada pelo fotógrafo Nicholas Muray, seu amante como foram Trotski e Tina Modotti.
Assim, Trotsky e sua esposa Natália viveram por dois anos na Casa Azul. Diego pedira a ela que abrigasse os dois e Frida aceitou sem reservas a incumbência.  Rivera possuía uma admiração profunda por Trostsky, ele mesmo fez o intermédio com o presidente do México para conseguir asilo político. Em sua presença, segundo descrevia Frida, parecia um bobo concordando com tudo que Trotsky falava e tentando agradá-lo de todos os modos. “Talvez para competir com Diego, talvez pelo desejo de destacar-se, ou ela simples razão de que era capaz disso, decidira ganhar o apreço do homem a quem seu esposo mais admirava. Frida desejava que Trotsky se rendesse a ela e lhe permitisse executar sua vingança”. Assim foi feito. Frida começou a seduzir Trotsky justamente pelos sabores.  Segue abaixo trechos do livro que narram um desses momentos de deliciosa biscatagem.
“Cada bocado deste prato me faz pensar que a comida no México se rebelou contra os cânones europeus. Luta por sua autenticidade. Mas a insurreição é uma arte, e, como todas as artes, tem suas leis”, disse Trotsky numa manhã, ao encontrar Frida na cozinha. Para ajudá-lo a despertar, deleitaram-no com uma xícara de café de Olla. Ao vê-lo refeito, encostado ao batente da porta com um grande sorriso, Frida lançou-lhe um olhar avaliador, atraente e cheio de sensualidade. E depois voltou ao trabalho na cozinha, deixando o aguilão do desejo cravado em Trotsky. “Quais são as leis da cozinha, Frida?”, perguntou ele.
(…)
“São mais simples do que o senhor pensa. A primeira é que ninguém se mete na cozinha de uma mulher sem a autorização dela, é uma falta tão grave quanto deitar com o marido dela. Talvez até mais grave, começou Frida sentando ao lado dele. Na cozinha você pode ser ignorante, mesquinho ou descuidado, mas nunca as três coisas juntas, e por isso sempre tem alguém mexendo o arroz quando ferve, deixando de por algum ingrediente porque esqueceu de comprar, cozinhando ao mesmo tempo a massa e o molho, fritando a carne com mais óleo que o lago de Chapala, servindo feijão queimado.”
Em Trotsky foi se desenhando um sorriso que se ampliou numa gargalhada, e, sem querer, suas risadas se tornaram tão altas que fizeram com que o senhor Cui-cui-ri que andava ciscando restos de comida, saísse correndo dali.

(abaixo imagens de Frida, Diego e Trotsky)

(…)
“Tem algo de bruxa na senhora que encanta e deslumbra. Talvez esteja me envenenando com sua comida, pois desde que cheguei ao México estou vendo tudo de outro modo.” Frida jogou o corpo para trás, ao mesmo tempo que soltava fumaça de seu cigarro. No fundo da cozinha, Agustín Lara cantava no rádio “Solo tú”.
“Por acaso agora o verde do pasto faz você lembrar da melancolia, o sangue lhe lembra as cerejas e a felicidade contagiante de uma tarde lhe lembra um doce de mel?”, perguntou Frida.
“Isso mesmo, isso mesmo”, respondeu Trotsky com movimentos afirmativos, muito próprios dele. De professor, de encantador de palavras.
“Então, devo estar lhe passando alguma coisa minha com o sal, pois para viver essa vida é preciso temperá-la. O senhor já vê que estou doente, por isso acabo ficando tolerante, embora às vezes a vida seja danada além da conta, pois ou faz você sofrer ou faz você aprender. Para isso é que se coloca tomilho, pimenta, cravo e canela, para tirar o gosto ruim. Frida pegou-lhe a mão e ficou passando a almofada de seus dedos pelas rugas dos nós dos dedos dele. Se não veja, o senhor sem pátria e eu sem pata.”


Essa cena é uma descrição do começo do caso entre eles, mas a história evolui até Trotsky mandar cartas e mais cartas apaixonadas para Frida. Segundo ela descreveu, parecia um adolescente totalmente entregue. O problema é que quanto mais ele se jogava, mas Frida tinha certeza que precisava acabar com aquilo. Não lhe apetecia tanta melosidade, além disso, os seguranças de Trostsky e a própria esposa já começavam a observar o comportamento estranho do revolucionário. Sabendo que seria um escândalo que complicaria a situação de Trotsky, e já desinteressada, Frida o incentivou a mudar-se de casa. A passagem mais interessante dessa parte do livro é justamente a que narra o momento em que Diego percebe que Frida concretizou sua vingança. Quando Trotsky disse que iria embora, Diego se revoltou e fez muito barulho.
“Cale a boca, Diego”, murmurou Frida ao ouvido dele antes que continuasse com seu escândalo melodramático.
Diego ficou pasmo.
“Mas você não entende, Frida?” perguntou, irritado, quando se esconderam no quarto para discutir o assunto.
Frida não queria aumentar o problema. Acendeu um cigarro e atirou-lhe a verdade na cara como um pastelão:
“Quem não está entendendo é você. Deixe ele ir, vai ficar melhor comigo ausente da vida dele. Já fiz mais do que ele esperava.”
Diego compreendeu de repente tudo que acontecera debaixo do seu nariz.


