domingo, 11 de dezembro de 2011

Sidra: do espumante à magia

Desde que eu era criança que a Sidra – vinho de maçã fermentada - já me é velha conhecida. Confesso que eu sempre tive um fascínio por vinhos, sobretudo quanto aos espumantes. Mas a minha ligação com a sidra remete à magia...
E pra que magia maior do que a do Natal?
Justamente era nesse período (juntamente com as celebrações do Ano Novo) que desde pequeno eu via as pessoas estourando garrafas de sidra (quem não se recorda de alguém estourando uma garrafa de sidra Cereser por aí?). Quando eu estava na adolescência, desvendando o mundo, devorando literaturas diversas, descobri ligações religiosas entre o cristianismo e a velha religião celta que, de certa forma, envolveram com o misticismo da sidra.


Você , que está lendo este texto, deve ter ficado com uma pulga atrás da orelha, achando que a palavra sidra foi escrita errada, não? Eu também fiquei com esta impressão, e somente por isso começo o post de hoje esclarecendo esta curiosidade gramatical: cidra ou sidra?
De acordo com o dicionário Houaiss a palavra cidra, com C, refere-se à fruta da árvore cidreira, da família das toranjas. A bebida fermentada alcoólica feita de suco de maçã, como é o caso aqui, grafa-se sidra com S. Porém devo discordar do famoso dicionário, levando em consideração que o termo no  original em inglês, escreve-se cider – com C. Mas para não criar mal-estar com ninguém vamos nossa Sidra com S.
A sidra é uma bebida preparada com sumo fermentado de maçã. Seus maiores produtores são Inglaterra e França, no entanto é também bastante popular na Suíça, Alemanha, Espanha, Portugal, Brasil, Irlanda, Áustria, África do Sul e Austrália.
As origens do “vinho de maçã” ou sidra permanecem duvidosas porém, no século I, os hebreus bebiam “shekar”, os gregos “sikera” e os romanos “sicera”.Todas essas bebidas eram fabricadas à base de suco fermentado de maçãs (Robin de La Torre, 1988).
No Brasil é comercializado um produto de nome sidra, de características diferentes das bebidas européias. Seguramente, as diferenças se devem à matéria-prima e à tecnologia de produção (Wosiacki et al., 1997)
Na Inglaterra a sidra é definida como: “Bebida obtida por parcial ou completa fermentação do suco de maçãs... ou concentrado de maçãs... com ou sem a adição, antes da fermentação, de açúcares e água potável ” (NACM, 1998).
Pela legislação brasileira, a sidra é: “Um produto que pode ser obtido pela fermentação alcoólica do mosto de maçãs, adicionado ou não de, no máximo 30%, de suco de pêra ”(Brasil, 1974).
Mas para a história que vou contar hoje, teremos que nos remeter à Terra da Rainha ... O outono na Inglaterra é a época da colheita de maçãs silvestres ou das maçãs de mosto especiais que são ácidas e não tem grande sabor, mas são excelentes para a produção de mosto. A sidra é geralmente proveniente das vastas áreas da fruticultura no lado ocidental da Inglaterra – as maçãs são trituradas e espremidas, o sumo e a polpa são colocados em barris onde a sidra fermenta até três semanas.

José de Arimatéia
A história da sidra remonta ao século I, conta-se que após a morte de Cristo, José de Arimatéia veio para a Inglaterra. Em Glastonbury, em Somerset, ele fundou um mosteiro cristão, cujas ruínas ainda vale a pena visitar nos dias de hoje. Este exato local tem um nome secreto nas lendas do rei Artur – Avalon – que significa apenas “Ilha das maçãs”. De acordo com a lenda, José de Arimatéia esteve numa das colinas de Glastonbury e comeu ali uma maçã. Cuspiu as sementes e, no local onde elas caíram, nasceram macieiras.

