sábado, 7 de maio de 2011

Alsacianos para comemorar o dia 9 de maio: Dia da Europa.

Logo mais será 9 de maio. Esta é uma data especial para um continente inteiro onde as pessoas celebram união. Trata-se do Dia da Europa. Terra tão querida por este nobre que lhes escreve; terra de muitas e antigas historias...

O dia 9 de Maio tornou-se um símbolo europeu que, juntamente com a bandeira, o hino, a divisa e a moeda única (o euro), identificam a identidade política da União Européia. O Dia da Europa constitui uma oportunidade para desenvolver aditividades e comemorações que aproximam a Europa dos seus cidadãos e os povos da União entre si.
Em 9 de Maio de 1950, Robert Schuman apresentou uma proposta de criação de uma Europa organizada, requisito indispensável para a manutenção de relações pacíficas. Esta proposta, conhecida como "Declaração Schuman", é considerada o começo da criação do que é hoje a União Européia.

Bandeira

Esta é a bandeira da Europa, símbolo não só da União Européia, mas também da unidade e da identidade da Europa em sentido mais amplo. O círculo de estrelas douradas representa a solidariedade e a harmonia entre os povos da Europa.
O número de estrelas não tem nada a ver com o número de Estados-Membros. As estrelas são doze porque tradicionalmente este número constitui um símbolo de perfeição, plenitude e unidade. Assim, a bandeira mantém-se inalterada, independentemente dos alargamentos da UE.
 A história da bandeira começa em 1955. Nessa altura, a União Européia existia apenas sob a forma da Comunidade Européia do Carvão e do Aço, com seis Estados-Membros. No entanto, alguns anos antes tinha sido criado um outro organismo - o Conselho da Europa - que reunia um número superior de membros e cuja função consistia em defender os direitos do Homem e promover a cultura européia.
O Conselho da Europa procurava um símbolo que o representasse. Após alguma discussão, foi adotado o presente emblema - um círculo de doze estrelas douradas sobre fundo azul. Nalgumas culturas, o doze é um número simbólico que representa a plenitude, sendo também, evidentemente, o número dos meses do ano e o número de horas representadas num quadrante de relógio. O círculo constitui, entre outras coisas, um símbolo de unidade.
O Conselho da Europa convidou seguidamente as outras instituições européias a adotarem a mesma bandeira e, em 1983, o Parlamento Europeu seguiu o seu exemplo. Por último, em 1985, os Chefes de Estado e de Governo da UE adotaram esta bandeira como emblema da União Européia - que nessa altura era designada por Comunidades Européias.
Desde o início de 1986, todas as instituições européias adotaram esta bandeira. A bandeira da Europa é o único emblema da Comissão Européia - o órgão executivo da UE. Outras instituições e organismos da UE usam um emblema próprio, para além da bandeira da Europa.

Hino

O hino europeu não é apenas o hino da União Européia, mas de toda a Europa. A música é extraída da 9ª Sinfonia de Ludwig Van Beethoven, composta em 1823.
No último andamento desta sinfonia, Beethoven pôs em música a "Ode à Alegria", que Friedrich von Schiller escreveu em 1785. O poema exprime a visão idealista de Schiller, que era partilhada por Beethoven, em que a humanidade se une pela fraternidade.
Em 1972, o Conselho da Europa (organismo que concebeu também a bandeira européia) adotou o "Hino à Alegria" de Beethoven para hino. Solicitou-se ao célebre maestro Herbert Von Karajan que compusesse três arranjos instrumentais - para piano, para instrumentos de sopro e para orquestra. Sem palavras, na linguagem universal da música, o hino exprime os ideais de liberdade, paz e solidariedade que constituem o estandarte da Europa.
Em 1985, foi adotado pelos chefes de Estado e de Governo da UE como hino oficial da União Européia. Não se pretende que substitua os hinos nacionais dos Estados-Membros, mas sim que celebre os valores por todos partilhados de unidade e diversidade.

