sexta-feira, 20 de maio de 2011

Amanhã é o Fim do Mundo X O Último Baile Imperial

Hoje estou presenciando um dia confuso nesta cidade. Desde o início da semana uma rede de TV local divulga que o fim dos tempos terá início amanhã, dia 21 de maio de 2011. Como se não bastasse, pessoas estão por aí afirmando que, de acordo o calendário Maia, o mundo irá acabar em 2012. Agora correm teorias de que o tempo de vida da Terra (e de todos nós) é ainda menor pois amanhã seria a data do apocalipse. Sim, sábado agora. 
Em Nova York, na praça Union Square, um homem saiu erguendo o cartaz que proclama o Apocalipse. Sabe-se que, meses atrás, fiéis de uma igreja evangélica compraram outdoors nos EUA e Canadá para mostrar publicamente o fim do mundo. Mas qual o motivo da data específica de 21 de maio de 2011?
São duas teorias. A primeira se baseia em um trecho da Bíblia na qual Deus fala a Noé: “Após sete dias a partir de agora, eu irei enviar uma chuva de quarenta dias e quarenta noites sob a Terra e irei eliminar todas as formas de vida que eu criei”. O dilúvio. Acontece que, segundo consta no livro sagrado dos cristãos, “um dia para o Senhor é como sete mil anos, e sete mil anos são como um dia”. Como o dilúvio ocorreu 4990 anos ante de Cristo, somados sete mil anos, chegamos em 2011.
A outra teoria busca uma explicação no número 722,500, que é o número de dias entre a crucificação de Jesus Cristo e 21 de maio de 2011. A explicação é que 722,500 é um número místico por ser o resultado da multiplicação de 5x10x17x5x10x17. Isso porque cinco, significa redenção, dez conclusão e 17 paraíso. Bom, de qualquer forma, esse final de semana saberemos se o homem da placa está certo.
E para fazer uma analogia e trazer algo de bacana pra esta confraria vou hoje comentar sobre o último baile do Império brasileiro – que foi realizado  no prédio histórico do Rio de Janeiro que mais admiro – o Castelo Mourisco da Ilha fiscal.
Palácio Mourisco - Ilha Fiscal
 O GLAMOUROSO FIM  
Brasão do Império Brasileiro

A  República estava ao encalço do Império enquanto a corte se divertiu à vontade no Baile da Ilha Fiscal, o último baile na Capital do Império Rio de Janeiro, que parou para ver o desfile de elegância.
Jamais o Rio de Janeiro havia servido de cenário para tanto fausto e cintilância. No dia 9 de novembro de 1889, um sábado, os salões do Palácio da Ilha Fiscal serviram como palco para o baile mais extraordinário entre todos os promovidos pelo Império Brasileiro. Foi também o último, o apagar das luzes da monarquia no Brasil, realizado apenas seis dias antes que as forças republicanas instaurassem no país a nova ordem. E observando a história podemos imaginar como foi a realização da maior festa realizada pelo Império Brasileiro, a pedido do Visconde de Ouro Preto.

Visconde de Ouro Preto


O Rio de Janeiro fervilhava. Os estoques das lojas de tecidos se esgotaram em poucos dias. Costureiras e alfaiates não davam conta de tantas encomendas. Já no início da tarde daquele sábado, o Rio de Janeiro passou a viver um clima diferente. Acabou mais cedo do que de costume o movimento no centro, à exceção do que se verificava nas lojas de roupas finas. Nelas, fervilhavam as senhoras e senhoritas em busca de suas requintadas toaletes de seda, rendas de Bruxelas, chamalote ou veludo. Nos alfaiates, o movimento não era menor. Os cavalheiros acorriam em busca de suas casacas feitas especialmente para a ocasião. Os mais ousados faziam os últimos ajustes em seus vestons - essa extravagante indumentária recém-surgida no mundo da moda, composta de vestes compridas e pretas com gola, inteiras de seda. Os festeiros se apressavam também para conseguir dar os últimos retoques no trato pessoal. As filas nos barbeiros eram enormes, e muitos cavalheiros que desejavam apenas fazer a barba tinham que esperar pacientemente até que se fizessem nas melenas dos jovens, a ferro quente, as pastinhas, hoje tão populares entre eles.

O OBJETIVO DO  BAILE
Oficialmente seria homenagear o comandante Banen do navio chileno Almirante Cochrane em retribuição a igual colhida em tempos anteriores.
Cruzador chileno Almirante Cochrane
Na realidade as finalidades seriam:
- Confirmação das Bodas de Prata da Princesa Isabel e do Conde D´Eu que já tinha ocorrido em 15/10/1889,
- Fortalecimento da Monarquia, ameaçada por tantos que defendiam ideais republicanos.
Mas o real objetivo do evento, que funcionou às avessas, era tentar revigorar a imagem do Império na opinião pública e sensibilizar a nobreza empobrecida pela abolição da escravatura para a preservação da Monarquia.
Então organizou aquela que seria, segundo o Visconde de Ouro Preto, "a maior e mais importante" festa entre todas já promovidas pelo Império.