José de Arimateia era assim conhecido por ser de Arimateia, cidade da Judéia. Homem rico, senador da época, era membro do Sinédrio, o Colégio dos mais altos magistrados do povo judeu. Também conhecido como `Sanhedrin´, formava a suprema magistratura judaica. É venerado como santo católico no dia 31 de agosto. A Bíblia relata que ele era discípulo de Cristo, mesmo que secretamente (Joao 19:38)

Na verdade, foram os romanos que trouxeram as primeiras macieiras para das ilhas britânicas e implementaram o seu cultivo. Trouxeram as variedades das quais derivam a maioria das maçãs de mosto atuais: FRENCH LONGTAIL, WHITE SWAN ou SLACK MY GIRDLE. O que há de especial nas maçãs de mosto é o seu interior – com sumo realmente doce, mas de polpa ácida -, o que é muito importante para o aroma acre e a acidez correta da sidra

Um pouco mais de cultura celta

Sabemos através da literatura, que o rei Artur comemorava o Natal – e provavelmente bebia a sidra feita em Avalon.
Avalon se situaria a sudoeste da Inglaterra, no local onde há o monte do Tor e a Abadia de Glastonbury. O Monte do Tor é envolvido por brumas, e o próprio nome Tor significa “passagem”.

O monte do Tor
Nas antigas lendas celtas, existia a Ilha dos bem-aventurados, algo como os campos Elísios dos Gregos ou o Valhalla dos germânicos, local de abundância e alegria. Com o passar do tempo a visão desta terra se fundiu com a lenda de Avalon, visto que era uma ilha cercada por brumas, de difícil acesso, e por ser imaginada como um paraíso, a terra das maçãs, que representam para os celtas o conhecimento e a magia. Avalon também está associada à Terra da Juventude, um reino mítico no qual os habitantes são imortais.
Na versão mais conhecida e consagrada no clássico “As Brumas de Avalon” de Marion Zimmer Bradley, Avalon era uma ilha cercada por brumas que somente uma sacerdotisa poderia afastar para descobrir o caminho até a ilha, lá era o refúgio da antiga religião que foi reduzida pelo catolicismo.

A ilha ficava no mesmo local da Abadia de Glastonbury, mas em outro plano, de modo que quem tentasse chegar a Avalon acabaria no templo cristão.
Avalon, a Ilha das Maçãs, reino perfeito de amor e beleza, a busca constante de todo o ser humano que, apesar de todas as desilusões, ainda tem a esperança de fazer deste mundo uma lenda real, ou seja, um lugar melhor para se viver.

Ruínas de Glastonbury (ver vídeo no fim do post)
A maçã representa a imortalidade, o conhecimento e a magia. E existem vários relatos referentes a sua simbologia e às viagens célticas, conhecidas como Immram (viagem), ao Outro Mundo, supostamente, uma realidade contígua à realidade comum. Os Immram são jornadas místicas, nas quais o herói é atraído por uma fada, que lhe entrega um ramo de maçã e o convida para ir ao Outro Mundo, como em "A Viagem de Bran, filho de Fébal", uma analogia a Avalon e a Morgana. "Além disso, é de crer que a mulher feérica que leva um ramo de macieira de Emain ao herói Bran, filho de Fébal, antes de levá-lo a empreender uma estranha navegação, seja a própria Morrigane." (Jean Markale - A Grande Epopéia dos Celtas).

"A Viagem de Bran Mac Febal (Imram Brain maic Febail)"