Divisa
“Unida na diversidade” é o lema da União Européia.
Este lema significa que na UE os europeus estão unidos, trabalhando em conjunto pela paz e pela prosperidade, e que o fato de existirem diferentes culturas, tradições e línguas na Europa é algo de positivo para o continente. 
Nome

África, Ásia, Europa e Oceania são nomes emprestados de divindades gregas. Um livro que procura dar resposta ao nome do continente europeu:  A Europa. Génese de uma Civilização, de Lucien Febvre e publicado pela Teorema. Vejamos nas próximas linhas algumas das principais ideias desse autor sobre a génese e evolução do conceito de Europa.
A Europa começou inicialmente por ser um termo geográfico, com origem nos antigos gregos. Estes consideravam que o mundo tinha a forma de uma esfera, sendo que as massas de terra deveriam estar dispostas de forma simétrica. Assim conceberam inicialmente duas grandes massas: para oriente da Grécia ficava a Ásia – que significa a terra do sol nascente – enquanto que para o ocidente ficava a Europa – a terra do sol poente. A Líbia (África) – a terra do vento de sudoeste, o chuvoso – foi mais tarde acrescentada, inicialmente unida à Ásia, por se julgar que esta tinha uma extensão inferior à Europa, permitindo assim que as duas grandes massas se equilibrassem. E assim nasceu a Europa.

Na mitologia grega, é irmã de Ásia e uma das filhas dos deuses Oceano e Tétis. Para alguns pesquisadores, o nome Europa deriva da palavra ereb, que pertence às línguas semíticas e significa região onde o Sol se põe.
Mas, é da mitologia grega que se tira a melhor explicação para o nome do continente europeu – pelo menos a mais romântica.  Acredita-se, pela lenda, que Europa, foi uma ninfa muito bela que despertou os amores de Zeus, deus-rei do Olimpo. Arrebatado pela paixão, ele transformou-se em touro branco e raptou-a. E todo o lugar por onde a jovem Europa passou, foi mais tarde compreendido como Europa.
De acordo com a mitologia grega Europa foi  uma  ninfa muito  bonita que despertou o  amor de Zeus – rei dos deuses. No dizer de Homero, na Ilíada, era filha de Fênix, ancestral dos fenícios ou então de Agenor, rei de Tiro, e assim Irma de Cadmo. Diz a lenda que Zeus a vias acompanhadas de outras jovens nas praias da Fenícia, atual Líbano, e não resistindo aos seus encantos decidiu ir ao seu encontro disfarçado como um imponetentouro branco, para então raptá-la para si.
Sobre essa passagem, o mitologista Thomas Bulfinch escreveu em seu livro de ouro da mitologia, que a mortal Aracne – “uma donzela que atingira tal perfeição na arte de tecer e bordar, que as próprias ninfas costumavam deixar suas grutas e suas fontes para admirar seu trabalho, que era belo não somente depois de feito, mas belo também ao ser feito” - , entendeu que poderia desafiar sua mestra, a deusa Athena, para uma competição de bordados, pretendendo demonstrar desta forma que sua habilidade como bordadeira era inigualável. Em um dos trabalhos feitos nessa oportunidade, ela mostrava Europa, iludida por Zeus sob a forma de um touro, sentiu-se encorajada pela mansidão do animal, e por isso aventurou-se em cavalgá-lo. Zeus então entrou no mar e levou-a a nado para a ilha de Creta.
— Ó meu pai! — exclamou ela, desesperada de dor. — Ó meus irmãos e minhas amigas, junto dos quais eu passava dias tão tranqüilos! Onde estou? Para onde vou? Estou sendo vítimas de uma ilusão? Deixar minha pátria e meus penates! Ousar a travessia da longa extensão dos mares! Ah! Se me livrassem deste monstro execrável! No furor que de mim se apodera, eu encontraria forças para despedaçá-lo, para partir os chifres deste touro que ainda há pouco eu tanto admirava! Infeliz! Por que tardas tanto a deixar a vida? Com o cinto que te ficou nas mãos, podes bem, pendurada a um carvalho, terminar tua sorte: a menos que não prefiras, escrava envilecida, fazer com tuas mãos reais a tarefa que a uma estrangeira agrade te impor.
Assim eram os queixumes dela. Venus ouvia-a com um sorriso malicioso, e junto dela seu filho, com o arco distendido. Cupido estava pronto a ferir. Quando a deusa ficou saciada daquele bárbaro prazer, revelou-se a Europa, dizendo-lhe:
— Modera esse furor, se o touro odioso vier de si próprio oferecer-te seus chifres para que tu os quebres. Ignoras que se trata de um disfarce de Júpiter? Ignoras que és a esposa de Zeus? Acalma teus soluços: aprende a manter o papel muito elevado para que foste chamada. E uma parte do universo receberá, daqui por diante, o teu nome.
 Chegando em Creta Zeus se transformou no que realmente era, o  deus supremo do Olimpo e a levou prara uma gruta onde se amaram. Dessa união  nasceram três filhos: Minos, Radamanto e Sarpedonte.
Europa recebeu três presentes de Zeus: Talos, um gigante de bronze dotado de movimentos, capaz não só de atirar pedras como o de se aquecer a ponto de queimar os intrusos, cuja missão era guardar a ilha de Creta contra possíveis invasores; um cão que seguia sempre a pista de sua presa, e uma lança que nunca errava o alvo. Por ordem de Zeus ela casou-se posteriormente com Astério, rei de Creta, que adotou seus três filhos. Um deles, Minos, assumiu o  trono da ilha quando da morte do  padrasto. Porem, segundo a tradição, Europa foi primeiramente transportada para a beócia, onde teve um filho Carnao, antepassado dos égides, que eram os filhos de Egeu, ou atenienses.
Seu pai, durante toda a vida, a procurou em  vão, e ela , uma vez morta, foi elevada por Zeus á  categoria de divindade e transformada em constelação; em homenagem a Europa,  varais festas era realizadas em  Creta e na Grécia.