O LOCAL
Era necessário escolher o local do baile, se a festa acontecesse no Paço de São Cristóvão, os militares do Exército, cujo quartel da Artilharia ficava ali ao lado, teriam a faca e o queijo nas mãos para proclamar a República. Bastava cercar o Imperador e seu ministério. O mesmo aconteceria se o baile fosse realizado em Petrópolis.
Os revoltosos precisariam apenas explodir as pontes ferroviárias para deixar o governo imperial isolado.
A solução seria uma ilha. Monarquista, a Marinha de Guerra brasileira, a terceira do mundo na época, daria a cobertura. E ainda poderia contar com a ajuda da Marinha chilena, que enviara o encouraçado Almirante Cochrane para exercícios na Baía de Guanabara. Só faltava escolher a ilha. Não foi muito difícil.
Ilha Fiscal em 1889
 A Ilha Fiscal estava logo ali, com seu belo palácio recém-construído, com seu estilo mourisco aos moldes de outros majestosos que existem na região do Alverne, na França. Foi escolhido o posto de vigilância aduaneira, inaugurada depois de 7,5 anos de obras em abril de 1889, à entrada da Baía de Guanabara, 200 metros do centro do Rio de Janeiro - que ficava numa ilha, pelo povo conhecida como "Ilha dos Ratos".
Aquele sábado, 09 de novembro de 1889 (em 2011, 122 anos), marcaria para sempre nossa história. Na parte superior do castelo, após subir uma escada em caracol com 38 degraus e revestida em cantaria podemos vislumbrar a sala onde foi realizada a troca de bandeiras entre Chile e Brasil.

RECURSOS FINANCEIROS
A festa custou em torno de 250 contos de réis, quase 10% do orçamento previsto para a província do Rio de Janeiro naquele ano. Dizem as “más línguas” que este dinheiro estava destinado ao auxílio de vítimas da seca no Ceará. ("Cem contos de réis estavam guardados nos cofres do Ministério da Viação e Obras Públicas jamais chegariam ao Ceará. Os flagelados da seca que assolava o sertão tiveram que esperar"). E quanto valeria esta quantia nos dias de hoje?
Adotando duas metodologias diferentes obtivemos um valor estimado entre 650 mil e 1,2 milhões de Reais. (Método 1 : Projeções da inflação entre 1902 e 2008./Método 2: Conversão da moeda vigente para ouro). A Conta: - o dinheiro reservado para a Seca, pagou as primeiras contas, 50 contos, foi parar na conta bancária da Confeitaria Paschoal, a preferida da Casa Imperial; 24 contos de réis serviram para pagar o pessoal que trabalhou naquela noite: três chefs, 150 garçons e um exército de cozinheiros, ajudantes e serviçais da limpeza; os 26 contos de réis foram empregados na decoração, incluindo dois gigantescos candelabros de prata e 24 pavões empalhados, que adornavam os cantos das mesas.

MUDANÇA NA DATA DO BAILE
D. Luis I

Tudo estava preparado para a festa, inicialmente programada para 19 de outubro de 1889, quando chegou a notícia da grave doença do rei de Portugal – Dom Luis I, sobrinho do Imperador, que faleceu no dia seguinte.
Em respeito ao luto, a comemoração – que reuniria a Família Imperial, membros do governo, o corpo diplomático, altas patentes militares e a nata da sociedade da corte, foi transferida para 9 de novembro de 1889.

CONVITES E CONVIDADOS
O imperador Dom Pedro II, pela primeira e última vez na vida, decidiu convidar 3 mil pessoas para um baile – alguns registros republicanos falam em 5 mil pessoas incluindo a Família Imperial e os 300 tripulantes do cruzador chileno Almirante Cochrane, os números não são absolutos. A alta sociedade prestigiou maciçamente esta festa.
Na semana do baile, desabou um temporal no Rio de Janeiro. Enquanto dois mil convites eram distribuídos aos representantes das nações vizinhas, integrantes do governo e nobres da Corte.