Um dia, quando passeava sozinho junto de sua casa, Bran, rei da Irlanda, ouviu uma música atrás de si. Por mais que olhasse para trás, não conseguia perceber de onde vinha esse som encantatório, que teimava em persegui-lo. A sua doce melodia era tal que Bran acabou por cair num sono profundo. Quando acordou, viu junto de si um galho de prata coberto de flores tão brancas que era impossível distinguir entre ambos. Bran levou o galho para a sua casa real onde lhe surgiu uma mulher vestida com estranhas roupas, que recitou perante toda a corte um longo poema. Neste, afirmou ter sido ela a portadora do ramo de prata de uma macieira na ilha de Emne. Nesta ilha bela e distante, na qual cintilavam os cavalos-marinhos de Manannán Mac Lir, a população entregava-se a jogos na Planície da Prata Branca no meio de muita música e muita alegria. Aí desconhecia-se a dor, o sofrimento, a maldade, a doença e até a morte. Encontrapartida, tudo nela era belo e perene : a sua música era a mais melodiosa, os seus alimentos eram os mais apetitosos, a sua bebida, a mais saborosa, os seus tesouros eram os maus riscos. Por isso , Emne era única e imcomparável.
Ao terminar a sua canção, a mulher pegou no ramo de prata e desapareceu sem que ninguém soubesse para onde tinha ido. Mas o fefeito da sua canção em Bran levou-o a lançar-se ao mar acompanhado pelos seus três irmãos adoptivos e por vinte e sete dos seus mais bravos guerreiros, de modo a procurar a ilha encantada. Após dois dias e duas noites a navegar no oceano, Bran viu um homem a aproximar-se dentro de um carro sobre as ondas. Este cantou-lhe também uma canção sobre as terras encantadas do Outro Mundo e identificou-se como Manannán, filho de Lir. Disse ainda a Bran que era seu destino viajar até à Irlanda onde geraria um filho a quem daria o nome de Mongán. O Senhor dos Mres despediu-se, por fim, com outra canção.
Algum tempo depois de se afastar de Manannán, Bran avistou enfim outra ilha. Aproximou-se dela rodeando-a com o seu barco, e verificou, com espanto, que todos os seus habitantes riam com agrado enquanto o observavam, sem que, contudo, lhe dirigissem a palavra. Bran enviou um dos seus homens à ilha, mas este, uma vez em terra, adquiriu igualmente o mesmo comportamento estranho dos seus habitantes: ficou a olhar fixamente para os seus companheiros, rindo, sem pronunciar palavra. Como tal, Bran deixou-o aí, na ilha conhecida como Ilha da Alegria, e voltou a partir.
Passado um tempo, aproximou-se de outra ilha. Desta vez, era a Ilha das Mulheres. No porto, a sua líder deu-lhe asboas vindas e convidou-os a ir a terra. Mas, temendo aventurar-se na ilha desconhecida, Bran recusou o convite. A mulher recorreu então a um estratagema: atirou uma bola de londe em diracção ao rosto de Bran que a agarrou com a mão onde a bola ficou colada. Puxando pela outra ponta, a mulher fez o barco atravessar o porto, obrigando assim Bran e os seus homens e entrarem na ilha. Foram recebidos com camas quentes e boa comida, que nunca desaparecia dos pratos. Sem se aperceberem do passar do tempo, permaneceram na Ilha das Mulheres durante largas centenas de anos, até que Nechtan mac Collbrain começou a sentir saudades de casa, sentimento que logo se alargou a todos, que tentaram convencer Bran a voltar à Irlanda. A mulher avisou-os, porém, de que se partissem se arrependeriam, mas ainda assim decidiram partit. Ela disse-lhes então que deveriam levar com eles o companheiro que haviam deixado na Ilha da Alegria e, conhecendo o número de anos que haviam permanecido nos seus domínios, advertiu-os para não tocarem em solo irlandês.
Bran e os seus homens abandonaram a Ilha das Mulheres e viajarm por mar até chegarem à costa da Irlanda. Aí encontraram uma multidão reunida em Srub Brain. Quando lhe perguntaram quem era, Bran respondeu : «Sou Bran, filho de Febal».
«Não sabemos quem és, embora a "Viagem de Bran" seja uma das nossas histórias mais antigas», respondeu um dos irlandeses, para grande espanto de Bran e dos seus homens.
Nesse momento, Nechtan deciciu sair do barco, esquecendo-se dos avisos que lhe haviam sido feitos na Ilha das Mulheres, e tocou o solo da Irlanda com os pés. Transformou-se rapidamente num monte de cinzas como se estivesse como se estivesse estado vivo por muitas centenas de anos.
De dentro do seu barco, Bran contou aos irlandeses as suas aventuras desde o início até àquele momento. Gravou-as em galhos com Ogham e deitou-os ao mar. Partiu depois no seu barco com os seus companheiros para nunca mais ser visto, e pelo mar vagueia ainda, sem que ninguém saiba onde se encontra.