Depois desta história fantástica que tal experimentar uma sobremesa deliciosa e tipicamente européia?

Alsacianos

500 g de farinha
250 g de margarina
1 pitada de sal
250 g de açúcar
2 ovos
12 colheres (sopa) de kirsch

Canela e açúcar para polvilhar

Modo de preparo Trabalhe bem a margarina com o açúcar. Junte uma pitada de sal e os ovos, um a um, de forma a obter uma massa bem homogênea e lisa. Perfume com o kirsch e incorpore a farinha, trabalhando bem a massa. Leve ao forno, não muito quente, numa forma untada e polvilhada, durante cerca de 20 minutos. Antes de retirar da forma, corte em losangos ou cirvulos e polvilhe com açúcar e canela. Volte a levar ao forno para que o açúcar derreta e caramelize um pouco.

3 comentários:

  1. Caro Barão, andava à procura dos Alsacianos e vi esta sua receita. Com a devida mesura, permito-me perguntar a vossa mercê, se os ditos não deverão conter natas.
    É que os vi aqui na minha cidade à venda, pesquisei em outros sites, e lá está, com a mesma massa folhada, mas de tamanho maior que os tradicionais pasteis de nata portugueses, contendo este interessante ingrediente.
    Apresento a vossa mercê estimados cumprimentos e parabenizo-o pelo seu excelente espaço.

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  2. Meu Caro Jorge Portojo, inicialmente dou-lhe as boas vindas a esta Confraria. Que sejas feliz sempre que estiver neste espaço. Agradeço sua interação.
    Quanto a sua inquisição sobre o uso d digo-lhe que conheço, também, algumas receitas do mesmo doce que foram modificadas ao longo dos tempos - e que talvez por isso mesmo apresentam alterações de ingredientes. No entanto procurei aqui colocar a mais simples e tradicional que me foi possível conseguir.

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