DECORAÇÂO
Ao chegar à ilha, os convidados desembarcavam em meio a um bosque. Nas paredes do torreão, um quadro simbolizando a recepção ao navio Almirante Cochrane mostrava ninfas e golfinhos saindo da baía para oferecer ramos de flores aos marinheiros chilenos.
O prédio, em estilo mourisco, teve seus salões decorados com palmeiras, vasos franceses, flores da terra, balões venezianos, lanternas chinesas, milhares de velas, bandeiras brasileiras e chilenas.
Dos seis salões, dois decorados com motivos florais as paredes se escondiam sob cachos de flores naturais e palmas, dois maiores decorados com motivos navais entre tapetes vermelhos, âncoras douradas e prateadas, foram colocados retratos recém-pintados do almirante Cochrane e do almirante Greenfell e os outros dois com espelhos. Existiam mais duas salas. Um salão de jogos e um salão toucador para as senhoras.
Foram armadas duas mesas em forma de ferradura, para 250 talheres cada uma. Nas cabeceiras das mesas, dois enormes pavões empalhados estendiam as caudas multicoloridas, seguiam-se pratos de peixe e de caça colocados alternadamente com  enormes castelos de açúcar, em cujos torreões foram colocados bombons. Sobre elas toalhas de linho branco, talheres de prata, louças importadas e copos de cristal.
À frente de cada prato havia nove copos de formatos diferentes, três brancos e seis coloridos. Tudo servido por um batalhão de garçons devidamente paramentados.

TRAJES E ROUPAS

Rua do Ouvidos 1890

Tudo no Baile da Ilha Fiscal foi luxo e exagero. Mulheres cobertas de jóias, usando vestidos (de seda, renda, chamalote ou veludo) comprados nas casas mais sofisticadas da Rua do Ouvidor, no centro do Rio de Janeiro - Mme. Roche, Palais Royal, Wellimcamp.
 Os cabelos, penteados por cabeleireiros franceses da Casa A Dama Elegante, no mesmo endereço.Senhoras plantaram-se nos salões de beleza 72 horas antes da festa para conseguir quem lhes emperiquitassem. Muitas ficaram três dias sem tomar banho e dormiram três noites sentadas para não estragar o penteado.
Homens com casacas, jaquetas e uniformes de gala que abusavam das brilhantinas inglesas da Fritz Marck and Co. nos cabelos e nos bigodes
Apenas os homens da Corte e os militares tinham acesso aos barbeiros especializados em cortar bigodes à titlé (garoto esperto), chicard (chique), grognards (soldados da Guarda Napoleônica) e rostillon (cocheiro de carruagens de gala).
A TOILETTE DA FAMÍLIA IMPERIAL
O traje da imperatriz Tereza Cristina não chegou a causar impressão especial – trajava um vestido de renda de chantilly preta e guarnecido de vidrilhos.
Já o traje da princesa Isabel , no entanto, causou exclamações de admiração pelo luxo e pela beleza. Ela portava uma roupa de moiré preta listada, tendo na frente um corpete alto bordado a ouro. Nos cabelos, carregava um diadema de brilhantes.
D. Pedro II trajava uniforme de almirante.

D. Pedro II no traje de Almirante

O colunista Desmoulins, do Correio do Povo citou o mau gosto a que se entregaram muitos dos convidados. Criticou ainda os homens que, no salão, mantinham seus chapéus ingleses do Wellicamp e do Palais Royal enfiados na cabeça. (Réplicas, expostas na Ilha Fiscal, dos trajes típicos utilizados naquele baile)
A Família Imperial veio de São Cristóvão. Quando a carruagem atingiu o Campo de Santana, um imprevisto. Havia um grande engarrafamento.
A Família Imperial chegou ao cais pouco antes das 22:00 horas. D. Pedro II, a imperatriz Teresa Cristina e o príncipe D. Pedro Augusto embarcaram primeiro

O POVO PRESTIGIA NO  CAIS PHAROUX
O baile estava marcado para as 20h30, mas desde cedo uma multidão se acotovelava em volta do Cais Pharoux, que dá acesso à ilha, e nas ruas próximas para ver chegarem os convidados.
A impressão que se tinha era que boa parte dos 500 000 habitantes que contava o Rio de Janeiro naquela época estava lá.
Uma das seis bandas contratadas para a festa animava o povo que prestigiava o evento vaiando ou aplaudindo os convidados.
Ao contrário do que se poderia imaginar a galeota, que sempre foi utilizada pela Família Imperial nos seus passeios pela baía da Guanabara, não foi utilizada aquela noite. (Esta embarcação com 24 metros de comprimento para 11 remadores em cada bordo, levando na popa uma cabine forrada de veludo para a Família Imperial, foi construída em Salvador, em 1808, por ocasião da vinda da Família Real portuguesa para o Brasil e trazida para o Rio de Janeiro em 1809).

Cais Pharoux início do séc. XIX

  Na Ilha quando era inaugurada a iluminação elétrica do castelo e a banda executava o Hino Nacional, o Imperador tropeçou numa presilha do tapete e só não levou um tombo porque foi amparado. Reagiu com bom-humor:
- A Monarquia escorregou mas não caiu. 