Outro Immram que relata "A Viagem de Maelduin" trata da busca do herói pelos assassinos de seu pai. "Na tradição céltica, dois fatores são constantes: o Outro Mundo fica do outro lado da água; e a direção da jornada geralmente é oeste." (Caitlín Matthews - O Livro Celta dos Mortos). Avalon é o templo do mundo interior, terra da eterna magia e saber que oferece iniciação e esclarecimento a todos que iniciam nessa jornada. E, somente, aqueles que compreendem que a vida é infinita em suas possibilidades poderão abrir as portas deste mundo. Avalon está associada a Caer Siddi (Fortaleza das Fadas), o Outro Mundo ou Annwn, o sídhe (colinas) d’Aqueles Que Vivem Para Sempre... Ilha feérica, onde apenas o povo das fadas e os nobres cavalheiros de alma pura podiam adentrar.
"Existia em Caer Siddi uma fonte que jorrava vinho doce e onde o envelhecimento e a doença eram desconhecidos. Entre os seus tesouros havia um caldeirão mágico, tema diretamente ligado à abundância existente na Ilha das Maçãs." (Ellis, 1992 - Geoffroy de Monmouth, Vita Merlini e Jean Markale - A Grande Epopéia dos Celtas).
Na mitologia céltica existem vários mitos sobre as três propriedades inesgotáveis do caldeirão: inspiração, regeneração e fertilidade. O Grande Dagda possuía um caldeirão proveniente da cidade de Múrias. Ao provar dele, ninguém passava fome, (Ellis, 1992). Matholwch recebera o caldeirão do renascimento do Deus Bran e com ele era possível ressuscitar um morto, mas que perderia a capacidade de falar. (Mabinogion, 1988).
"Na tradição galesa a história de Taliesin oferece um exemplo do caldeirão do renascimento, após a luta de transformação e metempsicose - transmigração da alma de um corpo para outro - da Deusa Cerridwen e Gwion." (J. A. Macculloch - A Religião dos Antigos Celtas).
O caldeirão, mais tarde, deu origem ao mito do Graal, inicialmente nas obras de Chrétien de Troyes. Com a sua cristianização em fins do século XII, o conteúdo do cálice passou a ser o sangue de Cristo. Simbolizando o conhecimento e o alimento da alma. A propósito da temporalidade do Outro Mundo, representada pela "Insula Pomorum", a Ilha Paradisíaca, onde a passagem do tempo não é percebida pelos humanos que para lá vão, como pode ser visto nos relatos sobre Bran. (Jacques Le Goff, 1993).
A ilha sagrada de Avalon não existe nas dimensões de tempo e espaço conhecidos por nós. Ao longo dos séculos, as pessoas tentam localizá-la, em locais como: a Irlanda, o País de Gales, a Cornualha, a Bretanha e a Ilha de Man.
A cidade de Glastonbury, em Somerset, na Inglaterra, é particularmente associada a Avalon, através dos seus mitos e lendas locais, relacionando a colina do Tor como sendo a entrada do Annwn (Outro Mundo), a terra dos mortos na tradição galesa, o lar de Gwynn ap Nudd, o rei das fadas e guardião do submundo.

O Tor
 Avalon, através dos seus mitos e lendas locais, relaciona a colina do Tor como sendo a entrada do Annwn, a terra das fadas, a passagem para o Outro Mundo ou Caer Siddi... Descendo a colina em espiral do Tor, em meio aos carvalhos, chega-se a "Chalice Well Gardens", os Jardins do Cálice Sagrado , onde existe uma fonte de água avermelhada com propriedades curativas, reforçando o mito do Santo Graal e o poder mítico de renascimento dos Deuses, descrito no Livro de Taliesin. (Para mais informações sobre Chalice Well Gardens visite http://www.chalicewell.org.uk/index.cfm/glastonbury/About.Tour )