Depois que li algumas boas histórias sobre Frida, percebi uma ligação entre nós; talvez a forma de lidar com as dificuldades e tentar transformar elas em coisas boas, converter em arte, e mostrar ao mundo – cada um à sua maneira, é claro. São histórias de superação, cheia de cores vibrantes e perfumadas com as doces lembranças gastronômicas – o que eu tenho demais.
Talvez eu resolva fazer meu próprio livro da Erva Santa. Talvez ele até já esteja escrito, por aqui, quem sabe...
Mas pra não deixar ninguém tão curiosos, deixo cá umas receitinhas, das que Frida bem gostava – e que são fáceis de preparar. Elas foram retiradas do livro “O Segredo de Frida Kahlo”, de Francisco Haghenbeck. Editora Planeta do Brasil – 2011; e para dar mais clima ao preparo deixo, abaixo das receitas, uma das músicas que Frida Kahlo mais gostava de ouvir.


Tamales de abóbora

Os tamales eram preparados pela Babá de Frida, uma mulher do estado de Oaxaca – local onde nasceu Benito Juaréz, considerado um dos grandes líderes da história do México.
Ingredientes:
1kg de abóboras pequenas
1kg de farinha de milho
3 chiles cuaresmeños (tipo de pimenta mexicana)
2 quesos de hebra (queijo similar à mozarela)
1/4 de xícara de banha de porco
palhas de milho
1 punhado grande de folhas de erva-de-santa-maria (apenas as folhas)
sal e bicarbonato de sódio
Preparo: Pique a abóbora, a pimenta, o queijo e a erva finamente; Prepare a massa com a banha – previamente dissolvida com um pouco de água e pitada e bicarbonato de sódio – e o sal; Coloque uma colher cheia de massa nas palhas de milho; espalhe e coloque uma colher de do picadinho de abóbora; Enrole e deixe cozer numa panela a vapor – leve ao fogo por 1h30; Quando começarem a soltar da palha é sinal de que estão cozidos.
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Arroz à Mexicana
Esta receita aparece no ponto em que, a artista fala sobre seu casamento com Diego Rivera. Para Frida, o casamento era um conjunto de “sonhos capitalistas para comprar um vestido hipocritamente branco” e fez questão de realizar sua cerimônia em meio ao povo.
Ingredientes:
1 xícara de arroz;
azeite de oliva;
caldo de frango;
1 cenoura cortada em cubos;
1 xícara de ervilha;
batatas em cubinhos;
2 tomates médios;
1 pedaço de cebola;
1 dente de alho;
sal.
Preparo: Deixe o arroz de molho por 10 minutos numa panela com água fervente; Escorra e deixe no sol por 15 minutos; Aqueça o azeite numa panela até que fique bem quente e depois frite o arroz com os legumes; Enquanto isso, triture o tomate, a cebola e o alho com um pouco de água; Junte o tomate moído e coado e tempero com sal; Quando o azeite começar a ferver sobre o molho de tomate, acrescente duas xícaras de caldo de frango; Tampe e cozinhe até que o líquido se consuma.


A refeição de Trotsky e Breton (Huachinango com coentro)

 1 huachinango de mais de 2kg limpo e sem escamas (esse é o nome de um peixe vermelho mexicano. Você aqui no Brasil poderá usar pargo, ariacó, cioba, etc.);
8 xícaras de coentro bem picado;
5 pimentas ao escabeche em fatias grossas (existe essa parada pronta nos supermercados, mas outro dia posso passar a receita caseira);
2 cebolas grandes em rodelas;
4 xícaras de azeite de oliva;
sal e pimenta.
Preparo: Faça 3 cortes no lombo do peixe para que o tempero penetre bem. Forre uma panela grande com metade do coentro picado, metade das pimentas e metade da cebola, cubra com metade do azeite e tempere com sal e pimenta. Sobre essa cama, coloque o peixe inteiro, cubra com uma camada igual à primeira, decorando com as pimentas, o coentro e a cebola, e despeje o resto do azeite. Leve ao forno preaquecido a 200º C por 40 minutos, banhando-o com o molho de vez em quando para que não resseque. Sirva na própria panela.

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