EMBARQUE E TRANSPORTE DOS CONVIDADOS
O transporte, só começaria às 20:00h. Houve corre-corre, empurra-empurra. Madames perderam a compostura e outras pagaram mico, caindo na água do cais. Foi um prato para o público e os jornais. 
A suntuosidade da festa começava ainda na ponte flutuante montada junto ao cais para o embarque, ornamentada com seis grandes arcos e dois candelabros de gás. Os convidados embarcavam em 03 barcaças a vapor que saíam do cais Pharoux, na atual praça XV de Novembro, centro do Rio de Janeiro (como resultado de escavações realizadas, foram localizadas as escadarias utilizadas pela Corte para chegar aos ferry-boats).

Da ponte, os convivas eram levados até a ilha pela barca Primeira, coberta de tapetes luxuosos e ornamentada com as bandeiras brasileira e chilena. Segundo O Jornal do Commercio do Rio (11 de novembro 1889), a ilha foi "transformada num cenário encantado, onde demoiselles vestidas de fadas e sereias recepcionavam os convivas".

RECEPÇAO E CERIMONIAL NA ILHA
Uma vez no palácio, foram conduzidos a um salão em separado, onde já se achavam reunidos membros do corpo diplomático estrangeiro, oficiais e alguns eleitos da sociedade carioca. A festa e a diabetes deixou de D. Pedro abatido, e ficou a mercê, a recepção aos convidados não foi realizada pela Família Imperial que chegou ao local em torno das 22:00 horas.
O quadro “O último baile da Ilha Fiscal” de Francisco Aurélio de Figueiredo retrata esta recepção. Uma cópia do quadro, feita por Robson G. está exposta na Ilha Fiscal, já o original se encontra no Museu Histórico Nacional – MHN.
Autores comentam que naquele quadro existem mensagens subliminares, sendo as principais a coroação que não ocorreu da princesa Isabel e a movimentação do grupo republicano para tomar o poder.
BANQUETE
À mesa: 1.300 frangos, 500 perus, 300 pernis de presunto, 64 faisões, 18 pavões, 800 kg de camarão, 800 latas de trufas, 1.200 latas de aspargos, 20.000 sanduíches, tudo decorado com legumes, flores ou frutas.
Sobremesa: 14.000 sorvetes e 2.900 bandejas de doces sortidos. O cardápio servido nessa única noite, destacando a exuberância dos pratos, ornados com flores e frutas exóticas, que em tudo combinavam com o estilo mourisco da Ilha Fiscal. Por essas mesas, passou um desfile monumental de iguarias que daria para alimentar um exército. Republicano, naturalmente.

Capa do Menu do Baile
 À meia-noite, os arautos soaram as trombetas anunciando que a mesa estava posta. Foi a correria. Comilança desenfreada.
O comportamento dos convidados deixava a desejar. A Família Imperial viu-se obrigada a deixar a Ilha pouco depois da sobremesa.

CARTAS DE VINHOS E BEBIDAS
Foram cometidos alguns excessos nas bebidas. As notícias dizem que foram consumidas milhares de garrafas de vinhos de diversas procedências, prevalecendo os do Porto e Algarve. Isso significa de duas a três garrafas para cada convidado, sem contar as 300 caixas de champanhe francesa.
A carta de vinhos
 As bebidas oferecidas: 258 caixas de vinho (Château d'Yquem, Château Lafitte, Château Duplessis, Chablis, Liebfraumilch, Madère Rouge, Marsala, Lacrima Christi), 300 de champanhe (Veuve Clicquot, Luis Röederer), 10.000 litros de cerveja e licores a fartar.

A MÚSICA
Seis bandas foram contratadas para o baile, uma foi colocada no convés do cruzador Cochrane que estava ancorado na ilha. Na época, a execução dessas canções ficava por conta das bandas imperiais, em sua maioria militares.
As partituras eram editadas com requinte pela Casa Buschman e Guimarães, responsável pela publicação do Hino Chile-Brasil, composto por Francisco Braga, para saudar a tripulação do Almirante Cochrane. O som de fundo era feito com trechos de óperas de Verdi, Boccherini, Waldteufel, Metra e Auber.

O BAILE
A Família Imperial chegou mais tarde, perto das 22:00 horas.
Quando a Princesa Isabel e o Conde D'Eu chegaram, às 23:00, começaram as danças (dizem que a Princesa era um pé-de-valsa, e muito se divertiram), que foram interrompidas à meia noite para a ceia, a qual foi farta.
O quadro “O último baile da Ilha Fiscal” de Francisco Aurélio de Figueiredo
Abatido, o Imperador permaneceu afastado, quase anônimo, enquanto o presidente do Conselho de Ministros, Affonso Celso de Assis Figueiredo, o Visconde de Ouro Preto, fazia as honras.
O Imperador só se levantou para dançar uma única vez. Foi com a filha do Barão Sampaio Vianna, que completava 15 anos. O ministro chileno, Manoel Villamil Blanco, e o comandante Banem, do navio Almirante Cochrane, levantaram vivas e moções de solidariedade ao governo brasileiro e ao imperador.
A maioria dos convidados, preferiu ficar do lado de fora, já que o palácio era pequeno para tanta gente. Depois da 1:00 hora da manhã recomeçaram as danças, sendo que a Família Imperial logo se retirou, prosseguindo a festa até às 6:00 horas de domingo. A valsa e a polca foram as músicas predominantes no Baile da Ilha Fiscal, segundo o pesquisador Carlos Sandroni.
Os cartões de dança das mulheres, que foram encontrados na Ilha Fiscal após o baile, junto com ligas e espartilhos, revelam que a piéce de resistance foi uma seqüência alternante em três tempos: fantasia, valsa, minuano, valsa, fantasia, valsa. (Os cartões são uma das curiosidades guardadas no Arquivo Nacional. Neles, as damas anotavam os nomes dos cavalheiros com quem haviam se comprometido a dançar).
Dançavam-se em seis salões.
A maior parte das danças ocorreu fora do palácio, pois não cabiam nele mais do que setenta casais dançando.Pelos salões desfilou a fina flor da aristocracia, da oficialidade e da sociedade cariocas.