Chalice Well Gardens em Glatonbury
Mapa de Chalice Well Gardens
Invisíveis aos olhos descrentes, as brumas revelam seus mistérios apenas aos que servem o princípio maior, junto aos Deuses. A lenda se torna realidade, mas o medo, como sempre, é o grande desafio daqueles que estão na travessia deste portal, prestes a desvendar os segredos do Outro Mundo.
Avalon é o templo do mundo interior, a terra da eterna magia e o saber ancestral, que oferece iniciação e esclarecimento a todos que ingressam nessa jornada. E, somente, aqueles que compreendem que a vida é infinita em suas possibilidades poderão abrir as portas deste mundo etéreo.
Chalice Well Deva

Avalon se apresenta nos corações daqueles que são sinceros e seguem o que lhes foi traçado pelos Deuses. Nunca duvide daquilo que foi revelado. A luz do conhecimento é a divina inspiração que nos chama, a todo instante, ao sagrado caminho, mas somente nós é que poderemos tecer o fio desse destino.
O universo nos coloca, sincronicamente, em caminhos que irão modificar não apenas a nossa existência, mas toda a realidade que nos cerca.
A espiritualidade é a energia presente em todos nós, é a essência da vida que nos leva ao equilíbrio e a plenitude. Através da sensibilidade e da intuição começamos a discernir aquilo que é melhor e o que realmente faz a nossa alma feliz.
Avalon é a lenda que nos desperta para uma nova realidade!

Referências

BRASIL. Norma de identidade e qualidade da sidra. In: D.O.U. Portaria n°746, de24 de outubro de 1974. Brasília: Diário Oficial da União, 1974. p. 16-35.

MACCULLOCH, J.A. - A Religião dos Antigos Celtas - Edinburgh: T. & T. CLARK, 1911.
MATTHEWS Caitlín - O Livro Celta dos Mortos - Ed. Madras, 2003.

MARKALE, Jean - A Grande Epopéia dos Celtas - Ed. Ésquilo, 1994

NACM - NATIONAL ASSOCIATION OF CIDERMAKERS -. Code of practice for theproduction of cider and perry. London, 1998.

ROBIN, P.; DE LA TORRE, M. Le cidre, la pomme, le calvados. Paris: Editions duPapyrus, 1988. 192 p.

VITA MERLINI - Geoffrey de Monmouth, 1100–1155.

WOSIACKI, G.; CHERUBIN, R. A.; SANTOS, D. S. Cider processing in Brazil. FruitProcessing . Schönborn, v. 7, n. 7, p. 242-249, 1997.

GIDLOW, Christopher - O Reinado de Arthur - da História à Lenda - Ed. Madras, 2004.
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Então que tal tomarmos uma sidra, neste natal em memória da velha religião e, nos deliciarmos com uma torta de maça e sidra?

Torta de Maçã e Cidra
Ingredientes
Recheio
1 dúzia de maçãs sem casca
1 litro de cidra (no restaurante, é usado o rótulo Le Petit Trou)
100g de açúcar mascavo
50g de manteiga
200ml de creme de leite fresco
3 ovos
30g de açúcar
Massa
175g de farinha de trigo
125g de manteiga em pasta
50g de açúcar
3 ovos

Modo de preparo: Recheio Em uma panela quente coloque a manteiga e refogue as maçãs cortadas em quatro partes. Adicione o açúcar e deixe caramelizar um pouco. Adicione a sidra e cozinhe um pouco a maçã, reduzindo a sidra, e até obter um caldo mais grosso. Espere esfriar, separe o caldo do cozimento e misture com o creme de leite e os ovos, e o açúcar. Massa Misture o açúcar e a manteiga até ficar branco. Em seguida, acrescente os outros ingredientes. Não misture nem sove a massa. Enrole-a em um filme plástico e coloque na geladeira por uns 15 minutos. Reserve. Em uma forma, coloque a massa, abrindo com a mão e pré-asse durante 15 minutos. Montagem Tire do forno e coloque as maçãs. Por cima, coloque o creme. Asse a 180°C por 45 minutos. Sirva quente e com chantilly.

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