Escândalo
A imprensa dividiu-se em seus relatos, preocupou-se em divulgar o Baile e não o Golpe de Estado seis dias após, mas foi um grande acontecimento. As peças íntimas que foram encontradas na ilha após a festa, foram motivo de escândalo quando noticiados pelos colunistas das revistas femininas do século XIX, entre essas revistas, a “Eu Sei Tudo” revelava que:
"a Coroa não era tão casta como pressupunham os seus súditos".
O jornal Tribuna Liberal, na sua edição de 10 de novembro de 1889, falou do:
"brilho e o ruge-ruge das sedas, os colos salpicados de brilhantes, safiras, esmeraldas e os diademas rutilantes dos penteados".

- O colunista Desmoulins, do Correio do Povo, por sua vez, citou o mau gosto a que se entregaram muitos dos convidados. Criticou ainda os homens que, no salão, mantinham seus chapéus ingleses do Wellicamp e do Palais Royal enfiados na cabeça.
- O cronista social da Gazeta de Notícias descreveu com detalhes 74 trajes das damas presentes, numa edição que bateu recordes de espaço e de tiragem.
- O jornal publicou também uma descrição detalhada da ceia, anunciada em um menu de 12 páginas, guarnecido com as cores das bandeiras brasileira e do Chile: "Nada menos que 11 pratos quentes, 15 pratos frios,12 tipos de sobremesas, 4 qualidades de champagne, 23 espécies de vinhos e 6 de licores, num total de 304 caixas destas bebidas e mais dez mil litros de cerveja. Os números da maior comilança de que o país tem notícia relacionam para o preparo de todas essas receitas, o consumo de nada menos que 18 pavões, 25 cabeças de porco, 64 faisões, 300 peças de presunto, 500 perus, 800 quilos de camarão, 800 latas de trufas, 1200 latas de aspargos, 1300 galinhas, além de 50 tipos de saladas com maionese, 2900 pratos de doces variados, 12 mil taças de sorvete, 18 mil frutas e 20 mil sanduíches".
- E o cronista dedicou um espaço especial para as bebidas:
"Das 304 caixas de bebidas, 258 eram de vinhos e champagnes.
Ou seja: "Naquela noite, foram consumidas 3.096 garrafas desses maravilhosos fermentados, que compunham uma bateria de 39 rótulos diferentes, com destaque para Porto de 1834 - uma safra preciosíssima - Madeira, Tokay, Château D’Yquem, Château Lafite, Château Leoville, Château Beycheville, Château Pontet-Canet e Margaux".
A presença marcante do italiano Falerno, nas versões branco e tinto, era uma deferência à imperatriz. Os champagnes não podiam ser melhores: “Cristal de Louis Roederer, Veuve Cliquot Ponsardin e Heidsieck”. Dentre os vinhos alemães, destacavam-se o “Liebfraumilch e o famoso Johannisberg do Reno".
- Um republicano infiltrado no baile, que dias depois publicou suas impressões na Revista Ilustrada, comenta que a certa altura os salões tornaram-se pequenos para o número de convidados.
"Para conseguir o espaço necessário às danças, o senhor Hasselmann, guarda-mor da alfândega, teve de suar, não só o topete, mas também o colarinho, de tal modo que este perdeu toda a compostura e tomou o aspecto de uma simples tripa enrolada no pescoço".
- No meio do Baile, o Ministro das Relações Exteriores, o Visconde de Cabo Frio, resolveu fazer diplomacia.
Ao saber que havia perus no cardápio, ficou preocupado com o que poderia pensar a comitiva do governo peruano. Mandou poupar as aves e escondê-las no porão. A notícia vazou. Um grupo de nobres decidiu aprontar e subornou o dono de uma embarção, na tentativa de seqüestrar os animais.
A polícia deteve os fanfarrões.
A imprensa gozou: "A polícia não encontrou os perus no barco, mas descobriu 604 peruas no baile". 
O único negro convidado, o engenheiro André Rebouças, sintetizou em seu diário: - "Foi uma bacanal!".
Republicanos criticaram extravagância
Os Republicanos reclamaram da extravagância, mas estavam lá, aproveitando e tramando, hoje em dia seria considerado "Alta Traição".
Rio de Janeiro - O luxo e a extravagância dos trajes e cabelos das convidadas do baile da Ilha Fiscal receberam, alfinetadas de republicanos que não faltaram ao baile e aplausos de monarquistas. O luxo e as extravagâncias que cercaram o desembarque do couraçado Almirante Cochrane, dando lugar a um período denominado "Festas Chilenas", incentivou a propagação dos ideais republicanos.
Madrugada de 10 de novembro de 1889, os convidados deixam a Ilha Fiscal, terminado o último Baile do Império.
D. Pedro não gostou do que viu. Menos ainda quando teve que pagar a conta, de 250 contos de réis - equivalente a 10% do orçamento anual do Rio de Janeiro.
Enquanto o baile transcorria, o que os convidados não imaginavam, nem o imperador D. Pedro II, é que tramavam em suas costas. À mesma hora em que se acendiam as luzes do palacete para receber os milhares de convidados engalanados, os republicanos reuniam-se no Clube Militar, presididos pelo tenente-coronel Benjamin Constant, para maquinar a queda do Império.
"Mais do que nunca, preciso sejam-me dados plenos poderes para tirar a classe militar de um estado de coisas incompatível com sua honra e sua dignidade", discursou Constant na ocasião, tendo como alvo justamente o Visconde de Ouro Preto.
Longe dali, ao lado da Família Imperial, o visconde desmanchava-se em sorrisos ao comandar seu suntuoso festim.
Seis dias depois, o Marechal Deodoro proclamava a República na Praça da Aclamação (hoje, da República) - perto do cais Pharoux, de onde partiram os convidados para o Baile. Perplexo o povo, nas ruas, comemorou o fim do Império. No meio dele, estavam também os mesmos oficiais do navio chileno (ainda ancorado na Baía de Guanabara) que teriam sido homenageados pela última grande farra do Império.
O Baile da Ilha Fiscal passou à história como um símbolo. É que civilizações em decadência têm como traço comum, os exageros à mesa. Inclusive no Brasil, claro. O ex-presidente Collor, em seu último ano na Casa da Dinda, consumiu, só de camarão, duas toneladas e meia.

A proclamação da República, no entanto, não significou o fim das festividades em torno da tripulação do couraçado Almirante Cochrane.
Os republicanos aproveitaram para brindar com os chilenos o fim do Império, chegando até a afirmar que o fato de o Chile ser uma República foi um estímulo à sua proclamação.
O Baile da Ilha Fiscal, realizado no dia 09 de novembro de 1889, marcou a transição do Império para a República. A população andava insatisfeita com a inflação de 3% ao ano, pasmem! E os impostos absurdos criados pelo Ministro da Fazenda, o sr. Afonso Celso de Assis Figueiredo, o Visconde de Ouro Preto, não o Afonso Vintém, como o chamavam nas esquinas.
O último fora o imposto compulsório sobre as passagens do bonde, daí o apelido. O Exército conspirava na caserna. As repúblicas vizinhas achavam que já era hora do Brasil caminhar com as próprias pernas. A Argentina estava prestes a declarar guerra por questões de fronteiras.
A idéia do Baile veio para mostrar a força do Império, com a presença de todo o governo e da nobreza.

FIM DO  BAILE E DA MONARQUIA
Passados dez dias de sua realização, em plena República, o baile da Ilha Fiscal ainda é comentado na cidade, seja nas rodas chiques da Rua do Ouvidor, seja nos bairros. Pela forma como mobilizou não apenas os convidados, mas também toda a população do Rio de Janeiro e por ter marcado o canto do cisne do Império, pode-se prever que ele ficará inscrito na História da cidade e do país.
A repercussão do baile não seguiu os caminhos imaginados pelos promotores: naquela mesma noite, militares republicanos estavam reunidos com Benjamin Constant Botelho de Magalhães, líder positivista, para decidir a data da proclamação da República.
Desde a abolição da escravatura - assinada pela Princesa Isabel no ano anterior - os interesses dos senhores de escravos, últimos aliados de Dom Pedro II e base de sustentação do governo ficaram muito abalados.
Começavam a chegar os primeiros imigrantes para substituir a mão de obra negra.
Seis dias depois do baile, no mesmo Cais Pharoux de onde partiam os ferry-boats para levar os convidados do Imperador para a Ilha Fiscal, o Marechal Deodoro proclamava a República.
Ainda se recuperando da ressaca, a Corte percebeu que o Imperador tinha sido deposto e era hora de saudar a República com outras festas.
Aliás, alguns dos destaques do novo regime estavam presentes ao Baile da Ilha Fiscal, como Rui Barbosa, Campos Sales e Benjamin Constant.
O Império caia, com muita dignidade e nobreza e sem nenhuma queixa, sete dias após o término do baile que entraria para a história.
É possível que o próprio imperador, em seu exílio, esteja à essa hora se arrependendo de ter atravessado a Baía de Guanabara rumo à Ilha Fiscal naquela noite faustosa e fatídica. Desde que, na juventude, granjeou fama como um autêntico pé-de-valsa, e do tipo galanteador, D. Pedro nunca mais demonstrou prazer em participar de grandes bailes oficiais e sequer tomou a iniciativa de promovê-los.
Numa monarquia, por tradição, é o monarca e sua família que dão o tom da vida social da corte. Se dependesse dele, o tom dos salões cariocas teria sido pálido.
Coube aos grandes anfitriões da cidade, como o barão de Cotegipe e a Mme. Haritoff, movimentarem a sociedade durante o Império, com suas festas inesquecíveis.
A princesa Isabel e o conde D'Eu reagiram a essa frieza social de D. Pedro, organizando reuniões animadas no Paço de Petrópolis e no Paço Isabel.
Nada disso, porém, encontrava eco no Paço de São Cristóvão.
Com o baile da Ilha Fiscal, organizou-se a mais suntuosa das festas para marcar a derrocada de um imperador que detestava festas suntuosas.
Certamente, ele poderia ter partido para o exílio sem carregar na bagagem as marcas dessa idéia luminosa do visconde de Ouro Preto.

O Problema do Poder
- A vingança pela abolição estava concretizada.
Mesmo assim a República foi proclamada e o Sr. Deodoro da Fonseca, agora presidente da República, decreta o salário do presidente para 120 contos de réis o dobro que era dado a toda Família Imperial, e 50% do custo do Baile da Ilha Fiscal que meses antes tinham tanto combatido.
Claro, tudo era desculpa, o que queriam era o Poder, de bem fazer, ter poder como o Imperador, assim acabou o Idealismo.
A República foi proclamada para tirar um imperador que diziam absolutista para colocar militares ou civis de pior envergadura.
A República foi proclamada e todos os direitos individuais foram suspensos, e as imagens da Monarquia apagadas, e depois novamente concedidos, argumentando que seriam conquistas republicanas, tudo fraude.
Tudo se ajeita com o tempo, mas não como proclamaram.
Tiramos uma tradição, estável, digna, para colocar auto proclamados ditadores no lugar,com suas exceções.
Não proclamaram outros sistemas, para trocarem os republicanos que estavam, pois na época não havia outros sistemas políticos no mercado, então deram golpes uns nos outros.

Fatos Pitorescos do Baile
- Só havia um banheiro para atender as necessidades dos convidados. Os cavalheiros se ajeitavam com facilidade, à beira-mar.
 Para socorrer as mulheres, apertadas com a cerveja que era servida à farta, a criadagem teve que retornar ao continente para pegar... baldes. Sim, as damas iam para o cantinho, colocavam o balde embaixo do vestido e se aliviavam.
- Uma lista divulgada, dos despojos encontrados nos salões, na manhã daquele domingo incluía, por exemplo: O baile passou das 6:00 h, quando a criadagem recolhia objetos deixados pelos cantos. Entre eles 17 pufes (almofadinhas que realçavam os contornos das madames), nove dragonas de militares, oito raminhos de corpete (usados para esconder o decote dos seios), dois coletes de senhoras e dezessete ligas, dezesseis chapéus, treze lenços de seda, nove de linho e quinze de cambraia
Após a saída dos convidados, os trabalhos de limpeza revelaram artigos inusitados espalhados pelo chão: além de copos quebrados e garrafas espalhadas, foram recolhidas condecorações perdidas e até peças de roupas íntimas femininas.
“O Paiz “ era o principal periódico republicano do Brasil , chegou a vender, em 1890 , 32 mil exemplares. Apesar de atuar como um órgão oficioso do governo, considerava-se independente. Escreveram em suas páginas, entre outros, Rui Barbosa e Joaquim Nabuco, O fato pode, entretanto, ser fictício, uma vez que foi relatado na coluna humorística Foguetes , do periódico carioca no dia 12 de novembro de 1888.
- Um fato irônico, até hoje não confirmado, ocorreu logo após a chegada da Família Imperial, conta-se que D. Pedro II, ao entrar no salão do baile, desequilibrou-se. Ao recompor-se, exclamou:
- O monarca escorregou, mas a monarquia não caiu!
Um baile sem fiscal, no fim da Monarquia
Nota: - Em 28 de setembro de 1992, o jornal paulista “O Estado de São Paulo” publicou a matéria, relatando o preparo de um livro sobre o evento do Baile da Ilha Fiscal que marcou a queda do Império no Brasil.
Na época da publicação dessa reportagem, o Brasil havia derrubado o presidente Fernando Collor de Mello e investigava os ilícitos cometidos por seu tesoureiro de campanha, Paulo César Farias, que seria depois encontrado morto em sua casa e se preparava para promover em 1993 o plebiscito previsto na Carta Magna de 1988, que determinaria a forma de governo no País, República ou Monarquia Parlamentarista.
Origem da Obra do Castelo Mourisco
A Ilha Fiscal, então Ilha dos Ratos, foi criada pelos aterros das obras da primeira Alfândega e era ocupada com fornos para a queima de cal Dorsetshire, recebido da Inglaterra. Para explicar o nome "Ratos", existem duas versões: a primeira proviria dos roedores ali existentes em grande número, provavelmente oriundos da Ilha das Cobras, de onde fugiram escapando dos ofídios que lá haviam. A outra lembraria as muitas pedras existentes nas suas cercanias, pedras de coloração acinzentada, semelhantes a ratos nadando.

Disputada na época pelos ministérios da Marinha e da Fazenda, o primeiro querendo instalar um posto de socorro marítimo e o segundo um posto aduaneiro, a rapidez do engenheiro Adolpho José Del Vecchio, diretor de obras do ministério da Fazenda, fez pender o lado da balança para este. Rapidamente elaborou projeto de edifício sólido e funcional dedicado à fiscalização alfandegária. Em 06 de novembro de 1881, foi lançada a pedra fundamental da edificação.
Pouco depois, a ilha foi visitada pelo Imperador D. Pedro II. Conta-se que, encantado com a magnífica vista da baía, tê-la-ia considerado "delicado estojo, digno de uma brilhante jóia". Del Vecchio, então, admirador do estilo gótico, projetou um castelo como os do século XIV em Auvergne, França.
O projeto recebeu Medalha de Ouro ao ser apreciado na exposição da Escola Imperial de Belas Artes.
Em 27 de abril de 1889, o edifício foi inaugurado com a presença do Imperador, utilizando-se no transporte a famosa Galeota Imperial (em exposição no ECM).
Da construção, sobressaem o excepcional trabalho em cantaria, executado por Antônio Teixeira Ruiz e auxiliado por excelentes profissionais do ofício, os mosaicos do piso do torreão, obra de Moreira de Carvalho, onde foram utilizadas mais de uma dezena de espécies de madeira, as belas agulhas fundidas por Manuel Joaquim Moreira e Cia., a pintura decorativa das paredes de autoria de Frederico Steckel, o relógio da torre de Krussman e Cia., os aparelhos elétricos de Seon Rode, e a magnífica coleção de vitrais, importados da Inglaterra, dois deles no torreão, com os retratos de D.Pedro II e da Princesa Isabel, ladeados pelos brasões genealógicos do Imperador e da Princesa.
Em 06 de setembro de 1893, irrompia no Rio de Janeiro a chamada Revolta da Armada. Nela, parte substancial da esquadra brasileira, comandada pelo Almirante Custódio de Mello, rebelou-se contra o governo do Marechal Floriano Peixoto.
Naquela época, a Ilha Fiscal ficou em meio ao tremendo duelo de artilharia travado entre as fortalezas leais ao governo e os navios e fortalezas (Ilha das Cobras e Villegaingnon) dos revoltosos.
Múltiplos foram os danos sofridos na edificação. Suas paredes foram atingidas por projéteis, agulhas de ferro derrubadas, telhados, fiação e móveis avariados, além de sérios danos nos vitrais. Obviamente, as despesas de restauração seriam vultosas, razão talvez para o engenheiro do Ministério da Fazenda, Miguel R. Galvão, sugerir a entrega da ilha ao Ministério da Marinha, "em troca de algum edifício que melhor se prestasse ao serviço da Alfândega". A troca só se efetuaria quase 20 anos depois, não por um edifício, mas pelo Vapor Andrada, proposta pelo Almirante Alexandrino Faria de Alencar, Ministro da Marinha, ao seu colega da Fazenda Dr. Rivaldo Correia (1913).

Fontes:
Textos adaptados de VEJA, Sociedade, 20 de novembro de 1889,
Fotos e pesquisa na internet. http://www.odia.ig.com.br/
FAISÃO ASSADO

1 faisão
Sal e pimenta a gosto
300 ml de conhaque
150 ml de vinho tinto
1 ramo de alecrim
100 gr de páprica
2 dentes de alho
30 gr de sálvia
Preparo: Tempere o faisão com sal, pimenta e todos os outros ingredientes. Deixe, nesses temperos, por 6 horas. Coloque o faisão em assadeira, junto com os temperos, e cubra com papel laminado. Leve ao forno moderado. Regue, de vez em quando, com o líquido da assadeira. Retire o papel e deixe corar.  Sirva com maçãs assadas, cerejas e farofa.

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